Capitulo 4
Marlene pegou o celular.
-Mas qual é o numero dele mesmo?
-Não me lembro muito bem. Depois eu procuro lá em casa ou você procura, porque não vou deixar esse apartamento até ser liberada pelo meu carrasco. – Eu ri com a idéia.
-Duvido! Mas o que falarei para o pessoal do trabalho? Todos irão perguntar por você!
-Dê um jeito. Diga um pouco da verdade e oculte o resto. –Eu deitei novamente.
-Lily? Sabe, eu acho melhor eu ir à sua casa e pegar uma mala com roupas, porque você não pode ficar circulando na casa do James só com uma blusa dele.
Eu nem respondi. Eu só olhei pra ela e pensei: Óbvio!
Mas ela resolveu continuar:
-Não é por nada não e nem que eu esteja dizendo que ele é um tarado, mas eu tenho certeza que nessa velocidade vocês iriam acabar se agarrando em uma semana.
-Vira essa boca pra lá! Você poderia guardar esse seu lado fértil a sete chaves, por favor? Ou use-o quando estiver sozinha com o Sirius, credo!
Marlene riu alto.
-Ai ai... Eu adoro te irritar desse jeito. –Ela limpou uma lágrima no canto do olho. -Mas admita que o que eu disse viria se tornar realidade e que você adora esse meu lado "fértil"! –Ela riu de novo.
-E-eu não admito nada! Você que anda especulando coisas!
-Por que você ta toda vermelhinha? –Ela falou como se fosse uma mãe para um bebê.
-Eu não to vermelhinha em nada! –Eu não consegui e comecei a rir com ela. –Cara, eu ainda não entendo por que você é a minha melhor amiga.
-Olha aí uma explicação explícita para você ser minha melhor amiga.
-Pode parar com essas insinuações, por favor? Eu nem o conheço a um dia inteiro! E ainda dizer que ficaríamos juntos...
-Correção: Agarrando-se. –Ela interrompeu.
Eu olhei com certa raiva pra ela.
-Tem que admitir que rolou uma conexão entre vocês e se não rolou vai rolar porque você é uma gata! E o James nunca foi de se jogar fora. –Marlene roeu a unha do midinho e eu sabia muito bem o que aquilo significava.
-Anda. Fala. Você está escondendo alguma coisa! Não me faz ficar mais nervosa do que já sou!
Marlene suspirou e depois respirou bem fundo.
-Escondendo o que menina! Se enxerga!
-Já me enxerguei e já vi que esconde algo. Marlene, Marlene! –Eu a balancei.
-Ok, ok!
Ela respirou fundo novamente.
-Eu... Eu já namorei o James antes... Com quem acha que fui para Las Vegas? –Ela deu um sorrisinho.
-E por que estava escondendo de mim? –Eu realmente não tinha entendido essa.
-Eu não vou repetir novamente o que acho de vocês dois. Ah, tchau! –Ela se levantou e caiu quase que imediatamente.
Eu dei uma risada.
Marlene se ajoelhou e parou.
-Lene... Levanta. A graça já acabou. –Eu falei limpando uma lágrima.
Ela não se levantou.
-Lene? –Eu parei. –Lene?
Eu me levantei, e esquecendo que ainda estava muito debilitada e há muito tempo deitada, caí por conta da vertigem.
-Lene? –Eu, por sorte, tinha caído ao lado de Marlene. Eu coloquei as minhas mãos ao redor do rosto dela, a virando para mim.
-O que houve com você? Marlene? –Os olhos dela estavam inexpressivos. –Pelo o amor de Cristo fale comigo minha amiga.
-Sentiu saudades de mim, Alice? –Ela deu um sorrisinho.
Eu gritei como nunca havia gritado em minha vida.
POVJAMES
-Te arrastei? Como assim? –Ela se sentou apreensiva.
-Você simplesmente levantou a cabeça e puxou o James para um beijo muuuuuuuuito demorado. Vocês dois ficaram como se tivessem na lua. –Falou Peter.
Cara, eu ainda vou te matar.
Ela me olhou quase que imediatamente e por reflexo desviei os meus olhos.
-D-d-des-cul-cul-pa! –Ela gaguejou. Eu segurei o riso. O quão embaraçoso é este momento.
Não me contive e dei um sorriso.
-Não importa. Mas o mais interessante foi o que você me fez ver. Eu encontrei a Jane... –Uma dor surgiu em meu peito. Minha pequena irmã...
Ela de repente interrompeu os meus pensamentos.
-Jane! Sim! Ela também estava lá. –Ela deu um pulo de entusiasmo.
-Vocês três podem nos dar licença? –Eu me virei para Marlene. Ela entendeu meu olhar.
-Claro... Eu tenho que fazer o Sirius pagar por duvidar de mim de qualquer jeito! –Marlene se levantou e arrastou os dois. Sirius me deu um olhar de desespero. Tadinho...
-Jane comentou sobre alguém praticamente igual a você só que com cabelos e olhos diferentes. A vontade do abismo eu acho. –Eu tentei me lembrar da maioria do que ela me disse.
-Alice... O nome dela é Alice. Ela mencionou o Abismo do Medo, eu acho. Eu estava muito ocupada tentando não ser estrangulada. –Ela deu um sorriso amarelo.
O desespero bateu.
-Estrangulada? –Eu me alterei e sem me importar com a decência, puxei a gola da blusa dela. Havia marcas de dedos bem finos ao redor do pescoço e estavam bem roxas.
-O que pensa que...
-Tem marcas roxas de dedos no seu pescoço. O que mais ela falou? –A interrompi antes que ela pensasse coisas erradas.
Ela parou e resolveu continuar.
-Ela disse que somos as irmãs Alice e que me esperou por muito tempo. Ela matou a minha irmã, James. –Ela começou a chorar. Eu realmente não sabia o que fazer.
-Cal-calma. –Eu afaguei os cabelos dela. Eu não gostaria que isso tornasse a acontecer. Eu não queria vê-la machucada de novo. –Lily eu vou lhe pedir um favor. Não só por mim e também por você. Não saia da minha casa.
-Obrigada. –Ela falou soluçando. O choro é algo realmente traidor.
-Bom, eu vou fazer algo para você comer. –Eu me levantei. Não gostaria de vê-la sofrer mais.
Eu ouvi um movimento e então seus braços ao redor de mim.
-Não me deixe sozinha agora. Por favor. –Ela recomeçou a chorar. As mãos pequenininhas tremendo.
Eu realmente travei e me virei com certa surpresa para ela.
-Você ficará bem. Não se preocupe. –Eu praticamente arranquei os braços dela ao meu redor.
E saí quase que imediatamente. Marlene entrou e fechou a porta.
Me dirigi a cozinha sem muito receio. Apesar de ser um dos lugares que eu detesto ficar em casa.
-Cara, desculpa. Desculpa mesmo. Eu nunca devia ter duvidado de você e nem da minha morena. Você me desculpa? –Falou Sirius sentado na mesinha que tinha na cozinha.
-Claro que sim. Você sabe que eu e Marlene somos passado. E passado é passado. Lembre-se disso. –Eu peguei a sopa que Marlene tinha preparado para Lily quando acordasse e coloquei no microondas.
-E então? Como foi se meter com essa garota? –Falou Sirius.
-James, eu vou lá ao boliche. Meu irmão me deixou uma encomenda para mim. –Falou Peter já saindo do apartamento.
-E então? –Perguntou Sirius novamente. –Porque parece coisa séria entre vocês dois.
-Algo muito ruim aconteceu com ela. Não sei para o que ela me arrastou, mas eu não vou abandoná-la. Não agora. –Eu tomei um gole de uísque.
-Eu não vou nem me meter. Sei que a coisa é braba, mas se precisar de mim é só ligar. Apesar das minhas suspeitas de que a Marlene vai acabar morando aqui por causa dessa Lily e que ela vai acabar nos envolvendo... Eu prefiro pensar que não. –Sirius suspirou.
-Cara, você ta ferrado. –Eu ri tirando a sopa do microondas.
Um grito de horror irrompeu do quarto e acabei deixando o prato cair.
Eu e Sirius corremos para o quarto já quebrando a porta e vimos Marlene agachada na frente de Lily que estava encolhida no canto do quarto.
-Eu não sei o que aconteceu. Ela simplesmente começou a fugir de mim. –Falou Marlene segurando o riso.
Lily, no instante em que me viu, se jogou nos meus braços e depois me colocou entre ela e Marlene.
Sirius foi para o lado da esposa.
-Eu acho que vocês deveriam ir embora agora. Lily já se agitou demais por hoje. –Eu falei com receio.
-Claro. –Falou Marlene. –Depois eu volto aqui viu? Durma bem, meu amor. –Ok, agora ela foi doce demais. Muuuito doce até para Marlene.
Lily só faltava chiar atrás de mim. Parecia um gato assustado. Com os pêlos se eriçando.
-Me deixe em paz. –Falou mais ríspida do que eu já consegui ser.
-Claro que não. Tchau. –Marlene saiu e Sirius foi ao seu encalço.
-Lily? –Ela me soltou e correu para trancar a porta da casa. Ela encostou-se à porta.
-Lily? –Eu voltei a perguntar.
Ela realmente parecia assustada.
-Eu… Eu não... Sabia... Por quê?... Por quê?...Por quê?... Por quê?...Por quê?... Por quê?...
Ela estava surtando.
-Lily se controle. –Eu a peguei pelos seus ombros e a sacudi.
-Por quê?... Por quê?... Por quê?... Por quê?... –Ela começara a chorar e teria desabado no chão se eu não tivesse a segurado. Ela sentou-se de costas para a porta e eu me agachei à frente dela.
-POR QUÊ? -Ela gritou.
-LILY! SE CONTROLE. –Eu sei que eu não devia e até acho que isso é errado contra mulheres, mas... Eu não tive escolha.
Ela tocou a face onde eu havia batido com pouca força.
-Se controle. –Eu falei muito mais baixo.
Ela me abraçou e continuou a chorar. Eu abracei seus ombros.
Ela demorou muito a começar a parar de chorar.
Eu esperei.
-O que aconteceu? –Eu falei depois que ela se controlou.
-Marlene... Ela... Ela... Alice... Alice está no corpo dela. Ela está possuída. Eu tenho certeza.
-Você tem certeza Lily?
-Eu conheço a Marlene já faz 10 anos. Há algo errado com ela sim.
-Você pode estar confusa. Até mesmo eu fiquei confuso quando ela estava doce demais hoje.
-Você não entende! Não é a Marlene! Você acha que eu não reconheceria minha melhor amiga e até mesmo minha irmã?
-Espere um pouco. Alice não é sua irmã. Ela acha que você é irmã dela. E não, não estou duvidando de você só acho que você ainda está abalada com o acidente que sofreu.
-Deus te ouça... Por que tudo agora está contra mim. –Ela sussurrou.
Ela ficou magoada. Eu pude sentir. Droga...
-Vamos fazer o seguinte. Dê-me a chave do seu apartamento e eu vou pegar umas roupas para você. Que tal?
Ela levantou a cabeça a te colocar o queixo no peito e me olhar nos olhos.
-Você faria isso por mim? –Ela soluçou.
-Claro que sim, mas eu vou sozinho. Não quero que saia da minha casa.
Ela levantou uma sobrancelha e deu um sorriso malicioso.
-Posso confiar em você?
-Você tem outra opção depois de ontem à noite? –Eu também não conseguir não sorrir.
-Eu tenho? –Ela abaixou a cabeça novamente.
-Tem. Sair e morrer. O que acha?
-Não é tãããããoo tentadora assim. Mas acho que aceito a primeira.
-Ainda bem. Já estava pensando em te jogar em um hospício. –Nós dois rimos.
-Vamos. Me levante.
-Você está muito atrevida sabia? Você só me conhece a um dia e pouco.
-Você quem decidiu cuidar de mim!E também já salvou minha vida 3 vezes. E além do mais... Eu to com as costas que não agüento. Eu quebrei alguma coisa aí?
-Duas costelas do lado direito. –Eu a levantei. Não sei por que deu essa cena de amizade de repente entre nós.
-Acho melhor ir se acostumando. Eu vou abusar muito de você. –Ela abriu um sorriso gigante. Será que ela também é bipolar?Uma hora extremamente triste e agora assim feliz.
-Então não se preocupe em sentir um travesseiro no seu rosto durante a noite. Eu não responderei por meus atos.
Ela riu alto dessa vez.
-Mas espere um pouco... Eu só te salvei 2 vezes não 3. –Ela era ruim de matemática também?
-Eu só soube a saída daquela armadilha da Alice porque ouvi sua voz. Então são 3.
-Sério? –Eu realmente não tinha me tocado que ela poderia ter me ouvido.
-Sério. Promete não pegar roupas feias para mim? –Eu abri a porta de casa.
-Vou pensar no seu caso. –Ela me acompanhou até o elevador. Sorte a dela que é um apartamento por andar se não os vizinhos já havia tarado essa menina só com a minha blusa.
-Apartamento 402. Eu ligo para a portaria avisando sobre você. –Eu entrei no elevador.
-Não saia da minha casa.
-Não sairei. –A porta se fechou com ela sorrindo.
Ou eu realmente estava louco ou ela exerceu um grande poder persuasivo em mim.
POVLILY
Ele não acredita em mim. Mas eu o farei enxergar e vou tirar aquela coisa da minha amiga. Isso eu prometo.
Eu sorri para ele não notar a minha confusão.
-Eu sou louca mesmo.
Eu me virei em direção a porta de casa. Mas parei imediatamente.
Uma musica saia das paredes. Como se fosse uma musica de uma caixinha de musica quebrada. Mas a mais linda e mais nostálgica que já ouvira em toda minha vida.
Tão linda... Mas tão linda que eu chorei. Sou uma grande chorona mesmo! Até parece que essa musica é de grande valor sentimental para mim!
E a porta se fechou.
-Mas que droga...
E então ele apareceu. Asas pretas e enormes apareceram frente à porta. Não vi o rosto dele. Não quis esperar.
Corri as escadas acima e não parei nenhum segundo a não ser para levantar dos tombos que eu levava. Minha sorte era que só tinha 3 andares.
Abri a porta do terraço com toda minha força e eu senti que tinha aberto alguns pontos do meu braço. Corri até a borda e parei. Era dali pro chão.
Eu ouvi as asas dele batendo atrás de mim.
E a única coisa que eu pensei foi... Eu estraguei tudo.
-Me desculpa James...
Ele me virou para encarar os olhos verdes dele.
Ele tinha uma beleza perturbadora e familiar.
-Lily... –Ele sussurrou. Eu me arrepiei com o olhar dele. Olhos afundados em tristeza...
-Eu te esperei tanto... Você é minha e não deles. –Ele se aproximou mais.
Algo tocou o ombro dele e ele levou um soco cambaleando para longe de mim.
-Por que eu não posso me afastar de você um só minuto? –James me puxou para perto. E jogou para longe uma cruz de ouro.
-Preciso responder? –Eu sussurrei.
Ele pegou no meu pulso e começamos a correr pelas as escadas. Eu tropecei no meu próprio pé e o levei para o chão comigo.
-Precisava cair agora?
-Eu sou boa, mas não sou de ferro!
-Como você não leva um tiro no trabalho? –Nos levantamos.
-Engraçadinho!
Ouvimos um rugir feroz do terraço e então o som de alguém descendo as escadas.
-Droga...! –James me colocou no colo e depois de sair das escadas começamos a bater em uma porta e antes mesmo do Peter abrir a porta entramos sem demora.
-Como... Como soube que eu estava lá em cima?
Ele me colocou no chão e sentou-se pesaroso.
-Eu estava voltando para o apartamento do James e ouvi o seu grito e então passos nas escadas. Então liguei imediatamente para o James e daí se decorreu a cena e etc.
-Como foi que ele te seguiu? –Falou James se levantando.
-A porta se fechou e... O que era aquilo?
-Um anjo caído. –James suspirou. Eu não entendi. –Um demônio de "segundo grau".
-Segundo grau? –Eu definitivamente estava confusa cada vez mais.
-O mais fortes depois dele. Os assessores dele. –Completou Peter.
-Há vários tipos. Na maioria dos casos eles só querem causar desordem, porque não podem ser mortos ou ficam apostando com os anjos. Mas não os irritem. A vingança é a pior coisa deles. É raro um demônio ter amor por um humano, a não ser que seja uma cria muito importante. Ou filho de um anjo. –Falou Peter me ajudando a levantar.
-Já disse para parar de ler todos os meus livros Peter!Tem uma citação que na verdade é uma musica que explica perfeitamente o que eles fazem. –Comentou James. - "Alguns deles querem te usar. Alguns deles querem abusar de você. Alguns deles querem ser usados por você. Alguns deles querem ser abusados por você".
-O que está acontecendo aqui? –Falou uma senhora aparecendo no hall.
Peter me soltou tão rapidamente que eu me desequilibrei e James me segurou.
-Mãe... –Falou Peter.
-Olá Lizie. –Falou James.
-Quem é essa? –Falou a mulher apontando para mim.
-Ela... Ela é a namorada do James! Quem diria...? –Falou Peter.
Eu tinha certeza que o meu rosto ficara vermelho berrante.
-Sei que é pedir demais, mas poderia emprestar uma roupa a Lily? É porque ela veio do hospital depois de um acidente e as roupas dela foram destruídas. –Falou James sem graça.
-Acidente? –Ela cruzou os braços.
-É. Eles me atropelaram. –Eu dei um sorriso amarelo.
Peter me olhou como se fosse um recado: Muito Obrigado!
-Claro. Peter venha comigo amor. –Falou ela puxando o Peter.
-Você é maquiavélica. –Falou James.
-Receio que seja um traço de família. –Eu resmunguei.
-Espere e escute. Eu me divirto muito com os comentários da mãe dele.
-Como assim atropelou ela? Vocês são malucos? Se ele queria se vingar dela que colocasse veneno na bebida e não envolvesse você!
-Mãe!
-E pelo o que parece ele é um daqueles! Ela está só de camisa. Só com a camisa dele!
-Mãe, ele não estava mentindo. Eles não ficaram... Ah, deixe pra lá! Pode emprestar uma roupa ou não?
-Posso, só não quero você lá com eles. Entendido?
-Sim mãe.
James segurou o riso.
-Pegue este meu vestido. Ele é o único do seu tamanho. Como pode ver, eu engordei muito e essa roupa veio errada para cá.
Ela me entregou um vestido azul de cetim.
-Podem ir para casa agora. –Ela nos jogou porta á fora.
-Vem. –Ele me puxou até o elevador.
Musiquinha de elevador estúpida!
-James, o que faz esse elevador menos perigoso que o terraço lá em cima?
-Você sempre está bem quando está comigo. Estou confiando nisso.
-Confia... –O elevador tremeu. –Confia não!
O elevador chegou ao primeiro andar. E foi aberto com violência.
-James? James! –Eu gritei.
As asas dele abriram com violência.
-Você morre de vez agora moleque. Tu morres! –Ele rugiu.
Levantou James pelo pescoço do chão e apertou o punho ao redor do pescoço dele.
-NÃO! –Eu rugi e agarrei o braço dele. –PAARE!
Eu comecei a chorar. Ele soltou James e limpou minhas lágrimas. Elas caíam no seu braço e nele pareciam que tinham o efeito de acidez.
-Suas lágrimas doem... –Ele falou como se fosse apenas um detalhe qualquer. –Não chore! Eu posso ser um demônio, mas a única coisa que realmente já me importou foi você.
Eu franzi o cenho.
-O que? –Eu sussurrei.
-Não vá embora agora. –Ele alisou meus cabelos. –Não de novo.
-Lily... –Gemeu James no chão me despertando.
Apenas o empurre para longe, filha. Ele nunca lhe faria algum mal físico, meu amor. Não ele.
Eu ouvi essa voz feminina em minha cabeça. Uma voz muito amorosa e maternal... Uma voz mais do que familiar.
-Sinto muito. –Eu o empurrei e puxei James até o apartamento. Fechei a porta com força.
-Droga... –Falou James. –Você está bem?
-Não. –Minha cabeça latejou com força encandeando minha vista e me forçar a fechar os olhos. Flashes ocorreram em minha mente.
-Quem era ele e o que ele quer tanto com você? –Ele resmungou.
-Ele me quer de vez...
-Como assim? –Minha cabeça parou de latejar me dando uma conclusão de outra vida.
"-Há vários tipos. Na maioria dos casos eles só querem causar desordem, porque não podem ser mortos ou ficam apostando com os anjos. Mas não os irritem. A vingança é a pior coisa deles. É raro um demônio ter amor por um humano, a não ser que seja uma cria muito importante. Ou filho de anjo."
Isso veio a minha mente. Demônios apostando com anjos... Uma cria muito importante... Filho de um anjo. Filha dos dois.
-James, ele é meu pai. –Eu falei desmaiando.
Oiiii gente! Tenho ótimas notícias!
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Como eu adoro fazer clipes, eu resolvi fazer um trailer para a substituta. O Sirius na minha cabeça sempre foi o Damon Salvatore, Mas nessa fic ele não será tão cafajeste já que está com a Marleninha!
Mila Pink: Essa Alice ainda tem muito a aprontar. Revelações maiores no próximo cap. E o Remus chega daqui a pouco. Bjin
Andro: Acho que ela não é nova, mas sim sendo somente trabalhada agora. Espero que goste desse capitulo. Bjin
Luly: Se ta gostando mesmo mande outra review plz? Kkkkk Bjin.
Vanessa: É tão bom leitora nova... XD Espero mesmo que tenha gostado.
Zix: Julia? Dark Girl oq hein? Tu ta na minha lista ta entendendo? Kkkk Te amo viu Juju bolinha! Ou chamo você de Jujuba? Eu sou má veih... hehehe. Brincadeira ok? Não me mate no colégio!
Ana Krol: Algum dia quem sabe eu escreva. Só tem um porém. Espere sentada. Adoro Twilight, mas essa hist. Definitivamente não é para ele!
* Desculpa i o palavreado com A Zix e a Krol... Elas me conhecem e entendem a ironia nessas palavrinhas... hehe.
Bjin para todos!
Reviews plz?
