N/A: Oh my God, nem acredito que estou escrevendo a última NA desta fanfic! Sim, este é o ÚLTIMO CAPÍTULO! Como sempre, tem música para acompanhar, e já se encontra em meu profile daqui do site. Não deixem de ler a NA após o capítulo!
Capítulo 10 – Pelo resto de nossas vidas
Tempos felizes passam depressa. Os últimos dias de Gina no Reino Unido foram ainda mais divertidos do que poderia imaginar. Maya, Cady e Gwen fizeram Gina passear com elas por vários lugares, incluindo Hogwarts. Após pedir permissão à diretora McGonagall, Gina passeou um dia com elas pelo castelo, indo depois para o povoado de Hogsmeade.
- Caramba, eu me sinto no século passado! – Maya exclamou.
Gina só ria, vendo a reação das amigas. Draco e Blaise estavam juntos delas, obviamente, e adoravam contar histórias de quando os dois estudavam ali. Gina também contava as suas e, quando finalmente retornaram para a Toca, já estavam exaustos do dia que tiveram.
- Só mais um dia – Gina falou, abraçando Draco na porta de sua casa – e terei que retornar.
- Arrependida da sua decisão?
- Não – sacudiu a cabeça – mas vou sentir saudades daqui. Foi bom ter recordações com minhas novas amigas onde fui criada, mas sentirei mais falta de minha família.
- Quer dizer que não vai sentir de mim? – ele fingiu-se de ofendido.
- Você estará comigo lá, não vale.
- Mas não te verei diariamente – ele parecia indignado.
- Sim, mas ainda terei a chance de vê-lo – ela colocou um ponto final.
Ouviram um barulho na cozinha, e a Sra. Weasley apareceu na porta.
- Boa noite, querido, vai ficar para o jantar? –a matriarca parecia genuinamente feliz de ver o rapaz.
- Olá Sra. Weasley. Hum, hoje não, minha mãe quer que eu ajude a organizar os arquivos da empresa antes de partir.
- Você voltará com a Gina, não é? – ela tinha um olhar gentil no rosto.
- Sim. Preciso começar meu curso de verão, e ainda tenho que estudar para a prova da Academia.
A senhora assentiu, despedindo-se deles.
- Vou sentir ciúmes – Gina comentou – você estudava em um colégio masculino, e agora irá para uma academia onde terá garotas inteligentes e bonitas.
- Gina, nenhuma garota gênio é bonita. Veja a Granger, por exemplo – ele levou um tapa da namorada que, apesar disso, ria – estou falando sério. E mesmo que haja, meu coração já pertence a uma certa ruiva ciumenta.
A garota deu a língua para ele, num gesto infantil.
- Eu prezo o que é meu – ela respondeu.
- Se você sabe que eu sou seu, não precisa se preocupar – ele passou a mão por seu rosto – e como acha que ficarei, tendo uma namorada famosa?
- Não é certo ainda, Draco. Eu posso não conseguir – uma sombra de preocupação passou por seus olhos.
- Mesmo se não conseguir, o que eu acho improvável, você precisa tentar. No final, poderá dizer a si mesma que tentou o seu melhor.
A ruiva assentiu. O que seria de sua vida sem Draco? O abraçou forte.
- Queria te ver diariamente, como antes! Por que você não repetiu de ano? – recebeu um olhar incrédulo – certo, eu não queria que você repetisse, mas ao menos assim eu continuaria a te ver!
- Hum, já que é assim, posso pensar em uma solução – ela a olhou confusa – mas só te informarei quando tudo estiver certo.
- Como assim?
Ele a beijou, se despedindo.
- Só te conto depois. Tchau!
- Draco!
Antes que pudesse perguntar mais, ele aparatou; agora que tinha permissão para visitar Gina, podia fazer a aparatação dentro do terreno, e não nos limites externos. Gina sacudiu a cabeça; ele não tomava jeito! Sempre a deixava curiosa por algo; apesar de adorar surpresas, a ruiva se remoía por dentro para descobrir o que era.
Entrou em casa, já encontrando seus irmãos na sala. Eles estavam passando ali todas as noites para falar com ela, a fim de matarem a saudade. Podia notar o olhar de Maya em cima de seu irmão Carlinhos; sabia que o irmão mais velho não daria atenção, apesar de sua amiga quase se jogar em cima dele.
- Ah, Gina, o que posso fazer? Ele tem aquele estilo ogro que eu adoro – o olhar de sua amiga brilhou, falando sobre Carlinhos.
- Mas ele não dará bola, Maya – Gina tentou explicar – só não quero que se machuque.
A amiga ficou em silêncio alguns momentos, observando de longe.
- Ah, tudo bem. Ainda tem os gêmeos, não é? – ela falou, em tom de consolação, apontando para a dupla à distância e fazendo Gina rir.
- Não se anime, o da direita já está no meu alvo – Cady falou se aproximando.
- Garotas, meus irmãos não são mercadorias! – Gina tentou parecer ofendida, mas não conseguiu controlar o sorriso.
- A culpa é sua por ter nos apresentado a eles, Gi – Maya falou séria – ninguém mandou ter tantos irmãos bonitos. Ruivos são difíceis de encontrar por aí, sabia?
- Hum, fico imaginando se todos os pelos deles são ruivos – Cady falou de forma maliciosa.
- Garotas! – Gina exclamou, mas começou a gargalhar. Suas amigas eram umas pervertidas, mas que sempre a divertiam.
Aquela noite foi divertida, assim como a seguinte. Da mesma forma que um jantar foi feito para recepcioná-la, um outro foi feito para sua despedida. Parecia novamente seu aniversário, com todos os amigos presentes; Gina se divertiu muito aquela noite, com um sentimento de saudosismo. Sentiria muita falta de todos ali, mas nada substituiria a felicidade que tinha com Draco e com suas amigas. E a sensação de voar pelo campo... Ah, como queria voltar a treinar! Não via a hora de entrar novamente no campo de quadribol de Northshore.
Seus irmãos brincaram com ela aquela noite, suas amigas procuraram ficar um tanto distante, para que Gina aproveitasse o momento em família. Mas era impossível para Draco ficar longe dela; estava sempre perto, sempre com o olhar preso nela.
- Em um primeiro momento, achei que você havia enfeitiçado minha irmã, Malfoy – Gui aproximou-se dele, após observar seu olhar por algum tempo – mas acho que foi o contrário. Ela quem enfeitiçou você.
O loiro assentiu, um leve sorriso no rosto.
- Não tenho com discordar, Guilherme.
- Vai mesmo manter as formalidades? Já é praticamente da família. Ou melhor – um olhar desafiador apareceu em seu rosto – ainda fará parte da família, não é mesmo?
- Você ainda duvida disso? – Draco levantou uma sobrancelha – ainda duvida que eu quero passar o resto da minha vida ao lado de sua irmã?
- Não estou duvidando, estou te desafiando a não fazer isso – Draco soltou um risinho com a fala do ruivo – não conseguirá fugir da fúria dos Weasley se a magoar.
- Ameaça anotada, junto com todas as outras – o loiro respondeu – eu não vou abandoná-la, a menos que ela não me queira ao lado. E acho que vocês já tentaram convencê-la disso, não?
- Com certeza – Gui assentiu – mas ela é teimosa e nunca dá ouvidos. Fazer o quê!
Os dois riram, e Draco sentia-se feliz, vendo sua namorada sendo perseguida pelos gêmeos, que queriam testar nela uma de suas novas invenções. Estava se dando melhor com os Weasley; Artur e Molly o aceitaram de coração, e os outros irmãos começaram a aceitá-lo genuinamente, apesar de ter algumas reservas.
- Se me der licença – Draco colocou seu copo de lado – estou indo bancar o herói e resgatá-la das mãos dos gêmeos.
O loiro correu até onde a ruiva estava e, no caminho, pegou um barbante. Com destreza, aproximou-se dos gêmeos e lançou entre os pés deles, fazendo-os tropeçar e ir de cara no chão. Gina parou de correr e começou a gargalhar, dobrando-se de rir.
- Mas quem...? – Jorge levantou o rosto, vendo Draco passar.
- Desculpem, rapazes, mas vocês me fizeram prometer que não a colocaria em perigo – Draco falou, abraçando Gina – só a estou mantendo salva, como vocês pediram.
- Malfoy, você é um homem morto! – Fred gritou, levantando-se.
- Opa, briga em família! – Carlinhos aproximou-se, sorrindo. Ele já havia aceitado Draco, e parecia divertir-se em infernizá-lo tanto quanto os gêmeos.
- Quais serão as armas utilizadas? – Draco perguntou, colocando Gina nas suas costas. No mesmo instante, um bolinho caramelado passou a centímetros de seu rosto. Todos olharam para quem lançou, e Gui estava parado com outro na mão.
- Guerra de comida! – o ruivo gritou, e logo todos começaram a correr e lançar o que tinham na frente. Molly e Artur Weasley tentaram impedir, mas acabaram por deixar. Maya e Cady conjuravam tortas e lançavam no ar; Blaise e Gwen entraram na briga e logo todos estavam lançando comida, não apenas a família Weasley. Gina não parava de rir; era muito cômico ver todos sujos. Draco impedia que qualquer coisa a atingisse, sendo acertado diversas vezes.
- Você me protegeu de todos! – ela exclamou para Draco, vendo que a comida já havia acabado, e todos estavam sujos.
- Bom, ninguém pode encostar em você além de mim – ele aproximou-se, como se fosse abraçá-la, e acertou um muffin com mashmellow em sua cabeça – só eu tenho esse direito.
- Seu...! – ela começou a correr atrás dele, que só ria e ia metros à frente.
- Corra por sua vida, Malfoy! – Carlinhos gritou – ela é perigosa!
Seus irmãos começaram a gritar incentivos, rindo da cena. Já distantes do jardim principal, ele parou abruptamente, virando-se para ela, que trombou com ele e fez os dois caírem e rolarem no chão. Rindo, ela virou o bolinho que estava em sua mão na cabeça dele.
- Estamos quites! – declarou, mas ele puxou-a para perto.
- Quase.
E a beijou, enquanto rolava com ela pela grama. Foram interrompidos por um jato de água, e logo levantaram-se, vendo que agora as mangueiras eram a nova arma sendo utilizada. Quando a noite finalmente acabou, o quintal estava destruído, todos estavam lameados, mas tinham as bochechas doendo de tanto rir. Seus amigos de Hogwarts se despediram, agradecendo por toda aquela diversão, e Molly colocou toda a família que ficou para ajudar na limpeza. Eles fizeram tudo contentes e, mesmo que quisessem continuar a guerra durante a limpeza, Molly interrompia, ou aquilo não ia acabar nunca.
Aquela noite ficou marcada na mente de Gina, talvez até mais que seu aniversário. No dia seguinte, quando todos se despediram no porto, nenhuma lágrima escorreu, pois apesar da saudade, não ficaria triste. Desta vez, não havia nenhuma ameaça de morte pairando sobre sua família; todos estavam bem, cada um tinha uma boa vida. Ela logo os reencontraria, e guardaria a saudade para quando os visse novamente.
- Cuide de nossa irmã, Malfoy – Carlinhos se despediu dele com um aperto de mão – ou nós cuidamos de você.
- Sabe, eu poderia escrever um livro com todas as ameaças que vocês me fazem – o loiro comentou, enquanto apertava a mão de Percy.
- Ah, filho! – Narcisa o abraçou com força, e os irmãos Weasley seguraram um risinho – vou sentir sua falta! Mas não se preocupe, logo estarei indo para lá para servir de empresária da banda.
- Mãe, não vamos discutir isso novamente – o loiro fechou a expressão.
- Ah, vai Draco, podemos ser famosos! –Blaise apareceu, colocando a mão do ombro do amigo – isso até ajudaria a divulgar nossa empresa, não acha?
Lançando um olhar raivoso para o amigo, estava a ponto de responder algo, mas Gina apareceu ao seu lado.
- Seria bom, não acha? Afinal, se eu vou ser uma artilheira famosa, preciso estar com alguém à altura.
Ela saiu, dando-lhe um sorrisinho malicioso, e deixando-o em choque.
- O que você quis dizer com isso?
Mas não obteve resposta, pois as risadas dos irmãos Weasley superavam qualquer som. Todos embarcaram ao som do apito, e acenaram da proa para os que ficaram.
- Sua família é bem legal, Gi – Maya comentou – pena que não consegui nada com nenhum dos seus irmãos.
- Bah, eles são muito respeitosos – Cady comentou, fazendo a ruiva rir.
O cruzeiro foi divertido, e desta vez, não houve nenhum contratempo durante a viagem. Se divertiram por todo o caminho até a chegada no colégio, onde se despediram na porta.
- Ah, já estou com saudades suas – Gina falou chorosa, olhando para seu namorado enquanto Gwen e Blaise davam um beijo de tirar o fôlego. Maya e Cady haviam entrado na frente, pois disseram que iam ter ânsia de vômito se assistissem a cena.
- Não se preocupe, em breve nos veremos – Draco colocou a franja dela para trás da orelha – já estou providenciando minha moradia por aqui.
- Mesmo?
- Sim, mas por enquanto, ficarei em um hotel – ele a abraçou – mas logo a verei. O tempo passará voando, você vai ver.
- Espero que sim – trocaram um beijo apaixonado, e logo ela entrou na instituição. Mal teve tempo de colocar as malas no quarto, pois Maya já estava vestida com o uniforme de quadribol, gritando para todas as integrantes do time que as queriam no campo em cinco minutos.
O primeiro treino foi só diversão, pois as outras alunas estavam com saudades delas e queriam saber como era o Reino Unido. O primeiro jogo seria em duas semanas, e as aulas começariam depois; passaram os dias treinando, e Gina trocava cartas com Draco diariamente. Era uma tortura; queria tanto vê-lo pessoalmente! Mas os treinos eram importantes e, mesmo que pudesse sair durante a semana, já que as aulas ainda não haviam começado, havia combinado que só o veria no sábado.
E quando este dia chegou, ele a encontrou no portão do colégio, levando-a para conhecer sua nova casa. Ficava nos limites da cidade, e era muito linda; parecia um bangalô em estilo moderno, muito bem decorado por dentro.
- Nada de muito luxo? – Gina perguntou, após uma volta pelos cômodos da casa.
- Bom, não vi necessidade de morar numa mansão enorme. Afinal, somos só nós dois.
- Nós dois? A casa é sua – ela o olhou confusa.
- Sim, mas um dia você poderá morar comigo também – ele a beijou e, antes que ela pensasse em outras coisas, começou a desabotoar sua blusa – por que não aproveitamos o dia para matar a saudade?
E passaram o resto da tarde no bangalô, trocando carinhos e juras de amor. Com o pique renovado, Gina treinava diariamente, desejando poder descansar nos ombros de Draco, mas sabendo que aquilo não era possível.
As coisas também avançavam para Draco. Seu curso de férias de administração de empresas era curto, mas ajudava muito. Seus NIEM's chegaram, e ele havia conseguido notas máximas em tudo o que precisava; enquanto Gina estava treinando, ele se matava de estudar para conseguir entrar na Academia de Poções. No dia do exame, que seria feito por uma banca de renomados professores, Gina esperou do lado de fora da instituição, e mal acreditou quando viu seu namorado correr em sua direção, a abraçando em girando com ela.
- Consegui! – ele gritou, enquanto ela ria de felicidade em seus braços.
Tudo estava perfeito, e Gina tinha medo de que algo estragasse. No domingo à noite, quando ainda estava deitada na cama com ele, perguntou algo que a atormentava a algum tempo.
- Draco... A associação que você fazia parte... – sentiu seu namorado tensionar ao seu lado – você não teve problemas em sair...?
Ele ficou alguns momentos em silêncio, e a abraçou com força.
- Eles ficaram um pouco teimosos a princípio, mas digamos que eu tinha as palavras certas pra convencê-los.
- O que você fez?
- Os chantageei – a ruiva o encarou com os olhos arregalados – eu tinha muito material guardado para expô-los ao público, caso me obrigassem a ficar, ou mesmo tentassem machucar qualquer pessoa próxima de mim. Então, eles concordaram pela minha liberação.
- E nunca mais vão procurá-lo?
- Espero que não – ele brincou com uma mecha do cabelo dela – pode ser que eventualmente me procurem para ver se eu não quero voltar, mas já sabendo qual será minha resposta.
Gina ficou em silêncio alguns momentos, pensativa.
- E se você se tornar famoso, seja como artista ou como empresário? Eles não podem usar algo contra você?
- Meu amor, não tente entender como funciona a chantagem, você é inocente demais para isso – ela fez uma expressão indignada – e quem disse que eu vou virar músico?
- Bom, sua mãe quer isso. E no fundo eu sei que você também quer.
- Ah, quer dizer que você agora adivinha o que é melhor para mim, é? – ele colocou-se em cima dela – vou me lembrar disso, Srta. Weasley.
Trocaram um beijo apaixonado, detestando ter que se separar mais uma vez.
- As aulas voltam amanhã – o tom de voz da ruiva estava chorosa –terei que te ver só nos fins de semana, e com toque de recolher!
- Hum, então vamos aproveitar bem a nossa noite hoje – e voltaram a se beijar, aproveitando cada segundo que tinham juntos.
O primeiro dia de aula de Gina foi entusiástico, já que o time havia ganho a primeira partida da temporada nacional. As matérias estavam mais puxadas, já que ainda teriam os NIEM's.
- Precisamos mesmo realizar esses exames? – Maya exclamou, depois de ver um folheto sobre o que teriam que estudar – quer dizer, nós seremos jogadoras famosas, não precisaremos disso!
- Mas nunca se sabe o que pode acontecer no futuro – Gwen comentou, de forma sábia – podemos mudar de carreira, ou mesmo nos aposentar.
Ela estava certa. Mas Gina sentia falta de Draco explicando-lhe a matéria, como no ano anterior. Já estavam no meio da semana, completamente atoladas de lições para fazerem. Levantou-se, pegando seu material da mesa.
- Aonde vai? – perguntou Cady.
- Procurar inspiração para estudar – a ruiva respondeu, já saindo do cômodo – de repente, se eu estudar na colina, consigo captar a inteligência de Draco que ficou por lá.
- Bom plano – Maya comentou, voltando a se inclinar sobre o seu livro.
Subiu a colina com seus livros lentamente, aproveitando a temperatura gostosa que estava lá. Sentou-se encostada na árvore, relembrando cada bom momento que teve ali. Ah, como sentia saudades do loiro! Contava cada minuto para o fim de semana, só para poder revê-lo.
Abriu um livro, tentando se concentrar, mas seus pensamentos estavam em seu namorado. Quando estava a ponto de desistir, ouviu uma voz familiar.
- Finalmente apareceu – Draco surgiu na colina, com um sorriso convencido no rosto – estava achando que este lugar não significava nada para você.
Gina o encarou estupefata, tentando entender.
- O que...?
- Bom, eu lhe disse que daria um jeito de te ver – ele parecia convencido – então, após o meu ingresso na Academia de Poções, perguntei ao diretor de Southshore se ele estaria disposto a aceitar um monitor de poções, afinal, muitos alunos têm problemas com essa matéria. Ele aceitou de bom grado um gênio como eu.
A ruiva continuou o encarando de boca aberta, e Draco já estava estranhando sua falta de reação.
- Não está contente em me ver...? – ele ficou receoso.
- Ora, seu... – ela levantou-se e pulou em cima dele, fazendo-os rolar colina abaixo, tal como no ano anterior. Quando pararam, ela começou a estapeá-lo.
- Gi, para! – ele segurou suas mão, impedindo-a de continuar.
- Por que você não me contou antes? – ela estava com raiva – eu que nem idiota, morrendo de saudades de você, e você nem se importou de me contar!
- Eu te disse que só falaria quando tudo estivesse acertado – ele a olhou incrédulo –imaginei que estaria te contando na própria segunda, mas você não apareceu aqui. Fiquei esperando pelo dia em que sentiria minha falta e viria na nossa colina matar a saudade.
- Nossa colina? Desde quando essa colina é nossa?
- Desde que nós a fizemos nossa – o sorriso dele ficou gentil e, lentamente, acariciou seu rosto, inclinando-se para beijá-la. Ela correspondeu, e logo já estavam em posições comprometedoras.
- Draco, eu preciso que você me ajude com os estudos – ela conseguiu dizer, enquanto arfava com os beijos no seu pescoço.
- Posso até ajudar, mas já que eu sou um monitor, precisarei de um pagamento pelos meus serviços – ele mordiscou sua orelha – disposta a pagar, Srta. Weasley?
Ele não precisava perguntar uma segunda vez para obter resposta. Depois daquela tarde, Gina voltava lá todos os dias, sempre o vendo. Suas amigas ficaram abismadas que ela ainda conseguisse encontrar Draco, mas felizes por ver a ruiva em êxtase. E assim, os dias iam passando; diversos treinos de quadribol, muitas vitórias nos jogos que participavam. Draco se empenhava cada vez mais em seus estudos na Academia e, mesmo perdendo um tempo precioso de estudos sendo monitor de poções em Southshore, ele fazia isso feliz, para ter a chance de ver Gina todo dia. Suas aulas eram intercaladas com ensaios da banda; sua mãe o convencera a tentar essa carreira, e agora estavam preparando seu primeiro disco promocional, a fim de tentarem divulgação nas mídias.
10 meses depois
- E a artilheira Weasley marca mais um gol espetacular, senhoras e senhores! Da onde surgiu essa menina?
Jogo final da Liga latina. O placar estava quase em um empate, e Gina e suas amigas faziam de tudo para ter mais pontos de vantagem, caso não capturassem o pomo; mas estava bem difícil, pois o time com quem estavam jogando também era muito bom. Elas não tinham com o que se preocupar, para falar a verdade; o time inteiro de Northshore já estava contratado para jogar na liga mundial, sendo patrocinado por diversas empresas, dentre elas, a Malfoy-Zabini Limitada. Era lógico que seu namorado não deixaria de patrocinar, não?
A empresa foi um sucesso. Antes mesmo de terminar seu curso, Draco e Blaise fundaram a companhia, abrindo filiais pelo mundo e dominando o mercado com invenções nunca antes pensadas por outras pessoas. Draco havia descoberto a cura para inúmeras doenças através de suas poções, e já ganhara prêmios de diversos governos, estando para ganhar um prêmio Nobel pela integração da população bruxa com a trouxa. Sim, pois suas invenções foram levadas aos governos dos trouxas em formas de medicamentos, e para este mundo, ele era apenas um cientista. Mas para os bruxos, ele era um gênio. Acabou que Hermione também se dedicou à essa área, e era a coordenadora da filial do Reino Unido. Os feitiços de Blaise dominaram o mercado; ele criou dezenas, incluindo objetos mágicos que facilitavam a vida dos bruxos, inspirado em tudo que os trouxas já criaram, como o telefone, que agora era feito magicamente e haviam transformado as corujas em algo do passado. Eles agora lucravam tanto dinheiro que Draco e Blaise eram considerados os jovens mais bem sucedidos de todos os tempos.
E a fama deles não parava por ali; a banda "Serpentes Musicais" fazia um sucesso cavalar, ganhando fãs no mundo inteiro; com o nome inspirado no orgulho sonserino, Draco conquistou milhões de fãs com sua voz rouca e suas músicas, todas escritas com sua namorada como inspiração.
O relacionamento deles estava mais forte do que nunca, mesmo com a distância tendo aumentado. No meio do segundo semestre, Gina passou meses fora, pois depois que ganharam o circuito nacional e começaram a Liga Latina, jogavam em diversos países. Draco se viu obrigado a largar a função de monitor para se dedicar à sua empresa, viajando pelo mundo para abrir as filiais, e passando dias enfiado em um laboratório, onde inventava dezenas de poções.
Mas nunca deixavam de se falar, ou mesmo de se ver. Ele sempre arranjava uma forma de encaixar as cidades onde Gina jogava em sua agenda, de modo que também tivesse que passar por lá. Geralmente, colocava um show de sua banda na cidade, fazendo com que o público que fosse para o jogo também assistisse ao seu show, ou vice-versa. E ele sempre estava lá para assisti-la jogar.
Gina estava triste; pela primeira vez, Draco não conseguiu ir em um de seus jogos, e logo aquele, que era a final, extremamente importante. Mesmo que o time já estivesse garantido na copa mundial de quadribol, como sendo o time formado não só por mulheres, como também pelas jogadoras mais novas de todos os tempos, era crucial que ganhassem, ou perderiam a moral como boas jogadoras. Queriam aquela taça, haviam se esforçado muito para aquilo! Todos os treinos, fosse dia, noite, com chuva ou com sol... Tanto esforço! Se matavam de estudar para não se atrasarem no colégio, e as garotas do time tiveram que realizar os exames de NIEM's em outra cidade, pois não tinham como voltar para Northshore para a realização.
E o agravante: era o dia de sua formatura! Sim, todo o time era formado de setimanistas, e sairiam de Northshore. Era para estarem no colégio na cerimônia de formatura, mas estavam jogando a final. Queria que tivessem tempo de retornar, mas como sairiam do México para lá? Ao menos, que ganhassem aquele jogo, para que valesse a pena. Mas sem Draco lá, dando-lhe incentivo moral, sentia-se sozinha. Nem mesmo sua família pode comparecer!
Pediram um intervalo do jogo e, enquanto estava no vestiário tomando água, Maya colocou a mão em seu ombro.
-Concentre-se no jogo, Gi. Sei que queria estar em outro lugar, mas precisamos ganhar!
Sua amiga estava certa. Voltaram mais motivadas do que nunca para ganhar aquela taça. Conseguiram marcar vários gols, e Gwen defendeu muitos outros. Depois de mais duas horas de partida, o pomo foi encontrado.
-E a apanhadora de Northshore conseguiu o pomo! – o narrador gritou, extasiado – senhoras e senhores, temos uma vitória de 330 a 260! E A TAÇA VAI PARA AS GAROTAS DE NORTHSHORE!
A multidão foi à loucura; Gina não sabia para onde olhar. O time inteiro se abraçava e derramava lágrimas de felicidade.
- CONSEGUIMOS! – Maya gritava – NÓS GANHAMOS!
Era muita felicidade para Gina, e ela queria compartilhar com pessoas queridas, mas não podia. Não desanimou; aquele era um momento único em sua vida, que ela nunca esqueceria. Mesmo que não ganhassem a copa mundial, elas fizeram grandes conquistas ainda como estudantes, e aquilo fazia todo o esforço valer a pena.
Quando a taça foi entregue nas mãos de Maya, que passou para cada uma das integrantes, parando em sua mão, Gina imaginou que nunca poderia ficar mais feliz. Mas se enganou.
- Boa noite! – uma voz de uma senhora soou ao fundo – err, esse microfone está ligado?
Elas olharam para um palco montado no campo, e uma senhora tentava falar.
- É a diretora Wardoof! – Cady exclamou – o que ela está fazendo aqui?
- Então, boa noite à todos! – a diretora continuou – fico feliz em dizer que nunca tive mais orgulho de minhas estudantes antes, como estou tendo neste instante. Elas provaram que as mulheres podem alcançar muito sucesso, pois só precisam de determinação.
A torcida urrou, e o time inteiro deu pulos incluindo Gina.
- Pois bem, hoje é o dia em que as perderei – a diretora tinha uma lágrima escorrendo pelo rosto, mas mantinha o sorriso – hoje elas estão se formando e não mais serão alunas de Northshore. Todas têm um futuro brilhante pela frente, e terei sempre muito orgulho de dizer que foram alunas de minha instituição.
- Nós também, Diretora! – Maya gritou – temos muito orgulho de ter estudado em Northshore!
As outras integrantes do time urraram. Gina sentia-se extremamente agradecida à diretora; ela havia concedido sua bolsa, ela havia deixado que continuasse a estudar lá.
- Por isso, como forma de prestigiar essas incríveis alunas – a diretora continuou – nós, membros do corpo docente e discente de Northshore viemos até o México para realizar a formatura delas, como forma de parabenizá-las por suas vitórias!
Todas as garotas do time ficaram boquiabertas enquanto viam, pelo lado oposto do campo, dezenas de alunas de Northshore entrando, seguidas pelas professoras. Outras setimanistas, que não estavam no time, trajavam becas e levavam outras nas mãos.
- Ah meu Merlin! – Cady gritou, rindo de orelha a orelha.
Elas foram abraçadas por dezenas de alunas, e foram arrastadas para os vestiários, onde deveriam se trocar rapidamente.
- Peço aos presentes que esperem mais alguns minutos antes de darmos início à formatura – a diretora pediu ao microfone, e ouviu um urro como resposta.
A mídia em peso estava presente, e todos adoraram a cerimônia surpresa. Gina era vestida rapidamente, assim como todo o time. Garotas as maquiavam e endireitavam seus cabelos, para que ficassem arrumadas.
Como queria que sua família estivesse ali! O que diriam quando soubessem que também perderam sua formatura? Ah, e Draco! Por que logo naquele jogo ele não pôde comparecer? E quando entrou naquele campo novamente, desta vez trajando uma beca verde e laranja, não conseguiu parar de sorrir. Todas as garotas do time deram os braços e caminham conjuntamente até à frente do palco, onde a diretora chamou uma a uma.
- A capitã deste time maravilhoso, Maya Randall!
E os presentes urravam e aplaudiam, enquanto ela recebia seu diploma das mãos da diretora e a abraçava. Quando chegou a vez de Gina, ela estranhou que Gwen tivesse sido chamada primeiro; seu sobrenome era Whitney, que vinha depois de Weasley. A ruiva foi deixada por último, e fez-se um silêncio antes de seu nome ser chamado.
- Esta mocinha – a diretora começou, emocionada – apareceu em meu colégio perdida. Sua família estava lutando na guerra de seu país de origem, e ela havia sido mandada para Northshore para que tivesse uma vida normal, longe das batalhas. Ela parecia bem tímida no início – as alunas riram – mas logo se mostrou ao que veio. Há uma frase em nosso colégio que diz que: todos os laços criados em Northshore durarão por toda a vida. Eu tenho certeza que essa senhorita descobriu que essa frase é verdadeira.
Gina estava levando cafuné das suas amigas, enquanto a diretora falava.
- Chamo ao palco senhorita Virginia Weasley!
No meio de muitos aplausos, Gina subiu, sem tirar o sorriso do rosto. Recebendo seu diploma, abraçou a diretora.
- Muito obrigada, Sra. Wardoof – a garota tinha lágrimas nos olhos.
- Oh, sua noite ainda não acabou! – ela pareceu agitada, e voltou ao microfone – ainda temos mais uma surpresa para os presentes!
Confusa, Gina olhou para a diretora e, depois, para as alunas à sua frente, que começaram a abrir caminho para alguém passar: Draco.
Abrindo a boca de susto, a multidão gritando, Gina não sabia o que falar. Ele andava lentamente entre o corredor de alunas, trajando um belíssimo smoking preto, um sorriso orgulhoso na face. Subiu ao palco, parando em frente à namorada e sua voz, já amplificada por um feitiço foi ouvida por todo o estádio, que havia ficado em silêncio.
- Virgínia Weasley. Não sabe o quanto eu esperei por este momento – ele abriu o sorriso, e Gina ainda estava em choque o olhando. Lentamente, pegou suas mãos nas suas – eu ansiava pelo dia em que se formasse, pois isso significava uma coisa: que você poderia ser minha.
O silêncio tomava o ar, e Gina prendeu a respiração. O que seu namorado estava fazendo ali? Ele havia dito que não conseguiria ir ao jogo, e agora estava vestido com traje de gala na sua frente, parecendo mais nervoso do que de costume.
- Este dia finalmente chegou – ele continuou – e desde a primeira vez que conversamos de verdade, sem trocar ofensas, eu me apaixonei por você. Podemos dizer que foi amor à segunda vista.
Alguns risos foram ouvidos, mas logo cessaram.
- Eu sei que quero passar o resto da minha vida ao seu lado, e acredito que você também queira passar ao meu – ele então ajoelhou-se, e exclamações de surpresa foram ouvidas em todo o estádio – por isso, só me resta uma pergunta. Aceita se casar comigo?
Ele abriu uma caixinha na frente de Gina, onde havia um par de alianças de ouro, e a garota só conseguia olhar tudo boquiaberta. Ficou assim por um bom tempo, sem conseguir se mover.
- Acho que ela entrou em choque, senhoras e senhores – Draco falou, sacudindo a cabeça – se não sabe o que responder, acho que eles podem ajudar.
Ele levantou os braços e Gina olhou em volta; por todo o estádio, pessoas seguravam placas escritas "DIGA SIM!" e começaram a gritar a frase, como uma torcida organizada. Olhou para suas amigas e, não só elas, mas todas as estudantes e professoras de Northshore também seguravam uma placa com os mesmos dizeres. Até mesmo a diretora Wardoof, logo atrás dela, segurava uma placa com os dizeres. Olhou novamente para a arquibancada, e notou um conglomerado de ruivos: toda sua família estava ali, todos segurando placas "Diga sim, Gina!". Seus amigos de Hogwarts, e Harry, Hermione, Fleur, Narcisa Malfoy! Para onde olhava, havia gritos e placas de incentivo, além de pessoas segurando fogos de artifício portáteis, iluminando todo o estádio.
Ela olhou novamente para Draco, estupefata, sem saber o que fazer.
- Diga sim, Srta. Weasley, e me fará o homem mais feliz de toda a terra – ele falou, levantando-se e olhando-a nos olhos.
- Sim... – ela sussurrou.
- O que? Desculpe, não ouvi – ele comentou, brincando.
- Sim, Draco Malfoy, eu aceito me casar com você! – a ruiva gritou, podendo ser ouvida por todos ali. E não esperou mais um segundo antes de pular nos braços do loiro e o beijar, ouvindo urros da plateia e muitos aplausos. O estádio parecia que ia cair no chão com tanto barulho; mas nada daquilo parecia existir para Gina. Ela estava nos braços de Draco, e era isso que importava. E não sairia mais dali.
- Então, vamos ao casamento! – Draco falou, separando-se dela. A ruiva o olhou confusa, mas não teve chance de perguntar, pois foi arrastada novamente pelo vestiário por suas amigas.
- O que vocês estão...?
- Não têm tempo para perguntas! – Maya exclamou, abrindo um armário magicamente ampliado e tirando um vestido de noiva de dentro – precisamos te arrumar!
Assustada, Gina deixou-se ser vestida; sua mãe, Hermione e Fleur apareceram e logo a estavam ajudando.
- Eu não acredito que vocês sabiam! – ela exclamou, enquanto Cady fazia seu cabelo. Durante a temporada, havia deixado-o crescer, e agora sua amiga o prendia em um coque solto.
- Malfoy achou que essa seria uma boa forma de te pedir em casamento – Hermione comentou, enquanto endireitava a cauda do vestido da noiva – você tem que concordar, foi uma forma estilosa de fazer o pedido.
- E não teria graça se você soubesse – Maya comentou, rindo – você precisava ver sua cara!
- Ela vai ver – Gwen comentou, enquanto colocava um vestido social verde igual ao de Hermione – todos os jornais publicarão.
- Ai meu Merlin, não acredito que isso esteja acontecendo! – Gina exclamou, gargalhando – eu estou mesmo me casando?
- Está! – todas no vestiário gritaram juntas, e começaram a rir. A ruiva reparou então que Cady, Gwen, Maya e Hermione estavam com vestidos verdes iguais.
- Nós seremos suas damas de honra – Maya explicou.
Mais alguns minutos arrumando, e Gina estava pronta. Respirando fundo, posicionou-se na porta do vestiário.
- Conte dez segundos depois que entrarmos e depois entre atrás – Hermione ordenou.
Gina tentava manter-se em pé, pois suas pernas bambeavam. Ela ia se casar com Draco. Ali, naquele instante! Era loucura demais! Há vinte minutos, estava o amaldiçoando por não ter ido assistir ao jogo; não só a ele, mas toda sua família. Mas todos estavam lá, só esperando o momento oportuno de aparecer! O loiro havia planejado tudo; cada placa, cada detalhe da comemoração... Não duvidava que ele tivesse pago as passagens de todos para que estivessem ali.
Inspirou o ar mais uma vez, contando mentalmente depois que Gwen, a última da fila, entrou. Ela então ouviu a música mudar; era uma versão da marcha nupcial feita pela banda Serpentes Musicais, com Blaise na guitarra fazendo um solo enquanto ela caminhava; todos seus amigos e família estavam no campo, e milhares de pessoas estavam assistindo da plateia. Um juiz estava parado à sua frente em um tablado, e Draco a esperava pacientemente com um sorriso no rosto.
Era ele que desejava para toda sua vida. Não importava se não conseguisse mais nada, contanto que o tivesse ao seu lado. Quando estendeu sua mão e ele a segurou, sabia que nunca mais se separariam.
Após uma cerimônia histórica, nunca vista antes, eles eram agora marido e mulher. Ela, uma artilheira famosa e com futuro promissor; ele, o empresário mais rico e novo do mundo, além de ser um artista famoso.
Ela, uma garota vinda de uma família simples e sempre inocente. Ele, com um passado obscuro, que mudou sua vida graças à ela. Ela era ruiva, com genes Weasley poderosos; ele, loiro, podendo ser dito o mesmo dos genes dos Malfoy.
Ele dependia dela. Ela dependia dele. E eles ficariam juntos não importa o que acontecesse.
Quando finalmente se beijaram, com dezenas de fotos sendo tiradas, sabiam que o mundo nunca esqueceria os dois. Nunca esqueceriam o amor de ambos, o legado deles para os futuros casais.
Uma festa foi dada ali, no meio do campo. Dezenas de elfos-domésticos trajando uniformes surgiram carregando bandejas, e serviam não só quem estava no campo, mas também na arquibancada. Seu marido – era tão estranho pensar nele assim! – não havia economizado no casamento; queria que aquela cerimônia nunca fosse esquecida.
E no meio da comemoração, ele arrastou-a para o palco, onde pediu atenção.
- Esta é mais uma música escrita para esta incrível garota em meus braços, que agora eu posso chamar de esposa – ele falou com a voz magicamente amplificada – uma música que simboliza nossas vidas e o que ela significa para mim.
A banda então começou a tocar os acordes e, olhando para Gina, ele começou a cantar.
I'm here, just walking on a wire
(Eu estou aqui, andando numa corda-bamba)
I'm tripping on my words
(Tropeçando nas minhas palavras)
I'm burning with desire
(Eu estou ardendo de desejo)
Cause now there's you
(Porque agora há você)
You've given me a name
(Você me deu um nome)
A story with an ending
(Uma história com um final)
That I would never change
(Que eu nunca mudaria)
Ele começou a girá-la pelo palco, enquanto cantava. As lágrimas escorriam pelo rosto da ruiva, pois aquele definitivamente era o momento mais feliz de sua vida.
And if you ever need me
(E se você alguma vez precisar de mim)
I'll be there for you
(Eu estarei lá para você)
And if you stop believing
(E se você deixar de acreditar)
Just know we'll make it through
(Só saiba que nós superaremos isso)
And when you're down and broken
(E quando você estiver triste e desiludida)
Well I'll be by your side
(Bem, eu estarei ao seu lado)
Cause I know that today
(Porque eu sei que hoje)
Is the first day of the rest of our lives
(É o primeiro dia do restante de nossas vidas)
Ele a puxou para perto, movendo seus corpos ao ritmo, enquanto voltava a cantar.
So take all that's left of me
(Então pegue tudo o que sobrou de mim)
My heart into your hands
(Meu coração em suas mãos)
Your hands are all I need
(Suas mãos são tudo o que eu preciso)
And now I'm feeling high
(E agora eu estou me sentindo drogado)
Cause your love is like a drug
(Porque seu amor é como uma droga)
You've given all you can
(Você me dá tudo o que tem)
But I cannot get enough
(Mas eu nunca estou satisfeito)
And if you ever need me
(E se você alguma vez precisar de mim)
I'll be there for you
(Eu estarei lá para você)
And if you stop believing
(E se você deixar de acreditar)
Just know we'll make it through
(Só saiba que nós superaremos isso)
And when you're down and broken
(E quando você estiver triste e desiludida)
Well I'll be by your side
(Bem, eu estarei ao seu lado)
Cause I know that today
(Porque eu sei que hoje)
Is the first day of the rest of our lives
(É o primeiro dia do restante de nossas vidas)
Ele olhava dentro dos seus olhos enquanto cantava, pois aquela música era apenas para ela.
And I'm giving it all
(E eu estou fazendo de tudo)
I'm giving it all to you
(Eu estou fazendo de tudo por você)
There's nothing that I wouldn't do
(Não há nada que eu não faria)
So I'm giving it all
(Então estou fazendo de tudo)
I'm giving it all to you
(Eu estou fazendo de tudo por você)
And if you ever need me
(E se você alguma vez precisar de mim)
I'll be there for you
(Eu estarei lá para você)
And if you stop believing
(E se você deixar de acreditar)
Just know we'll make it through
(Só saiba que nós superaremos isso)
And when you're down and broken
(E quando você estiver triste e desiludida)
Well I'll be by your side
(Bem, eu estarei ao seu lado)
Cause I know that today
(Porque eu sei que hoje)
Yeah, today
(Sim, hoje)
Ele voltou a girar Gina enquanto dançava, e ela só ria de felicidade.
If you ever need me
(E se você alguma vez precisar de mim)
I'll be there for you
(Eu estarei lá para você)
Just hold on to that feeling
(Só se agarre nesse sentimento)
There's nothing we can't do
(Não há nada que não possamos fazer)
And when you're down and broken
(E quando você estiver triste e desiludida)
Well I'll be by your side
(Bem, eu estarei ao seu lado)
Cause I know that today
(Porque eu sei que hoje)
Is the first day
(É o primeiro dia)
of the rest of our lives
(Do restante de nossas vidas)
Of the rest of our lives
(Do restante de nossas vidas)
Ele segurou uma de suas mãos, enquanto cantava os últimos versos, acariciando seu rosto.
So take my hand
(Então segure a minha mão)
I'll lead us on
(Eu vou nos conduzir)
Through stormy seas
(Através de mares tempestuosos)
And rivers strong
(E rios agitados)
In all that's dark
(Em tudo que é escuro)
Our colors bright
(Nossas cores brilham)
So now I say
(Então agora eu digo)
To you goodnight
(A você boa noite)
I say goodnight
(Eu digo boa noite)
Com um beijo de tirar o fôlego após a "valsa dos noivos", foram aplaudidos por todos ali, pois não havia ninguém que não estivesse curtindo aquela comemoração. Haviam ganho o campeonato, havia tido a cerimônia de formatura, e para Gina, havia tido um casamento maravilhoso. Pouco antes de os noivos se retirarem, Gina foi subiu em sua vassoura e voou até os aros do gol, onde, daquela altura, jogou o buquê. Foi uma confusão de mulheres se estapeando, mas a garota vitoriosa foi... Gwen.
- Meus parabéns, camarada! – Draco batia nos ombros de Blaise, que olhava em choque a cena – agora vai ter que casar!
O moreno virou o copo de uísque em sua mão em um gole só.
- Graças a Merlin, achei que ia ser eu – Rony falou, com a mão no coração.
- Não deixe Hermione ouvir isso, meu amigo – Harry comentou, dando tapinhas nas costas do ruivo.
Sorrindo como nunca antes, Gina abraçou sua amiga, desejando-lhe felicidades.
- É pressão demais para mim – comentou Gwen, após ser parabenizada pela noiva – não sei se estou pronta ou mesmo se o Blaise é o cara certo.
- Quem sabe? – Gina comentou, olhando para Draco, que também a encarava – ele pode ser o cara com quem passará o resto da sua vida, não?
No meio de muitos gritos de felicidade e uma chuva de grãos de arroz, Draco e Gina entraram em uma carruagem encantada, que os levaria voando pelo céu até o lugar onde passariam a lua-de-mel.
- Para onde vamos? – a ruiva perguntou, tão logo partiram dali.
O loiro sorriu, puxando-a para perto.
- Para onde o destino nos levar.
Beijando-se, eles sabiam que a promessa era verdadeira; eles ficariam juntos pelo resto de suas vidas, compartilhando suas felicidades, conquistas e frustações. Mas não se importavam: contando que estivessem juntos, superariam qualquer coisa. Pois eles pertenciam um ao outro, afinal.
**Fim de "Qualquer um pode amar"**
N/A: Gente, nem acredito que finalizei uma fic!
Caramba, eu tô estupefata até agora! O primeiro cap desta fic foi publicado em junho de 2007, e só agora eu finalizei, quatro anos depois!
No meio de tantas confusões em minha vida, com tantos atrasos para as atualizações... Eu finalmente consegui finalizar! Estou tão orgulhosa!
Mas, me digam, o que acharam? Desta vez, faço questão de reviews de cada leitora, afinal, nunca mais receberei nenhuma nesta fic. Quero muito saber o que acharam não só deste capítulo, mas da fanfic como um todo. Ficou bom? Gostaram da surpresa do casamento deles? Eu já tinha essa cena em mente há muuuito tempo, queria muito escrever!
Nna verdade, a primeira música que pensei em colocar na fanfic foi essa, "Rest of our lives", do Alex Band. Acabei fazendo a fic inteira de songfic, colocando inúmeras músicas dele como sendo nosso amado Draco cantando. Acho que não resisti, e acabou virando um tributo a um dos meus cantores favoritos!
Espero realmente que tenham gostado. Não podia imaginar que a fic renderia tanto! Quando comecei a escrever, era para ter sido algo rápido, já que eu estava toda enrolada com as outras. E durou tanto tempo! Certo, já era para estar finalizada há anos atrás, mas eu prometi que daria um final, e cá está!
Mal posso esperar para ler os comentários de vocês! Se emocionaram? Acharam o final fraco, sem emoção? Comentem! É bom saber a impressão de minhas leitoras, principalmente em relação à fic como um todo.
Estarei na espera de suas reviews, até porque meu aniversário é daqui a uma semana (dia 28!), e quero de presente muitas reviews para comemorar a finalização de uma de minhas fics!
Sentirei saudades; adorava pensar nessa Gina; sim, porque cada Gina é diferente nas minhas fics, e essa daqui era muito especial, assim como este Draco. As cenas dos dois eram tão doces que me transformavam em diabética enquanto eu escrevia, juro! Acho que já vomitei arco-íris tantas vezes, relendo as cenas deles... Principalmente com esse final!
Milhões de beijos para vocês, leitoras que sempre me acompanharam por todo esse tempo!
Abraços,
(¯`·._.·[ Princesa Chi ]·._.·´¯)
