Capítulo 34 – Jogo dos Nomes

Tradutora: Laysa Melo

~ Bella

Eu podia ver várias emoções diferentes passarem rapidamente pelo rosto de Edward, depois de Rachel dar a ele um lembrete do seu passado.

Dei um olhar fulminante para Rachel, desejando que eu pudesse tirar o flash de remorso do seu rosto. O remorso, ou a compaixão, são emoções que eu não preciso agora. Além disso, eu já sabia do fato que ela estava longe de sentir remorso por perturbar Edward.

Desde a primeira semente de problemas com Edward, ela não tinha sido a sua advogada. Eu defendi Edward completamente, e eu lhe disse diretamente que Edward era parte do pacote. Ela tinha sido tolerante na melhor das hipóteses, uma vez que turnê toda se misturou, mas ela certamente gostava de empurrar os limites dele.

Mark, meu médico da turnê, foi um excelente exemplo. Ela sabia que Edward não teria gostado da idéia de que um médico lindo se juntasse a mim na turnê. No entanto, se ela tivesse sabido que Mark estava tão perto de sair do armário, tenho certeza que ele não estaria aqui.

Eu sabia que chegar a um nome de menina não seria nada fácil, mas nós poderíamos encontrar alguma coisa juntos. Eu toquei o rosto de Edward delicadamente, suavizando as rugas entre seus olhos. Seus olhos estavam em branco, ele estava perdido em seus próprios pensamentos.

Ruby, minha exuberante maquiadora, arrancou com um pouco mais de força, e isso lhe valeu um tapa em sua bunda pequena. Ela gritou, rindo. Os olhos de Edward agarraram de volta para mim, seus olhos cheios de uma tristeza que eu só tinha visto algumas vezes antes.

"Eu sinto mui-" Ele começou.

Agarrei seus lábios com as pontas dos meus dedos, impedindo-o de continuar.

"É passado." Eu disse com firmeza enquanto meus olhos seguravam nosso olhar. Seus lábios vibraram nas pontas dos meus dedos na tentativa de ir em frente. Eu balancei minha cabeça e repeti a minha declaração. "Ser o que somos não nos obriga a lembrar de coisas que vão voltar para nos assombrar." Inclinei-me e beijei seus lábios suavemente. "Como as coisas que nós não nos orgulhamos e talvez até nos arrependamos. A única coisa que podemos fazer é não deixar essas coisas nos destruírem".

Edward acenou com a cabeça e tomou meu rosto em suas mãos e colocou um beijo em meus lábios. Ruby bufou como uma criança petulante, sua boca falando sobre como ela nunca ficaria pronta a tempo.

Edward se afastou ligeiramente, os lábios ainda pairando sobre os meus. Seus olhos estavam brilhantes e largos, ele sussurrou, "Para ver o mundo através de seus olhos..."

Eu sorri para ele, picando seus lábios e seu nariz com beijos pequenos. "Você pode, Edward." Eu disse suavemente. "Seus olhos são refletidos nos meus próprios e eles me dizem tudo que eu preciso saber".

"O que é isso, meu amor?" Ele perguntou, com um meio sorriso puxando em seus lábios.

"Que você me ama." Eu sussurrei.

"Verdadeiramente." Ele disse simplesmente. Ele sorriu, apertando mais beijos no meu rosto. Relutantemente, ele me liberou para que Erika e Ruby conseguissem terminar.

"Você sabe." Disse Rachel, como se ela não tivesse dito nada. "Você pode sempre fazer um nome novo." Do canto do meu olho eu podia vê-la trabalhando em seu Blackberry. "Vamos ver, Renee e Esme, um, Esnee... Renme... Oh, eu sei, Renesmee".

Erika e Ruby riram enquanto Edward fez uma careta. "Eu não vou chamar minha filha com algo como isso." Eu disse em voz alta. "Não seja ridícula, Rachel".

"Bem, considerando-se que encontrar o primeiro nome vai ser tão difícil como você manter o seu próprio nome." Disse Rachel, mas parou abruptamente.

Eu assobiei, nivelando outro olhar para ela enquanto os olhos de Edward se arregalaram. Oh merda. Isso era algo que eu esperava que não viesse à tona até que eu voltasse para casa.

"Rachel, eu juro que se você não calar a boca, eu estarei em um avião em menos de uma hora".

"Você não iria." Ela provocou, revirando os olhos.

"Tente-me." Eu cuspi. Eu podia sentir o sangue correndo através de mim porque ela sabia que esse assunto seria delicado com Edward.

"Você perderia milhões." Ela disse com firmeza, seu olhar nunca vacilando.

"Eu estou bem com isso".

"Pense em todas as criancinhas que você não será capaz de ajudar se você estiver na sua lista negra".

"Não tente me chantagear, Rachel." Eu disse, me levantando plenamente. Ruby e Erika se afastaram de mim assim que Edward se aproximou.

"Vou fazer o que eu tenho que fazer." Ela afirmou facilmente.

Rachel era claramente a melhor no ramo, é por isso que eu a contratei. Ela não seria melhor se ela não estivesse disposta a cortar algumas gargantas. Não a minha, no entanto, e definitivamente não a de Edward.

Eu sorri, pronta para atacar. Este é o jogo cruel que jogamos desde o dia que nos conhecemos. "Meu contrato, Artigo 15, inciso 3º, estabelece claramente que se a minha saúde está comprometida pelo estresse, eu poderia ir embora sem a obrigação de concluir o referido contrato".

Rachel olhou para mim enquanto eu fazia uma pequena dancinha feliz na minha cabeça. Seus olhos nunca vacilaram enquanto ela continuava a olhar para mim por um minuto. O braço de Edward, tanto possessivo quanto protetor em volta da minha cintura, me acalmava com seu toque.

"Foda-se, Isa." Rachel disse suavemente, como se não tivéssemos lutado. "Eu te amo. Você é a minha única cliente que não tem medo de mim." Revirei os olhos esperando. "Vou dispensar o seu homem, já que ele claramente sabe que você pode lutar suas próprias batalhas. Eu respeito isso".

"Sim, ele sabe." Eu disse devagar. "A discussão sobre o meu nome terá lugar quando eu tiver tempo para conversar com Edward".

Ela assentiu e se aproximou, mas a mão de Edward me segurou mais apertado. "Uma hora, e não estrague o seu cabelo." Ela disse. "O carro estará esperando por você".

Rachel estalou os dedos para Erika e Ruby e elas rapidamente se esforçaram para conseguir juntar as suas coisas. Ruby me entregou um tubo de batom, enquanto Erika beijou minha bochecha antes de me entregar um pouco de spray para o meu cabelo.

Rachel me lembrou que a minha roupa estava dentro do armário e foi rotulada como "azul dois." Elas finalmente saíram e eu estou sozinha com um namorado fodidamente-bravo.

~ Edward

"Essa discussão provavelmente deve esperar até que haja um anel no seu dedo." Eu disse através dos dentes cerrados. "Mas já que o céu está aberto, eu acho que nós deveríamos tê-la agora".

Será que ela não tem nenhuma idéia do quanto isso dói? Eu queria que ela fosse minha esposa, a mãe dos meus filhos, Isabella Cullen. Eu sei que os tempos eram diferentes agora, inferno, eu não tinha certeza se eu a teria como Masen, ou Cullen, já que eu nunca tinha mudado meu nome legalmente. O que prejudicava era que eu gostaria de ter alguma porra para dizer sobre o assunto.

A expressão suave de Bella mudou para raiva porque eu me afastei dela e ela começou a andar.

"Primeiro de tudo, Edward, Rachel me disse isso há um par de dias atrás. Em segundo lugar, ela está me pedindo para não mudar o meu nome." Eu parei, pronto para falar, mas Bella levantou a mão. "E por último, Edward, desde que nós voltamos essa discussão sobre o casamento ocorreu apenas de passagem".

Eu olhei fulminante para ela. Só porque eu não tinha discutido sobre o casamento não queria dizer que este assunto não estava sobre a porra da mesa. "Por que você não pode ter o meu nome?" Rosnei, meu olhar nunca vacilando.

Bella murmurou enquanto ela passava por mim. Ela disse que precisava ficar pronta, então eu a segui para o seu quarto de hotel e esperei que ela respondesse.

"Eu já estou estabelecida como Isa Virgem e Isabella Swan." Ela disse, puxando uma mala de roupas adjacente do closet. "Nessa indústria, mudar de nome é suicídio. É difícil. Livros terão de ser impressos com o meu novo nome, mas os fãs podem não reconhecer o meu trabalho, com exceção dos que freqüentam o site, o que muitos não fazem".

Isso realmente fazia sentido. Ela tinha basicamente que se restabelecer. E para fazer isso significaria mais turnês de livro, mais pontos de TV, ou programas de rádio. Em outras palavras, mais tempo longe. Algo que nenhum de nós queria.

Bella olhou por cima do ombro, os olhos quentes à medida que olhava para os meus. "Isso não quer dizer que eu não vou querer o seu nome." Ela disse calmamente, voltando-se e se despindo.

Por um breve momento, os seus seios me distraíram, e deram água na minha boca ao vê-la diante de mim. Eu deixei para trás o ataque repentino de luxúria porque tínhamos que terminar esta conversa.

"Você quer ser a Sra. Cullen?" Eu perguntei, dando um passo na direção dela.

Eu não tinha certeza do que ela viu no meu rosto, mas sua expressão suavizou novamente. "Claro que sim, Edward." Ela disse suavemente. "E realmente dói que você pense de outra maneira".

Com mais um passo, ela estava ao meu alcance e eu a puxei para perto. Nós dois sopramos as nossas desculpas, meu nariz deslizando pelo seu pescoço perfumado. "Nós vamos encontrar algum tipo de compromisso, Bella." Eu disse em seu ouvido. Eu a senti sacudir a cabeça.

"Não." Ela disse com urgência. "Eu quero ser sua. Rachel que se dane".

Eu ri e coloquei seu rosto em minhas mãos com um beijo de coração batendo. O desejo que eu estava sentindo mais cedo reacendeu.

Bella, sendo a mais razoável, se afastou. "Ajude-me a me vestir." Ela disse enquanto o seu peito caía e ela o levantou com uma respiração.

Eu fiz beicinho de brincadeira. "Se eu devo".

Sentei-me com ela na beirada da cama, minhas mãos arrastando para baixo a pequena saliência em seu umbigo. A pele ainda estava boa, mas a área ficou mais dura ao meu toque. Ela suspirou baixinho enquanto eu continuava a explorar onde ela levava o nosso filho.

Bella me deu uma meia-calça preta com um sorriso. Com uma ternura que ela tirava de mim, acariciei cada um de seus tornozelos, beliscando a parte de trás dos seus joelhos e beijando o topo das suas coxas. Bella pegou algo em cima da cama e me entregou uma cinta-liga com a calcinha combinando. A cor contrastante creme e preto em seda e renda estavam me deixando louco.

Quem diria que vesti-la seria tão erótico como despi-la. Eu bati os pequenos grampos, ignorando a calcinha. Segui o topo das suas meias, sua pele quente e macia sob meus dedos. Sua respiração engatou enquanto eu separava as suas doces coxas.

Eu cantarolava de prazer, sua excitação inebriando os meus sentidos. "Não temos tempo?" Eu perguntei enquanto o meu nariz e o meu maxilar proeminente corriam ao longo da sua coxa.

"Si-sim." Ela gaguejou enquanto seu corpo tremia sob os meus dedos e lábios. "Eu vou cheirar a sexo naquelas pequenas cabines de rádio".

Eu sorri contra a sua pele macia. "Sim, e tenho certeza que eles vão querer engarrafar o cheiro." Eu meditei antes de lamber a junção entre a sua coxa e o seu quadril.

"Oh Deus." Ela murmurou quando caiu de costas na cama.

"Uh-uh, querida." Eu repreendi. "Você vai querer ver isso." Eu a puxei para cima, seus olhos fixos nos meus enquanto a minha boca descia sobre o seu sexo.

Sua respiração escorregou e as palavras ficaram presas na sua garganta, seus olhos rolaram para trás. "Acho que nós vamos nos atrasar." Ela ofegou. Eu sorri mais uma vez, adicionando um pequeno zumbido à minha felicidade, aumentando seu prazer e o meu.

Sentei-me com Bella na parte de trás de uma limusine, rindo enquanto ela tentava continuar com raiva de mim. Ela tinha ficado um pouco brava pelo fato de que eu tinha começado uma briga com uma personalidade do rádio que estava prestes a lhe mostrar o quão grande ele era.

"Edward, se você ouviu seus outros shows, você sabe que isso é apenas a sua maneira." Ela disse frustrada. "É um ato em conjunto".

"Eu não penso assim, Bella." Eu disse, achando que a sua pele corada era divertida. "Ele ficou na sua cadeira e estava prestes a se mostrar para Isa por um bom tempo".

"Ele não estava." Ela disse e jogou os braços para cima. Ela começou a rir e colocou os braços em volta de mim. "Ok, talvez ele tenha tentado se mostrar para mim. Mas se ele tivesse, eu teria que pedir a você para mostrar a ele como um pau de um homem de verdade se parece".

Eu sorri. "Meu pau é bem impressionante." Ela riu e me deu um beijo casto.

"Você é arrogante." Ela disse com uma risadinha. "Um arrogante com um grande..." Eu a calei com a minha boca pressionando agressivamente contra a dela.

"Como diabos uma conversa sobre brinquedos sexuais vai para o quão grande o pau do Miggy é?" Ela disse contra meus lábios.

"Eu acho que foi porque você se referiu a alguns dos brinquedos como sendo mais exagerados quando comparados com o tamanho médio do pênis de um homem, e é por isso que alguns homens não gostam de ter o tamanho do seu pau comparado a um brinquedo".

"Você não parece se importar." Ela ronronou. Oh, porra. Claro que não, eu não me importava.

"Bem, isso pode ser porque a maioria dos brinquedos que nós brincamos são..."

Bella sorriu e mordiscou meu lábio inferior. "Inadequados em comparação com o tamanho do seu pênis".

"Algo parecido com isso." Eu disse, puxando-a bruscamente sobre a minha ereção. Tendo ela me dizendo todas aquelas palavras sujas estava me deixando louco.

"Eu não tenho certeza. Eu não acho que você já viu o meu roxo." Ela riu da minha expressão de choque, que em breve virou uma careta.

"Eu não vi você usar um roxo".

"Eu só uso ele para um-" Ela disse, antes de parar de falar para pegar o seu telefone que estava vibrando. Eu queria que ela não tivesse atendido porque agora eu estava morrendo de curiosidade para saber se ela já fez sexo anal antes. Isso era algo que nós não tínhamos explorado ainda e, diabos, eu não sei se eu não estava disposto a tentar.

"Você não tem que fazer isso, Rachel." Bella disse. "Obrigada, no entanto. Tchau".

"O que foi isso, amor?" Eu perguntei, escovando alguns fios dos seus cabelos que estavam nos seus ombros para trás.

"Rachel marcou a consulta para mais cedo".

Eu sorri. "Podemos ver o bebê agora?"

Ela concordou e disse ao motorista o endereço de um centro médico nas proximidades. Ela saltou nervosa e começou a beber um pouco de água. A consulta era à uma hora de distância e ela tinha que beber muito líquido para dar o melhor visual do nosso filho.

Sentamos juntos na limusine, esperando até que o nosso compromisso se aproximasse. Passei a mão sobre o abdômen de Bella. Os movimentos do bebê estavam mais proeminentes agora. Comecei a cantarolar alguma música sem nome enquanto Bella descansou a cabeça no meu ombro.

"Se eu beber mais água, vou me arrepender." Ela disse. "Eu nunca me senti tão fodidamente cheia".

Eu ri. "Desculpe, mas é uma parte da gravidez." Beijei seus lábios algumas vezes, me demorando para continuar saboreando a doçura da sua boca. "Quando Rosalie me levou à caça de casas, nós paramos umas cinco vezes para ela ir ao banheiro".

Bella deu uma risadinha. "Eu sei que isso é ruim, mas isso me faz sentir muito melhor".

"Bem, isso pode fazer você se sentir ainda melhor. Ouvi Alice e Rose reclamando que elas ganharam muito peso".

"Eu também." Bella disse com um sorriso.

"Sim, mas onde conta." Eu disse com um sorriso. "Aqui." Dedilhei com os meus dedos indicadores em seus mamilos antes de colocá-los totalmente em seus seios, ganhando um doce gemido de prazer. "E aqui." Corri a mão pelo seu abdômen quando ocorreu uma pequena batida. A pequena onda do movimento combinado ao meu toque era apenas quase imperceptível.

"Eu te amo." Bella sussurrou.

"E eu te amo." Eu disse. "Os dois".

"Agora, Senhora Swan, por favor, deite-se de costas." Chris, o técnico, disse e então apontou para mim. "Edward, por favor, ajude-a a deitar-se lentamente".

Eu balancei a cabeça e ajudei Bella a se deitar, colocando um travesseiro sob sua cabeça.

"Peguei os recados dos seus médicos, ambos indicando-me para fazer um ultra-som regular para garantir que nada está errado antes de fazer o 4D*".

*4D: é um tipo de exame ultra-som, a diferença é que o 4D permite visualizar o feto e anatomia interna do corpo humano ao vivo em tempo real. Assim serão obtidas as melhores imagens para estudar melhor a morfologia fetal e ajudar a detectar inúmeras anomalias e síndromes.

"Eles dizem o por que?" Bella perguntou preocupada.

Chris deu um tapinha no joelho de Bella. "Não há nada com que se preocupar, é apenas o procedimento." Bella acenou com a cabeça, e eu a ajudei a levantar a blusa o suficiente para expor sua barriga.

Depois de alguns minutos, Chris disse que tudo parecia bem com um grande sorriso no rosto. Deixei escapar um suspiro que eu estava segurando e beijei o topo da cabeça de Bella. Eu repetia para mim mesmo que estava tudo bem.

"Agora podemos obter uma visão mais clara de suas crianças." Disse Chris, com os cantos de sua boca levantados.

"Nosso bebê." Bella disse suavemente. "Espere. O que você acabou de dizer?"

"Crianças." Eu gaguejei.

"Sim." Disse Chris. "O médico disse que seus níveis hormonais estão acima dos limites, o que implicaria que, ou você está mais avançada, ou está transportando gêmeos".

"É por isso que você tinha que verificar se tudo estava certo." Bella disse. Chris balançou a cabeça e apontou quando uma pequena imagem dourada encheu a pequena tela.

Bella ofegou quando Chris passou o bastão o bastante para nós vermos o rosto de um de nossos filhos. A imagem não era perfeita, mas deu o suficiente para nós vermos que um deles tinha os lábios de Bella, com o lábio inferior mais carnudo. Bella sussurrou que ele ou ela tinha o meu nariz, sua mão apertando a minha.

Ver o bebê como estávamos vendo agora fez tudo ficar mais real. Eu seria pai, um pai para essas doces crianças crescendo dentro da mulher que eu amava.

"Pelo que eu posso dizer, existem dois sacos vitelínicos." Disse Chris.

"O que significa isso?" Eu perguntei, olhando o pequeno sorriso de Bella.

"Eles não são gêmeos." Ela disse suavemente.

"Não gêmeos. Então, pode ter um de cada sexo aí dentro?"

Bella riu e concordou. "Ou duas meninas, ou dois meninos".

Oh Deus, duas meninas. Puta que pariu, mesmo se fossem dois meninos, isso soava louco.

"Podemos tentar ver a cara do outro?" Bella perguntou, seus olhos se arregalaram quando o bebê no monitor acenou a sua mãozinha ao redor.

"O que ele está fazendo?" Eu perguntei curioso. Bella deu de ombros quando o bebê levantou a mão para cima.

"Parece que ele, ou ela, está tentando sugar seus dedos." Chris disse, pensativo. "Ok, vamos ver se conseguimos ver o outro".

Com alguns cliques no teclado e alguns movimentos do bastão sobre a barriga de Bella, um outro rosto veio na tela.

As características eram muito semelhantes à do primeiro filho, mas seus lábios tinham a forma mais parecida com os meus. Bella abriu um grande sorriso para mim. "Estes são os nossos bebês." Eu balancei a cabeça, atordoado. "Você está bem?" Senti seus dedos percorrerem o meu cabelo.

"Sim. Eles são fodidamente lindos".

O sorriso de Bella aumentou mais ainda e ela pegou o meu rosto em suas mãos. "Claro que são. Olhe o que eles têm como paizinho".

Eu bufei e balancei a cabeça. "Eles não vão me chamar de paizinho." Eu disse. "Vamos guardar esse título para Carlisle. Pai ou papai me serve muito bem".

"Paizinho." Bella sussurrou, pressionando seus lábios contra os meus.

"Mãezinha." Eu provoquei, escovando as mãos ao longo do seu pescoço.

"Se você não sair logo, eu vou trazer minha câmera. Tenho certeza que posso conseguir uns belos centavos pela filmagem amadora de Isa Virgem e o seu garotinho de brinquedo".

Bella nivelou um olhar em direção a Chris e eu encolhi os ombros com um sorriso. "Não em sua vida. Ninguém pode filmar a minha menina".

"Vale a pena tentar." Disse Chris com um suspiro. "Ok. Vire-se mais para o lado, assim podemos ver se conseguimos dizer se os seus gostariam de rosa ou azul em seu berçário".

Vinte minutos depois, estávamos em nosso caminho para o hotel. A cabeça de Bella estava deitada em meu ombro, depois de um dia atarefado, finalmente cobrando seu preço sobre ela. Ela dormia pacificamente, suas respirações abanando ao longo do meu pescoço.

Eu seriapai em breve. E logo Bella se tornaria a minha esposa. Minha vida mudou tanto em tão curto espaço de tempo. Houve momentos desde o encontro com Bella que eu mudaria num piscar de olhos, mas se eu pudesse, isso teria alterado o local onde estamos hoje?

Se eu não tivesse deixado Bella depois da situação com Tanya, estaríamos sentados aqui e ela grávida dos nossos filhos? Não, ela não estaria. Ela não tinha começado a tomar a medicação que anulou a sua do controle de natalidade até esse momento, e se eu tivesse ficado eu não sabia onde estaríamos.

Mas, havia algo que eu sabia: nós ainda estaríamos juntos.

Em menos de cinco meses, eu seria pai de dois bebês e, foda-se, se nós não vimos seus sexos.

Oh, bem, as coisas boas vêm para aqueles que esperam. Então agora nós não apenas tínhamos que pensar em dois nomes, teríamos que nos planejar para o caso de ser duas meninas, ou dois meninos ou um de cada. De qualquer maneira, eu não podia esperar para dedilhar seus lábios doces com um dedo. Eu não podia esperar para sentir o aperto de uma mão minúscula em volta do meu dedo mindinho.

Acima de tudo, eu não podia esperar para ver sua mãe lhes dar o amor inabalável e apoio que ela havia me mostrado.

Bella tinha me dito que a nossa manhã do dia seguinte começaria cedo, então eu queria que ela descansasse. Depois de vesti-la com uma das minhas camisas, eu delicadamente a deitei em nossa cama de hotel. Enquanto ela dormia, fui ver o serviço de quarto para nós termos um jantar mais cedo.

Enquanto eu me ocupava com telefonemas e e-mails, contemplei sobre o que Bella tinha reservado para nós amanhã. Ela me pediu para arrumar um terno ou smoking, então eu deduzi que talvez ela tivesse planejado que nós iríamos a um show, ou a uma sinfonia. Ela tinha me dado a dica de que tinha a ver com música.

Eu sorri com a lembrança que eu tinha dito a Bella sobre minha mãe. Elizabeth era o diabo como uma professora quando ela vinha para as minhas aulas de piano e, na época, eu tinha partilhado o seu sonho de eu um dia tocando no Carnegie Hall.

Bella e eu éramos inclinados para a música e eu adoraria se essa paixão pela música passasse aos nossos filhos.

"Edward." Bella sussurrou da porta da sala ao lado. Eu olhei para cima e não pude evitar a minha reação natural ao vê-la parcialmente vestida, amarrotada, e com os olhos sonolentos.

"Hey, baby." Eu disse, tirando meus óculos.

Ela inclinou a cabeça para um lado. "Você está usando óculos".

Eu balancei a cabeça. "Sim, eu acho que as minhas prescrições para as minhas lentes de contato precisam ser mudadas." Encolhi os ombros e abri os braços como um convite. Bella atravessou todo o carpete macio e se envolveu em torno de mim. "Como você dormiu?"

"Bem." Ela sussurrou. "Eu precisava disso. Obrigada".

"Teve pesadelos?" Perguntei baixinho. Ela balançou a cabeça. "Bom".

Bella se mexeu no meu colo e me montou. Ela pegou meus óculos da mesa em frente de nós e os colocou de volta no meu rosto. Eu ergui uma sobrancelha, esperando por uma explicação.

"Deus, você fica sexy com óculos." Ela disse em seu tom abafado. O mesmo tom que me disse que ela estava procurando por alguma atenção.

"Sério?" Eu perguntei e propositalmente deixei cair os óculos um pouco mais. Ela gemeu e moveu seus quadris contra os meus. Ela mordeu o lábio sedutoramente e empurrou meus óculos de volta. "Tenho a sensação de que você gosta dos geeks".

Ela riu e concordou. "Você estava de óculos na primeira vez em que estivemos juntos." Bella disse me lembrando do nosso primeiro encontro todos aqueles anos atrás.

"É verdade." Eu disse. "Eu era um leitor ávido na época e dolorosamente tímido".

"Não se esqueça de que você jogava alguns esportes".

"Isso é só porque Emmett forçou minha bunda para isso".

"Ah." Bella murmurou enquanto seus lábios corriam ao longo da minha mandíbula. "Eu entendo, mas, ainda assim, você era muito bonito então, mesmo que você tingisse seu cabelo".

Isso mesmo, eu não tinha me lembrado disso. Eu tinha pintado o meu cabelo com um marrom mais claro, não querendo me destacar. Eu ainda estava de luto por meus pais e eu detestava atenção indesejada. Eu cantarolei e procurei pela pele nua ao longo de suas coxas. "Eu me lembro de que o seu cabelo era curto então, baby." Sussurrei, minha cabeça rolando para o lado, permitindo seu acesso. "Você usava uma camisa vermelha bonita que me permitia ver aqueles seus seios rosados".

Senti o sorriso de Bella contra a pele do meu pescoço. "Você era mais alto quando você me pediu para dançar. Você provavelmente poderia ver a minha camisa".

"Claro que sim. Talvez eu tenha sido tímido, mas a chance de ver peitos não seria desperdiçada".

Bella riu e mordeu meu ombro suavemente, fazendo-me gemer enquanto a sua língua acariciava a área. "Eu pensei que você nunca fosse me beijar." Ela murmurou, colocando os dedos debaixo da minha camisa.

Minhas mãos correram até o seu tronco, procurando a sua pele aquecida. "Eu quis no momento em que vi você no meu quarto".

"Eu sei." Ela disse baixinho. "Mas eu queria que você desse o primeiro passo".

"Eu dei depois do que pareceu ser uma eternidade." Eu sussurrei enquanto meus dedos corriam sobre o seu tórax e na parte inferior dos seus seios.

Ela arqueou mais perto, suas pernas penduradas sobre ambos os lados da cadeira. "Foi como um doce primeiro beijo".

Eu balancei a cabeça e nos levantei para fora da cadeira. Eu a coloquei no chão e seu sorriso me disse que ela sabia o que eu estava fazendo. Eu queria reviver aquela nossa primeira noite juntos. Passei meus braços em volta da cintura dela enquanto ela passou os seus no meu ombro. Nós dois começamos a balançar com a memória da música que estava tocando em nossas cabeças. E assim, quando eu me atrevi a roçar a sua carne sob a sua blusa, a mão dela começou a brincar com cabelo na minha nuca.

Eu gemi baixinho, a realidade era tão doce quanto a memória. Inclinei-me como fiz na época e encostei meus lábios nos dela suavemente. Ela choramingou e ficou na ponta dos pés para me beijar mais. Eu ri baixinho e a levantei do chão para aprofundar o beijo. Bella riu quando os seus pés pendiam quase a um pé fora do chão.

"Exatamente tão forte quanto você era naquela época." Ela murmurou. "Você se lembra do que aconteceu depois?"

Eu balancei a cabeça e peguei seu lábio inferior entre os meus lábios. Bella respondeu com um suspiro tão excitante quanto antes. Seus lábios tomaram o meu lábio superior e ela gentilmente o mordeu enquanto as minhas mãos corriam sobre a parte inferior das suas costas.

"Bella." Eu ofeguei. Ela gemeu e minha língua percorreu a dela, capturando os seus doces sons.

"Eu quero você." Ela sussurrou, ainda jogando a peça.

"Você tem certeza?" Eu perguntei com um sopro de gagueira, como eu tinha naquela época.

Ela assentiu com a cabeça e envolveu as pernas em volta da minha cintura. Eu gemi e apalpei a sua bunda mais asperamente. Deus, ela ficava tão bem contra mim. Caminhei lentamente em direção à cama e a deitei. Com toques suaves e tímidos, nós removemos o resto de nossas roupas, deixando tudo no chão.

Eu gemi quando ela pegou minha ereção em suas mãos suaves e quentes. Bella olhou para mim através dos seus cílios, seus lábios entre os dentes. Ela era tão bonita. "Percorremos um círculo completo, baby".

Ela assentiu com a cabeça. "Eu me lembro de você dizendo como você gostaria que tivéssemos mais do que uma noite".

"Eu queria." Eu disse enquanto beijava ao longo da sua clavícula. "Eu me lembro de pensar 'Deus, se eu puder tê-la novamente, eu nunca mais pedirei nada'."

"Eu sou sua agora, Edward".

Eu balancei a cabeça. "Eu amava você então, também".

Ela sorriu. "Paixão cega".

"Talvez." Eu sussurrei. "Mas ninguém se esquece da sua primeira vez. E a minha foi com você".

"A minha também".

Deslizei minhas mãos sobre seu corpo flexível e sua pele quente tremeu sob meus dedos. Eu procurei o calor úmido entre suas coxas e gemi quando encontrei. Com um leve toque, eu a levei para a conclusão, como eu tinha feito anos antes.

Sua pele corou e umedeceu em minha língua enquanto seu corpo tremia do seu orgasmo. "Por favor." Ela murmurou.

"Qualquer coisa." Eu gemi. Escorreguei para dentro dela delicadamente e com uma lentidão dolorosa. Eu me alegrava com cada centímetro do seu calor e em como eu me sentia completo quando estávamos unidos.

Os toques que começaram lentos e suaves em breve se tornaram mais agressivos e possessivos. "Eu te amo." Eu gemi e nos virei com cuidado. Peguei os seus seios em concha enquanto ela sentava-se para trás para me montar. Suas mãos corriam sobre o seu corpo e seu cabelo. Meus olhos se deleitaram nos seus movimentos soltos enquanto ela me levava para muito perto da borda.

"Bella." Eu ofeguei enquanto o rolo no meu estômago doía para saltar.

"Tão perto." Ela gemeu. "Mais".

Peguei seus quadris e a segurei parada enquanto eu me empurrava para cima debaixo dela. Com cada impulso para cima, eu a trazia para baixo forte. Ela gemeu e gritou o meu nome com todas as conexões poderosas.

"Sim." Ela ofegou com as unhas cravadas no meu abdômen. As pequenas faíscas de dor só acrescentaram mais prazer enquanto eu tremia no meu orgasmo.

"Bella." Eu grunhi quando eu a trouxe para baixo uma última vez, então eu jorrei forte dentro dela. Senti a sua vibração em volta de mim. Seus gritos e gemidos me alertaram que ela gozou também.

Cansada, Bella deitou a cabeça no meu peito suado. Corri as mãos pelas suas costas, murmurando que eu a amava.

Depois de alguns minutos eu a puxei contra o meu lado, nossa respiração ainda ofegante. "Tenho certeza de que se a nossa primeira vez fosse algo assim, eu nunca deixaria você sair da minha vista".

"Você fez muito bem para a sua primeira vez." Ela disse baixinho e depois deu uma risadinha.

"Mentirosa." Eu pensei. "Eu fui um tonto na primeira vez".

"Sim, mas na segunda vez não foi tão ruim".

"Sim, porque você me sugeriu usar dois preservativos." Eu disse.

"A segunda vez foi muito melhor." Bella disse. "É claro que isso pode ser porque eu estava por cima".

Eu sorri e cantarolei, cobrindo em forma de concha os seus seios. "Sim, eu concordo. A vista foi fodidamente incrível".