"Tem certeza disso, Zeus? Minha filha está em risco" Deméter ameaçou, caminhando de lá para cá ao lado de Hera. "É bom que saiba o que está fazendo.", finalizou.

Zeus deu um sorriso para a deusa. Ele simplesmente sabia que o que estava fazendo era certo porque o destino ajudava, e porque Hera concordava com ele. Eles nunca concordavam.

"Tenho, Deméter.", ele garante, "eu não conhecia meu irmão antes, mas agora o conheço. Ele fará a escolha certa". Senta-se em seu trono e sorri satisfeito.

Os próximos dias na terra foram muito ensolarados.


- Eu não consigo – Gina disse com lágrimas pesadas caindo dos olhos, tentando controlar o choro. Draco exasperou-se.

- Você tem que fazer. Eu não posso sair daqui vivo, Ginevra, ou eles vão te matar – Ele insiste, segurando a varinha dela contra o próprio peito. – Não me negue isso, Ginevra. Você é a minha paz – O rapaz insiste, querendo que ela parasse de soluçar, querendo que ela conseguisse fazer o que precisava para que continuasse viva.

- Eu não posso, Draco. Eu não posso... – A garota murmurou. Draco, pela primeira vez desde que bagunçara o cabelo dela no seu sétimo ano em Hogwarts, tocou-a de novo, envolvendo-a em um abraço calmo.

- Pode e vai. – Ele fecha os olhos e pega a mão dela que segurava a varinha, fazendo a ponta tocar firmemente as próprias costas. Cola a testa na dela e a fita assim de perto. – Olha pra mim, Ginevra – Pediu com firmeza. Ela o fez, os olhos chocolate contra os claros dele.

- Avada Kedrava – Ela disse em voz chorosa, tremendo. A última coisa que viu foi o pequeno sorriso dele, antes de aquele corpo cair sem vida no chão à frente dela. Gina caiu de joelhos e nem viu quando Harry entrou na sala e a carregou para fora. Nem mesmo se preocupou em disfarçar a própria dor – era intensa demais para que pudesse sequer pensar em qualquer outra coisa.

A porta foi fechada e ela percebeu que Potter, seu irmão e Granger achavam que ela chorava e gania daquele jeito apenas porque Malfoy tinha feito algo horrível a ela, ou porque ela tinha tirado uma vida, o que obviamente causaria um trauma.

Só Gina sabia o motivo de ter passado aquela semana deitada em seu quarto, chorando cada vez que qualquer coisa a lembrava do sacrifício que ele fizera por ela.

Ele era um herói.