Capítulo 2

- Kagome, você está pronta? – Perguntou sua mãe apreensiva.

- Sim, mamãe. Estou mais do que pronta, não vejo a hora de ter meu primeiro dia de aula. – Disse a pequena com um sorriso nos lábios.

- É melhor a gente ir indo então, como eu sempre digo...

- Antes cinco minutos adiantados, do que cinco atrasados.

- Antes cinco minutos adiantados, do que cinco atrasados. – As duas disseram ao mesmo tempo e logo veio uma gargalhada descontraída.

Sora e Kagome estavam chegando próximas à construção que era utilizada para serem realizadas as aulas, a jovem ficou agitada, nunca havia ouvido tantas crianças ao seu redor ao mesmo tempo, aquilo soava para ela como um paraíso.

- Mãe, é maravilhoso. – Dizia a criança extasiada com todos aqueles sons e vozes diferentes.

- Que bom que você está gostando desde a entrada, meu amor. Vamos indo, te levarei até sua sala.

Kagome sempre sonhara em estar cercadas por pessoas diferentes, ainda mais sendo crianças como ela, a sensação que ela tinha era que aquele lugar era um pedacinho do céu ao seu alcance. Seria tão bom conhecer outras pessoas, brincar com outras crianças, aprender muitas outras coisas com pessoas sábias.

Havia crianças até mais novas que Kagome chegando para aulas, porém ela só tivera permissão para frequentar a escola agora, depois de ter completado seus 10 anos de idade, o que era um tanto tarde, mas por mais que Sora implorasse ao ancião que deixasse que sua filha estudasse na mesma idade das outras crianças ele não tinha permitido. Myouga sempre dizia que Kagome era incapaz e que talvez nunca tivesse a oportunidade de frequentar as aulas. Como sempre, Sora jamais desistiu, sempre que podia retornava a bater na mesma tecla e repetiu tantas vezes o mesmo discurso que havia conseguido mais essa conquista em prol de sua filha. Sora via aquele lindo sorriso nos lábios da pequena como a esperança de que seu destino viesse a mudar, ela não desejava aquele destino para ninguém, muito menos para sua filha, era totalmente injusto.

- Olá, Sora. – Disse uma velha senhora assim que percebeu sua presença no recinto.

- Kaede, como vai? – Respondeu chegando perto para que pudesse abraçá-la ao realizar o cumprimento.

- Muito bem. Vejo que esta aqui é a pequena Kagome, não é mesmo? – A senhora colocou suas mãos no cabelo da menina lhe fazendo um pequeno carrinho.

- Sim, eu sou Kagome, embora eu deva discordar do pequena. – A menina falava em tom de brincadeira, as mais velhas riram.

- Mas creio que você ainda vá crescer um pouco mais, caso contrário todos irão pensar que você é um gnomo. – Kagome deu uma bela gargalhada. – Sora, pode deixá-la comigo. O nome dela está na minha lista, então eu mesma posso levá-la para a sala e fazer com que se acomode.

- Muito obrigada, Kaede. – Sora voltou-se para a filha. – Se comporte meu bem.

- Eu sempre me comporto bem, mãe. Você sabe disso. – Kagome falou convencida, entretanto a garota não dizia nada mais do que a pura verdade, ela não dava nenhum trabalho a sua mãe, mesmo quando era recém-nascida pouco chorava e se contentava fácil.

- Eu sei, meu bem.

- Pelo visto, você é menos travessa do que sua mão foi quando era criança. Lembro, como se fosse ontem, as coisas que ela aprontava nas minhas aulas.

- Kaede, não precisa contar essas coisas pra ela.

- É claro que precisa. Eu aposto que a Kagome não vê a hora de ouvir todas as histórias da mãe dela, não é mesmo? – disse pegando na mão da menor.

- É claro que eu quero, tia Kaede.

- Então vamos indo, por que eu tenho várias histórias pra te contar.

- Kaede, assim você acaba com a minha moral. – Sora fazia cara de inconformada.

- Ah pequena Sora, eu não vou acabar com a sua moral, afinal de contas, você deveria ter zelado por ela enquanto podia. – Kaede ria gostosamente da própria piada.

- Kaede, você está tão engraçada como antigamente. Eu vou indo e cuide bem da minha filha.

- Pode deixar, você sabe que ela está em ótimas mãos. Vamos indo, Kagome.

As duas tomaram seu rumo e Sora ainda ficou olhando de longe enquanto elas sumiam pelo longo corredor da escola. Ela via toda sua luta e sacrifício dando belas flores e ansiava que, assim como tal, dessem belos frutos. Essa era uma das muitas conquistas que esperava encontrar pela frente.