Capítulo 22 Draco em perigo
Harry e Draco foram até a mansão Malfoy onde estavam esperando ansiosos a notícia de como se ia desenvolvendo a gravidez. Nada mais entrar no salão Narcisa se levantou depressa do cadeirão e foi abraçar a seu filho.
- Conta-me como foi, que disse Silver. –Lucius mantinha-se em seu lugar, mas estava muito tenso, esperava impaciente a notícia, mas seu caráter e educação obrigavam-lhe a ser menos efusivo que sua esposa, ainda que estava igual de ansioso que ela por saber algo.
-Mamãe por favor está me apertando.
-Sinto muito Draco, mas é que tenho muitas vontades de saber como está tudo.
Harry sorriu, afinal de contas Narcisa e Lucius tinham sentimentos como qualquer pai, por muito que tivesse pensado durante anos que eram estátuas de gelo. Aquilo lhe enchia de satisfação, se sentia bem ao saber que Draco tinha uns pais estupendos que lhe apoiariam em tudo.
-Mamãe, papai o doutor Silver fez-me um reconhecimento exaustivo…
-Draco acaba já de uma vez, não demore. –Disse autoritário Lucius presa do nervosismo.
Draco sorriu ante a perda de frialdade de seu progenitor –Tudo está perfeitamente e se não ocorre nada imprevisto dentro de uns meses nossa família aumentará com mais dois pequenos.
Narcisa quase desmaia-se pela impressão e a Lucius deu-lhe um ligeiro tic na sobrancelha, isto sim que era uma novidade, seu filho ia ter não um senão dois pequenos. Era maravilhoso, a magia dos dois pais era grande e tinha conseguido algo raríssimo em um mago fértil, ter dois bebês ao mesmo tempo.
Agora sim que Lucius se levantou e abraçou com grande amor a seu herdeiro –Obrigado Draco, por permitir que está família se faça grande para valer, me sinto muito feliz por vocês.
-Eu também filho, nosso neto se porá também muito contente quando saiba que vai ter dois irmãozinhos aos que proteger e mimar.
-Parabéns aos dois e agora sejamos práticos, Draco e Harry devem adiantar tudo o que pode seu enlace.
-Já tínhamos pensado nisso papai, vínhamos falando pelo caminho que mamãe deveria ser feito cargo de todos os preparativos, ela é única para organizar eventos e eu a verdade que com o trabalho e… -Harry lhe olhou severo. - o repouso sobretudo que me recomendou o medimago pela gravidez de dois gêmeos não vou ter muito tempo ao igual que Harry.
-Estarei encantada com os preparativos do casamento, mas são vocês quem tende que fixar a data.
-Narcisa acho que gostaríamos que de nosso enlace fosse amanhã mesmo, mas entendo que não pode ser feito tão precipitado, Draco se merece um enlace do maior e por isso se não é muito cedo gostaria que quando muito em de três semanas fosse possível.
-Não quero que a gente fale mais da conta e que quando a gravidez se comece a notar Draco esteja casado. Sei que isso é muito importante para os níveis sociais nos que os desenvolveis.
-Obrigado Harry por ser tão considerado e efetivamente em um dia não nos dá tempo, mas acho que com três semanas será suficiente. Narcisa conta com toda minha ajuda e acho que ainda que pouco Harry e Draco também podem colaborar em algo.
-Eu gostaria, já que não tenho mais de família que Draco, Scorpius e vocês considerem Narcisa que Molly Weasley pode servir também de ajuda ela está acostumada a ter muita gente e a verdade é que tem sido para mim como a mãe que nunca tive.
-Harry não há nenhum problema nisso, ainda que nossas famílias têm estado enfrentadas em um passado temos compreendido que todo isso tem sido um erro por nossa parte. Estarei encantada com contar com minha prima nesse evento.
-Não sabia que fossem família vocês duas.
-Já sabe Harry que todos os magos de sangue pura estamos de uma forma ou de outra emparentados.
-Bom, acho que é hora de ir comer e assim que acabemos me porei em contato com Molly para começar os preparativos para o casamento.
Passaram um almoço muito agradável com Narcisa contando episódios sobre os preparativos de seu casamento com Lucius. Harry e Draco foram-se a cada um a seu lugar de trabalho não antes de ter escrito uma carta para Scorpius onde lhe contavam o de seus irmãos e a data que tinham fixado para o evento.
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Nott não fazia mais que lhe dar voltas ao assunto de como retomar sua amizade com Draco, Blaise lhe notou demasiado pensativo, normalmente após ter sexo costumavam falar de como tinha resultado e em que podiam mudar a próxima vez, algo que lhe levava de novo a ter relações. Mas desta vez tinha sido diferente, Nott tinha-se encerrado em seus pensamentos e não fez caso de suas insinuações.
-Oh, Blaise! Está quieto, preciso pensar por um momento sem que suas mãos estejam de novo percorrendo meu corpo.
-Vá isso sim que é uma novidade, o senhor Theodore Nott está pensando após ter sexo selvagem com o senhor Blaise Zabini –ironizou o moreno. –Nunca tinha recusado minhas caricias por segunda vez, que te ocorre.
-Não é nada Blaise, mas a cada vez vejo mais difícil a aproximação com Draco, está profundamente apaixonado desse estúpido Griffyndor e não sei como me acercar de novo a ele.
-Bem vejo que é a hora de pôr em marcha nossa maquinaria Slytherin, segundo tenho entendido um homem grávido sofre às vezes de desmaios e incomodidades que lhe provocam visitar a seu medimago mais com frequência. Não é assim, Theo?
-Assim é, mas Draco já está sendo tratado para evitar todos esses inconvenientes, não sei a onde quer ir parar.
-Muito singelo, vamos provocar que o loiro se encontre mau apesar das poções e digamos que o medimago Silver não lhe pode atender e que será você o que lhe prodigue os cuidados.
-Como o vamos conseguir, se esse medimago parece um adendo dos Malfoy.
-Muito fácil, façamos que esse medimago idoso sofra um ataque provocado por sua idade e durante, digamos um período apropriado não possa atender a seus pacientes, incluído Draco.
-Como vai ser possível isso.
-Deixa de minha conta, contratarei a alguém para que lhe provoque uma queda pelas escadas de St. Mungo e tenha que ficar hospitalizado um tempo, ou mais bem, o farei eu diretamente, não quero que fique nenhum cabo solto que nos possa a chegar a implicar e agora se já fica mais tranquilo podemos continuar.
-Espera ainda não sei como farei para que Draco se enferme.
-Parece estúpido quando quer, é fácil lhe manda poções inócuas que não lhe façam nada e o só enfermará.
-É verdadeiro Blaise, a cada vez custa-me pensar com frialdade, Draco enturva minha razão, a cada vez preciso-lhe mais para perto de mim, possuí-lo, fazê-lo meu, que pague tudo o que me fez sofrer.
-Theo, Theo, a cada vez pensa menos como um Slytherin, não pode deixar que se te nuble a razão dessa maneira ou conseguirá que nos descubram.
-Sinto muito Blaise, uma vez mais tem razão, prometo-te que serei mais frio.
-Bom se já tem terminado, acho que isso que tenho entre as pernas merece toda sua atenção.
Theo agachou sua cabeça até a entreperna de Blaise e dedicou-se a aliviar a tensão do moreno, enquanto sua mente maquina seu plano, que fácil era manter a Blaise a ilusão de que era ele que dominava a situação e ele só era um pobre enlouquecido pela paixão a Draco.
Melhor assim o teria mais fácil para se desfazer dele. Além do das poções, que por suposto já tinha pensado, tentaria como se tal coisa pôr sobreaviso a Draco sobre as intenções de Blaise para Scorpius e se ganhar um pouco mais sua confiança.
Tinha que ser cuidadoso, se tentava lhe alertar diretamente sobre isso Draco poderia suspeitar, o melhor seria que Potter fosse seu instrumento se acercaria ao moreno, era mais fácil de enganar que o loiro. Por ser Griffyndor, por ser auror e sobretudo por estar tão apaixonado de Draco que veria fantasmas por todos os lugares e ainda estava por esclarecer quem tinha atentado contra sua vida e tinha matado a Astoria.
Uma vez que ficou só Theodore seguiu perfilando seu plano tentando não deixar nenhum cabo solto, como lhe tinha dito Blaise, o maior cabo era desde depois ele. Imaginava-se tal e como era o protocolo entre o sangue puro que o casamento de Draco e Potter seria em breve, tinha que se dar pressa em conseguir seu objetivo.
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À manhã seguinte Draco após se banhar tomou as poções que se tinha levado da consulta no dia anterior, não notou nenhuma melhoria é mais pensou que se encontrava tão mal como nos primeiros dias, começou a vomitar violentamente e Harry correu alarmado até seu lado.
-Draco amor que te passou, tomou já as poções que te deram no Hospital.
-Sim, mas acho que não me faz nada, me encontro muitíssimo pior que com as primeiras poções, acho que me vou desmaiar.
-DRACO! -gritou Harry quando viu como o loiro se precipitava ao chão.
O agarrou amorosamente e lhe levou até a cama, quando viu que o loiro voltava em si lhe disse –Amor vou tentar comunicar com o hospital para que Silver venha a te visitar de imediato, não gosto de nada como se vê.
-Não tarde me encontro fatal, por favor.
Agora sim que Harry se apressou, era muito difícil que Draco reconhecesse que estava mal, devia o estar e muito pela resposta que recebeu. Quando conseguiu se comunicar via lareira com St. Mungo recebeu a desagradável notícia que o medimago Silver acabava de sofrer um acidente descendo pelas escadas do hospital e que se encontrava agora mesmo em mãos de um colega que lhe estava lhe arranjando as múltiplas fraturas que tinha sofrido. O que mais lhes preocupava a comoção que tinha sofrido, pois desvariava um pouco.
-Estava bem, preciso que seu ajudante venha o quanto antes a minha casa o senhor Malfoy se encontra mal, não sei se as novas poções que lhe forneceram lhe provocaram algum tipo de reação alérgica e temo por sua saúde.
-Agora mesmo lhe mandamos para ali, não se preocupe no mais mínimo.
Em menos de cinco minutos um preocupado Nott chegava até a casa de Harry disposto a curar a Draco.
-Vejamos onde está o doente, tranquilo Potter, não lhe vai passar nada mau, Draco é muito forte e seu estado de saúde como comprovámos ontem é inultrapassável. Agora se não se importa com me gostaria que se afastasse um pouco dele para poder ter espaço para lhe revisar.
-Sinto muito Nott, mas estou muito assustado, não me parece normal que se tenha posto dessa maneira, vomitava violentamente e seu corpo se recobriu de um suor frio que lhe provocou que perdesse o conhecimento.
Enquanto Harry falava Nott começou a revisar a Draco, tinha-se passado um pouco com o conteúdo da poção, mas o efeito tinha-lhe beneficiado tinha-lhe levado até o lar de um Potter vulnerável preocupado pela saúde de seu companheiro, estaria mais receptivo a ouvir o que Nott lhe ia contar.
Após um passe de varinha, forneceu-lhe um antídoto que fez que o rosto de Draco abandonasse a cor doente, depois com outro passe fez aparecer a imagem dos pequenos que estavam perfeitamente. Tal e como pensava a poção não pôde atravessar a barreira mágica protetora que os poderosos magos nonatos tinham criado a seu redor quando notaram que algo daninho ia direto para eles. Quando os bebês notaram como o perigo desaparecia baixaram a proteção e permitiram que o alimento lhes chegasse outra vez.
- Draco tem uns bebês muito poderosos, eles se deram conta que a substância que ingeriu lhes podia ter causado grandes males e inclusive a morte e lançaram uma barreira protetora. Estarão tranquilos –contestou Nott ante o olhar ansioso e preocupado do casal. –Encontram-se perfeitamente bem, é a vantagem de ter uns progenitores com grandes poderes.
-Draco agora se vai tomar esta poção que sim é a reconstituinte que te mandamos ontem e deve descansar, não deve levantar da cama hoje por nada do mundo. Se não vai ser capaz de convencer Potter me terei que levar ao hospital.
-Prometo que me portarei bem e não sairei da cama.
-Não confio de ti Draco, você que diz Potter.
-Agora mesmo chamarei a um de meus aurores a mais confiança para que o vigie, eu desgraçadamente tenho um julgamento ao que não posso faltar, sou a testemunha principal de um assunto de magia escura.
-Potter se não te molesta e já que Draco e eu fomos amigos e colegas no passado e fazia muito que não nos víamos e já que hoje se suspenderam todas as visitas no hospital com o ocorrido com Silver me posso oferecer como enfermeiro para este cabeção. Agora bem sim que te agradeceria que nos mandasse um auror para vigiar a casa.
-Ocorre algo que devêssemos saber.
-Efetivamente Potter, Draco não tem sofrido uma reação alérgica, alguém tem tratado de lhe envenenar.
-Como é possível, sempre temos confiando nas poções que o medimago Silver me tinha elaborado antes em minha outra gravidez, ademais que não acho que o tenha nada na contramão minha.
-Não me mal interprete Draco, mas o medimago Silver faz tempo que não elabora as poções, seu pulso e vista não é a de antes e encarrega as poções com suas fórmulas magistral aos pocionistas do hospital. Desgraçadamente todos temos podido comprovar esta manhã que suas faculdades estão muito mermadas.
-Está dizendo que alguém se introduziu no hospital para fazer uma poção que pusesse em perigo a vida de Draco e de nossos pequenos. Ninguém sabia que estava grávido…
-Acho que alguém sim o sabia Harry, Blaise, se inteirou por Scorpius quando estava em Hogwarts.
-Não me posso imaginar que faz suspeitar dessa maneira dele.
-Nott é uma longa história, será melhor que Draco te conte enquanto ponho em marcha todo o dispositivo antes do julgamento.
Harry foi-se rapidamente à Central a mandar a uns de seus melhores aurores a sua casa, desgraçadamente Ron tinha que estar com ele na vista, agora começava a lhe encaixar muitas coisas, o primeiro atentado de Draco, a morte de Astoria, o repentino aparecimento de Blaise após tanto tempo, a tentativa de aproximação a Scorpius.
Estava claro, Zabini andava por trás da herança Malfoy que só a conseguiria quando seu filho fosse reconhecido como tal, já que ao ser menor de idade seria seu tutor e se tirar de em meio fortuitamente a um menino pequeno não lhe suporia nenhum esforço.
Por fim Nott encontrava-se a sós com Draco que fácil resultaria para seus planos lhe levar a onde tinha planejado, mas ainda tinha que se vingar das humilhações sofridas por Blaise, estava fechando muito bem seu cerco, cedo cairia em mãos de Potter e ele se mostraria como um fiel amigo e ninguém suspeitaria dele. Draco seria seu e ele seguiria com sua vida sem que ninguém suspeitasse que tinha a Draco a sua graça.
-Agora Draco espero que me conte toda esta história, recorda que pode confiar em mim. Sempre fomos amigos, pelo menos pelo que respeita a minha parte.
Draco sentiu-se um pouco apenado, sabia que não lhe tinha resultado indiferente a Theo quando estavam no Colégio, mas ele só tinha olhos para amar a Blaise e odiar a Harry.
-Sinto muito Theo que o passado te tenha sentido mal por minha culpa, nunca foi minha intenção, mas se é verdadeiro que não te dei toda a amizade que se tinha merecido e que hoje ainda me demonstra. Obrigado e para valer que eu sinto. -Umas lágrimas escaparam-se pelas bochechas de Draco.
-Não se apene por nada Draco, um amigo sabe perdoar e eu nunca te guardei rancor, sei como foi educado e quais eram teus sentimentos naquela época.
Draco começou a contar a Nott todo o ocorrido em sua vida nesses últimos anos e o castanho mostrava cara de assombro ou de indignação segundo lhe ia contando o loiro. Era um autêntico Slytherin e sabia fingir perfeitamente.
-Draco em verdade que isso tem sido uma surpresa para mim, nunca me imaginei que Blaise não te pudesse querer, que só se acercava a ti por seu dinheiro e posição social, é muito próprio dele aparecer quando sabe que vai obter algum benefício.
-Agora eu sei Theo e não sabe as vezes que me arrependi por não fazer caso quando me dizia que Blaise não era para mim e quando deixei de te falar naquele dia que me enfureci tanto quando me soltou friamente que estava só por meu dinheiro. Não te cri, mas depois desapareceu de Hogwarts, a guerra e a vida fez que nos distanciássemos e que não pudéssemos conservar essa amizade que me oferecia incondicionalmente.
-Isso está tudo esquecido já Draco, agora somos adultos e a vida nos dá a razão como nós merecemos, me alegro sinceramente que vá refazer sua vida com uma pessoa que te ama profundamente, ainda que seja um Griffyndor.
-Obrigado Theo, não sei se eu tivesse sido capaz de te perdoar. Bom, já basta de falar de mim me conta que tem sido de ti todos esses anos.
Theo seguiu todo o dia com Draco contando de sua vida e assim entre risos e camaradaria os encontrou Harry quando regressou do julgamento acompanhado de seu amigo Ron. O ruivo sempre tinha sentido receios para qualquer Slytherin, mas em especial para esse que tinha diante, demasiado submisso, demasiado calado, esses eram os piores. Seu instinto de auror alertava-lhe de que o castanho tramava algo. Não queria por enquanto importunar mais ao casal, bastante tinham em cima já com o de Zabini para pôr mais angústias e suspeitas em sua vida. Se encarregaria de pesquisar e pôr vigilância ao castanho dia e noite, aquilo não gostava nada de nada.
Continuara…
Nota tradutor:
Muito bem Ron, continue assim suspeitando de todos os Slytherin, eles não valem a pena mesmo, mas recorde deixe Draco de fora.
Enfim espero que vocês gostem!
Bora para os reviews!
