N/A Oie Flores, tudo bem com vocês? Segue aí o primeiro capítulo de ES, I hope you like it.
Bises Bises
RaiBorges
Capítulo 1
POV Bella
-Alice, nós temos que preparar quatro vestidos hoje. São dois para Ângela, um para a Rose e outro para a sua mãe. Ah, tem mais um. Quase esquecemos o da mãe de Emm. Não podemos perder tempo comendo e assistindo TV. – Murmurei. Nós não podíamos mesmo perder tempo.
- Eu sei Bellinha, mas nós estamos trabalhando a 12 horas seguidas. Eu estou com fome. – Alice resmungou, cansada.
- Ok, ok. Nós comemos um sanduíche rapidinho e voltamos em 10 minutos.
Será que vai dar tempo? Temos poucas horas para terminar esses vestidos e ...
'' Sou a Barbie girl, se você quer ser meu namorado, fica ligado...''
-Ah, Meu Deus! Esse é seu toque? – Exclamei abusada. Merda, já sabia que a música iria ficar na minha cabeça.
- Ah Bella, você sabe que eu adoro a Barbie. Ela é tão linda...
-Tá, tá.
- Um minutinho. Alô, oi Eddie. Não, papai não tá aqui.
- Ah, ainda bem. Não aguento mais me fingir de gay, Alice! Todo mudo sabe que gosto de mulher. Por que eu tenho que fazer isso?
-Será que é porque você resolveu apostar comigo e perdeu? Sim, deve ser isso sim.
-Alice! Oii, mamãe, uau, você está um a-r-r-a-s-o! É a Licinha, sim. Já, mãe, já passei o protetor solar e o hidratante, sim, o protetor labial também. Ok, também te amo. Alice! Não aguento mais falar com vozinha fina. Cadê a minha reputação? Minha dignidade?
-Edward eu tenho que sair agora, mas por que você não se encontra comigo aqui na FaMaBé daqui uma hora?
-Não, Ali...
A voz foi interrompida quando Alice desligou o celular.
-É o seu irmão que finge ser gay, Allie? – Perguntei já sentindo pena do lindo e maravilhoso Edward Cullen.
-É sim. Mas não importa. Estou com fome. – Alice explicou enquanto eu procurava dinheiro em minha carteira.
-Xii, estou sem dinheiro. Vou pegar no caixa eletrônico. Volto em cinco minutinhos.
-Eu espero Bella. – Uma Alice abusada respondeu.
Deixei Alice esperando e fui tirar dinheiro. ''Apenas o suficiente Isabella, você precisa poupar''. A crise atingiu a todos, inclusive a mim. Mas uma comprinha só não vai me quebrar. Não! Mas era Prada! Não importa, você precisa economizar...
-Passa o dinheiro, se não eu atiro! – Perdi meu raciocínio por essa voz aí.
- O quê? – Perguntei surpresa. Não existem ladrões em Nova York, pelo menos eu acho que não.
-Ah, não. Outra surda, já não basta a de ontem. Aquela loira oxigenada me deu um trabalhão.
-Oxigenadas são as piores. – Respondi encorajando-o.
-Com toda a certeza. Elas são todas burras e metidas. Tenho que ter muito paciência para roubá-las. Por falar nisso, passa a grana, minha senhora. – O ladrão respondeu, começando a ficar abusado.
-Senhora uma ova, meu filho. – exclamei, é cada coisa que me aparece!
-Sou seu filho não dona. – Eita ladrão cara-de-pau.
-E eu falei que era?
-Falou moça. – Ele respondeu cabisbaixo.
-Ah, assim está melhor. Eu sou Isabella Swan. – Fazer o que? Eu sou assim mesmo, raiva vem e raiva passa.
-Ah, prazer eu sou Holmes, Sherlock Holmes. - O homem falou de uma maneira tão séria, que foi engraçado.
Nós começamos a rir sem parar e as pessoas passaram a olhar.
-Agora falando sério, eu sou John Leite.
-Ah, certo. Eu bebo café e o John Leite. – Falei. Perco o amigo, mas não perco a piada. No caso, o ladrão.
Comecei a rir e ele ficou parado sem entender, me fazendo rir ainda mais. Alguns minutos se passaram até ele compreender e começar a rir comigo.
-Eu sei uma, Isabella.
-Apenas Bella.
-Ok, Bella. A esperança... E a sogra são as últimas que morrem.
Nós rimos mais uma vez, até chorarem.
-Ah, John foi um prazer conhecer você.
-Eu digo o mesmo Bella. Desculpe tentar te roubar, mas eu tenho cinco filhos, sabe? Parte meu coração quando os vejo chorando de fome.
-Tome 100 dólares para você e sua família.
-Você é demais Isabella, agente se vê por aí. Lembre-se quando precisar de mim...
-O quê?
-É só ligar, aqui meu cartão. Adeus, vou sentir sua falta.
E com isso John Leite foi assaltar outra pessoa, de preferência uma morena ou ruiva.
Que cara legal. Nunca pensei que ladrões fossem legais. Espero encontra-lo de novo. Sabe, ele conseguiu me deixar calma e feliz, espero que nada estrague esse momento. Minha boca é tão grande que assim que acabei de falar, um novo ladrão apareceu, com uma cara nada feliz. Cara, hoje é dia de quê? Assaltar a Bella?
- Passa à grana, se não eu atiro.
- Ô meu filho, tá pensando que eu sou burra, claro que não vou te dar MEU dinheiro- muita ênfase no meu- Com uma crise dessas, tá pensando que todo mundo é rico, é?
-Olha, a tia é nervosinha...
-Nervosinha é a sua mãe, seu filho da puta! – Exclamei já me estressando
- Ui, se estressou! – Falou o ladrão idiota, com uma cara nada legal.
-Olhe aqui...
-Não quero! E aí, vai me obrigar? – Esse sim, é um cara-de-pau.
- Se você não sair daqui eu vou chamar a polícia!
-Já mudou de assunto, foi? Tá com medinho é? Não sabe revidar? Ui, não sabe, não sabe... – Corajoso, tentar me irritar, Bella Swan.
-Cala a boca!
-Calo não, vem calar.
Esse marginal tá pedindo para apanhar
-Eu não, que não sou tapa fossa – Rebati, ele acha que eu não sei revidar é?
-Ah, e você acha que eu perguntei?
-Você acha que eu me importo?
-Eita, magoou. – O ladrão fez uma cara de cachorro sem dono, mas não funcionou comigo. Há.
- Fiz de propósito!
- Dona eu só quero a porcaria do dinheiro para comprar comida pros meus filhotes. Passa o dinheiro, eu não vou repetir!
-Olha aqui, seu ladrão, eu trabalho há doze horas sem parar, não tive tempo de parar para ir ao banheiro ou comer, meu namorado terminou comigo porque preferiu a amante, eu estou louca para comprar um par de botas Prada, mas tenho que economizar dinheiro, estou morrendo de fome, preciso voltar ao trabalho e você quer que eu te dê a merda do meu dinheiro para comprar comida para os seu filhos?
-Sim. - Ele respondeu da forma mais simples possível.
- A vai te fuder! – Exclamei.
- Primeiro: Olha o linguajar, tem criancinhas por perto. E segundo, vou nada, vai você.
Não aguentei mais e pulei em cima dele. Puxei, soquei, bati, arranhei e o infeliz ficava gritando:
-Aaaaahhhhh! Socorro!
Continuei em cima dele e só parei porque a polícia chegou. O ladrão saiu correndo resmungando sobre essa sociedade ser injusta. Vê se eu posso? Voltei para o restaurante correndo e pedi minha comida às pressas. Tinha 5 minutos para comer e voltar a FaMaBé. É cada nome louco que a Alice inventa. Nunca iria pensar que Fábrica de Moda da Alice e Bela pudesse se transformar em FaMaBé. Vivendo e aprendendo. Terminei de almoçar e voltei ao ateliê. Alice parecia um furacão, corria de um lado ao outro, desesperada.
- Oi, O que foi? – Perguntei curiosa.
-O que foi? Você está atrasadíssima e ainda me pergunta o que foi? – Alice falou, elevando um oitavo a sua voz.
-Sim. – Respondi, encolhendo os ombros.
- Simplesmente que as pedras do vestido azul da Ângela sumiram.
- Alice, querida, as safiras estão na sua bolsa.
-É? – Perguntou erguendo as sobrancelhas.
-Sim.
-Ah Bella, o que seria minha vida sem você. Está mesmo, eu esqueci. Aliás, você me fez esquecer. Por que demorou tanto, amiga?
Tive que contar tudo, desde a parte de tirar o dinheiro, passando pela parte do meu mais novo amigo até o ladrão maluco indo embora. No final, Alice riu tanto que caiu no chão e lágrimas brotavam de seus olhos. Tive que rir também, o momento depois que passou foi engraçado.
-Posso saber o que você fez com a minha irmã?
Edward Cullen apareceu com toda a sua beleza celestial. É uma pena ele ter uma mulher ao seu lado. Tânia. A chata e fresca namorada dele.
-Ah! Eddie, que saudade de você maninho. Nunca mais fique tanto tempo sem me visitar – Alice disse, pulando em seu colo e enchendo-o de beijos.
-Pulguinha, eu só fiquei uma semana fora. Você sabe que tenho que cuidar das empresas do papai.
-Sim, Sim. Mas eu morri de saudades. Olha, você está acompanhado. Olá va... Tânia.
-Oi Alice! Não vai dar um abraço na sua cunhada não?
-Hummm...Não.
-Alice, deixe de birra. Você já tem 25 anos. Dê um abraço em Tânia!
-Não. Já disse que não.
E com todo o seu um metro e meio, Alice fez um bico irresistível, fazendo todos nós murmurarmos um Awn. Todos exceto Tânia, claro.
-Alice, tudo está pronto. Eu já vou. – Murmurei, indo em direção à porta.
-Mas e a festa de pijama Bells? Você prometeu que iria. Além do mais, a Rose e a Ângela vão.
-Desculpe Red Bull, mas eu estou cansada. – Realmente, eu estava exausta.
-Por Favor!
E veio o biquinho mais fofo do mundo entrando em ação. Existe uma minoria que consegue resistir, mas eu sou apenas um pobre ser humano que faz parte da maioria. Então com um suspiro derrotado, eu aceitei ir à festinha do pijama.
-ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ! Bellaa, eu te amoo! – Gritou Alice, pulando em volta de mim.
-Certo, eu também. Agora vamos logo! – Resmunguei, indignada com minha fraqueza.
-Alice, eu vim aqui te pedir um favor.
Eita, todos já tínhamos esquecido de você Adônis, opa, Edward.
-Ah, certo. Desculpe, eu esqueci. O que deseja chefe? – Disse Alice, com um enorme sorriso no rosto.
-Que você passe uma semana com a Tânia. Simples. – Edward estraga-prazeres respondeu.
-O quê?
Eu e Alice falamos ao mesmo tempo. Não consegui me conter. Se a vaca ficasse com Alice, consequentemente ficaria comigo também. Uma semana, sete dias, muitas horas. Ugh! Não, absolutamente não.
-Não! Absolutamente Não. Nunca, Edward. E se você tentar me obrigar eu nunca mais falo com você. – Seu lindo sorriso sumiu, dando lugar a uma cara que eu nunca gostaria de ver novamente.
-Agora você está sendo infantil, Alice! Tânia nunca te fez mal e ela é minha noiva, você tem que aceitar! – Edward gritou de volta. Pelo visto, ele fica irritado rapidinho.
-No-oi-va? Você a pediu em casamento?- Uma fadinha pasma falou.
-Sim e pretendemos nos casar em breve. – O tapado respondeu como se estivesse falando do clima.
-Sim, iremos sim. Olhe o anel, Lili. – Disse Tânia mostrando o gigante anel.
-E a mamãe? O que você vai fazer? – Ela estava começando a ficar desesperada.
-Vou contar para ela hoje à noite. Mamãe tem que entender que eu gosto de mulheres e esse fingimento já cansou.
-Casamento? Então eles vão se casar? E ela vai se tornar parte da família? Ah, não, ELA VAI SER MINHA CUNHADA? – Minha amiga gritou histericamente.
Foi demais para Alice, ela não aguentou e começou a chorar. Não de um jeito escandaloso, mas eu vi lágrimas caírem de seus olhos, ao notar a burrada que o irmão estava fazendo. Edward, tapado do jeito que era, continuou falando:
-Sim e a partir de agora eu quero que você trate-a muito bem. Porque em poucos meses minha querida noiva se tornará Tânia Cullen.
Doeu ouvir aquilo e eu só não comecei a chorar, porque as palavras de Alice me despertaram.
-Se você fizer isso Edward Anthony Cullen, eu nunca mais falo com você, nunca mais olho na sua cara tapada. NUNCA!
Minha Red Bull humana saiu correndo e eu fui atrás, mas antes eu falei algumas coisas, claro.
-Felicidades ao casal! Que vocês sejam muito felizes na infelicidade desse casamento. E você é um tapado mesmo, Edward. Acredita nessa vaca, mas não acredita na sua irmã.
Edward ficou sem fala e Tânia, ah, aquilo lá sabe falar alguma coisa?
N/A
O que acharam? Gostaram? Odiaram? Comentem, se quiserem. Até a próxima, beijo no S2
