Capitulo 17 Uma tarde juntos
Após uma comida bastante agradável na casa de Draco, Harry e ele se marcharam até sua casa, não antes de ter arrancado a promessa a Lucius e a Narcisa de que se ocorresse algo, ainda que fosse o mais nímio referido à saúde de Lucius avisariam.
Uma vez em casa de Harry acomodaram-se no sofá do salão para descansar um momento, Draco se recostou em Harry e começou a contar-lhe suas inquietudes.
-Harry pensei que meu pai morreria, nunca me pude imaginar que Astoria lançasse uma imperdoável na contramão dele ou de qualquer pessoa. Sempre a tive por alguém vão e um pouco cruel, mas nunca que fora a se comportar como uma comensal, nem em nossos anos mais escuros de Hogwarts mostrou essa inclinação.
-Eu estava equivocado com respeito a vocês, Draco, pensei que pelo mero fato de ser da casa de Slytherin todos estaria de acordo com os ideais de Voldemort e se não era comensais não demoraria muito em convertê-los num deles.
-Você disse, estava muito equivocado, te posso assegurar e não me equivocar que mais de 70% dos membros da casa de Slytherin não eram nem tinham intenção de ser. Alguns, como eu fazíamos gala de ser só para nos dar importância, outros jamais quiseram tomar parte nisso como o caso de Astoria ou de Nott, inclusive o mesmo Blaise estavam bem longe de ser.
- Bom o de Blaise era compreensível, se não lhe reportava benefício econômico a ele ou a sua mãe é lógico que não o fizessem. O que para valer me estranha é o de Nott, seu pai era um comensal muito comprometido com a causa de Voldemort e, no entanto você tem dito que nunca quis saber nada.
-Eu também estava em sua situação e ainda que alardeasse também não me meti em suas filas.
-É lógico, acho que sua mãe jogou um papel importante no assunto, seu pai era um comensal convencido, mas não me cola que sua mãe o fosse.
-Não, Harry, minha mãe nunca levou a marca, tinha muito claros os ideais do sangue puro, mas jamais esteve de acordo com o que pretendia Voldemort. Por respeito a meu pai e por seu grande amor para a ele, nunca lhe recriminou, mas sofria muitíssimo. Quando chegou o momento e comprovou que podia ter um vislumbre de poder se livrar e livrar a sua família das garras do tenebroso não o duvidou e por isso disse que estava morto.
- Alegro-me que sua mãe fizesse dessa maneira, te imagina o que teria sido deste mundo se não tivéssemos podido acabar com esse louco.
-Não quero nem pensar Harry, mas agora já todo isso terminou. Sou muito feliz de estar contigo e de estar a esperar um bebê dos dois.
-Eu também meu céu, sempre tenho querido ter uma família para valer, agora que Astoria tem morrido não demoraremos nada em formalizar nossa relação. Ademais Scorpius acho que também está contente com isto.
-Agora meu amor, se não se importa tenho que ir um momento até a central para ver se avançou algo no caso de Astoria, te prometo que estarei de volta em menos de uma hora, enquanto pode descansar um pouco.
-Ainda que não exista o perigo dela, ainda não tenho muito claro de que não tivesse algum implicado mais no atentado, por isso tenho redobrado mais defesas da casa e ninguém pode entrar e sair dela se não somos algum de nós dois ou o menino. Só eu posso permitir o acesso ou saída de terceiras pessoas.
-Estarei a esperar no dormitório, acho que darei uma ducha e jogarei a dormir um momento, este bebê provoca-me muito sonho.
Harry deu um terno beijo nos lábios a Draco e foi-se até a central, enquanto o loiro daria uma ducha e iria descansar um momento para que quando Harry chegasse pudesse se dedicar inteiramente a ele.
Enquanto na Central de Aurores Harry encaminhou-se para o lugar onde estavam a praticar a autópsia mágica para averiguar algum possível rastro de magia que pudesse conduzir até o assassino.
O que tinha matado a Astoria tinha feito um trabalho limpo e eficaz, se tinha apagado conscienciosamente todo rastro de magia. Essa tarefa tinha sido feita por um profissional ou quiçá, pensou Harry por algum elfo.
- Matthew acho que não estamos a lançar os feitiços adequados para tentar detectar o rastro do culpado, tenta com os rastros de limpeza que poderia deixar um elfo, talvez a pessoa que matou a Astoria utilizou algum para eliminar as provas que um mago poderia ter deixado, mas como ninguém teria dito explicitamente não terá apagado as suas e por aí temos umas prova com a que começar.
-Sim senhor, acho que sua intuição não tem falhado começo a detectar rastros da magia de um elfo, agora será mais fácil poder chegar até o culpado, só vejo um problema, que o elfo não esteja registrado.
-Senhor sabe que muitos magos não declaram aos elfos que tem em seus lares precisamente para que ninguém possa chegar a inculpar se comentem algum ato punível e seu elfo apaga o rastro.
-É uma possibilidade que não tinha tido em conta, mas deveríamos pelo menos o tentar.
-Acho que levará um tempo, mas se este rastro pertence a algum elfo registrado daremos com ele.
-No caso de que não for assim, me faz saber de imediato, tenho minhas suspeitas de quem pode estar por trás de tudo isto.
Harry antes de dirigir a sua casa, foi primeiro pela de Ron e Hermione para ver como se encontrava seu amigo. Ron começava a encontrar-se bem e por esse motivo parecia um leão enjaulado, não gostava nada da inatividade e menos com todos os acontecimentos recentes.
-Que bom que tenha vindo Harry, a ver se pode convencer a Mione de que me disse ir à central ainda que só seja para despejar-me um momento.
-Ronald Weasley nem pelo mais sagrado ocorra-te voltar a pensar nisso, sabe de sobra que até que o medimago não o diga não te vai mover desta casa, ainda que tenha que aplicar todos os feitiços imobilizadores que existam ou estejam por existir.
-Venha Mione é que me aborreço soberanamente.
-Ron, Mione tem razão, ainda que não te creia está ainda débil, perdeu muito sangue fraternizo. Eu manterei informado, mas não volte a tentar marchar da casa. Entendido? Se te vejo pela Central antes que o medimago te dê alta te asseguro que te processo, te falo como chefe, mas, sobretudo como ao irmão que é para mim.
-Está bem farei caso, mas quero que me entenda.
-Pensa na oportunidade tão grande que tem para estar com o pequeno Hugo, antes que se te vá a Hogwarts como Rose. Agora se já está mais acalmado contarei o último destes dias.
Harry relatou a seu amigo o que tinha passado com Astoria e as suspeitas que tinha sobre o possível autor de sua morte. Algo do que Ron estava seguro, esse Blaise não demoraria em dar sinais de vida. O que fosse que se trouxesse entre mãos era muito gordo e lucrativo.
-Espero que possamos acabar o quanto antes com esta situação, não me agrada nada que a Draco ou ao pequeno Scorp lhes possa passar algo por culpa desse cretino.
-Draco agora mesmo está nas melhores mãos que pudesse desejar. De todas as formas daremos com o culpado.
-Obrigado irmão para mim é muito importante que não lhe ocorra nada mau nem a Draco nem a Scorp.
-Bom e agora me vai dizer quando o casamento.
Harry enrijeceu violentamente, não se esperava uma pergunta tão direta por parte de seu amigo, quase irmão. Ele não podia saber o da gravidez de Draco, por isso lhe perguntou estranhado.
-Por que pergunta Ron
-Vá não sabia que te ia pôr tão colorado, é que há algo que deveríamos saber e não nos disse.
Harry baixo apenado um pouco a vista e confessou-lhe a seu amigo. –A verdade é que nos queremos casar o quanto antes. Amamo-nos e pedi-lhe uma união mágica vinculante, ademais acabamos de saber que entre os dois tem surgido um VICAM. Também queria os dizer que vamos ser papais.
-Oh Harry isso é maravilhoso, não sabe o que me alegro e…
-Mione, faz favor não agarre dessa maneira a Harry que lhe vai asfixiar.
-Vale, vale, mas é que me sinto tão feliz de que por fim Harry vá formar uma família própria. É tão importante para ele… -Hermione não pôde continuar falando era tanta a emoção que se pôs a chorar.
Após estar um momento celebrando Harry foi-se até sua casa onde reinava o silêncio. Um pouco alarmado subiu as escadas até o dormitório e ali viu um espetáculo que para ele era música celestial.
Draco descansava na grande cama com uma expressão em seu rosto de pura felicidade. Via-lhe tão formoso, seu cabelo solto estava esparramado sobre a almofada, o edredom tinha-lhe baixado até meio peito e seus braços estavam esticados a um ao lado de sua cabeça e o outro ao longo de seu corpo. A pele nacarada de suas peitorais contrastava com a escarlata profunda de funda-a do edredom. Seu peito subia e baixava ritmicamente.
Harry acercou-se muito devagar para a cama, não queria o acordar ainda, fez aparecer uma preciosa rosa vermelha e a depositou a um lado de seu corpo, sem fazer o mais mínimo ruído se sentou num cadeirão para perto de a cama para observar como dormia seu anjo.
Ao cabo em media hora de estar Harry olhando-lhe embelezado, Draco esticou seu corpo e roçou com sua mão a rosa, abriu os olhos e ficou fascinado, ele que sempre tinha tido os melhores presentes nunca tinha recebido algo tão bonito como aquela rosa, levantou a vista e viu a um Harry transbordante de felicidade. A expressão de Draco tinha-lhe dito que era o melhor que lhe tinham presenteado nunca.
Draco adiantou os braços para Harry num gesto convidando-lhe a que se acercasse. O moreno não o duvidou um instante e foi para seu casal, metendo entre seus braços e lhe roubando um beijo terno que fez as delícias de ambos.
-Quero-te, nunca antes me tinham presenteado algo tão formoso, é melhor que qualquer outro objeto por muito valioso que fosse. Este é para mim o mais precioso, pois simboliza teu amor.
-Eu também te quero a rosa a enfeiticei para que não se murche nunca ao igual que nosso amor.
Voltou a beijar a Draco e começou a apartar o edredom para poder ter o maior contacto possível com a pele do loiro, imaginava-se que embaixo do mesmo não teria mais que um esplendoroso corpo nu. Não se equivocava Draco não levava posto nada de roupa e o só contacto com o corpo de Harry fez que sua ereção começasse a acordar.
Harry não queria que passasse nem um minuto mais sem poder sentir pele contra pele, se despiu com um feitiço silencioso e começou a esfregar seu corpo com o de seu companheiro. Queria fazer-lhe o amor devagar, com ternura, tinha o tempo todo do mundo para amar-lhe, queria perder em seus olhos enquanto dava-lhe prazer, gostava de ver como a cinza de seus olhos se nublava como se dilatavam e contraía suas pupilas com a cada calafrio de prazer que lhe percorria o corpo.
Beijou de novo esses lábios suculentos que sabiam a menta enquanto acariciava seu rosto e seu cabelo de seda, enquanto não parava de dizer te quero. Draco respondia como uma flor se abrindo em todo seu esplendor, seus olhos brilhavam de prazer e desejo, estava tão lisonjeado, era uma sensação de amor que nunca tinha sentido dantes, parecia impossível que duas pessoas que se tinham levado sempre tão mal pudessem amar desta maneira.
Harry acariciou o pescoço de Draco e baixo até seu peito, tocou os mamilos rosados, tão sensíveis pela gravidez que em seguida se puseram duros, passou a língua por eles provocando um calafrio em Draco que lhe arrepiou o pelo do corpo.
Separou as pernas de Draco e começou a massagear sua entrada, sabia que daqui a pouco não faria falta lhe preparar, mas ainda tinha sua entrada fechada após tantos anos sem praticar sexo, era a todos os efeitos uma entrada virgem.
Os dedos de Harry entravam e saía de seu interior, primeiro um, depois outro até que três passaram com facilidade num corpo que a cada vez respondia melhor aos estímulos e sensações que provocava o moreno nele. Abria os dedos no interior formando círculos e adentrando a cada vez mais. Notou como tinha tocado sua próstata e considerou que já estava preparado, lhe lançou um feitiço de lubrificação e limpeza e lhe levantando as pernas até deixar apoiados os tornozelos em seus ombros lhe penetrou com seu pênis totalmente lubrificado.
-Não feche os olhos Draco, quero ver seu prazer e o que sentes refletir neles, quero me perder em suas pupilas quando atinjamos o orgasmo, gosto de ver teu rosto, não quero me perder nada do que você sinta.
-Haaarrryyy, ah não acho que tarde muito em me vir, é tanto o que me fazes sentir. –Quase não podia falar pelo prazer tão intenso que lhe proporcionava o moreno, começou a perder o fio de seus pensamentos, só sentia prazer, amor, paz, calafrios que percorriam toda sua coluna.
Tocou-se mal um pouco e com um grito de prazer incrível ejaculou em sua mão salpicando seu ventre e o de Harry. As contrações de seu esfíncter foram tão fortes que o moreno achava que seu pênis ia ficar esmagado, se veio tão violentamente como o tinha fato Draco. Quase não podia nem se mover, quando conseguiu que o ritmo de seu coração se normalizasse saiu do interior do loiro, lhe baixando as pernas e lhe atraindo entre seus protetores braços.
Beijou-lhe a cabeça acariciando de novo o cabelo que tanto lhe fascinava. –Quero-te, quero-te, nunca cansarei de te dizer.
-Nem eu de escutar. –Draco se perdeu na languidez que dá o sexo satisfeito, se esticando e apertando contra esse corpo que tanto amava.
Ao cabo de um momento levantaram-se da cama e foram até a banheira onde se submergiram na água quente. Harry apoiava as costas sobre a porcelana e Draco no peito de Harry. O moreno rodeava protetoramente seu peito e lhe sussurrava palavras de amor que provocavam sorrisos em Draco e que se apertasse mais contra seu corpo.
Harry novamente possuiu a Draco, o loiro se empalou literalmente no moreno e começou a subir e baixar provocando que a água da banheira transbordasse pelas bordas. Quando ambos se vieram, Harry se riu e Draco contestou com um gesto de surpresa.
-De que ri Harry?
-De que se nos entusiasmamos um pouco mais íamos converter num autêntico lago o banheiro, há mais água fora que dentro da banheira.
-Tonto, mas não dirá que não gostou.
-Encantou-me, mas não deixa de ter sua graça, ainda bem que podemos utilizar a magia para secar tudo isto senão estaríamos mais de uma hora com esta tarefa.
Harry saiu da banheira e secou-se com uma toalha pondo-lha ao redor de seus quadris, lançou um feitiço e deixou o solo sem rastro de água que pudesse provocar a Draco uma queda, depois lhe içou pelas axilas e lhe sacou da banheira secando com uma toalha e lhe colocou um fofo roupão de banho, depois lhe apanhou em braços e lhe levou até o dormitório, onde com delicadeza lhe deixou em cima da cama.
-Agora vou descer a preparar algo para o jantar, descansa um pouco mais quando esteja pronta avisarei.
-Harry encontro-me na glória e gostaria de descer a ajudar-te, ainda que tenha que confessar com um pouco de vergonha que sou um autêntico inútil na cozinha, sempre tenho tido quem o fizesse por mim.
-Não se preocupe, eu encarregarei de tudo, mas se te encontra bem, pode descer a me fazer companhia.
Uma vez que se tiveram vestido, o casal baixou até a cozinha para se preparar um jantar. Entre risos e amassos jantaram e depois se foram até o salão onde começaram a planejar seu enlace.
-Draco acho que dentro de um mês como máximo deveríamos formalizar o enlace, desta maneira não prejudicaremos em seus estudos a Scorpius, poderíamos ir à lua de mel antes que o menino esteja em casa por férias e depois os três juntos nos marchar nuns dias a onde o pequeno queira. Parece-te bem meu amor?
-Tem tudo perfeitamente pensado, mas acho que a minha mãe dará algo com também não tempo para organizar o evento.
-Sacarei meu melhor sorriso e cara de encanto e tentaremos convencer.
-Harry, não seja palhaço, te digo muito em sério não sabe como é minha mãe para essas coisas, mas acho que entenderá quando lhe digamos que o fazemos também por Scorpius.
-Então não se fale mais, amanhã antes de ir à Central deixarei em sua casa para que possa começar com os preparativos, eu avisarei a Molly e a Arthur, ainda que gostaria que pudesse vir de comigo para lhes dar a notícia juntos.
-Achas que tomarão bem?
-Por que não o iam fazer, se é o melhor que me passou em minha vida.
-Já, mas sabe que nunca tenho sido muito amável com seus filhos.
-Por isso não se preocupe, acho que Ron e Mione já terão contando e eles são tão compreensivos como seu filho.
Harry deu um beijinho no nariz de Draco e o outro contesto*mimoso com outro muito sonoro na bochecha do moreno o que provocou seu riso. Eram dois ternos apaixonados que pensavam que nada mau lhes ia suceder. Estavam muito equivocados em Gales Zabini estava já maquinando seu plano, amanhã mesmo apresentaria em Hogwarts a reclamar seu direito a ver a seu filho.
Continuará…
Nota tradutor:
Hummmm
O que será que Zabini vai aprontar agora? E será mesmo que Scorpius vai aceitar isso?
Bem espero que vocês gostem!
Vejo vocês nos próximos capítulos
Ate breve
