Capítulo 11 O Dilema de Draco

-Mione acho que a mulher de Draco não está isenta de culpa e se me forças acho que Zabini não anda bem longe. Acabo-te de contar o que vi na penseira com o pai de Draco e a cada vez me reafirmo mais em os fatos, tendo em conta o que me contou Draco sobre seu companheiro e o que Lucius me mostrou na penseira.

-Se isso é assim Harry acho que não só Draco está em perigo também pode o estar seu filho. Deve reforçar todo o dispositivo meio aos Malfoy, eu me encarregarei de conseguir todas as ordens necessárias para facilitar a investigação, como possam ser as visitas à casa de Zabini ou em os lugares onde vá estar Astoria.

A mente de Hermione trabalhava a grande velocidade, sempre tinha sido assim, seu posto em o Wizengamont lhe facilitava muito a tarefa a Harry à hora de pedir ordens para entrar em os domicílios de magos suspeitos, não é que abusasse de sua posição, simplesmente que se fiava do instinto de Harry para detectar magia escura ou atividades perigosamente ilícitas e não se demorava em examinar as evidências para as preparar. Harry pedia-as e ela lhe dava.

-Obrigado Mione, sabia que podia contar contigo, para mim é muito importante velar pela segurança de Draco e de seus seres queridos. Ainda que seus pais não o suspeitam tenho posto em marcha um dispositivo para os proteger também a eles. Não me confio nada desses dois e quiçá possa ter alguém mais implicado.

Quando terminaram de falar e de recolher a cozinha foram até o salão onde se encontravam seus casais. Hermione sentou-se ao lado de Ron e Harry apoiou-se no braço do cadeirão em que estava Draco. Observaram em silêncio como ambos jogavam ao xadrez, o confronto era duro, ambos eram jogadores excelentes, mas ao final se impôs a perícia de Ron que venceu ao loiro depois de um grande esforço.

-Vá é uma caixa de surpresas Ron, posso-te chamar assim, verdade?

-Sem problemas Draco, acho que temos selado as pazes de uma vez por todas. É um digno rival com o que jogar ao xadrez. Me encantaria poder repetir em outro momento a partida.

-Isso está feito.

Depois os quatro puseram-se a conversar animadamente sobre os episódios que recordavam da escola. Draco demonstrou seu lado mais divertido e encantador, algo que agradou enormemente a seu companheiro e a seus anfitriões. Os Weasley levaram-se uma impressão muito grata do loiro e por fim compreenderam porquê Harry tinha-se apaixonado dele.

-Ron, Mione acho que já é um pouco tarde e amanhã temos que madrugar todos, é melhor que nos marchemos. Obrigado pelo jantar.

-Eu tenho que os dar também obrigado pela velada tão fantástica que me fez passar, sobretudo você Ron, acho que tenho encontrado um digno rival para jogar ao xadrez. Meus mais sinceras felicitações. –Draco fez um gesto como que se tirava um chapéu imaginário, indicando desta maneira a maestria que tinha Ron com o xadrez mágico.

-Venha Draco, não me lisonjeei tanto que ao final me vou a crer.

-Jajaja, sempre é tão humilde com tudo? Deveria presumir um pouco mais de suas habilidades, um talento como o seu em xadrez lhe merece.

-Para já com teus louvores ou meu marido se vai pôr tão vermelho como seu cabelo.

Dessa maneira tão jovial despediram-se os quatro, Ron e Mione começaram a conversar já mais detidamente sobre o que Rose tinha contado a seu pai e Harry e Draco se apareceram em a casa do moreno dispostos a passar a noite entre abraços e mimos. À manhã seguinte e antes de que soasse o despertador Draco se levantou muito discretamente, não queria acordar a Harry, ainda ficavam um par de horas para isso. Dirigiu-se ao banho e após duchar-se baixou até a cozinha onde se preparou um café e com a caneca fumegante se dirigiu ao salão e ali sentado no sofá adiante da lareira se pôs a meditar sobre o ocorrido em os últimos dias.

Nunca pensei que pudesse amar e ser amado desta maneira, sou o homem mais feliz do mundo e isto só é possível graças a Harry, como teria gostado que dele tivesse sido o pai de meu pequeno e não Blaise. Agora compreendo que o que sentia por mim não era amor. Amor é o que Harry me dá, gostaria tanto poder formar de uma família com ele.

Tenho medo de como lhe vai a tomar Scorpius, é um menino muito bom e sei que ele só quer o melhor para mim e que está farto de Astoria, mas admitirá que seu pai esteja apaixonado de outro homem. Se não lhe aceita não sei que será de mim, quando por fim tenho crido atingir o paraíso, temo que este se me escapa. Amo profundamente a Harry, mas meu filho está acima de tudo, bastante o passado mau como para que eu lhe complique um pouco mais sua existência.

Se não quer a Harry não terei mais remédio que lhe deixar, mas o vou passar tão mau que não sei se poderei sair com bem desta situação.

Os pensamentos de Draco foram interrompidos com um cálido beijo em sua cabeça. –Que faz acordado tão cedo meu amor, se vai ficar frio, a lareira está apagada, veem comigo à cama.

Harry apanhou a cabeça de Draco volteando a cara para dar-lhe um beijo em seus lábios, e viu a cara de pena que tinha o loiro.

-Que te passa Draco, porquê tem essa cara tão séria, tem estado sonhado ou que te sucede.

-Não é nada Harry, simplesmente não podia dormir, é algo habitual em mim quando estou preocupado por algo.

-Que te preocupa, não lhe vai passar nada ao menino, nem também não a ti. Veem vamos à cama.

-Não estou preocupado por isso, sei que contigo a meu lado nada mau nos pode suceder.

-Então que é o que te passa.

-Sinto medo pelo que possa pensar Scorpius sobre nossa relação, se ele não a admite, não poderei seguir a seu lado, é um menino e tem passado muito, não quero lhe complicar mais sua curta vida.

-Não pense nisso Draco, teu filho entenderá, me parece que é um menino muito pronto e se dará conta do muito que nos queremos.

-Oxalá seja assim Harry senão não sei que poderia fazer, para valer te digo.

- Dentro de umas poucas horas o saberemos Draco e te prometo que lutarei por estar contigo e se é necessário recorrerei a todo o necessário para convencer a seu pequeno, o único que espero que não seja tão cabeção como seu papai com respeito a seus sentimentos.

-Oh Harry não diga isso, não sou cabeção, simplesmente obstinado.

Harry não pôde mais que se rir ante o comentário de Draco, parecia que a preocupação por enquanto lhe tinha abandonado e voltava a fazer gala de seu humor tão marca Malfoy. Levantou-lhe do sofá e conduziu-lhe ao dormitório, uma vez em a cama envolveu lhe com seus braços e fez que repousasse a cabeça em seu peito.

-Dorme um pouco mais Draco, amanhã tem que estar acalmado e com os cinco sentidos operativos. É muito importante como lhe vai transmitir a seu pequeno seus sentimentos para que ele os aceite.

Draco pouco a pouco foi abandonando-se de novo ao sonho enquanto Harry acariciava sua cabeça e seu pescoço, essas caricias relaxavam-lhe tanto que não demoro nada em cair de novo em braços de Morfeu.

_*oOo_

À hora do café da manhã em a mesa de Slytherin dois estudantes de primeiro estavam conversando muito animadamente.

-Sabe Scorpius ontem veio meu papai estivemos falando sobre minha decisão de pertencer a esta casa e não à de Gryffindor como todos os membros de minha família.

-Enfadou-se contigo Rose? Não foi para ele uma decepção? Tenho entendido que não gostava nada da gente que estava em nossa casa.

-Bom ao princípio não lhe fez muita graça, mas como lhe argumentei muito bem sobre minha decisão não lhe ficou mais remédio que a aceitar e ademais tio Harry me prometeu que falaria com ele antes de que o fizesse comigo e acho que isso me facilitou muito o caminho.

-Fala sempre maravilhas do senhor Potter, acho que me cai bastante bem, ademais se está ocupando de que a meu papai não lhe passe nada. Sabe parece-me que seria um companheiro estupendo para meu papi, estou muito farto de que minha mãe lhe faça a vida impossível, oxalá que se separassem de uma vez e que estivesse com alguém que para valer lhe queira.

-Este fim de semana terá ocasião de falar com ele e talvez precisa um pequeno empurrão para que se fixe em meu tio Harry.

-O terei em conta Rose, espero poder lhe abrir os olhos.

Ambos meninos se jogaram a rir, eram risos de pura felicidade, terminaram o café da manhã e se marcharam a sua primeira classe do dia. Cuidados de Criaturas Mágicas, a verdade é que a nenhum dos dois lhes entusiasmava, ainda que a Rose gostava de ver a Hagrid, era muito divertido.

_*oOo_

Era ainda de noite quando Draco começou a ter de novo pesadelos, se via em uma habitação de sua mansão falando com seu pequeno. Scorpius negava-se a seguir escutando a seu pai.

-Não quero seguir te ouvindo, é malvado e cruel abandona a minha pobre mãe para te ir a meter em a cama desse homem. Odeio-te, nunca te perdoarei que se separe de minha pobre mãe.

-Scorpius, não é justo sua mãe nunca nos quis, faz favor filho entra em razão, ela não nos quer. Ademais não é sua mãe, o sou eu, eu te concebi, te tive dentro de mim, eu te trouxe ao mundo, ela só foi uma tampa. Scorpius não me negue, melhor não nos negue a felicidade Harry é um bom homem nos quer.

Draco começava a agitar-se o sonho estava-lhe levando à beira do pranto, começou a mover-se de maneira convulsiva. Harry acordou-se sobressaltado.

-Draco, Draco, acorda, é só um pesadelo, venha não te passará nada estou a seu lado, recorda?

-Sinto muito Harry, é que tinha um mau sonho, Scorpius não aceitava nossa relação, defendia a Astoria, ela era a vítima, me fazia sentir como uma má pessoa, que negava o carinho de uma mãe a seu filho.

-Já meu amor, não era mais que um mau sonho, sabe que seu filho jamais te vai considerar assim. Tenta acalmar-te, nada mau vai ocorrer.

Harry abraçou com força ao loiro e começou a beijar-lhe com ternura a cabeça, Draco apertou-se mais contra seu peito sentindo-se reconfortado, protegido e sobretudo amado. Beijo o peito de Harry docemente e passou uma de suas pernas pelo quadril do moreno, provocando que seus pênis se roçaram.

A entreperna de Harry sofreu um puxão que fez que seu pênis se erguesse com um grande esplendor e sobressaísse pela calça do pijama que se tinha baixado um pouco ao mover em a cama. Draco notou o glande de Harry em seu ventre e um calafrio de prazer percorreu sua coluna. Após o pesadelo precisava sentir-se amado, queria a Harry dentro dele, almejava seu calor, queria ser sentido como em uma nuvem. Era tão maravilhoso ser possuído por alguém que te quer para valer.

Os pensamentos de Draco fizeram que seu pênis também tivesse uma grande ereção e que um gemido de prazer se escapasse de sua boca. Harry pegou seus lábios e começou a devorá-los ao mesmo tempo que começava a massagear as costas do loiro. Com um feitiço fez desaparecer as calças de Draco e deixando-lhe totalmente nu sobre a cama empurrou seu corpo para que as pernas caíssem ao solo, se colocou entre suas pernas e começou a sugar seu pênis. Primeiro devagar, depois a cada vez mais rápido até que começou a notar o líquido quente e salgado do líquido preseminal.

Sacou o pênis de sua boca e volteou a Draco fazendo que seu peito descansasse sobre o colchão e os pés apoiados em o solo. Separou tudo o que pôde suas pernas, lubrificou a entrada, tão exposta aos olhos de Harry, generosamente.

Antes de penetrá-lo deu-lhe um tapa que não fez mais que excitar ao loiro gostava esse joguinho, lhe encantava se sentir de um pouco dominado pelo moreno. Sentiu como suas mãos eram atadas com uns suaves lenços de seda, uma à cabeceira da cama e a outra aos pés da mesma.

Na postura na que se encontrava seu pênis ficava pendurado mas muito colado à beira da cama o que fazia impossível que Harry pudesse lhe tocar, tinha tal ereção que inclusive o roce das cobertas sobre ele lhe mandava calafrios de prazer. Harry estava disposto a que Draco esquecesse o mau sonho de fazia um momento pelo que quis que seus jogos preliminares fossem do mais eróticos.

Na gaveta de seu criado-mudo guardava um consolador mágico, que se movia só sem necessidade de nenhum tipo de bateria muggle, presente de seu amigo Matt que o tinham utilizado em múltiplas ocasiões. Gostava de vez em quando utilizar algum que outro brinquedo. Pensou que talvez a Draco lhe parecesse bem.

Introduziu o consolador sem prévio aviso na entrada de Draco e sem dar-lhe tempo a nada mais lançou um feitiço para que se movesse, colou um respingo ante o inesperado e Harry voltou a lhe dar outra cachetada nas nádegas que novamente excitaram mais ao loiro.

Harry ajoelhou-se adiante de Draco e introduziu-lhe o pênis na boca movendo seus quadris. O loiro ante a postura tão forçada e o pênis ocupando toda sua boca o vinho uma arcada que quase lhe faz vomitar. Harry saiu-se da boca do loiro para voltar a introduzir-se nela sem empurrar demasiado para lhe evitar as náuseas. Quando sua excitação era muito grande e as mãos de Draco se fechavam meio aos lenços de seda, demonstrando o desesperado que estava, se colocou por trás do loiro e sacou o consolador de seu interior e introduziu seu pênis sem mal lhe dar tempo a pensar em nada mais.

Começou um dance brutal empurrando os quadris de Draco e de vez em quando lhe dava pequenas tapas que parecia que gostavam tanto ao loiro. O pênis de Draco estava a cada vez mais precisado de uma mão que lhe fizesse se correr para libertar a tensão que sentia.

Harry sabia o que estava provocando em seu garoto, mas queria levar até o desespero para que lhe rogasse que lhe tocasse. Draco era tão sexy e encantava lhe fazer-lhe desesperar um pouco, queria que se esquecesse ao prazer, que não sentisse nada mais que seu pênis em seu traseiro.

Draco gemia de frustração precisava ser tocado e poder tocar –HARRY, NÃO AGÜENTO MAIS LIBERTA MINHAS MÃOS, preciso mudar de postura quero me tocar ou que me toques. SOLTA-ME JÁ. –Gemia Draco.

-Não está ainda o suficientemente excitado, tem que suplicar mais, não quero que o jogo acabe tão cedo.

-Harry não seja cruel, me dói tanto que não sei se poderei ejacular já.

O moreno se riu ante o comentário de seu garoto, sabia que assim que lhe tocasse um pouco se viria sem mais em suas mãos. Sabia-o por sua própria experiência, Matt era um amante magnífico e sabia como provocar o prazer, o mesmo que estava fazendo com Draco o tinha feito o medimago muitas vezes com ele.

Quando notou que Draco começava sentir calafrios por não poder ser comprazido tirou suas ataduras e levantou seus joelhos até conseguir que se pusesse a quatro patas sobre a cama, libertando seu pênis. Harry seguiu com as investidas, com uma mão plotava movimento os quadris do loiro e com a outra lhe masturbava.

Draco explodiu com dois toques e Harry que também não estava menos excitado se veio dentro dele apoiando seu corpo em suas costas, senão tivesse sido por esse apoio ao estar de pé se teria caído ao solo pela sacudida do orgasmo.

Assim que puderam colocaram-se em a cama, Harry agarrou ao loiro e abraçou-o com um gesto protetor. –Quero-te Draco, imagino-me que terás gostado o joguinho.

-Eu também te quero, mas não volte a torturar dessa maneira, te juro que me doíam os testículos de não poder ejacular. Tens-me enlouquecido, nunca me imaginei que um jogo como esse –disse Draco olhando ao consolador que tinha ficado atirado em um lado da cama- pudesse dar tanto prazer. Ainda que de todas formas gosto mais te sentir dentro de mim.

-O terei em conta, mas de vez em quando não está mau inovar. –Sorriu pícaramente Harry, tinha alguma que outra surpresinha reservada para seu garoto.

-A verdade que com toda esta atividade noturna se me tem passado a angústia do pesadelo. É único para fazer-me esquecer, nublas meus sentidos de tal forma que deixo de racionar.

-Tanto que, oh, por Merlin Harry! Esqueceu-me, entre o pesadelo e o jogo pôr um feitiço anticonceptivo, espero que te lembrasse você.

-Draco vai matar-me eu também não me conforme, quando te tenho tão excitado e trémulo embaixo mim me esqueço às vezes até de respirar, eu também não me dei conta. Não acho que passe nada por uma vez Draco, mas se assim fosse não tem nada pelo que te preocupar.

-Harry, sou extremamente fértil, advertiu-me o medimago da família, com uma só vez posso ficar-me grávido, assim me ocorreu com Scorpius. –Draco notou como sua voz se avariava. -Não estou ainda preparado para ter de novo um filho, minha vida é muito complicada nestes momentos, tenho uma esposa da que me divorciar, um psicopata que anda solto atrás de mim e um filho que não sei se vai admitir nossa relação.

-Draco não sinta pena, não temos planejado ter um filho, mas já não tem remédio, é uma das melhores coisas que nos podem passar. O do divórcio não vai ser para nada problemático, sua família conta com muito bons advogados, seu filho, já te disse antes, vai ver bem nossa relação, tenho muita fé nisso e o psicopata cedo será apresado. De modo que tranquiliza-te e se pudeste-te ficar grávido para mim seria, junto o ter podido me apaixonar de ti, a maior fonte de felicidade em minha vida. Não há nada melhor que ter um filho fruto do amor de seus pais.

Harry beijou com ternura a Draco e isto fez que as últimas reticencias do loiro se dissipassem, era tão feliz de se sentir tão amado que não podia ser bom, mas com Harry a seu lado todo podia ser possível, nada mau lhe ia suceder. Abraços seguiram dormindo até que o despertador soou.

Levantaram-se da cama e foram até o banho onde se deram uma ducha e baixaram a tomar o café da manha. Não se falaram em todo o momento, ambos tinham muito no que pensar, Harry no feliz que lhe faria ter um filho com Draco e este em como lhe ia a tomar seu filho, o de sua relação com Harry e depois o do possível irmão.

-Vê-te formoso Draco, se não estivesse tão apaixonado de ti, o voltaria a estar sem remédio. –Roubou-lhe um beijo que quase o deixa sem respiração.

Draco se ruborizou ante o elogio, a verdade é que luzia muito formoso essa manhã, seu rosto refletia paz e satisfação apesar dos nervos que sentia ante a visita a seu filho. Seu rosto estava luminoso e seus olhos brilhavam de pura felicidade. Ia vestido com uma calça de pinças negro de teia de algodão, uma camisa negra que levava desabotoada até o nascimento do peito, um cachecol também negra ao redor de seu pescoço e um jaqueta negra de pano com grandes sobrepões que se abrochava cruzado e lhe chegava até meio coxa, o cabelo o levava solto. A seu filho gostava mais de modo que quando se punha as coletas, dizia de seu pequeno que lhe dava um aspecto muito sério.

Harry também não tinha nada que invejar a seu companheiro, apesar de seu uniforme, se via magnífico, muito aposto e marcial. Ademais o amor que sentia por Draco lhe fazia se ver mais formoso ainda. Apanhou a Draco da mão para aparecer-se conjuntamente muito próximo de Hogwarts.

-Tranquilo Draco tudo vai sair bem, já é hora de que sua vida seja feliz. Seu pequeno quer-te e entenderá todo o que lhe vai dizer. Quero-te. –Voltou a beija-lo e quando se separaram se encontravam já em as portas do colégio.

Os alunos maiores estavam já em as portas preparados para sua excursão a Hogsmeade quando viram chegar aos dois homens, como era inevitável se lhes ficaram olhando, uns por curiosidade de ver a um auror, nada menos que Harry Potter e o outro sem lugar a dúvidas seria o famoso Draco Malfoy que recentemente tinha aparecido em a imprensa como vítima de um atentado. Outros garotos e garotas olhavam-lhes com desejo, eram endiabradamente formosos.

Draco acostumado a que lhe olhassem assim não lhe deu maior importância, mas Harry apesar dos anos seguia ruborizando-se se demasiados olhos estavam pendentes dele. Esse gesto não passou desapercebido a Draco que pensou que poderia o utilizar para provocar em algum momento íntimo.

Argus Filch saiu-lhes ao passo, seguia tão resmungão como sempre –Vá, vá quem o ia dizer Potter e Malfoy juntos, isto sim que é uma novidade, lástima que já não sejam alunos desta escola, seguro que encontraria algum motivo para lhe castigar senhor Potter.

O casal se riu, este Filch não ia mudar, sempre seria um squib amargurado –Bom dia a você também senhor Filch, se já tem terminado de rosnar nos agradaria que nos deixasse passar a diretora nos está esperando ao senhor Potter e a mim.

Filch fez-se a um lado grunhindo e dirigiu-se para a porta acompanhado da senhora Norris para passar listar aos alunos que baixariam até o povo, não queria que nenhum se fosse sem a correspondente permissão. Se pegava algum lhe castigaria e isso era o que mais prazer lhe proporcionava, castigar a um fedelho.

Draco e Harry chegaram até o despacho da diretora, quando entraram na sala viram como Scorpius estava sentado conversando com McGonagall. Voltou-se quando sentiu a presença de seu pai e pôs uma cara muito séria querendo indicar com esse gesto que ele já era maior e que compreenderia tudo o que seu pai quisesse lhe dizer.

Draco mal interpretou o gesto e veio-se abaixo, foi incapaz de dar um passo mais, as pernas tremiam-lhe e um ligeiro mareio fez que se desmaiasse, Harry muito atento às reações de seu casal sujeitou rapidamente a Draco lhe evitando um duro golpe contra o solo. Era a segunda vez que o apanhava adiante de Scorpius.

O pequeno já não teve nenhuma dúvida, o senhor Potter queria a seu pai e isso lhe fazia muito feliz, não entendia por que seu pai se tinha desmaiado.

Continuará…

Nota tradutor:

Hohoho vai me dizer que Draco realmente ficou gravido? Sinceramente que loucura isso sim, mas enfim espero que vocês gostem do capitulo... vejo vocês nos próximos capítulos

Ate breve

Fui…