N/A: Olá, pessoas!

Voltando das cinzas com uma atualização! Dêem uma lida na N/A do final :)

Bjinhos!

Qualquer um Pode Amar


Capítulo 4 – Sentimentos inexplicáveis

Gina olhou à sua volta, observando as folhas secas caindo das árvores, na colina em que visitava quase diariamente. Já estava no final de outubro, no outono, e a paisagem era toda coberta pela cor marrom desbotado.

Sentia-se bem. Desde que entrara pro time de Quadribol, sua convivência no colégio melhorou muito. Fizera amizade com suas colegas de quarto e elas se provaram incríveis. Maya era um pouco cheia de si, mas sempre animava todas as pessoas à sua volta. Gwen era mais calada e costuma lançar comentários depressivos, mas de certa forma lhe lembrava a Luna, em versão morena. E Cady era tão extrovertida quanto Maya.

As três acolheram Gina e passaram a andar todas juntas. Elas faziam-na rir, ensinavam alguma matéria que não havia aprendido direito, distraiam-na. Nunca pensara que iria gostar tanto daquele colégio depois de um começo tão difícil, as elas provaram ser possível.

No começo, receava essa pequena felicidade que sentia, como se estive traindo todos os seus amigos que se encontravam-se na guerra. Mas lembrou-se que o motivo para que seus pais a mandassem para lá era que justamente pudesse viver um ano normal.

Embora se divertisse muito durante o dia, sua noite a traia, pois sempre pensava naqueles que amava e demorava muito para dormir, sempre sofrendo de insônia.

Mas, aos poucos, até isso foi passando e começou a dormir direito, sem derramar nenhuma lágrima. Suas novas amigas eram um fato importante para isso.

Só que tinha um outro fator, que caminhava em sua direção naquele momento.

Draco subia a colina, com o mesmo ar de indiferente de sempre, e Gina abriu um sorriso. Não sabia dizer ao certo, mas talvez tenha sido ele o motivo para estar bem agora. Se não fosse por seu incentivo – se foi mesmo um incentivo – não teria entrado no time de Quadribol e nem feito novas amigas.

Continuavam se vendo na colina, todo dia. As aulas acabavam e Gina sempre dava uma desculpa para suas amigas e ia para lá. Em vários dias, eles não falaram nada, apenas ficavam sentados, perto um do outro. O silêncio era reconfortante, e apenas de vê-lo a ruiva sentia-se mais segura e não sabia explicar o motivo disso.

Em outros dias, conversavam sobre coisas banais do novo colégio, ou então, sobre suas infâncias. Draco viajara muito quando criança, conhecendo a França, Espanha, Portugal, Itália, Holanda, Austrália, China, Japão, Coréia do Sul. Este último, em especial, ele havia adorado. Visitara a capital, Seul, e se encantara com a beleza da arquitetura local e a paisagem em geral.

O sorriso que Draco deu enquanto descrevia o local ficou marcado na memória de Gina. Era um sorriso tão puro que ele dava enquanto lembrava de sua infância que a ruiva prometeu a si mesmo que gostaria de vê-lo sorrir daquela forma mais vezes.

Já sua infância havia sido mais simples, não tendo muito o que contar e preferindo ouvir tudo o que Draco dizia sobre as outras culturas bruxas nos diversos países que visitou.

No entanto, não falavam de Hogwarts. Era como se bloqueassem aquele assunto intencionalmente, para não relembrarem fatos indesejáveis.

A princípio, Gina achou que o loiro estava na mesma situação que ela: com saudades de casa e, de certa forma, a presença dela fazia-o lembrar do Reino Unido. Mas tomou um susto certa tarde quando, num dos momentos em que estavam calados, ouviu alguém chamando por Draco.

Um rapaz belo de cabelos escuros e lisos, na altura do ombro, apareceu sorrindo.

- Até que enfim te achei, Draco! Então é aqui que você se esconde, não?

O sorriso dele morreu quando seus olhos pousaram em Gina. Seu olhar ficou confuso e depois um tanto malicioso.

- Não pense besteiras, Blaise. – disse o loiro, um tanto irritado.

Gina olhou para o moreno, lembrando dele. Este pareceu também reconhecê-la quase ao mesmo tempo, mas ficou todo desconcertado, sem saber o que falar.

- Eu, err, hum... – Blaise tentava falar algo – eu acho que... Te vejo depois, Draco.

E desceu a colina, deixando uma Gina confusa. Por que ele não falara nada ao vê-la ali? Lembrou-se dele dos encontros de Slughorn: Blaise Zabini. Mas ele não teria reconhcido-a? Era impossível não lembrar do sobrenome de sua família. Não com aqueles cabelos que possuía. Quase como se lesse pensamentos, Draco respondeu.

- Ele ficou surpreso de te ver aqui.

Ele falara evitando olhar nos olhos da garota. Ela o encarou, avaliando-o.

Se ele tinha um amigo de Hogwarts aqui, porque ainda perdia seu tempo com ela? Sentiu uma pequena felicidade dentro do peito. Não comentou nada, embora estivesse cheia de perguntas não respondidas.

Afinal, o que os dois sonserinos faziam lá? Era óbvio que tinham fugido da guerra, mas não exatamente pelo mesmo motivo que ela. E tinha tanta coisa que havia acontecido que ela gostaria de saber... Como a morte de Dumbledore, que segundo Harry, Draco estava presente. A entrada dos comensais em Hogwarts, a batalha que teve; tantas perguntas!

Mas não fazia nenhuma. Não queria correr nenhum risco de não falar mais com ele. Gostava daqueles momentos, a faziam bem. Mesmo quando ele estava de mau humor, ele apenas ficava calado, sentado perto dela. Era... Confortável tê-lo ali.

Teve medo que, depois que Zabini apareceu, Draco parasse de ir lá. Mas dia seguinte ele se encontrava sentado embaixo da árvore e o moreno não voltou mais a aparecer. Não entendia nada, mas não se importava. Só queria que as coisas continuassem assim.

E os dias foram passando, tão rápido que não sentia mais. Já estavam em dezembro, mas o inverno nem de longe era parecido com o que tinham em Hogwarts. Alguns dias eram um pouco mais frios, chovia um pouco, mas eles sempre se viam, mesmo debaixo de chuva. Foi num desses dias que Gina foi surpreendida por suas amigas, quando voltava ao dormitório.

Elas a pararam no caminho do prédio e, sem dizer nada, a arrastaram para o vestiário do campo de Quadribol, completamente vazio àquela hora.

- E então, vai nos dizer o que está acontecendo? – inquiriu Maya, depois de certificar-se que a porta estava fechada.

Gina as olhou com uma expressão confusa, e Cady tentou esclarecer.

- Vimos você voltando das colinas. Lá é proibido para as alunas, sabia? - a expressão dela tornou-se mais divertida – não que nós não tenhamos quebrar essa proibição em todos os nossos anos aqui, mas é impossível.

A ruiva demorou um pouco para absorver a informação e compreender.

- Vocês... Não conseguem chegar lá? – perguntou, incerta.

As três assentiram com a cabeça.

- Nós bem que queríamos... Tem um colégio masculino do outro lado, sabia? – falou Maya – mas quando entramos aqui, durante a cerimônia de abertura uma espécie de feitiço é posto em nós, e nunca conseguimos chegar até lá, não pergunte o porquê.

Gina ficou parada, olhando pra elas.

- Mas você – continuou – você não passou por esta cerimônia, e pode ir e voltar livremente. E não pense que não notamos sua ausência! – disse sorrindo, apesar de o tom ser um pouco bravo - Sempre volta com um sorriso no rosto, lameada pela chuva e às vezes... – o sorriso tornou-se malicioso.

- ... às vezes você volta com cheiro de perfume masculino. – completou Cady, com o mesmo sorriso no rosto.

A ruiva corou. Sabia que as amigas deviam estar desconfiadas há tempos, mas nunca perguntaram nada. Por ter vindo do Reino Unido, um país que estava em guerra e o mundo inteiro sabia, elas evitavam perguntar. Mas parecia agora que não tinha escapatória senão contar sua história.

- E então... – Gwen se pronunciou pela primeira vez – quem é ele?

Entendendo que elas estavam se referindo ao cheiro masculino, tentou se explicar.

- Não é nada disso, o Draco não é... – mas parou. Desde quando passara-se a referir ao loiro pelo primeiro nome? Não fazia idéia.

- Ah, então o nome dele é Draco! – Maya sorria vitoriosa – como ele é? Moreno, forte...?

- Garoto certinho, bad boy...? – Cady indagava.

- Ou seria um estilo mais gótico...? – completou Gwen.

Gina estava perdida nas suposições das garotas. Elas achavam que ela estava com um namorado, mas tinha que esclarecer a história o mais rápido possível.

- Esperem! – falou e elas a encararam – não é isso. Olha, a história é um pouco longa, e logo teremos o jantar... – tentou fugir.

- Não tem problema. – disse Maya, sentando-se no banco do vestiário, sendo imitada pelas outras duas – temos tempo e não estamos com fome.

Não tinha escapatória, teria que contar. Começou pelo que considerava o começo: contando a situação de seu país de origem. Elas sabiam apenas o que noticiavam, mas não conheciam quase nada da história do menino-que-sobreviveu.

Falou da queda de Voldemort, de como ele supostamente morreu ao tentar matar um garoto. Contou dos anos de paz que teve na infância, mas como tudo isso pareceu mudar quando tinha dez anos.

Falou sobre sua família, seus irmãos, de Harry Potter, de como era apaixonada por ele desde que o vira pela primeira vez. Discorreu sobre tudo: sua rixa familiar com os Malfoy, suas aventuras ao montarem um grupo de Defesa Contra Artes das Trevas sob um regime autoritário, sua luta no Ministério da magia, seus namoros rápidos e finalmente seu namoro com Harry – e seu término.

Sobre o que acontece ano passado, a morte do Diretor de sua escola, um ícone no mundo bruxo e a guerra assumida.

Finalizou contando a decisão de seus pais de a mandarem estudar em outro continente para fugir da guerra, uma vez que seus irmãos estavam lutando. E que Draco Malfoy – o mesmo que sempre detestara a vida toda – havia salvo sua vida e, por pura coincidência, estava estudando no colégio masculino do outro lado da colina.

Quando finalmente acabou, suas amigas a encaravam mudas. Não se manifestaram muito durante a explicação, mas agora pareciam não ter mesmo o que falar.

- Então... É isso. Essa é a minha história. – disse, com certo pesar. Tinha certo receio do que elas iam pensar agora que contara tudo.

- Bom... – começou Maya – sua história é... Interessante.

- Muito interessante – disse Cady.

- Eu diria extremamente interessante. –falou Gwen.

- Quero dizer, tirando o fato de você ser uma rebelde que se mete em confusões – Gina deu um sorrisinho com o comentário da loira – você passou por muita coisa.

- Mas, voltando ao assunto inicial – falou Cady – o que esse Draco Malfoy significa pra você?

Gina parou para pensar na pergunta. O que o loiro significava pra ela? Não sabia a resposta. Gostava de estar com ele, sua presença a deixava feliz, apesar de todas as brigas que tiveram em Hogwarts. Ele a incentivava quando precisava, fazia comentários que a deixava com um astral melhor. Em todo aquele tempo, só recebera uma única carta de seus pais, dizendo que tudo estava bem, mas sem grandes explicações da real situação. Ficara muito deprimida, mas ele conseguira animá-la.

- Ele... – começou a resposta – Me faz bem. Ele é como um irmão, que sempre está lá quando preciso e...

Sua frase foi interrompida por risinhos abafados. Sua amigas estavam com olhares divertidos quando falaram.

- Francamente, Gina! – repreendeu Cady.

- O garoto se sentiria mal ao ouvir isso. – falou Gwen.

Gina não entendeu e olhou-as confusa. Maya explicou.

- Gina, ele não quer ser um irmão pra você. – ela frisou a palavra – ele muito provavelmente está a fim de você, só que você é muito tonta pra perceber.

A ruiva ficou em choque com a informação.

- C-como...? – gaguejou, o que fez as amigas gargalharem.

- Ai ai, tão inocente... – disse Maya.

- Gi, o cara te salvou quando não deveria se importar, e manteve contato com você quase diariamente desde então... – falou Cady.

- E mesmo tendo um amigo aqui, continuou te encontrando. – completou Gwen.

- Mas... Vocês não entendem, ele me odeia desde... sempre! – tentou se justificar, recebendo um olhar risonho das amigas – jamais pensaria numa coisa dessas! E tem o Harry...

- Qual, aquele que terminou com você pra salvar o mundo? – perguntou Gwen, sem piedade.

Gina assentiu.

- Bom, ele não está aqui, não é? – falou Maya – e esse Draco está. Sempre com você, sempre te animando.

- Quem se importa com rixas familiares nos dias de hoje? – disse Cady, balançando os ombros – ninguém liga mais.

- Talvez ela devesse ler "Romeu e Julieta" – comentou Gwen, já se levantando.

- Tem razão, ela precisa ver no que dá viver presa a conceitos desse tipo. – disse Maya, imitando a amiga.

As três caminharam para a porta, deixando uma Gina estática no mesmo lugar.

- Você não vem jantar? – a morena perguntou.

Assentindo, seguiu as amigas, ainda meio atônita com toda aquela conversa.


Draco estava sempre de mau humor. Com exceção dos momentos que passava ao lado de Gina, ele evitava todo e qualquer tipo de contato com pessoas. Não que Blaise pudesse ser evitado.

O moreno fora uma verdadeira surpresa. Desde que chegara (com uma história parecida com a sua – um tio distante conseguira contrabandeá-lo pra fora do país), ia com ele para todos os lados, sempre sorrindo.

Estava acostumado com ele, afinal, era o único amigo que possuía. Não entendia muito bem o significado da palavra "amigo", mas se pudesse usá-la para designar alguém, seria Blaise. Era o único que conhecia os segredos de sua família, que sabia tudo o que já tinha feito. E que estava acostumado ao seu humor negro, sempre sorrindo apesar de tudo.

Ele fizera amizade rapidamente no novo colégio, ao contrário do loiro, que se excluía por vontade própria. Nenhum de seus colegas entendia como Blaise podia ser amigo de alguém tão rabugento, mas ele não se importava. Draco era seu amigo e ponto final.

Conheciam-se desde pequenos, uma vez que suas famílias eram próximas. Fizeram amizades após uma briga na lama, o que rendera um bom puxão de orelha de seus pais. Desde então, o moreno sempre esteve por perto quando Draco precisava, apesar dêem Hogwarts a maioria não desconfiar da profundidade da amizade entre eles.

Por sua atitude excludente no colégio, ninguém reparava no sumiço de Draco no fim da tarde, apenas Blaise. E ao notar a freqüência diária com que isso ocorria, o moreno resolveu procurar por ele certa vez, deparando-se com o amigo no alto da colina, aparentemente acompanhado por uma garota (ambos estavam sentados calados um ao lado do outro, o que não definia exatamente um encontro).

Ao olhar com mais atenção, teve a surpresa de constatar que era uma Weasley. Lembrava-se dela, uma vez que Slughorn a convidada para seus encontros. E o cabelo era realmente difícil de confundir.

Ao olhar para Draco, procurando uma resposta para suas indagações, viu apenas o olhar perturbado do loiro, que encarava tudo menos seus olhos.

Ainda um tanto confuso, resolveu sair sem mais perguntas, tentando evitar ao máximo o constrangimento da situação.

Não falou nada sobre o assunto desde então, embora continuasse com ele na cabeça. Draco continuou sumindo todo final de tarde e, certo dia, quando voltou todo molhado de chuva, ficou encarando enquanto ele arrumava suas coisas.

- Desembucha logo, Blaise. – disse Draco, impaciente. Não agüentava mais os olhares do moreno sobre ele.

- Bom... – ele tentou começar – então... Os Weasley estão aqui, hum? – disse, incerto.

- Não – respondeu o loiro secamente – só a caçula.

O moreno fez um pequeno "Ah" e calou-se. Conhecia o amigo bem o suficiente para saber que tinha mais nessa história. Por que ele estava mantendo contato com a Weasley? Sempre teve tanta raiva dessa família que era difícil acreditar que os dois agora se falavam normalmente.

Mas aprendera há muito a nunca duvidar de Draco. Ele geralmente tinha um motivo por trás de tudo o que fazia, o que lhe deixou receoso.

- Ela... Não é parte de nenhuma missão, faz...? – perguntou à meia voz.

O loiro virou-se com uma rapidez impressionante, encarando-o assustado.

- Mas é lógico que não! – respondeu em um sussurro raivoso – eu jamais a envolveria nesse tipo de coisa!

O loiro percebeu tarde demais que havia se traído. O olhar de Blaise mudou, agora especulando.

- Então, se ela não tem importância para seu trabalho – frisou a palavra, demonstrando saber do significado oculto desta – por que está falando com a Weasley?

Silêncio. Draco continuou arrumando suas coisas por algum tempo antes de responder algo.

- É... Complicado.

O moreno fechou a cara.

- Tenho certeza que posso agüentar. – ao ver que o loiro não pretendia falar mais nada, resolveu provocar – pensando bem, ele até que é gostosinha.

Draco enrijeceu, parando o que estava fazendo. O moreno continuou.

- Não sei se é uma beldade, uma vez que eu nunca olhei direito pra ela, mas de repente, dá pro gasto, não? – podia ouvir o rangido dos dentes trincados do loiro – sem roupa ele deve ser uma bele...

Não terminou a frase. Em um segundo, estava imprensado na parede por Draco, este com a mão direita em seu pescoço.

- Não ouse falar dela assim. – disse o loiro com uma voz tão fria que um frio percorreu a espinha de Blaise – Ela não é esse tipo de garota.

O moreno, apesar de um pouco assustado pela atitude abrupta do amigo, não se abalou.

- Então... Me diga como ela é. Me explique por que você está com raiva apenas por eu ter constatado que, de fato, ela é uma garota bonita. – a mão de Draco afrouxou seu pescoço – ou poderia começar me dizendo por que a vê todo dia.

O loiro se afastou lentamente, sentando-se na beirada de sua cama, apoiando os cotovelos no joelho e sua cabeça nas mãos. Sabia que podia confiar em Blaise, e não tinha mais ninguém com quem pudesse falar o que estava passando.

- Eu não sei. – começou lentamente, com voz baixa, e o moreno teve que se esforçar para ouvir – eu também não entendo porque a vejo todo dia. É quase uma... Necessidade. Eu preciso estar com ela, ver que ela está vem. Nunca senti tanta vontade de proteger alguém antes. E não consigo entender o porquê disso.

O moreno ficou calado, pensando um pouco, antes de dizer algo.

- Ela... Sabe o que você já fez? – o loiro negou com a cabeça ainda abaixada – pretende contar a ela? – novamente, uma negação – pretende se envolver com ela?

A cabeça de Draco se levantou e Blaise pôde ver o mesmo olhar perturbado que vira anteriormente, quando ele estava ao lado da ruiva.

- Eu... Eu acho que quero... – diante do olhar de descrença do amigo, corrigiu-se – certo, eu quero. Como eu disse, não entendo porque quero estar ao lado dela, mas sei que quero. Talvez – um sorriso triste apareceu em sua face – talvez seja porque ela tem uma inocência que eu nunca vou ter novamente.

Novamente, o silêncio. Blaise queria que o loiro concluísse o pensamento, e continuou:

- Mas...?

- Mas... Eu não posso, Blaise, você sabe que não posso! – sua voz estava cheia de raiva contida – não posso quebrar essa inocência, essa ingenuidade dela, com o monstro que eu sou! Não posso me envolver com ninguém seriamente, muito menos com ela.

O silêncio agora era pesado. Blaise sabia o que tinha que falar e Draco sabia o que tinha que fazer.

- Termine com isso então. – disse o moreno – se ela se tornou importante para você, não a machuque, não a envolva mais em sua vida, ou uma hora ela acabará descobrindo por si mesma e será pior.

Cada palavra do moreno era como uma chicotada, ferindo Draco, mas ele sabia que o amigo estava certo. Precisava parar de ver Gina a qualquer custo, antes que a machucasse. E faria isso tão logo tivesse oportunidade.


N/A: Hello!!!

Um bom tempo sem aparecer, mas trazendo atualização!

O que acharam? Dei um bom pulo no tempo e vocês já vão saber o motivo. Neste capítulo, deu pra perceber que o Draco já tem certeza que gosta da Gina, mas ela ainda não sabe o que sente por ele.

Temos ainda o mistério de Draco, que só será desvendado daqui a dois capítulos.

Sim, tivemos um momento meio gay na conversa com o Blaise. Mas todas as pessoas têm o direito de possuir sentimentos, e Draco não foge à regra.

Mas então... Por conta do espírito natalino, resolvi atualizar essa fic aqui. Até porque no próximo capítulo (que já está com metade escrito!) será natal para os nossos personagens, e muitas coisas irão acontecer!

Aliás, teremos música e é quase obrigatório que escutem quando ela aparecer no cap, pq é mto linda!

Por isso não reparem nesse pulo que dei no tempo. Coloquei apenas que os meses passaram mas as conversas deles continuaram, sem nunca ter rolado nada entre eles.

Por falar nisso, pretendo postar o próximo cap antes do Natal. Então, deixem reviews!!!

Bjinhos,

(¯`·._.·[ Princesa Chi ]·._.·´¯)