Capitulo 6
-E agora esperem um pouco... Vocês dois estão namorando? Sem chance! Nunca você com minha irmã!
-Maninho para de ser ciumento! E nós nem temos algo sério e nem sei se temos algo, mas... –Ela parou ainda olhando para mim. –Você que resolver interromper o nosso beijo.
Ela mordeu o lábio inferior e sorriu.
-Ok, é isso. Você vem comigo agora. –Remus a puxou de mim.
-Ei! –Ela se levantou e tirou a mão dele de em cima do ombro dela. –Eu sei me cuidar muito bem. –Ela engrossou a voz com a medida da raiva. – Passei 10 anos sem precisar nem sequer te ligar e não preciso de você opinando na minha vida. Principalmente a amorosa!
Dessa vez eu me levantei.
-Ok. Primeiro: Por que você é contra eu me relacionar com a sua irmã? –Eu perguntei.
-Primeiro: Você é galinha que nem eu, e nós sabemos muito bem o que acontece com o coração das garotas quando nós as deixamos. E você irá partir o coração dela. Segundo: Ela não está nem ai para a morte da Petúnia e nisso tudo ela veio ficar aqui?
-Opa! Agora você está estragando tudo! Eu não estou ligando para a morte da Petúnia?
-Exatamente. –Ele a pegou pelo pulso e em uma velocidade incrível(Ou seja, ele a arrancou do chão e saiu correndo) e abriu a porta.
-Adeus James.
-Não! –Eu gritei. Ele não sabia o que estava atrás dela.
Eu corri e durante ouvi um bater de asas. Lily arregalou os olhos e Remus a puxou para fora da proteção.
Lily gritou, eu me joguei em cima dela a girando de frente para a porta e eu de costas para o corredor. Dei um passo para dentro, Lily de costas para o meu peito e eu ainda abraçando-a, ela já estava no meu apartamento. E antes do segundo passo eu senti minhas costas serem rasgada.
E foram.
Eu gritei e fui ao chão, já no meu apartamento, com Lily nos braços.
-Entre! Entre! Entre! –Ela gritou para Remus histérica. Ele entrou, eu espero.
-James, oh meu Deus. –Ela chorava.
Ela arrancou a minha blusa me deitou de bruços no chão.
-Mas que droga foi essa? –Remus se ajoelhou ao meu lado.
-Estão atrás de mim... E aqui, com o James, é o único lugar seguro. Como acha que nos conhecemos?
-O que está atrás de você?
-Você sabe onde estão os primeiros socorros?
-Sei. Eu vou pegá-lo. –Ele se levantou e foi ao banheiro.
-James você está bem? –Ela me colocou de lado.
-Estou... Como estão as minhas costas?
-Três grandes e profundos arranhões do começo ao fim das suas costas... Eu sinto muito. –Ela me ajudou a levantar.
Ela limpou uma lágrima no canto do olho. –Eu queria te abraçar bem forte e roubar sua dor. Mas eu não consigo. –Ela sorriu triste.
Remus pigarreou.
-Vamos cuidar desses ferimentos e vocês dois vão me explicar exatamente o que está acontecendo aqui.
-Claro. –Lily disse. E mordendo o lábio inferior em uma dúvida interna.
-Lily não abuse da sorte. –Falou Remus adivinhando os pensamentos da irmã.
...
-Uma anja e um demônio lutam para eu seguir o caminho do bem ou o do mal. E Petúnia se matou por medo dessa tal Alicia. –Falou Lily.
-Lily... –Falou Remus. -Eu acredito em você. E eu posso te mostrar que eu posso ver através de todas as suas mentiras vazias. Você está ocultando fatos.
-O que...? –Falou Lily. –Não eu não estou.
Ele se aproximou de Lily encarando-a nos olhos.
-Não ouse mentir para mim. Eu consigo te enxergar.
Lily franziu o cenho e começou a engasgar. Tocou o pescoço e caiu do sofá.
-Remus, pare imediatamente. Já conversamos sobre isso. –Eu falei.
-Até quando vão mentir para mim? –Ele colocou Lily em seu colo. O rosto dela só transmitia dor.
-Remus. Pare. –Eu me ajoelhei e toquei o braço dele. O alívio dela veio imediatamente.
Ela deu um pulo para o outro lado da sala. Acho que ninguém entenderia assim de longe.
-Parece que eu não sou a única a manter segredos sou? –Ela se abraçava.
-Lily. Acho que você precisa saber de algumas coisas. Coisas importantes. –Eu falei. Se for para valer não poderiam existir segredos.
POVLILY
Posso dizer o quanto estava apaixonada? Se é que eu posso dizer isso. Sempre fui muito impulsiva em questão dos meus sentimentos. O beijo dele é... Enfim, vamos ao que interessa.
E Remus voltou! Posso dizer o quão feliz eu estava? Bom eu estava até o James para me ajudar e sair machucado.
-Não ouse mentir para mim. Eu consigo te enxergar.
Os olhos dele pareciam me infiltrar. Ele não era um demônio. Não era um anjo. Muito menos um humano normal. Eu senti algo subir pela minha garganta algo com um gosto terrível. E veio uma dor esmagadora. Eu caí do sofá e fiquei suportando a dor...
-Remus, pare imediatamente. Já conversamos sobre isso. –Falou James. Meu braço esquerdo já estava dormente. Eu fiquei tremendo no chão e a dor não passava só aumentava e aumentava.
-Até quando vão mentir para mim? –Ele pegou minha cabeça e colocou em seu colo. A dor já era insuportável demais.
-Remus. Pare. –James se ajoelhou e tocou o braço dele. Imediatamente a dor cessou.
Um estalo ocorreu em minha cabeça e eu corri para o outro lado da sala.
-Parece que eu não sou a única a manter segredos sou? –Eu me abracei. Estava com a visão nublada.
-Lily. Acho que você precisa saber de algumas coisas. Coisas importantes. –Falou James.
-Do tipo que o meu irmão tem poderes mediúnicos também? –Eu falei. Agora tudo se encaixava. O porquê de o Remus ter fugido aos 20 anos e ter me escrito dizendo estar na casa de um amigo, o único que poderia ajudá-lo.
-Lily. Eu tenho uma mediunidade chamada visão remota ou visão remota clássica. Eu posso recolher informações de alguém a distancia e simplesmente saber tudo sobre sua vida. É como acordar de um sono profundo e tentar se lembrar de um sonho.
-E quando você conseguir me torturar mentalmente? –Eu inquiri com raiva. Ele só veio para me prejudicar?
-Isso eu aprendi com James. Eu também desenvolvi telepatia. Pode parecer coisa de filme e que todo mundo aqui tem haver com poderes sobrenaturais mais não é. Eu simplesmente acho que quando eu recebi a dádiva de adquirir informações alheias, eu também adquirir a habilidade de enviá-las. –Ele sorriu.
-Lily, ele só mandou uma mensagem para o seu cérebro: Dor. E o seu cérebro se encarregou do resto. –Falou James.
-E você o treinou? –Eu perguntei.
-Você não é única especial no mundo maninha. –Falou Remus com um tom de ressentimento disfarçado de ironia.
-Nunca mais faça isso comigo. –Eu chiei. Eu senti uma raiva crescendo dentro de mim. Uma raiva que não era minha. Um ódio que não era meu, mas era completamente compatível para mim.
-Você não tem idéia do que eu sou capaz e vou dizer somente esta vez: Não se meta comigo novamente. Alguém pode sair machucado e acredite não vai ser eu. –Eu realmente disse isso? Por que eu disse isso? Ele é meu próprio irmão!
-Ah, então quer dizer que você pode me enfrentar? –Remus se levantou e cruzou os braços.
Eu dei cinco passos e James já estava entre nós.
-Remus, não a provoque. Se ela tiver metade das habilidades que Alicia tem... Quem vai sair machucado não é ela e isso eu posso te garantir. –Ele mantinha uma mão no peito do Remus e uma mão em meu pescoço.
-Eu não ligo...
-Você tem idéia de como sempre...
Nós dois começamos a falar na mesma hora.
-PAREM JÁ! –Gritou James. –Pelo o amor de Deus, vocês não se vêem há dez anos! Vão mesmo começar a brigar agora? Nesse momento tão delicado?
-Ele começou! –Eu falei.
-E você provocou! –Falou Remus.
James suspirou.
Começamos a discutir novamente. Ele falava alguma coisa e eu não entendia porque eu também estava falando ao mesmo tempo.
James se virou para mim.
-Ei... O que... Não, espera! –James havia me colocado em um dos seus ombros. –Me ponha no chão! Eu estou só com esse maldito vestido idiota!
Eu bati nas costas dele.
-Você realmente está histérica. Parece que nem é você! Vá tomar um banho enquanto Remus prepara uma nova proteção para você. –Ele me colocou na porta do banheiro.
-MORRA! –Eu bati a porta no rosto dele.
POVJAMES
-Você realmente conseguiu tirá-la do sério não foi? –Eu me sentei na cadeira.
-Como estão os ferimentos? –Ele se aproximou de mim.
-Doídos, mas graças a você e seu curso de primeiros socorros eu irei sobreviver. –Eu dei um sorriso.
-E novamente, eu não quero ver você com minha irmã ouviu? –Ele se sentou a minha frente.
-Remus Lupin eu lhe prometo que não há nada entre nós. E foi apenas um beijo. –Eu parei. –Na verdade foram um e meio hoje e um por engano há dois dias.
-Você contou?
-Sim e estou te dizendo para irritá-lo. Enfim... Você é meu melhor amigo e esse romance está em um momento errado. Não se preocupe.
-Mudando de assunto... O que podemos fazer para ela não se machucar quando saímos daqui? Porque eu posso estar longe há muito tempo, mas não nasci ontem. O que realmente está atrás dela?
-O inferno ou alguém muito poderoso de lá.
-Alguém?
-É... Um do segundo grau.
Ele chiou.
-Esse é um das pesadas! Como ela foi se meter nisso tudo?
-Pergunte a ela! Ela também não me diz muita coisa, acredite. Agora... O que devemos fazer para protegê-la quando sair do apartamento?
-James, do que você me chamava quando éramos colegas de apartamento?
-O cozinheiro. –Eu ri. –Então o que está esperando?
-Eu preciso pegar umas coisas primeiro. Ainda existe aquela lojinha da Dona Hikari Ichigo?
-É claro que sim.
-Então volto já e só mais uma perguntinha... Você tem água benta não tem? –Ele parou na porta.
-Não precisa nem perguntar Moony. –Ele sorriu com o antigo apelido.
-Moony?
-Sim?
-Pode ir à casa da sua irmã pegar umas roupas para ela? Vou pedir para ela ligar para alguma amiga te encontrar lá.
Aqui está o endereço. –Eu entreguei um papel a ele. –Mas não demore. Às 20 horas temos que ir á casa do Sirius.
-É bom estar de volta. –Ele saiu.
-Estou feliz que esteja de volta amigo. –Eu falei sozinho. Eu olhei para a porta do banheiro. Espero que Lily não demore, porque eu também quero tomar banho.
Eu me levantei e fui até o armário do lado da geladeira. O abri tentando fazer o menor barulho. Ali estava tudo o que eu preciso para combater os demônios. Desde livros até armas de fogo.
Eu ouvi um grito do banheiro.
-Lily? –Eu bati na porta.
Silêncio.
-Lily? –Eu bati com mais força.
Eu ouvi a inquietação dela.
-Lily responda antes que eu arrombe esta maldita porta! –Eu gritei.
-Pe-Pegue um-uma blu-blusa para mim. –Ela sussurrou pela porta.
-O que houve? –Eu bati mais ainda na porta.
-Só pegue a maldita blusa! –Ela gritou.
Eu corri para quarto, mas parei na sala.
-Desculpe Remus, a blusa agora vai ser sua. –Eu puxei uma blusa xadrez no canto da mala e corri de volta.
-Lily! O que aconteceu? –Eu bati com força na porta.
-Você não vai acreditar nisso! –Ela abriu a porta e colocou a mão para fora. –A blusa, por favor.
Eu entreguei.
-Pode entrar. –Ela abriu a porta um tempo depois.
-Por que você precisa dessa blusa tendo aquele vestido...
Eu parei.
-Por que ele está na privada?
-Porque eu ainda estava com um ferimento e ele começou a sangrar, mas ai eu notei que todos os meus ferimentos já haviam sido curados antes com o toque da minha m... Anja da guarda.
Ela disfarçou.
-Então depois que eu me zanguei com Remus eu corri para cá e esperei a raiva passar, mas ela não passou. Então eu senti uma dor nas minhas costas então eu vi isso. Por favor, não olhe mais do que o necessário.
-O que quer dizer com...
Ela começou a tirar a blusa.
-Ei! O que pensa que...
-Calma. –Ela virou de costas e abaixou a blusa até o quadril.
Eu... Perdi a fala.
-É impressão minha ou realmente isso está gravado ai? Porque eu não enxergo bem no espelho.
Eu não respondi.
-James? O que está dizendo ai?
-Bom... Está escrito na sua pele e com seu próprio sangue... Ela a cortou para escrever isso?
-Não, ela não precisou disso. Ela... Eu senti cãibra na minha mão e daí ela foi para o braço e então eu... Perdi o controle deles.
-Como assim perdeu o controle deles?
-Eu fiz isso, mas não fui eu! Eu... Eu não conseguia fazer meu braço parar de se mexer sozinho. James... O que está escrito ai?
"Si vos umquam tactus in suus iterum ego iuguolo vos totus" Al.
Eu citei.
-E o que isso significa?
-"Se você tentarem tocar nela novamente eu mato todos vocês"Al. É em latim.
-Al? Quem é Al?
-Só pode ser Alicia. –Eu falei.
-Vamos para sala. Não quero perder você de vista de novo... Se em um raio de 5 km, se o perigo procurar por alguém definitivamente será você...
Eu saí resmungando. Esse azar todo já estava me dando nos nervos.
-James? Não saia assim tão... –Ela deu um grito de horror. Um daqueles que eu só ouvia em hospitais e em filmes de terror.
Eu corri de volta e ela esta no chão ainda gritando.
-Lily o que...
Com muita dificuldade ela falou.
-Estão queimando... Minhas costas, elas estão queimando!
Ela ainda estava com a blusa até o quadril e de costas para mim.
-Onde... –As inscrições... Elas sumiram. Elas haviam se tornado em uma tatuagem de... Lua Celta?
-Lily... Onde estão os ferimentos?
-Eles não estão mais nas suas costas...
-ONDE DIABOS ELES ESTAM ESTÃO AGORA?
-Eles viraram em uma... Lua Celta.
-Em uma o que?
-Lua Celta. Proteção.
-E para que isso foi aparecer ai? O objetivo dela não é me matar?
-Mas isso significa o que? Que só ela pode te machucar?
-James... Eu tenho uma idéia.
-Que idéia.
-Machuque-me.
-O que? Você pirou? Tomou alguma droga ou bebeu bebida alcoólica?
-James se isso vai me proteger com certeza vai me proteger até de você. Me de um beliscão! –Ela vestiu a blusa novamente.
Eu peguei o braço dela e dei...
-AAAAIII. –Ela gritou - Isso doeu.
-Foi você quem pediu.
-Ta! –Ela se direcionou a porta. –Eu vou te dar privacidade.
-Privacidade?
-Você não espera que eu fique com você aqui enquanto você toma banho não é?
-Como sabe que eu vou tomar banho?
-Sugestão? –Ela fechou a porta.
Eu suspirei. Essa garota ainda vai matar todos nós. Eu tirei a roupa e liguei a torneira da banheira.
Um calafrio passou pelas minhas costas. Eu balancei a cabeça. Estava ficando paranóico!
Entrei na banheira e relaxei.
A porta se abriu.
-Quem é? –Eu falei.
-Sou eu. –Falou Lily entrando.
-Ei! –Ela entrou, fechou a porta e se virou para o espelho. –Normalmente as pessoas usam turnos para usar o banheiro.
-Ei! Não sou eu quem está tomando banho à meia hora. –Ela começou a escovar os cabelos.
-Meia hora? Mas eu acabei de entrar!
-É... Não. Eu estive contando sabe?
-Lily? Que tal você sair e depois voltar? Pra variar quando eu tiver saído daqui!
-Calma! Acredite, minha feminilidade não ficará abalada com o seu... James Jr.
-Lily eu... –Eu fui puxado. Eu não conseguia voltar à superfície. Mãos e diversos braços me seguravam. A água já não era transparente era... Podre. Unhas me arranhavam fazendo cortes profundos enquanto outras unhas cutucavam o meu recente ferimento. Eu perdia cada vez mais ar. E vi minha vida perante meus olhos...
Mãe, pai, Jane e sua morte... O contrato que eu nunca deveria ter feito. Traição e eu cometendo o pior erro da minha vida... Remus, Sirius e Marlene. E então, tudo parou, na Lily.
-JAMES! –Eu ouvi o grito dela e fui puxado para cima. –Oh, meu Deus!
-Lily... Lily... –Eu a abracei ofegando.
-Santo Deus... Uma hora você está ai falando e de repente se afoga...
-Algo... Algo me puxou... E me segurou.
-Desculpe-me... –Ela começou a chorar. –Isso tudo é culpa minha... –Ela se levantou e pegou uma toalha. –Aqui, tome.
-Você é muito ingênua sabia? O que acontece comigo é culpa minha e de mais ninguém. Eu estou aqui com você porque eu quero e ponto final. Pare de se culpar. Agora me ajude a levantar.
Eu coloquei a toalha ao redor da minha cintura e levantei.
Ela me ajudou a ir até a cama.
-Meu Deus... Você está... Você está todo machucado. –Ela tocou minhas costas.
-Ai Ai... Não toque ai, por favor. Droga.
-James eu ainda acredito que seja minha culpa. Minha irmã precisa parar...
-Não acho que foi sua irmã, Lily. Ela me disse uma coisa antes sobre eu poder me lembrar dela, mas eu não conhecia antes a não ser...
-Que você estivesse com a gente há 300 anos. –Ela me completou.
-Exatamente... Lily, você tem algo que queira compartilhar?
Ela ficou vermelha. Linda, mas vermelha.
-Eu bem que poderia usar um comentário malicioso agora, mas não é o momento... –Ela virou o rosto para o outro lado.
-Comentários maliciosos?
-Você sabe como é crescer com um irmão como Remus? Eu tenho sorte de não ter virado uma maníaca sexua... Enfim, digamos que o Remus é muito... Mente suja e isso é uma infecção praticamente e tenho sorte de não ter sido contaminada...
-Eu quem o diga...
-Enfim...
-Agora fale. Quais comentários você compartilharia agora ao modo Remus?
-Tem certeza? É capaz de você parar de gostar de senhor James Potter.
-Parar? Já ouviu a musica The Point of No Return do The Phantom of the Opera(OFantasma da Ópera)? Ouça, porque só o nome explica tudo.
-Ok, aqui vai. –Ela riu. Ela é boa. Mas se ela acha que pode mudar de assunto está completamente enganada. Precisávamos de momentos de desconcentração como estes e são por causas deles que passamos por momentos difíceis.
-Há várias coisas que eu gostaria de compartilhar agora e uma delas você está sentada em cima dela. E acredite o meu passado é a menor delas.
Eu olhei para baixo. A cama. Olhei novamente para ela. Ela ficou mais corada do que nunca.
-Você definitivamente é parente do seu irmão. –Eu ri. –Você é digna de um Lupin.
-Ah, cala a boca! Nós só temos o mesmo pai. Quer dizer, todos nós temos o mesmo pai. E fomos criados por ele. Somente ele. –Ela olhou para baixo.
-Eu sinto muito. Eu sei que ele também já morreu. –Toquei em um ponto frágil. Se ela chorar mais é capaz de criar um rio inteiro de decepções. Boa, James.
-Acredite ou não, eu fui somente um fruto dos casos dele. E fui criada com a mãe de Petúnia que sempre me odiou, e Petúnia também, e nunca teve coragem de deixar o meu pai. Meu pai era um bêbado esquizofrênico. Falava com o ar para deixá-lo em paz. Eu não me importava com ele. A única pessoa que eu podia chamar de meu refúgio até ele me abandonar quando eu tinha 15 anos era o Remus. Depois disso tive que aprender a me virar sozinha.
Ela virou o rosto para o outro lado.
-Lily...
-Não tem nada demais! –Ela me interrompeu e sorriu, mas o sorriso não chegou até os olhos.
-Cheguei! –Gritou Remus da porta.
-Remus! –Lily deu um pulo da cama e correu em direção á sala fechando a porta em um borrão ruivo.
POVLILY
-Lily! –Remus estendeu os braços para mim. E eu me joguei. Ele nos girou e riu.
-Espere um pouco. Essa blusa... Essa blusa é minha?
-É sim. Falando nisso cadê as minhas coisas?
-Bom, eu fui até o seu prédio e disseram que um pessoal de mudanças chegou lá com uma autorização sua escrita a mão permitindo a mudança.
-Eu o que?
-Você ta caducando Lily?
-EU O QUE? MAS É CLARO QUE EU NÂO FIZ ISSO! EU ESTAVA AQUI POR ESSES ÚLTIMOS 3 DIAS! –Eu gritei. Eu nunca fui ao meu apartamento e dei adeus para ele! Nunca!
-Bom disseram que de referencia você iria para a casa de uma amiga. Eles têm mandado o seu correio para lá.
-Para aonde?
Ele me entregou o endereço. Eu senti um alívio imediato.
-Eu sei para onde foram minhas coisas. Essa a casa da minha melhor amiga e colega de trabalho. Temos que ir lá antes de ir para a casa da Marlene.
-Remus? –Falou James do quarto. –Pode vir aqui um minuto?
-Claro! Lily vá até a cozinha e esquente isso. –Ele me deu 3 tipos de pedras diferentes.
-Ta!
Ele se virou e foi até o quarto. Um, dois, três...
-OH MEU DEUS! – N/A: Eu ia colocar OMG, mas ai eu ri tanto com a idéia que desisti. Vai ver que vocês pensam algo errado do Remuszinho! – James! O que houve enquanto eu estive fora?
-Banho. Um daqueles. Enfim, eu preciso que você faça curativos nas minhas costas. Eu coloquei um short para você fazer os das pernas. Rápido antes que infeccione.
Eu andei até a cozinha e acho que passei muito tempo procurando uma panela, mas eu não achei nem mesmo uma colher somente... Copos de Uísque e Uísque.
-O que eles comeram por todo esse tempo?
-Miojo. -Falou James se sentando cautelosamente em uma cadeira. – Nos primeiros 4 meses sim.
-O que houve com os utensílios de cozinha dessa casa? –Eu perguntei.
-Seu irmão fez o favor de levar tudo com ele. –James falou com raiva.
-Porque elas são minhas! –Falou Remus.
-Ei! Eu já disse que as panelas são minhas.
-Não. São minhas! –Os dois ficaram na frente um do outro e discutindo. Palavra por cima de palavra.
Eu gargalhei alto. Eu caí no chão de tanto rir.
-O que tem de tão engraçado nisso? –Falou James.
-Isso é um assunto importante! –Falou Remus.
Eu limpei umas lágrimas que se penduravam no canto dos meus olhos.
-Vocês têm uma noção de como vocês parecem?
-Não. –Falaram juntos.
-Vocês parecem duas velhinhas brigando pela última dentadura da casa. Ou pelo menos duas crianças brigando por um sorvete de chocolate. Como vocês viviam aqui antes?
-Nós comíamos na casa do Peter. –Falou Remus. –Mas ai eu fiz um curso de culinária e passei a cozinhar para nós dois.
-Mas fui eu quem comprou as panelas. –Falou James.
-Ok, OK! Eu já percebi que essa discussão é de muito tempo atrás. Mas nós temos muito que fazer e não temos tempo. –Eu ri. -Agora como vamos preparar isso?
-Eu ainda tenho uma panela. –Falou James. -Aqui está.
Depois de um tempo a água já estava fervendo.
-Bom, eu vou colocar essa mistura nessa forma de cruz. - Falou Remus.
-O que tem essa mistura de tão especial? São apenas pedras coloridas!
-Não são apenas pedras coloridas. E elas têm nome: Obsidiana, que protege contra inimigos e ajuda nas adivinhações. Pedra-da-lua, que é para todos os fins. E por último Turquesa, que serve para curar; proteger contra acidentes, perigos visíveis ou não; absorve energias negativas.
Remus despejou aquela mistura cinza dentro da fôrma em forma de cruz dourada.
-Lily, tenha cuidado. Esse recipiente é de ouro. –Falou Remus. –E o último. Se você perder isto não haverá uma forma de fazê-lo novamente.
-Eu entendi.
Eu esperei mais um pouco até eles colocarem o crucifixo no congelador por 30 minutos.
-Falta uma hora para as 20 horas. Vocês acham que vai dar tempo de ir á casa da Marlene?
-Vai dar sim. –Falou Remus com um esmalte estranho na mão.
-Remus... Isso é base para unha?
-Não. Isso é uma base composta por água benta. Temos que passar isso no crucifixo. –Remus abriu o congelador e começou a passar a base.
-Aqui está uma corrente de prata. Vai te ajudar também. –Falou James abrindo minha mão e colocando a fina corrente.
-Obrigada James.
-Lily. –Ele fechou minha mão e a segurou entre as mãos dele. –Por tudo que é mais sagrado não tire esse crucifixo.
-É. Eu sei. Se não eu sofro muito não é? –Eu já entendi James.
-Não. O seu sofrimento é o nosso sofrimento também. Nós somos uma equipe, uma família. Protegemos uns aos outros e se um vai embora não há um substituto. E no seu caso não há uma substituta.
-Podem parar com esse melodrama um minuto, por favor? O seu protetor já está pronto Lily. –Remus empurrou James, pegou a corrente e amarrou o crucifixo em mim.
-Até que não é feio. É cinza brilhante, por causa do esmalte, e nos contornos é de ouro. Nada mal não é? –Falou James.
-Pois é. Já fizemos outros muito mais feios.
-A conversa está boa, mas vamos logo para casa do Sirius. –James abriu a porta.
-Não. Primeiro nós vamos à casa da minha amiga. Minhas coisas estão lá. –Eu saí pela porta sem medo agora.
...
Estávamos na entrada da casa de Dorcas.
-Aconteça o que acontecer não mencionem casamento. Ela vira uma fera! –Eu falei. Eu realmente fiquei com medo dela na última vez que eu mencionei que ela deveria se casar novamente. Ela só faltou me empurrar vaso sanitário abaixo.
Eu apertei a campainha.
-Vão mais para trás. Eu vou perguntar primeiro se vocês podem entrar.
Dorcas abriu a porta. Olhou-me de cima a baixo.
-Você tem noção de como eu fiquei preocupada com você? –Ela falou friamente. –Eu quase surtei quando recebi sua mudança hoje de manhã.
-Er... Desculpe-me. Eu... Eu fiquei na casa de um amigo até me recuperar. Posso entrar?
-Por que está só com uma blusa?
-Porque a minha roupa foi destruída graças a um acidente e todas as outras vieram para cá. Estou usando a blusa do meu irmão.
-Irmão? Eu quase esqueci que você tinha um. Ele não estava na Escócia? –Falou ela. Eu tenho certeza que ela e meu irmão se dariam muito bem.
-Ele estava. Mas voltou. Ele está ai fora com esse meu amigo. Podemos entrar? Eu realmente quero trocar de roupa.
-Claro. Fiquem a vontade. Eu só vou até a cozinha tirar esse avental.
-Desde quando sabe cozinhar? Eu pensei que a Chloe fazia a comida. –Eu entrei e dei sinal para eles entrarem. Eu fechei a porta.
-E ela é quem faz. Eu só estou treinando... –Ela parou a nossa frente. Ficou pálida e depois roxa e então vermelha.
-Dorcas? –Eu perguntei.
-O que... Te faz pensar que PODE VIR AQUI DEPOIS DE TANTOS ANOS? –Ela pegou um vaso e arremessou contra Remus que se esquivou. Ela pegou outro e arremessou no James que também se esquivou.
-Dorcas! –Eu falei.
-Tia Lily? –Eu me virei para ver a dona da vozinha de anjo.
Nós duas demos sorrisos escandalosos e nos abraçamos.
-Tia Lily! –Eu dei um giro com ela no colo.
-Por onde esteve? –Falou Chloe.
-Eu estava na casa de um amigo com o meu irmão . Como você está grande!
-Tia, você veio aqui na semana passada. E eu tenho 10 anos! –Ela riu. O cabelo loiro escuro estava mais curto do que antes.
-Pois é!
-Quer dizer que seu irmão é meu tio também?
-NÃO! –Gritou Dorcas. –ESSE BASTARDO AI É O SEU PAI!
Todo mundo parou. E ficou em silêncio.
-Repete, por favor. –Falou Remus.
-Você é papai Remus! Só que você saiu sem deixar contato lembra? –Ela agarrou outro vaso.
-Esperem um pouco. –Eu falei. –Dorcas, o canalha que te engravidou e foi embora sem nem te deixar contar a notícia é o Remus?
-É sim. –Ela apertou o vaso com raiva.
-E Remus, a garota que você namorava há um tempo e que você passou um mês chorando é a Dorcas?
-É sim e eu não passei um mês chorando.
-Hum... Dorcas?
-Sim? –Ela falou com muita raiva.
-Posso te pedir um favor?
-Fale.
Eu andei até o James e o puxei para o outro lado da sala.
-Atire com força. –Eu falei.
-Lily! O que... ?-Remus falou.
Mas não terminou. Dorcas o acertou.
...
-Ai! –Falou Remus em protesto.
-Reclamar não adianta meu amigo. –Falou James limpando o corte dele.
Eu estava em um canto da cozinha com Dorcas.
-Por que não me disse que ele era o meu irmão? –Eu sussurrei.
-Porque eu não sabia! Eu não ia adivinhar que você é legitimamente... A tia da Chloe!
-Eu não estou feliz com a situação, mas é muito bom saber que nós temos uma relação não somente de amizade, mas também de sangue. –Eu a abracei.
-Eu também. –Ela me abraçou de volta. –Prefiro mil vezes que seja você a uma mulher qualquer.
Nós rimos.
-Como será que a Chloe está reagindo a tudo isso? –Ela falou. –Eu vou ver como ela está.
-Não. –Eu a impedi. –Eu vou.
-É a minha filha. –Dorcas falou.
Eu dei uma olhar mais sério. Não íamos ter essa discussão outra vez.
-Ok. Ela escuta mais você do que a mim. Isso já é comprovado. Eu acho que eu só fui mãe de aluguel. –Ela se apoiou na bancada.
-Definitivamente sim. –Eu ri.
Subi as escadas divagar. Lógico que eu já havia colocado uma calça jeans cinza, botas sem salto e uma blusa de manga preta.
Eu bati três vezes na porta.
-Chloe? –Eu chamei.
Lee abriu a porta.
-Ela não está muito bem. –Ele falou com a voz fria. Sabe, não é que eu não goste dele, mas há algo de errado com ele. Algo... Reconhecível. Os olhos em chamas e uma presença... Anormal. O que realmente me incomoda são os olhos.
-Eu já não disse que eu não gosto que fiquem aqui em cima sozinhos? –Eu empurrei a porta e entrei.
-Como se fossemos fazer alguma coisa errada. –Ele murmurou fechando a porta.
Eu suspirei. Ele definitivamente me lembrava a alguém.
Chloe estava sentada na cama olhando para o nada.
-Chloe? –Eu me ajoelhei em frente a ela.
Ela me olhou vagarosamente.
-Você está bem?
Ela não respondeu.
-Ela não falou nada até agora. –Falou Lee.
-Percebi. –Eu coloquei minhas mãos em volta do rosto dela.
-Não é o momento certo, mas depois... Eu quero que me diga o porquê desse ódio todo. –Ele se ajoelhou ao meu lado olhando a Chloe.
Eu olhava para ele quando senti algo molhar minhas mãos.
-Chloe! –Falou Lee.
E então ela começou a chorar. Muito.
Ela saiu da cama e me abraçou.
-Chloe. –Eu a balancei um pouco. –Se acalma.
Ela soluçava freneticamente.
-Não tem com o que se preocupar! Eu to aqui, sua mãe... Esse aí também. –Eu falei apontando para o garoto.
-Eu não vou nem comentar. –Ele disse.
-Ti-ia... Preciso dizer que ele se chama Lee? –Chloe sorriu. Ou melhor, se escondeu atrás de um sorriso.
Eu sorri.
-Você me conhece. –Eu falei.
-Conheço. Só não entendo essa sua rixa com o Lee. –Ela se sentou na cama novamente limpando os rastros das lágrimas.
-Como está se sentindo? –Eu falei.
-Como assim?
-O que acha disso tudo? De o seu pai ter aparecido e ainda ser meu irmão?
-Eu... Não sei.
-O que acha de dar um tempo para ela pensar? –Falou Lee. –Acho melhor você falar logo com o pai dela sobre o que ele pretende fazer.
Eu parei.
-Sabe, garoto pela primeira vez eu concordo com você, mas não vai se gabando não. –Eu me levantei.
-Eu vou pegar um copo de água para você. –Eu beijei o topo da cabeça dela.
Antes mesmo de chegar ao primeiro degrau da escada eu parei.
Um calafrio percorreu minha espinha. E subiu para minha cabeça e eu não me mexi. Eu não conseguia me mexer. Mas isso não deveria acontecer... Eu estou com aquele crucifixo!
Minhas mãos começaram a se mover sozinhas. Elas forem em direção ao me olho e o abriu. Abriu como se fosse ver se há alguma poeira incomodando o olho.
"Concentre-se."
Eu ouvi uma voz melodiosa dentro da minha cabeça.
Houve um flash branco. E foi o que eu fiz. Concentrei-me.
Lee estava parado apontando uma... Espada para outra pessoa parada a frente dele. Só que esse garoto parado a frente dele também era o Lee só que mais... Sombrio. A luta começou e os dois se moviam tão rápido que era impossível seguir com os olhos. Lee já estava muito machucado cuspia sangue,olho sangrando e milhões de pequenos cortes pelo corpo. Lee chamou a Chloe, mas já era tarde demais. Ele queria vê-la uma última vez, queria saber se ela estava segura e queria ao menos poder... Se despedir. E então lhe foi dado o último golpe.
Eu puxei ar como se não respirasse há muito tempo. Estava novamente no topo da escada. Mas eu não sentia meu corpo, não sentia nada somente um frio avassalador. E por uma fração de segundo eu perdi minhas forças indo em direção ao resto das escadas. Senti como se algo tentasse sair de mim... E que se saísse... Faria uma diferença. Positiva ou não.
E então eu senti algo segurar meus ombros e depois segurar meu pulso. Eu não conseguia abrir meus olhos. Eles pesavam mais do que tudo. Do mesmo jeito que uma pessoa acorda com ressaca. E minha cabeça... Parecia que ia explodir.
-Vai ficar tudo bem.
Eles colocaram as mãos ao redor da minha cabeça e calaram-se. Senti um calor reconfortante e tudo parou de girar, de doer, de estar errado.
Eu abri os olhos.
-Chloe? Lee? –Eu me sentei. –Como... Como sabiam que eu precisava de ajuda?
-Eu estava conversando com o Lee quando ele deu um pulo da cama e saiu em disparada à porta e foi quando ele te segurou que eu vi que você estava caindo.
Eu me virei para o garoto ajoelhado ao meu lado.
-Eu ouvi sua voz... Mais como um sussurro me chamando e foi aí que eu corri.
-Eu... Chamando você? Eu não... Eu não me lembro de chamar ninguém.
-Você está bem? –Falou Chloe.
-Estou. –Eu me levantei, mas cambaleei caindo de novo no chão.
-Lee? –Falou Chloe. –Me espere aqui em cima. Eu vou chamar alguém lá embaixo para ajudar.
POVCHLOE
Eu desci as escadas com cuidado. Parei na entrada da sala.
-Com licença. –Eu falei. Só havia um dos rapazes na sala. Ele se sobressaltou com a minha voz. Já disse que todos, na primeira vez que ouvem a minha voz, se sobressaltam ao ouvi-la? Para onde minha mãe fora com o outro rapaz?
O rapaz se levantou, andou até mim e se agachou na minha frente.
-Seu nome é Chloe não é? –Ele deu um sorriso.
-É sim e você é...
-Seu pai biológico. –Ele olhou para baixo e novamente para os meus olhos. –Eu sinto muito. Eu não... Se eu soubesse que você existia... Eu nunca teria te abandonado.
-Mas... Esse não é o caso agora... Como eu devo te chamar? – Eu não queria perguntar, mas vai ver que eu o chamo de pai e ele não gosta.
-Eu ficaria muito honrado se você pudesse me chamar por pai. Eu te prometo que farei o meu melhor para você ter orgulho de me chamar disso. –Ele sorriu. Ta, eu sei! Eu sei que eu tenho um coração mole, mas o que eu posso fazer a respeito? Ele foi tão fofo!
-Ok! Mas eu não vim aqui por causa disso. Tia Lily... Ela está muito fraca precisa de ajuda para andar. –Eu segurei o pulso dele e o puxei escada a cima.
-Chloe... Quando não se sentir a vontade de me chamar de pai é só...
-Te chamar de pai. –Eu o interrompi. –Apesar de tudo ninguém ainda te tirou esse direito. E se eu não me sentir confortável... Eu falo com você.
Nós chegamos até o topo da escada e bem... Foi uma cena um tanto estranha. Se eu morresse agora... Estaria feliz!
Tia Lily estava abraçada com o Lee e ele... E ele estava todo vermelhinho!
Eu ri bastante.
-Ei! –Gritou Lee se desvencilhando da tia Lily. –Não pensem coisas erradas! –Ele ficou mais vermelho ainda... Se ainda fosse possível...
Eu e Lily demos uma risada gostosa.
-Eu apenas estava agradecendo por salvar minha vida...! –Ela mordeu o lábio e, pelo o que eu conheço da minha tia, estava mentindo.
-Lily você está bem? –Meu pai, aiii como é bom falar isso! Meu pai(XD) se agachou ao lado da tia Lily.
-Estou... Chloe, por que está ai pulando que nem um... –Lily deu uma risada.
-Pulando eu...? Eu não estou... –Opa... Esqueci de me controlar!
Meu pai colocou Lily no colo.
-Não importa com que idade esteja... Você ainda é bem levinha para se carregar.
-Remus! –Falou Lily.
Ele riu.
POVLILY
Chloe desceu para pedir ajuda. E então sobrou apenas eu e o Lee.
-Lee? –Eu falei olhando para o garoto.
-Sim? –Ele se fez de despreocupado.
-Essa chama que existe nos seus olhos... Você não é normal, não é?
Ele arregalou os olhos e tomou um susto. E ficou me encarando.
-Como... Como você pode enxergar isso? –Ele fechou a cara. Parecia uma besta pronta para atacar e eu seria o estopim.
-Ah... Então é como eu sempre desconfiei... Você é como o meu pai e pelo o que vejo...
-Do que está falando? –Ele fechou as mãos em punho.
-Deus! Estou tendo revelações há todos os instantes! Não é a toa que está com a Chloe! Você foi atraído por ela como um inseto é atraído por uma lâmpada.
Eu o puxei para perto de mim. Mais perto possível. Ninguém ouviria o que eu tenho a dizer.
-Ouça bem. No segundo em que a Chloe se machucar por sua causa você é um garoto morto. E infelizmente... Pela conclusão de todos e principalmente a minha vocês estão destinados a ficarem juntos. -Eu falei com a voz baixa.
-Não se preocupe... Eu sempre irei protegê-la.
-Então! Bem vindo à família! – Eu falei com uma voz de bastante alegria. Eu o senti ficar mais quente. Ele estava corando.
Chloe e Remus chegaram de mãos dadas. Eu afrouxei o abraço no garoto. Tão linda essa cena(Chloe e Remus)!
-Ei! –Gritou Lee se desvencilhando de mim. –Não pensem coisas erradas! –Ele ficou mais vermelho ainda. Francamente! Ele nem sabe disfarçar!
Eu e Chloe rimos.
-Eu apenas estava agradecendo por salvar minha vida...! –Eu mordi o lábio inferior. Percebi que a Chloe me deu um olhar mais desconfiado. E eu falando do menino...
-Lily você está bem? –Remus se agachou ao meu lado. Ele parecia estar mais radiante... Mas um pontinho saltitante me chamou a atenção.
-Estou... Chloe, por que está ai pulando que nem um... –Eu dei uma risada sem me controlar. Chloe é realmente uma bela manteiga.
-Pulando eu...? Eu não estou... –Ela parou. E depois deu um sorriso para mim.
Remus suspirou. E em uma fração de segundo vi o chão desaparecer.
-Não importa com que idade esteja... Você ainda é bem levinha para se carregar.
-Remus! –Eu dei um tapa de leve no ombro dele.
Ele riu.
-Me desça agora. Você só precisa trazer alguma comida que eu recobrarei as minhas forças.
-Eu te levarei até a cozinha e a Chloe irá pegar um chocolate. Ele ajuda muito. –Ele desceu as escadas.
Chloe saiu em disparada à cozinha e ainda saiu arrastando o Lee com ela.
Remus também se segurou para não rir. Ele me colocou no sofá.
-Ela me lembra a uma certa pessoa quando era criança. –Ele arrumou a almofada para mim. Eu estranhei essa atitude dele.
-Quem?
-Você Lily. Você costumava ser sempre alegre e pulava... –Ele riu com essa palavra. -... Com qualquer coisa! Senti falta daquela menina com grandes olhos verdes berrantes.
-Remus?
-Sim?
-Também senti sua falta. –Eu o abracei.
-Lily? –Eu o soltei.
-O que? –Eu falei.
-Por que você precisou ser carregada até aqui? E por favor, não esconda nada de mim.
Eu suspirei concordando. Mas seria difícil explicar... O que aconteceu. Eu sonhei acordada ou tive uma premonição?
-Eu senti uma dor de cabeça incrível e me senti fraca... Como se minha alma quisesse sair do meu corpo...
-Projeção Astral? –Remus me interrompeu.
-O que é isso? –Eu falei.
-É quando a alma de um indivíduo sai do corpo sem causar danos ao mesmo. Mas para isso você precisa estar dormindo.
Nós dois viramos para ver o dono da esplêndida resposta.
-Bom... Pelo menos foi o que eu ouvi falar. –Chloe sorriu. –Aqui está o seu chocolate.
Ela também está escondendo alguma coisa. Eu sei a diferença do sorriso distraído dela para o sorriso falso. A mim ela nunca enganou.
Lee jogou-se na poltrona a minha frente.
-Francamente... Virar uma cozinha de cabeça para baixo para achar um chocolate.
Lily...
Eu e Lee nos sobressaltamos.
-Tia? –Falou Chloe.
E ele percebeu que não foi o único a ouvir.
Ele me fitou como um animal fita seu oponente. Eu sei... Eu estou até parecendo uma mafiosa, mas é como se essa minha conduta fosse de família.
Algo está despertando.
Eu semicerrei os olhos de um modo malicioso.
-Chloe. –Falou Remus. –E então cadê o chocolate. –Eu olhei para o embrulho vazio.
-Bom... É... É que... O Lee comeu ele.
-O QUE? –Lee deu um pulo. –A maníaca por doces aqui é você. Eu sou intolerante a lactose.
Remus riu.
-Venha aqui. –Chloe invés de sentar ao lado dele, sentou-se no colo. Bom, o Remus se surpreendeu. Mas pra Chloe... É normal. Ela trata todo mundo como se fossem amigos de décadas.
-O que quer falar comigo pai? –Chloe falou.
-Você o chamou de que? –Dorcas falou da porta.
Dorcas e James estavam entrando em casa.
-Do que ele é. O meu pai.
-Ele nunca foi seu pai. Vamos, saia daí. –Dorcas fez sinal para Chloe ir até ela.
-Não! –Chloe choramingou que nem uma criança pequena. Agarrou o pescoço dele num abraço apertado.
Eu e Lee reviramos os olhos.
-De novo não...
-Francamente... –Eu e Lee falamos na mesma hora.
-Chloe, não adianta nem lutar. Você vai perder de qualquer jeito porque nós já estamos de saída. –Eu me levantei e antes de cambalear Remus se pôs ao meu lado.
-Vamos. –Ele falou.
-Mas... –Falou Chloe.
-Eu volto mais tarde. –Eu dei um beijo nela e lancei um olhar na direção do Lee. E que o mesmo me olhou da mesma forma.
-James? –Eu falei.
-Sim?
-Venha aqui. –Ele se aproximou. Eu dei um pulo e ele me colocou no colo.
-Você está louca? Eu poderia ter te derrubado!
-Não ia não. Vamos para casa da Marlene!
Remus fechou a porta ao sair.
Já no carro... O silêncio era insuportável.
Já que de acordo com James a casa de Sirius que na verdade é uma fazenda, e eu não consigo ver a Marlene ordenhando uma vaca, fica a meia hora dali. Então... Até lá...
-Sabe... Quando souberam que a Dorcas estava grávida no colégio quando nós duas tínhamos apenas 15 anos todos a repudiavam e se afastavam e eu nem conhecia a garota e todas da minha série diziam para eu não me aproximar dela.
Eu fiz uma pausa.
-E então eu vi minhas amigas dando tapas e pontapés nela e não agüentei. Eu lutei contra todas e apesar de ter levado uma surra elas não conseguiram tocar na Dorcas.
Eu sorri.
-E um dia, estávamos melhores amigas e todos do colégio contra nós. Preciso dizer que eu virei madrinha do bebê dela? Eu cuidei da Chloe como se eu fosse a mãe e Dorcas assumindo o papel de pai, carrancudo e chato. Mas só vivíamos por aquele anjinho de olhos azuis.
-Azuis? Lily, ela tem olhos verdes que nem os seus. –Notou James.
-Sim... Ela tinha até certo dia... Ela estava brincando no quintal da casa quando corre sem prestar atenção e atravessou uma porta de vidro. Claro que nós a levamos para o hospital, mas lá eles nos disseram que ela estava tendo uma hemorragia interna e que o sangue da mãe não era compatível. E então eu me oferecei e finalmente acharam um sangue compatível.
Eu suspirei. Essa era a parte que eu passei a não gostar.
-Depois de dois dias internada ela finalmente acordou e para surpresa de todos... Ela acordou com os olhos verdes que nem... Que nem os meus. Eu antes não entendia e depois quando vi aquele meio demônio... Junto dela e se apaixonando por ela eu percebi que eu realmente havia me tornado a mãe de sangue dela. E que ela havia se tornado minha filha e é como diz o ditado... Tal mãe tal filha.
Hello my dear friends!
Eu sei que o capítulo anterior deixou muita gente brisando, mas esse capítulo explica tudo!
É como a Lily disse... Tal mãe tal filha... Ou melhor... Bom isso eu sei que vocês são capazes de descobrirem e aí vai uma dica:
Lily tem sangue de anjo... E também de demônio.
Zix Black:Que confusa o que! Você me disse por telefone que tava só zuando com a minha cara! Rumph! É bom você dormir com um olho aberto e um fechado viu?Brinks; 9
Maga do 4: Eu realmente espero que você entenda melhor o conteúdo do outro capítulo
Vanessa S.: Então vamos cortar essa brisa mulher! Kkk XD
Big Bih Buh: Obrigada! Realmente dá um pouco de trabalho excluí o desnecessário e transformar minhas idéias em algo organizado, mas se alguém elogia isso significa que fiz algo realmente útil!
Mila Pink: Pela demora pensei que você não ia comentar... Tava quase chorando! E quando eu vi o seu comentário simplesmente iluminou meu dia!
Sério que o meu comentário é parecido com a da deusa Nix? Eu nem tinha pensado que o que eu tinha comentado era parecido... Faz tanto tempo que eu li esse livro! Eu li pela net quando ele nem havia sido lançado aqui. ¬¬' Enfim... Bjiin!
OMG! Este capítulo tem 28 páginas!
Preview do próximo capítulo:
Marlene e Sirius voltam no próximo episódio e alguém fará um sacrifício importante. Lily será forçada a ir ao abismo do medo encontrando ninguém menos que Alicia e Alicia revelará algo muito importante. Que colocará todos na luz ou quem sabe na escuridão...
