Capítulo 18 A visita de Blaise
Às 10:00 um imponente Blaise Zabini chegava até seu antigo colégio. Foi recebido Na porta pelo Filch que muito assombrado o acompanhou até o despacho da diretora.
-Boa tarde, senhor Zabini, é um prazer voltar a ver-lhe após tantos anos.
-Para mim também é um prazer diretora.
-Em que posso lhe ajudar?
-Verá senhora, você sabe da amizade tão grande que nos unia a Draco e a mim, essa amizade se prolongou no tempo e pode ser dito que foi a mais, mas por outro tipo de problemas que não é o caso que lhe conte agora, nos afastamos bastante.
-Inteirei-me pela imprensa que a esposa de Draco, a pequena Astoria tem aparecido assassinada, possivelmente a mãos de algum comensal, que ainda ficam uns quantos. Imagino-me que serão uns dias muito difíceis para o filho de meu amigo.
-Estava realizando uns gerenciamentos na Escócia e tenho tido o atrevimento de acercar até o colégio para ver se podia ver a Scorpius, amanhã mesmo parto para Londres e irei ver a meu amigo.
-Se é tão esquiparão de permitir-me falar com ele lhe estaria muito agradecido.
-Senhor Zabini, isto é algo muito irregular, não costumamos deixar que nossos alunos recebam visitas e menos se não são membros de sua família.
-Por isso esteja tranquila diretora, não acho que uma pequena visita ao filho de meu melhor amigo a vá trazer problemas, ademais se quer pode estar presente.
-Não acho que seja necessário, não lhe vai passar nada mau ao jovem Malfoy, dado que é amigo do pai de Scorpius e que lhe conheço como antigo aluno do colégio não acho que se vá enfadar seu pai porque veja a seu filho.
-Agora acabam de terminar as classes e me imagino que estarão em à sala de estudos fazendo as tarefas para o dia seguinte. Mandarei chamar-lhe e se quer pode vê-lo aqui em meu despacho.
-Não sabe como lhe agradeço, para mim é muito importante ver a este pequeno.
Minerva foi-se até a lareira para comunicar com a sala de professores para que fossem chamar a Scorpius Malfoy e o levassem até seu despacho. Ao cabo de uns poucos minutos, umas mãos infantis chamavam à porta do despacho.
-Adiante senhor Malfoy, tem uma visita, um antigo amigo de seu pai tem vindo a saudar.
Zabini estava voltado de costas à porta, quando Minerva terminou de pronunciar suas palavras se voltou em direção ao menino e com seu melhor cara levantando da cadeira falou ao pequeno Malfoy.
-Olá Scorpius, tinha muitas vontades de ver-te.
-Se desculpam-me estarei em à sala de professores, dentro de um momento subirei. Se precisam algo chamem a algum elfo e gostosamente lhes atenderá.
-Obrigado senhora, assim o faremos.
-Sabe quem sou?
Scorpius ficou olhando ao homem que tinha adiante dele. Era muito bonito, um homem de cabelo moreno, com uns olhos azuis, de tez pálida. O cabelo chegava-lhe até por embaixo dos ombros, caía-lhe solto por suas costas. Levava uma capa muito elegante negra e embaixo um traje também negro com uma camisa cinza escura. Umas luvas de couro cobriam suas mãos. Tudo nele irradiava elegância e classe, era muito formoso, mas não, não sabiam quem podia ser.
-Não senhor, ainda que me imagino que pode ser amigo de meu pai, pois me parece que vem a ser de sua mesma idade.
-Vejo que é um garoto muito observador e um Slytherin como seus pais –isto último o disse recalcando muito a palavra pais.
-Inteirei-me que a esposa de seu pai tem aparecido morta não faz muito e como meu trabalho me tinha trazido até aqui tenho crido conveniente me acercar a te ver.
-Muito obrigado senhor, mas ainda não me disse quem é você.
-Jaja, tem razão, sou um mal-educado, meu nome é Blaise Zabini e sou seu verdadeiro pai, seu papi é Draco.
Scorpius ficou pálido, não porque não soubesse quem era Zabini, senão porque não lhe imaginava que pudesse ser acercado ao colégio e lhe declarar seu paternidade com tanta rudeza. O gesto de Scorpius foi interpretado por Zabini como de surpresa pelo menino, como que este não sabia nada ao respeito.
-Oh! Não sabia que te ia impactar tanto a notícia, achava que Draco te tinha falado de mim.
-Assim é senhor, mas o que não me imaginava é que fora a vir aqui para me contar sem ter pedido permissão a meu pai antes.
-Sinto muito Scorpius sei que tenho feito mal, mas é que não podia aguentar mais. Quando me inteirei da morte de Astoria pensei que estaria muito abatido, tanto você como seu papi, pois tem sido uma mãe para ti todos estes anos.
Scorpius não sabia que fazer, nesses últimos dias tinham sido muito intensos e a verdade que ele só era um menino e esse senhor que sabia que era seu pai mostrava um rosto muito afável e parecia que tinha boas intenções.
-Senhor acho que está equivocado, Astoria nunca tem sido nem se comportou como uma verdadeira mãe, não queria a meu pai e a mim também. Mas meu pai deu-me todo o carinho que tenho precisado junto com meus avôs. Agora se me diz para valer ao que tem vindo lhe estaria muito agradecido.
-Vejo que te educaram como a todo um Malfoy, direto e orgulhoso. Não quero que me guarde rancor, mas me vi obrigado a separar de seu pai, por culpa de seu avô, que não me considerava o suficientemente bom para ele e não sabia que estava grávido de ti.
-Só um tempo após que tivesse nascido comecei a jogar minhas contas e me dei conta de que só podia ser filho meu. Ademais pareces-te muitíssimo a mim quando eu era pequeno.
-Se não me acerquei antes é porque pensava que seu pai era feliz com Astoria e você também, mas agora que ela tem morrido queria te conhecer e que me conhecesse. Não sei se sabia ou não de minha existência, também não o que te tenham podido dizer de mima, mas te asseguro Scorpius que te quero muitíssimo e que sempre tenho estado pendente de ti.
-Meu pai nunca me mentiu, nem meus avôs, quando tenho tido a idade suficiente para compreender as coisas me disseram quem era meu outro pai. Os motivos pelos que não tem estado a nosso lado, nunca, mas eu tenho visto e ouvido conversas que não devia e sei quais têm sido seus motivos.
-É mentira Scorpius, eu sempre tenho querido a seu pai e a ti, mas a seu avô nunca lhe parecia o suficientemente bom para seu filho. Claro não me vai crer, mas agora que sei que não tende sido felizes nenhum dos dois lutarei até poder reconquistar o amor de seu pai e me ganhar o teu.
-Tenho sido muito infeliz todos estes anos ao estar separado de vocês dois, mas quero que me dê uma oportunidade, não te vou obrigar a nada que você não queira.
-Sinto muito senhor, mas não posso lhe crer, se para valer nos tivesse querido, nada se teria interposto em seu caminho, por muito que meu avô se opusesse.
-Filho você não conhece realmente a teu avô, é muito perigoso e tem muitos recursos para se tirar de em meio a alguém que não é de seu agrado.
-Não lhe creio, meu avô é bom e nos quer muito.
-Por favor filho! Dá-me uma oportunidade, não te decepcionarei, confia em mim. Não me chame senhor me entristece muito, sou seu verdadeiro pai.
-Um pai não é só o que dá seu sêmen, é o que cuida de seu filho e o que está apoiando dia e noite a seu companheiro no bom e no mau e esse não tem sido você.
-Meu pai não lhe quer e ele agora por fim é feliz, tem sofrido muito mas tem encontrado a uma pessoa que para valer lhe quer e cedo se vai casar. Formaremos uma família para valer.
-Não consentirei que me voltem a separar mais de ti, te quero pequeno e lutarei por conseguir que esteja a meu lado. Farei que seu papi compreenda o erro tão grande que está cometendo, eu sou a primeira pessoa à que tem amado e eu ainda lhe amo com loucura.
-Não lhe creio, me parece que não é de todo sincero comigo.
-Para valer que não filho, não te engano. Chama-me papai, por favor! É muito importante para mim.
-Não o farei, eu já tenho outro papai que sim nos quer aos dois.
Zabini era muito bom ator e começou a encher seus olhos de lágrimas para tentar abrandar ao pequeno. Era um osso duro de roer, ia custar-lhe mais trabalho do que pensava levar a seu terreno, mas não se importava, sempre tinha gostado dos reptos.
-Scorpius não te vou obrigar a nada que você não queira já te tenho dito antes, mas só te peço uma oportunidade. Amanhã irei a Londres e falarei com seu papi e espero que dentro de uns dias nos possamos ver os três.
-Como queira senhor, mas conhece pouco a meu pai se pensa que lhe vai perdoar.
-Ele fará pequeno, porque meu amor para vocês é sincero. Agora me tenho que marchar, só te peço uma coisa.
-O que quer.
-Só que me abrace, tenho sentido falta tanto ter entre meus braços, que dói só do pensar.
Scorpius começava, como menino inocente que era, a abrandar-se, nunca tinha visto a um maior rogar com tanta insistência, talvez era verdade o que lhe dizia, não estava seguro. Falaria com sua amiga Rose. Acercou-se a Blaise e permitiu que lhe abraçasse.
-Quero-te filho. - Blaise soltou umas lágrimas que terminaram por convencer ao pequeno.
Minerva entrou em esse momento no despacho e vendo a cena pensou que o pranto se devia à morte de sua mãe e por isso não lhe estranhou. O pequeno Scorpius abraçou a seu pai e enterrou sua cabeça em seus ombros.
-Vai falar com meu papi?
-Sim, amanhã mesmo me acercarei até seu despacho, mas te peço encarecidamente que me tuteies e que me chame papai.
-Mas é que meu papi se vai voltar a casar e seu companheiro me pediu que lhe chame assim e eu tenho aceitado.
-Bom, mas isso era antes de que falasse comigo. Agora que sabe toda a verdade à única pessoa que tem que chamar papai é a mim.
Apesar de estar falando baixinho, Minerva ficou alucinada com o que estava escutando. Blaise era o pai de Scorpius, não demorou em hilar pensamento, depois Draco era o pai gestante do menino e Astoria não tinha sido mais que uma tampa. Que escuras intenções tinha tido Lucius para apartar a um pai de seu filho. Via-se-lhe tão sentido, parecia que todo seu ser derramava amor sobre seu filho. Não quis os interromper e voltou a sair discretamente, esperaria em à sala do lado. Seu antigo aluno teria que lhe dar muitas explicações.
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Que fácil tinha sido para Blaise que seu filho caísse em suas redes, desde depois era um sentimental como Draco, não pareciam Slytherin como ele. Agora interrogaria ao menino sobre o casal de seu papi, ainda que não era muito difícil de imaginar. Seguro que era esse Potter intrometido.
-E bem Scorp, sei que gostas que te chamem assim, não é de verdadeiro? –Tinha ouvido muitas vezes a Astoria chamar assim a seu filho, sempre tinha estado recavando informação pelo que pudesse suceder em um futuro e agora essa informação era muito valiosa. - Com quem se vai casar teu papi, sei que não tem sido muito feliz com Astoria pelo que me disseste e me imagino que a primeira pessoa que lhe tenha dado algo de calor e consolo se terá pensado que se apaixonou dela.
-Sabe uma coisa, seu papi no fundo segue amando-me, eu nunca lhe pude esquecer e lhe amo como no primeiro dia. Assim que veja-me se dará conta de seu erro e por fim poderemos ser a família que sempre tenho desejado.
-Não sei, papai se devo te dizer, mas claro acho que tem razão, deve o conhecer, é Harry Potter.
Blaise fingiu uma grande surpresa –Mas como é possível se seu papi e Potter se odiavam, sempre se estavam insultando e brigando no colégio. Não me posso crer, esse Potter pretende algo e não vou permitir nunca mais que voltem a lhe fazer dano ou que te façam a ti. Não me importo com os obstáculos que me ponha seu avô, não me vão voltar a separar de vocês dois.
-Papai há algo mais que deveria saber, verá papi está esperando um bebê de Harry.
Blaise agora sim que se surpreendeu para valer, não contava com isto era uma desvantagem para seus planos, mas poderia voltar a seu favor, convenceria ao pequeno de que era uma artimanha de Potter para se combinar com seu papi.
-Agora sim que estou plenamente convencido de que as intenções de Potter não são boas, tem deixado grávido a seu papi para lhe obrigar a se casar com ele, desta maneira obterá grandes benefícios econômicos e prestígio social.
-Tem de saber que a fortuna que possa ter Potter não é comparável à de sua família, incluída por suposto a minha que também é sua e ademais ele é um misturado, sua mãe era filha de muggles, nunca seria bem recebido em nosso círculo se não é por esse casamento.
-Tenho que me reunir o quanto antes com seu pai e sacar do erro.
-Sim, faz favor papai não quero rever sofrer a meu papi, só quero o melhor para ele, mas que passará com o filho que espera.
-Esse menino se quer continuar conservando-o levará meu sobrenome como você deverá o levar, não me importo quero tanto a seu papi que nem esse importa-me.
-Que feliz me faz o te ouvir falar assim.
-Meu menino agora devo me marchar já, me imagino que a diretora quererá que lhe conte e você deve continuar com suas tarefas, mas te prometo que seguirei te vendo. Vou pedir-lhe permissão à diretora McGonagall para que me deixe vir este fim de semana e te leve a passar no dia a Hogsmeade.
-Para valer! é maravilhoso –o pequeno voltou a abraçar a seu pai e deu-lhe um beijo.
Blaise deu-lhe outro e lhe dizendo adeus se encaminhou até a habitação do lado onde sabia que estaria lhes esperando a diretora.
-Muito obrigado senhora por permitir-me falar com Scorpius.
-Não há de que, gostaria de ter uma conversa com você antes de que abandone o colégio. Senhor Malfoy se já tem terminado pode ser dirigido até o grande comedor, o jantar vai dar começo em breve.
-Até cedo, papai.
A Minerva quase cai-se-lhe a mandíbula ao chão quando ouviu essas palavras da boca do menino. Olhou a Blaise que lhe estava dirigindo um terno sorriso ao pequeno. –Até cedo filho, porta-te bem, nos vemos em breve.
Blaise não cabia em si de gozo, tudo lhe estava saindo melhor do que pensava, agora se ganharia à velha e contaria com dois poderosos aliados em sua luta pessoal.
-Senhor Zabini acabam-me de deixar bastante perplexa, se não tenho ouvido mau o senhor Malfoy lhe chamou papai e você filho a ele.
-Assim é senhora Scorpius não deveria ter Malfoy, senão Zabini. Eu sou seu pai e Draco o pai gestante.
-Isto parece uma confusão tremenda espero que não tenha pressa e me aclare que está ocorrendo aqui.
Blaise dispôs-se a contar a mistificação que lhe tinha dito a seu filho, mas com mais luxo de detalhes para que a idosa lhe cresse. Era uma adulta e não tão influenciável e inocente como o menino. Sabia da antipatia que sempre tinha professado ao patriarca dos Malfoy. Antipatia que se tinha ganhado a pulso em os anos em que esteve como estudante e sobretudo exercendo como pai de Draco em o Conselho Escolar se enfrentando com Dumbledore, o outro velho chifrudo que tanto odiava Zabini.
-Acho que nos levará tempo, mas a verdade é que preciso confiar em um adulto responsável tudo o que me ocorreu nesses onze anos que levo separado de minha verdadeira família.
-Bem senhor Zabini eu não tenho pressa e se nós também não dispomos de umas quantas horas para que me conte a história. Disporei para que nos tragam até aqui o jantar e enquanto comemos irá destramando-me a história.
Continuará…
Nota tradutor:
Será mesmo que Minerva vai acreditar nesse Zabini?
Espero que não, ele simplesmente não vale a pena!
Enfim bora para os reviews.
