N/A: Zumbis, uma pequena cidade no litoral, pessoas fugindo e morrendo.
Capítulo 01.02
Início
Tenten
— Isso é muito idiota. Por que ele faria isso? - Tenten perguntou enquanto observava Rock Lee pelo quanto dos olhos. Eles se alongavam, ainda vestidos em seus uniformes, logo após o término de um treino de Kendô.
— E eu vou saber? Só sei que ele tá apaixonado por ela. Toda essa preocupação, sei não.
Tenten não respondeu, apenas sorriu. Lee ainda era um idiota, ainda mais quando se tratava de Neji, amigo deles da época do ensino médio. Agora estavam separados pelos compromissos, eles mesmo só se viam nos treinos de Kendô, como agora, e sempre aproveitavam para falar do amigo ausente.
— É melhor você parar com essas teorias. Hinata morreria se soubesse disso, apesar de que ela é meia tapada com essas coisas.
— Ou Neji se declara ou ficará no sofrimento! Tô te falando, ele tem que se esforçar mais.
Ela riu e em seguida deu uma batida de brincadeira com sua espada de madeira.
— Isso nunca vai acontecer. Agora eu vou me trocar.
Tenten ensaboou o corpo, sendo a única no vestiário. O dia tinha sido praticamente vazio, os treinos na realidade estavam cada vez com menos pessoas em razão do pequeno surto de gripe que acontecia na cidade. Mas Tenten suspeitava que hoje as razões eram outras. Seu mestre tinha dispensado todos que quisesse assistir ao jogo de baseball. Parte significativa da cidade estava no pequeno estádio da cidade, torcendo para o time da faculdade local, que pela primeira vez chegava a final da regional. Até mesmo a Sakuya estava lá.
— Desculpa você não poder ir, sabe? Meus pais estarão lá.
Tenten entendia, não era fácil para ninguém se assumir, e além disso, o relacionamento sequer começara direito.
— Mas arranjarei uma desculpa para vê-la no dia, pode ser?
A voz carinhosa de Sakuya surgiu em sua mente e um sorriso involuntário foi inevitável.
Encontrou-se com Rock Lee na saída e começaram a descer a rua em direção ao ponto de ônibus. O dojo ficava ao lado de um templo budista. A ruela ainda era asfaltada em pedra, assim como toda aquela área, dando-lhe um aspecto antigo.
— Por que nunca visitamos o templo? - Lee perguntou e em seguida levou uma barrinha de proteína à boca. Ele sempre tinha aqueles produtos fitness na bolsa.
— Não sei, talvez por que passamos por aqui praticamente todos os dias. – Tenten respondeu olhando para o chão, notou sua unha do pé levemente roxa após dar um bicuda desajeitada em uma pedra na rua. Levantou a vista, o sol do fim da tarde estava exatamente na altura dos seus olhos deixando momentaneamente cega.
— Eu acho que precisamos nos espiritualizar mais Tenten, sabe, nos conectar com o todo.
— Medita em casa, não precisa vir em um templo pra isso.
— Não é a mesma coisa, não é o mesmo clima. Você consegue imaginar seu quarto como cantinho para meditação? Não mesmo.
Tenten riu o olhando pelo canto dos olhos. Se conheciam há anos e Rock Lee nunca mudaria. Seria sempre correto, esforçado e as vezes aleatório nos assuntos. Andaram apenas mais um pouco quando chegaram próximo a uma floricultura. Ela encontrava-se fechada assim como o restante do comércio.
— Por que será que está tudo fechado? - Tenten perguntou
— Deve ser por causa do jogo.
Tenten não se convenceu, mas não disse nada. Ajeitou a mochila nas costas junto com a espada de madeira, enquanto checava o dinheiro no bolso para comprar o ingresso do ônibus. A floricultura ficou alguns passos de distância. Tenten mantinha a vista baixa, evitando encarar o sol.
Estavam há alguns metros da entrada do templo, quando Rock Lee começou a correr.
Tenten não entendeu a princípio, apenas viu Lee acelerando os passos, correndo em direção há uma mulher cabisbaixa. Por longos segundos não soube identificá-la, apenas o vestido florido era visível. Levantou as mãos a altura do rosto, já longe Rock estava ajoelhado aos pés da mulher. Perguntou-se quando ela surgiu ali, antes de ver o amigo colocar suas mãos sobre seus ombros.
Tudo aconteceu muito rápido.
Rock Lee gritou, então o sangue jorrou de sua garganta. Tenten deu um passo para trás assustada quando o viu cair para trás e a mulher avançar sobre ele. Lee com as mãos na garganta deu-lhe um chute com as duas pernas a fastando. Tenten correu sem pensar, ele mantinha as mãos estocando o sangue, enquanto a mulher se recuperava ficando em pé. Tenten ficou estática por um instante, encarando os olhos leitosos, a boca molhada de sangue em uma pele estranhamente azulada.
Aquela mulher era maluca, Tenten soube quando ela rangeu e correu em sua direção; ela sacou sua shinai presa em suas costas atingindo-la em um golpe seco na cara. A madeira espatifou e a mulher caiu no chão. Voltou-se para verificar o amigo, mas Rock Lee se encontrava largado no chão, os braços estirados ao lado da cabeça enquanto o liquido avermelhado ensanguentava as pedras da rua.
Era um sonho, só poderia ser um sonho. As mãos ocupadas com a espada começaram a tremer , deu dois passos lentamente quando escutou o som de um tiro.
A mulher, há apenas alguns passos de distância, estava espatifada no chão. Os cabelos cobrindo-lhe a face enquanto o sangue escorria.
— Garota! Saia dai!
Identificou um homem no alto de uma varanda, bem acima da floricultura, em suas mãos ele posicionava um rifle. Uma garota loira o acompanhava, inclinava-se sobre a grade enquanto gritava:
— É perigoso, saia da rua! Por favo...Cuidado!
O segundo tiro veio em seguida. Tentem caminhou seus olhos até o corpo do amigo vendo-o praguejar. Lee estava vivo. Correu em sua direção, mas um terceiro tiro a obrigou voltar-se para trás, o homem da espirgada acaba de atingir Lee no peito.
— O que você está fazendo?! – Tenten gritou.
— Ele é um dele! Uma dessas... - o homem gritou, posicionando novamente para atirar.
— Para! - ela gritou ficando em frente do corpo de Lee. - Pare por favor! - a voz saiu estranha, e sem perceber seu rosto estava molhado. - O que… o que…
Então sentiu uma presença atras de si e antes de olhar soube que era ele. Lee levantava-se com dificuldade, os braços erguidos em sua direção, enquanto seu rosto, antes sempre sorridente, possuía a boca escancarada com a saliva deslizando entre seus dentes; um som gutural e fraco saía do fundo de sua garganta. No peito estava o furo molhando suas roupas esportivas de sangue, mas aquilo não parecia provocar-lhe dor, era apenas uma marca oca. Mas o que a fez ficar estática foram os olhos em um tom levemente esverdeado; estavam desfocados, como se não a estivesse realmente a vendo, mas apenas a percebendo. Lee moveu a cabeça para os lados como em um ataque epilético.
— Lee… - sua voz saiu em um sussurro, antes de um terceiro tiro soar e seu amigo cair morto.
Olá novamente, capítulo com a Tenten sendo uma das narradoras, eu a adoro ainda mais agora ela curtindo garotas haha Lee morreu cedo, eu sei, mas pessoas precisam morrer em um ataque zumbie certo?
Um grande abraço
Oul K.Z
