"Got My Mind Set On You", de George Harrison

Vai levar algum tempo
Um monte de tempo precioso
Vai ser preciso paciência e tempo, ummm
Para fazê-lo, para fazê-lo, para fazê-lo, para fazê-lo, para fazê-lo,
Para fazê-lo direito


Capítulo 15

Tradutora: Irene Maceió

BPOV

Fazia sete semanas desde que eu derramei minhas tripas para fora e disse a Edward sobre o meu passado pouco agradável. Sete semanas que passamos algum tempo juntos, que nos divertimos e fazemos coisas novas, enquanto nós conhecemos uns aos outros.

Bem, geralmente as coisas que fazíamos eram divertidas.

Esta não foi.

"Okay, Bella, vamos tentar novamente", disse Edward pelo que deveria ser a milésima vez naquela tarde. Ele estava me ajudando a estudar para um teste de matemática que eu tinha daqui a dois dias, o que eu precisava desesperadamente de ajuda. Todas as letras e números necessários para a fórmulas tendem a correr juntos em minha mente, e receber qualquer coisa abaixo de um B na aula não era uma opção.

Suspirei e disse rapidamente, "b negativo mais ou menos a raiz quadrada de b ao quadrado menos 4 AC, todos os outros são 2-a. "

"Excelente!" exclamou ele, parecendo muito aliviado. Provavelmente porque ele tinha me explicado por cerca de uma hora sobre a fórmula quadrática. "Agora vamos tentar trabalhar alguns problemas."

"Mas... por quê?" Eu gemi. "Na verdade, por que especialistas em Inglês ainda precisam aprender matemática? A única coisa relacionada a matemática que fazemos é contar sílabas em haikus*.

*Haiku é uma forma poética de origem japonesa. É a arte de dizer omáximo com omínimo.

"Eu não sei. Porque você precisa", disse ele, encolhendo os ombros. "Não é como se essa parte da matemática fosse mesmo difícil", ele murmurou sob sua respiração quando ele se virou para pegar alguns documentos.

"O que você disse?"

Edward empalideceu, sabendo que ele tinha sido capturado. "Um... é só que... isso é a coisa fácil. Possivelmente, a classe mais simples de matemática que eu já vi projetada para estudantes universitários."

Olhei para ele. Ele estava me chamando de burra!

Edward engoliu em seco e parecia desconfortável. "Isso era uma coisa errada para dizer, não era?"

Balancei a cabeça lentamente e ele suspirou, soltando a cabeça em suas mãos.

"Sinto muito", disse ele sinceramente. "Eu deveria ter escutado a Alice."

Isso chamou a minha atenção. "O que Alice disse?"

"Que você era sensível sobre a sua inteligência quando se tratava de matemática", confessou.

Oh.

Eu deixei a minha raiva ir com uma respiração profunda, porque honestamente, eu meio que era sensível.

Edward me olhou por um minuto e depois colocou um pedaço de papel na minha frente com os problemas à mão sobre ele. Comecei a olhar para as minhas notas, mas Edward me interceptou, colocando-as fora do alcance. "Não. Você tem que fazer isso de memória, porque isso é assim que vai ser no teste."

"Mas..." Eu protestei fracamente, fazendo biquinho.

"Sem mas", disse ele com firmeza, e depois suavizou. "Eu sei que você pode fazer isso, Bella. Você é mais esperta do que você pensa."

Eu resmunguei baixinho sobre suas percepções distorcidas, mas não consegui segurar o pequeno sorriso que veio das palavras de incentivo de Edward. Ele me deu o pequeno impulso de confiança que eu precisava para começar a resolver os problemas que ele tinha criado.

Senti seus olhos me observando enquanto eu tateava as etapas simples, escrevendo tudo à mão. Eu tentei ignorá-lo, mas meu rosto ficou quente de qualquer maneira.

"Você está olhando", eu indiquei em silêncio.

Edward abaixou a cabeça e murmurou: "Desculpa".

Sorri, porque ele ainda era tão adorável quando ele ficava envergonhado ou tímido sobre algo tão trivial como olhar para mim, voltei a calcular os problemas enquanto Edward abria um de seus livros. Eu perdi-me lentamente no ritmo constante de escrever os mesmos números e letras, repetidamente, fazendo meu caminho para baixo da página.

Com um sorriso brilhante, eu escrevi a última resposta uma hora e meia mais tarde e vitoriosa declarei que eu tinha terminado. Edward tirou os papéis de mim e, em seguida, os colocou ao lado de sua calculadora gráfica na frente dele. Segurando um lápis na mão direita e usando a esquerda para digitar números na calculadora, ele passou a verificar cada uma das etapas que eu havia escrito.

Eu assisti seus dedos voarem sobre a calculadora, transpassando por seus movimentos rápidos através do teclado numérico. Edward era a única pessoa que eu sabia que podia fazer s matemática ser "sexy", e de alguma forma ele estava fazendo os cálculos em uma calculadora bem sexy.

Minha visão estreitou enquanto eu imaginava os mesmos dedos atravessando a minha pele nua, tocando os meus seios, beliscando meus mamilos, apertando e cavando no meu quadril, e - um arrepio percorreu minha espinha - bombeando dentro e fora de mim, me puxando mais perto do maior êxtase que eu já conheci.

O calor se espalhou por todo meu corpo e senti-me ficando molhada quando a minha fantasia tão sonhada se transformou em Edward me ajoelhando em cima da mesa da cozinha, onde estávamos sentados, e me penetrando por trás.

Eu estava assim no meu sonho que eu não percebi Edward tentando chamar minha atenção até que ele gritou meu nome e me sacudiu. Voltei ao presente e meus olhos deram ênfase no seu rosto confuso.

"Onde você estava?" ele perguntou.

"Desculpe". Eu balancei a cabeça, tentando limpá-la de todas as imagens sujas, e engoli seco. "Eu só... estava voando".

"Foi? Você está bem?"

"Eu estou bem." Sorri e rapidamente e pensei em algo para distraí-lo. "Ei, eu ouvi uma coisa engraçada hoje. Pensei que você iria gostar."

"O que foi?" ele perguntou com cautela.

Inclinando para frente, coloquei minha mão em seu braço e disse roucamente, "Eu queria ser sua derivada para que eu pudesse estar na tangente de suas curvas."

Edward olhou para mim por um segundo e depois jogou a cabeça para trás, rindo alto.

"Fico feliz por saber que essa linha funciona", eu murmurei, o soltando e caindo de volta na minha cadeira. Eu assisti Edward rir com um sorriso divertido no rosto e depois dei uma risadinha quando ele bufou. Ele fechou a cara na minha direção, mas eu sabia que ele não estava com muita raiva de eu estar rindo dele, apenas com vergonha.

"Você é um babaca às vezes", eu suspirei. "Mas você é meu babaca".

Edward sorriu, abaixando a cabeça. Ele ainda não estava bem com os elogios - de qualquer tipo de elogio, na verdade -, mas um dia desses eu iria quebrar sua natureza tímida.

"Então, onde estávamos?" Eu perguntei, balançando a cabeça na direção dos problemas de matemática. Edward pegou onde ele parou e eu interiormente suspirei de alívio, depois de ter desviado com sucesso sua atenção de fazer mais perguntas.

Foi ficando mais difícil a cada dia que passava esconder meus pensamentos impróprios dele.

Eu só... o queria. No escuro, da maneira mais suja possível.

Geralmente os caras com quem namorei eram assertivos o suficiente para que quando viesse para o tema do sexo, eu soubesse exatamente onde estavam - eles queriam fazer. E quanto mais cedo acontecesse, melhor.

Eu tinha regras embora. Eu nunca tive uma noite só e eu me preocupava com o rapaz antes de qualquer roupa sair, no momento, de qualquer maneira. Mas independentemente disso, eu não era inocente depois de três relacionamentos. Especialmente desde que um deles foi com Paul.

Edward era algo totalmente diferente, embora. Eu não tinha pistas sobre nada. Eu não tinha maneira de saber se ele queria avançar e eu acho que era em grande parte devido a ele ser tão... verde.

Isso era realmente como a declaração que ele tinha feito há sete semanas. Ele estava me deixando ditar o ritmo.

E tanto quanto eu queria saltar nele, por algum motivo desconhecido, eu ficava me segurando de volta.

Edward apregoava sobre a forma como me tinha esquecido um número e olhou para mim para se certificar de que estava ouvindo. Eu balancei a cabeça nesse sentido, e depois voltei aos meus pensamentos quando ele terminou.

Por que eu estava me segurando?

Eu o queria.

Eu adorava passar o tempo com ele. Na verdade, a hora que não estávamos juntos eram uma tortura, pois tudo o que eu pensava era em vê-lo novamente, o que foi rapidamente se tornando incômodo para mim, porque era quase como estar com ADD* com Edward.

*Attention DeficitDisorder; no Brasil DDA, Disturbio de Deficit de Atenção.

Eu adorava beijá-lo, ao ponto onde eu, por vezes, compensava mais do que algumas horas desde que eu o tinha visto pela última vez.

Eu sabia que ainda estávamos no período da "lua de mel'. Este nível de paixão e tontura não poderia durar por muito tempo. Eu estava prestes a enlouquecer como isso, e saber que um dia eu seria capaz de me concentrar em algo diferente do que Edward estava me fazendo, naquele momento, me sentir um pouco melhor.

Mas eu estava pronta para o próximo passo?

Mas ele estava pronto para o próximo passo?

Talvez fosse isso. Talvez eu tivesse medo de ser rejeitada.

A noite que eu tinha chegado bêbada, eu poderia ainda me lembrar da agonia, o constrangimento e a vergonha que eu sentia depois de ele ter dito "não" para meus avanços. Eu não queria reviver essa experiência novamente, especialmente se eu não tivesse álcool no meu sistema para suavizar o golpe.

O que fazer? O que fazer?

O simples fato da questão era que eu não sabia. O cara me deixar definir as fronteiras era uma experiência nova e eu não sabia como seguir em frente.

Eu devo falar com ele sobre isso, ou simplesmente começar a tocar em suas partes masculinas e esperar que ele percebesse?

Eu olhei pra Edward, curvado sobre os papéis com o lápis marcando as coisas e rabiscando longe das margens.

Eu poderia tentar falar com ele.

Qual era o mal em tentar?


"Por favor, não mais! Eu preciso parar antes que meu cérebro sangre por meus ouvidos", insisti, sacudindo o lápis que eu estava agarrada no livro de matemática aberto na minha frente.

"Ok, tudo bem. Mas me prometa que você vai estudar mais amanhã", disse Edward. "Pelo menos por quatro horas", ele interrompeu antes que eu pudesse concordar com a sua condição apenas para que eu pudesse escapar.

Eu considerei a sua alteração antes de responder. Quatro horas? De matemática?

"Feito," Concordei, sabendo que eu precisava fazer isso de qualquer jeito.

"Então, o que você quer fazer?" ele perguntou, após retornar quando eu entrei na sala.

"Que tal um filme?"

"Acabei de baixar um DVD ripado do 'O Incrível Hulk'", ele sugeriu.

"Uh, o novo ou o velho?" Eu perguntei.

"O novo. Deve ser muito melhor", respondeu ele. "Então... você quer?"

Mais do que você imagina, Edward, eu ronronei em minha mente.

"Claro", disse eu, sentando no sofá confortável.

"Tudo bem. Deixe-me colocá-lo." Edward entrou no seu quarto e voltou um minuto depois, segurando uma corda preta na mão.

"O que é essa corda?" Eu perguntei, inclinando-me para frente.

"É um cabo de S-video. Ele se conecta do computador para a tela da TV para que eu possa reproduzir filmes e shows que estão guardadas no meu disco rígido", explicou ele, andando pela frente da TV para que ele pudesse chegar por trás dela.

"Isso é... legal", eu disse distraída, olhando o seu jeans colado sobre seu bumbum enquanto ele se inclinava sobre a tela da TV.

Merda... você deve se lembrar de assistir a mais filmes fora de seu computador.

Fechei minha boca que estava aberta quando ele se endireitou, engoli a baba que tinha acumulado.

Seria possível ficar excitada demais? Acho que eu estava estendendo os limites aceitáveis de tesão normal a partir de agora.

Se eu tinha alguma dúvida sobre falar com Edward, agora havia desaparecido. Porque se eu não fizesse algo rápido, eu sabia que logo não resistiria e atacaria o menino, possivelmente, até tiraria a sua virgindade à força.

Edward voltou para seu quarto e a tela da TV cintilou. A imagem apareceu onde antes havia apenas a escuridão.

Era um retrato de Edward e eu no rinque de patinação que tínhamos ido na semana passada. Era uma coisa completamente idiota e secundária de se fazer, mas tinha sido tão divertido. E a minha teimosia constante tinha me garantido os braços de Edward ao meu redor quase o tempo inteiro, isso tinha sido a minha parte favorita.

Perto do fim do nosso tempo lá, eu tinha puxado Edward no canto e o obrigado a tirar uma foto comigo. Ele protestou, claro, mas um pouco de beicinho meu fez ele se submeter.

Eu tinha enviado a foto para o seu telefone depois, mas vê-la como seu fundo do desktop foi uma agradável surpresa. Um quadro de vídeo apareceu e, em seguida, expandiu-se em tela cheia, isso aumentou a nossa foto fofa. Os créditos de abertura começaram quando Edward se juntou a mim no sofá depois de desligar as luzes do teto.

"Hey," eu disse, me arrastando para onde ele estava sentado.

"Hey", respondeu ele, levantando o braço para que eu pudesse aconchegar-me no seu lado. Eu suspirei de contentamento, enquanto observávamos a montagem de cenas que criavam o filme, respirando o perfume original de Edward.

Quarenta minutos mais tarde, eu não agüentava mais. Me virei e me ajoelhei ao lado dele, olhando até que ele olhou para mim com as sobrancelhas levantadas em confusão.

"Eu odeio interromper, mas este filme é chato", eu confessei em silêncio.

Ele sorriu e inclinou a cabeça. "É um pouco chato... você não teria outra coisa em mente para nós, você teria?"

Eu conhecia esse olhar. Eu tinha usado esse olhar sobre ele antes. O olhar meio-fechado, olhos escurecidos, enquanto olhava para a boca da outra pessoa.

Mas vê-lo em Edward me fez sentir fraca de repente. Inconscientemente, eu me inclinei para frente, pousei minhas mãos em sua coxa para apoiar o meu peso.

"Eu... só... quero...", eu sussurrei antes de nos encontrarmos no meio do caminho, tocando suavemente os lábios numa carícia suave.

Seus lábios se separaram lentamente e, em seguida, ele chupou meu lábio inferior em sua boca de forma completamente inesperada. Eu gemi, movendo minhas mãos em punhos em seu cabelo enquanto eu instigava um beijo mais apaixonado. Edward me puxou para frente quando ele girou ao redor no sofá e eu espalhei os joelhos para que eu pudesse encaixar ele.

Suas mãos fortes empurraram-me em seu peito quando o nosso beijo rapidamente escalou para um nível frenético.

Eu não podia chegar perto o suficiente até ele nessa posição e, evidentemente, ele se sentia da mesma maneira, porque logo me encontrei deitada nas almofadas do sofá, Edward agradavelmente pressionando na minha parte mais baixa.

Prendendo minhas pernas em torno de suas coxas, me deixei ir pela primeira vez desde que o havia tirado do ar. Nenhuma insegurança ou preocupação. Apenas Edward.

Minhas mãos se encontravam sob sua camisa e espalharam-se nos músculos tensos suas costas. Elas estavam fazendo seu caminho até a sua pele macia e quente quando Edward puxou de volta.

"Espere", disse ele enquanto eu olhava para ele, confusa. Tentei puxá-lo de volta.

"Devemos parar", continuou ele, começando a empurrar-se para fora de mim.

"Não", eu protestei, apertando meus braços e pernas em torno dele. "Eu acho que..." Eu balancei minha cabeça e disse firmemente: "Eu sei que eu quero ir... ainda mais longe com você."

Ele respirava com dificuldade pelo nariz enquanto ele olhava firmemente para mim, ele perguntou: "O que significa isso?"

Eu sorri. Isso era algo que eu poderia fazer. Eu tinha sido amiga dele o suficiente para saber como colocar em termos que ele iria entender. "Você sabe como às vezes nós começamos dando a volta na primeira base e depois decidimos que para ter sucesso temos que bater a bola uma única vez, por isso voltamos e ficamos na primeira?"

Edward franziu as sobrancelhas, mas balançou a cabeça lentamente.

"Bem", eu continuei. "Essa batida deve ser duas vezes, pelo menos."

"Então você está dizendo..."

Sustentando-me no meu cotovelo, tive a certeza de que ele me ouviu com clareza. "Eu quero que você me toque, Edward."

Seus olhos fecharam, ele soltou uma entrada de ar instável e eu mordi meu lábio, pensando se eu tinha pisado na linha.

Um olhar torturado e angustiado estava gravado em suas características quando seus olhos se abriram novamente. Minhas sobrancelhas se uniram enquanto eu tentava descobrir por que ele estava com dor.

"O que há de errado?" Eu perguntei, procurando em seu rosto por quaisquer pistas quanto ao que se passava em sua cabeça. Era cedo demais para ele?

Oh, Deus. Ele ia me rejeitar, não era?

Ele estava tentando arranjar coragem para me rejeitar.

Eu senti uma pressão súbita atrás dos meus olhos e uma facada no estômago que parecia tão familiar para mim, embora tivesse sido quase dois meses desde que eu senti isso. Girando de volta no sofá, eu tentei me acalmar o suficiente para que eu não fosse explodir em lágrimas no momento em que ele abriu a boca.

Eu. Não. Iria. Chorar.

Consegui enlouquecer completamente em apenas uma questão de segundos, enquanto Edward pairava acima de mim, formando em torno de sua boca as palavras que me faria sentir a punhalada afiada da rejeição.

"Onde?" ele finalmente disse.

Eu estava muito ocupada calculando quanto tempo eu tinha para chegar ao Wal-Mart* para agarrar uma caixa de sorvete de chocolate e um monte de calda antes de me desmanchar em lágrimas para ouvir o que ele disse. "O quê?" Eu perguntei, focalizando minha atenção de volta nele.
*Supermercado

"Onde?" ele resmungou.

"Onde o quê?"

"Onde você... quer que eu, um, te toque?" ele perguntou, os olhos dardejando em todos os lugares, menos meu rosto.

Meu queixo caiu lentamente quando o que ele disse fez sentido para mim. "Ooohhh", eu respirei e sorri muito. "Em todos os lugares. Qualquer lugar".

Um canto da boca de Edward levantou timidamente e ele encontrou meus olhos. "Em qualquer lugar?"

"Pelo sutiã, sob a blusa... sobre a calcinha, sem sutiã, a blusa desabotoada... em qualquer lugar que você queira."

A respiração de Edward ficou fraca enquanto ele lentamente olhava para cima e para baixo do meu corpo, como se não pudesse se decidir por onde começar.

"Que tal começar devagar, ok? Basta fazer isso naturalmente", sugeri. Edward acenou com a cabeça, engolindo nervosamente. Eu escovei seus cabelos da sua testa. "Relaxe", eu sussurrei.

Eu levei minhas mãos até seus braços quando os nossos lábios se encontraram. Eu deixei Edward definir o ritmo e, aos poucos o nosso desejo começou a crescer. Ele gemeu quando a minha língua passou por cima da dele e eu enterrei meus dedos em seus cabelos, seus braços apertaram em torno de mim.

As minhas mãos encontraram o seu caminho sob sua camisa mais uma vez e eu me deliciei no rol de seus músculos, ele moveu seus braços, uma de suas mãos tocou meu rosto, enquanto a outra desceu para a barra da minha camisa.

Sua mão tremia enquanto ela subia pela minha barriga. Edward se empurrou para trás para olhar para baixo em mim quando seus dedos entraram em contato com o fundo do meu sutiã.

Ele lambeu os lábios e perguntou: "Você tem certeza?"

"Sim", eu respirei, agarrando seu pulso e movendo sua mão superior.

Edward estremeceu quando seus dedos lentamente tocaram meu peito coberto e ele engoliu. "Eu não... Eu não sei o que fazer", admitiu.

"Desse jeito" Eu instrui, cobrindo sua mão com a minha em cima da minha camisa e aplicando pressão para que ele gentilmente me apertasse. Tirei minha mão e ele fez sozinho, me observando. Honestamente, eu realmente não poderia sentir qualquer coisa desde que eu estava usando um daqueles sutiãs acolchoados, mas era um pequeno passo.

"Tudo bem?" perguntou ele nervosamente.

"Perfeito", eu elogiei. "Agora me beije."

Ele obedeceu sem hesitação, inclinando-se para baixo, mudando o ângulo da sua mão. As pontas dos seus dedos pressionaram para baixo no meu peito, e envolvi minhas pernas em volta dele.

Edward deslizou a mão sob o estofamento do meu sutiã e eu ofeguei, arqueando as costas. Meu mamilo endureceu no seu momento em que a palma de sua mão entrou em contato com ele. Ele parecia tão surpreso que era quase desolador.

"Espere", eu disse, chegando atrás de mim. Ele moveu a mão e empurrou-se até dar-me espaço para que eu tirasse meu sutiã.

"Ok", eu respirei. Edward engoliu e depois, lentamente, colocou a mão no meu peito agora nu. Ele me observava enquanto ele tentava descobrir coisas diferentes, como beliscar de um jeito e depois de outro. Ou escovar os dedos ao longo da parte inferior. Tudo parecia surpreendente, e quente, e ele parecia tão bonito mordendo os lábios e com a testa toda enrugada em concentração, mas nada disso escondeu o fato de que ele ainda estava tremendo.

Suas ministrações me fizeram começar a me contorcer debaixo dele e quando ele finalmente beliscou meu mamilo, eu tremi e gemi.

"Edward, tire sua camisa", eu implorei, querendo sentir sua pele quente em minhas mãos. Ele a tirou, rápido como um raio e, em seguida sentou-se novamente sobre mim, mas eu tinha outros planos.

"Sente-se", ordenei, esforçando-me para empurrar-me contra o apoio almofadado do sofá. Edward estava confuso, mas a compreensão apareceu quando eu cavalguei em seu colo.

"Você estava tremendo", expliquei.

"Oh, isso? Acho que eu estava", disse ele baixinho, as mãos apoiadas em meus quadris. Corri minhas mãos na frente do seu peito, vendo-o pela primeira vez. Seus músculos não eram definidos, não como alguns desses caras que ficavam correndo sem camisa quando as coisas começavam a ficar loucas nas festas, mas eu não me importava, no mínimo. Além disso, era mais fascinante ver seus contornos sempre que ele se movia.

Eu não queria nada mais do que cobrir cada centímetro da sua pele com os meus lábios... e com a língua, memorizando cada curva e pele que eu pudesse encontrar.

"Então..." Edward respirou, seus olhos pararam sobre meus seios nus debaixo da minha camisa.

"O que você está esperando?" Eu perguntei em um tom abafado, inclinando-me para escovar meus lábios contra os seus. Em um flash de ambas as mãos dele entraram debaixo da minha camisa, fazendo um passeio até a metade do meu estômago.

Passando minhas mãos por todo seu peito, costas, ombros - onde eu podia alcançar – fiquei me contorcendo, quanto mais impaciente e precisando me aproximar dele, mais ele me provocava.

"Por favor", eu ofeguei, me esfregando contra a sua ereção.

"Bella", ele suspirou, seus olhos escuros e semi-fechados. Então ele fechou os olhos e tirou a mão, me empurrando para frente para descansar a cabeça contra meu peito. "Eu não posso. Ainda não."

Eu amuei e fiz um barulho de tédio, isso foi patético e tão diferente de mim, mas finalmente me acalmei o suficiente para perceber que era o melhor. Para ir da primeira base ao home plate* em um dia era rápido demais para nós dois.

*É a base final que um jogador deve tocar paramarcar

Ficamos assim por algum tempo e de alguma maneira eu acabei dizendo-lhe sobre o processo de pensamento que me trouxe para a minha conclusão de acelerar o nosso relacionamento físico.

Eu poderia dizer que ele estava surpreso que eu queria que ele realmente me tocasse, com base em quantas vezes ele me perguntou se eu tinha certeza que queria destruir todas as restrições sobre nosso relacionamento físico. Isso era ridículo, porque se ele não sabia que eu o desejava até agora, então é claro que eu estava falhando nesse trabalho. Assegurei-lhe várias vezes que eu não estava o forçando a ir mais rápido antes de eu ficar farta e agarrar sua cabeça com força para beijá-lo em silêncio.

"Eu quero você. Eu quero isso. Pare de questionar e nos leve ao inevitável", disse.

"Nós inevitavelmente vamos acabar assim?" Edward perguntou, um pequeno sorriso bonito sobre seus lábios.

"Sim. Agora cale a boca e me beije", perguntei.

Ele fez isso.

Passaram-se alguns minutos antes de ele se puxar e lançar os olhos para baixo discretamente. "Bella..." ele começou, hesitante, movendo o olhar para cima. "Eu poderia te tocar de novo?"

"Edward, você pode me tocar quando quiser", eu prometi.

Ele sorriu e mergulhou sob a minha camisa de novo, com as mãos cobrindo os seios em segundos. "Eu acho que poderia ficar assim para sempre", disse ele calmamente, inclinando-se lentamente para descansar no meu peito.

Passando minhas mãos pelos seus cabelos, sorri contente. "Eu não sugiro isso, eventualmente, já que vamos ter que nos mover, mas você pode ficar à vontade para tentar."

Ele fechou os olhos languidamente quando ele sorriu. "Eu poderia ser seu sutiã de agora em diante."

"O quê? Você vai me seguir, andando com as garotas?" Eu perguntei, rindo.

"Sim".

"E se eu tiver que ir ao banheiro?"

"Um..." Ele levantou a cabeça para descansar o queixo no meu peito. "Talvez não então. Mas o resto do tempo, eu vou ser diligente. Eu não vou fugir da minha responsabilidade, não importa quais os obstáculos que poderemos encontrar. Seja entrar em um vestiário... ou deitar para dormir..."

"Oh, eu vejo como será. Você só quer um 'cartão de liberdade total', assim você pode entrar nas zonas onde só tem meninas," Eu brinquei com ele, despenteando seus cabelos.

Edward sorriu. "Poxa, você descobriu o meu plano, inconcebível."

"Bem, eu tenho a fórmula quadrática memorizada agora..." Eu sumi, passando minha língua nele.

"Isso é certo. Você é uma gênia da matemática".

"Hey," eu me afastei com raiva simulada. "Não se demita antes mesmo que você tenha sido contratado, Sr. Sutiã Maravilha".

Edward bufou e escondeu o rosto na minha camisa, com as mãos levemente tremendo das risadas contra a minha pele. Descendo tanto quanto pude, corri minhas unhas sobre suas costas e ele mexeu debaixo de mim.

"Então, nós temos um acordo?" ele perguntou.

"Hmm... o que eu ganho com isso?"

"Minha presença constante e atenção, é claro. Que são tão valiosas que você deve estar me pagando para oferecer este serviço."

"Oh, realmente? Deus, como pensamos alto assim que um par de seios aparecem na foto," eu respondi, este nível novo de brincadeiras amorosas de alguma forma me atingiu.

"Será que alguém já não te disse que peitos fazem tudo melhor?" Edward disse, brincando.

"Devo ter faltado nesse dia da escola."

"Que vergonha", ele suspirou. "Então eu acho que você também ficou de fora no dia em que foi ensinada a arte de fazer cócegas."

"Wha" Edward me atacou antes que eu pudesse terminar a palavra, fazendo cócegas no meu lado direito entre as costelas, onde era mais sensível. Eu gritava, tentando me esquivar, mas ele me manteve presa contra ele. Com lágrimas nos meus olhos, eu gritei 'chega' e dei um suspiro de alívio quando ele parou, nos deitando para baixo no sofá, de repente apertado. Edward deslizou o braço em torno de minhas costas e me virei para ele, descansando minha cabeça no seu peito.

Ficamos assim por um tempo, tentando esticar o momento perfeito que nós nos encontramos, mas foi só uma questão de tempo antes que a mão de Edward rastejasse de volta para debaixo da minha camisa. Olhei para ele e ele sorriu. "O quê? Eu não posso ficar maneirando no trabalho no primeiro dia."

Eu suspirei e balancei a cabeça, deixando-o ter o seu momento. Eu sabia o que eu faria logo quando meus olhos caíram na protuberância de seu jeans. Muito em breve na verdade, eu pensei, lambendo meus lábios.


Nota da Irene: Gente, eu estou muito triste com alguns comentários. Eu tenho ALGUMAS coisas para esclarecer. Nós nos esforçamos, raramente atrasamos capítulos, nós sempre procuramos selecionar as melhores fics pra vocês lerem. E outra coisa: Todas nós temos faculdade, trabalho, filhos, maridos e namorados (no meu caso, noivo *cofcof*). E a pessoa chegar aqui e além de ler de graça nossas fics, ainda se dar ao trabalho de dizer que está ruim? Sinceramente, eu convido você a procurar o Google e ler traduzido lá, deve ser bem melhor (para ambas as partes). Podemos não ser perfeitas, mas nós nos esforçamos. E sim, tenho que agradecer também a TODAS AS OUTRAS pessoas que nos acompanham, entendem e valorizam nosso trabalho.

Isso é tudo para vocês. Eu nunca recebi um centavo pelo que eu faço, nem nenhuma das pérvetes. Fazemos porque gostamos. E sim... Eu ainda quero reviews. A D... super querida... betou pra mim esse capítulo. Adoroooo essa fic e quarta que vem tem mais!

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