"Perséfone não voltou" foi o que a deusa das colheitas disse a Zeus, ao que este lhe voltou o rosto atônito. "Não é possível. Eu destruí Hades" ele garante. A deusa ruge como uma leoa ruge para proteger os filhotes.

"Não podia ter feito isso! Eles estão ligados pela sua palavra.". Ela aproxima-se dele com desespero. "Eu não sei o que você fez, Zeus, mas o universo claramente não aceita que rompam suas leis. Ela pertence a ele agora, de uma forma ou de outra, e eu juro," os olhos dela faiscavam, "eu juro, Zeus, que se você não achar a minha filha, eu vou tirar todo grão de fertilidade desse mundo, todo pão da boca de cada humano desta terra até que de tanta fome que sentirão, esquecerão de todos os deuses que veneram e morrerão um a um até que não haja nada mais sobre o que você possa reinar!"

Ante a ameaça e a saída abrupta da deusa, Zeus soube que não tinha nenhuma opção que não fosse procurar Perséfone com toda sua vontade e poder, ou o mundo que fora lhe dado pelo destino para que reinasse estaria fadado se transformar em nada mais que poeira do universo.


Aquilo estava uma verdadeira bagunça. Ninguém realmente sabia por que Slugorn gostava tanto de fazer aquelas festas reunindo pessoas tão diferentes, mas era óbvio que não estava dando certo.

Malfoy e Weasley começaram a discutir por o ruivo ter esbarrado no loiro e em pouco tempo Ronald estava vermelho e os amigos de Malfoy – os verdadeiros, Zabini e Parkinson – já o seguravam para que não avançasse no outro. Potter e Granger, por outro lado, olharam atravessado para o loiro.

O ruivo ergueu a varinha e, raivoso, não percebeu que ela estava quebrada. O tempo, para Draco, pareceu ir mais devagar assim que percebeu que a ponta pensa da varinha ia à direção de Ginevra Weasley.

Ele livrou-se rapidamente dos braços que o seguravam e impulsionou o corpo para o lado, recebendo o 'estupefaça' pela garota, para a surpresa absoluta de todos na sala. Draco não tinha certeza, entretanto, do que tinha acontecido – agira além de qualquer raciocínio.

A garota ficou parada olhando para o corpo inerte do loiro, tão estupefata quanto todos os outros. Rony logo começou a gritar com a garota sobre por que Malfoy a tinha defendido, o que ela tinha com ele e mais uma porção de coisas que ela simplesmente não escutou. Agachou-se ao lado de Mafoy e fitou-o enquanto ele abria os olhos devagar.

- Por quê? – A ruiva questiona simplesmente.

Ele pensa um pouco antes de responder. – Porque você é minha.

Rony carregou a irmã para fora da sala pelo braço com violência, gritando com ela. Ela já não parecia escutar direito. Tudo em que conseguia pensar é que devia, realmente devia conversar com Malfoy depois de toda aquela poeira abaixar.