Capítulo 35 – Surpresa

Tradutora: Irene Maceió

~ Edward

Ligamos para meus pais na manhã seguinte após a descoberta de nossos gêmeos. A quantidade de gritos e choros do outro lado havia feito minhas orelhas doerem por alguns minutos. A mesma coisa aconteceu quando Bella ligou para Rosalie e Alice. Era difícil acreditar que em cinco meses a nossa família logo ganharia quatro novos membros.

O homem dentro de mim me fez gargalhar com orgulho quando eu percebi que Jasper e Emmett teriam que alcançar Bella e eu.

Infelizmente, Carlisle também transmitiu a notícia de uma inspeção falha em um de nossos maiores projetos. Eu coordenava o projeto e isso significava que eu teria que viajar mais cedo. Carlisle insistiu que ele poderia protelar por mais um dia.

Eu adoraria que Bella e eu passássemos o resto do dia na cama, mas ela parecia animada com o que tinha planejado para mim. Então, um pouco depois das sete da manhã, estávamos agasalhados em casacos quentes, luvas e cachecóis enquanto fazíamos nosso caminho ao nosso primeiro destino.

Na recepção do nosso hotel, Bella falou em voz baixa com o gerente. O pequeno homem de cabelos grisalhos parecia completamente tomado por ela, corando cada vez que ela sorria ou colocava a mão sobre a dele. Era agradável ver o quanto ela afetava as pessoas, mesmo que ela não estivesse ciente disso.

Ela disse que nosso destino era uma caminhada próxima, mas o tempo lá fora estava congelando, então nós usamos o serviço de limusine do hotel.

Bella se aconchegou ao meu lado e suspirou profundamente. "Eu não sei como vou conseguir ficar as próximas duas semanas sem você." Ela sussurrou.

"Nem eu." Eu murmurei, passando os braços em torno dela com força. "O que estávamos fazendo antes parecia funcionar".

"Eu sei que você estava indo trabalhar cansado, Edward".

"Sim." Eu disse com firmeza. "Mas valeu a pena. Ficar acordado até tarde, para poder te dar o conforto que você precisava. Você sabe que se eu pudesse eu largaria tudo para que eu pudesse ficar, não é?"

"E você sabe que eu nunca poderia lhe pedir para fazer isso".

Eu sorri e beijei-a no templo. "Assim como eu não posso pedir a você para desistir de tudo também".

"Nós dois somos burros teimosos." Ela brincou, sua mão coçando a minha barriga. Ela sempre fazia isso quando estava se sentindo ansiosa e brincalhona. Eu adorava isso.

"Um pouco." Eu disse, rindo quando eu manipulei sua bunda.

"Bunda".

"Exatamente."

"Eu preciso vendar seus olhos." Ela disse suavemente, tirando um lenço de seda preto do bolso do casaco.

"Porra, baby." Eu murmurei. "Você sabe o que isso faz comigo".

Ela riu. "Calma, garoto".

"Provocadora." Bati em sua bunda, em seguida, acalmando-a com as mãos um pouco demais. Ela balançou e se soltou dos meus braços e subiu no meu colo. "Muito melhor." Eu disse humildemente, balançando as sobrancelhas sugestivamente.

"Concentre-se." Ela disse com um rolar de olhos.

"É difícil fazer isso quando você está no meu colo e ameaçando colocar uma venda nos meus olhos." Eu sorri e ela manobrou sobre a minha ereção.

"O que deu em você?" Ela perguntou em um suspiro ofegante. "Você está mais excitado que o habitual".

"Eu não sei." Respondi honestamente. "Pode ser porque eu partirei em breve. Ou poderia ser porque você está carregando nossos bebês e está linda fazendo isso".

"Bem, acalme-se um pouco. Nós não seremos capazes de fazer nada sobre isso-" ela disse, agarrando-me sobre o material das minhas calças, "-até que estejamos de volta".

Eu gemi e beijei-a grosseiramente, o que proporcionou uma distração suficiente para ela colocar o lenço sobre meus olhos. "Trapaceira." Gaguejei e mordisquei seu lábio superior. Ela riu suavemente contra minha boca, entregando-se à minha necessidade de beijá-la. Depois de alguns minutos, a limusine parou. Demorou mais alguns minutos para eu me acalmar o suficiente para sair do carro.

Bella pegou a minha mão, mantendo-me perto do seu lado enquanto ela me levava a algum lugar. Ouvi murmúrios de pessoas ao nosso redor, então eu sabia que estávamos em uma calçada ou algo assim. "Srta. Swan." Disse uma voz profunda. "Tudo está pronto. Você e seu convidado têm o lugar só para vocês por 90 minutos antes de abrirmos as nossas portas".

Bella agradeceu e guiou-me para dentro de um prédio que estava consideravelmente mais quente do que do lado de fora. Eu tremi um pouco, os últimos restos do frio me deixando. Prestei muita atenção ao meu redor, o cheiro era extremamente familiar, assim como a canção que eu ouvia alta e clara.

Lentamente, Bella tirou minha venda e quando ela caiu, eu não pude deixar de agarrar meu peito. Era tanto doloroso como extremamente lindo que ela tivesse pensado nisso.

"O que você fez, Bella?" Ela puxou minha mão, me levando para um caminho bem conhecido.

Ela levantou os ombros e os deixou cair, sorrindo suavemente. "Eu fiz isso por você. Você me disse uma vez sobre como seus Natais com os seus pais eram. Eu queria dar-lhe um pouco disso quando você estivesse aqui comigo".

"Eu não posso acreditar que você foi capaz de fazer isso." Eu respondi, olhando em volta, espantado. O relógio gigante que dominava o ambiente marchava com a melodia familiar. Tomei uma respiração profunda e, de repente, as lembranças da minha infância passaram por minha mente.

Lá estava o olhar no rosto da minha mãe, suas brilhantes bochechas vermelhas, o sorriso e a devoção em seus olhos enquanto ela se alegrava com a minha admiração. Meu pai também me olhava alegremente, esfregando as mãos, traçando o nosso caminho através de todo o edifício.

Bella continuou a liderar o caminho e parou com um sorriso no rosto. Eu poderia dizer que ela estava gostando disso e simplesmente porque ela sabia que me deixava feliz.

"Eu conheço as pessoas certas." Ela disse com um sorriso gentil. "Vá em frente." Ela apontou para trás do seu ombro com um aceno de cabeça. "Você sabe que você quer fazer isso. Tire os sapatos primeiro".

Sorri e envolvi meus braços em torno dela. Girei-nos ao redor, beijando-a até que ela engasgou para respirar. Eu tirei meus sapatos e beijei-a novamente. "Você parece um garoto que acabou de acordar na manhã de Natal." Ela disse enquanto limpava o batom dos meus lábios.

Eu sorri, cuidadosamente colocando-a em seus pés. Afastei-me dela e corri. Sim! Meus pés deslizaram sobre as teclas brilhantes brancas e pretas. Bella riu enquanto eu deslizava sobre o piano grande da FAO Schwarz*.

*FAO Schwarz é o nome de uma famosa revendedora de brinquedos, com sede na cidade de Nova York. Essa loja é famosa por ter aparecido nos filmes "Quero ser Grande" (1988) e Esqueceram de mim 2 (1992).

"Isso me parece familiar." Bella brincou enquanto balançava a cabeça. Eu sabia pelo olhar divertido e escuro nos olhos dela que ela estava pensando em mim deslizando sobre o piso de madeira da nossa casa. Eu quase tropecei quando eu dei uma parada nessa lembrança agradável.

"Diga-me como você conseguiu isso." Eu perguntei quando comecei a tocar com meus pés através das teclas.

"Cobrando alguns favores." Ela disse suavemente, tirando seus sapatos. "Eu queria que nós fizéssemos disso uma visita tradicional para nossos filhos um dia".

Eu sorri e peguei a mão dela, ajudando-a a andar sobre o piano comigo. "Eu adoraria trazer nossos filhos aqui." Beijei-a levemente e meus braços a circularam. "Obrigado. Isso significa muito para mim. Eu não estive aqui desde que eu tinha doze anos".

"Esme disse que era algo que você sempre ansiava e que você sempre começava a guardar sua mesada em junho para vir aqui".

Eu ri e assenti. "Eu fazia isso. Eu sempre levava um brinquedo novo para meus pais e um que eu comprava para mim." Lembrei-me de algo e doeu que eu estivesse tão insensível depois que meus pais morreram. "Toda vez que eu vinha, eu comprava um ursinho de pelúcia para minha mãe. Ela os guardava em sua sala de costura e não tenho idéia do que aconteceu com a coleção".

Bella suspirou. "Não se preocupe com isso agora. Quando você voltar, você pode perguntar para sua tia".

Eu balancei a cabeça. "Toca uma música comigo?"

Bella sorriu e tomou o lugar dela. "Vamos tentar algo simples".

Demorou algumas tentativas, mas conseguimos tocar Chopsticks*. Nós rimos o tempo todo, suprindo nossa necessidade de se tocar ocasionalmente. Eu gentilmente empurrei-a para fora do piano quando eu disse a ela para não forçar muito seu corpo para o dia.

*Tipo de valsa melódica e de fácil harmonia para piano (Música). "Chopsticks" significa "Pauzinhos" em português. Vocês devem se lembrar do Tom Hanks tocando essa mesma música no piano gigante em "Quero ser grande", um filme de 1988.

"Você sabe." Ela disse enquanto me observava tentar tocar sua canção de ninar. "Você foi feito para dançar"

Eu levantei uma sobrancelha, esperando por uma explicação. "Você é alto." Ela sussurrou. "Magro, mas ainda forte. Você é gracioso. Se você não conseguisse entrar na Broadway, você teria dado um inferno de um dançarino da Chippendale*".

*É um grupo de homens que se apresenta em Las Vegas. O estilo deles é completamente erótico e virou ícone da noite para as mulheres em Vegas. Eles criaram a moda da calça social, peito nu e gravata borboleta.

Rosnei e a ataquei em dois passos fáceis. Ela tentou correr, mas eu era muito mais rápido que ela. Eu a tinha totalmente envolta em meus braços e beijei-a completamente. Cedo demais, um funcionário da loja de brinquedos veio e se ofereceu para tirar algumas fotos. Bella e eu nos divertimos posando no grande piano, incluindo uma em que eu estava inclinado para baixo em um joelho com a sua mão na minha.

"Você sabe que isso vai acontecer em breve, certo?" Perguntei enquanto me levantei e levei Bella ao urso gigante.

Ela suspirou e apertou minha mão. "Eu sei o suficiente para saber que você tentará fazer algo muito elaborado".

"E você não vai me parar." Eu a provoquei.

"Você não tem que fazer algo grande para me fazer dizer sim." Ela respondeu. "Mas parece ser algo que você quer fazer. No entanto, você pode simplesmente pedir e nós vamos estar noivos".

"Onde está a diversão nisso?"

"De fato." Ela disse quando viu o olhar de horror em meu rosto. "Eu sei por que você sente que tem que fazer isso".

Eu balancei a cabeça. Quando eu tinha pedido a ela, eu estava fodidamente bêbado, irritado e de coração partido. Eu precisava fazer isso. "Obrigado." Eu sussurrei.

"Vamos lá." Ela disse enquanto me levava a um grupo de animais empalhados. "Vamos comprar alguma coisa para nossos bebês".

"Apenas uma coisa?" Eu perguntei. "Nós estamos em uma incrível loja de brinquedos, como é que devemos nos limitar a comprar uma coisa só?"

Bella riu com isso, beijando-me profundamente. "Você vai estragá-los, não é?"

"Culpado".

~ OoO ~

Nós voltamos ao nosso quarto de hotel depois de um tranqüilo passeio no Central Park algumas horas mais tarde. Bella me informou que a nossa próxima parada exigiria trajes formais, mas não precisávamos estar prontos por mais algumas horas. Nós requisitamos o serviço de quarto e desfrutamos de um calmo almoço juntos.

"Você sabe que eu não acho que sei qual é sua comida preferida." Eu disse com tristeza. "Nós estivemos tão preocupados com todo o drama que eu não tenho certeza sobre todas as pequenas coisas".

"Você pode aprender essas pequenas coisas observando uma pessoa às vezes." Ela disse suavemente enquanto sentava-se no meu colo, folheando o jornal junto comigo. "Por exemplo, eu sei que sua comida favorita é massa, especialmente qualquer coisa com molho branco".

"Você está certa." Eu disse, pensativo. "Pelo que eu observei, eu diria que o seu é-"

Bella cobriu minha boca, sorrindo. "Você ia dizer 'meu pau', não ia?"

Meus olhos se arregalaram e eu balancei minha cabeça. "Maldição, eu sou tão fodidamente previsível?" Eu perguntei quando ela deixou cair sua mão.

Ela encolheu os ombros. "Eu apenas sei como sua mente suja funciona. Pense mais duro e sem o seu pau".

"Tudo bem, se você insiste." Fechei os olhos, lembrando de todas as vezes que tínhamos comido juntos. Pensei em sua reação a certos alimentos e sua aversão a outros. "Você parece gostar mais de frango".

"Continue pensando." Ela murmurou, se aninhando em meu pescoço com os lábios nele.

Eu sorri porque ela sabia que eu não conseguia pensar quando ela estava fazendo algo assim. "Você gosta da minha receita de Frango com Parmesão".

"Bingo. Agora, use sua memória fotográfica para descobrir a minha cor preferida".

"Vermelho." Lembrei-me da primeira vez que eu tinha visto sua gaveta de roupas íntimas, havia muitos tons variados de vermelho naquela gaveta.

"Sim".

"Seu autor favorito é Stephen King, o que eu pessoalmente não entendo".

"Ele é meu favorito desse gênero".

"Tudo bem." Eu disse com um falso aborrecimento. "Seu ator favorito é o Bruce Willis. Você tem uma queda por carecas ou algo assim? Porque eu olhei sua coleção de DVD, você tem um bom número deles".

"Eu gosto da idéia de esfregar a cabeça deles." Ela brincou, rindo quando eu rosnei.

"Você está certa." Eu disse suavemente e puxei seu rosto para cima, assim os nossos olhos podiam se encontrar. "Eu te conheço".

"Sim." Ela sussurrou, pegando meu rosto em suas mãos. "Você conhece. Não é errado antecipar as necessidades do outro".

"Eu gosto disso." Eu disse, beijando-a suavemente. Ela respondeu ao meu beijo e se afastou depois de alguns minutos. Era hora de nos arrumarmos. Ajudei-a a ficar de pé e, em seguida, golpeei forte em sua bunda.

"Mas não faz mal surpreendê-la agora e depois." Eu disse e afastei-me dela rapidamente. Eu mal consegui caminhar até o banheiro para fugir dela, fechando a porta atrás de mim.

"Edward Anthony Masen Cullen." Ela cuspiu com raiva. "Você vai pagar por isso".

"Vamos ver, minha querida." Eu disse da porta.

"Essa porra doeu." Ela grunhiu e bateu a porta com seu punho.

"Nem deve ter doído tanto." Eu disse com uma voz cantante. "Você tem uma pequena carga extra aí, de qualquer maneira".

"Você acabou de me chamar de bunda gorda?" Ela murmurou baixinho e eu pude ouvir as lágrimas na voz dela.

Porra. "Não!" Eu disse, abrindo a porta. Ela estava parada presunçosamente com os braços cruzados sobre o peito. Eu olhei para ela. "Trégua?"

Ela sorriu e encolheu os ombros. "Minha bunda ainda está ardendo".

Eu sorri e me ofereci para esfregá-la para fazê-la se sentir melhor.

~ OoO ~

Em duas horas eu estava em um caro smoking preto, esperando que Bella ficasse pronta. Depois da manhã incrível que tivemos, eu tinha que saber como ela planejou tudo isso. A viagem em memória da minha infância foi divertida e exatamente o que eu precisava. Por muito tempo, deixei a súbita morte dos meus pais nublar tudo, nunca verdadeiramente apreciando qualquer coisa que me lembrasse deles.

Ela me ajudou nos últimos dois meses a restaurar algumas dessas memórias e me permitiu partilhá-las com ela. Eu não podia esperar até que criássemos boas lembranças com os nossos próprios filhos.

Eu me virei quando ouvi a porta abrir no quarto ao lado. Bella saiu em um vestido azul escuro e belo que abraçava seus seios perfeitamente. O tecido estava deliciosamente confortável sobre as suas curvas e mostrava orgulhosamente o volume dos bebês.

Peguei a mão dela e girei-a ao redor, ganhando uma risada suave. "Você está linda, amor." Sussurrei enquanto a puxava contra meu peito. "Tem certeza que temos que sair?" Sorri quando ela revirou os olhos. Pressionei meus lábios em sua boca pintada. Alegrei-me com o pequeno engate de sua respiração quando rocei os lados do seu corpo.

"Pare," ela disse em meus lábios, "de me distrair".

Eu gemi e coloquei minha testa na dela. Olhei entre nós e pude ver o decote quase artístico de seu peito, um banquete para meus olhos e boca. "Você nesse vestido é o que está me distraindo".

"Nós teremos o resto da tarde e da noite para terminarmos isso." Ela me beijou mais uma vez e agarrou seu casaco. O mesmo que ela usou no jantar de gala. Eu congelei enquanto eu o segurava para ela.

"Nós não podemos fingir que aquela noite nunca aconteceu." Ela sussurrou quando percebeu o que tinha me chamado a atenção. "Eu não vou deixar de usar algo só porque tem dor associada a ele".

Eu assenti. "Eu entendo o que você está falando." Eu disse suavemente, deslizando o casaco sobre seus ombros. "Você precisa entender que eu não consigo superar isso rapidamente. Embora eu esteja tentando".

"Eu sei." Ela disse quando agarrou a lapela do meu casaco. Ela me puxou para perto e mordiscou meu queixo. "Tudo que eu peço é que você fale comigo se algo estiver te incomodando, e eu prometo fazer o mesmo".

"Tudo bem." Eu disse, pressionando outro beijo em seus lábios. "Se você está disposta a divulgar tudo, você já fez sexo anal antes?"

"Você já?"

Eu levantei uma sobrancelha e ela fez uma careta. "Isso não é exatamente a conversa que eu queria ter antes de irmos para onde estamos indo".

"Tudo bem." Eu respondi, já adivinhando a resposta. Eu não tinha idéia do por que eu estava com raiva. Eu sabia que ela era mais experiente em certos aspectos do sexo. Porra, eu não poderia ter uma maldita vantagem sobre todos os idiotas que vieram antes de mim?

"Edward." Ela resmungou. "Pare de supor que você sabe a porra da resposta. Vou te responder isso, nenhum pau de outro homem entrou na minha bunda".

Ela pegou sua bolsinha e bateu a porta atrás dela. "Porra." Eu disse através dos dentes cerrados. Ela disse que não, mas ela não tinha esclarecido se ela usou brinquedos.

Ugh, não admira que ela não queria ter essa conversa, já que eu tive que me ajustar nas minhas calças. Deslizei o cartão-chave do quarto de hotel no bolso e saí. Encontrei-a esperando o elevador, seu pequeno pé batendo o salto insistentemente.

Passei meus braços em volta de sua cintura. "Sinto muito." Eu sussurrei, beijando seu pescoço. "Eu te amo tanto e acho que eu apenas queria algo seu só para mim e mais ninguém".

"Eu sei." Ela disse suavemente, saindo dos meus braços e entrando no elevador. "Você tem meu coração, Edward, e eu só o dei a você." Ela mexeu com seu casaco, escovando as mãos sobre sua barriga. "Sinto muito sobre como eu respondi para você".

"Eu mereci aquilo. Não era o momento certo para falar sobre isso." Eu disse enquanto a puxei para perto. "É apenas algo que venho pensando há algum tempo".

"É claro que você pensa, você é um homem." Ela murmurou. "A cadeira funcionará maravilhas para fazer a nossa primeira vez mais fácil para nós dois".

Eu gemi. "Porra." Assobiei. "Agora quando eu chegar em casa vou imaginar isso".

Ela riu, coçando minha barriga. Provocadorazinha do caralho.

~ oOo ~

Bella tinha realizado a mesma rotina nesta manhã, me vendando enquanto ela se sentava no meu colo. E, como antes, ela me levou pela mão para o nosso destino.

"Você está tão confiante." Ela sussurrou depois de me levar com segurança pelo edifício quente que cheirava distintamente a madeira polida. "Você nem mesmo tirou um momento para duvidar de mim enquanto eu lhe dava instruções".

"Eu acredito que você não vai me levar para uma parede ou algo assim." Eu disse sorrindo. "Além disso, você gosta da minha cara bonita." Ela riu quando meus joelhos esbarraram em algum tipo de banco baixo ou uma cadeira. "Falei cedo demais".

"Você pediu por isso." Ela disse através das suas risadas. "Tudo bem, nós chegamos". Ela posicionou-me no que eu estava supondo ser o maior impacto para ela revelar. "Eu-eu queria ajudar a fazer um dos sonhos da sua mãe se tornar realidade".

A venda caiu para revelar que estávamos em um palco. Enfeitado por uma moldagem dourada com uma tonalidade suave nas paredes e no teto alto. Virei-me para ver filas e filas de assentos, os corredores com tapete vermelho e os assentos nos camarotes à direita e à esquerda do palco.

Eu estava em pé no meio do Isaac Stern Auditorium, no Carnegie Hall*. Engoli em seco quando as emoções e memórias me encheram completamente. Com a mão trêmula, puxei Bella e beijei a palma de sua mão, em silêncio dizendo a ela que isso significava muito para mim. À nossa frente estava um negro e reluzente piano Steinway sob a sobrecarga de luzes brilhantes.

*O Carnegie Hall é uma sala de espetáculos em Midtown Manhattan, na cidade de Nova York, localizada no numero 881 da Sétima Avenida.

"Eu aluguei o salão por algumas horas." Bella disse suavemente. "Não há nenhuma audiência, mas-"

Eu virei para ela, envolvendo-a com força em meus braços. "Mesmo se houvesse, você é a única platéia para quem eu estaria tocando de qualquer jeito." Ela fungou e assentiu. "Obrigado por ter feito isso".

Fechei meus olhos e só levei um momento para me centrar. Eu lentamente deslizei minhas mãos por seus braços e peguei uma delas na minha. Caminhamos até o piano e sentamos em uma cadeira. Segurei a mão de Bella enquanto ela se sentou ao meu lado.

Flexionei meus dedos enquanto olhava para os bancos, imaginando os meus pais na primeira fila. Senti a ponta do polegar de Bella pincelar uma lágrima no meu olho. "Vá em frente e toque." Ela sussurrou.

E tocar foi o que eu fiz. Toquei algumas das favoritas da minha mãe e Esme. Logo a canção de ninar de Bella encheu a sala, seguida por uma nova que eu tinha escrito para os nossos filhos. Bella se sentou em lugares diferentes do palco para obter o efeito completo da acústica. O olhar de devoção era claro em seus olhos e rosto enquanto ela me assistia tocar.

Fiquei perdido na música por algum tempo antes que eu notasse Bella retirar seu leitor de música e um aparelho de som de uma pequena mochila atrás de uma das portas do palco. Uma vez que as últimas notas ficaram em silêncio, ela ligou o som e acenou-me com um dedo.

Peguei-a em meus braços e imediatamente escovei meus lábios nos dela. Havia ternura, amor e uma necessidade no nosso beijo e toque.

"Você acha que nós vamos voltar aqui novamente?" Eu perguntei, girando em torno dela.

"Eu aposto nisso." Ela sussurrou. Ela deu um beijo no meu queixo e mordiscou delicadamente.

"Por que você diz isso?" Arrastei-a por todo o palco e a girei delicadamente, ganhando um riso suave.

"Um dia nós estaremos na platéia assistindo uma de nossas crianças tocar".

Nós dois olhamos para a frente, onde filas e filas de assentos esperavam para ser preenchidos pelas pessoas para a próxima apresentação. "Você tem uma grande imaginação".

"Hmm, sim, eu tenho." Ela ronronou. "Quer ver o que podemos fazer em um banco de piano?"

Eu tremi com a memória da última vez que tocamos no piano da minha casa. Virei-a com as pontas dos meus dedos. "Sua provocadora." Eu rosnei. Rapidamente puxei-a de volta, seu corpo instantaneamente fundindo contra o meu.

"É a única oportunidade na vida de fazermos amor no Carnegie Hall." Ela disse suavemente enquanto apertou a mão na minha virilha. Meu corpo reagiu de imediato, como sempre reagia com ela - só ela.

"Alguém pode nos pegar." Eu gemi. Puxei-a mais próximo, eliminando o espaço entre nossos corpos. Sua mão ficou presa contra o meu quadril e pênis. "Porra." Eu mordi meus lábios quando meus olhos rolaram na minha cabeça.

"Nós não tentamos algo parecido com isto desde o escritório." Ela disse timidamente. Será que ela tinha que me lembrar do dia em que ela estava sob a minha mesa?

Dei uma olhada rápida ao redor, para ver se todas as portas estavam fechadas. A qualquer momento, alguém poderia entrar e nos encontrar. Isso é uma coisa ruim, certo? Senti seus dedos macios escovarem ao longo do meu queixo e meu pescoço. Eles afrouxaram minha gravata e seus lábios começaram a beijar a pele exposta recentemente quando ela desabotoou minha camisa.

"Bella." Eu ofeguei. "O que deu em você?"

Ela riu baixinho e rodou a língua sobre meu pomo de Adão. Xinguei e abracei-a mais perto, ela caminhou lentamente para trás em direção ao piano.

"Eu não sei." Ela murmurou, raspando os dentes ao longo da pele sensível. "Pode ser porque você vai viajar em breve. Ou pode ter sido a visão dos seus longos dedos acariciando as notas certas".

Eu ri e levantei-a fora de seus pés e me sentei no banco. "Eu amo você." Murmurei e a puxei ao redor de modo que ela montou sobre mim. Minhas mãos deslizaram sobre a pele macia e lisa de suas coxas. Seu belo vestido ficou ao redor do meu pulso quando as almofadas do meu polegar roçaram o calor incrível entre suas coxas. "Você está sempre tão pronta para mim, meu amor." Eu avidamente tomei sua boca, acariciando sua língua com a minha.

"Edward." Ela engasgou enquanto se pressionou contra mim. "Amo você tanto." Ela puxou meu cabelo por um momento, tomando meu lábio inferior entre os dentes e puxando. Rosnei e agarrei sua bunda para me pressionar contra ela. Seus dedos correram pelo meu peito, deixando uma fumaça de calor e desejo em seu rastro. Meu casaco do smoking foi jogado no banco ao lado de nós, seus dedos trabalhando habilmente para me afastar da minha calça. Eu gemi quando seus lábios e seu toque fizeram sons guturais saírem de dentro de mim.

Afastei sua calcinha de lado e a enchi em questão de momentos, sons de prazer em nossos lábios. "Será sempre assim?" Eu perguntei, mordiscando sua orelha. Inclinei-me para lamber seu pescoço e beliscar a pele dos seus seios. Porra, eu adorava cada curva e centímetro do seu lindo corpo.

"Sim." Ela respondeu sem fôlego, retardando seus movimentos em cima de mim. O olhar em seus olhos me dizia que ela sempre estaria lá por mim. Ela queria estar comigo pelo resto de nossas vidas. "Eu já posso imaginar o grisalho em suas têmporas," ela beijou meu templo lentamente, "as linhas de risada que provarão o quanto você gostou da sua vida," um outro pincelar de seus lábios no canto da minha boca, "e enfrentou a idade com sabedoria. Então você saberá como causar um orgasmo apenas com a sua voz".

Eu sorri e me empurrei forte e rápido nela. "Eu pensei que eu já fizesse isso agora." Eu sussurrei contra sua boca. "Você é tão boa".

Ela se inclinou mais para trás, suas mãos nos meus joelhos enquanto seus cabelos escovavam as teclas do piano. Minhas mãos seguraram-na para cima, meus dedos espalmados em suas costas enquanto ela se movia forte e rápido. Suas respirações eram superficiais, uma fina camada de suor revestia sua pele corada, tão fodidamente bonita. Depois que eu me ergui para encontrar cada movimento por alguns minutos, ela apertou ao meu redor.

Uma série de palavrões deixou minha boca enquanto meus quadris decolavam do banco. Usei o piano para apoiá-la e estoquei forte dentro dela. Ela agarrou meus braços para apoio e eu gozei com um murmúrio incoerente do seu nome.

Nos abraçamos com força, nos beijamos com reverência e sussurramos baixinho quando a força dos nossos orgasmos diminuiu. O desejo estaria sempre lá, o amor só cresceria e a adoração que eu sentia por ela só aumentaria a cada minuto que passava.

~ oOo ~

Fechei meu laptop um pouco rápido demais, surpreendido com um passageiro que se sentou ao meu lado na primeira classe. Porra, eu sinto falta dela. Na manhã da minha partida de Nova York, e de Bella, foi fodidamente duro para nós dois. Durante dez dias eu estaria sem ela de novo, mas ir para longe dela ficava mais difícil a cada vez que eu tinha que fazer isso.

Minha linda Bella permaneceu forte e não derramou uma lágrima no caminho para o aeroporto. Ela continuou desta forma até que eu dei um beijo de adeus na área de segurança. A primeira vez que eu olhei por cima do meu ombro, seu belo sorriso ainda estava no lugar. Foi após a segunda vez que procurei por ela que eu pude ver suas lágrimas.

Dez dias, eu disse a mim mesmo enquanto fazia meu caminho para casa. Eu a veria em dez dias.

No momento em que eu pousei, enviei a ela uma mensagem para lhe dizer que eu cheguei com segurança. Eu sabia que ela estava a caminho da Filadélfia para outro programa de rádio e sessão de autógrafos. Eu não estava preocupado com nada, os novos seguranças que Rachel contratou eram profissionais muito bem treinados. Eu também enviei um pequeno agradecimento a Deus que ela não gostava de homens muito musculosos.

Após a minha chegada, fiquei preso em reuniões com os inspetores da cidade, engenheiros e Carlisle. Era tarde demais para ligar para Bella quando cheguei em casa e eu odiava perder a chance de falar com ela. Chequei meu e-mail e encontrei um de Bella com um anexo.

Para: Edward Cullen

De: Bella Swan

Assunto: Olhe para mim!

Esme disse que você estaria em reuniões durante todo o dia. Sinto sua falta. Eu tinha me esquecido de te mandar as fotos que Rachel tirou de mim. Espero que goste.

Amor sempre,

Bella Swan

Futura Mamãe

Abri clicando no download de todas as opções e instantaneamente as fotos de Bella em nada além de um top e calcinha estavam na tela. O slide-show começou imediatamente e percebi o que era isso. Era uma progressão do dia-a-dia de como sua barriga estava crescendo. Toquei na tela por um momento, sobrecarregado com o pensamento dos nossos lindos filhos crescendo dentro dela.

Eu rapidamente decidi escrever uma mensagem para ela.

Para: Bella Swan

De: Edward Cullen

Assunto: Olhe para você!

Você está linda, baby. Eu não posso acreditar que tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Eu te amo tanto. Eu posso ver que você está com a barriga bem maior, mas não esquecendo desse seu peito delicioso.

Amor sempre,

Edward Cullen também conhecido como Futuro Papai


Nota da Tradutora: Estamos proximas do fim! hahaahah *noticia tensa*

A autora postou esse capitulo e disse que faltam mais dois e o epílogo. Então agora só postaremos quando ela postar. Não surtem achando que abandonamos qualquer tradução. Todas estão aguardando postagens. Assim que as autoras postam, levamos uma semana para traduzir, betar e postar. Ta bom?

Bem... obrigado pela paciencia. Lembrando que amanhã não tem Entre Irmãos... somente na quarta que vem. O Encontro Pervas no Rio foi incrivel. Mais de 16 meninas participaram e foi bem intenso.

Bjus a todas!

Até o próximo capítulo.