Capítulo 3

Dor... Solidão... Por que eu sentia isso ao meu redor?... Quem... Quem provocava isso em mim?

Eu ouvi um riso ao longe. Um riso infantil.

"Lils? Quer brincar comigo? Quer? Quer?"

Não... Me deixe descansar... Saia de perto de mim... Deixe-me em paz!

Eu chorei.

Eu não conseguia enxergar nada ao meu redor. Somente a luz azul da água no chão.

"Por que não comigo? O que eu tenho de tão ruim?"

Uma menininha de olhos escuros e cabelos castanhos até a cintura apareceu a minha frente. Vestido tão branco que quase se misturava a sua pele de porcelana.

Quem é você?

"Eu sou a Jane!" Ela falou com muito entusiasmo. "Eu finalmente tenho uma companhia normal em 25 anos! Estou tão feliz!" Ela limpou uma lágrima no canto do olho.

25... Anos? Quantos anos você tem?

"Eu tenho 5 anos e meio!" Ela mostrou os dedinhos e não pude deixar de sorrir. "E você irmãzinha? Quantos anos têm?"

25 anos... Eu acho. Não fico contando... Odeio aniversários.

"Ah! Que coisa feia! Aniversários são legais! Tem bolo e também tem balões! Eu gostava de balões, mas agora eu não consigo encontrar um."

O que faz aqui... Jane?

"Ela me encontrou! Ela me encontrou num campo florido onde eu procurava o meu gato. Foi bem a tempo, eu creio."

Ela...?

"Quer dar um passeio comigo? Só precisa ter cuidado."

Eu aceitei. Aliás, eu não vou a lugar nenhum mesmo.

Andamos alguns minutos.

"Ah! Entendi!" Ela parecia falar com si mesma. "Lily? Ela me pediu para te mostrar uma cena. Talvez em algum lugar do passado você estivesse lá."

Jane simplesmente sumiu.

Jane? Jane!

Eu ouvi um baque surdo atrás de mim. E então a minha frente.

Asas... Sangue... Anjos caídos... Aos meus pés... Demônios!

"Você causa a morte. " Várias vozessussurraram atrás de mim.

Ele abriu as asas causando uma ventania estranha. O vento foi tão grande que me jogou para frente de encontro com a água.

-Ai... Minha cabeça... –Euabri os olhos novamente. Muitos... mortos ao meu redor. Todos... Eu recuei perante o meu medo.

-Desculpe te mostrar tudo isso... Mas você precisa saber da verdade Lily... Quer dizer, Alice. –Uma voz quase que arrogante sussurrou - Mas venha comigo. –A voz dela mudou para gentil e amorosa. –Venha comigo... Eu estive te esperando por muito tempo.

Ela pousou a minha frente como se fosse uma pluma. Olhos azuis e os seus cabelos eram tão loiros que quase se tornavam brancos. Ela acenou para mim.

-Você... –Eu comecei, mas travei. Igualzinha a mim. Eu? Não... Eu? Não pode ser eu porque eu estou bem aqui!

-Eu definitivamente resolvi te esperar! Eu não pensei que demoraria tanto, mas você finalmente voltou para mim! E vamos ficar juntas para todo o sempre! Você tem que cumprir sua promessa lembra?

-Eu... Eu não te conheço! Você está a me confundir com alguém! Quem é você? –Eu gritei.

-Você não se lembra de mim...? Imperdoável... Imperdoável!

Ela sumiu e então me abraçou pelas minhas costas.

-Te matarei. –Ela sussurrou. Eu me virei rapidamente e ela agarrou meu pescoço. –Não vou perdoá-la. Com certeza... Com certeza!

O chão simplesmente sumiu e esqueci por tudo que eu caioe então estávamos caindo lentamente enquanto ela me estrangulava.

-Eu... Eu... Eu não devo me entregar... Eu não quero me entregar... – Eu falei entre alguns engasgos. O ar já me faltava e muito.

-Eu te amo Alice... Minha amada Alice... –As lágrimas dela caíam em meu rosto.

Alice... ? Eu... Alice?

-Por que continua a me chamar de Alice? –Eu gritei.

Ela tirou a mão do meu pescoço e deitou sobre mim.

-Por que no fimeu desci e você subiu? Não podíamos nos separar.

-Quem é você?

-Eu sou você. -Ela sorriu com diabolicamente.

Aproximou-se do meu rosto e posicionou o rosto no meu pescoço. Inalou profundamente o meu cheiro.

-Eu sempre soube que se eu matasse a sua irmã o seu caminho estaria livre para mim. Só eu seria sua irmã... Seríamos as irmãs Alice. Quem diria que mamãe nos daria o mesmo nome. Alice... –Ela sussurrou contra minha pele.

Alice? Esse nome definitivamente é nostálgico. Sei que conheço alguém com esse nome. Alguém importante.

-Eu não sou Alice! –Eu gritei e para minha surpresa ela foi jogada com tudo para trás.

-Você vai se arrepender... Sugiro que não apareça no abismo do medo... Porque lá dentro sou eu quem manda. Eu sou a vontade do abismo e morrerá assim que pisar lá. Você e seus amigos.

-Lily! –Eu ouvi um grito de James.

-James? –Eu falei.

Ela sumiu e tudo ficou escuro novamente.

-Estou aqui Lily... –Eu ouvi a voz de Marlene.

E então despertei. Olhei ao meu redor para aquele quarto tão estranho para mim.

-Marlene! O que faz aqui? –Eu ouvi uma voz esquisita na sala.

-Eu já disse. Estou ajudando minha amiga de infância que é a protegida do James! E você está maluco? É óbvio que não estou tendo um caso com ele!

-Sirius... Eu acho que devia largar o seu emprego... Ser gerente de uma empresa de cerveja certamente não inclui provar o estoque. –Falou James.

-Ah cala a boca Prongs! Se essa tal amiga é real por que não posso vê-la no quarto? Ou o quarto ainda está como um ninho de amor? –Falou Sirius.

-Cara, você esta se drogando? Sério mesmo, você está duvidando do seu melhor amigo e da sua esposa?

-Confiar nela? A primeira vez que vi essa aqui foi em Las Vegas quando nos casamos! Estávamos tão bêbados que nem pensávamos na época. –O tal Sirius falou.

Eu perdi a paciência. Apesar dos meus ferimentos eu me virei e percebi que estava só com uma camiseta social e de botões. Com certeza era do James. E já era de manhã.

-E eu nunca entendi o porquê de nunca no separarmos. –Falou o Sirius.

-O que está falando? Eu nunca me separei de você por que... –Conhecendo a Marlene como eu conheço, ela com certeza estava corando. – Por que o casamento é sagrado e infelizmente para a vida toda!

-Então por que está... –O tal Sirius começou.

-Por favor, dá pra falar mais baixo ou eu vou ter que ir calar a boca de cada um pra vocês? –Eu resmunguei. –Eu to tentando descansar.

Depois de um silencio constrangedor eu finalmente pensei que podia dormir e então veio a gritaria.

-Lily! Lily! –Falaram James, Marlene e Peter entrando no quarto.

Peter sentou a minha frente, James de um lado e Marlene de outro.

-Meu amor o que houve? –Marlene falou.

-Eu não sei... É tudo muito confuso. –Eu me virei para o James. –Como eu vim parar aqui?

-Primeiramente como ganhou tantos ferimentos? –Falou Marlene.

-Algumas coisas me aconteceram, eu acho, e também ser jogada contra um carro. E então um sonho muito estranho. Ai... –Eu me mexi para o lado errado.

-Bom, o carro que você falou era o nosso. –Falou James. –E o sonho que você falou... Não foi um sonho. Você me arrastou para ele também. –Falou James.

-Te arrastei? Como assim? –Eu me sentei.

-Você simplesmente levantou a cabeça e puxou o James para um beijo muuuuuuuuito demorado. Vocês dois ficaram como se tivessem na lua. –Falou Peter.

Eu olhei para James que desviou os olhos. Eu senti minhas bochechas queimarem.

-D-d-des-cul-cul-pa! –Eu gaguejei.

Ele sorriu.

-Não importa. Mas o mais interessante foi o que você me fez ver. Eu encontrei a Jane...

-Jane! Sim! Ela também estava lá. –Eu dei um pulo.

-Vocês três podem nos dar licença? –Ele se virou para os amigos.

-Claro... Eu tenho que fazer o Sirius pagar por duvidar de mim de qualquer jeito! –Marlene se levantou e arrastou os dois.

-Jane comentou sobre alguém praticamente igual a você só que com cabelos e olhos diferentes. A vontade do abismo eu acho. –Ele falou.

-Alice... O nome dela é Alice. Ela mencionou o Abismo do Medo, eu acho. Eu estava muito ocupada tentando não ser estrangulada.

-Estrangulada? –Ele de repente afastou um pouco a minha blusa e olhou o meu pescoço.

-O que pensa que...

-Tem marcas roxas de dedos no seu pescoço. O que mais ela falou?

-Ela disse que somos as irmãs Alice e que me esperou por muito tempo. Ela matou a minha irmã, James. –Eu comecei a chorar.

-Cal-calma. –Ele afagou os meus cabelos. –Lily eu vou lhe pedir um favor. Não só por mim e também por você. Não saia da minha casa.

- Obrigada. –eu falei entre os soluços.

-Bom, eu vou fazer algo para você comer. –Ele se levantou.

Eu dei um pulo e o abracei pelas costas.

-Não me deixe sozinha agora. Por favor. –Eu comecei a chorar.

Ele parou um instante ao se virar para mim e me olhar com surpresa.

-Você ficará bem. Não se preocupe. –Ele soltou os meus braços.

Marlene entrou assim que James saiu.

-Meu amor você está bem?

-Estou sim. Como veio parar aqui? –Eu falei baixinho.

-James me ligou desesperado. Não saiu do seu lado nenhum momento. Somente quando eu fui trocar as suas roupas e quando Sirius chegou.

Ele ficou ao meu lado?

-Sirius? –Eu de repente me toquei.

-Me - Meu marido. –Ela sorriu.

-Marido? Desde quando? Eu te conheço a 15 anos e nunca soube dele.

-Se lembra que aos 18 eu viajei para Las Vegas? Então... Foi lá.

-Já faz 8 anos e você nunca me disse? –Eu fiquei ressentida de verdade.

-Eu nunca tive muito orgulho sabe... Sinto muito por mentir pra você todo esse tempo e durante ao trabalho também.

-Tudo bem...

-E o enterro da sua irmã? –Ela falou.

-Qual irmã?

-Como assim, qual? A Petúnia é claro!

-Você poderia ligar para o meu irmão e pedir para que ele cuide disso? Sei que ele está na Escócia, mas Petúnia também era sua meia irmã. –Eu falei com tristeza.

-Não se preocupe. Eu ligarei imediatamente para o bastardo do Remus Lupin.

Olá de novo gente! Estou tão feliz! Recebi mais reviews dessa vez e mais gente nova!

Obrigada a Zix Black, Mila Pink, a Ana Krol a quem eu já respondi as reviews quando reenviei o capítulo 2.

Brbara: Espero que continue a ler.

Andro-no-hana: Ainda bem que está gostando de ler! Por que pensei que ninguém realmente a leria. Bjin.

Nessa Potter Cullen: O bom de para num momento crítico é que você fica ansiosa para eu continuar. Hehe. Bom, a vontade do abismo é a quem controla um lugar chamado abismo do medo que você vai descobrir como ele é e o porquê dele existir só mais tarde. O beijo foi só pra dar um impulso no romance deles. Eu ADORO constantine então resolvi fazer uma fic inspirada nele. Kkk

Gente obrigada pelas Reviews e só postei mais cedo por que recebi mais reviews do que no primeiro capitulo.

Plz vamos as Reviews! Beijos para todos!