Capítulo 28 Por fim somos uma grande família

Mal ficava em um mês para o nascimento dos meninos, Draco estava colocando as roupinhas que se ia levar a St. Mungo para quando nascessem seus pequenos, ainda se lembrava da cara de felicidade que puseram ambos quando o doutor Silver lhes revelou que iam ter um menino e uma menina. Se as gravidezes de gêmeos eram raras, mais eram os de gêmeos entre varões.

Estavam muito contentes e assim que chegaram a casa mandaram uma coruja a Scorpius, queriam que fosse o primeiro em se inteirar de que ia ter um irmão e uma irmã. O menino contestou-lhes rapidamente e sugeriu-lhes um par de nomes que gostava muito, Alexander e Sophia. Não duvidaram um instante assim se chamariam os pequenos, lhes pareceram uns nomes adoráveis para seus meninos.

Sumido como estava em seus pensamentos não se percebeu de que Harry levava um momento observando desde a porta. –Em que pensa meu anjo loiro que tem essa cara de felicidade.

-Você que cries, amor.

-Deixa-me pensar, quiçá em um grande gelado de nata com pedacinhos de chocolate.

-Tonto, sabe que já não estou obsedado com os gelados, pensava em nossos filhos, nos três.

-Eu sei meu amor, essa cara de felicidade só podia responder a esse pensamento. –Harry acercou-se até Draco e apertou pela cintura e cercou-lhe tudo o que pôde para si. A barriga do loiro não permitia que o contato fosse muito grande, mas não se importou estava tão formoso. Lhe beijou ternamente na testa e nos olhos, Draco começou-se a derreter de ternura, encantava quando Harry lhe dava tantos mimos.

-Vamos meu amor temos que baixar a jantar, seus pais já estão esperando no salão.

Desde que ficava tão pouco a Draco para o parto tinham-se voltado a mudar à residência geral, não queria que estivesse sozinho muito tempo e seu trabalho como auror às vezes lhe impedia regressar cedo a casa ou tinha que ausentar-se por uns dias. De modo que de mútuo acordo decidiram postergar o viver sozinhos.

No salão Lucius e Narcisa estavam conversando animadamente com os convidados que tinham esta noite, Ron e Hermione. Ao pequeno Hugo tinham-no deixado com a avó Molly já que amanhã iam ir de excursão e assim não teria que madrugar muito. Desde antes do casamento Draco tinha começado a apreciar devera ao casal Weasley e com Hermione levava-se francamente bem, era muito inteligente e a Draco lhe encantava poder ter conversas de altura como dizia ele.

-Olá Draco, vês-te muito bem, mas como siga crescendo tanto sua barriga chegará em um dia antes que você aos lugares.

-Muito simpático Ron, mas não faz falta que me esfregue o gordo que estou. –Draco estava muito sensível ultimamente e saltaram-lhe um pouco as lágrimas.

-Ronald Weasley já está pedindo perdão a Draco por sua impertinência ou esta noite dormirá na Central.

Ron engoliu saliva, Hermione podia ser mais dura que sua mãe quando se enfadava e desde depois cumpria suas promessas. –Sinto muito Draco, só queria te gastar uma broma, em verdade que não o vejo assim, mas é verdadeiro que seus pequenos são muito grandes.

Narcisa que conhecia bem o caráter de seu filho e o sensível que estava não queria que por uma tolice se arruinasse a velada por isso interveio rapidamente antes que Draco pudesse replicar, sabia que da sentimentalidade podia passar ao enfado em menos de um segundo.

-Bom, acho que o jantar já está pronto, é melhor que nos acerquemos à mesa e bem Draco, já tem acabado de preparar a mala para o hospital.

-Sim mamãe tudo está já preparado por se esses pequenos decidem se adiantar.

-Narcisa me encantaria que nesse sábado pudesse vir conosco a terminar de comprar os últimos detalhes para a habitação dos meninos. Mione apontas-te?

-Claro que sim, estaremos encantados de ir com vocês e depois se parece bem podem vir a almoçar em casa, a Hugo lhe fará muita ilusão.

Graças à intervenção de Narcisa e a conversa de Hermione, Draco começou a relaxar-se e deixou de olhar a Ron entrecerrando os olhos. Harry sabia bem que ou se relaxava ou começaria a lhe amaldiçoar. Ajudou também que Harry lhe tinha sujeita a mão por embaixo da mesa e lhe acariciava a palma da mão.

A velada decorreu do mais tranquila, quando terminaram de jantar passaram a um salão contíguo para tomar o café e os licores. Ron aproveitou para acercar-se a Draco.

-Sinto muito furãozinho, mas são tantos anos de pincharmos mutuamente que às vezes o tenho saudades. Não o tome em conta, sabe que te aprecio e que todas aquelas disputas têm ficado esquecidas no passado.

-Eu também o sinto muito doninha, tem toda a razão de vez em quando não está mal pincharmos um pouco, cunhado.

Ron ia abrir a boca quando uma Mione em plano te advirto Ron, para já ou dormirá no sofá os próximos vinte anos agarrou seu braço para que se calasse.

-Ron acho que como broma já está bem, é um inconsciente, a Draco não convém alterar em seu estado o mais mínimo.

O loiro pôs uma cara de pobre inocente vítima e aproveitando que Mione não lhe via sacou a língua ao ruivo. O que não contava é que Harry sim que estava atento a tudo o que tinham dito esses dois e se acercou até seu companheiro para repreende-lo.

-Draco creio tanta culpa tem Ron como você, vão se comportar que são um par de adultos.

-Vale Harry, mas é que isto é muito divertido.

-Draco.

-Vale, vale já me calo.

O loiro sempre tinha que ficar por em cima, para isso era um Malfoy e assim que Harry e Mione se deram a volta voltou a sacar a língua a Ron. Justo quando o ruivo ia replicar, Mione se deu a volta e não lhe ficou mais remédio que fechar a boca. Harry sabia perfeitamente que Draco não se ia estar quietinho, depois quando estivessem sozinhos seu esposo teria que lhe dar alguma que outra explicação que lhe convencesse, senão lhe castigaria como a um menino mau. Só de pensar notou como sua entreperna crescia um pouco.

Continuaram a velada tranquilamente e a isso das 12 o casal Weasley se foi até sua casa e os habitantes da mansão até suas respectivas habitações. Harry apanhou a Draco da mão e levou-lhe até o dormitório com a cara um pouco enfadada. Draco era consciente do joguinho que se trazia seu esposo entre mãos, por isso sorriu alardeadamente e se relambeu mentalmente de gosto ao saber que quando chegassem ao dormitório lhe esperaria seu castigo como menino mal que tinha sido.

Após uma noite um tanto agitada para os esposos Potter entre aplicar o castigo e as constantes vontades de urinar que tinha o pobre Draco, tinha sua bexiga muito pressionada pelos pequenos, lhes custou muitíssimo se levantar para ir comprar ao Beco Diagonal. Ademais Draco notava-se um pouco raro esta manhã, notava uma pressão muito grande em sua pélvis. O medimago Silver tinha-lhe dito que era normal que dantes de se formar o canal do parto sentisse um peso em essa zona, os pequenos se preparavam para sair.

Era a segunda vez que Draco ia a alumbrar, por isso lhe pareceu que aquilo não era a pressão normal que preparava para um futuro não muito longínquo o canal de parto. Mais bem era uma dor que uma pressão, mas não, lhe pensou melhor, quiçá era uma obsessão sua, ainda lhe ficava quase em um mês para a entrega. Com um pouco de dificuldade levantou-se da cama para ir ao banho que Harry acabava de deixar livre. Ao incorporar-se notou como essa leve dor se convertia em um de intensidade moderada, agora estava seguro, seus pequenos estavam começando a querer sair.

Com toda a calma que pôde se foi até o banheiro, se deu uma ducha rápida e entre contração e contração se agarrava um pouco aos azulejos da banheira, se secou e com um pouco de dificuldade foi até a cama onde tinha preparada sua roupa. Harry tinha saído um momento da habitação para ver se já estava preparado o café da manhã e quando entrou na habitação quase lhe dá algo. Draco estava muito pálido e agarrava-se à beira da cômoda, aquela contração sim que lhe tinha deixado sem respiração.

-Que te ocorre, Draco? Se encontra bem?

-Não, não me encontro bem, isso dói como mil crucios juntos, os pequenos estão já impacientes por sair.

Harry quase desmaia-se da impressão, não sabia que fazer começou a entrar em pânico.

-Harry move seu cu já, preciso ir o quanto antes a St. Mungo ou os pequenos virão aqui mesmo. Acho que começa já a se abrir o canal de parto. Maldita seja isso dói, já não me lembrava. Odeio-te, a próxima vez engravide você.

Harry praticamente voou, apanhou a Draco em braços e levitou a mala do hospital, foi-se até a sala da lareira que lhe levaria a St. Mungo e lançou seu Patronum para avisar a Narcisa e a Lucius do que passava.

-Rápido enfermeira acho que meu esposo vai dar à luz já, chame ao doutor Silver.

-Tranquilo, não se preocupe. Zelador rápido traga uma cama para o senhor…

-Draco Malfoy Potter.

Narcisa e Lucius apareceram-se em seguida, estavam muito nervosos, o parto tinha-se adiantado e podia ter complicações. Narcisa beijou a seu filho enquanto conduziam-lhe até a sala de parto. O doutor Silver estava em a porta esperando a seu paciente. Ao ver a cara de preocupação dos pais de Draco, o gesto de dor deste e os nervos de seu esposo tentou os tranquilizar a todos.

-Não se preocupem Draco está em boas mãos, é normal que o parto se adiante ao ser gêmeos e o segundo que tem. Tudo vai ir bem, Harry é melhor que passe você também sua presença e sua magia ajudaram muito a seu esposo nesses momentos.

Segundo traspassaram as portas da sala de parto, Draco foi despojado de sua roupa e coberto com uma coberta suas partes íntimas, lhe rasparam para evitar qualquer tipo de infecção, enquanto o doutor apalpava o canal do parto que já podia ser apreciado perfeitamente como uma linha que ia de quadril a quadril.

-Harry, vai colaborar em que esse trance seja menos doloroso para seu esposo, põe suas mãos sobre seu ventre na zona onde se está formando o canal. Seus filhos notarão sua magia e começarão a libertar um pouco da sua, isso fará que as contrações não sejam tão dolorosas, serão como um calmante para Draco.

-Quanto a ti, deve te relaxar o mais que possas, acompanhada da respiração que aprendeu a controlar em suas classes de preparação para o parto. Se segue as indicações em menos de uma hora teremos a esses dois pequenos entre nós.

Enquanto em a sala de espera Lucius tinha avisado ao colégio para que dessem permissão a seu neto para vir até St. Mungo. Narcisa tinha avisado a Molly e a Arthur que se apresentaram em seguida acompanhados de Ron e Hermione e o pequeno Hugo. Ao pouco momento apareceu Scorpius da mão de Rose, por nada do mundo se ia perder esse acontecimento tão importante para seu padrinho e para o pai de seu melhor, e algo mais que amigo. Vieram acompanhados da diretora que também estava ansiosa pelo momento tão importante para seus rapazes.

Espero senhores Weasley que não lhes pareça mal que Rose tenha vindo, não teve forma de poder que ficasse no colégio desde que se inteirou que os pequenos vinham em caminho.

-Não se preocupe diretora tem feito bem, a menina tem herdado o cabeçote de seu pai e afinal de contas Harry é também sua família.

Estavam um pouco nervosos e impacientes por que todo acabasse, sobretudo Scorpius que ainda que muito sério e formal em aparência estava muito assustado por se lhe passava algo a sua Papi. Narcisa conhecia muito bem ao menino e por isso dissimuladamente se lhe levou até um lugar da sala que não podia ser visto pelo resto e lhe abraçou lhe transmitindo tranquilidade.

-Papi vai estar bem, meu menino. Papai Harry vai proteger-lhe com sua magia, não lhe vai passar nada e quando menos esperemos vai ter a seus irmãozinhos entre seus braços.

-Para valer, avó que não o diz para que não me preocupe.

-Não meu menino, já verá que o que te digo é verdade, sabe que eu nunca minto.

De repente ouviram um forte choro, seguido de outro um pouco mais agudo. Os pequenos Malfoy Potter acabavam de vir ao mundo. Harry tinha estado passando-lhe tanta magia a Draco e a seus pequenos para que não sofresse seu companheiro que quando o canal do parto se abriu do todo estava muito esgotado. O doutor sabia do esforço que o moreno estava fazendo por isso indicou a um de seus ajudantes que lhe trouxessem um assento para que descansasse ou se cairia ao chão presa da debilidade.

Harry agradeceu o gesto com um sorriso e seguiu olhando a seu esposo, dando-lhe palavras de fôlego e sobretudo transmitindo-lhe toda a magia que era possível para mitigar sua dor. Quando começaram a emergir as cabecinhas retirou suas mãos do ventre de Draco e apanhou as suas e começou a beija-las.

Primeiro saiu Alexander era muito loiro e coradinho, tinha uns fortes pulmões pelo choro tão forte que deu quando lhe deram um tapa nas nádegas para que começasse a respirar. Antes de que saísse a pequena depositou o doutor com muito cuidado ao menino sobre o peito de seu Papi, Draco se lhe ficou olhando e começou a soltar lágrimas de felicidade, Harry tinha a boca aberta era o menino mais bonito que tinha visto em sua vida e era seu e de Draco.

A seguir um choro mais agudo ressoou na sala de parto, a pequena Sophia acaba de respirar pela primeira vez, era tão loira e coradinha como seu irmão, o rosto muito redondo prometia uma beleza espetacular de maior. Depositaram a peque-a também em cima de seu Papi. Ambos papais começaram a chorar de pura felicidade. Por fim tinha-se cumprido seu sonho eram uma família numerosa.

Uma vez que tiraram as placentas e começou a se fechar o canal do parto se levaram aos pequenos para o pesar os medir e asseá-los um pouco antes de poder lhe entregar de novo a seus papais.

Draco também foi asseado e vestido com uma bata de hospital, tinha que descansar, o parto lhe tinha deixado esgotado, de não ter sido pela magia de Harry tivesse sofrido muitíssimo e mais tempo do que tinha passado agora como já lhe ocorreu com seu primeiro filho.

Uma vez que os três estavam presentáveis e Harry mais descansado saiu a dar a notícia a seus sogros e se imaginava que os Weasley também estariam presentes, mas antes de que ninguém os visse quis que Scorpius entrasse primeiro.

-Filho pode passar a ver a seu Papi e a seus irmãos.

O menino acercou-se a Harry abrindo seus braços em um gesto que pedia um abraço muito grande por parte de seu papai. Harry não lhe pensou se agachou até a altura do menino e lhe apanhou entre seus braços lhe beijando.

-Tens uns irmãos tão formosos e sãos como você. Papi tem muitas vontades de abraçar-te e mostrar a ti primeiro.

O pequeno Scorpius entrou como uma pessoa maior com muito aplumo ainda que no fundo estava ainda um pouco assustado pela angústia que acaba de viver até que ouviu o choro de seus irmãos.

-Meu menino como está? –Draco conhecia muito bem a seu pequeno e sabia que por dentro estaria feito um manojo de nervos.

Scorpius nem sequer falou jogou-se sobre seu Papi e abraçou-lhe cobrindo-lhe de beijos. Draco somou-se ao abraço e aos beijos, Harry desde a porta da sala observou toda a cena, era um momento muito íntimo que só eles dois deviam viver.

Draco falou ao ouvido de Scorpius e o menino sorriu e dirigiu sua vista para os berços onde descansavam seus irmãos. Observou-os com olhos críticos como uma pessoa maior e se voltou para sua Papi.

-Eu sabia, sabia que iam ser assim de bonitos, não por nada são também Malfoy, ainda que esse revolteio de cabelos que tem meu irmão na cabeça acho que mais bem é dos Potter.

Draco riu ante o comentário de Scorpius e chamou-o para que se acercasse até sua cama para poder beija-lo e o abraçar. Harry acercou-se até ali e uniu-se ao abraço dos dois loiros.

-Scorp que te parece se enquanto se levam a Papi à habitação, nós apresentamos à família aos pequenos. Queres levar você a Sophia ou a Alexander?

-Papai acho que melhor carrego eu com a pequena Sophia e você com meu irmão.

Assim de orgulhosos saíram os dois da sala de parto a cada um com um pequeno. Nada mais sair pela porta as mulheres se lançaram literalmente para eles para ver de perto aos meninos. Eram tão bonitos que Narcisa se jogou a chorar em público, não se importava toda a educação de sangue puro de não mostrar seus sentimentos fora do âmbito privado. Ao diabo eram seus netos e já estava cansada de todas essas marcas da nobreza. Lucius observou aos meninos e com a voz emocionada deu as graças a seu genro.

Molly, Arthur e o resto dos Weasley também lhe felicitaram e alabaram os formosos que eram os meninos. Depois dirigiram-se à habitação onde estava Draco para lhe dar a parabéns também a ele.

Já estava bastante avançada a tarde quando ficaram sozinhos com seus três filhos. Scorpius por nada do mundo queria ser separado de seus irmãos, agora que seu Papi estava descansando aproveitou para manter uma conversa de homem a homem com Harry.

-Papai, estou muito feliz ao ver que por fim meu Papi também o é, ademais estes irmãos que me deu são uma das melhores coisas que me passaram.

- A sim, pequeno patife, e qual é essa outra coisa que também tem sido bom para ti. Quiçá uma formosa ruiva que que casualidade é afilhada de seu papai.

-Papai, como diz isso. –Scorpius respondeu totalmente vermelho de vergonha.

-Veem aqui Scorp alegro-me muitíssimo de que se leve também com Rose, a quero muito, quase como a uma filha e por isso estou duplamente feliz, por ela e por ti. Espero que mantenham sua amizade dentro e fora da escola por muitos anos.

-Isso não o duvide papai, acho que nunca perderemos nossa amizade.

_oOo_

Tinham passado seis anos desde que nasceram os gêmeos. Tal e como todo mundo pensou em o dia de seu nascimento se tinham convertido em dois formosos meninos. Alexander era bastante alto para sua idade e muito inteligente, muito loiro, com o cabelo algo alborotado como seu papai e com uns maravilhosos olhos verdes, seu caráter era tranquilo, ainda que algo impulsivo, era um pequeno Harry em miniatura e loiro. Sophia também muito inteligente e com a mesma cor de olhos que seu irmão, apontava maneiras de uma Slytherin total, seu caráter era mais Malfoy que Potter, mas igual de encantadora que seus dois irmãos.

Scorp tinha recebido permissão da escola para poder passar o fim de semana com seus pais e irmãos para poder celebrar o aniversário dos gêmeos. Era um adolescente que em mal um par de meses atingiria sua maioria de idade. Harry quando lhe via parecia estar recordando nos anos da escola de Draco, tinha seu porte e sua graça, o mesmo cabelo e as mesmas maneiras de seu esposo. Seus olhos não eram cinzas senão de um azul intenso como os de seu outro pai. Seu caráter era mais doce que o de Draco, ele se tinha criado com muito amor e sem pressões, nem ameaças de se converter em um comensal. Ademais o fato de ter a Rose sempre a seu lado também tinha conseguido moldar seu caráter.

Narcisa como sempre se tinha esforçado ao máximo para conseguir que a festa de aniversário fosse um sucesso, ainda que somente assistissem os familiares mais diretos. Lucius estava jogando com os pequenos quando Scorp apareceu no grande salão.

-Avô, como está, levo um momento buscando a meus pais e não lhes encontro por nenhum lado da casa.

-Acho que têm saído a dar um passeio pelos jardins, já sabe que a teu Papi lhe recomendara que caminhe pelo menos uma hora diária. Lucius olhou à janela que dava ao jardim e viu a seu filho e a Harry que lhe sujeitava pela cintura com um braço e como lhe estava sussurrando palavras ao ouvido de Draco que provocavam seu riso. Harry beijou a seu esposo com uma paixão que era idêntica à de seus primeiros anos de casados.

-Sabe Draco vê tão adorável com essa barriguinha que me encantaria que estivesse sempre grávido.

-Senhor Potter acho que esta será a última vez que me veja com barriga, mais bem.

Harry jogou-se a rir, a nova gravidez de Draco não lhe tinha mermado para nada o sentido do humor apesar de que desta vez seu estado tinha sido delicado ao princípio. Durante os três primeiros meses teve que guardar repouso ou corria perigo que seus pequenos, novamente trazia dois, perdessem a vida depois do acidente que sofreu ao cair de um cavalo.

Não tinha sido um irresponsável ao se montar em ele, simplesmente não sabia que de novo iam aumentar a família. Após ter estado passeando com seus gêmeos a cada um em um pônei decidiu sair a passear com a nova égua que tinham comprado. O pobre animal assustou-se muito quando ao passar por um dobro do caminho uma serpente se lançou para eles e fez que ao encabritar-se a égua Draco caísse de costas. Os gêmeos que tinham presenciado tudo levitaram a seu Papi até a mansão o mais depressa que puderam e graças a isso, os médicos puderam lhe atender rapidamente e de passagem diagnosticar sua nova gravidez.

Draco esteve em coma induzido quase em um mês para que seus níveis de magia se restabelecessem, já que ao cair da égua sua magia reagiu violentamente para tentar salvar a vida dos não natos a costa da própria vida da gestante. Após que seus níveis de magia atingiram uma quota interessante, teve que estar mais dois meses em completo repouso para que os pequenos terminassem de se assentar e assim não os perder.

Agora seu alumbramento estava próximo, se não tivesse sido por seus pequenos e a magia tão poderosa que demonstravam com mal seis anos agora mesmo não estaria com vida. A presteza com que lhe levaram à mansão foi o detonante para que pudesse ser salvado.

Harry creu morrer quando viu a seu esposo nesse estado, só o saber que podia ao perder lhe fez quase enlouquecer, ainda bem que seus três filhos estiveram em todo momento mimando e lhe apoiando para superar esse trance e nem que dizer tem que seus sogros e amigos também tinham estado ali. Tinha-se voltado muito protetor com seu companheiro, não consentia que fizesse o mais mínimo esforço, sempre pendente dele, Draco se sentia alagado, ainda que às vezes lhe parecia um pouco sufocante, mas compreendia por tudo o que tinha passado e não podia ser enfadado com ele.

No fundo ao loiro gostava de sentir-se tão protegido e querido era algo que não podia expressar com palavras, algo sumamente prazeroso, como se estivesse vivendo em uma borbulha de amor e de felicidade, era um nirvana, um paraíso que só Harry era capaz de lhe o dar. Um paraíso em suas mãos que todos os dias lhe oferecia e que ambos compartilhavam.

Draco também não ficava atrás, queria a Harry mais que a sua vida, tinha fé cega nele, adorava como era, sua forma de ser, de pensar, de atuar, sua mirada, sua voz… Nada podia ser mais perfeito nele, bom esposo e bom pai para seus três filhos, não podia lhe negar nada.

Quando Harry se acercava a ele e o beijava se abria como uma flor ante os primeiros raios de sol, se oferecia sem nenhum tipo de trava, simplesmente se entregava ao único dono de seu coração e nesse mesmo momento Harry lhe estava sussurrando a seu ouvido palavras de amor e de desejo, Draco notou como seu corpo respondia e se convertia em uma massa de gelatina antecipando ao prazer que seu esposo lhe estava prometendo.

Draco correspondeu apaixonadamente ao beijo e acercou-se a esse corpo que tanto adorava tudo o que sua barriga lhe permitia. O casal era alheio a que estavam sendo observados por Lucius e por seu filho maior.

-Avô acho que será melhor que não sigamos olhando a esses dois, parecem dois eternos adolescentes apaixonados.

-Scorp, já aprenderá o bonito que é o amor incondicional como o que têm e se demonstram todos os dias seus pais. Estou sumamente orgulhoso deles, nunca jamais cheguei a pensar que alguém pudesse ser amado dessa maneira, como o fazem esses dois.

-Quando seu Papi teve o acidente com o cavalo, pensei que íamos ter três órfãos na família, sentia que se seu Papi morria, seu papai o faria também de pura tristeza.

-Eu sei avô e acho que precisamente essa situação tão dura pela que têm passado lhes fez que se queiram mais ainda, se isso é possível. De modo que não me estranha que estes dois quando Papi da luz voltem a ser papais de novo.

-Não creio Scorp, já sabe que seu Papi não poderá ter mais após o acidente, está constando um grande esforço o poder levar a termo a gravidez e depois os medimagos não garantem nenhuma gravidez mais.

-Eu sei avô, mas é tanto o amor que sentem um pelo outro, que acho que suas magias são capazes de fazer qualquer coisa se lhe propõem.

-Acho que tem razão, oxalá que tenha razão. Sei o muito que ambos querem uma família do mais numerosa. Bom filho, será melhor que vamos até o salão ou a sua avó lhe vai dar algo se não nos encontra, pensará que estamos todos fugindo dos preparativos, o qual em parte é verdadeiro.

Avô e neto saíram rindo do despacho e dirigiram-se até onde estavam os pequenos da casa e a avó que já estavam recebendo aos primeiros convidados. Harry e Draco pensaram que ainda lhes ficava uma meia hora antes de que Narcisa começasse ao buscar por toda a mansão com um batalhão de elfos. Harry agarrou a seu esposo e apareceram-se diretamente no quarto. Sem mal dar tempo a chegar à cama, Harry despojou a Draco de suas roupas e o levantando em braços o depositou suavemente nela e começou a beija-lo e mima-lo até que Draco se converteu em uma massa chorosa e suplicante pelo prazer. Harry fez-lhe o amor até deixá-lo extenuado.

Depois levou-lhe até o banho e deu-lhe uma ducha do mais relaxante, ajudou-lhe a vestir-se e já completamente preparados para a ocasião baixaram até o salão onde se ia celebrar o aniversário dos gêmeos, por enquanto, mais pequenos da casa. Passaram uma velada muito agradável rodeados de família e amigos, Rose e Scorpius conseguiram escapulir-se um momento da festa e foram passear-se pelos formosos jardins da mansão.

-Scorp sabe o que mais gostaria nesse mundo.

-Não, me dize você. -Scorp olhava a Rose com olhos de verdadeiro amor.

-Que pudéssemos chegar a nos amar sempre como o fazem seus pais, nunca tinha visto um amor tão forte e incondicional como o sentem eles.

-Eu sei meu amor, têm passado muito até conseguir o que têm eles agora, as adversidades lhes uniram de uma maneira que nada nem ninguém lhes poderá separar jamais. Eu te prometo que esse laço que une a meus pais será o mesmo que me una a ti em breve.

-Rose –Scorp olhou solene a sua garota e pondo-se de joelhos disse a sua namorada. - Quero unir-me a ti de por vida, desde o primeiro dia que te vi na estação faz sete anos sei que estávamos destinados a estar juntos. Ficam-nos mal dois meses para sair da escola, minha situação econômica é muito boa e não nos vai faltar nada ainda que tenhamos que seguir estudando, por isso te peço o seguinte. Quer ser minha esposa e te unir a mim como o fizeram meus pais em seu momento?

-Scorp, eu só posso te dizer uma coisa. –O garoto começou a pôr-se nervoso, pensava que Rose lhe ia recusar, sabia que eram muito jovens, mas a queria tanto que não resistia o estar separado dela muito tempo. - E é que não posso...

-Sinto muito Rose não tinha que te ter dito, compreendo que somos muito jovens e …

Rose não lhe deixou continuar lhe tampou a boca com sua pequena mão. –E é que não posso estar mais tempo separada de ti, preciso te ter sempre a meu lado e minha resposta é SIM.

Scorpius abraçou a Rose e a beijou calidamente, a garota respondeu totalmente acostumada a seus beijos e caricias. Eles, já se tinham amado e se compenetravam à perfeição, estavam feitos um para o outro. Nesse trance encontrou-lhes a mamãe de Rose quando vinha toda nervosa em sua busca. Hermione ficou parada ao ver como Scorpius estava pondo na mão de sua filha um formoso anel de compromisso. O maior dos filhos de seus amigos tinha-o todo pensado e criado, que melhor ocasião que o aniversário de seus irmãos para lhe pedir.

-Isso que estou vendo é um anel de compromisso –Hermione quase não pôde pronunciar as palavras da emoção que sentia.

-Sim mamãe, Scorp pediu-me que me case com ele e eu o aceitei.

Mione abraçou-se a sua pequena e depois também o fez com Scorp, umas lágrimas de emoção correram por suas bochechas. Quem lhe ia dizer a ela em seus anos de colégio que ia ser família de um Malfoy, nem em seus melhores sonhos o pensou.

-Filhos sou tão feliz por vocês, mas agora não temos tempo, Scorp seu Papi se pôs de parto, como pensavam os medimagos estes pequenos se adiantaram. Papai tem levado através de um portal e seu avô foi-se com eles, não sei quem estava mais nervoso dos dois se o avô ou o pai.

Todos os assistentes ao aniversário estavam ali, salvo os homenageados que se tinham combinado com Ted e sua namorada Vitorie. Quando Mione, sua filha e Scorp apareceram na sala de espera uns choros de recém-nascido chegaram até seus ouvidos. O parto tinha sido acelerado pelos medimagos, não podiam ser permitidos o luxo de ter ao gestante muito tempo sofrendo até que se terminasse de formar o canal do parto. Seu organismo tinha sofrido muito com o acidente e sua magia não estava do todo recuperada.

Ao pouco momento saiu Harry e como a vez anterior chamou a seu filho maior para que fosse o primeiro em conhecer a seus irmãos. Scorpius beijou a seu papai dando-lhe parabéns e acercou-se até a cama onde seu Papi estava se repondo, se lhe via muito pálido, mas feliz a apoiados em seus braços descansavam dois cabecinhas de tão loiras, quase brancas. Eram dois formosos bebês, tanto ou mais que Sophia e Alexander como os recordava no dia de seu nascimento.

-Scorp apresentou a seus dois novos irmãos, Elizabeth e Edward

Harry como a vez anterior ficou em um discreto segundo plano, Scorp o sabia e não queria que seu pai estivesse tão longe.

-Papai, faz favor veem conosco.

Harry aproximou-se até sua família e Scorp voltou a abraçá-lo como o tinha feito antes. –Papai quero-te muitíssimo, é o melhor que nos passou a meu Papi e a mim. Agora sim que somos uma grande família de cinco filhos e dois pais. Só lhe peço um pequeno favor, gostaria que de em setembro Papi não luzisse barriguinha.

-Porquê dize-lo Scorp? –Draco olhou a seu filho entrecerrando os olhos, algo se imaginava.

Harry como sempre mais inocente não se inteirava de nada e pôs cara de que me estou perdendo.

-Papi, papai tenho pedido esta tarde a Rose que se converta em minha esposa e gostaria que de vocês fossem meu padrinho de casamento e a verdade, ainda que esteja gordinho não me vai importar.

Draco ao ouvir o que lhe estava dizendo seu filho maior se incorporou um pouco da cama e fez amago de abraçar, Scorp se acercou a seu Papi para lhe facilitar a tarefa. Harry também se uniu ao abraço selando com este gesto o feliz que se sentia por seu filho maior.

_oOo_

Por fim tinha passado a magnífica cerimônia de Scorpius e Rose, Harry e Draco foram até a habitação onde seus filhos dormiam já placidamente, depois de comprovar que estavam bem foram até o dormitório contíguo ao seu onde os mais pequenos dos Malfoy- Potter descansava vigiados por um canguru até que seus papais chegassem.

O canguru saiu do dormitório despedindo do casal, Harry e Draco viram a seus pequenos como descansavam e depois de lhes dar um beijo à cada um puseram um feitiço que lhes avisaria se acordavam. Acederam a seu dormitório por uma porta interior e Draco lançou-se nos braços de seu companheiro dando-lhe um beijo que lhe deixou um pouco surpreendido, era um beijo terno, carregado de doçura.

-E isto a que responde? Meu anjo loiro.

-Não responde a nada, simplesmente te quero.

-Já sei meu amor, eu também te quero, mas está seguro que este beijo não significa nada mais. A última vez que me deu um beijo parecido me disse que nossa família se ia incrementar.

-Eu sei, mas é que não posso dar um beijo assim a meu companheiro.

-Sim claro que pode, mas não sei, que me ocultas. -Harry fechou os olhos em um gesto divertido, estava claro que Draco lhe ia dizer algo.

-Harry acho que tem chegado o momento que saiba algo, quando tive o acidente os médicos me disseram, como você também sabe que não íamos poder ter mais pequenos, que só um milagre o faria factível. Pois bem esse milagre tem ocorrido, Harry volto a estar grávido, desta vez não trago gêmeos.

-Draco isso é maravilhoso, Harry abraçou a Draco de tal forma que quase lhe deixa sem respiração.

-Você sim que é maravilhoso, te amo a ti e a nossos filhos. Minha vida é um paraíso que só você me sabe dar.

Fim

Este nome sugeriu-os Condessa Oluha entre uma longa lista deles. Obrigado preciosa, espero que sigas bem e tão simpática como sempre.

Nota tradutor:

Finalmente o final do capítulo, espero que vocês tenham gostado de ler essa fic.

Fico feliz de que a Satt me deixou traduzir suas fics maravilhosas, mas nesses dias todas as traduções que eu faço serão todas finalizadas o mais rápido possível... sinceramente espero que vocês tenham gostado delas...

Em breve colocarei as minhas fics prontas para serem lançadas!

Enfim espero vocês nas minhas próximas fics

Até lá...