Disclaimer: Está fanfic pertence a SarahCullen17 e os personagens são Stephenie Meyer. A mim Lary Reeden só cabe a tradução para o português. Mazinha Martins é minha beta.


Capítulo Dezenove: "Explicando"

POV Bella

Acordei num abraço frio que deixou meu coração gelado, dolorosamente queimando inteiramente, mas não de forma desagradável. Eu estava ainda sonhando. "Deus, Bella", eu sussurrei para mim mesmo. "Acorde. Fique consciente."

"Você está acordada, amor", a bela voz sussurrou enquanto suas mãos frias tocaram o meu rosto. Virei meus olhos para o rosto desconcertantemente belo. E olhos de mel doces olharam para mim com amor. "Estou aqui", ele disse suavemente.

E eu não consegui me controlar. Peguei seu rosto em minhas mãos e o beijei forte. A sensação de seus lábios nos meus foi inacreditável, e eu não podia acreditar que tinha sido privada disso por cinco anos. Esse beijo foi melhor do que qualquer coisa que eu já tenha experimentado.

Quando me afastei em busca de ar, ele sorriu culpado. "Acho que tenho muito o que explicar."

"Só um pouquinho", eu disse, retornando o sorriso dele.

Ele suspirou. "Por onde devo começar?" Suas mãos se arrastam até as minhas e ele as pegou suavemente. "O IV desapareceu", ele disse, surpreso. "Acho que Esme está fazendo a coisa certa."

"Por que você foi embora?" Lhe perguntei. Ele poderia muito bem começar do início.

"Eu queria protegê-la", admitiu. "Foi tudo por amor."

"Mas você disse que não me queria", eu disse sem rodeios, mas com amargura.

"Foi uma mentira, amor", ele suspirou. "Eu sinto muito por ter mentido, mas eu sabia que você nunca me deixaria ir se eu lhe dissesse que eu ansiava por você tão desesperadamente que eu acabaria me tornando suicida."

"Eu nunca te esqueci", eu apontei.

"Eu nunca te esqueci, também. Eu deixei meu coração aqui." Ele gentilmente apertou a mão sobre meu coração, fazendo ele se acelerar. "Eu tenho usado Alice para checar você porque eu sou muito apegado. Como eu não poderia ser? Você é o centro do meu mundo. Largar você foi como para de respirar. Eu estive asfixiado por tanto tempo."

"Você não precisa de oxigênio", eu murmurei.

"Não, mas eu preciso de você, meu amor." Ele soltou um longo suspiro. "Deus, eu sou tão egoísta."

"Não, você não é," eu disse rapidamente antes que ele pudesse começar a repensar sobre ficar comigo. "Eu não sou feliz sem você, então você está fazendo um favor para mim. Há quanto tempo você está em Seattle? "

"Desde que Carlisle veio", ele admitiu. "Eu acho que meu subconsciente sabia que um reencontro era inevitável."

Rapidamente, ele se curvou para beijar a ponta do meu nariz.

Corei profundamente. Como eu vivi sem esse tipo de carinho? "Mas você se manteve longe de mim. E você manteve Alice longe de mim."

"Minha consciência ultrapassou meu subconsciente", ele suspirou. "Mas você vai ficar feliz em saber que Alice já me ligou para dizer que todos virão para cá hoje, com uma caixa de produtos de beleza."

Por alguma estranha razão, eu fiquei animada. Uma reforma da Alice? Eu tinha sentido falta disso desesperadamente, e nem tinha percebido.

"Não que você precise de uma reforma", ele acrescentou. "Você ainda é tão bonita. Você amadureceu muito. Você parece uma mulher madura, em vez de uma menina boba e adolescente que se apaixona pelo bad boy".

"Você não está ruim", eu disse a ele. "Mas eu ainda sou muito boba."

Ele riu baixinho. "Lindamente boba, e simplesmente bonita. Eu te amo."

"Eu também te amo." Estiquei o pescoço para beijá-lo, mas sua respiração soprou em meu rosto e eu fiquei atordoada pelo cheiro incrível. De repente, uma outra memória me bateu.

"Bella?", ele perguntou quando eu me inclinei para pressionar o nariz em meu travesseiro. "O que você está fazendo, amor?"

O perfume celeste e místico ainda estava nos meus lençóis. "Edward, esta não é a primeira vez que você me viu aqui, não é?"

Ele abaixou a cabeça em culpa. "Não, amor."

"Eu pensei ter sentido seu cheiro no meu travesseiro."

Sua cabeça se levantou. "Você sentiu o meu cheiro? Você é uma vampira secretamente?" Ele sorriu seu sorriso torto mais bonito.

"Não", ri, incapaz de tirar os olhos de sua boca. "Eu só acho que estou muito em sintonia com você, mesmo depois de todos esses anos."

Ele balançou a cabeça em espanto. "Eu acho que posso me identificar com isso. Você pode acreditar que eu pude distinguir o seu batimento cardíaco entre todos no piso de oncologia?"

"Sim", assenti. "Você tem uma audição excepcionalmente boa."

Ele riu.

"Então você veio aqui... enquanto eu estava dormindo?" Eu cutuquei.

Ele mordeu o lábio. "Uh... sim. Todas as noites".

Fiquei surpresa. "E você... subiu na cama comigo?"

Ele franziu os lábios, pensativo, tentando achar uma boa resposta. Sem palavras, ele deu de ombros e disse: "Os velhos hábitos custam a morrer."

Dei de ombros, em entendimento.

"Além disso", disse ele. "Eu sou o Dr. Cullen agora. Eu estava verificando minha paciente favorita."

"Esme e Carlisle me disseram:" Eu balancei a cabeça. "Parabéns. Eu estou tão orgulhosa de você. Mas você não está trabalhando aqui, está?"

"Não", ele balançou a cabeça. "Mas eu cuido de você quando você está dormindo."

Eu bufei com a forma que isso soou sugestivo.

"Querida?", ele perguntou. "O que é engraçado?"

"Nada", eu ri. "O que você quer dizer com 'cuidar de mim'? "

"Peguei algumas amostras de sangue. Coloquei nutrientes em seu IV. Vitaminas. Amostras de sangue."

"Você não faz isso... no estilo do Carlisle, né?" Eu perguntei em voz baixa, um pouco assustada.

Ele sabia o que eu quis dizer. "Sim, eu faço", ele disse. "Seu sangue não tem um gosto muito atraente com todas as células cancerosas nojentas. Eu posso lidar com isso."

"Então, eu não... cheiro da mesma forma que antes?" Fiquei estranhamente desapontada. Edward amava meu cheiro único.

"Não exatamente", ele suspirou, desapontado também. "Mas isso vai mudar assim que nos tirarmos essas células fora de você."

Eu pensei sobre isso. "Eu tive uma ideia que eu estava com muito medo de mencionar a Carlisle."

"Oh, Deus, aqui vamos nós," Edward suspirou.

Eu não entendi direito a sua deriva, mas ignorei. "Será que você não poderia sugar as células ruins?" Eu perguntei.

Um olhar de surpresa e alívio atravessou seu rosto. "Hum, Bella. Lembre-se das aulas de Biologia."

"Eu me distraia com você", lembrei a ele. "Então, não aprendi nada realmente."

Ele riu. "Verdade. Bem, vou refrescar sua memória. O sangue é composto de líquidos. Plasma, na verdade. As células são todas misturadas no plasma."

"Certo", eu disse. "Ideia estúpida."

"Não estúpida", admitiu ele. "Só ignorante."

"Nem todos nos podemos nos graduar em Harvard como médicos", eu murmurei.

Ele riu e beijou o topo da minha cabeça. "Tudo bem. Eu me lembro de você matar aula, quando tínhamos laboratório sanguíneo."

Mostrei a língua para ele. "Sob a sua influência."

Ele riu. "De qualquer forma, não se preocupe com a coisa toda de médico. Eu ficaria intimidado se você fosse mais esperta do que eu."

"Sem memória fotográfica", eu o lembrei, tocando minha têmpora. "Então, isso é impossível."

Ele deu de ombros.

"Então eu não te intimido?" O provoquei. Fiquei espantada com o quão fácil nossa relação voltou ao normal. Eu consegui ser sedutora como queria e não havia separação entre nós. A mágoa já havia sido apagada.

"Não, você não intimida", ele disse. "Mas você é um milhão de vezes mais gentil do que eu. E mais amorosa. E mais bonita. E mais perfeita."

Eu balancei a cabeça para sua ideia ridícula.

"Estou extremamente intimidado", ele murmurou baixinho. Ele teceu seus dedos frios pelo meu cabelo e meu rosto se inclinou para beijá-lo. Nós nos beijamos lentamente e docemente, e quando terminamos, ele passou os dedos pelo meu cabelo.

Eu já sabia o que o olhar aterrorizado em seu rosto era.

Engoli em seco, enquanto olhava para a moita de cabelo castanho em sua mão. "Hum, sim," eu disse, sem emoção. "Aparentemente a quimio realmente faz o cabelo cair."

Ele respirou fundo e soltou o ar lentamente.

"Está tudo bem, Edward", eu disse a ele, abraçando sua cintura. "Não deixe que isso te incomode".

Ele mordeu o lábio nervosamente, mas suspirou e balançou a cabeça. "Eu estou bem. Você está bem?"

"Sim", eu disse, calmamente. "Não vai demorar tanto tempo para ficar pronto de manhã."

O sorriso não tocou seus lábios, por isso eu os beijei. "Realmente. Está tudo bem. Meu cabelo vai começar a crescer novamente assim que você e Carlisle me tirarem daqui."

"Isso vai ser muito em breve", ele me prometeu, envolvendo os braços em volta de mim novamente. "Deus, eu te amo. Eu já te disse isso hoje?"

Eu sorri para ele. "Você pode me dizer de novo"

"Eu te amo", ele sussurrou, beijando meu nariz. Fechei os olhos, quando seu nariz se alinhou com o meu.

"Eu te amo", ele sussurrou novamente, beijando minha pálpebra. Lentamente, ele moveu os lábios para minha outra pálpebra. "Eu te amo".

"E no caso de você não ter ouvido...", ele murmurou, movendo seus lábios nos meus, para que pudesse se encostar minha boca enquanto falava. "Eu te amo".

"Eu também te amo", eu sussurrei pouco antes de ele me beijar.

Embora eu estivesse cansada, com fome, e trêmula, nos beijamos por um longo tempo, suavemente e firmemente. Finalmente eu me afastei dele. "Posso ter um momento humano?" Lhe perguntei, usando nossa velha piada. "Pouco antes de Alice aparecer, eu não quero desapontá-la."

Ele sorriu seu sorriso mais deslumbrante para a minha escolha de palavras. "Claro. Eu não vou embora." Ele disse com ousadia e confiança. Eu acreditei nele.

Rapidamente corri para tomar um banho e até vesti jeans e uma camisa confortável. Ignorei a dor de ver as mechas do cabelo no fundo da cuba e os joguei fora simplesmente. No entanto, eu fiquei particularmente irritada quando escovei meus dentes e minha gengiva começou a jorrar sangue. Leucemia pode ser extremamente inconveniente quando você está se preparando para beijar um vampiro.

Depois de enxaguar a boca várias vezes e pressionar uma toalha em minha gengiva para parar o sangramento, fui novamente recebida nos braços de Edward. Ele me segurou no colo dele e me beijou ardentemente. Ele estava tão feliz por estar juntos, quanto eu estava.

Ele só parou quando ouviu passos silenciosas, que eu não tinha percebido.

"Aham," Carlisle tossiu educadamente. "Vejo que o outro Dr. Cullen está verificando seus sinais vitais?"

Edward gargalhou. Aparentemente, o constrangimento que eu sentia nem o tocou. "Sim. Ela está perfeitamente viva. E eu também, pela primeira vez em anos."

Carlisle deu um sorriso lindo que irradiava a alegria de um pai sobre o retorno de um filho pródigo. "Alice me disse", ele explicou calmamente. "Eu estou tão feliz por vocês dois... o resto de nós também."

Essas palavras despertaram o meu interesse. Eu fiz uma nota mental para perguntar a Edward sobre o significado por trás delas. "Obrigado, Carlisle," eu disse. "Estou feliz, também."

"Edward", ele sorriu, "talvez você possa me emprestar sua paciente?"

"Eu não acho que posso", ele disse secamente. "Eu vou ajudá-lo." Mas ele não se mexeu.

Carlisle acenou com a cabeça compreensivamente e começou a sua rotina comigo sentada de forma segura no colo de Edward. E Edward o ajudou, pegando meu pulso como as mãos e suavemente acariciando meus braços e pescoço.

"Você está indo bem", Carlisle anunciou. "E nós temos uma arma secreta. Ela é tão útil quanto ela é irritante. E eu já aviso Bella... ela está em sua maneira irritante hoje."


N/T - Nhommmm Nhommm eles conversaram *o* ~ Alice está chegando... \o/

Respondendo a uma dúvida geral. A Bella se cura nessa temporada, mas o Edward não transforma ela, mas o cancer volta =/ na segunda temporada e teremos Jacob, mas não se preucupem, a autora já avisou que o Jake ´não consegue interferir e ele tem ma namorada a Sarah. Pra vcs terem ideia a fic se chama O que Sarah disse: Sequencia de Segunda Chance.

A sequencia tem 28 capítulos e ele são bem maiores ¬¬' ~ portanto não vai ter post com TANTA frequencia.

Mas ainda temos mais 3 dessa aqui né.

Postei também Without You. Sábado ou domingo em Waiting For Dr. Right :D

Será que conseguimos chegar as 400 reviews, heim? *paraminhaalegria cof cof nossaalegria*

Mexendo os lindos dedinhos...

Bjo Bjo Lary