Capítulo 6 Na Mansão Malfoy
Harry acercou-se à moradia e quando chamou à porta um elfo lhe conduziu para uma sala, ali o espetáculo que presenciou não lhe agradou para nada. Astoria estava discutindo com sua sogra, de uma maneira muito pouco refinada.
-Já estou farta de que se meta em minha vida, sabe de sobra que não quero a sua queridíssimo filho e neto e me dá igual o que lhes possa passar, eu desde depois não me vou ficar para perto dele para que possa eu também sofrer algum acidente desafortunado.
-É uma má pessoa, casou com Draco por seu dinheiro e pelo prestígio social que te ia proporcionar, durante todos estes anos nos tiveste enganados, pensamos que o nascimento do filho de Draco te ia acordar um pouco esse instinto maternal que deve ter no fundo de não sei onde, esquecido, e que com o tempo valorizaria todo o que é Draco, mas já vejo que não tem sido assim. É como uma rata que foge quando o barco está a ponto de se afundar. Se não o faz por Draco ao menos faz pelo menino.
- Não me importo nada o pequeno fedelho, ele só tem olhos para sua mãe e a verdade é que me importo pouco isso também.
-Sabia que era uma convencida e egoísta, mas o menino não tem a culpa.
- Narcisa acha-te que o menino vive na inópia, sua mãe já lhe disse a verdade, que ele o levo em seu ventre e o alumbro e que seu outro pai os abandonou que seu avô fradou o casamento para que não fosse considerado um bastardo e ele um puto e que eu só estava com eles para cobrir as aparências.
-Não acho que meu filho lhe tenha dito dessa maneira tão cruel, não consinto que em minha casa fale assim de meu querido filho, quiçá tivesse sido melhor que se tivesse ficado solteiro, pelo menos se teria poupado todos os sofrimentos vividos a seu lado.
-Sabe o que te digo Narcisa que me dá igual o que pense, me vou ir desta casa e ninguém me vai a impedir e se tenta o mais mínimo contra mim, se leia uma tentativa de divórcio, comunicarei a todo mundo a verdade sobre a origem de Scorpius e diga-me como ficará seu filho e seu neto.
Harry que estava parado em a ombreira da sala não pôde mais, essa mulher em verdade que era convencida, egoísta e manipuladora, a vida de Draco tinha tido que ser um autêntico inferno todos esses anos. Narcisa parecia que conhecia a situação e tentava lhe ocultar a seu marido para que não cometesse uma loucura, sua liberdade pendia de um fio e qualquer saída de tom por sua vez lhe poderia levar a Azkaban.
-Já basta Astoria, não acho que te atreva a fazer uma coisa assim, acho que Draco já tem tido bastantes anos de chantagem contigo, se tenta o mais mínimo que possa danificar a Draco ou a seu filho te juro pelo mais sagrado que te terá que ver comigo, é mais, tem em conta que será sua palavra contra a minha, e a quem acha que vão escutar a Astoria Greengrass um sangue limpo vinda a menos ou ao Salvador do mundo mágico.
-Faz o mínimo dano a esta família e se verá comigo. Se atreve-te a dizer a verdade sobre a origem de Scorpius e o menino sofre por isso buscarei qualquer indício seja verdadeiro ou falso para inculpar-te e que sua vida termine em Azkaban.
Lucius entrava na sala quando escutou o que Potter dizia a sua nora, baixava acompanhado de seu filho e ambos ficaram parados sem saber que fazer, Draco chorava de emoção, Harry em verdade lhe queria, era capaz de fazer qualquer coisa com tal do proteger a ele e a seu filho. Lucius sabia do agradecimento que tinha por sua família desde os últimos incidentes da guerra, mas essa paixão à hora de defender a seu filho e a seu neto, é que não lhe eram de todo indiferentes, sobretudo seu filho.
-Pode ser sabido que ocorre aqui –bramou Lucius, muito enfadado olhando a sua nora e a sua mulher.
Lucius sacou sua varinha apontado a Astoria, Harry rápido em seu treinamento sem pensá-lo desarmou ao maior dos Malfoy.
-Senhor Malfoy não faça nada do que depois possa ser arrependido, acho que Astoria já está o suficientemente avisada. Se não se importa receber um conselho de minha parte é melhor que a deixe marchar da Mansão, e que se vá longe de Draco onde não possa lhe fazer dano.
-Astoria vai ter vigilância as 24 horas do dia, não me confio nada de ti. Se por sua boca sai algo que não é muito conveniente dá por acabada sua vida presenteada.
Astoria com um gesto altaneiro saiu da habitação muito ofendida como se fosse uma vítima da família e não uma asquerosa sanguessuga.
Draco com a tensão acumulada não pôde mais e se jogou a chorar, Harry com sua impulsividade se lançou sobre ele e lhe sujeitou entre seus fortes braços, lhe dando consolo e proteção.
Lucius e Narcisa olharam-se assombrados, jamais podiam ser imaginado que Harry Potter saísse em defesa de seu filho e neto dessa maneira e que portanto lhe brindará ajuda e consolo em esse mau momento. Algo passava e Narcisa estava disposta a averiguá-lo. Sujeitou a Lucius pelo braço e indicou-lhe com um gesto que lhes deixasse sozinhos, já teriam tempo de falar com seu filho.
Quando Draco se tranquilizou levantou seu belo rosto para o moreno e lhe deu um beijo lhe agradecendo que tivesse saído em sua defesa e na de seu pequeno sem lhe importar que seus pais estivessem presentes, descobrindo dessa maneira que ambos não se eram indiferentes.
-Quero-te Draco e não vou consentir que nenhum malnascido, por muito esposa que seja sua te faça dano e te chantageie dessa maneira. Por ti estou disposto a tudo, se tenho que mentir e assumir a paternidade de Scorpius eu farei, o que seja contanto que recobre sua liberdade e sua alegria.
Draco de novo jogou-se a chorar aquilo era muito bonito, nem em seus mais peregrinos sonhos se tinha imaginado que alguém lhe pudesse amar tão desinteressadamente e que ademais fosse capaz de reconhecer a seu pequeno, sem ser filho dele.
-Quero-te Harry, não te mereço é demasiado bom comigo e com meu pequeno.
-Vamos não se fale mais, não diga tolices, o afortunado sou eu por me sentir correspondido por alguém tão maravilhoso como você. Agora deve ir até a Central, nos espera ainda sua declaração e começar a pesquisar para esclarecer os fatos. -Harry voltou a beijar-lhe e foram-se até a lareira que lhe levaria até a Central.
Dantes de partir Draco despediu-se de seus pais e alegrou-se muito de que estivessem de volta em Londres. Combinou com eles a comer e prometeu a sua mãe que lhes explicaria o que tinha ocorrido com Harry. Os pais mostraram-se um pouco inquietos, mas deram-se conta de que Draco quando olhava a Harry o rosto se lhe alumiava pelo amor verdadeiro e que o moreno correspondia igualmente ao loiro.
Uma vez em a Central Harry encaminhou-se a seu despacho com Draco, antes de começar o interrogatório deu-lhe um beijo nos lábios para transmitir-lhe tranquilidade. Sabia que podia ser muito desagradável, tinha que lhe perguntar muitas coisas que violavam sua intimidade, mas eram necessárias se queriam acabar com a pessoa ou pessoas que estavam por trás de seu atentado.
Harry fez chamar a sua mão direita em a Central, Ron Weasley, queria que lhe passasse a declaração de Astoria e poder cotejar os dados. Seu olfato como auror lhe indicava que a mulher de Draco não estava isenta de culpa e a conversa que tinha presenciado momentos dantes em a Mansão Malfoy não faziam mais que reafirmar suas suspeitas.
-Draco não quero que se sinta mau pelo que te vou perguntar mas é necessário pedido toda a informação possível para poder esclarecer os fatos. Tenho mandado chamar a Ron para que me traga a declaração de sua mulher, ele foi a que lhe interrogou. Tem que estar presente também um auror que vá anotando a declaração.
-Está bem Harry, confio em ti, só te peço uma coisa, faz favor! Que não saia a reluzir a paternidade de Scorpius, meu filho sabe perfeitamente quem são seus pais, mas não me agradaria que fosse se divulgando por aí o que sucedeu. Prometo-te que te contarei, mas hoje não.
-Nunca te obrigarei a contar nada que você não queira, quando esteja preparado o fará. Quero-te. –Harry depositou um terno beijo nos lábios do loiro e sentou-se em a mesa ao outro lado do escritório.
Chamaram à porta e uma cabeça ruiva assomou pela mesma. -Bom dia, Chefe, Furão!
-Ron acho que deveríamos começar a manhã com bom pé, Draco Malfoy está aqui em qualidade de vítima, tem sofrido um atentado muito desagradável e ainda não sabemos quem pode estar por trás de tudo isto. Peço-te que seja um pouco mais amável e que esqueça as querelas infantis. – Harry disse isto em um tom de autoridade que deixava muito claro que não ia consentir estúpidos jogos infantis, Draco era uma vítima e devia ser tratado bem. Agora não era o amigo, senão o chefe o que falava, Draco não era o colega de escola era um cidadão que tinha sofrido um atentado frustrado.
-Sinto muito, senhor, só tentava romper um pouco o gelo. Aqui trago-lhe o relatório que me pediu.
-Olá Weasley, eu também me alegro de te ver após tanto tempo. Estará contente por fim uma doninha entra em a casa das serpentes, tem cuidado não a vão comer.
Ron lançou uma mirada de fúria ao loiro e a cor vermelha começou a fazer-se notar em sua cara. Harry conhecia muito bem os ataques de ira de seu melhor amigo e o que menos queria é que se montasse uma ceninha em o despacho. Draco podia ser tão mordaz e prejudicial como ele o recordava, desde depois nenhum dos dois se ia sair com a sua.
-Senhor Malfoy acho que acabo de dizer algo ao senhor Weasley que também vai para você, o volto a repetir, NÃO CONSENTIREI ESTUPIDAS DISPUTAS INFANTIS, bem e se agora estão mais acalmados começaremos assim que chegue o auror encarregado de tomar nota de sua declaração. – Nesse momento o auror encarregado de tomar nota dos fatos fez seu aparecimento em o despacho de Harry.
-Bem senhores procederemos a lhe tomar declaração sobre os fatos, ainda que o senhor Weasley e eu já tenhamos apresentado nossos relatórios seria muito conveniente saber sua opinião sobre os fatos.
Draco começou a relatar o atentado tal e como ele o percebeu, não lhe deu tempo a muito o ataque chegou tão rápido como inesperado ao igual que a ajuda que recebeu do auror que estava ali presente, quando caiu ao solo perdeu o conhecimento por um tempo e depois contou como o auxiliaram em St. Mungo.
Ron começou com o turno de perguntas, agora era o auror o que falava e não o colega de colégio. Fez gala de uma profissionalidade que deixou assombrado ao próprio Draco. Suas perguntas eram claras e diretas-
-Senhor Malfoy tinha sofrido antes do dia dos fatos algum tipo de atentado ou tinha observado condutas estranhas a sua ao redor por parte de algum alegado ou empregado.
-Não senhor Weasley até o momento nunca tinha tido nenhum tipo de atentando.
-Quisesse saber se tem notado em sua esposa algum tipo de comportamento que não poderia ser chamado normal.
- Minha esposa nunca se comportou de maneira normal comigo ou com meu filho, mas não considero que em esses dias não tenha feito algo suspeito. Tem passado em alguns dias fora de casa e após isso estava em Londres levando a cabo todas as atividades à que ela está acostumada como dama da alta sociedade. Se é verdadeiro que ultimamente vinha mais tarde do que era normal nela, mas aparte disso nada mais posso lhes dizer.
-Senhor Malfoy considera você a sua mulher uma boa mãe e uma boa esposa.
-Não, ambas coisas, acho que nunca nos quis muito a nenhum dos dois.
-Considera que se lhe passasse algo ela em qualidade de sua viúva e mãe de seu herdeiro herdaria uma grande fortuna.
- Assim está estipulado em o testamento e em o contrato matrimonial, que se a mim me passasse algo uma parte importante de minha fortuna passaria a suas mãos e que seria a tutora dos bens de meu filho até que cumprisse a maioria de idade e se a este lhe ocorresse algo passaria a ela toda a fortuna. Deixou-se aberta uma clausula para modificá-la em caso que tivéssemos mais filhos.
- Senhor Malfoy nada mais, mas acho que sua mulher se converte na principal suspeita do atentado, porquê tem esperado tanto não sabemos a que obedece, possivelmente algum cúmplice pode estar por trás de tudo isto.
-Senhor Malfoy –Agora era Harry o que lhe interrogava. - tem constância de que sua esposa pudesse ter algum amante.
-Não o sei, sinceramente, faz anos que deixei de me preocupar pelo que fazia minha mulher fora de minha casa, desde que sua conduta não fosse a prejudicar a tranquilidade de meu filho e nesse sentido tem sido sempre muito discreta.
-Se está de acordo mandarei que lhe vigie as 24 horas do dia de maneira que ela não se dê por inteirada e quiçá possamos averiguar se para valer ela é a culpada ou não dos fatos.
-Senhores se não há nada mais, podemos fechar a declaração, o Senhor Malfoy continuará baixo minha proteção.
-Chefe uma última pergunta ao senhor Malfoy, pelo que deduzo da conversa parece que seu filho não fosse mais que de você e que sua esposa não fosse a mãe. Estou em o verdadeiro?
Draco olhou nervoso a Harry, não queria que seu segredo se soubesse tão cedo e muito menos que Weasley fosse um dos primeiros. Harry rapidamente saiu em ajuda de Draco, tinha-lhe prometido, o tema da paternidade de Scorpius não se faria público em este interrogatório.
-Acho que esta informação não é relevante para nossa investigação.
-Perdoe senhor, mas eu acho que sim, se esse menino não é filho de Astoria com mais motivo para pensar que queira ser desfeito primeiro do pai e após o pequeno. Pelo que pude observar na declaração, é uma mulher, fria e calculadora e que não lhe põe nenhum obstáculo diante quando quer conseguir algo.
-Está bem, Weasley te vou pedir um favor, o que aqui se diga agora não gostaria que saísse dessa habitação, pelo bem de meu filho, ele é uma vítima das circunstâncias e não tem a culpa do que seu pai tenha feito em o passado.
-Como o que vai dizer o Senhor Malfoy não vai fazer parte da declaração é melhor que fiquemos os três, Smith pode sair já da estância, vá transcrevendo a declaração.
-Sim senhor, em seguida a deixarei pronta.
-Ron antes de que Draco nos conte nada, te peço faz favor a máxima discrição, não te falo agora como chefe senão como irmão, também te direi, e nisso é o primeiro em te inteirar que Draco e eu estamos juntos.
-Desde quando? Eu pensei que bom você só tinha contatos esporádicos com homens, ah! Já vejo, este é um mais. Não irmão?
-Maldita seja Ron, Draco não é um contato esporádico mais, lhe amo e quero estar com ele.
-Está-me enfadando Harry, desde quando quer ao furão, ele era sempre nosso inimigo.
-Ou começa a comportar-te como uma pessoa razoável ou damos por limpada esta situação. Não tenho porque te render contas de meus atos, se quer escutar como um amigo, não como um irmão melhor, te direi, senão já sabe.
Ron agachou a cabeça, tinha que aprender a controlar seu temperamento, Harry tinha razão, tinha que lhe escutar, lhe queria como a seus irmãos e o que para Harry estava bem para ele também o estaria.
-Sinto muito Harry, mas tudo isto me pega por surpresa, não me imaginei em nenhum momento que pudesse o querer. Se é sua decisão sabe que a respeitarei e inclusive tentarei ter uma conversa civilizada com ele.
-Obrigado irmão, não esperava menos de ti. Agradeço-te sinceramente, para mim significa muito que o entenda.
Harry começou a contar-lhe a Ron como se uniu sua magia com ao de Draco quando lhe resgatou da Sala dos Precisa, como tinha tentado apartar de sua mente essa ideia e como tinha buscado o amor em outras pessoas, mas não tinha servido de nada, sempre inconscientemente buscava a Draco, queria saber dele. Como lhe imaginava felizmente casado e com um filho não fez nada por se acercar a ele, só o observava desde a distância tentando estar junto a ele em o momento que o precisasse. Tinha-lhe prometido a Snape quando estava a ponto de morrer e a verdade não lhe tinha custado muito, lhe queria e se sentia a gosto vigiando que não lhe passasse nada.
Ron assombrava-se como Harry tinha levado em segredo o que sentia por Draco, mas ficou mais assombrado ainda quando soube que Ginny era a confidente de Harry e estava a par de todo o que lhe ocorria.
- Bom Harry acho que já o deixou o suficientemente claro, ama a Draco e pelo que vejo ele te corresponde. Alegro-me por vocês dois, mas tudo isto não me aclara nada sobre a paternidade de Scorpius.
-Acho que isso é algo que só Draco sabe e quando ele esteja preparado nos contará. –Harry olhou a Draco interrogante.
Draco sabia que tarde ou cedo teria que lhe contar a Harry quem era o outro pai de seu filho, mas não agora adiante de Weasley, lhe diria a Harry assim que estivessem sozinhos.
-Acho que a paternidade de meu filho só me corresponde, por enquanto o saber a mim.
-Malfoy não te pergunto por morbo, o faço porque acho que pode estar relacionado com o que te ocorreu meu instinto de auror assim me diz.
- Para mim me resulta muito doloroso, desde os catorze anos tive um companheiro, parceiro nosso do colégio, vocês lhe conhecia, era de minha casa. Quando acabou a guerra seguimos mantendo nossa relação em segredo não queria que meu pai se inteirasse de quem era meu companheiro. Nunca se tinha confiado dele nem de sua mãe, se eu lhe tivesse feito caso me teria poupado muitos desgostos.
- Quando fiquei grávido me levei uma grande alegria, lhe comuniquei a meu pai, me deu parabéns e se alegrou muito de que fosse a lhe dar um neto ou uma neta. Pediu-me que lhe dissesse quem era o outro pai e porquê não lhe tinha dito nunca nada da relação que mantinha.
-Apenado disse-lhe que como sabia que não gostava nem dele nem sua mãe não lhe tinha dito nada, mas que me queria muito, que se tinha alegrado enormemente ao saber de minha gravidez e que queria formar uma família e por isso me tinha pedido que nos casássemos o quanto antes.
-Tínhamos já todo preparado para o casamento, só faltavam entregar os convites, era um sábado e meu companheiro se apresentou na mansão me disse que tinha que falar comigo. –Draco jogou-se a chorar e não pôde continuar com o que estava contando, Harry se acercou a ele e lhe abraçou protetoramente.
- Vamos, deixa de chorar ou fará se desafoga-te, mas será melhor que não siga nos contando nada se não quer, não se sinta obrigado.
-Sinto muito Malfoy, não era minha intenção que se sentisse tão mau e se pusesse assim, Harry tem razão, faz só o que creia conveniente. De todas formas, vou deixar sozinhos e se Harry o crê conveniente me dirá quem é o outro pai. Até depois, tentarei que ninguém os moleste.
- Obrigado Ron, será melhor que nos vamos daqui, estarei em minha casa com Draco se há algo novo me avisa.
Harry convocou um portal até sua casa e ali levou a Draco abraçado, o loiro não deixava de chorar, lhe doía tanto o que tinha passado, se tinha feito tantas ilusões com seu companheiro, que seu mundo se veio abaixo e lhe custou muito recuperar do poço profundo em o que tinha caído.
Harry apanhou em braços a Draco e sentou lhe em cima dele em um cômodo sofá do salão, acariciava seu cabelo, suas costas e lhe dava ternos beijos em os olhos e em a cara. Quando Draco deixou de chorar prosseguiu com o que lhe estava contado em a Central de Aurores.
- Disse-me que o casamento não podia ser, que ele era muito jovem ainda e que não queria ser visto atado de por vida, com alguém também tão jovem como ele e ademais com um menino em caminho, ele queria desfrutar da vida, não queria atadura, o sentia muito, mas era melhor para os dois.
-Eu chorei e me humilhei, lhe supliquei que não me deixasse, que ele era tudo para mim, lhe tinha dado meu amor e meu virgindade, que nunca tinha estado com ninguém, que era muito importante que nosso filho se criasse em um lar com dois pais. Voltou-me a dizer que o sentia muito, mas que não se ia atar com ninguém e menos por um filho ao que não tinha desejado, que era meu problema e que tivesse posto os meios.
-Harry era muito jovem e com a excitação dos preparativos esqueceu-me o feitiço anticonceptivo e fiquei grávido, para valer que não o fiz adrede. Eu não queria me ficar em estado, mas desde o momento em que foi concebido sua magia se uniu à minha e o sentia em meu interior, o amava e não o ia perder por nada do mundo.
- Entendo-te meu amor, quando somos adolescentes nos pensamos que nunca nos vai passar nada, que a pessoa à que amamos jamais nos vai abandonar, não se culpe por isso e pensa que tem um filho maravilhoso que te adora e ademais agora me tem a mim.
-Oh! Harry quanto te amo, tivesse gostado que do menino tivesse sido seu e não desse egoísta de Blaise.
Harry ficou um pouco impactado, nunca se tivesse imaginado que essa serpente tivesse sido o companheiro de Draco e que lhe tivesse abandonado de uma maneira tão cruel, se alguma vez lhe encontrava lhe faria pagar muito caro o que lhe tinha feito a seu loiro.
-Já meu céu, não tenha pena, não chore mais não lhe merece, te quero e nunca te abandonarei. Foi muito egoísta, ademais ele também se tinha que ter preocupado com os feitiços anticonceptivos, qualquer um dos dois homens os podem lançar e se o fazem os dois não ocorre nada.
-Isso quer dizer Harry que você o lançou a outra noite.
-Sempre o faço Draco, é algo que me sai sem mais, não é que não gostasse de ter um filho contigo, mas acho que ainda é demasiado cedo para isso e temos o problema de sua mulher. Quero que quando tenhamos um filho sejamos esposos e que Scorpius se sinta orgulhoso de seus papais, porque desde agora Draco a Scorpius o vou considerar como a um filho.
-Harry, é tão, tão… -Draco não pôde continuar da emoção grossas lágrimas corriam por seu rosto.
Harry levantou a cara de Draco içando desde o queixo e olhando a esses bonitos olhos cinzas prometeu-lhe que cedo poria fim a seu inferno particular e que seria totalmente feliz a seu lado. Harry era um sentimental e o que mais ansiava em estes momentos era ter uma família com seu loiro.
Começou a beijar-lhe e levantou-lhe do sofá e em braços levou-lhe ao dormitório, ia fazer-lhe o amor até o esgotamento, queria que seu garoto soltasse toda a tensão acumulada, essa percevejo de Blaise não se merecia nem uma lágrima mais, o ia levar ao paraíso e o ia tratar como se merecia com o maior amor do mundo que um homem podia dar a seu amado.
Continuará…
Nota tradutor:
Hummmmmmm esse Harry é um tanto cavaleiro nessa fic se deu pra notar neh...
Enfim espero que tenha gostado desse capitulo tanto quanto eu!
Vejo vocês nos reviews e nos próximos capítulos
Ate breve
Fui…
