Eu sei, antes de me crucificarem leiam e eu explico no final a minha demora!
-Pro inferno com esse destino! –Eu exclamei. –Estou cansada disso. Tudo conectado. Tudo têm significado! Tudo têm uma segunda intenção! Tudo!
-Lily… -Falou James baixinho.
-O quê agora? –Eu falei com raiva.
-Podemos ter uma chance contra ele. –Falou James sorrindo com o sorriso de Electa.
-Sim, nós temos. Mas não percamos mais tempo. Você precisa treinar.
-Preciso. Lily, você me acompanha? Eu lhe explico no caminho.
Eu suspirei.
-E qual é o treinamento que você precisa? E quem é que vai dar o treinamento? Você, Electa? –Eu perguntei.
-Sim. E com certeza que vamos precisar de você. Seu sangue corresponde ao sangue de Cain. Não totalmente, mas serve. James terá que aprender a não responder a ordens de Cain.
-Sim.
-Mas o meu sangue não é o suficiente. Eu sou a neta. Não é melhor que seja Alice? Vão indo na frente. Vá ensinando o Maximo possível sem mim. Quando ela chegar, eu a levo até vocês.
-Ok. James? –Ela segurou o braço dele delicadamente e o puxou levemente. Minha visão ficou embaçada. Malditas lágrimas.
A porta se fechou tão suavemente quanto minha avó. Minha mãe e Alice devem ter puxado Cain.
Eu me encostei na mesa. Eu já estou suportando tudo isso sem reclamar muito. Essa coisa louca de anjo e demônio apareceu sem mais nem menos na minha vida e eu enfrentei mesmo custando minha vida. Mas eu não irei continuar com isso se o meu oponente for o James. Isso eu não agüentarei…
Eu me abracei. Frio…
-Lily? –Eu olhei para a porta. Alice arregalou os olhos. –Meu Deus… Não. Isso… Isso não deveria acontecer tão cedo… Lily!
Uma fraqueza atingiu os meus joelhos e antes dela terminar sua fala eu atingi o chão. Senti algo se agitar dentro de mim. Queimando literalmente o meu coração.
Alice me colocou no seu colo.
-Eu não vou deixar! –Alice gritou e colocou as mãos em meu peito. Eu estava tendo algo como uma convulsão. Os olhos dela começaram a se revirar e eu senti o fogo começar a esfriar. Ela fechou os olhos com força e todas as janelas se abriram com o vento forte.
O fogo sumiu. E tudo virou um breu.
POVALICE
Eu estava na cobertura vendo o céu nublado. Saí do apartamento logo depois de tomar o banho. Não ficaria lá ouvindo os dois pombinhos.
Sei que talvez eu esteja interferindo no destino de James, mas… Não sou fraca. Não sou covarde o suficiente para simplesmente deixá-lo ir com o pretexto de amá-lo. Não vou desistir do que eu sinto pela Lily. Já desisti muito das coisas que gostava por um bem maior. E infelizmente para Lily, ela está nessa fase de se sacrificar pelo mundo.
Não me importo de morrer por James. Ou até mesmo por Lily. Só não quero morrer sem saber que tentei o meu máximo para proteger aquele quem eu amo. Quero morrer sabendo que fiz tudo ao meu alcance pela minha felicidade. Na medida em que puder.
Eu tremi.
Estava realmente frio aquele dia. Senti um calafrio percorrer minha espinha deixando um rastro de pêlos arrepiados. Uma sensação estranha.
E pela a minha experiência, ignorar essas sensações deu muito azar.
Corri em disparada para as escadas e em poucos segundos já estava na porta do apartamento.
Abri a porta.
Droga.
-Lily? –Eu olhei para a ruiva. As veias do rosto começaram a se dilatar. –Meu Deus… Não. Isso… Isso não deveria acontecer tão cedo… Lily!
Ela caiu no chão em pura convulsão. Lily estava tão pálida quanto um morto poderia estar. Ela apertou seu peito dramaticamente. O rosto retorcido em dor. As pupilas dilatadas com os olhos vermelhos de irritação. Sabia perfeitamente o que significava aquilo. Seu lado demônio sendo invocado.
-Eu não vou deixar! –Eu coloquei minhas mãos em cima do lugar onde seu coração deveria bater. Comecei a invocar o seu lado angelical sussurrando algumas palavras em latim. Quem quer que esteja realizando tal ritual (e eu sei muito bem quem é!), também se preparou para interferências. A pressão se tornou forte demais para mim e minhas asas se abriram causando uma ventania forte demais para as janelas aguentarem.
Cai por cima de Lily.
-Droga… - Sentei-me novamente estralando as costas. Há séculos que minhas asas haviam ficado dobradas. Olhei para a minha sobrinha. Lily voltara ao normal.
Não completamente.
Ah, não…
Olhei para as asas dela em comparação com as minhas. As minhas eram cinza escuro enquanto as asas dela eram brancas… Quase formando arco-íris por ai. Não era para menos, já que a natureza dela também envolve a natureza humana. Mas mesmo assim… Eram incomuns.
-Ô menininha pra dá trabalho essa! –Eu a coloquei no ombro esquerdo e levantei. –Só vive se metendo em enrascada! Droga… O pior aconteceu.
POVJAMES
Entramos no elevador e subimos silenciosos.
-Por que a cobertura? Meu apartamento é mais seguro.
-Tem mais espaço. –Falou ela distraída.
-O que foi? –Eu perguntei destrancando a porta do terraço.
-Um mal pressentimento…
Nós andamos até o meio e ela se virou para mim.
-Primeiro você deve saber que Riddle pode tentar forçar suas vontades sobre você. Mas você deve lembrar que ele é o seu servo e você é o mestre. Entendidos?
-Sim. Mas como…
-James. –Electa sorriu. –Você já sabe como influenciar a mente. Você apenas tem que aprender o contrário. Você consegue mandar mensagens superficiais para as pessoas, mas agora você deve aprender a bloquear qualquer mensagem que chegue. Entendeu?
-Sim, eu entendi… Mas como?
-James, a ordem que Riddle irá enviar para você é muito forte. Você vai treinar comigo. Eu irei enviar e você tentará bloquear e contra-atacar. Vamos.
Electa colocou as mãos nas minhas têmporas e começou a meditar. E no mesmo instante eu senti.
Dor.
Eu mordi os lábios tentando em vão controlar um gemido de dor. Seria embaraçoso demonstrar alguma coisa agora.
Minha respiração tornou-se irregular. Ouvi ela suspirar.
-Vamos, James! Se esforce! Tente trabalhar em mim ao mesmo tempo!
Eu fechei os olhos tentando ver através da dor. Consegui sentir a pulsação da mente dela e era simplesmente incrível. Era um violeta brilhante que praticamente gritava aos quatro ventos. Mas do mesmo jeito que eu encontrei, rápido ela sumiu.
-Bom. –Ela tirou as mãos de mim cessando a dor. –Muito bom! Você conseguiu me descobrir mesmo que por um instante só! –Ela sorriu e de repente ficou séria. –Mas não bom o bastante. De novo!
Ela agarrou minha cabeça e a dor latejou fortemente. Mais insuportável que antes.
POVLILY
"Você é bem difícil de alcançar, sabia?" Um homem ofegava se agarrando a mesa. O quarto era escuro e cheio de coisas engraçadas. Coisas que se você fosse a faxineira da casa e encontrasse um quarto desses, você sairia correndo e ainda rezando.
Mas em primeiro lugar, como eu vim parar aqui? A última coisa que lembro fora de estar tendo algo como um infarto. O homem sorriu e começou a gargalhar.
-S-senhor… O que… O que está pensando?–Perguntou alguém.
-Que tenho que preparar um plano melhor. Desse jeito eu nunca chegarei perto o suficiente.
-O-outro plano?
-Se demorarmos mais, tudo será em vão. Ande, temos mais o que fazer. –Riddle parou a minha frente. Respirou fundo.
-Senhor?
-Perfume feminino. –Riddle sussurrou. E então arregalou os olhos. –Ela está aqui.
-E-ela?
-Mas por que eu não consigo vê-la? –Eu segurei a respiração. Ele estendeu uma das mãos na minha direção. Passou por mim como se eu fizesse parte de um holograma. –Mas… Não pode ser!
-S-senhor?
-NÃO! –Ele avançou para mim.
A visão tornou-se turva e escureceu.
Abri os olhos imediatamente.
-Ah, bom dia, Bela Adormecida.
Eu virei o rosto assustada. Era apenas Alice.
-O que… O que aconteceu?
-Você finalmente completou a transição. Bem-vinda ao mundo, mestiça. –Alice estava parada olhando para a janela. Eu franzi o cenho.
-O que quer dizer com "mestiça"? E transição? –Eu me sentei. E imediatamente tive uma sensação engraçada. Sentia-me cada vez mais relaxada… Livre.
-Olhe para as suas costas, Lily. O maldito fez o favor de adiantar o processo. Se não fosse por mim, você seria o capeta em pessoa agora.
Eu olhei para trás e ofeguei alto. Acompanhei as asas até o teto. Eram magníficas, brilhantes, puras… E ao mesmo tempo assustadoras. Eu olhei de volta para Alice que suspirou pesarosamente.
-Eu… Eu deveria, não… Eu tinha que ter estado aqui… - Alice sussurrou. –Me desculpe Lily. Eu realmente sinto muito. –Ela pressionou a testa no vidro frio da janela.
-Alice, você sente muito pelo o quê?
-Você agora é imortal. E não sei se há muito que fazer. A maldição da nossa família passou para você também. Você está na aposta.
-Mas eu não fazia parte antes?
-Não oficialmente, já que você era mortal. Agora tudo pode acontecer. E quando digo tudo, eu falo dos seus piores pesadelos.
Oiiiii gente!
Eu sei, eu demorei muiitooo mesmooo a postar alguma coisa, e ainda por cima, postei bem pouquinho.
Ultimamente ficou mais difícil escrever alguma coisa sobre A Substituta porque eu simplesmente me interessei por outro assunto completamente diferente do cristianismo. Hoje em dia, eu me interesso pelos Celtas e pelo Wiccas. E como é completamente oposto, ficou difícil seguir a linha de raciocínio que eu tinha antes! Não que eu não tenha o final da fic arquitetado na cabeça, pelo o contrário, eu sei muito bem o que vai acontecer.
Mas eu prometo que em breve eu terminarei. Pelo menos até o meio do ano.
E MUUUITOO OBRIGADO PELA FORÇA QUE VOCÊS ME DERAM QUANDO EU FIZ A CIRURGIA! Acreditem, essa fic só continua por vocês!
Beijos,
E que a Deusa acompanhe vocês
