Capítulo 20 As reflexões de Draco

Harry estava muito feliz esta manhã, as coisas não lhe tinham ido nada mau na Central, hoje parecia que ia acabar cedo ainda por cima podia ser permitido o luxo de ir almoçar com Draco. Lhe levaria a um desses restaurantes que tanto gostava o loiro onde o ambiente era do mais seleto, já não se importava nada que lhes vissem juntos, cedo iam ser casados. Já tinha passado a etapa que lhe molestava que todo mundo se lhe ficasse olhando, agora era o que queria que todos lhe vissem com seu grande amor.

Parou antes de entrar no despacho de Draco em uma padaria e comprou-lhe uma caixa de bombons que tanto gostava a de seu garoto, sua mente começou a maquinar coisinhas que poderia fazer com eles, só de pensar se lhe disparou a lívido.

-Olá Margaret, está Draco no escritório.

-Sim, agora mesmo acaba de despedir a sua visita, pode passar.

-Obrigado, até depois.

A secretária pensou na sorte que tinha seu chefe, os dois homens que lhe tinham visitado hoje eram do mais aposto, mas este último parecia totalmente apaixonado dele e sobretudo seu chefe também não parecia indiferente para o outro.

Harry ficou um pouco parado ao ver a Draco perdido em seus pensamentos e com uma garrafa delicadamente talhada entre suas mãos, parecia uma garrafa que podia conter os pensamentos de alguém.

O auror acercou-se até Draco, que ainda não se tinha percebido de sua presença –Olá meu amor, que te preocupa.

-Olá Harry, não te tinha sentido entrar. Nada, coisas do trabalho.

-Que é essa garrafa que tem na mão.

-Ah! Esta, nada uns dados de um negócio que eram importantes e não queriam que se perdessem.

Harry cheirou o perfume de umas flores e se percebeu que ao lado da mesa de Draco em uma mesa auxiliar descansava um formoso jarro de cristal de Bohemia com um impressionante ramo de flores.

-Não sabia que gostava das flores em seu escritório, amor. Se chegasse a saber tivesse-te trazido um ramo das flores que para mim são as mais formosas e significam amor verdadeiro, rosas vermelhas como o sangue.

Enquanto falava Harry se aproximou e rondou-lhe com seus fortes braços, Draco deu um respingo e separou-se dele.

-Que te ocorre Draco? Tenho feito ou dito algo que te pudesse molestar?

-Não Harry, mas é que agora tenho uma tormenta a ponto de estourar em minha cabeça e não estou muito seguro de algumas coisas.

Harry em sua inocência pensava que Draco lhe falava do trabalho, por isso sorriu lhe contestou. -Não se preocupe, meu amor, não é bom para nosso bebê que esteja assim. Se posso ajudar-te em algo não tem mais que o pedir, ainda que sou um autêntico desastre para os negócios.

Draco caiu na conta de que Harry tinha mal interpretado suas palavras, por isso decidiu não andar com rodeos e ir diretamente ao que lhe preocupava.

-Harry preciso saber algo muito importante para mim. Por que está comigo?

-Pode ser sabido que mosca te picou, como a essa altura pode me perguntar algo assim. Olha Draco farei como que não tenho ouvido sua pergunta, já me tinham dito que quando alguém está grávido sente distúrbios hormonais que lhe levam a fazer e dizer coisas das que depois se arrependem.

Draco levantou-se da cadeira e dando um golpe à mesa com o punho fechado encarou-se a Harry. –Não te pense que sou um descuidado hormonal por culpa da gravidez, o que te pergunto não é um desvario de grávido. É algo muito sério e quero saber quais são suas verdadeiras intenções com respeito a mim e a meu filho e o que está por vir.

-Draco não sei qual o motivo tudo isto, mas me está começando a enfadar, acho que te dei provas de meu amor para ti e para nossos filhos. Sim, não me olhe assim sabe que considero a Scorp já como a meu filho. Como quer que to demonstre, quer ler minha mente, quer que tome veritaserum, farei o que você queira, mas que saiba que nunca te menti, não sei que demônios te fez mudar de ideia, mas acho que não me quer o que eu a ti, quiçá me equivoquei contigo.

-Tenho dito e te voltarei a dizer as vezes que faça falta, te quero até o desespero, estou disposto a me unir a ti em corpo, alma e magia, mas também te digo que não quero a meu companheiro a meu lado se para valer não está convencida de que me quer como eu a ela e por isso considero que se qualquer ou qualquer coisa que se te tenha passado pela mente por mínima que seja é capaz de te fazer duvidar de meu amor, é que então nunca me quis o suficiente.

-Agora o entendo Draco, te sentiu confundido e reconfortado por ser eu a única pessoa que tem permitido em muito tempo que te prodigasse amor, cheguei em um momento muito oportuno, verdade? O tonto menino que sobreviveu e venceu, o herói, o São Potter novamente acaba de fazer o ridículo ante alguém tão, como te diria, tão acima das circunstâncias como Draco Malfoy.

-Não te importunarei mais Draco, se dúvidas de meus sentimentos para mim e quer provas de meu verdadeiro amor, as terá. Hoje mesmo virá à Central de Aurores e tomarei veritaserum para que me creia, mas nesse mesmo instante Draco nossa relação se romperá, não posso compartilhar minha vida com alguém que não crê cegamente em mim como eu creio nele.

-Agora se não se importa iremos à Central e passarei a prova.

-Harry, sinto muito, mas para mim é muito importante ter a certeza absoluta de teu amor, preciso que confie em mim.

-Você me está pedindo que confie em ti, quando não é capaz de confiar em mim quanto tantas vezes te tenho demonstrado no pouco tempo que levamos juntos. –Harry estava muito machucado, sentia como se rasgava seu interior, ele que por fim via um futuro feliz com sua própria família sentia que tudo se desvanecia como a fumaça. Que lhe podia ter passado a Draco para que duvidasse assim dele.

-Sei que é muito duro o que te estou pedindo, mas faz favor acede a meus rogos e te darei uma explicação a tudo o que está passando.

-Está bem Draco, não dilatemos mais isto, vamos à Central e uma vez que te tenha dado conta de que não minto te desejo que seja muito feliz com alguém que te mereça mais que eu.

-Não diga isso Harry, eu… preciso saber, por favor confia em mim só um pouco mais.

-Vamos, dói-me a alma de pensar que possa duvidar de meu amor, mas até isto estou disposto a te conceder.

Harry sabia que não era bom que Draco se aparecesse pela gravidez. Convocou um portal que lhes levou até o vestíbulo da Central de Aurores, desde ali se dirigiram às salas de interrogatório.

-Boa tarde chefe Potter, pensei que não viria por aqui até dentro de umas horas.

-Eu sei Perkins, mas tenho tido que vir dantes para resolver uns assuntos, serias tão amável de avisar ao pocionista para que traga veritaserum.

-Em seguida chefe.

Draco e Harry entraram em uma habitação destinada aos interrogatórios, era uma habitação fria, despersonalizada. Tinha uma mesa e duas cadeiras postas à cada lado da mesa, umas velas suspendidas cerca do teto alumiavam a estância, um cristal permitia que o interrogatório fosse visto desde uma sala que estava ao lado, mas que não deixava que o interrogado visse quem estava por trás do cristal.

Em mal uns minutos Perkins apareceu acompanhado do pocionista da Central que depositou uma caixa com veritaserum.

-Muito obrigado, agora se não se importam com o senhor Malfoy e eu temos uns assuntos que aclarar.

Quando ficaram sozinhos, Harry apanhou um frasquinho que continha veritaserum a destapou para ingerir umas gotas e que começasse o interrogatório que poria fim a sua relação. Com uma grande tristeza que se refletia em seus olhos fez o gesto de levantar a garrafa, quando iam começar a cair as gotas em sua boca Draco apartou a mão de Harry e o líquido se derramou em cima da mesa.

-Obrigado Harry precisava estava prova, creio-te e não preciso te interrogar, agora sei que me disse a verdade, agora te explicarei por que te obriguei a isto e acho que me entenderá e que será capaz de me perdoar.

Harry ainda muito machucado e com uma grande tristeza que lhe afogava se dispôs a escutar a Draco, teria que lhe dar uma muito boa razão para que tivesse duvidado dele dessa maneira.

-Harry hoje tenho recebido a visita de quem menos te imagina uma hora antes de que você viesse a me buscar para almoço.

Harry olhou interrogante a Draco, não, a verdade que não se lhe passava pela cabeça quem tinha podido ser essa pessoa que lhe tinha feito duvidar dessa maneira, ainda que…não, não podia ser, demasiado retorcido, ou não. –Me diz você, quem…

-Blaise

-Eu sabia, não sei por que me estava imaginando nesse mesmo instante.

Draco começou a contar-lhe a Harry sua conversa com seu antigo amante o moreno a cada vez sentia-se mais indignado, essa serpente rastreira de Zabini estava disposto a tudo com tal de conseguir seus propósitos, é mais quase consegue que ele e Draco se separassem.

-Harry a garrafa que me entregou se supõe que eram suas lembranças que tinha quando meu pai supostamente lhe obrigou a se separar de mim.

-Draco eu confio em seu pai e sei que jamais teria feito ou dito algo como o que Zabini te contou. Tenho tanta confiança nele que te pediria que lhe contasse esta conversa que tem tido e que lhe mostre suas lembranças.

-Tem razão Harry não sei como tenho podido me deixar embaucar por ele de novo, sou um estúpido que não merece seu amor e sua confiança, mas Zabini deixou uma impressão muito profunda em mim. Quis-lhe até a loucura, foi o primeiro em tudo e isso te marca. Sabe muito bem onde tocar a fibra sensível, me conhece demasiado.

Draco levou-se as mãos até a cabeça e ocultou seu rosto entre elas, estava envergonhado por ter duvidado da única pessoa que para valer lhe tinha querido. Harry estava desejando abraçar e consolar a seu amor, mas ainda se sentia muito machucado por ter duvidado dele, no fundo sua veia Slytherin lhe dizia que lhe deixasse sofrer um pouco, não lhe viria mal, mas sua parte Griffyndor lhe obrigou a apartar esses pensamentos.

Levantou-se de sua cadeira e acercou-se até Draco, levantou-lhe a cabeça e lhe beijou ternamente, o loiro abriu-se a essa boca que para valer lhe dava amor, esses lábios conseguiram apagar o sabor que Blaise tinha deixado em sua boca. Esses lábios transmitiam amor, fé, verdade.

-Harry, não quero te ocultar nada, Blaise se despediu de mim me dando um beijo ao que correspondi, algo se acordou em meu interior, ainda tinha a lembrança de seus lábios nos meus quando entrou em meu escritório, por isso te recusei quando se aproximou a mim.

Harry voltou a sentir-se mortificado, Blaise tinha beijado a Draco e isso provocava que o loiro em um princípio lhe recusasse. Seu semblante voltou a entristecer, Draco se percebeu do que lhe estava ocorrendo a Harry.

-Faz favor meu amor não se sinta mal, tenho sido um estúpido por lhe escutar, não pude evitar com o beijo recordar o que foi nossa relação, estou bastante sensível com a gravidez e nesse momento só vieram a minha mente lembranças agradáveis de nossa relação, mas agora contigo diante me dou conta de que você, sim que me ama para valer.

-Nunca tinha sentido nem experimentado nada igual ao que você me dá, nunca seus atos foram desinteressados como os seus, sempre tinha que lhe dar algo em troca. Você não pede nada, só dá. Harry agora mais que nunca te digo que te amo, que nada poderá me separar de ti. Me perdoa por ter duvidado de suas intenções e de seu amor.

Harry sentia-se em uma nuvem, a tormenta que se tinha desatado em seu interior se apaziguou, outra vez voltava a ter a Draco, sua família não terminaria. Umas lágrimas de emoção escorregaram por suas bochechas. Draco beijou seus olhos fazendo desaparecer suas lágrimas, com suas mãos limpou as bochechas de Harry e com seus lábios selou os lábios de seu amado.

Ambos se abraçaram e começaram a se acariciar, era tanto o desejo que acordavam suas caricias que esqueceram onde estavam. Ainda bem que Harry antes de entrar na sala de interrogatórios tinha posto uns feitiços de silêncio e de privacidade que impedia a qualquer um entrar, ver ou escutar o que estava ocorrendo na sala.

Harry despojou das roupas a Draco com um feitiço, o tombou em cima da mesa e começou a devorar a beijos, o rosto, as orelhas, o pescoço. Dava-lhe pequenas mordidas e soprava em elas provocando uns calafrios que lhe fazia se estremecer, baixou até seus mamilos a cada vez mais sensíveis e com pequenas sucções os pôs eretos de tudo.

-Harry, não me torture mais, preciso sentir sua pele nua sobre a minha, tire a roupa. –Sua voz rouca de prazer sussurrava mais que falava, suas mãos se aferravam como garras à beira da mesa, se sentia explodir.

Harry olhou supinamente a seu rosto e com um feitiço de silêncio ficou completamente nu adiante de Draco, com uma ereção enorme que começava a gotejar. Draco de maneira instintiva abriu tudo o que pôde as pernas ao ver o pênis do moreno. Precisava-o dentro já.

O auror era consciente de onde se encontrava, mas um pouco de risco ajudava a proporcionar mais morbo à situação. –Tranquilo, ainda não tinha intenção de te penetrar, é mais que passaria se tirasse os feitiços de privacidade e alguém entrasse na sala e te encontrasse assim de exposto sobre a mesa.

-A ti…também…te encontrariam nu…e exposto. –Draco mal podia coordenar palavras, Harry estava introduzindo seus dedos em seu interior roçando sua próstata.

-Não a mim não me encontrariam nu e exposto, poria um feitiço para que só te vissem a ti te retorcendo de prazer. Possivelmente se lançariam sobre ti e te possuiriam e eu estaria o observando todo enquanto me masturbava.

-Haaaarryyyyyyy…estás-me voltando louco…seus dedos…suas palavras obscenas…não vou poder me conter por muitooooooooo…tempo. –Draco teve uma convulsão que antecipavam seu orgasmo, Harry esteve pronto à reação do loiro e agarrou forte a base de sua pene para impedir que se viesse. Um grito de frustração saiu da garganta de Draco que não pôde libertar seu sêmen.

-Creio…que …já …estamos…o …suficientemente…excitados os dois. –E introduziu-se de um só golpe em seu interior. Começou umas fortes investidas que faziam que Draco se retorcesse de prazer, seu pênis livre do agarre de Harry era capaz de ejacular de uma hora para outra. Harry não queria lhe fazer sofrer mais lhe começou a masturbar, mais duas investidas fortes e duas puxões de pênis fizeram que Draco tivesse um glorioso orgasmo que aprisionou o pênis de Harry que não demorou em se vir em seguida. Os orgasmos tinham sido tão fortes que demoraram em normalizar suas respirações.

Harry abraçou a um suado Draco, retirou-lhe o cabelo que cobria seu rosto, ainda com o rubor do orgasmo e os olhos inundados de prazer e lhe prodigou ternos beijos nesses olhos que tanto amava.

-Agora nos vistamos e vamos ver a seu pai a lhe contar sua visita e que possa julgar essa lembrança dele com Zabini.

Uma vez que se tiveram asseado com um feitiço e vestido corretamente abandonaram a salga rumo à mansão Malfoy.

-Harry encantava-me quando te sai essa veia um pouco pervertida que leva em seu interior, me volta louco e só do pensar minha entreperna começa a cobrar vida de novo.

-Jajaja Draco, nunca me imaginei que pudesse te fazer o amor em uma sala de interrogatórios da Central, mas a verdade é que me pareceu do mais excitante e muito facilmente repetível.

Com um grande sorriso em o rosto abandonaram a Central, os aurores que se cruzavam em seu caminho ficavam assombrados e cochichavam entre eles, quem lhe ia a dizer o chefe Potter sorrindo e abraçando de uma maneira muito íntima a Draco Malfoy, os eternos inimigos da adolescência. Viam tão felizes que não duvidavam de que essa inimizade era já parte de uma história longínqua e promessa de que algo interessante ia acontecer em pouco tempo.

_oOo_

Na sala comum de Slytherin Scorpius estava meditando um pouco afastado do resto de seus colegas sobre as palavras que seu pai lhe tinha dito. Bem, tinha chegado o momento de pôr mãos à obra. Saiu da sala comum a toda velocidade e se dirigiu para o despacho da diretora.

-Dá sua permissão senhora? –Disse Scorpius enquanto entornava a porta.

-Adiante senhor Malfoy você dirá que é o que quer.

-Preciso falar com minha avó, é um caso de extrema necessidade, senão não lhe tivesse pedido. A felicidade de minha família está comprometida nesses momentos.

A diretora ficou um pouco desconcertada, via tão feliz a Scorpius quando saiu de falar com seu pai, que não se explicava que lhe tinha feito mudar de opinião.

-Bem, senhor Malfoy lhe facilitarei os meios para que possa ser reunido com sua avó. –A diretora comunicou-se pela lareira com a mansão Malfoy e pôs em conhecimento de Narcisa o que queria seu neto. Narcisa foi rapidamente ao chamado de seu neto, imaginava-se o que podia estar passando.

-Obrigado diretora, reconforta-me saber que tem atendido com tanta rapidez as necessidades de meu neto. Estou-lhe sumamente agradecida, imagino-me que se trata de um assunto de vital importância para nossa família.

-Não tem porquê me agradecer o que lhe tivesse feito chamar, o bem de nossos alunos é um de nossos objetivos. Agora se me desculpam lhes deixarei para que falem tranquilamente, se precisam algo não duvidem em o pedir.

-Obrigado de novo Minerva.

Uma vez que se tinham ficado sozinhos Narcisa abraçou carinhosamente a seu neto, sabia que o tinha chamado por uma boa razão e não tinha nenhuma dúvida sobre o que se tratava, agora que tinha visto sua expressão.

-Bem Scorpius, me imagino que seu pai te visitou e tem tentado te convencer.

-Assim é avó e a verdade é que quase o consegue, é muito astuto, apesar de que me tinha avisado não me imaginei que o fosse tanto, por um momento o cri, mas a verdade sempre prevalece.

-Alegro-me Scorp que lhe tenha calado, agora mais que nunca temos que estar alerta, já me imaginava que assim que Astoria morreu apareceria por aqui para reclamar seus direitos, agora só temos um objetivo, acelerar o quanto antes o casamento de seu pai e que Harry te reconheça como filho para desbaratar seus planos.

Continuará…

Nota tradutor:

Nossa que capítulo intenso, estou envergonhado!

Enfim espero que vocês gostem do capítulo.