Capitulo quatro: A casa de Harry

Harry sabia do orgulho de Malfoy e intuía porquê chorava este, por esse motivo não quis lhe envergonhar mais e lhe brindou palavras de consolo que sabia que eram mentira.

-Vamos Draco está muito cansado e aturdido pelo desta tarde e o pensar que teu filho podia ter saído ferido acho que te superou. Eu não tenho filhos, o mais parecido a eles é Teddy e os filhos de meus amigos e sinto muito medo de pensar que lhes possa passar algo, por tanto me imagino que o pensar em um filho sangue de seu sangue e carne de sua carne deve ser muito doloroso. –Enquanto falava a Draco tinha-lhe sujeito contra seu peito e acariciava lhe as costas com suaves movimentos circulares.

-Obrigado Potter, eu não tivesse feito tanto por ti se eu fosse o auror e você o agredido após o comportamento que sempre tive contigo quando éramos adolescentes.

Draco dizia-o sinceramente, sabia que sempre tinha sido um convencido e um prepotente muito orgulhoso de seu prestígio e de sua fortuna e por suposto de sua educação como futuro comensal, mas todo isso se acabou quando, primeiro Voldemort tomou sua mansão e viu com seus próprios olhos os horrores que o Lord era capaz de infligir a magos só porque não estavam de acordo com seus ideais e depois quando Potter lhe salvou de uma morte segura em a Sala Precisa e testemunhou a seu favor e ao de sua família de que em o último momento se tinham arrependido de seguir ao Lord e ademais lhe tinham ajudado para não cair em as garras deste. Sentiu em esse momento que Potter era uma boa pessoa e que não se merecia todo o que lhe tinha feito em o passado.

Quando Harry sentiu como o loiro se relaxava e deixava de chorar, lhe levantou o rosto e secou suas lágrimas com um lenço. Via-se-lhe tão adorável com seus olhos tristes e o nariz vermelho. Mas, como desde quando era adorável Malfoy, nããão tirou esse pensamento da cabeça, mas não assim a imagem que reteve em sua retina durante muito tempo.

-Obrigado Harry, senão importas-te com me gostaria poder descansar, sentiu muito ter-me comportado assim, mas é que levo muita tensão acumulada e tenho sentido verdadeiro pânico por se a Scorpius lhe ocorria algo. Ainda tenho medo por se estando em o Colégio lhe sucedesse algo, é tão pequeno, ele não tem culpa dos erros de seus pais, nem de seus avôs.

-Não te preocupes Draco –o moreno duvidava se chamar por seu nome, como ele o tinha feito dantes. - Seu filho está bem protegido em Hogwarts, tenho avisado à diretora e tenho um grupo de aurores cerca do colégio e dentro dele e ante qualquer ato que se saia do normal meus aurores se porão em contato comigo e eu em pessoa ali.

-Obrigado, não sabemos como me tranquilizam tuas palavras, mas gostaria de poder estar para perto de meu pequeno, se lhe sucede algo eu me morreria.

-Para valer digo-te que não tens por que te preocupar, mas se te encontras mais tranquilo iremos os dois até ali e comprovarás que teu filho está bem, em boas mãos, depois te acompanharei até um hotel para que descanses, ou se não estás com ânimos de estar só esta noite podes vir a minha casa em o vale de Godric, não é muito grande mas conto com uma habitação para convidados que servirá.

-Muito obrigado, sempre se recebe ajuda de quem menos se pensa, ainda que no fundo sabia que você estaria disposto a me brindar uma mão nesse momento de necessidade.

Harry enrijeceu levemente ante as palavras que estava escutando. –Vamos não nos demoremos mais, em esses momentos vai dar começo a seleção das casas, ainda que me imagino a qual vão enviar a teu filho.

Draco riu-se, estava claro que seu filho poderia ser um Slytherin, ainda que sua inteligência lhe poderia mandar a Ravenclaw ou quiçá sua arrojo a Gryffindor. Não sabia, melhor não se preocupar, qualquer casa estaria bem, ainda que fosse Hufflepuff, o único que lhe preocupava era que estivesse bem.

Harry mandou uma coruja à diretora McGonagall anunciando-lhe sua chegada e a de Draco, pondo-a em antecedentes da preocupação do loiro por seu filho, já sabia Minerva o ocorrido em King Cross pela manhã.

Aurora Sinistra, a professora de astronomia, era a subdiretora do colégio e estava conduzindo aos pequenos de primeiro até o Grande Comedor. Harry e Draco apareceram-se em o vestíbulo, graças a um translador que Minerva tinha entregado ao auror para que em caso de necessidade se transladasse ali rapidamente.

Ao ouvir como alguém se aparecia, os pequenos se voltaram e se encontraram com dois homens, um auror com seu uniforme impecável, sua capa azul escura embaixo levava umas calças brancas e uma jaqueta também azul como a camada com uns adornos dourados com forma de grãos de espiga próximos às bordas das mangas, os botões dourados e um fio também dourado corria pela borda da jaqueta, com um pescoço tipo mão e umas ombreiras com o distintivo de seu cargo, umas folhas de laurel douradas entrelaçadas que lhe identificavam como chefe de aurores. O cabelo longo atado com uma coleta baixa muito masculina e uns olhos verdes incríveis, a franja tampava lhe a frente ocultando uma cicatriz em forma de raio. O outro homem um pouco mais baixo que o primeiro ia elegantemente vestido de negro com seu abrigo até os tornozelos, embaixo levava uma camisa negra, calças negros e uma jaqueta também negra aparada de prata, a gravata também negra. Seu cabelo também longo o levava recolhido em outra coleta baixa.

Os dois homens eram muito formosos e levantaram suspiros entre as meninas, um menino loiro saiu correndo até os homens.

-Papai, papai ocorreu-te algo?

-Não meu amor, só queria ver como se encontravas após o susto desta manhã. - Draco abraçava a seu pequeno com muito amor enquanto lhe falava.

Rose, viu a seu padrinho que estava ao lado de um homem loiro e do menino que tinha sido seu colega de viagem em o comboio e se acercou correndo até ele.

-Olá padrinho, ocorre-lhe algo ao papai de meu novo amigo?

-Não carinho, é só que estava um pouco preocupado pelo que ocorreu esta manhã na estação.

- Talvez se pensava que iam fazer algo a seu filho estando no comboio de caminho ao colégio?

-Não ele sabia que estava bem protegido, mas é que se preocupa por que lhe quer muito e após o susto desta manhã preferia o ver e comprovar que realmente estava bem e protegido convenientemente.

-Sabe padrinho fiz-me amigo dele e me contou o muito que quer a seu papai e todo o que se diverte com ele. Eu lhe falei de meus papais, de meus tios e primos e de meus avôs e por suposto de ti. Não podia ser achar que o grande Harry Potter fosse também tio meu. Disse-me que seu papai lhe tinha falado muitas vezes de ti, como lhes tinhas ajudado a ele e a seus pais após a guerra e como lhe tinha salvado de morrer queimado pelo fogo.

-Vejo que você deu tempo a contar muitas coisas, me alegro de que tenha encontrado um amigo e agora é melhor que vá à fila ou à subdiretora se enfadará. -Harry deu um beijo a sua afilhada e tocou-lhe a cabeça revolvendo esses cabelos castanhos que tanto lhe recordavam aos de sua amiga Hermione.

Rose de marchou contente a onde estavam o resto de seus colegas, a olhavam com cara de surpreendidos, não se imaginavam que pudesse ter algum trato com o grande Harry Potter. Rose ao sentir as miradas de certa inveja de seus colegas sentiu-se muito importante e esperou com orgulho a que seu novo amigo se acercasse a ela.

Draco despediu-se de seu pequeno com um beijo muito terno na bochecha e um forte abraço sem importar-lhe que um montão de meninos lhe estivessem olhando mais dois adultos.

-Vamos pequeno vê até onde estão teus colegas, cedo fará parte de uma casa.

- Papai ficará até que termine a cerimônia?

Draco olhou a Harry de maneira interrogativa, o moreno fez-lhe um gesto de assentimento que provocou um sorriso de felicidade no loiro. Essa noite sentia-se muito precisado de seu pequeno e queria alongar o momento de poder estar com ele.

-Estarei aqui até que acabe a cerimônia, mas depois deverei me marchar, já sabe que os papais não podemos permanecer em a escola. Mas prometo-te que todos os dias te escreverei e agora corre não atrasemos mais o grande momento.

Scorpius correu até onde estavam seus colegas e se pôs ao lado de sua nova amiga Rose que olhava com orgulhos ao pequeno Malfoy. Harry pensou que quando Ron se inteirasse de que Rose se tinha feito amiga do pequeno Malfoy lhe ia dar um infarto. Ainda bem que Hermione punha um pouco de sensatez em o temperamental ruivo.

Como os novos alunos demoravam em entrar em o Grande Comedor a diretora saiu a ver que sucedia. Viu que Harry e Draco estavam em o vestíbulo ao lado dos meninos e se acercou a eles com gesto interrogante.

-Sucede algo cavaleiros?

-Não diretora, simplesmente o senhor Malfoy não se encontrava muito tranquilo com todo o que tem sucedido hoje e queria ver a seu filho e de passagem comprovar que o colégio conta com umas boas defesas e com uns aurores que manterão a vigilância por se ocorre algo.

-Diretora McGonagall quisesse abusar um pouco de sua hospitalidade e pedi-la que faz favor me permita presenciar a cerimônia de seleção, lhe prometi a meu filho que estaria até o final da mesma.

Minerva estava um pouco assombrada, o jovem Malfoy não mostrava a altaneira e prepotência que tinha quando estava em o colégio, pelo contrário se lhe via sereno e educado e com uma grande preocupação por seu filho. Olhou a Harry como lhe interrogando e o moreno fez um gesto de assentimento que passou desapercebido ao loiro, concentrado como estava esperando a contestação da diretora.

- Por minha parte, ainda que é um pouco irregular, não tenho nenhum problema em que estejam em a cerimônia, é mais gostaria que pudessem ficar a jantar e depois conversar de um pouco com vocês.

- Por mim está bem, você que diz Harry.

À diretora quase cai-lhe a mandíbula ao solo, Draco Malfoy chamando por seu nome de pilha Harry Potter e o moreno ao lado do loiro em um gesto protetor. Oh! Oh! Se seu instinto não a enganava aqui parecia que estava ou que ia ocorrer algo. Em seu interior alegrou-se, já era hora de que o moreno sentasse sua cabeça e de que Malfoy tivesse a seu lado a alguém menos altaneiro que sua esposa. Segundo tinha ouvido não era precisamente muito maternal e também não carinhosa com seu esposo e as más línguas diziam que se tinha casado só por dinheiro e prestígio social.

-Não há nenhum problema em que fiquemos a jantar e depois a falar com você, Minerva, assim poderei lhe contar as medidas de segurança que tenho posto ao redor do colégio, as do interior já as conhece de sobra.

-Bem, não se fale mais e dêmos começo à cerimônia.

Os diferentes meninos foram chamados para onde se encontrava a professora Sinistra e o chapéu selecionador. Um a um foram eleitos para a cada uma das quatro casas que formavam o colégio. Quando lhe chegou o turno a Scorpius se encaminhou muito sério até o assento e a professora não fez mais que lhe colocar o chapéu sobre sua cabeça quando anunciou rapidamente que iria a Slytherin, ao igual que fez com seu pai vinte e um anos antes. Olhou com orgulho a seu pai e dirigiu-se à mesa de sua nova casa. Agora era o turno de Rose, ao igual que Harry anos atrás pediu com todas suas forças que não a enviasse a Gryffindor, queria ir a Slytherin com seu amigo, não se importava que seu papai se enfadasse, ela queria estar com seu amigo. Seria a primeira Weasley em muito tempo que fosse a essa casa.

-Vejamos senhorita, parece que estás muito segura de que não quer ir a Gryffindor, uma grande amizade te leva para Slytherin, ali poderá ser feliz e em o fundo isso é o que importa nossa capacidade de decidir. Bem se isso é o que quer. SLYTHERIN.

Rose saiu correndo com um grande sorriso para a mesa onde estava seu amigo, voltou sua cabeça para seu padrinho que a sorria a indicando que ele se encarregaria de aplacar a seu pai.

Uma vez que a diretora ditasse as normas para os alunos e as recomendações para os de primeiro, apresentou ao claustro de professores e fez uma menção especial aos dois convidados que tinha esta noite, o senhor Potter e o senhor Malfoy, depois deram passo ao banquete e quando os alunos se foram até suas habitações, Harry e Draco acompanharam à diretora para seu despacho.

Mantiveram uma conversa sobre as medidas de segurança impostas dentro e fora do castelo que em todo momento contaram com a aprovação de Minerva. Uma vez finalizada a conversa o casal encaminhou-se para a saída. Harry estava um pouco apenado ao não ter visto a Hagrid, agora estava desfrutando de uns dias de descanso com Olimpy Maxime em Beauxbatons.

Despediram-se da diretora que lhes acompanhou até as portas do castelo e lhe disse a Draco que não se preocupasse por seu filho e se se encontrava mais a gosto podia o visitar os fins de semana, Draco lhe agradeceu enormemente a prometendo que quando fosse o fazer a avisaria e se tinha algum inconveniente lhe fizesse saber. Por nada do mundo queria interromper a rotina do colégio.

Uma vez fosse do castelo e após ter visitado a seus homens que tinham apostados em as imediações da escola e de lhes dar instruções precisas, perguntou a Draco o seguinte:

-Tem decidido já onde quer passar a noite, se quer fazer em um hotel me indica um e faremos um aparecimento conjunto e se o que prefere é vir a minha casa eu não tenho nenhum problema com isso, quando te propus antes foi sem nenhuma classe de dúvida totalmente verdadeiro.

- Acho que me sentiria melhor se estou acompanhado por alguém que possa me brindar proteção e quem melhor que o grande chefe de aurores. –Draco disse isto último com um toque divertido em suas palavras, mas sem nenhum tipo de altaneira como tivesse sido próprio dele em seus anos de escola.

Harry deu-se conta de que o loiro não queria estar sozinho e que precisava um ombro em o que chorar, não se importava em absoluto, o auror não lhe guardava nenhum tipo de rancor e como antigo colega de colégio também não, perdoar era algo que Harry sabia fazer muito bem e desde sua maturidade compreendia que o loiro também tinha mudado, a guerra os tinha alterado para ambos e em o fundo sentia que podiam chegar a ser amigos, ainda que também não se importaria que fossem algo mais que isso.

Harry eliminou este último pensamento, Draco era heterosexual e não achava que fosse mudar por muito Harry Potter que fosse ele. Era uma lástima, porque Draco estava muito mais que muito bem.

Draco notou como Harry lhe dizia a verdade e que seu oferecimento era sincero, não lhe apetecia nada passar a noite em uma fria habitação de hotel e muito menos em sua casa com a harpia de sua mulher revolteando por ali, a cada vez se fiava menos dela, mas não tinha provas de que estivesse tentando algo na contramão dele. A opção de ir a casa de Harry era muito boa, pelo menos ali estaria tranquilo e contaria com a proteção do melhor auror que pudesse ter em toda Grã-Bretanha.

-Bom Draco se está pronto é melhor que nos apareçamos conjuntamente em minha casa, não quero por enquanto que esteja só ainda que seja em as portas de Hogwarts ou que chegue primeiro a minha casa e não tenha ninguém perto para te proteger. De modo que se não tem nenhum inconveniente te agarra a mim e me deixa fazer o resto.

Draco acomodou-se para perto de Harry e o moreno rodeou-lhe com seus braços a cintura, gesto que agradou muitíssimo ao loiro e se acercou mais ao moreno notando uma fragrância que cheirava a madeira de sândalo e almíscar, que inundou suas fossas nasais. Harry cheirava também e os braços que lhe rodeavam eram muito fortes, se sentia seguro entre eles. Draco não queria ilusionar-se, o moreno tinha noivo ou pelo menos alguém com quem compartilhar sua cama e isso era mais do que ele tinha.

Draco sentiu o puxão próprio do aparecimento e em seguida viu-se adiante de uma casa muito formosa e alegre, de paredes de pedra e telhado a duas águas de quadra negra, em a parte diantera da moradia tinha um bonito porche decorado com um cômodo assento de balanço com uma mesa também de madeira a um lado, tinha um corrimão com muitas plantas, algumas com flores que brindavam calidez ao conjunto. Umas heras cobriam a parede do porche, as portas primeiramente eram de roble e as janelas da casa, também de roble, possuíam umas enormes folhas que permitiam o passo da luz de forma generosa.

- Gosto de sentar-me aqui pelas noites quando não faz muito frio e olhar as estrelas, acho que nelas vejo a meus pais, a meu padrinho e a todos os seres queridos que perdi na guerra incluído a seu padrinho, que agora sei que tudo o que demonstrava não era mais que uma fachada, um muro para evitar que outros lhe fizessem dano.

-Eu nunca me parei a ver as estrelas de noite, mas acho que deve ser muito bonito, sobretudo se tem perto a alguém que te quer e com o que está a gosto.

- Se queres após jantar podemos sair um momento a contemplá-las, ademais é muito relaxante, a mim me ajuda a libertar a tensão acumulada durante o dia.

Não disseram nada mais e Harry tirou as barreiras de proteção da casa para que pudessem entrar. O interior da moradia era tão acolhedor como o exterior. Uma bonita entrada, que devia ser muito luminosa durante o dia pelos amplos janelas que flanqueavam a porta primeiramente. Ao lado direito estava a cozinha com móveis de madeira de roble em ambos lados da mesma e uma mesa bastante ampla em o centro da habitação. À esquerda estava o salão com uma lareira, bonitos sofás aos lados da mesma, uma zona também ao lado de um grande janela que assomava ao jardim contava com uma mesa de comedor e um grande aparador.

Ao fundo do vestíbulo tinha um banheiro e umas escadas que subiam à planta alta onde estavam os dormitórios, um principal com uma grande cama de estilo japonês com pequenos criados-mudos à cada lado, um armário também em esse estilo minimalista em o que as portas eram cristais de quarteirão translúcidos. Uma porta dentro da zona do aparador dava passa a um banho muito espaçoso com uma grande banheira.

As outras três habitações da planta estavam dedicadas uma a um despacho onde Harry acaba o trabalho que se levava a casa e as outras duas eram dormitórios, um decorado para albergar a meninos como podiam ser os filhos de Ron e Hermione e o outro para Teddy, todas contavam com banho. As escadas continuavam para a sótão, totalmente diáfana que servia para múltiplos usos, desde habitação para jogos dos meninos ou zona de descanso de adultos.

A moradia contava também com um sótão onde Harry se treinava tanto física como magicamente a diário. Desde que treinou-se para a guerra não tinha perdido esse hábito diário.

-Tem uma moradia muito bonita Harry, é muito acolhedora e alegre.

-Obrigado Draco, se não te importa pode dormir em a habitação de Teddy, a cama é maior, te deixarei algo de roupa se quer te dar uma ducha antes do jantar.

-És muito amável comigo, me abrumam suas atenções, eu nunca fui muito amável contigo e agora me está dando uma lição.

- Não pretendo lecionar-te, só quero que te encontres bem, já te disse que não temos idade para fazer infantilidades, somos adultos e minha profissão, além de meu interesse pessoal, me leva a tentar aclarar quem está por trás do frustrado atentado. Agora te dá uma ducha enquanto preparo o jantar.

Draco entrou em a que por essa noite ia ser sua habitação, se despojou de sua roupa que deixou ordenadamente colocada em uma cadeira e se dirigiu ao banho, após uma ducha relaxante saiu envolvido em um albornoz e comprovou como Harry lhe tinha deixado roupa cômoda em cima da cama, um bonito pijama de seda negra que lhe ficava um pouco grande. Ainda que estava limpo pôde notar a fragrância de Harry em ele.

Após um agradável jantar foram-se a conversar um momento ao salão, a noite era boa e Harry propôs ao loiro que saíssem ao porche a contemplar as estrelas. Sentaram-se no balanço e com um suave balanço estiveram um momento em silêncio observando o céu. Quando apressaram suas canecas de chá e a noite começava a ser mais fria decidiram entrar em o interior da moradia para poder descansar. Em o dia tinha sido muito longo para ambos carregado de emoções e sentimentos encontrados.

-É melhor que vamos descansar, amanhã com a luz do dia veremos as coisas de outra maneira. Se precisa algo não duvide em me pedir, boa noite Draco que descanse bem.

-Boa noite, Harry e outra vez obrigado por tudo.

O moreno sorriu a Draco e foi-se até seu dormitório comendo-se as vontades de dar um beijo ao loiro que se via tão adorável. Draco, também pensou que não lhe apetecia muito estar só a noite, mas não podia sem mais lhe pedir a Harry que estivesse com ele, teria pensado que estava louco.

Sobre as duas da madrugada Draco começou a ter um pesadelo em a que uns mascarados perseguiam a seu pequeno, o ia correndo até onde estava Scorpius mas alguém lhe sujeitava as pernas e não lhe deixava avançar, com impotência via como seu menino era torturado com crucios a cada vez mais fortes e o sangue começava a lhe correr pela comissura dos lábios e o nariz, símbolo inequívoco de que lhe estavam explodindo por dentro. Draco não podia mais e começou a gritar pedindo ajuda.

Harry acordou-se sobressaltado e ao ouvir os gritos de Draco achava que alguém tinha entrado na casa, correu todo o depressa que pôde até sua habitação e comprovou que sofria um pesadelo muito desagradável, gritava e chorava chamando a seu filho.

Harry sentou-se em a cama e abraçou a Draco e devagar para não o assustar mais lhe chamou para que acordasse. Abriu os olhos inundados pelas lágrimas e viu uns formosos olhos verdes que lhe olhavam com preocupação.

-Que te passa Draco, tem devido ter um pesadelo terrível, ainda tremes como uma folha.

-Oh! Era horrível, via como uns encapuchados torturavam a meu filho e eu não era capaz de socorrer, alguém me agarrava com força e não podia fazer nada.

-Já não se preocupe mais, todo tem sido um sonho, seu filho está perfeitamente cuidado em o colégio. Agora descansa, amanhã não te lembrará de nada.

Draco começou a chorar de novo, era um pranto calado, cheio de melancolia, era uma súplica pedindo ajuda, que não lhe deixasse sozinho, não se atrevia a lhe o pedir diretamente. Quando Harry fez ademão de levantar da cama, Draco lançou um soluço que comoveu ao moreno.

Harry apanhou a cara de Draco e levantou-lhe o queixo, seus formosos olhos cinzas estavam cheias de lágrimas de pena, ante essa visão de um Draco choroso e desvalido, Harry sentiu-se inclinado a consolá-lo, tinha acordado um não sei que em seu interior que lhe empurrava ao abraçar e a lhe dar consolo. Acercou-se aos lábios do loiro e deu-lhe um beijo terno que desperdiçava carinho.

Draco sentiu-se nesse momento em a glória, notava como o moreno lhe transmitia segurança, força, carinho. Acomodou-se em seus braços e pediu-lhe que faz favor não lhe deixasse só essa noite, precisava companhia.

Harry olhou ternamente aos olhos de seu antigo inimigo e com seu gesto indicou-lhe ao loiro que não lhe deixaria sozinho. Tomou-lhe em braços e levou-lhe até seu dormitório, onde descansariam mais cômodos em sua grande cama.

Draco abraçou ao moreno e apoiou sua cabeça em seu peito e sentindo-se protegido por uns fortes braços que lhe rodeavam se dormiu.

Ao dia seguinte Draco ao acordar-se notou uns olhos fincados em ele. Um pouco confuso não sabia onde nem com quem estava, mas ao levantar sua cabeça e ver uns formosos olhos verdes que lhe observavam se sentiu no céu e todo seu corpo se estremeceu ao sentir que queria ser possuído por seu protetor.

Continuará…

Nota tradutor:

Ui

Que mente pervertida Draco! Hehehehehehehe

Espero que gostem do capitulo e comentem

Vejo vocês em breve nos próximos capítulos

Ate breve[

Fui…