Capítulo 8
Eu devia ter perguntado isso mais cedo. Definitivamente.
Ele acabou com o resto da distância entre nós me beijando delicadamente no começo, mas ai eu o puxei mais para perto ainda. Não tive muitos namorados, mas de todos que tive... O melhor. Eu coloquei minha mão no seu rosto deixando um rastro com as minhas unhas e a outra em sua nuca não o deixando se separar de mim. E depois de algum tempo nos separamos precisando de ar.
-Nós... –Ele tomou fôlego. –Nós temos que ir, não acha?
-É... –Ele viu o desapontamento passar pelo meu rosto.
-Você e eu... Terminamos isso depois. –Ele sorriu e fechou a porta.
Bom, eu não escolheria que esse beijo fosse desse jeito, mas depois disso... Eu vou querer um beijo desses todos os dias.
Ele deu partida no carro.
-Lils?
-Sim?
-E então? O que houve?
-Eu encontrei a Alicia e sei como ajudar a Chloe. Mas James... Eu preciso que você guarde segredo.
-Sim.
-James a Alicia é minha verdadeira mãe.
Ele freou o carro com tudo.
-ELA É O QUE?
-Jesus! Preste atenção no carro também!
-Lils...
-Sim, ela é minha mãe. Apesar de aparentar que ela mente, mas ela foi outra pessoa. Quer dizer, ela foi completamente diferente do que ela aparentava antes. Ela...
-Não pense tão precipitadamente. Nem tudo é o que aparenta.
-Exatamente! Nem tudo é o que aparenta ser...
Ele dirigiu o resto do caminho em silêncio.
-Lily algo me está perturbando. Se a Alicia realmente não for quem nos pensamos que é... A coisa é bem pior do que imagina.
-Como assim é bem pior do que imaginamos? –Eu me sentei.
-Isso quer dizer que estamos comprando briga com o desconhecido. E será bem pior se for com um anjo e um demônio.
-Seria do mesmo jeito. A Alicia é Anja e Demônio.
-Não. Ela é metade anjo e metade demônio. Nós estaríamos enfrentando um demônio completo e um anjo completo.
Eu engoli a seco.
-Definitivamente pior, mas o que podemos fazer a respeito?
-O que ela te disse.
-Para acordá-la.
-Vamos acordar sua mãe e ouvir a opinião dela. Não acredito que a estou chamando assim... Lily?
-Sim?
-Vamos investir melhor essa coisa dela ser sua mãe. –James suspirou pesadamente.
-Essa coisa?
-Sim. Essa coisa.
Ele parou o carro em frente à casa do Sirius.
-James?
-Sim?
-Não conte nada a eles. Não conte sobre Alicia. Não sei se devo envolvê-los tanto assim.
Eu ia saindo, mas James puxou meu pulso.
-Lily, querendo ou não eles vão se envolver. Mais cedo ou mais tarde.
-Então que seja tarde. –Eu o olhei desafiando-o. Fiquei um pouco chateada em relação a essa coisa.
E pelo o que eu conheço do James, o pouco que eu conheço, ele vai soltar o meu pulso e virar com raiva para o volante.
E ele o fez, mas invés disso ele saiu do carro e abriu a minha porta.
-O que vai fazer?
-Improvisar. Se você não quer que eles descubram nada então vamos fazer com que pareça outra coisa. –Ele me colocou em seu colo. Ele também se irritou.
-O que está fazendo? –Eu sussurrei.
-Lily! –Remus e Marlene correram até nós. –O que aconteceu? Por que estão molhados?
-Ela tentou se matar. –James falou com a maior tranqüilidade possível.
-Sínico! Eu não tentei nada! –Eu rebati tentando sair dos braços dele.
-Realmente. Você não tentou. Você conseguiu. E se não fosse por mim...
-E você age como se não tivesse participado!
Marlene e Remus me olharam com um tom reprovador.
-O que? Ok, eu me matei sim! Mas foi por uma boa causa... –Eu cruzei os braços indignada. Ok parecia mais uma criança abusada, mas não tem diferença. Ou tem?
-E então? Qual é a boa causa que custou sua ida para o céu? Porque além de ser um pecado mortal, também é uma passagem só de ida pra baixo. E eu digo o inferno. –Remus cruzou os braços.
-Eu tenho uma solução pra isso. –Falou James. –Eu a matei. Mas foi por livre e espontânea vontade dela. Eu o fiz justamente para ela não descer.
Ouve um silêncio mortal.
-James eu vou contar até 3 pra você correr. –Falou Remus. É impressão minha ou ele estava parecido com um... Maníaco?
Eu agarrei o pescoço do James.
-Maninho pense antes de fazer isso. Se o James tiver que correr ele vai ter que correr comigo.
-Correr com você? Você está louca? Se eu cair é capaz de machucar não somente a mim, mas a você também.
-Dã! É por isso que estou fazendo isso. Meu irmão não seria capaz de me machucar, ou seria? –Eu agarrei ainda mais o pescoço do James.
-Por Deus Lily! Você vai enforcá-lo desse jeito! –Falou Marlene.
Eu olhei para o James. Ele estava começando a ficar vermelho.
-Ops. –Eu afrouxei o abraço.
Remus me olhou com um olhar homicida. Eu me lembro muito bem desse olhar... Eu odiava quando o recebia quando era pequena. Significava que eu havia feito algo ruim.
-Apesar de tudo foi bom. –Falou James. –Descobrimos o que queríamos!
-E o que era? –Falou Remus com ignorância.
-Eu sei como acordar a Chloe. –Eu balancei os pés como se fosse uma criancinha pequena sentada em uma cadeira grande.
-Você... –Ele engasgou. Eu não dei dois segundos e eu já estava nos braços do Remus e em direção a sala.
-Vamos. Acorde-a. - Ele me colocou em pé em frente à Chloe.
-Primeiro eu preciso que todos saiam da casa. Não posso fazer isso na frente de ninguém.
Todos me olharam.
-Vamos! Andem! Eu não posso ficar a noite toda aqui em pé!
-Espero que saiba o que está fazendo. –James sussurrou a minha orelha enquanto os outros saiam.
Eu dei um ultima olhada enquanto a porta se fechava.
Eu me ajoelhei em frente à Chloe e alisei os seus cabelos. Peguei o alicate de unha da Marlene e fiz um leve corte na extensão do meu pulso. Doeu, mas logo o sangue começou a fluir e eu o encostei de leve nos lábios meio abertos dela. Fiz pressão para que o sangue não parasse.
-Vamos Chloe! –Eu falei um pouco tonta. Se a vertigem tinha me atacado já era um mau sinal.
A respiração dela ficou descompassada e aquelas grandes esmeraldas se abriram de uma só vez.
Ela segurou o meu pulso puxando um pouco mais de sangue. Eu gemi de frio. Estava ficando tudo tão frio...
Ela percebeu o que se passava e jogou meu pulso para longe.
Ela me abraçou rapidamente. Ela ofegava de susto.
-Lily? Oh, Deus. Lily... –Ela começou a chorar. –Por que demorou tanto? Pensei que tinha desistido de mim!
-Eu vim o mais rápido que pude. Desculpe-me.
A porta foi aberta e logo Chloe e eu fomos separadas. Ela para Remus e Lee e eu para James e Marlene.
-Por que você esta sangrando? –Falou Marlene baixinho.
-Não importa. –Falou James. Senti uma sacudida enorme e percebi que estava nos braços dele novamente. –Vamos levá-la para o seu quarto. O que acha?
-Sim, vamos.
Tudo ficou preto novamente e para todos os efeitos eu havia desmaiado.
POVJAMES
E ela simplesmente apagou. Apagou no meio da escada para o primeiro andar. Ela estava um caco. Blusa toda molhada, calça rasgada, olheiras roxas escuras e maquiagem borrada. O lápis que moldou seus olhos uma vez, curvava-se pela face no lugar das lágrimas agonizantes. E durante o caminho se desviava levemente para os lados. Seus olhos eram uma confusão de preto e roxo.
-Aqui. –Marlene abriu a porta.
Eu parei na porta.
-Marlene a cama está quebrada.
-Ops. Esqueci que estávamos usando o quarto de hóspedes. –Ela fechou a porta imediatamente.
-Por aqui. –Ela abriu a porta do lado.
Eu a coloquei na cama. Eu a vi de muitas formas, não suficientes, mas... Ela parecia mais debilitada que nunca.
-James me explique o que está acontecendo agora. Minha casa está uma confusão, minha melhor amiga outra bagunça e minha vida uma caixa de pandora.
-Lene, eu nada posso lhe falar. Mas te asseguro de uma coisa: Eu a protegerei.
-Eu não entendo. Eu os vi no começo. Estavam quase que se matando. Um xingando um ao outro internamente. E de repente vocês dois estão no maior grude!
-Ok, eu já te disse antes e digo novamente. Tem certeza que você não é uma clarividente?
-Tenho, pois isso foi só um palpite. E você o confirmou. Eu os conheço muito bem. –Marlene sorriu.
-Adicione um detalhe na sua lista. –Eu falei ironicamente.
-E qual é?
-Ela passou a ter tendência a desmaiar. Já desmaiou umas quatro vezes de ontem pra hoje.
-Isso ocorre desde pequena. Ela já me falou disso antes.
-Como assim?
-Ela tem blecautes. Às vezes até dupla personalidade. E quando tem um blecaute e volta e novamente tem outro blecaute... Ela só se lembra do primeiro apagão.
Alicia.
-Então você nunca sabe quando ela é ela mesma?
-Não, eu sempre sei quando ela está normal. Isso não tem ocorrido há mais de um mês. Desde que Petúnia piorou com a sua psicose e principalmente quando você apareceu.
-Como assim desde que eu apareci?
-É como eu disse. Ela tinha blecautes freqüentes e quando você chegou... Ela desmaia, mas a outra personalidade não aparece.
-Lene me diga como é a outra personalidade.
-Doce demais. E de uma educação extraordinária! Parece até minha mãe. –Marlene riu com a última frase. –Só que... Menos grossa e mais graciosa. E também não é hipócrita. Apesar da Lily também não ser.
Definitivamente não era Alicia.
-De outra época você quer dizer?
-Sim. Eu diria que sim.
Algo me ocorreu no mesmo instante.
-Marlene você estaria disposta a um teste?
-Que tipo de teste?
-Desde que eu e Lily nos encontramos... Nós não nos desgrudamos. O que acha de eu me afastar dela por mais ou menos uma hora para ver o que acontece? Eu não me afastei dela nem mais de meia hora nesses dias.
-Não sei... E se algo ruim acontecer?
Eu me levantei em direção à porta.
-Isso é a palavra de uma amiga ou de uma vidente? –Eu falei brincando obviamente.
-De uma possível vidente. –Marlene quase sussurrou.
-Eu estarei lá embaixo. Se precisar de algo é só chamar.
Eu desci rapidamente notei a falta de uma pessoa que me era muito importante.
-James!
-Sim? –Eu me voltei para ela.
-Eu acabei de recordar eu sempre sei quando ela é ela mesma porque ela sempre sonha com fogo. Isso te diz algo?
-Não. Nada. –Eu sorri tristemente.
-E aí James! Finalmente colocando um pouco de ação nessa sua vida parada? –Falou Sirius na cozinha.
Claro que a pessoa em questão era ele.
-Claro. Comparada a sua é realmente entediante.
Sirius riu com gosto.
-Então... O que anda acontecendo com você ultimamente?
-Muita coisa. –Eu sorri triste.
-E pelo seu sorriso lembranças também voltaram dos mortos.
-Droga... Eu sou tão transparente assim?
-Não... Você é só um cara arrogante e taciturno. Ou seja, isso tudo diz: Há algo errado e que eu sofro muito mais do imagina.
-É isso que pensa de mim?
-Não. É isso é o que eu sei de você. Por que está ajudando-a?
-Eu... Ela me lembra a...
-Jane? Eu também percebi isso. Ela é excepcionalmente cativante. Mas também não é só isso não é?
-Ah, cala a boca.
-AHA! Então estou certo.
-Você é um boboca.
-Como se você não soubesse disso antes não é?
-Oi. –Falou Remus entrando na cozinha.
-Sua filha já está melhor?
-Sim e eu ainda não me acostumei com esse nome de filha.
-Pois é. –Eu falei.
-Puxa! Cara... Eu nunca pensei que você fosse pai.
-Nem eu. –Remus riu. –James? Você está bem?
-Como assim?
-Você sabe muito bem do que eu estou falando. Água...? Espírito puro...?
-Ah, isso...
-Eu tinha esquecido completamente. Como se sente.
-Eu me sinto bem! Se ela me fizesse mal eu definitivamente não estaria com ela agora!
-Mas você sabe que não pode entrar em contato com espíritos puros.
-Ela só é metade anja. E ainda sim é humana.
-Não importa. Você foi marcado. E a maldição é bem clara: Aqueles com a marca da crueldade do Diabo são terminantemente proibidos de entrarem em contato com espíritos puros. Do contrário sofrerão as conseqüências.
-E você sabe quais são as conseqüências. E uma delas é a morte.
-EU sei, mas ela humana e metade anja. Somente metade pura. Eu posso tocá-la livremente.
-Disso nós sabemos, mas na água...
-Sirius...
-A água é o condutor universal. A pureza dela te atingiria.
-E atingiu. –Eu mostrei minhas mãos. Estavam levemente queimadas e estavam arranhadas.
-Eu vou perguntar de novo: Tem certeza que não está fazendo isso pela Jane? Pois você foi fazer um trato com o d baixo para trazê-la de volta a vida e foi enganado. E o que ganhou? Uma mancha permanente ate segundas ordens. Não quero que ganhe outra.
-Você deveria tomar cuidado. –Falou Sirius.
-E irei. Ei! O que está fazendo aqui?
-Eu vim tomar um copo d'água. Posso?
-Você deixou a Lily sozinha?
Em algum lugar...
-Como as coisas estão indo? –Falou o homem sentado em sua mesa em um escritório grande.
-Como planejado. Alicia será acordada em breve e com isso teremos as quatro...
-Teremos. -Interrompeu o homem. O rapaz magro que estava parado em frente ao homem tremia de medo. Os olhos verdes de seu chefe estavam mais afiados do que nunca. Podia ate vê-los se transformar em vermelho sangue de tanta maldade.
-Como vão as ilusões? –O homem encostou-se na cadeira.
-Vão como o meu Lord pediu. Bellatrix consegue interpretar muito bem. A garota... Aquela ruiva de olhos verdes nem notou a verdadeira pessoa por trás daquela ilusão da tal anja... Qual é o nome da verdadeira anja mesmo?
-Não importa. É apenas uma anja cabalística... –Ele falou com os olhos escurecendo. O rapaz se perguntou o que tanto o homem a sua frente pensava. Estaria ele pensando no passado ou pensando naquela anja do passado? E o que mais o atormentou foi o sentimento demonstrado sem pudor naqueles olhos. Mas qual sentimento seria...?
-Essa pergunta não é da sua conta. –Respondeu o homem.
-O que? –O jovem assustou-se.
-Lembra-se que eu posso ler pensamentos alheios? Agora fora.
POVLILY
E eles falam como se eu não pudesse ouvir. Eu não desmaiei. Só está tudo preto. Também não consigo me mexer e nem falar. Fato, mas não é nada... Eu espero.
E sinceramente espero que a Chloe esteja bem. Não pude verificar. ( ¬¬)
E também acho que o James chegou à mesma conclusão que eu. Ou talvez tenha chegado perto.
Era a Alice.
-Então poderá me desculpar se eu não me apresentar... Não é Lily?
Eu ouvia sua voz... Mas não no quarto. Ela estava dentro de mim.
-Sim e não... Estou em você e em outro lugar. Compartilhamos do mesmo corpo! Mas felizmente para as duas o meu corpo está em outro lugar.
-Droga... Quantas pessoas vivem dentro de mim? Primeiro você e depois Alicia...
-Alicia não vive dentro de você.
-Mas até parece que sim.
Eu ouvi o seu riso. Parecia algo surreal.
-Aliás, por que só estou te ouvindo agora? Pois pelo o que parece você tem roubado algumas horas da minha existência.
-Oh, não fique chateada minha querida! Toda vez que eu saía era na tentativa de falar com você como estou agora! Não sei se James sabe e se você reparou, mas James tem uma atmosfera favorável para isso. Tudo ao redor dele se torna mais sensitivo... Mais sensível.
-Sensível?
-Sim. E graças à presença constante dele por pelo menos um dia eu pude me comunicar de verdade com você. Ele "esticou" a barreira que nos separava.
-E se quebrar essa barreira você poderá sair de mim?
-Depende.
-Do que?
-Bem, se o meu corpo desocupar sim.
-Espere um pouco. Se o seu corpo desocupar?
-Sim, desde o dia em que Alicia quase me matou eu entrei em coma e no dia do seu nascimento alguém tomou posse dele e desse jeito me expulsou.
Eu a senti suspirar.
-Lily, eu só estou dentro de você porque o meu corpo foi roubado me impedindo de voltar à vida.
-Quer dizer que eu não sou sua reencarnação?
-Não, não é. Lily se não fosse o seu nascimento eu ainda... Eu fui sugada para o seu corpo porque você tem o nosso sangue. Se você não tivesse nascido eu teria ido para o Abismo do Medo junto com a Alicia e esse mundo estaria acabado.
-E por que a Alicia não entrou no corpo de alguém?
-Porque não havia outro alguém com o nosso sangue. E nós três não poderíamos viver em um corpo só. Isso o sobrecarregaria e nos mataria. Nossos planos sempre foram assim: ela ia te guiar para que você tivesse os seus plenos poderes e juntas poderem me acordar, mas a pegaram antes disso acontecer.
-Então quando eu a acordar...
-Não. A Chloe precisaria do seu sangue, mas não ela. Eu sim. Ela precisa do sangue da Chloe, pois é aonde ela habita agora.
-Como assim aonde ela habita?
-Quando a Alicia ficou em coma eu tive que gastar todas as minhas energias para que eu pudesse te guiar a escolher um hospedeiro. Então quando a Chloe se acidentou e já que ela tinha parentesco com você eu te induzi a doar sangue para ela. E então se criou a outra hospedeira.
-E por que a Alicia possui a Marlene naquele dia se ela estava na Chloe?
-Quantos eventos terão que acontecer para você perceber que somos especiais? Ela gastou até a sua última energia para fazer aquilo. E desde pequena ela foi a mais...
Ela engasgou.
-Alice o que foi?
-Nada. Ouça-me bem. É muito importante que execute esta tarefa perfeitamente. A terra depende disso.
-Fale.
-Pesquise sobre Armand Nicolai. Infiltre-se na casa dele e ganhem a sua confiança... –Ela tossiu.
Ela tossiu com mais força.
-Alice o que está havendo? –Eu senti tudo tremer.
-James...
Eu a ouvi tossir e engasgar novamente.
-O que tem o James, Alice?
-Saiu.
Eu acho que dessa vez eu apaguei.
POVCHLOE
-James ela não vai morrer por ficar um minutinho sozinha! –Eu ouvi Marlene reclamar. Tadinha... Ela foi uma das que sofreram com essa loucura que está nas nossas vidas e ainda ninguém se importou com ela. Claro que a tia Lily a salvou antes, mas ninguém a verificou depois. Tadinha.
Uma coisa começou a incomodar.
Lee.
Ele não saiu do meu lado(Não que eu esteja reclamando) e o pior é que ele fica parado do meu lado só me olhando... Situação desconfortável.
-O que tanto olhas Lee? Eu já disse que estou bem. –Eu o olhei pelo canto do olho. Não queria virar a cabeça para encará-lo.
-E-eu sei Chloe. É só que...
-O que?
-Eu fiquei com medo. Não sei como eu...
-"Não sei como eu...?" Termine a frase Lee.
-Eu não sei como viveria sem você.
Eu me calei. Ele estava estranho. Muito. E apesar de eu ser pequena(Entre aspas) eu sei que ele só pode estar assim por 3 razões: Culpa por pensar que fez isso comigo, preocupação com a melhor amiga ou...
-Sabe sim. Não seria o fim do mundo... –Eu comecei a balançar a perna freneticamente. Algo começou a me perturbar. E muito. E não era só o silêncio embaraçador.
-Mas tratando-se de você... Eu digo do jeito que você é dramático... Seria o fim do mundo.
Ele riu.
Eu tive uma sensação estranha. Então eu ouvi uma voz tão... Tão linda.
Eu me levantei.
-O que foi?
Eu respondi algo inteligível. A voz estava me tirando da "órbita".
-Chloe?
Imagens surgiram em minha mente. Uma pluma voando, um céu estrelado a cima e uma noite fria.
Eu senti meus pés deslocando e uma sensação incrível...
Uma mão se estendia no escuro. Uma mão sobre uma luva de couro.
Mas ai veio o frio e o choro.
E eu não era a única.
POVJAMES
-Até parece Marlene. Você sabe como ela é. Uma fração de segundo pode decidir a vida dela.
-Eu sei e eu vim te perguntar justamente isso. Por quê? Por que ela? Por que você escolheu ajudá-la?
-Lene? Por que está me perguntando isso?
-Por que eu pensei no começo que vocês eram perfeito um para o outro, mas eu só a vejo se machucar desde que conheceu você. Então me veio à cabeça: Por quê?
Se ela quer assim, assim será.
-E por que não ela?
-Não entre na defensiva.
-Entrar na defensiva? Olhe, eu não sei o porquê de você estar tão incomodada com o fato de eu estar realmente me importando com ela e não importa o motivo. Eu simplesmente...
Eu suspirei. Era verdade.
-Eu realmente não sei o porquê de eu estar ajudando alguém que eu mal conheço, mas... Eu finalmente tenho um propósito para eu não esperar sentado a morte vir me pegar.
Ela deu um leve sorriso no canto da boca.
-Então quer dizer que o meu melhor amigo arrogante e egoísta se foi?
-Me prefere daquele jeito?
-Não, mas... Não perca o sarcasmo. É a minha única aliada contra o Sirius. –Ela cruzou os braços e deu um sorriso enorme.
-Ei! –Falou o Sirius em protesto. –Eu sei que você me ama ta legal? Não precisa fingir.
-Ei! Quem te disse que eu te amo? Meu único amor é o James. –Ela agarrou o meu pescoço e deu língua para o Sirius.
-Vocês dois estão nesse joginho desde o primeiro dia em que se viram. –Suspirou Remus.
Eu dei uma risada.
-Concor... –Eu vislumbrei a sala por um momento e parei.
-James o que foi? Você ficou pálido. –Falou Marlene me soltando.
-James o que... ? –Remus seguiu o meu olhar. Ele correu em direção a Chloe.
Ela estava... Fora do chão.
-OMG! –Falou Sirius.
-Chloe? –Falou Remus. A garota... Flutuante? a nossa frente encarava o teto. Seus pés estavam a poucos centímetros do chão. Parecia que a gravidade não a afetava. Flutuava como se estivesse na água.
Ela abriu os olhos lentamente e percebeu.
Ela deu um grito e caiu ao chão.
Todos nós corremos para ela no mesmo instante. Nós a sentamos no sofá.
-O que houve? –Perguntou Remus.
-Eu estou bem. –Soluçava a menina.
-Espera! –Falou Marlene bem alto. -Como você fez isso?
-Fiz o que?
-Flutuou?
-Eu... Eu flutuei?
-Flutuou. –Todos falaram ao mesmo tempo menos eu. Eu sabia o porquê. Ela olhou para mim pedindo socorro.
-Só a tia Lily pode dizer. –Ela sussurrou baixando o olhar.
Remus levantou-se rapidamente e subiu as escadas e eu corri atrás dele. O impedi antes que abrisse a porta.
-Ela está dormindo. De nada adiantará.
-Vem cá, o que estão escondendo de mim? O que é tão importante que vocês precisam esconder de mim?
-Eu nada posso dizer. Só ela, mas ela irá te dizer quando achar que você está pronto.
-Eu sou o pai da Chloe e irmão dela. Ela vai ter que me dizer agora.
Ele abriu a porta.
-Remus!
Nós paramos a porta.
Nada. Ninguém.
-Para onde ela foi?
Eu estranhei, mas logo vi a janela aberta e a cortina balançando.
Enquanto Remus correu para a janela eu corri para fora.
Ela estava andando no teto.
-Lily! –Eu gritei.
Ela estava a um passo de cair para o vazio.
Então ela deu um passo.
-NÃO! –Eu gritei, mas ela não caiu. Pareceu que o vazio para ela não era obstáculo.
Não esperei o próximo passo e corri para o sótão e subi no teto. Estava ventando muito.
Andei devagar até ela. Infelizmente ela continuava a andar, mas vagarosamente. Estava encarando a lua acima.
-Lily. –Eu sussurrei e estendi a mão para ela. –Acorde. Por favor.
O olhar vazio dela me assustava.
O vento soprou mais forte e ela acordou, mas não a tempo de pegar minha mão.
Eu me joguei segurando a mão dela e com a outra eu nos segurei no telhado.
-James? –A voz dela saiu confusa. –James? –Ela começou a chorar.
-Lily! –Eu ouvi Marlene gritar lá de baixo.
Eu comecei a escorregar.
-James. Eu não vou te deixar se matar.
-Eu não vou soltar e nem pense em si soltar!
-James eu não... –Ela gritou e eu senti um puxão para baixo.
-Lily o que...
Outro puxão novamente. E dessa vez foi mais forte que eu pensei.
-Lily! Comece a me escalar.
-Não! Eu não consigo! Tem alguma coisa me...
Nossas mãos foram separadas e eu a vi cair para o vazio.
POVLILY
Eu não sei o que deu em mim. Mas eu me sentia tão leve. O vento soprando... Uma luz fraca sobre mim.
A voz de Alice foi tomada por outra voz.
E a voz era tão... Melodiosa e sedutora me chamando para o vazio que eu só a fiz seguir. Uma mão envolvida por uma luva de couro se estendia para mim no escuro.
A lua acima de mim brilhava... Brilhava muito mais do que o normal. Tão linda...
Mas outra voz me chamava. Uma voz que fez o meu coração martelar mais forte. E foi ai que eu abri os olhos.
James.
Eu cai no vazio, mas a mão dele me pegou antes que eu caísse para a morte.
-James? –eu olhei para o chão e me desesperei. –James? –Eu comecei a chorar.
-Lily! –Marlene gritou.
Percebi que estávamos mais perto do chão. Ele estava escorregando.
-James. Eu não vou te deixar se matar.
-Eu não vou soltar e nem pense em si soltar!
-James eu não... –Eu senti algo segurar o meu pé.
-Lily...
Houve outro puxão e algo agarrou a minha cintura.
-Lily! Comece a me escalar.
-Não! Eu não consigo! Tem alguma coisa me...
Um puxão me trouxe para dentro da casa me separando do James.
Remus me colocou na cama.
-James! Tente entrar pela janela! –Remus gritou na janela
Estávamos no quarto de hospedes da Marlene de onde eu havia saído.
James entrou pela janela.
-Droga Remus! Por que não falou que a estava puxando?
-Eu falei, mas vocês não ouviram.
-Lily você... –Eu me joguei nos braços dele antes dele terminar. E afundei o meu rosto no peito dele.
Ele me abraçou de volta. Apertou-me com força e encostou a bochecha no topo da minha cabeça.
-Não faça mais isso. –Ele falou com muita preocupação na voz. Eu diria que talvez segurando o choro.
-Apesar de ter sido inconsciente, mas não o farei mais. Obrigada.
-Lily você vai ter que me dizer o que está acontecendo.
-Claro. Mas primeiro o que sabem sobre Armand Nicolai?
Em algum lugar...
O homem de terno preto se levantou da cadeira em pura agonia. Estava mais do que agoniado. Estava com raiva e... Curioso.
A pequena loira conseguiu pegar fragmentos da hipnose destinada a Lily. Mas o que deixou curioso foi à resistência de Lily. Ninguém poderia acordar se estivesse completamente entregue.
E raiva. Raiva daquele que a acordou e a quase matou. Não fez mais do que o seu dever em salvá-la do perigo em que a colocou. Se ele não tivesse interferido ela estaria ali e agora em seus braços.
-Chamou Lord? –Perguntou Bellatrix
-Sim. Contate-me com Armand. Não posso deixar tudo se perder. –Ele não se virou para encará-la. Ela simplesmente só encarava as costas do homem alto, pálido, moreno e musculoso. Por algum motivo ele a intimidava, a fazia ter mais cautela, mas não tinha realmente medo.
-Mas ele está em Los Angeles... Aqui de Londres não conse...
-Não discuta. Eles já estão um passo a frente por estarem em Los Angeles. Tenho que alertar Armand.
-Mas ninguém sabe a conexão entre vocês...
-Não discuta comigo! –Ele se virou com raiva. Os olhos verdes viraram fogo. –Ele é o guardião do corpo de uma das minhas filhas. Minha neta não pode descobrir o corpo da mãe. Em hipótese alguma. Agora vá e me deixe sozinho.
A mulher saiu sem dar mais um piu.
Ele suspirou e ficou encarando o nada. Sabia quem o estava observando.
-Existe um ditado bem assim: "Quem é vivo sempre aparece". Nunca entendi o significado, mas hoje me parece perfeito.
-Deixa disso Caim. Não vi por prazer. Vir lhe trazer um recado.
-Não me chame de Caim. Aqui na terra sou chamado de Tom Riddle, Electa. E desde quando esta exercendo o papel de Gabriel? Não é ele que traz as boas-novas?
-Também não me chame pelo meu nome original. Adotei o nome Josephine. E é claro que não estou exercendo o papel de Gabriel, porque o que venho lhe dizer não são boas-novas.
-O que quer comigo anja? –Riddle se aproximou dela ficando sob a luz do luar.
-Deixe minha neta em paz. Você já desgraçou o bastante a vida das minhas filhas. No momento em que destruiu minhas filhas você perdeu minha simpatia e eu lhe prometo que se fizer a mesma coisa com a minha neta... Vai ganhar uma inimiga. Fique longe dela e da alma de minhas filhas.
-Nossas filhas. Ou esqueceu que fomos nós que a concebemos?
-Demônio repugnante. –Ela falou entre dentes. O cabelo loiro e liso estava com um corte jovial. Curto e em camadas. Para ele, ela estava deslumbrante.
-Eu sempre adorei esses seus apelidos. –Ele sorriu.
Ela estreitou os olhos azuis.
-Eu condeno o dia em que eu fui condenada a ser humana. Ser humana me deixa refém dos sentimentos humanos.
-Pois é... Quem mandou se apaixonar?
-Não por você. Por minhas filhas.
-Sim. Pois elas puxaram metade do pai. –Ele sorriu.
-Mas não me arrependo. E se tivesse uma segunda chance faria igual. Desistiria de tudo, mas nunca mias confiaria em você. E quero que saiba que farei o possível, o impossível e até o inimaginável por minha neta.
-Você se julga tão superior... Que não pensou que posso amar minha neta também não é?
-Você não ama ninguém. Só a sujeira desse mundo.
-Você quer saber o motivo por ter sido castigada? O verdadeiro motivo Josephine?
-Que verdadeiro? Eu sei o motivo verdadeiro.
-Não, não sabe. –Ele se aproximou ficando mais perto.
Ela prendeu a respiração.
-Eu também fui condenado. E me tiraram a imortalidade, mas felizmente eu duro por muitos séculos e sei que estou no fim da minha existência. E também não foi me negado meus poderes.
-Sorte sua. E o que isso tem haver?
-Você e eu fomos condenados porque eu... Porque eu me apaixonei por você. Eles sabiam que eu chegaria até você através de nossas filhas e que meu pai, Lúcifer, iria tirar proveito disso. Então nos condenaram.
Ela pareceu se chocar.
-E por mais estranho que pareça eu também amo minha família. E eu digo por minhas filhas, neta e "bis-neta".
-Você está mentindo. Sempre mentiu. –Ela começou a andar para trás tentando se afastar e até que bateu suas costas na parede. Ela não tinha mais para onde fugir, ele não a deixaria fugir por estar a centímetros dela.
-Sim, é de minha natureza mentir e sucumbir ao pecado. Mas ainda sim sou humano. E você mesma disse que ser humana é ser refém dos seus sentimentos.
-Você não me amava. Você apenas me desejava quando era demônio.
-Sim, mas mesmo isso é ruim. E agora que sou humano sou capaz de amar. E repito: Amo você, Alice, Alicia, Lily e Chloe.
-Não se aproxime mais... –Ela foi impedida de falar. Ele havia avançado e não pretendia soltar seus lábios tão cedo.
Hello Guys!
Sorryyyyyyy my late!
Ok-Off ingles-
Desculpem-me! Começaram as aulas e com as aulas vem o estudo reforçado. Estou na pior série da escola de acordo com todo mundo: 1º ano.
Eu não vou colocar a fic em hiatos, porque eu detestaria fazer isso com vocês porque também detesto quando fazem isso em fics que eu leio.
Estou apenas dizendo que farei o maximo para escrever durante os finais de semana e quando eu puder entrar no pc. Tamém estou no ingles agora(Nunca fiz ingles antes e eu deveria entrar no basico um, mas pulei 10 niveis. XD Agradeço as traduções de musicas)
Eu pretendia fazer um capitulo enorme, mas na quinta feira antes do carnaval eu adoeci e fiquei de cama então como eu estava entediada na sexta e The Vampire Diaries e Nikita(Baseado em La Femme Nikita) não iam mais sair naquele dia então resolvi ver outra coisa:
La Femme Nikita(Que foi baseado no filme cult Nikita)
E simplemente: *-*
AMEI E VICIEI.
E ai foi por água a baixo o plano escrever no carnaval. La Femme Nikita tem 5 temporadas e passei o carnaval assitindo. Então guardei esse final de semana para escrever e postar.
Sorry. E muito obrigado por comentarem :)
Quando eu tiver tempo e inspiração eu posto mais. Pode demorar ou não. Bjin
E tem muita coisa por vir hein? Muita coisa...
Ana Krol: Sumiu hein... Mas tudo bem. Ainda bem que você gostou( Me pergunto se vc realemnte gostou ou ta so falando pra me tapiar) E quando vc vem me visitar?
Zix Black: Julia! Vá catar coquinho! E ei! Quando vc e a Adrià vierem aqui no sábado eu vou tirar uma onda tão grande com a tua cara por causa do seu novo Amor...
Mel Cullen Malfoy: Brigada! E sim, é baseada em Constantine. Eu falei em alguns comentários no primeiro capitulo eu acho. E se vc vê o trailer(Que ta no meu perfil) o James e a Lily são Constantine e Ângela.
Maga do 4: Então olha ai mais ceninhas fofas e engraçadas do Jay e Lils. =D
Mila Pink: O Jay ta possuído não. Só tomou atitude... E talvez tenha andado um pouco demais com o Sirius, mas tudo bem! Essa aposta é sobre qual lado vence primeiro nas meninas: O bem ou o Mal.
Gente eu venho tentando postar esse capítulo a mais de uma semana! Que loucura deu no Fanfiction?
Obs.: E essa Josephine e Riddle são na minha imaginação como Peta Wilson e Roy Dupuis. XD
Bjin =D
