Ataque certeiro. Uma pedra gigante voou do solo e pousou no coração de um homem de terno preto que adentrava no banheiro.
Cai no chão com o esforço e tentei me arrastar para fora do banheiro, enquanto o homem tentava se reerguer parcialmente inconsciente.
Consegui sair do banheiro e comecei a correr, meio andando e meio cambaleando.
-Manu? –perguntou Aline, levantando as sobrancelhas.
-Não... Dá... Pra... Explicar agora! –engasguei, encostando no banco para não cair.
Em poucos minutos alguns bedéis passaram correndo por nós e voltaram carregando um homem de preto em uma maca.
Meus amigos olharam desconfiados e perguntaram:
-Não foi você que...
Meus olhos falaram mais alto. Levantei a cabeça e encarei-os, cheia de culpa.
-O que você fez? –gritou Aline.
-Sh! –gritei de volta. –Explico depois!
Recuperei o fôlego, esperando que logo alguém fosse aparecer e me expulsar da escola. Não quis falar com ninguém, então caminhei sozinha quando o sinal tocou.
-Bom dia, classe. –falou a professora, ao entrar na sala de aula. –Gostaria que viessem comigo, a diretora quer falar com vocês.
Eu não havia ouvido o que a professora tinha dito. Só me toquei quando alguém perguntou:
-Por que a diretora quer falar com a gente?
-É um comunicado importante. Pelo que ouvi ocorreu um acidente.
Minha cabeça pesou, o sangue gelou e a única coisa que pensei foi:
Eles descobriram. E me expulsariam da escola assim eu pisasse na sala da diretora.
