Capítulo 15 Em St. Mungus.

Harry estava um pouco assombrado, mal tinham terminado o reconhecimento de Draco e se dirigiam a saudar a Matt quando seu companheiro lhe pediu desesperadamente acercar até o despacho de seu pai, era tal a angústia e o medo refletido no rosto de seu companheiro que não o duvidou, se acercou correndo até ele e convocou um portal que lhes levou diretamente ao despacho de Draco.

Quando entraram no despacho não puderam ver mais que um espetáculo desagradável, atirados no solo e rodeados de sangue jaziam Ron e Lucius. Harry notou no ambiente um halo de magia escura, desde que tinha matado a Voldemort seus instintos de mago tinha-se afiado enormemente e era capaz de notar que tipo de magia tinha estado presente aos lugares nos que ele estava.

Sem perder tempo lanço um feitiço para tentar parar as hemorragias, rapidamente deu-se conta de qual tinha sido o feitiço, o mesmo que ele tinha lançado a Draco quando estavam em sexto e que quase acaba com sua vida de não ter sido pela rápida intervenção de Snape.

Naqueles momentos estava tão comissionado com o que tinha feito que não prestou atenção ao contra feitiço lançado por seu professor, mas sua carreira como auror lhe tinha feito se enfrentar a situações difíceis e se tinha preocupado muito por contra-restara os feitiços escuros que punham em perigo a vida das vítimas. Seu treinamento como auror e seus conhecimentos foram decisivos para que uma vez que tinha parado a hemorragia lançasse o contra feitiço que devolveu a esperança de vida às duas vítimas.

Draco chorava abraçando a seu pai temia que tivessem chegado demasiado tarde para os salvar. Harry acercou-se até Ron e tomou seu pulso, era débil mas ainda batia. Fez o próprio com Lucius e comprovou que estava nas mesmas circunstâncias que seu amigo.

-Tranquilo Draco porão bem, agora mesmo os vamos transladar a St. Mungo e ali terminarão de se repor. Aparta-te um pouco de teu pai, vou pedir ajuda.

Harry saiu da porta do despacho e chamou a um dos ajudantes de Lucius que trabalham ali mesmo. O homem sentiu-se comissionado com o que tinha ocorrido, não tinha ouvido nada estranho e pensava que a senhora Astoria estava ainda ali como lhe comunicou a Harry.

John entrou na sala e ajudou a Harry a transladar aos feridos até o hospital através de um portal que tinha convocado o auror. Draco tinha-se adiantado e avisado aos medimagos para que os socorressem assim que chegassem ao lugar.

Narcisa com o pequeno Scorpius chegaram correndo até a recepção, Matt tinha recebido o aviso da chegada dos dois e tinha-lho comunicado à esposa de Lucius.

-Oh Lucius! Meu amor que te passou.

-Narcisa faz favor Lucius está muito débil é melhor que não lhe obrigues a falar no momento que estejam estáveis contar-te-emos o sucedido. Draco acompanha a sua mãe até a sala de espera, eu vou avisar à Central do ocorrido e porei uma ordem de procura e captura contra Astoria. Scorp vêem comigo levarei até um lugar mais tranquilo.

-Harry não quero me separar agora de meu papi quero estar ao lado dele e de minha avó até saber que o avô Lucius está bem.

-Scorp, carinho este não é um lugar muito adequado para que esteja um menino ademais teu papi e tua avó sentirá pior se vêem como você presencia tudo.

-Faz favor! Deixa-me ficar-me, não quero me separar deles. –Começavam-lhe a encher os olhos de lágrimas, ele queria estar com sua família, sempre que a ele lhe passava algo estavam ali para o cuidar, ele queria fazer o mesmo era muito importante para ele.

-Está bem, carinho, mas faz favor te peço que não chore ou seu papi preocupará ainda mais e não queremos que se ponha mal em seu estado. Vale, céu?

-Obrigado, Harry, bom papai, assim o farei. Prometo.

Após ter deixado a Scorpius com sua família e de ter dado um beijo e pedido tranquilidade tanto a Draco como a Narcisa se foi correndo para a Central, não sem dantes ter deixado a duas aurores de guarda para proteger à família. Nesse mesmo instante que Harry saía chegava Hermione acompanhada de Molly e de Arthur.

-Harry que tem ocorrido, como está Ron, o único que sei é que esta manhã ia visitar a Lucius Malfoy ao despacho pois precisava que se encontrasse ali quando Astoria fosse a lhe visitar pelo da demanda de divórcio, não se fiavam nenhum dos dois dessa víbora.

-Mione, Ron está estável, débil mas estável, os medimagos estão a lhes estabilizar a ambos, têm sofrido o feitiço sectumsempra por parte de Astoria, Draco teve um pressentimento de que algo mau ocorria e fomos até ali, um pouco mais tarde e teriam morrido sangrando.

Molly pôs-se a chorar ao igual que Hermione, Arthur abraçou a ambas e levantando a cabeça lhe disse a Harry:

-Uma vez mais temos que dar graças aos céus de que tenha voltado a salvar de novo a um membro de nossa família.

-Não diga isso Arthur, sabe que para mim são também minha família e não tem que me agradecer nada.

-Agora deve marchar à Central a dar instruções, não demorarei em breve estarei de novo aqui. Se há alguma novidade, avisem-me e faz favor cuidem dos Malfoy estão ao passar tão mau como vocês.

-Descuida Harry, assim faremos, afinal de contas eles também serão nossa família em breve.

-Obrigado Mione, para mim é muito importante que o considereis assim.

Harry apareceu-se nos escritórios da Central convocou a seus homens para dar-lhes instruções. Tinha que localizar e prender a Astoria Malfoy por tentativa de assassinato para Rum Weasley e Lucius Malfoy.

Distribuíram suas fotos por todas as centrais de aurores e também se fizeram chegar às delegacias de polícia muggles, como era costume quando o criminoso era um assassino.

Harry chegou à sala de espera de St. Mungus e ali viu uma cena que lhe enterneceu, Hermione e Draco estavam abraçados se dando consolo mútuo, Molly e Narcisa muito juntas com as mãos entrelaçadas estavam a falar e Arthur jogava com o pequeno Scorpius numa tentativa de lhe fazer se sentir melhor.

Os pais de Hermione acabavam de chegar da cafeteria e traziam uns chás quentes para todos, lhes acompanhavam Billy e Fleur. George tinha-se ficado cuidando do pequeno Hugo em casa de Ron e de Hermione.

-Olá Harry como se encontra.

-Bem senhora Granger obrigado por vir, tudo isto parece uma loucura, mas não duvido que em breve todo solucionará.

Harry foi-se para onde estavam Draco e sua amiga e se sentou ao lado de ambos. Hermione deu-lhe a Harry um beijo e foi-se até onde estavam seus pais e cunhados.

-Olá meu amor, como se encontra, sabemos algo mais.

-Não Harry e esta espera me está a matar, estou intranquilo não presságio nada bom.

-Vinga meu amor já verá como todo se vai solucionar…

Nesse instante os medimagos saíam da habitação de cuidados intensivos onde Ron e Lucius lutavam por recuperar sua vida.

Senhora Weasley, Senhora Malfoy se são tão amáveis informaremos do estado em que se encontram nossos pacientes. Graças à rapidez com que foram transladados ao hospital suas vidas agora mesmo estão fora de perigo, ainda que se encontram num estado crítico, têm perdido muito sangue e demorarão um tempo em recuperar a consciência mas lhes podemos assegurar que desta maldição não vão morrer.

Hermione chorava de pura felicidade e abraçou-se a Narcisa que ao igual que a mais jovem chorava profundamente. Todos os presentes respiraram aliviados, temiam o pior ao ver o semblante tão sério que mostravam os doutores, mas era de puro esgotamento, os contra feitiços e feitiços curativos que lhes tinham imposto lhes tinham deixado um pouco exaustos.

Draco não pôde mais, sua gravidez, a tensão sofrida as últimas horas e o medo a perder seu pai provocaram que perdesse o conhecimento e de não ter sido pelos braços de Harry teria caído duramente ao solo.

Billy que estava para perto do casal ajudou a Harry a levar a Draco até uma sala que lhe indicaram os médicos.

-Vejamos que lhe ocorre ao jovem Malfoy. –comentou um dos doutores.

Matt que nesse momento tinha chegado até a sala de espera entrou na habitação apartando um pouco bruscamente a Harry que não queria se separar de Draco baixo nenhuma circunstância.

-Vamos Harry joga a um lado, se não meu colega não poderá averiguar que lhe passa.

-Oh Perdoa, mas é que me fiquei um pouco comissionado com o que lhe acaba de passar a Draco.

-Bom vejo que o grande Harry Potter se converte em manteiga e perde toda sua fortaleza quando se trata de seu companheiro. Nunca te tinha visto assim, nem quando tem vindo ferido de gravidade. Este garoto tem-te comida a moral.

-Matt não se burles, mas acho que tem razão se tratando de Draco todo me parece exagerado e não quero que lhe suceda nada mau.

-Tranquilo Harry, recorda que está num hospital e que lhe vão olhar os melhores médicos, incluído eu por suposto.

-Matt sempre tão palhaço, mas obrigado amigo por tirar ferro ao assunto.

-De nada tontinho, já sabe que os amigos estamos para ajudar nos momentos difíceis.

-Agora se nos desculpa, solta a mão a Draco que lhe vamos praticar um reconhecimento.

Harry saiu mansamente da habitação acompanhado de Billy, que lhe abraçou com ternura de irmão.

-Harry porá bem, acho que é a emoção de saber que seu pai está a salvo.

-Sei-o Billy, eu também me emocionei ao saber que Ron e Lucius sairão desta. Não suportaria uma morte mais, por culpa da magia escura, nesta família.

Scorpius saiu correndo para Harry e abraçou-lhe da cintura procurando consolo entre seus braços.

-Como está papi, porá bem?

-Sim meu amor, só é que se emocionou de saber que ao avô não lhe vai passar nada mau, agora os doutores lhe estão a examinar. Verá é que me pus um pouco nervoso e como não me queria separar de teu papi e não podiam o reconhecer bem me fizeram sair da habitação.

Matt assomou a cabeça pela porta e chamou a Harry –Podes passar já temos acabado.

Scorpius, Narcisa e Harry entraram na habitação. O pequeno lançou-se sobre seu papi e cobriu-lhe a beijos. –Não voltes a me assustar mais, bastante o fez já o avô. Vá fim de semana que me estais a dar.

Draco riu ante a ocorrência de seu pequeno, mas sim tinha razão, tinha-lhe sacado para dar-lhe uma boa notícia e tinham-se complicado bastante as coisas. Narcisa beijou a seu filho e como bem que, ainda que um pouco pálido, tinha bom aspecto apanhou ao menino da mão e lhe levo afora para que ele e Harry pudessem falar.

-Não volte a me dar outro susto como este Draco, acho que contigo levou mais nestes últimos dias que em toda minha vida.

Draco fez um bico que encheu de ternura a Harry, quem lhe beijou com mimo e pouco a pouco com paixão. Devorou esses formosos lábios com pequenas mordidas até que se abriram generosamente para deixar passar a língua de Harry que percorreu todos e a cada um dos rincões de sua boca. Se não tivessem estado numa sala do hospital o beijo tivesse ido a mais.

-Acho que é melhor que paremos ou vamos montar um espetáculo bastante forte. Ademais não quero que te excite mais tem que repor forças. Temos o tempo todo do mundo para amar-nos.

Draco baixou a cabeça e apoiou-a o peito de Harry estava-se também entre seus braços que poderia ficar ali toda a eternidade. Harry cheirava a cabeça de Draco, encantava-lhe esse perfume mistura de madeira de sândalo e mirra. Estavam numa nuvem, tanto que não se deram conta quando Matt entrou na estadia para indicar a Draco que Lucius tinha recobrado o reconhecimento e que se lhe permitia o visitar um momento.

-Vinga par já terei outro momento e lugar para vossos amassos, agora é melhor que Draco veja a seu pai.

Quando Draco deixou a Harry Matt aproveitou para falar a sós com seu antigo amante. Harry alegro-me um montão de que por fim tenhas encontrado a teu companheiro, já era hora de que assentasse um pouco essa cabecinha.

-Vá quem me vai a dizer, cabeça louca Matt.

-Não seja irônico comigo que não te vai, já o sei que não sou o mais indicado para falar de assentar cabeças, mas é que me alegra um montão que por fim estabilizes sua vida. Ademais vê-se que Draco te quer devera e seu pequeno filho também parece que te aceita e isso é muito importante.

-Sei-o Matt, agora não agradar-me-ia mais que tu também encontrasses a esse alguém especial que te faça aborrecer esta vida de depravação que levávamos.

-ha ha não me faça rir Harry, mas sim tem razão, mas ao igual que te passou a ti, não vou procurar nada, chegará só como todo o importante, chega sem mais não se procura o amor verdadeiro.

Após que as respectivas famílias comprovassem que os doentes se encontravam estáveis e por recomendação dos medimagos abandonaram o hospital com a promessa de que se ocorria a menor mudança fossem avisados. Marcharam-se até seus respectivos domicílios para descansar.

_*oOo_

Na mansão Zabini Blaise jogava espuma pela boca –Astoria é a mulher mais estúpida que me pude jogar à cara. Como é possível que tenha lançado esse feitiço? Não se dá conta de que agora não há solução para a bagunça em que se meteu?

-Não abandonará Blaise após todo o que temos feito juntos.

-Cadela estúpida não me serve já para meus propósitos, agora terei que mudar todos meus planos, é um lixo, não quero saber nada de ti. É mais vou entregar-te aos aurores para que se façam cargo de ti.

-Se faz direi toda a verdade, falarei de seus planos e de como queria te tirar do meio a Draco e a seu filho para ser o único herdeiro da fortuna Malfoy.

-Acha-te que sou tão estúpido como você e que não tinha pensado já em isso. Vou converter-me na pessoa que entregue à louca de Astoria às autoridades e ademais se mostre o pai mais arrependido do mundo que não quer mais que o amor e o perdão de seu filho e você não me vai a impedir.

-Assim e como o vai fazer ou se acha que me vou entregar e não dizer nada.

-Por suposto que não o vais fazer e por isso não me fica mais remédio que me desfazer de ti.

Astoria pela primeira vez no tempo que levava junto a Blaise se deu conta de que o que em realidade era. Uma pessoa fria, calculadora que só pensava numa coisa, nele mesmo e que tiraria de seu caminho a todo aquele que lhe estorvasse. Sua hora tinha chegado, sabia, mas tentaria fazer-lhe o maior dano possível, como não lhe podia imaginar.

Zabini que conhecia bastante bem a Astoria se imaginava o que passava por essa cabeça nesses momentos, lhe via desesperada tentando evitar o inevitável, mas Blaise ainda tinha um As importante em sua manga. Nada sabia a mulher da relação que Blaise mantinha a suas costas com um velho conhecido de ambos e que neste momento lhe era muito útil para seus planos.

Quando Astoria quis se dar conta uns fortes braços a sujeitaram por detrás e com um accio varinha Blaise lhe despojo de sua arma ilegal e lhe lançou um Avada Kedavra que a deixou morta ao instante.

-Por fim tiramos-nos do meio a esta louca harpia que punha em perigo nossos planos. Antes de avisar aos aurores celebremos nossa pequena vitória que nos adianta um passo mais até nossa meta, a fortuna Malfoy.

Blaise acercou-se até seu amante e começou a devorar com fúria esses lábios que tanto lhe chamavam. Os atos de violência sempre lhe punham a cem e este tinha sido do mais violento. Seu amante sorriu esfaimadamente, sabia do vulcão que acabava de estourar no interior de Blaise, prometia ser um sapatão do mais excitante.

Continuará…

Nota tradutor:

Para quem sentiu saudades dessa fic!

E olha que caramba de capitulo neh... uma morte! Astoria merecia afinal de contas, mas eu queria que tivesse sido Harry a matar essa louca.

Enfim espero que vocês gostem do capitulo

Vejo vocês nos próximos capítulos e reviews

Ate breve