Capítulo 9

-E por que exatamente você quer falar com Armand? Ele é muito desconfiado. Quase impossível de alguém sem ser de negócios virarem amigos dele. –Falou Sirius.

-Mas se ele é o dono da empresa… Você consegue um pretexto para irmos a casa dele! –Eu falei.

-Bem… Haverá uma festa na mansão dele hoje… E como ele é o proprietário da marca da empresa onde trabalho eu tenho acesso livre. E ainda por cima serei seu convidado hoje.

-Por quê? –Perguntou Marlene. –Por que você foi convidado?

-Porque eu salvei sua vida um dia desses. Ele disse que eu posso levar mais uma pessoa e eu planejava ir com Marlene.

-Leve a Lily. –Falou Marlene.

-Mas eu disse que ia levar minha esposa.

-Não me importo. Pode fingir que ela é sua esposa, mas não encoste a mão nela. –Marlene cruzou os braços.

-Espera um pouco. Você não devia ter dado esse aviso para mim? –Eu perguntei.

-Não. É para ele mesmo. Eu te ajudo se quiser.

-Na verdade… A festa é de máscaras. Eu consigo ao menos levar mais duas pessoas. É só nocautear um convidado. Um convite vem você e o seu acompanhante.

-Então está tudo acertado. –Eu falei. –Sirius você tem dois ternos a mais?

-Tenho.

-Então vai James e o Remus. Eu fico lá fora com a Chloe.

-Lily por que você não quer ir? –Perguntou James.

Deveria falar em voz alta? Sim, estou tendo um mal pressentimento, mas é só em relação a mim. Se eu sou a cópia da minha tia e esse cara tem alguma relação com ela… Pode me reconhecer de alguma forma.

-Lily? –Perguntou Marlene. –Eu não vou. A não ser que você queira que a Chloe vá no seu lugar.

-Não! –Eu quase dei um pulo. –Eu vou. Mas eu não tenho roupa.

-Não é um problema. -Marlene levantou-se e abriu um baú no canto da sala e puxou um vestido preto dele. –A mãe de Sirius tinha um corpo muito similar ao seu. Então você já arranjou o seu vestido! Agora o cabelo… Eu o prendo em um coque arrumado. Venha!

Ela agarrou o meu pulso e me puxou escada acima.

POVJAMES

-Estou estranhando a Marlene. –Falou Remus. –Ela costumava ser…

-Mais como nós? Ela é uma mulher no final de contas. E também nunca havíamos visto ela com uma amiga. –Eu falei.

-Exatamente. –Falou Sirius.

-Tio James? –Falou Chloe. Desde quando ela me chamava de tio?

-Oi. –Eu falei.

-Preciso falar com você em particular. –Ela puxou a barra da minha camisa. E puxou com força.

-Onde estamos indo? –Eu falei e ela me jogou porta a fora.

Lee estava parado do lado de fora também.

-O que querem comigo?

-Já que a ruiva…

-A ruiva tem nome. Lily. –Eu o interrompi. Não tinha percebido, mas ele não é completamente humano.

-Enfim, ela está ocupada e não vou interromper o que quer que seja lá em cima. Só estou avisando: Estão nos observando.

-Observando? Quem? –Eu normalmente saberia… Eu sentiria se fosse algo sobrenatural.

-Só tomem cuidado com o que falam. Ele está ouvindo.

-Ele quem? E como você sabe?

-Um demônio sabe quando há outro. E acredite esse é poderoso para qualquer um.

Um demônio reconhece o outro… Droga.

-Por quanto tempo? Por quanto tempo ele vem nos observando?

-Vocês… Há uns dois dias, eu acho. Mas a Lily… Desde que eu a conheço sinto seus olhos em cima dela. Cada movimento que ela executa ele sabe. E ficou muito mais vigilante do que antes de vocês chegarem.

-E ela já percebeu? –Perguntou Chloe.

-Não sei. Há pouco… Quando ela estava no telhado eu o senti na casa. Ele está tentando tirar-la de perto de vocês.

-Mas ele quem? E o que podemos fazer para interrompê-lo?

-Não há nada que possamos fazer. Precisaríamos de uma vidente para prever quando ele se movimentaria e evitar que ele a pegue.

-Mas…

Eu fui interrompido com a chegada de um carro.

-VOCÊ ESTÁ MUITO ENCRENCADA MOCINHA! –Apareceu Dorcas saindo do carro e batendo a porta com muita força.

-Mãe? –Sussurrou Chloe.

Eu não dei dois segundos e Chloe correu em direção a mãe. A abraçou com tanta força e vontade que eu estranhei. Ela não deveria correr na direção oposta?

Até a Dorcas fez uma cara de desentendida.

Remus apareceu á porta.

-Ouvi a voz da Dorcas. –Ele falou

-Agora… -Falou Chloe a soltando. –Tchau.

Agora sim ela correu para a direção certa. E se jogou no colo do pai.

-Eu sei… Você deve estar brava… -Remus olhou novamente para o rosto vermelho da Dorcas. –Não, você está MUITO brava, mas é que…

-Eu fugi, porque queria ficar com o meu pai e minha tia! Você não devia ficar furiosa por isso! –Chloe escondeu o rosto no ombro de Remus.

-Não estou furiosa por você ter fugido estou apenas brava. Mas estou FURIOSA , porque o seu GPS marcou por bastante tempo que você não estava na terra! Eu pensei que algo muito MUITO ruim tivesse acontecido! –Ela começou a chorar. –Você não sabe o desespero que eu passei!

-Desculpa, mãe.

E TODOS foram interrompidos com um pigarrear suave. Ao lado do carro estava ele. O capeta júnior.

-Ah, esse é o… Qual é o seu nome mesmo? Ele disse que morava aqui.

-Eu? Meu nome é Regulus Black. –Disse ele. Vestes pretas e casaco de couro preto.

Sirius colocou a cabeça para fora da casa.

-Eu ouvi Regulus Black?

-Eu ouvi Regulus Black? –Perguntou Marlene da janela na mesma hora que Sirius.

-Yo! –Falou Regulus acenando.

-Você não devia estar em casa?

-Você não devia estar em casa? –Falaram os dois juntos novamente.

-Bem… Tecnicamente essa é a minha casa, sabe. Eu moro aqui.

-Mas você disse que não vinha hoje!

-Mas você disse que não vinha hoje! –Novamente falaram juntos.

-Eu menti. –Ele deu de ombros e entrou na casa.

TODO MUNDO ENTROU NA CASA IMEDIATAMENTE. Quem disse que íamos perder isso? Até Dorcas se esqueceu da briga e nos acompanhou!

Regulus se esparramou no sofá.

-Ei! O que houve com essa casa? –Ele perguntou pelo estado destruição total em que a casa se encontrava.

-Bem… -Começou Sirius.

-Eu pensei que ia dormir na casa da sua namorada! Pensei que tínhamos combinado que você ia ficar uma semana lá! –Apareceu Marlene.

-Eu tenho 18 anos! Faço o que bem entender!

Ouvimos uns passos na escada que atraiu a atenção de todos.

-E então? Como estou? –Perguntou Lily.

Todos os anjos teriam inveja dela agora.

POVLILY

Bem, todo mundo se calou de repente… E a quantidade de bocas abertas foi incrível. Acho que só a Marlene que já havia me visto não ficou surpresa.

A primeira pessoa que eu olhei foi para James.

Ele… Ele praticamente congelou. Quer dizer, todos…

-James? –Eu perguntei. Andei até ele e parei bem em sua frente. Ele balançou a cabeça como tivesse levado um choque

-Oi… Oi! –Ele parecia confuso.

-Tem algo errado? –Eu comecei a me desesperar e a procurar algo de errado com o vestido. Meu Deus, se tiver algo errado a Marlene me paga!

-NÃO! –Gritaram todos.

-Você está… - Começou James.

-Linda. –Um rapaz interrompeu.

-Maravilhosa. –Terminou James.

Eu abri o sorriso.

-Obrigada!

Esse mesmo rapaz levantou rapidamente e tirou o James da minha frente.

-E qual é o seu nome, senhorita? –Ele abriu o sorriso.

Eu levantei uma sobrancelha e olhei para Marlene.

-Lily, este é Regulus irmão mais novo de Sirius. Regulus esta é Lily irmã mais nova de Remus e minha melhor amiga.

-Prazer, Lily. –Ele pegou minha mão e a beijou.

Eu olhei para Sirius e depois Marlene.

-Mini Sirius. –Sussurrou ela.

-Ah. Prazer, Regulus.

Eu ouvi o riso de Dorcas ao fundo.

Espera.

Dorcas?

-DORCAS?

-Eu mesma. –Ela limpou uma lágrima.

Chloe e Remus estavam segurando o riso. Chloe definitivamente era filha deles dois.

-Já basta NE? –James me puxou dele.

-Concordo. –Falou Sirius. –Que tal ir dar uma volta por aí e voltar não sei… Talvez amanhã?

-Não mesmo. -Ele deu um sorriso zombeteiro.

-Lily? O que pretende fazer quando chegar lá? –Falou James.

-Acho que procurarei um túmulo. –Eu ri.

-Bem… É um começo.

-James, Remus e Sirius subam agora. Há muito pouco tempo.

-Cuidado. Ele não é nenhuma flor que se cheire. –James apontou para Regulus.

-Eu me cuidarei James. Mas… - Eu olhava para baixo e levantei o olhar para ele.

-Mas o quê? –Ele levantou uma sobrancelha ao meu olhar.

-Mas por que esse cuidado todo? Está com ciúmes James Potter?

-Ciúmes? Por que eu teria ciúmes? Nós não somos nada um do outro…

-Exato. Por que será? –Eu comecei a rir.

-Não tem graça.

-Tem sim. –Eu dei um beijo rápido na bochecha dele. –Rápido.

Eu saí da frente dele e fui até Dorcas.

-Estivemos juntas por muito tempo e tenho que admitir… Nunca te vi tão bonita assim… –Dorcas deu um sorriso. Mas esse sorriso estava tão triste melancólico que me surpreendeu.

-Dorcas…

-E também… - Ela continuou. –Eu nunca vi esse seu olhar. Nem mesmo nos casos de polícia mais emocionantes que resolvemos… Nunca o vi.

-Dorcas? –Eu sussurrei. Tinha que haver algo errado. Ela nuncahavia sido sentimental. Apenas, é claro, quando acontecia algo com a Chloe. Ela sempre fora uma das mais fortes não importava onde fosse. Era sempre ela. –O que houve?

-O que foi? Eu não posso ser sentimentalista com a minha melhor amiga? Então tá. –Ela cruzou os braços. Entrou de novo em sua armadura.

-Dorcas! –Ela deu uma risada.

-Relaxa… Isso acontece uma vez no mês. –Ela deu uma piscadela.

-Nem venha! Isso não é TPM! TPM é mal humor.

-Ai, relaxa. –Ela foi em direção a cozinha.

-Tia! –Gritou Chloe. –Você está linda!

-Obrigada!

-Não sério. Já se viu no espelho?

-Não… Não ainda.

-Então… -Ela me puxou até um espelho.

Eu… Eu realmente estava bonita. Era um vestido azul de um tecido um pouco estanho e com a parte de cima dele, a do busto, no mesmo tecido só que branco e com um laço no mesmo tecido entre os meus seios. Ele ia até a metade da minha coxa e eu estava com salto agulha azul em um tom mais escuro que o vestido. As alças eram um pouco caídas abraçando os meus braços. O meu cabelo estava em um coque muito bem arrumado.

-Se a Marlene algum dia quiser sair da polícia ela já tem uma carreira feita! –Eu ri.

-Então você já tem idéia de como está bonita não é? –Aquele menino, Regulus, se aproximou demais de mim. Ficou a milímetros de mim. Tive que olhar um pouco para cima para conseguir olhar para seus olhos. E olha que ele é só um pouco mais alto que eu.

-A-Acho que sim. Poderia se afastar um pouco? –Eu o empurrei pelos ombros. Mas quase imediatamente ele agarrou minha cintura e me empurrou contra ele.

-Por qual razão? –Ele perguntou e me beijou.

Eu comecei a estapear ele. Poderia me desvencilhar facilmente, mas acabaria o machucando.

-Lily eu estava pensando… - Dorcas veio da cozinha e parou.

Eu implorei por ajuda com os olhos.

Ela simplesmente se virou para as escadas e subiu.

-Iiiih… -Falou Lee.

Eu olhei para Chloe e ela… Estava com os olhos brilhando!

-Gente, o Regulus está agarrando a Lily! –Gritou Chloe.

-O QUE? –E eu ouvi uma correria e comecei a estapeá-lo ainda mais. O que, claro, ele pensou que era um encorajamento!

E ele parou (Graças ao Senhor!) e caiu no chão. E começou a se contorcer exageradamente.

Eu olhei além dele e vi James, Remus e Marlene o olhando homicidamente.

-Ele precisa viver? –Perguntou Remus.

-Claro que não. –Falou James e Marlene na mesma hora.

-CLARO QUE SIM! –Falou Sirius ajoelhando-se ao lado dele. –James, Remus parem!

O olhar de James não mudou. Claro que por ele o homem morria.

-James? –Eu pulei o Regulus e puxei o rosto dele para cima. Ele não quebrou o contato visual com ele. –Por favor, pare!

-Por quê? Já começou a gostar dele? –Ele nem parecia mais o mesmo.

-James! –Por que ele estava agindo daquele jeito?

-Eu não me importo. –Ele finalmente me olhou. Pupilas completamente dilatadas. Era isso!

Ele não estava em sã consciência.

E eu o puxei para um beijo. Ele não se surpreendeu primeiramente, mas logo caiu em si e me abraçou trazendo-me para muito mais perto e cambaleou para trás até se apoiar em uma parede.

Eu suspirei de alívio, mas foi ai em que eu me perdi.

Ele inverteu nossas posições e mudou o ângulo do nosso beijo. Eu enfiei os meus dedos em seus cabelos e puxei sua nuca o trazendo mais perto possível. E ele abraçou minha cintura também me trazendo para mais perto. Cada vez mais profundo…

E ele parou em dor.

-Eu não parei um para outro começar a beijá-la! –Falou Remus.

-Ai que fofinho! –Pulou Chloe. –O primeiro beijo que eu já vi! –Ela parou sorridente. –Com quantos anos eu vou poder dar um beijo também?

-Trinta e seis. –Falou Dorcas e Remus ao mesmo tempo.

-Coitada… - Murmurou Lee.

-E eu to de olho em você… - Remus fez o gesto de olho no olho.

-Você não mudou nada… Ciumento demais… - Falou Dorcas.

-E você durona demais… - Ele ajudou o Regulus a levantar.

-Você está bem? –Perguntou Sirius.

-Bando de loucos! –Gritou Regulus. –Foi só um beijo! E ela bem que gostou…

-Você pirou? É claro que eu não gostei! Não percebeu que eu te enchi de tapas?

-Posso matá-lo agora? –Perguntou James.

-Não. Eu mesma me encarrego dele! –Marlene, puxou(sem brincadeira e com muita força) a orelha dele escada a cima. –Boa festa!

-Vamos?

-Opa! Vamos aonde? -Perguntou

-Nós vamos juntos e eu nem quero saber! –Chloe levantou e agarrou a mão de Lee.

-Nós? –Lee repetiu.

-Você se importa de nos esperar no carro com as crianças? Eu tentarei ao máximo não demorar.

-E por que eu vou ficar de guarda?

-É sobre minha mãe. Por favor? – Eu pedi.

-Certo. Eu vou. Mas vamos no meu carro! Ele tem 7 assentos. É mais confortável.

-Sr. e Sra. Black. –Falou o segurança olhando o convite. –Podem entrar.

Sirius estendeu o braço para mim e eu o segurei. A casa não estava lotada, apenas bem cheia.

-Apenas passe despercebida. –Sussurrou Sirius no meu ouvido.

-Ok. –Eu sussurrei de volta.

-Sirius Black! –Nós ouvimos uma voz atrás de nós. Ah, droga. –E sua esposa Marlene Mcni… Quer dizer, Marlene Black.

Nós nos viramos e demos de cara, que eu presumo que seja, Armand.

-Querida, o que está fazendo aqui? –Ele perguntou a mim.

-Com licença, mas… – Eu perguntei. – O senhor não nos convidou?

-Hã? –Ele perguntou.

-Sr. Nicolai, esta é minha esposa. Marlene Black. –Falou Sirius passando a mão na minha cintura e me trazendo para mais perto dele. Ele parecia preocupado. Eu também abracei sua cintura.

Armand primeiramente pareceu não entender, mas então o entendimento passou pelo seu rosto como se fosse um susto.

-Ah sim. Claro… Mas é claro que sim! Minhas sinceras desculpas querida. –Ele pegou minha mão e a beijou. –Eu te confundi com outra pessoa desta festa. Ela também é ruiva dos olhos verdes esmeraldas. Mas o seu é um verde mais vivo. Mais claro. E muito mais charmoso. –Ele deu um sorriso torto. –E você aparenta uma genuína ingenuidade.

Impressão minha ou ele estava… Me cantando?

-Você é um homem de sorte meu amigo. –Ele olhou um pouco mais frio para Sirius

-Acredito que sim. –Falou Sirius sorrindo um pouco desconfortável. Acho que ele também percebeu.

-Infelizmente eu tenho que ver outros convidados. Com licença. –E então ele se foi.

-Estranho. –Eu murmurei.

-Concordo.

James apareceu perante nós, acompanhado de Remus.

-Por que vocês estão abraçados? –Perguntou Remus.

Eu e Sirius nos olhamos e nos soltamos.

-Atenção. Atenção! –Falou Armand subindo em algo parecido como um palco. –Vamos fazer um brinde ao homem que salvou minha vida há algumas semanas atrás. Sem ele não teríamos esta linda festa. Á Sirius Black. E também a sua esposa, Marlene que realmente é uma jóia raríssima. Um beijo. Eu quero ver um beijo entre os dois.

Um holofote nos focalizou. Ah, droga. Ferrou.

-Beija, beija… - Todos começaram a repetir. Menos James e Remus.

-Por favor! –Falou Armand.

Eu suspirei. E dei um rápido selinho em Sirius.

-Mas isso não é beijo! –Gritou alguém. Maldito alguém.

-Sim! Um beijo de verdade! –Cantarolou Armand.

Por que de repente eu comecei a beijar tanta gente? Parecia mais uma sina.

-Vamos logo terminar com isso. –Sirius abraçou minha cintura e me beijou com vontade, por assim dizer.

E quase todos gritaram e aplaudiram. Quase todos.

E assim que Sirius me largou eu fui em direção ao banheiro.

Oh, Deus. Será que o James ficou com raiva?

-Lily? –Perguntou uma voz familiar atrás de mim. Assim que eu me virei eu fui abraçada. Cheiro inconfundível e delirante.

-Me desculpe James. –Eu solucei.

-Não foi sua culpa. –Ele enterrou o rosto no meu pescoço e eu em seu ombro. –Aquele Armand estava testando vocês.

-Não foi só por isso. Foi também pelo Regulus e por todo o resto. Eu me sinto tão culpada por te arrastar para esse inferno que minha vida está. E eu nem te conheço direito! Mas parece que eu te conheço mais do que eu imagino também. –Eu solucei mais alto.

-Sim, você me arrastou para isso, mas eu me deixei ser arrastado. Estou aqui porque quero e pronto Lily. Eu também nem te conheço direito, mas sinto que te conheço a minha vida toda. É parecido com o que sinto com a Marlene. Ela me conhece a vida toda, mas às vezes parece que estou a conhecendo pela primeira vez. E você é diferente! Desafia-me todas às vezes mesmo sem querer, e me prende cada vez mais a cada desafio. Não importa o que tenhamos que fazer Lily. Eu não vou desistir de você.

Eu sorri.

-Já tinha preparado um discurso antes Sr. Potter? Porque esse foi lindo.

-Tinha que ser não acha? –Ele deu uma risada.

-Mas James… Por que me comparou a Marlene?

-Bem, digamos que nós dois temos um passado.

PARA TUDO.

-Passado?

-Deixe para lá. Vamos. Temos que ir.

Ele se esquivou da pergunta. E me arrastou banheiro afora.

-Vamos nos separar. Lily fica com Sirius e procuram algo aqui em baixo e nós vamos lá para cima. –Falou Remus.

-Certo.

E eles sumiram.

Vasculhamos a área toda e não achamos nada estranho.

-Vamos ver Dorcas e as crianças. –Eu falei exausta.

-Sirius e Marlene. Poderiam vir comigo até uma sala mais reservada, por favor? –Falou Armand passando a mão nos cabelos loiros.

-Claro. –Falamos.

Nós fomos para uma sala mais afastada na casa.

-E então Lily. Como é ser demônio e anjo ao mesmo tempo?

-Bem, mais difí… Espera. O que disse? –Meu coração falhou por um segundo.

-Tom Riddle me disse que você viria aqui. Parece que ele estava muito preocupado com você. Senão não teria me ligado.

-Onde está Alice? –Eu perguntei logo de cara. Ele já sabia tudo.

-Seguindo o coelho branco. –Ele sorriu malicioso.

-Mas o que… AAAAAAAH. –Eu dei um grito agudo arqueando as costas. Algo havia me acertado. No coração.

Eu teria caído senão fosse por Sirius que me segurou na hora. Eu me apoiei nele ainda com as costas arqueadas. E senti aquilo que havia me acertado saindo de mim. E meu sangue se espalhando.

Armand e Sirius me sentaram.

-Mas o que aconteceu? –Perguntou Sirius ainda me segurando.

Eu olhei ao redor. Não havia ninguém.

-Oh, não. –Sussurrou Armand.

Então senti outra vez só que de raspão no braço. Mas nada havia me acertado novamente. Eu gritei de dor.

-Não. Eles vão matar as duas. –Sussurrou Armand. Então ouvimos passos e ela irrompeu na sala. E logo atrás estavam James e Remus com espadas ensangüentadas.

Era eu… Não. Era Alice. E andando.

-Querida! –Armand levantou e ela se jogou nos seus braços.

-Saia. Nós vamos matá-la – Urrou Remus. –Esse demônio pegou a forma da minha irmã!

James me focalizou.

-Lily, mas o que…

-Não a toquem! –Eu gritei. Eu conseguia sentir o sangue escorrendo pelas minhas costas. E doía muito.

-E então? Vão querer me atacar agora? –Ela deu um sorriso. –Ela sente tudo o que eu sinto. Porque minha alma está ali dentro.

-O que? –James perguntou.

Gente respondo as reviews depois. Meu irmão quer desligar o PC. Sorry!

Bjin, é so a primeira parte. Não me matem