Capítulo 14 Vinculo de corpo, do alma e da magia

Sobre as 22:00 o animado jantar dos Malfoy tinha chegado a seu fim, o pequeno Scorpius estava um pouco cansado e sem querer escapou-lhe um bocejo. –Carinho é melhor que te vá deitar, se te vê muito casando.

-Papi me irei à cama se promete que subirá a me dar boa noite, é uma das coisas que mais estranho no colégio.

-Em cinco minutos estarei em sua habitação e espero encontrar-te já dentro da cama.

Scorpius despediu-se de seus avôs dando-lhes dois beijos à cada um e depois se dirigiu a Harry. –Se não se importa com senhor acho que também lhe darei um beijo de boa noites já que vai ser meu papai, espero daqui a pouco. –Isto último o disse em um tom de confidencia que fez sorrir a Harry.

-Estarei encantado com que o faças Scorp, mas gostaria que me atuasse e que me chamasse de papai, para mim é muito importante que se sinta a gosto com a relação que temos tua papi e eu.

Scorpius é muito carinhoso e mimoso e por esse motivo aceitou em seguida a oferta de Harry e deu-lhe um sonoro beijo e uma boa noite papai que encheu de satisfação a Harry e ao resto dos Malfoy.

Após o tempo lembrado Draco dirigiu-se para as habitações de Scorpius para desejar-lhe boa noite. –Carinho já está na cama, se não te comerei a beijos até que o consiga.

Scorpius saiu feliz de por trás da porta do banheiro, era um jogo que tinha com seu papi desde que tinha uso de razão, lhe encantava como Draco jogava a ser o monstro dos beijos e lhe devorava até levar à cama e arrola-lo. Draco correu por trás de seu pequeno e alçando lhe nos braços começou a beija-lo, desta vez ajudou-se de um feitiço para mantê-lo no ar, seu incipiente gravidez não lhe permitia carregar com peso. Quando chegou à cama do menino lhe depositou em a mesma e lhe arroupo com o edredom como se fosse uma salshichinha.

-Papi se me arroupas tanto não me poderei mover.

-Isso é o que pretendo quero me comer esta formosa salshichinha, acho que começarei pelos olhos e a narizinho.

Scorpius ria de pura felicidade, encantava lhe ser mimado por sua papi dessa maneira, hoje ademais via-lhe radiante, que bom que se tivesse apaixonado de alguém que para valer lhe queria. Era muito feliz.

Quando cessou o jogo Scorpius se puxou a seu papi e lhe abraçando lhe disse:

-Papi estou tão feliz de ver-te de modo que não vejo o momento de que Harry, bom papai e você vão unir. Sabe? Harry pediu-me que lhe chame papai e a mim me parece muito bem, já lhe considero como tal. Tem feito por nós mais nesses dias que o que nunca fez meu verdadeiro pai ou Astoria.

Draco sentiu uma punçada de tristeza, seu menino era muito pequeno e já tinha sentido o desamor de um pai que não conhecia e de uma madrasta déspota e egoísta. Acariciou a loira cabeleira de seu pequeno e lhe beijou na testa.

-Eu também estou feliz porque você também o está e sim tem razão Harry tem feito muito por nós em pouco tempo. Quero-lhe muitíssimo e acho que vamos ser muito felizes os quatro. Agora meu amor já é hora de que descanse, amanhã te prometo que daremos uma volta pelo campo e se Harry pode lhe direi que voe contigo, eu agora não posso o fazer.

-Boa noite papi quero-te.

Draco saiu da habitação radiante de felicidade, por fim seu filho e ele iam ter uma vida repleta de amor assim que se normalizara sua situação. Dirigiu-se para o salão onde Harry e seus pais estariam tomando café.

Scorpius levantou-se da cama e pôs-se a escrever em uma carta todo o ocorrido a sua amiga Rose, era tão feliz que não podia esperar à segunda-feira a lhe o contar. Foi-se até seu escritório e começou sua tarefa. Quando terminou sua carta chamou a sua falcão e lhe pôs em uma de suas garras a carta para que lhe levasse a sua amiga. Depois foi-se até sua cama e com um sorriso em seus lábios dormiu-se.

Harry tinha mantido uma conversa séria com os Malfoy preocupava lhe muito a segurança de Draco e do pequeno, não estava seguro até onde podiam chegar os que tentavam atentar contra suas vidas. Não descartava nada e tinha sérias suspeitas sobre Blaise e Astoria.

-Lucius, Narcisa é muito importante que não percamos de vista em nenhum momento a Draco, o pequeno está seguro no colégio, os professores de confiança estão avisados e lhe vigiam constantemente, mas Draco com seu espírito independente não vai tolerar uma vigilância constante, devemos ser muito subtis se queremos que esteja protegido.

-Harry além dos aurores que possas lhe pôr posso contratar a guarda-costas que cumpram seu trabalho discretamente. Acho que sua teoria sobre Astoria não está muito desencaminhada. É uma mulher ambiciosa e Blaise também, eles se conhecem desde o colégio e se o pai de meu neto é só em parte como sua mãe não descarto nenhuma barbaridade por sua vez com tal de fazer com o dinheiro de seu filho e de Draco.

-Que ocorre aqui a que essas caras tão sérias.

-Não passa nada filho, seu pai e Harry estavam falando sobre a segurança do mundo mágico, existe muito sem escrúpulos que não se importa pôr em perigo nossa segurança face aos muggles.

-Não sei mamãe, mas acho que estava falando de outras coisas, mas bom o terei que aceitar.

-Vamos Draco não se nos ocorreria te mentir.

-Mais vale-te Potter ou terei que te castigar, esse último o disse em um tom de como me engane dorme no cadeirão. –Harry apesar dos anos que tinha se corou como um colegial, não lhe parecia muito oportuno que seus futuros sogros ouvissem intimidades.

Lucius deu-se conta de tudo e se sorriu, Narcisa lhe deu uma cotovelada para que se comportasse. No fundo eram slytherin e encantava lhes provocar.

-Bom filho é já muito tarde e me imagino que estará cansados, nós nos vamos retirar já a nossas habitações, não demore em ir a dormir. –Narcisa beijou a Draco e a Harry e apanhando a seu marido do braço deixou-os em o salão.

-Até amanhã garotos, que descansem, Draco se te pões outra vez maldisposto faz favor nos avisar ou a sua mãe lhe dará um infarto.

-Não se preocupem cuidarei de seu filho mais que se fosse eu mesmo.

Quando os dois amantes ficaram sozinhos, Harry se perdeu em os olhos cinzas de seu companheiro que eram como duas nuvens de tormenta aceradas, eletrizantes, que exerciam uma feroz atração em os seus.

-Draco disse-te já todo o que te quero.

-Muitas vezes, mas nunca me canso de te o ouvir uma vez mais.

Draco acercou-se aos suculentos lábios de Harry que sabiam a café doce e os saboreou muito devagar, quando se entreabriram Draco aproveitou para introduzir sua língua e saborear a cada um de seus rincões. Harry respondeu ao beijo apoiando sua mão em a nuca de Draco e introduzindo a língua em sua boca saboreando, lutando com a outra língua da maneira mais excitante possível para o loiro. O outro braço de Harry se enroscou em a estreita cintura de Draco e atraiu lhe mais para si. O contato era pleno entre os dois corpos, o beijo era feroz e terno ao mesmo tempo, simbolizava desejo, paixão, mas sobretudo amor, muito amor. Não tinha nada obsceno em ele só amor.

Ambos se sentiam flutuando em uma nuvem, tanto que não se deram conta como suas magias se uniam e flutuavam ao redor deles formando torques de cores, umas luzes verdes saíam do corpo de Draco e outras vermelhas do corpo de Harry se envolveram criando uma espécie de casulo que lhes envolvia, era tão reconfortante o que experimentavam que se sentiram transportados ao paraíso.

As luzes inundaram a habitação e saíram por embaixo da porta provocando flashes no corredor, Narcisa e Lucius que se tinham parado em as escadas a dar instruções aos elfos sobre as tarefas domésticas do dia seguinte se sentiram assombrados, preocupados pelo que pudesse ocorrer entraram na habitação e o espetáculo que presenciaram lhes deixou sem fala.

Tinham ouvido falar disso, mas nunca, até este momento, o tinham visto. A magia de duas pessoas que se amavam até para além desta vida e que têm nascido um para o outro se unem em uma entrega total, o vínculo que geram é tão forte que nada nem ninguém o poderá nunca vencer. Se um dos dois morrer o outro seguirá a seu lado para lhe proteger até que chegue sua hora.

Suas magias tinham-se unido, eram uma só, em todo momento estariam comunicados, se algum estivesse em perigo o outro iria rapidamente para o salvar. Esta união verdadeira de magias, de corpos e almas conhecia-se em o mundo dos magos como -Vinculum corporis, animae et magicarum (Vínculo do corpo, do alma e da magia)-

A pura força da magia os elevou uns centímetros do sofá e deram voltas e flutuaram pela habitação, quando as magias se assentaram em uma sozinha desceram, as luzes se converteram em um flash de prata e ouro e finalmente se apagaram. Algo aturdidos se olharam aos olhos e automaticamente se deram a volta ao notar a presença de alguém na habitação.

Narcisa ainda um pouco surpreendida lhes falou:

-Acabamos de presenciar um fato incomum entre os magos, um VICAM, agora já nada vos poderá separar. Isto é o mais maravilhoso que lhe pode passar a um casal. -Saltaram-lhe as lágrimas enquanto acercou-se a seu filho para abraçá-lo, depois fez o mesmo com Harry.

Lucius mais pragmático e menos sentimental que sua esposa viu neste fato algo muito importante que aceleraria o divórcio de seu filho com Astoria. –Isto é uma prova de que despejará o caminho para o divórcio de Draco, nenhum tribunal pode pôr reticencias quando comprovem que o VICAM é genuíno.

Harry estava um pouco perdido como se tinha criado entre muggles desconhecia o significado do VICAM, Draco teve que lhe explicar, quando sua mente assimilou o que significava, que foi muito rápido, sua cara refletiu a felicidade que sentia em seu interior.

-Bom filhos, se não nos ir dar nenhuma surpresa mais agora sim que nos iremos descansar. Que passem uma boa noite.

-Obrigado mamãe, papai e vocês também que a passem bem.

Harry e Draco foram-se para o dormitório deste, nada mais fechar a porta Harry devorou os lábios de seu amor em um beijo passional que arrancou um forte suspiro em o loiro. Apanhou lhe em braços e levou-lhe até a grande cama, ali despojaram-se da roupa com um só feitiço que lançou Harry e lhe fez o amor até o deixar exausto.

À manhã seguinte Lucius muito cedo dirigiu-se para seus escritórios ali esperava a visita de seu advogado que ia preparar os papéis do divórcio de seu filho com Astoria, não queria deixar nada que pudesse ser utilizado mais tarde por sua nora na contramão de seu filho e de seu neto. Quando Draco se incorporasse à reunião teria já um rascunho firme sobre a mesa e se estava de acordo essa mesma manhã lhe faria chegar a Astoria.

Enquanto na mansão um casal acabava de acordar, uns olhos verdes perfuravam umas cinzas que permaneciam fechados em um formoso rosto que refletia paz. Harry sentia-se tão feliz que não podia ser verdadeiro, por fim ia ter a sua própria família, um formoso esposo e dois filhos, um réplica de seu pai a seus anos, mas com uma doçura que Draco não mostrava a essa idade, pelo menos em público, e outro em caminho que prometia ser tão formoso como o primeiro. Era tão feliz que lhe podia crer.

-Já tem acordado pequeno dorminhoco. -Harry sorria ante a carita de sono que ainda mostrava Draco ao abrir seus olhos e se posar nos do moreno.

-É que ontem à noite tive tanta atividade que me deixou esgotado.

Harry riu ante a ocorrência de Draco, mas deu-lhe pé para provocar-lhe um pouquinho. –Não dizia isso ontem à noite quando pedia mais, pequeno pervertido.

Draco propinou um punho suave em o braço do moreno enquanto dizia-lhe que era um pouco fanfarrão.

-Venha loirinho, não se enfade, ainda que a verdade se te vê muito atraente quando te pões assim. Quiçá seria conveniente que te enfadasses de vez em quando.

-Tenta-o e esse lindo traseiro seu descansará esta noite no sofá mais incômodo que tenha em esta casa.

-Veem aqui tontinho, que te vou dar mimos para que se te passe esse enfado, meu pequeno.

Harry beijo esses lábios que lhe voltavam louco e acariciou o formoso rosto de porcelana do loiro. Abraçou-lhe e começou a arrimar seu quadril à do loiro quando sentiu como Draco se sujeitava o estômago.

-Que te passa meu amor, se encontra mau, talvez te fiz dano.

Draco sem contestar levantou-se correndo ao banho nu como estava, Harry saiu correndo por trás dele também nu e o que presenciou lhe deixou um pouco apenado. Draco estava vomitando com a testa perlada de suor e seu rosto já de por si pálido estava tão branco como a neve. Harry sujeitou a testa de Draco por se se mareava e perdia o conhecimento, não se fosse golpear contra o inodoro.

Quando se foi tranquilizando seu estômago, Harry o levantou pelas axilas e lhe levou até o lavabo onde lhe enxaguou o rosto com água fria. –Obrigado Harry, sinto que me tenha visto neste estado, mas me passou igual com Scorp, o que não me esperava é que fosse a começar tão cedo.

-Tranquilo, Draco, iremos visitar a um medimago e que te receite alguma poção para ver se te pode paliar essas náuseas.

Harry sentiu como a porta do dormitório se abria e uns pezinhos entravam em a habitação. Imaginou-se que era o pequeno Scorpius que vinha a ver a seu papi. Não queria que lhes visse nus pelo que fez que aparecessem uns pijamas e com outro feitiço se cobriram os dois.

-Papi já está levantado?

Harry saiu do banheiro e ao vê-lo o menino disse-lhe –Sinto muito não sabia que estava também aqui.

-Sinto muito eu, deveríamos te ter dito que teu papi e eu dormiríamos juntos. Espero que não se enfade por não te ter dito.

-Não, não é isso, é que não me parei a pensar que isso era o mais normal e vim a lhe dar em os bom dia a meu papi como tenho feito sempre.

-Scorp por mim está bem, me parece genial que o faça e espero que o siga fazendo e sobretudo que também me dê a mim.

-Onde está papi, papai. - A Harry lhe agradou muitíssimo que o pequeno lhe chamasse assim, se acercou mais a ele e lhe dando um beijo lhe apanhou nos braços.

-Papi está em o banho terminando-se de lavar, esta manhã não se encontrava demasiado bem e tem estado vomitando.

-Isso é pelo do irmãozinho, verdade.

-Assim é, mas não se preocupes hoje visitaremos a um medimago e lhe receitará algo para evitar que se decomponha pelas manhãs.

-Olá meu menino, porque acordou tão cedo.

-É que não podia dormir estou tão contente de estar em casa com os avôs e com vocês dois que quero aproveitar o tempo todo que me fica antes de ir de novo à escola.

-Papai disse-me que não se encontrava muito bem, mas também me disse que vai ir a ver ao medimago. Espero que lhe faça caso.

-Sabe é que meu papi é um pouco cabeção e às vezes nos diz que fará determinadas coisas para que nos calemos, mas depois não as faz.

-A pois isso sim que não, te levaremos a cada um de uma mão até o medimago.

-Vale, muito bem de modo que meus dois amores se aliam na contramão deste pobrezinho para torturar com uma visita ao horrível medimago.

Harry e Scorpius começaram a rir ante a ocorrência de Draco e sobretudo pelo gesto cômico que acompanhou a suas palavras. Mas rapidamente mudaram o semblante ao ver como Draco voltou a correr ao banheiro por culpa das novas arcadas que faziam que seu estômago se convulsionara.

Após um momento e de uma ducha rápida Draco foi acompanhado por Harry, seu filho e sua mãe até St. Mungo onde o medimago da família que já tinha atendido a Draco em sua anterior gravidez lhe ia visitar.

Quando chegaram ao hospital, Harry se encontrou em a recepção com Matt. –Quanto tempo sem te ver Harry, diria que pelo menos faz em uma semana que não está por aqui, já se me fazia raro não te ver.

-Oh, Matt! Deixa-te de sarcasmos, vou apresentar-te a alguém que para mim é muito especial. Scorp, apresento-te ao doutor Karlson.

-Podes chamar-me Matt e esta senhora imagino-me que é a mãe deste pequeno.

-Obrigado jovem, mas não, não sou sua mãe, sou sua avó. Obrigado pelo elogio.

-Narcisa é a mãe de Draco Malfoy e este menino tão precioso é seu filho e cedo o será também meu.

-Vá surpresa, o grande Harry Potter por fim senta a cabeça, sua amiga Hermione por fim descansará tranquila. Ja ja .

-Narcisa, não lhe faça caso é sempre assim.

-Sinto muito senhora não era minha intenção, mas é que faz tempo que Harry e eu nos conhecemos e somos grandes amigos. Para valer alegro-me de que por fim esta cabeça dura vá formar uma família. E bem Harry, agora em sério que te traz por aqui.

-É Draco, não se encontra muito bem e o medimago Silver lhe está atendendo.

-Esse colega meu está especializado em gravidezes masculinos. Oh! Vá surpresa, não me diga que irão ser papais. Isto sim que é uma surpresa. Meu instinto não me engana nunca, era verdadeiro que sentia por Draco algo mais que dever quando o trouxe para o reconhecimento após o atentado.

-Bom, sim, mas nesse momento não o sabia.

-Venha Harry que nos conhecemos, dei mais bem que não o queria reconhecer.

Harry começava a sentir-se um pouco incômodo com essa conversa adiante de Narcisa e do menino. Não queria que se arejar seus sentimentos de uma maneira tão frívola adiante deles e ademais não quisesse que uma indiscrição por parte de Matt lhes pusesse em antecedentes do tipo de relação que tinham mantido dantes de que o tivesse falado com *Draco para saber se era conveniente ou não que o soubessem.

-Bom Matt, agora vamos esperar a que nos avisem de que podemos passar a ver a Draco para que lhe comecem a fazer o reconhecimento.

-De acordo, mas espero que antes de que os marchem passem por meu despacho e tomemos algo.

-Não se preocupe senhor Karlson estaremos encantados com poder tomar algo com você.

-Então até dentro de um momento.

Harry, Narcisa e o pequeno Scorpius passaram à sala do médico onde Draco estava já tombado em uma cama, levava posta uma bata que facilitaria o reconhecimento do doutor.

-Adiante, vejo que tem vindo toda a família a exceção do senhor Malfoy.

-Nestes momentos meu esposo tinha uma tarefa muito importante que realizar, mas espera notícias do reconhecimento com ansiedade.

-Bom em seguida saberemos do estado de jovem Malfoy que me imagino que será excelente pelo aspecto tão bom que mostra seu exterior.

O velho conhecido doutor Silver aproximou-se a Draco para poder começar o reconhecimento, Scorpius estava muito emocionado e um pouco nervoso, agarrou a mão de sua avó e inconscientemente fez o mesmo com a de Harry, sentia-se tão seguro entre eles dois que sabia que nada mau lhe podia suceder.

-Bem Draco me conta como te sentiu ultimamente.

-Levo um par de dias que noto como se mil coelhos saltassem por meu estômago e me obrigam a vomitar todo o que tenho em meu interior, depois um suor frio percorre meu corpo e sinto que às vezes me falha a visão e noto como vou perdendo o conhecimento, vejo luzes de cores e tudo se nubla a meu redor e as vozes se ouvem a cada vez mais longínquas, depois acordo ou bem no chão ou nos braços da pessoa que tenho perto.

-Bom, Draco já sabe por sua experiência que isso é algo normal nos primeiros meses da gravidez, mas não me podia imaginar que fossem tão fortes os sintomas se mal tem em uma semana de gravidez. Acho que o menino que estás gestando em teu interior tem uma magia muito forte ou que trazes mais de um, ou ambas coisas.

-É um mago poderoso ao igual que o pai de seu pequeno por isso não descarto que este menino comece forte a manifestar em seu interior. Seu corpo precisa acomodar-se pouco a pouco à vida que gestas, mas este pequeno tem um núcleo mágico poderoso e te rouba bastante energia.

-Senhor Potter vai ter que dar bem mais que amor a seu companheiro, deverá lhe transferir pequenas doses de sua magia todos os dias para que não sofra nenhum contratempo sério, nem o pai nem o pequeno.

-Descuide doutor, para mim não há nada mais importante que minha família.

-De todas formas Draco além da magia que seu casal te dará terá que tomar umas poções que te ajudarão e faz favor que não se te esqueçam ou estes sintomas tão molestos que tem podem ser visto incrementados.

-Descuide doutor que não se me esquecerão, pois se isso ocorresse acho que entre toda minha família me torturarão.

O doutor não pôde mais que se rir ante a ocorrência de Draco, era verdadeiro que melhor que não se lhe esquecesse, sabia o persistente que podia chegar a ser sua mãe e não digamos seu companheiro, todo mundo sabia o minucioso e perseverante que era quando tinha uma missão que cumprir.

-Agora vejamos como está esse núcleo mágico que alberga a seu pequeno. –O medimago lançou um feitiço ao redor do ventre de Draco e sorriu satisfeito, a cor do núcleo indicava que o pequeno ou pequenos, tinha suas sérias dúvidas ao respeito, estava ou estavam em perfeito estado.

-Draco pode vestir-te já, enquanto te receitarei as poções para que possa as comprar e comece a tomar já.

_*oOo_

Enquanto em o despacho de Lucius Malfoy, este estava trabalhando com seu advogado ultimando assuntos sobre os negócios familiares quando uma Astoria meio enlouquecida irrompeu na estância agitando a demanda de divórcio em suas mãos.

-Por fim tem conseguido separar a seu filho e a mim, obrigando a Draco a interpor esta demanda de divórcio. Pois que saiba que não a aceitarei e que me verei obrigada a contar a todo mundo a verdade sobre a origem de Scorpius.

-Faz em uns anos me poderiam ter preocupado suas ameaças, mas o tempo nos faz alterar para todos e te asseguro que não me dá nenhum medo o que possas dizer. Scorpius tem uma família que lhe adora e que nunca lhe enganou, sabe perfeitamente quem é você e o que significa para ele e por suposto que sabe quem é seu pai.

-Não te será tão fácil se livrar de mim, sabe que não me conformarei com migalhas, não tem suficiente dinheiro para me pagar o tempo todo que tenho tido que aguentar ao gay de seu filho.

Astoria era muito mais que muito ofensiva, isso o sabia Lucius muito bem, parecia mentira que um sangue limpo como ela possuísse preconceitos de muggles, mas não lhe pegava de surpresa, já os tinha demonstrado em inúmeras situações.

-Astoria não consinto que se refira assim a de meu filho, sei que emprega o termo gay para me ofender, mas o único que faz é me encher de orgulho, meu filho é fértil, como um bom sangue limpo, sabe que só uns poucos eleitos o são e por isso é normal que se sinta atraído por outros homens. Você está seca e seca em seu interior, que só é capaz de albergar maus sentimentos e se morre de inveja, por não poder ter filhos como o pode fazer Draco. Guarda-te seus pretendidos insultos e dá-me igual o que vá dizer por aí. O único erro que cometeu Draco foi apaixonar de um homem que só ambicionava seu dinheiro, esse me fazer caso a mim ao marcar seu casamento contigo para evitar que seu filho pudesse ser chamada bastardo. Demasiados preconceitos tinha eu nessa época. Agora me dá igual, me arrependo de ter sido a causa da infelicidade de meu filho durante estes onze anos. Agora é um homem feliz, tem encontrado ao amor de sua vida e te asseguro que nos dá igual o que possa dizer. Tinha-te dado uma solução, dava-te dinheiro suficiente para que pudesse viver comodamente o resto de sua vida, mas já vejo que sua avareza te supera. Agora não terá nada, nem sequer o que te ofereci em um princípio, se irá com as mãos vazias deste divórcio.

-Isso é o que você se cries Lucius, isto não ficará assim, não tenho sacrificado onze anos de minha vida para acabar com os bolsos vazios.

-Você se sacrificar? Não me faça rir Astoria, tem vivido a corpo de rainha, tem tido todos os amantes que te deu a vontade. Ou que achava que eu estava em uma nuvem e que não me inteirava de suas correrias. Tenho sido prudente, não queria fazer mais desgraçado a meu filho de ou que já o era e sobretudo tentava evitar um escândalo que repercutisse em Scorpius. O menino já é maior e conhece toda a verdade sobre suas origens e aceita perfeitamente sua situação e o que lhe depara o futuro. Agora Astoria saia de meu despacho e que não volte a te ver mais por aqui.

-Você o quis Lucius, me vingarei e não sairá bem deste despacho. –Astoria levantou sua varinha para lhe lançar um feitiço a Lucius que lhe obrigasse a fazer todo o que ela quisesse e depois que não recordasse nada, inclusive pensava que se lhe aplicava um feitiço que lhe provocasse um infarto melhor que melhor.

Não teve tempo de reagir, foi levantar sua varinha e esta saiu despedida de sua mão e foi cair diretamente em as mãos de quem menos se esperava, Ron Weasley, estava esperando em a habitação contígua, conhecia demasiado bem a mentalidade da gente ambiciosa que se tinha visto envolvida em intrigas e desde depois Astoria era uma má pessoa e não se fiava nada dela.

-VOCÊ, COM QUE DIREITO TE CRIE PARA ME ARREBATAR MINHA VARINHA, TRAIDOR AO SANGUE.

-Com o direito que me concede a lei, fica detida por tentar atentar contra a vida de Lucius Malfoy.

-Não tem nenhuma prova, não ia fazer nada.

-Isso o veremos ante um tribunal quando te forneçam veritaserum.

Astoria sentiu-se encurralada e em uma tentativa de salvar-se sacou de uma de suas mangas uma varinha ilegal que levava sempre consigo e lançou um sectumsempra a Ron que provocou que todos e a cada um dos poros lhe sangraram. Lucius tentou recordar o contrafeitiço e nesses preciosos segundos uma segunda maldição saiu disparada para Lucius que lhe deu de cheio. Ambos estavam tendidos em o solo e com a vida lhe lhes escapando pouco a pouco. Astoria desapareceu-se do despacho de Lucius.

-Draco que te ocorre te puseste pálido, esse gesto de dor que te ocorre.

-Harry algo mau lhe sucede a meu pai, vamos correndo até seu despacho, sinto que está em perigo mortal.

Continuará…

Nota tradutor:

Nossa essa cadela da Astoria! Nunca gostei dessa vadia... enfim espero que vocês gostem e comentem… vejo vocês nos próximos capítulos

Ate breve