Capitulo 26 Por fim estamos juntos
Harry respirava aliviado enquanto Draco punha-se sua roupa, pôde apreciar que não tinha sofrido nenhum dano grave, não tinha sido violado, só um horrível arroxeado começava a cobrir seu olho e seu lábio estava inchado pelo golpe. Harry lançou um feitiço e as marcas desapareceram.
Ron junto com dois aurores mais fizeram-se cargo de Nott que começava a acordar pelo enervate que lhe tinham lançado.
-Vamos sevandija, que pensava que ia poder sequestrar a Draco e que ninguém te ia localizar. Está doente Nott, suja serpente. –Ron realmente estava enfadado, esse Slytherin louco quase arruína a felicidade de seu melhor amigo e de seu flamante esposo. Ainda que custasse trabalho reconhecê-lo tinha começado a apreciar a Draco, se era bom para Harry também o tinha que ser para ele.
Quando Draco esteve vestido e asseado saiu do banheiro e com Harry a seu lado voltaram à mansão. Ali estavam-lhes esperando os pais de Draco, Scorpius e os patriarcas Weasley.
-Draco, filho meu, se encontra bem?
-Sim mamãe, foi tudo tão rápido que esse mau nascido não pôde fazer nada mais que me ameaçar. –Draco agarrou fortemente a mão de Harry, não queria que seus pais soubessem nada mais para não lhes angustiar de tudo.
-Filho não entendo por que Theo te sequestrou sempre tinha sido amigo no colégio e fora dele quando eram pequenos.
-Creio papai que está um pouco perturbado…
- Um pouco perturbado não, Draco. Está totalmente obsedado com ti, senão não podia ter urdido todo este sequestro. Sinto ter que marchar à Central, mas te deixo nas melhores mãos possíveis. Scorpius cuida a teu Papi que em seguida volto.
Lucius e Narcisa sorriram ante o gesto que teve Harry, queria tentar que Scorpius estivesse com seu Papi se reconfortando mutuamente, ainda que tão cabeções, ambos não o reconheceriam em público e que melhor desculpa que a que lhes brindava Harry para estar juntos e mimar.
Uma vez na Central, Harry acercou-se até onde estava detento Nott e entrou com caras de muito poucos amigos na sala de interrogatórios.
-Estúpida sevandija, tinha pensado que nunca localizaríamos a Draco.
-Deixa-o já Ron, este Slytherin tem o cérebro convertido em gelatina por culpa desse mal sana obsessão que tem com Draco.
Harry voltou-se para o detento, seu olhar sempre cálido se tinha convertido em gélida e irradiava tanta força e poder que a Nott não lhe ficou outra que abaixar sua cabeça.
-Que te tinha pensado? Você sabe o que realmente significa o vínculo que tínhamos forjado Draco e eu? Nada nem ninguém nos poderá separar nunca a não ser que algum dos dois assim o queiramos, nossos votos não eram só isso, eram um feitiço mais antigo que todos nós, um feitiço unido à vida, é magia natural, muito poderosa.
-Se Draco ou eu somos separados violentamente por uma terceira pessoa que deseja nos fazer mal, um mecanismo se põe em funcionamento e nossas magias começam a se ligar, nos atraem como se fôssemos íman e ferro. A máquina que tem criado Hermione, não só rastreia a magia escura também é capaz de pôr em contato a duas pessoas com um vínculo como o nosso.
-Nós também tínhamos nossos planos, não só você e seus desquiciados amigos, agora falecidos. Suspeitávamos tanto meus amigos como eu que não era trigo limpo, que algo tramava e que o momento do casamento podia ser tão adequado para seus planos como outro qualquer, mas ante sua presença e sua estupidez achou que não íamos suspeitar de ti como culpado.
-Esse foi o motivo de que não me importasse com sua presença no casamento, se ia tentar algo estávamos todos alerta e ademais lhe sugeri a Hermione que prepara seu detector de magia negra com outro mecanismo que fosse capaz de acelerar o vínculo de busca de magia de duas pessoas vinculados. O resto foi fácil, quando nos despedimos a máquina já tinha começado a traçar o caminho, não demorei muito em aparecer em sua casa e deixar o caminho expedito para que minha equipe chegasse ali o quanto antes.
-Então utilizou a Draco como isca.
- Nem em seus melhores sonhos pode pensar isso, Nott. Draco jamais tem sido a isca de nada nem de ninguém. Sabíamos que era inevitável que sofresse um atentado ou um sequestro por ti, sempre nos inclinávamos mais bem pelo sequestro, pois se tivesse querido lhe matar teria tido muitas ocasiões. Sua mente é fria e retorcida, não como a de Astoria que só queria prestígio e posição para seguir com sua vida de frivolidade ou a de Zabini que só queria dinheiro. Você queria algo mais, queria a Draco, que pensa que não nós tínhamos dado conta desse importantíssimo detalhe.
-Suas razões para sequestrar-lhe escapavam-se nos, mas tal e como o encontrei nessa habitação estava claro que pretendia o fazer seu, que seu leitmotiv era sua obsessão por ele. Porquê, que te fez chegar a isso, tem dinheiro, é agraciado e inteligente e tem uma profissão muito prestigiosa.
Nott derrubou-se já dava o mesmo pelo menos contaria tudo o que lhe aprisionava em seu interior, queria ser tirado todo esse lixo que durante anos lhe tinha aplastado, lhe tinha feito se converter em um autêntico paranoico.
-Eu só queria de pequeno ser o único ou pelo menos o melhor amigo de Draco, depois quando fomos a Hogwarts me dei conta de que isso não era assim. Ele era tão perfeito, tão admirado pelo resto de seus colegas que cedo teve muitos amigos entre os Slytherin e surgiu Zabini como um depredador entre as sombras e lhe apaixonou, mas eu sabia que no fundo você também não lhe era indiferente e também ele não era para você.
-Depois já sabe a guerra iminente, não queria me ver envolvido nela me fui a EUU tentando separar do caminho de loucura que tomavam meus pais e sobretudo me fui tentando me esquecer de Draco, mas a distância é uma má amiga e me comecei a obsedar a cada dia um pouco mais com ele. Segui toda sua vida passo a passo e compreendi que Draco não era feliz em seu casamento e que esse pequeno era fruto do amor que tinha sentido com Blaise.
-Quando me dei conta disso se abriu uma nova esperança em minha vida, sabia o ambicioso que era Zabini e que por dinheiro conseguiria qualquer coisa, se se tinha separado de Draco era por uma poderosa razão, dinheiro, que me imagino que generosamente lhe tinha dado Lucius.
-Regressei a Grã-Bretanha e acercar-me a Blaise e propor-lhe tudo o que fez foi muito fácil, sempre foi muito manipulável se se lhe punha a isca do dinheiro. Conquistou a Astoria e levou-a a onde ele queria, em sua cama e se converteu em sua informadora número um.
-Dessa maneira pudemos saber o infeliz que era com essa bruxa, como Scorpius adorava a seu Papi e este a seu filho e o fácil que ia ser que ficasse como único pai e tutor de todos os bens do menino. Eles pensavam que eu me queria vingar de Draco e que lhe ajudaria em todo o possível para tirar do meio.
- O atentado frustrado na estação foi provocado por mim, baixo nenhum conceito queria que Draco morresse, o menino me dava igual. Esses dois estúpidos pensaram-se que iam poder matar a Draco e se combinar com sua fortuna. Eu lhe estive utilizando em meu próprio benefício, tinha que me tirar de em cima, que se apresentassem como os únicos culpados e que nunca se suspeitasse de mim, pelo menos até que lhe fizesse meu. Mas não, não pôde ser assim teve que estar você na estação nesse dia e a partir desse momento, todas minhas esperanças se esfumaram, tive que mudar minha estratégia, me tirar do meio primeiro a Astoria e depois a Zabini. Eram dois cães que tarde ou cedo se matariam entre eles, eu só acelerei um pouco o processo.
-Não quero seguir ouvindo todas suas maldades, por fim Draco estará tranquilo, você será julgado e tudo voltará à normalidade. –Harry deu-se meia volta e abandonou a sala dirigindo-se rápido para convocar o quanto antes ao Wizengamont onde Nott tinha que ser julgado. Uma vez feitos os trâmites e com Nott a bom arrecado na Central voltou com seu amigo Ron até a mansão Malfoy.
Draco tinha estado falando com seu filho, ambos se tinham reconfortado, eram muito felizes, por fim suas vidas não corriam perigo nem estavam expostas aos caprichos de ninguém; sobretudo Draco. Sentia-se seguro, amado, protegido, em seus dias de pessoa fria e calculadora tinham passado. Nunca mais se prometeu, agora ensinaria ao mundo que era uma pessoa capaz de mostrar em público seus sentimentos, que amava profundamente a sua família e que lhe dava igual se lhe viam abraçar e beijar em público a seu companheiro, a seu filho ou a seus pais.
O breve tempo que esteve na casa de Nott lhe fez recapacitar sobre o caprichoso que pode ser a vida, como por um instante pode levar ao fracasso todos nossos propósitos. Desfrutaria de cada momento que a vida lhe brindava de novo. Agora tinha muito amor que dar e receber, não só a seus pais e filho senão também a seu companheiro e a esses pequenos que vinham em caminho. Sumido em estes pensamentos encontrou-lhe Harry tumbado em a cama ao lado de seu filho.
O menino tinha-se dormido presa da emoção de ter recuperado a seu pai, sua mente infantil tinha-lhe levado a pensar que nunca mais veria a sua Papi. Estava esgotado e cedo ao sentir-se seguro entre os braços de seu Papi acabou dormindo. Draco amorosamente tinha-lhe mudado a roupa por um pijama e tinha-lhe arroupado em sua cama. Não cansava de lhe ver, era tão formoso, lhe recordava a Blaise, no físico, mas não tinha pena por isso. Scorpius tinha sido fruto do amor que sentia para seu outro pai, ainda que não fosse correspondido. O menino não tinha culpa disso, ademais que podia ter mais formoso que ter um filho engendrado com amor, ainda que só tivesse sido por parte de um dos pais.
O caráter do menino sim eram plenamente Malfoy, mas mostrava-se bem mais seguro do que Draco o estava com seus anos. O ver-se livre da ameaça de um Lord escuro, ajudava muito. Scorpius era muito perspicaz e inteligente, não se lhe escapa detalhe, este menino tinha um futuro brilhante garantido e pelo que Draco intuía, no dia de manhã estaria emparentado com os Weasley, a senhorita Rose Weasley não lhe era para nada indiferente.
Draco alegrou-se ante este pensamento, quem melhor para seu filho que uma pessoa pura de mente e coração e nobre como seus pais, os melhores amigos de seu esposo. A menina tinha herdado o cabelo ruivo de seu pai, mas a agudeza mental e inteligência de sua mãe. Este casal prometia uma vida feliz em um futuro, se seguiam juntos.
- Olá meu amor será melhor que deixe a Scorpius e que você também vá descansar, no dia tem sido muito longo e complicado, ademais amanhã temos que celebrar o banquete e a festa de nosso enlace.
Draco levantou-se da cama e beijou a seu filho ao mesmo tempo que lhe tampava com o edredom, Scorpius dormindo sorriu de felicidade, sempre notava os beijos de seu Papi ainda que estivesse dormindo. Harry acercou-se ao menino e também lhe deu outro beijo de boas noites. Agarrou a Draco da cintura e foram-se juntos até seu dormitório onde passaram a noite abraçados e descansado desse dia tão agitado.
À manhã seguinte a mansão Malfoy voltava a ser presa dos nervos que transmitia Narcisa a todo o pessoal de serviço. O pequeno Scorpius conseguiu escapulir-se e foi-se até onde se encontrava seu avô. Lucius estava em seu escritório com um álbum de fotos entre suas mãos.
-Veem aqui Scorpius quero que veja essas fotos, são de sua Papi desde antes de que nascesse.
No álbum a primeira foto era de Narcisa, muito grávida e com um Lucius muito sorridente a seu lado. A foto tinha sido tomada no dia em que Narcisa tinha tido a seu pequeno Draco. A seguir apareciam fotos de Draco em diversas posturas, uma por mês até que cumpriu no primeiro ano no que aparecia rodeado de sua família em uma grande festa. As fotos repetiam-se ano após ano em seu aniversário, no verão, em seus lugares de férias, na mansão, etc. Também se lhe via com seu uniforme do colégio ou o da equipe de Quidditch.
Draco aparecia no dia de seu casamento com Astoria, muito formoso, mas com um rosto de profunda tristeza com um magnífico traje de seda negra de cerimônia, as seguintes fotos eram de Draco grávido de Scorpius, ainda que nunca o tinham feito público até agora Lucius quis guardar na memória da família estas fotos que evidenciava que Draco foi muito feliz, apesar das circunstâncias, de estar esperando um filho.
As seguintes fotos mostravam a Draco com seu pequeno e ao igual que tinha feito com o pai, Scorpius tinha também seu próprio álbum. As últimas fotos eram do casamento de seu Papi com Harry. Estavam mais formosos ainda que em seu primeiro casamento, pois em está seu rosto era um refletido de pura felicidade e seu companheiro, a diferença da outra, lhe olhava com amor verdadeiro.
-Scorpius espero poder continuar o álbum seu e o de seu pai e fazer mais dois para seus irmãos, se em algum dia eu não pudesse gostaria que de você o fizesse por mim.
-Conta com isso avô, mas que saiba que você será o que o faça por muito tempo. –Ato seguido Scorp abraçou-se a seu avô e esse estado descobriu lhes Harry e Draco que tinham saído fugindo dos nervos de Narcisa e Molly.
-Que nos perdemos Scorp, papai.
-Nada, é que um avô não pode abraçar a seu neto?
-Sim, por suposto que sim. –Curioso Draco acercou-se até a mesa onde estava depositado seu álbum. - Vá, que é isto?
-Olha Papi é um álbum que o avô começou antes de que você nascesse e tem feito outro igual comigo.
-Papai não sabia de sua existência, porquê o tinha oculto.
-Dava-me um pouco de pena reconhecê-lo, mas é que me parecia que desta maneira retinha todo o importante que te tinha ocorrido na vida. Tinha pensado dar-te ontem quando finalizasse o banquete, mas após o ocorrido tenho pensado que melhor o sigo tendo eu e o continuo.
-Papai, nunca se me tivesse ocorrido pensar que eras tão sentimental. -Draco abraçou a seu pai com muito carinho.
-Já é hora de demonstrar a todo mundo como somos os Malfoy em realidade, a época de frialdade e de guardar as aparências já tem passado. Só espero que você continue os álbuns de seus filhos com todo o carinho que eu tenho tido com os vossos.
Draco abraçou-se a seu pai dando-lhe a entender tudo o que lhe queria e que lhe ia fazer caso no de continuar com sua tarefa fotográfica. –Vamos filho acho que já tem chegado o momento de que seu esposo e você terminem de arranjar, Scorpius e eu vamos ir com sua mãe ou lhe vai dar algo.
Draco sorriu ante as palavras de seu pai, sabia o nervoso que estava sua mãe, tinha trabalhado muitíssimo para o casamento e ontem não pôde desfrutar do banquete nupcial, só da cerimônia, que tinha sido todo um sucesso. Hoje por fim terminaria e poderiam voltar à rotina de todos os dias. Tanto seus pais como seu filho, seu companheiro e ele mesmo o precisavam após todos os acontecimentos vividos em os últimos meses.
Harry abriu a porta do escritório de Lucius com a esperança de encontrar a Draco e um pouco de tranquilidade, entre Narcisa e Molly estavam acabando com a pouca paciência que lhe ficava. –Por fim encontro-te Draco, esta casa é toda uma loucura, ou começa cedo o banquete ou enfeitiço a sua mãe e a Molly para que fiquem quietinho.
Lucius riu de boa vontade –Já gostaria de ver como o consegue, parece impossível que seja capaz de enfeitiçar e que se calem.
-Bom, Scorp será melhor que vamos tranquilizar a essas duas ou a seus pais lhe vai dar algo. –Avô e neto saíram do escritório deixando aos flamantes esposos um momento a sós que sabiam que iam agradecer.
-Estranhei-te Draco, quase dá-me algo com Molly e sua mãe me perseguindo para terminar de ultimar os detalhes, que estão mais que ultimados.
-Eu também Harry, quero te mostrar o que estava mostrando meu pai a Scorp. - Draco lhe deu a Harry os álbuns para que os visse. Quando terminou, Harry se acercou a seu esposo e lhe deu um terno beijo.
-Sabe que se vê precioso desde que era um bebê até o dia de ontem, mas onde mais formoso te vejo é nas fotos em as que luzes a barriguinha que albergava a nosso Scorp.
-Harry me sinto o homem mais feliz do mundo, não só por ser seu esposo senão também porque sente a Scorp como filho seu também e isso me faz imensamente feliz. Mas não se deboche de mim, estou horrível com essa tripa tão grande, quando agora cresça o duplo por nossos pequenos não acho que me veja tão atraente como diz.
-Tontinho é o ser mais formoso e perfeito deste mundo.
-Diz só para que não me sinta mal quando tenha essa enorme barriga. -Draco fez um bico enquanto dizia isto, Harry se derreteu ante esse olhar tão inocente e esse gesto mimoso de seu esposo que se lhe desejo o mais bonito do mundo.
- Draco será melhor que nós vamos mudar ou não me faço responsável por meus atos nesse momento, juro que se não nos vamos já, te farei meu aqui mesmo. –Draco sorriu e com um beijinho nos lábios de seu esposo saiu da habitação encantado com o que tinha conseguido provocar, que Harry se derreteria com um só gesto dele.
Subiram até a habitação e rapidamente se banharam e mudaram a roupa pela da cerimônia, logicamente Narcisa não quis que repetissem o traje do dia anterior e lhes fez trazer a ambos uns vistosos e elegantes trajes.
Harry pôs-se um de cor verde muito escuro com uma camisa e gravata negra ambas de seda ao igual que o traje. O terno um pouco mais curto que a do dia anterior levava uma elegante sobrepõe de tipo smoking. Seu cabelo voltava a luzir solto e domado por outro feitiço inventado por sua amiga Hermione.
Draco luzia um, também em seda selvagem, de uma cor cinza pérola a jogo com seus olhos, o terno até o meio da perna levava um pescoço tipo lareira. A camisa de um tom mais escura que o traje levava um elegante pescoço de atira e em vez de gravata um broche muito masculino de cor negro que era a cabeça de uma serpente lavrada em jato. Seu cabelo desta vez ia recolhido em uma coleta baixa sujeita com uma laçada negra, duas mechas caíam livremente a ambos lados de sua cara concepção seu rosto que luzia realmente formoso.
Ambos com suas mãos enlaçadas se encaminharam para a zona do banquete e depois de passar o arco que estava ainda mais formoso que em o dia anterior, Narcisa tinha posto entre as flores um feitiço de luz que as fazia brilhar como se fossem do mais puro cristal ao mesmo tempo que pequenas campânulas soariam melodicamente quando os noivos passassem por embaixo.
Desta vez Lucius ofereceu aos noivos as taças da família Malfoy reservadas para estas ocasiões. Eram duas formosas taças talhadas extraordinariamente em quartzo verde, tinham um pé circular não demasiado grande e um fuste que era o corpo de uma serpente com a cabeça com a boca aberta como se saísse dela o depósito que tinha uma majestosa letra "M" de ouro branco incorporada em ele.
As taças continham champanhe da marca mais preciosa pelos sibaritas, Belle Époque By&Fo, com um preço elevado pois sua produção é limitada, só 100 clientes podem desfrutar deste luxo a cada ano. Por suposto que Lucius estava entre esses 100 clientes, todos os anos ia à Maison Belle Époque e junto com o chef de caves decidia a mistura de sua barrica, depois assinava junto ao chef a cada uma das contra etiquetas das doze garrafas que comprava a cada ano e as deixava repousar em um nicho personalizado com seu nome
Draco e Harry tomaram as taças que Lucius lhes oferecia e enlaçaram seus braços para que Harry bebesse da taça de Draco e este da de Harry. Quando apressaram o conteúdo depositaram as taças na bandeja que sustentava um camareiro e se acercaram entre os aplausos dos assistentes e uma chuva de pétalas de rosas brancas para a mesa que presidiria o banquete nupcial.
As mesas eram redondas enfeitadas com toalhas de mesa brocados de cor branco e no centro levavam um enfeito floral com rosas brancas, gardênias, camélias, jasmins e lylium. As cadeiras com respaldos altos estavam cobertas de teias brancas que se sujeitavam em os respaldos com uns elegantes laços que o cobriam por completo. As louças da mais fina porcelana de Limoges branca com um fio verde e prata como as cores do escudo familiar dos Malfoy com uns baixos pratos de prata brunhida e uma fina cristaleira de Bohemia com o fuste alongado e um pequeno óvalo com a letra "M" gravada cerca do depósito da copa e este com uns desenhos geométricos que assemelham o corpo de serpentes entrelaçadas. A cobertura de prata com um desenho muito estilizado e elegante levava também as iniciais da casa Malfoy.
Todas as mesas estavam dispostas adiante da dos noivos que era alongada e deixava aos flamantes esposos em o centro. Ao lado de Harry estavam Molly e Arthur e ao de Draco Narcisa e Lucius. Scorpius decidiu sentar-se com Rose e seus pais e o resto dos Weasley.
O menu, magnífico, estava composto por:
Bogavante selvagem desmontado a modo de salada, com maçã caramelizada e mousse de caranguejo baby à Vinagreta de cabo.
Sorvete de limão.
Lombo de cervo jovem, gratine de batata e molho de mirtilos.
Uma seleção dos mais refinados vinhos brancos e tintos e por suposto os cafés e licores e a espetacular torta nupcial de 5 andares toda de nata em seu exterior enfeitada com rosas de açúcar ao redor de suas bordas e coroando a torta um casal de noivos que eram as réplicas exatas de Harry e Draco com as mãos enlaçadas.
Após que os noivos cortassem a torta e fora servida aos convidados passaram pelas mesas saudando aos convidados e lhes agradecendo sua presença. Ato seguido inauguraram o dance nupcial no que soava uma canção romântica muggle de Bryan Adams When you love someone eleita por Harry. Sempre que tinha escutado esta canção imaginava-se como seria a compartilhar em um dance com seu companheiro no dia de seu casamento. Draco que não conhecia nada do mundo muggle se entusiasmou quando a ouviu pela primeira vez e desde depois formou também parte de seus planos para o dance nupcial:
When you love someone you'll do anything
You'll do all the crazy things that you can't explain
You'll shoot the moon put out the sun
When you love someone
You'll deny the truth believe a lie
There'll be times that you'll believe
you can really fly
But your lonely nights have just begun
When you love someone
When you love someone you'll feel it deep inside
And nothing' else can ever change your mind
When you want someone - when you need someone
When you love someone
When you love someone - you'll sacrifice
You'd give it everything you got and
you won't think twice
You'd risk it all - no matter what may come
When you love someone
You'll shoot the moon - put out the sun
When you love someone
Harry sabia agora que quando dançou pela primeira vez em público no torneio dos Três Magos a quem tivesse gostado entre seus braços não era Parvati Patil, senão o companheiro de então de Pansy Parkinson, Draco Malfoy. Harry estreitou-o mais entre seus braços, tanto que Draco não lhe ficou outra que protestar pedindo um pouco de ar.
-Harry não me penso escapar, de modo que não aperte tão forte.
-Sinto muito meu amor, mas é que não quero que nunca nos separemos, gostaria de poder estar sempre assim.
-Como, triturando-me?
-Não tonto, assim de juntos.
Harry e Draco seguiram dançando sem importar-lhes os olhares que os convidados lhes lançavam, estavam em uma nuvem e nada ia romper esse momento mágico. Quando cessou a canção, novos aplausos inundaram o jardim. Draco e Harry um pouco envergonhados por ter sido o centro de todas as miradas se dirigiram a uma das cadeiras a descansar um pouco. Momento que Lucius e Narcisa se acercaram para lhes fazer entrega de seu presente. Uma maravilhosa viagem até uma ilha do Pacífico muito paradisíaca na que tinha um hotel muito exclusivo onde os casais de magos recém-casados desfrutavam sua lua de mel.
-Papai, mamãe obrigado por ser tão maravilhosos e permitir que em este dia seja inolvidável para nós.
-Lucius, Narcisa se faz em uns anos alguém me tivesse dito que vocês iriam converter em meus sogros e que eu ia estar os dando obrigado lhe tivesse tachado de louco. Mas hoje sei que não é assim, obrigado eu dou também pelos mesmos motivos que tem Draco e sobretudo por ter tido a alguém tão especial como filho.
-Oh, Harry! Fazes-me sentir muito feliz com suas palavras e gestos para nosso filho e neto. Eu como mãe e Lucius como pai só queremos o melhor para ele e por fim o conseguiu e agora sabemos que é o homem mais feliz e afortunado deste mundo por ter a alguém que lhe ama sincera e apaixonadamente.
Scorpius e Rose dançavam no centro da pista, ao lado Ron e Hermione faziam-no também, estavam muito contentes e felizes por Harry e como não também por Draco. A vida sorria-lhes a ambos, Harry ia ter algo que sempre tinha desejado até o desespero uma família própria. A sua pequena Rose via-lhe feliz, muito feliz também ao lado de Scorpius, parecia que se isso não mudava iam ser também família dos Malfoy.
A velada decorreu agradavelmente entre os convidados, às 12:00 apagaram-se as luzes do jardim e uns espetaculares fogos artificiais alumiaram o jardim da mansão dando cólon à festa. Os convidados despediram-se da família Malfoy e dos noivos.
Harry e Draco foram-se até a ilha onde iam passar sua lua de mel através de um portal que o primeiro convocou. A Draco não lhe estava permitido aparecer em seu estado e não lhes apetecia nada viajar com meios muggles. As malas de ambos já tinham chegado ao hotel, só lhes ficava que despedir dos pais de Draco e do pequeno Scorpius.
-Venha já Papi não seja pesado vamos estar bem todos, vocês o que tendes que fazer é descansar e o passar muito bem.
-Adeus meu amor te mandarei uma coruja todos os dias para que possamos nos contar muitas coisas.
-Papi, faz favor! Que não tenho três anos, podem ir já pesados.
Harry riu-se ante as ocorrências de Scorpius e o maternal que podia chegar a ser Draco.
-Vamos, acho que o menino tem razão, será melhor que nos marchemos já.
Assim com um grande sorriso de felicidade Harry e Draco se foram rumo a sua lua de mel.
Continuará…
Esta informação sobre este champanhe é real, a cada uma das garrafas custa 4000€ uns 5613 dólares estadunidenses, 74804 pesos mexicanos ou 16978 novo sol peruanos ou 21240 pesos argentinos.
Nota tradutor:
Nossa não sabia que vinho poderia ser tão caro assim! Enfim gostei desse capítulo!
Espero vocês nos reviews.
