Capítulo 8 Na Penseira

Um Lucius mais doze anos jovem estava parado adiante de umas magníficas portas de madeira e bronze. Ia ataviado muito elegante com sua camada e um traje negro com adornos de prata e uns bonitos botões que eram cabeças de serpente entrelaçadas. O cabelo levava-o recolhida em a nuca com uma coleta baixa muito masculina.

O rosto refletia pena e sofrimento, fez força de todo seu treinamento como comensal e pôs uma máscara de frialdade em seu rosto que não deixava passar nenhuma emoção. Se recompôs sua camada e chamou à porta com sua famosa bengala com cabeça de serpente.

Rapidamente foi um elfo doméstico a abrir a porta, ia ataviado com uma libré da casa Zabini, era negra com uma grande Z prateada bordada em a parte dianteira. Com sua estridente voz indicou a Lucius que passasse até o salão onde seu amo, o jovem Zabini lhe estava esperando.

-Bom dia, senhor Malfoy! Como é que tenho o gosto de contar com sua presença por minha humilde mansão? Não se prodigam muito suas visitas por aqui, ainda que minha mãe lhe tenha convidado em mais de uma ocasião a suas festas.

- Verá senhor Zabini, os motivos pelos que não vou às festas de sua mãe são só de minha incumbência e da de sua senhora mãe. Meu motivo de visita é outro, tenho entendido que você e meu filho me vão fazer avô dentro de uns meses e gostaria de saber quais são suas verdadeiras intenções.

-Meu filho apesar de tudo é um sentimental e está perdidamente apaixonado de você, mas eu não me confio de suas intenções. Sei demasiado bem como lhe gastam os Zabini com seus casais.

-Que está insinuando? Talvez nos está acusando de algo indevido.

- Eu não insinuo nada, simplesmente me remeto aos fatos, lhe vou advertir algo e só lhe direi uma vez, nunca se casará com meu filho como desculpa para conseguir sua fortuna e acabar com ele ou lhe fazer um autêntico desgraçado ao que continuamente lhe estão pondo os cornos.

-Senhor Malfoy está-me ofendendo, não sei de onde se saca essas ideias, eu quero a seu filho e ao menino que leva em seu interior, não me faz falta sua fortuna e ademais lhe pedi que se case comigo antes de que sua gravidez se lhe note para evitar a desonra de ter um filho sendo solteiro.

-Vá, que cavalheiroso, senhor Zabini, mas isso o tinha que ter pensado antes, se tivesse posto os meios, ele não se teria ficado grávido.

-Recordo-lhe senhor Malfoy –isto último o disse recalcando muito a palavra senhor com uma verdadeira irritação. - que para evitar as gravidezes ambos devemos pôr os meios, a mim se me tinha podido esquecer e ele tinha que ter lançado também o feitiço por se a mim se me esquecia como foi o caso.

-Sabe senhor Zabini que não lhe creio, Draco tem sido educado desde pequeno em um valores onde é muito importante que os filhos concebidos com amor e digo com amor –Lucius alçou as sobrancelhas e levantou um dedo acusador a Blaise. - se façam sempre em o âmbito do casal.

-Sabíamos que Draco era fértil e por esse motivo se lhe ensinaram todos os feitiços anticonceptivos possíveis, mas o que nunca se nos ocorreu que alguém pudesse lhe lançar um contrafeitiço e assim ficar grávido.

-Acusa-me de que eu o tenha lançado?

-Sim, acuso-lhe de tê-lo lançado, sempre nos imaginamos sua mãe e eu que nosso filho só manteria relações com uma pessoa que para valer o amasse, mas temos visto que não tem sido assim.

-Sigo sem entender porquê acusa-me falsamente, eu quero a seu filho, estou disposto a me casar com ele para proteger sua honra e que a seu neto não o acusem de bastardo e me vem com essas.

-Senhor Zabini, faz favor, não jogue comigo, se o que quer é dinheiro eu lhe darei, mas deixe a meu filho em paz. Quando soube que Draco estava grávido fiz chamar a um medimago amigo da família e lhe fez um reconhecimento completo e esse reconhecimento incluía a verificação de feitiços anticonceptivos que se tinha feito.

-Por suposto que Draco não sabia nada dessa verificação, o medimago me disse que nosso filho tinha sido muito cuidadoso com seu feitiço, mas que seu companheiro, e essa é você, lhe tinha lançado uma feitiço que anulava o anticonceptivo de Draco, e que ademais potência sua fertilidade.

-Por tanto se não me equivoco, o que queria era o deixar grávido e montar todo o numero para chegar até sua fortuna. Advirto-lhe afaste de meu filho, eu lhe darei todo o dinheiro que possa precisar, sei de sobra que sua situação econômica e a de sua mãe não passam por um bom momento após a guerra.

-Vamos acabar com esta farsa de uma vez, vou estender-lhe um pagarei por valor de 100 milhões de galeões a mudança de que não volte a lhe ver nem uma vez mais. Só tem que se acercar esta tarde à mansão e lhe contar que lhe vai deixar porque não quer ataduras de nenhum tipo e é muito jovem para se comprometer e mais com um filho.

-Como não quero surpresas, o pagarei tem um feitiço que não permitirá que se cobre até que não tenha falado com Draco e lhe diga o lembrado.

Blaise ao sentir-se descoberto e ante a segurança que emanava Lucius não teve mais remédio que admitir o trato, ou era isso ou não obteria nada. Lucius Malfoy não se andava com tolices, afinal de contas o que queria era dinheiro e isso ia ter, mais rápido e sem ter que cometer nenhum assassinato.

-De acordo senhor Malfoy, aceito o trato esta tarde sobre as 17:00 estarei na mansão para falar com seu filho e não me reverá.

Harry notou um puxão e saiu da lembrança de Lucius, o que mais lhe impacto foi a mirada de desprezo de Blaise quando falava de Draco e o rápido que Lucius lhe tinha convencido.

-Harry utilize legeremência com Zabini para saber se estava ou não fingindo e pode comprovar que os pensamentos que tinha para meu filho indicavam que uma vez casados se desfaria dele como sua mãe tinha feito com seus maridos.

-Desde logo isto lhe converteria em suspeito se fosse seu marido, mas agora são umas provas poucos consistentes para um juiz. Salvo que esteja implicado com a esposa de Draco.

-Não me mente a essa harpia, se não tivesse sido por minha mulher já lhe teria arrebatado a vida, por todo o sofrimento que está provocando em meu filho e em meu neto. Scorpius é um menino muito sensível como seu pai e sei que ainda que não o demonstre sofre ao ver a seu pai tão vapulado por sua mãe

-Isto se acabou já, não consentirei que ninguém volte a fazer dano a Draco e a seu filho. Buscaremos quem está por trás do atentado e o primeiro de tudo é começar com os trâmites do divórcio de Draco.

- Nunca antes um Malfoy se tinha divorciado de seu esposo ou esposa, mas esta será a primeira vez que ocorra, estou farto de ver sofrer a meu filho por não romper com esta absurda tradição de minha família.

-Draco é muito sensível e a cada vez está-o passando pior, mas o ver essa cara de felicidade em seu rosto quando está contigo, vale mais que todas as tradições familiares e todos os preconceitos do sangue puro.

-Obrigado Lucius, meu amor para Draco é sincero, no pouco tempo que levamos juntos tenho chegado ao amar profundamente –Harry baixou um pouco a cabeça pois se tinha corado. - A verdade é que lhe amei sempre, ainda que não queria o reconhecer, me dei conta quando o saquei da Sala Precisa incendiada por culpa de Crabbe, nossas magias se uniram e tenho entendido que isso ocorre somente quando as pessoas que se amam com um amor verdadeiro e estão em perigo o fazem para salvar suas vidas.

-Efetivamente Harry isso é assim, mas é raro que meu filho não me dissesse nada. Acho que Draco estaria muito assustado e não se percebeu, além de que os magos férteis quando estão com seu companheiro verdadeiro acoplam de forma natural sua magia à do outro e não se percebe do que ocorre, se sentem muito protegidos.

-Isso não eu sabia Lucius, mas é possível que isso fosse o que lhe ocorreu a Draco quando lhe mencionei me estranho que ele não me dissesse nada como que também o tinha notado.

-Harry alegra-me muito que você seja o companheiro verdadeiro de meu filho, ele precisa ser protegido e amado e seu filho precisa também uma estabilidade, uma família normal que se queira. Conta com todo meu apoio e o de minha mulher.

-Obrigado Lucius e ainda que não possamos utilizar suas lembranças como prova sim que vou mandar que meus aurores o vigiem de perto, acho que não está em Londres.

-Assim é, quando apanhou o dinheiro que lhe dei se foi viver a uma mansão que têm Itália, mas segundo tenho entendido tem voltado a Grã-Bretanha e está na Escócia em outra de suas mansões.

-Então não teremos nenhum problema em o vigiar. Volto a dar-te as obrigado e imagino-me que te apetecerá ver a seu filho. Está em minha casa, tenho julgado que ali estará bem protegido. É praticamente impossível que ninguém entre ali sem minha autorização, ademais só ele, você agora, e eu sabemos onde se encontra.

-Vou comunicar-me com ele via rede floo para lhe dizer que o vai visitar, não quero que se assuste pensando que possa ser outra pessoa o que o vai ver.

Harry dirigiu-se à lareira e chamou a Draco, o loiro após dar-se um relaxante banho estava tumbado no salão da casa lendo um livro da biblioteca de Harry de um escritor muggle que tinha muita imaginação, se chama O Senhor dos Anéis e a história lhe estava gostando bastante. Levava posto só um albornoz desejoso de lhe o tirar assim que Harry assomasse pela lareira, pensava em o que faria quando o moreno chegasse à casa e seu membro começava a acordar com só lhe imaginar. Notou uma tosse que lhe indicava que Harry lhe ia falar, quiçá lhe diria que ia já para a casa.

-Draco, agora mesmo acabo de ter uma conversa com alguém que te quer muito e te vai visitar.

-É meu pai o que está contigo?

-Assim é, vou abrir as barreiras da casa para que possa estar contigo, eu ainda demorarei um pouco e depois irei para a casa.

-Acabo-me de duchar e ia vestir-me neste momento, digo por se vem já e não me vê no salão que não se preocupe.

-Vale, meu amor, lhe direi, de todas formas te dou 10 minutos para que te arranje. Para valer que te acabava de duchar? –Harry perguntou-o maliciosamente, sabia que Draco se tinha duchado em seguida de que ele se fosse à Central, possivelmente Draco estivesse nu lhe esperando comprometedoramente no Salão. Outra vez sua ereção começou a jogar-lhe uma má passada, apartou esses pensamentos, não queria montar nenhum numero adiante do pai de Draco.

-Harry, não sei porque me pergunta isso –disse um Draco um pouco envergonhado por se seu pai lhe tinha escutado.

-Sabe muito bem pelo que te pergunto, me imagino que estava esperando no Salão, me equivoco.

-Não, não se equivoca, mas faz favor se cala, meu pai te pode ouvir.

-Jajaja, não te apenes, seu pai nestes momentos está distraído olhando o relatório de seu atentado e não nos escuta, tenho posto um feitiço muffliato a nosso redor. Outra coisinha mais quando chegue à casa me encantaria ver no Salão me esperando como o estava fazendo antes de que te chamasse. Agora vete a se vestir que teu pai irá em seguida. Quero-te.

-Eu também te quero, não tarde, te desejo tanto.

-Eu também te desejo assim que possa irei ali e te farei meu uma vez mais.

Com uma última mirada de desejo despediram-se sem palavras. Harry tirou o feitiço muffliato e acercou-se até a mesa onde estava Lucius.

-Já tenho avisado a seu filho e tenho levantado as barreiras para que seja reconhecido pela casa e te deixe entrar.

-Obrigado Harry, não sabe o tranquilo que me sinto ao saber que meu filho está em boas mãos, só te pedir uma coisa mais, senão é muito abusar, gostaria que Narcisa pudesse ver também a Draco, dela não sabe, ao igual que meu filho, nada do ocorrido entre ele e Zabini, só sabe o que lhe contou Draco, de modo que lhe direi a minha mulher que tenho vindo à Central para interessar sobre nosso filho e que você me disse onde estava e me permite lhe ver ao igual que a sua mãe.

-Isso nem o duvides Lucius, jamais impedirei que você ou sua mãe possam ver a seu filho, se quer posso te pôr em comunicação com sua mansão para que Narcisa vá também a ver a Draco.

-Isso seria estupendo e faria muito feliz aos dois.

-Não se fale mais, mãos à obra. –Harry em seguida abriu as comunicações com a Mansão Malfoy e Narcisa esteve rapidamente em a Central.

-Muito obrigado pelo que está fazendo por nosso filho.

-Faz favor senhora Malfoy atue-me, tenho a mesma idade que seu filho.

-Está bem Harry, a mim também gostaria que me falasses de você e que me chamasse Narcisa, tem feito muito por esta família, que nunca se portou bem contigo e agora está brindando toda a ajuda e apoio possível a meu filho e isso é muito importante para nós.

-Não faço mais que cumprir com meu dever, mas também não te posso negar que Draco importa-me demasiado como para consentir que ninguém lhe faça dano. Prometo aos dois que não pararei até dar com o que tenta nos arrebatar a Draco e que não lhe vai passar nada nem a ele nem a seu pequeno.

-Obrigado de todo coração Harry para uma mãe não há pior castigo que perder a um filho e pelo que meu coração me diz que do que de ti dependa não o permitirá e que agora tenho ganhado outro filho mais.

Harry se ruborizou ante as palavras de Narcisa, essa mulher à que antanho tinha considerado soberba e altaneira, era uma mãe que amava profundamente a seu filho e que ademais o estava aceitando como companheiro de seu amado Draco. Era muito importante para Harry e sobretudo para Draco que seus pais aceitassem ao companheiro de seu filho.

Harry abriu as comunicações com sua casa e permitiu que a magia de Narcisa também fosse reconhecida pela casa. Lucius e Narcisa passaram através do portal que Harry tinha convocado e chegaram até o salão onde um sorridente e feliz Draco os estava esperando.

Continuará…

Nota tradutor:

É impressão minha ou esses dois agora se comportam como se nunca tivesse conhecido ao verdadeiro Lord das trevas louco e possuído pelo ódio? Enfim adoro esse Lucius carinhoso com seu filho.

Enfim espero que tenha gostado do capitulo, vejo vocês nos reviews

Ate breve

Fui…