Seii demorei, mas to lotada de trabalho, mas ai está babys!
Boa leitura e desculpem os erros.
Capitulo 4
Encontro inesperado
Ele ainda não acreditava no que estava vendo, sua ameaça não funcionará e como se não bastasse uma japonesa de sorriso interesseiro queria lhe apertar a mão. Cuspiria fogo se pudesse, ao invés disso agiu com indiferença fitando o avô que lhe sorria da mesma maneira que a moça ali dentro do escritório.
–Acha que eu não tenho coragem de contar?_Perguntou ignorando a presença da outra dizendo á Liang que suspirou se levantando.
–Calma Shaoran, fiz uma reunião ontem, eu ia pedir para eles pararem, porém quando vi isso..._Ele entregou uma folha toda cheia de números e alguns gráficos para o neto que arregalou os olhos quando interpretou.
–16%! Houve um acréscimo de 16% á nosso favor?_Parecia bastante incrédulo.
–E isso em menos de um mês! Entende o que quer dizer Shaoran? Não podemos parar a publicidade._Disse o velho.
–Espera! Está me dizendo que isso aqui aconteceu por que me expuseram?_Logo jogou a folha sobre a mesa desinteressado._Acha que sou tonto é, isso ai é falso!
–Não, não é, olhe nas contas pra você ver! Não pode sair disso Shaoran!_O mestiço sentou na cadeira sem paciência.
–Eu posso e vou! Bom, a não ser que o senhor queira que eu conte certos detalhes sórdidos que o senhor tenta esconder a sete chaves!_Revidou sarcástico.
–Pare com isso, só causaria problemas para nós! Estamos falando de 16% em um mês Shaoran, não 5% em dois anos!_O garoto ficou pensativo, se as contas estivessem certas, nesse momento as empresas Li estariam lucrando por volta de 20 bilhões no banco de ações.
–Essas coisas oscilam, seria eu fazer qualquer coisa que não agradasse esse povo e pronto, tudo estaria perdido.
–Ninguém vai parar de comprar algo inovador da gente só por que você fez algo que não gostem, essa é a vantagem, mas eles podem comprar por comprar pelo fato de gostarem de você!_Explicou o velho animado.
–Não! Eu não gosto dessas coisas, privacidade não tem preço, além disso o que acharam de tanta graça na minha vida?_Questionou em um tom não muito satisfatório.
–Pois isso eu posso responder!_Falou finalmente a mulher que estava na sala interrompendo a conversa._Você tem tudo que a população, em maioria as garotas gostam de ver, é inteligente, bonito, rico e o mais irresistível... é antipático! Graças a isso você já tem um bocado fãs!_Ele olhou a mulher desgostoso.
–Fãs vem de fanáticos, e eu detesto gente assim, por que logo imaginam que temos a obrigação de amar e ter um compromisso com eles, coisa que não pretendo ter!_A japonesa fez uma expressão indecifrável como se buscasse um motivo para convencer a ele.
–Pense nas inúmeras fãs que irá ter Shaoran, todo garoto sonha com um monte de garotas lindas correndo atrás dele!_Disse maliciosa se abaixando para ficar ao nível dele não agradando a ele.
–Primeiro, para a senhorita eu sou Senhor Li ou jovem mestre, não lhe dei liberdade pra ficar me chamando pelo nome, segundo, não sei se leu algumas dessas revistas, mas acho que ficou bem claro que eu tenho namorada e ela já é mais do que suficiente para mim, certo?_Ela pigarreou um pouco ficando ereta novamente.
–Pois se me permite dizer senhor Li, esse seu relacionamento com essa menina enfraquece sua publicidade, você poderia arranjar coisa bem melhor, uma garota muito mais bonita e inteligente...
–Não permito!_Interrompeu de uma vez._Você não é um terço do que a Sakura é, o que dizer desse bando de garotas que acha que escrever cartas quilométricas é prova de amor!_Virou para o avô estressado._Me poupe disso está bem vovô, eu suporto muitas coisas, mas esse joguinho de tentar me separar da Sakura já está ficando chato! Alias, nem que valesse 100% á mais eu faria se isso quisesse dizer que tenho que me separar dela._O velho suspirou vendo o neto sair porta a fora.
–Eu disse ao senhor que falar dela deixaria ele nervoso..._Comentou a moça sentando.
–Tudo bem, Kyoko, de qualquer maneira o numero foi tentador, ele vai aceitar, mesmo que continue com a menina.
–Se você diz, vou ajeitar uns contatos!_Ele fez que sim e ela saiu logo em seguida.
Depois de uma longa conversa Liang conseguiu o que queria, acabara convencendo o neto de que a publicidade estava fazendo bem, e entraram em acordo para que não invadisse demais a privacidade do garoto. Com os números dos lucros aumentando Liang pensou em algo que poderia lhe favorecer em seu plano e não ser totalmente descoberto nisso. Uma festa de grande porte, onde somente pessoas de alto nível compareceriam, incluindo alguns sócios, com a única intenção de envergonhar a menina em publico. Mas já havia outra pessoa aproveitando essa noticia para tramar outras coisas que incluíam a jovem.
–Eu não sei por que eu tenho que ir nisso..._Murmurou a menina para a avó que assistia Tomoyo ajudar a menina a se vestir.
–Ele não estaria em seu estado perfeito se não criasse uma situação dessa pra você..._Respondeu Sonomi desinteressada._...Mas não se preocupe pessoas desse meio são falsas, não dirão nada diretamente, e do jeito que você é, não entenderá._Ela fez careta para a avó não gostando muito.
–Relaxa Saki, vai e tenta se divertir..._Tentou animar a amiga, mesmo não funcionando, uma batida na porta fez todas voltarem sua atenção para a porta que logo foi aberta. Um garoto todo descontraído dentro de um terno mais justo e uma camisa branca realçando o preto da roupa completa apareceu com um olhar nenhum pouco feliz.
–Uuhh me senti motivada a ir agora..._Falou a menina brincando indo até o namorado que sorriu de lado sem mudar de humor.
–Se você está achando que é uma festinha como as da sua escola, garanto que vai ter uma enorme surpresa e decepção, aquela amiga sua que rasgou seu vestido e fichinha perto das pessoas com as que vamos ter que lidar nessa festa de "confraternização" da empresa._Comentou desanimado, os dois suspirarão pesadamente.
–Minha avó acha que seu avô está tramando..._Murmurou ela mirando Sonomi de longe que confirmou.
–Não se preocupe com isso, fique perto de mim e ninguém vai ter a ultima palavra, são falsos demais pra dizer coisas maldosas de você na minha cara._Ela enlaçou seu braço e em um olhar de despedida saiu dali.
O salão era esplendoroso de tão elegante, musicas clássicas eram tocadas enquanto pessoas em trajes pouco convencionais e bem radiantes ou dançavam ou andavam pelo salão. Bebiam, conversavam e comiam petiscos descontraídos, uma vez ou outra a menina sentia os olhares virem a ela, mas logo fitava o mestiço que acalmava seus nervos, ironicamente ela estavam bem mais nervosa do que ele. Liang as vezes se aproximava todo ponposo com estrangeiros que mal sabiam falar japonês para cumprimentar seu neto e a garota, ela nunca entendia nada, mas o garoto a defendia sempre com cortadas admiradas, mesmo ela não entendendo nada.
Depois de longas uma hora e meia de muita apresentação e conversa sendo jogada fora, até o ar incomodava a menina, agora compreendia por que Shaoran sempre dizia que estas festas eram uma chatice, ele pelo menos parecia acostumado. Em um breve devaneio se distanciou por poucos segundos suficientes do garoto para Wang se aproximar e lhe ter uma palavra mais confidencial.
–Vá tomar um ar senhorita..._Disse ele com uma expressão esquisita no rosto.
–Melhor não, Shaoran pediu pra ficar perto dele._Cochichou já se direcionando para voltar, mas foi impedida.
–Conheço um lugar em que não será amolada, venha comigo, eu falo com Jovem Mestre depois..._Sussurrou de volta quase em tom de ordem, ao fitar o pessoal em volta, Sakura preferiu seguir o mordomo, ele não empurraria ela para uma silada de Liang, empurraria?
Não, com certeza não havia nada de mal naquele ambiente, ao contraio o local era uma espécie de varanda que mostrava de longe algumas luzes de Tomoeda, enquanto o vento corria solto sem ter a vista a presença de uma alma viva se quer. Quando foi agradecer Fujitaka ele já havia fechado a porta e voltado para a festa, enquanto ela assentou em um dos banquinhos que ali tinha somente respirando fundo desejando que Shaoran também pudesse estar ali.
–Isso sim é relaxante, mas um pouco lá e eu não agüentaria..._Pensou alto sem notar uma mulher alta de vibrantes chegando perto da jovem.
–Com o tempo você aprende a ignorar._Disse a voz forte se mostrando por detrás da pouca luz que ali possuía, Sakura se levantou bruscamente um tanto assustada com a figura elegante que para ela brotou do nada ali.
–Ohh eu...
–O que é isso menina, não precisa de todo esse rodeio, também não os suporto._Respondeu tentando ser carismática, mas um sorriso estranho não conseguia deixar Sakura menos tensa.
–É que eu não sabia que tinha mais gente aqui.
–Além de mim não..._Falou sem dar muita atenção._...Entediada com tudo isso aqui?_Se recostou no parapeito da varanda olhando a paisagem da noite estrelada.
–Acho que a palavra certa seria farta, essas pessoas agem de forma tão..._Fez uma pausa buscando a palavra mais eufêmica para a situação.
–Falsas! É assim que elas agem, precisam de dinheiro, não se pode confiar em nenhuma delas, acredite em mim._Completou ficando de frente para a menina que agora sim via a mulher direito, ela tinha algo que lembrava alguém...Mas não sabia dizer quem era.
Essa mulher possuía um corpo esbelto de porte alto, sua postura de queixo erguido mostrava um rosto branco e quase aveludado apesar de algumas pequenas e quase imperceptíveis rugas. Cabelos longos amarrados para trás enquanto vestia uma roupa elegante escuras combinando com seus olhos castanhos escuros. Era uma mulher admiravelmente bonita. Seu sorriso notavelmente passava alguma coisa que a menina não compreendia o que era, parecia feliz em vê-la.
–A senhora não me é estranha..._Ela sorriu mais largamente e uma piscadela.
–Você também não mocinha, não é a garota da revista que vi junto com o neto do milionário Liang?_Sakura abaixou o rosto um tanto envergonhada, mas logo o levantou sorrindo.
–Sou sim, meu nome é Sakura!_Estendeu a mão para cumprimentar a mulher que agora apertou sua mão de forma delicada.
–É um prazer...Então você faz parte da família Li?
–É mais ou menos..._Ela pensou que seria complicado contar sobre toda a hierarquia Li, por disso fez desdém ao dizer. Mas a moça pareceu não se importar.
–Gosta de historias Sakura?_Desconversou. A jovem sem entender bem o contesto afirmou com a cabeça._Eu conheço uma bem interessante...Quero dizer..Acredito ser de total interesse seu...É sobre uma Li_Falou enigmática enquanto voltava seu olhar para o nada deixando a jovem ali mais do que curiosa, o que essa mulher teria a contar sobre eles.
–Que tipo de historia?_Questionou apoiando o quadril no parapeito ao lado dela ansiosa.
– ...É uma historia antiga para alguns que teve seu inicio quando uma drástica morte aconteceu em uma família bem tradicional e da alta sociedade, mas a historia gira em torno da filha da vitima que tinha apenas quatro anos e meio quando tudo começou._Ela fez uma pausa voltando sua vista para a menina que prendeu toda sua atenção nela._...Sem entender se quer onde ela entrava nisso, essa criança percebeu desde de cedo que com a morte de sua mãe varias outras morreram junto com ela, e uma dessas varias coisas foi sua infância e felicidade...E seu pai que já completamente cansado de qualquer reação emotiva ainda sim desabava em prantos somente de olhar para a pequena..._Ela pigarreou um pouco._...Aquilo o destruía, e ela sabia que causava dor nele, por esse motivo cada vez mais ela se fechava e evitava até mesmo trocar miseras palavras com ele._Fez uma pequena pausa._Quando ele se casou novamente, ela sugeriu que ficasse junto ao resto de seus parentes naquele país, longe do pai sem ter nenhuma noção do estava a sua espera.
–Não estou entendendo, uma Li que não morava na China? E morar com quem?
–Ela não era de lá...Foi morar com a madrasta, dois meses depois de sua mãe morrer seu pai se casara e partira a deixando lá, foi tudo muito rápido e na mente dela bastante confuso..._Ela franziu o cenho pensativa._...Seu pai ainda sofria, mas se casara com aquela mulher e logo então a abandona a esposa...Nada parecia certo, e com o tempo os erros dele caíram tudo sobre ela...
"No inicio ela entendia todo aquele rancor que aquela mulher gerava, porém ainda sim jurava que não teria problemas com ela, por que em sua mente a rixa dela seria com seu pai, não com ela, no entanto, sua madrasta fez os três anos que viveu ali um completo inferno. Tendo inteiro poder sobre quase todos ali ela conseguiu a façanha de fazer todos odiá-la de tal maneira que nem mesmo em sonhos ela estava permitida de ter paz. Os professores, os aldeões dali e até mesmo quem estava ali para lhe servi a tratavam como um intruso, como abelhas ferozes que obedecem e protegem sua rainha até mesmo de coisas que não fazem mal. E sempre alegavam com a mesma desculpa, de que faziam isso por que a menina possuía o sangue pobre da mãe. Assim sem poder voltar por seu pai estar incomunicável, ela viveu a pior época de sua vida sendo desprezada e abominada por todos que conseguiram levar sua inocência e confiança nas pessoas.
Foram os três anos mais longos de sua vida, onde ela mais sobrevivia do que vivia em si.
Traumatizada com o que viveu ali, ela encontrou no meio da raiva que sentia um motivo maior para se levantar e um dia voltar quando partiu...Vingança.
Ela ficou cinco anos sem pisar naquele ambiente de caos, ela pediu e seu pai concebeu seu desejo de estudar fora do país de maneira excessiva até se tornar apta a voltar para colocar todos em seu devido lugar e quando completou treze anos exatos sentia se tão viva e destemida que retornou com um ar superior que ela se quer sabia que possuía. Sua intenção era mostra que aquela que pisaram agora pisariam neles, por que aquela mulher sendo líder ou não tinha que confessar que mesmo não gostando a menina era a próxima na sucessão da primeira família.
Sentada perante a um monte de anciões entre outras pessoas da família incluindo a líder, ela inventou vários motivos alguns até ridículos sobre sua saída e disse o principal sobre sua volta garantindo para eles em alto e bom som que pro pesar dos pesares estava ali com a intenção de terminar os ensinamentos requeridos pela família para que ela tornasse seu futuro filho que ainda estava longe para vir se tornar o próximo líder, sim ela tinha ido com a intenção de infrentar a posição da madrasta que sem escolhas fez a vontade da jovem, mas dizendo bem clara diante de todos que tornaria tudo mais difícil."
–Isso está parecendo atitude de alguém que eu conheço..._Murmurou a Sakura totalmente ligada no que a mulher dali dizia, na verdade ela sabia quem era a menina, mas ainda estava em duvidas sobre como essa mulher sabia dessa historia. Depois de um sorriso sigiloso e mulher continuou.
"Ela não se intimidou, mesmo sendo indesejada e mesmo que tudo estivesse mais difícil do que acreditava, ela continuou fazendo o seu melhor, ela estava decidida a produzir o novo líder e fazer sumir a geração daquela velha repugnante.
–Mas parece que quanto mais eu tentava planejar o futuro e escreve-lo a meu modo, mais o destino insistia em interferir e virar tudo de cabeça pra baixo..._A expressão daquela moça mudou completamente de uma de raiva para uma mais terna e carinhosa fitando o nada, nesse momento nem percebeu que continuou a contar agora na primeira pessoa revelando sua obvia identidade. O rubor em seu rosto fez Sakura querer ouvir o resto da historia, mesmo estranhando.
Eu estava tão voltada á raiva que aquele lugar gerava que quando aqueles enormes olhos castanhos me fitaram curiosos do outro lado do salão sentado sobre as pernas franzindo as sobrancelhas como se não entendesse o por que de eu estar ali, bufei mostrando infantilmente a língua para aquele garoto que em uma atitude mais esquisita caiu na gargalhada entre sorrisos, me dando a vez de não compreender o que estava acontecendo.
Ele era curioso, teimoso, falante, incansavelmente agitado...E não me detestava como os outros. Meu meio irmão apesar de carregar apenas oito anos nas costas tinha uma forma diferente de ver a vida, não como os demais parentes, ele andava sobre os chãos sem remorso, problemas ou raiva e não parecia querer começar a ter isso tão rápido. E ainda que não tivesse algo contra mim eu tinha milhares de coisas contra ele, para começar era filho de um demônio.
Eu o odiava. Ele sorria o tempo todo e estava sempre atrás de mim com uma pergunta ou alguma besteira para me contar. Cogitei que aquilo poderia ser uma armação da velha para me atrapalhar por isso comecei a fugir dele.
Tentando evita-lo certa vez corri para a biblioteca onde não era muito comum de ter pessoas e crianças, que no caso não gostavam de freqüentar, mas como um cachorro com um faro inacreditável ele sempre me achava.
–BOUHHH!_Gritou na minha frente me fazendo desequilibrar da cadeira e caindo para trás.
–Chang!_Exclamei seu nome dando-lhe uma bronca, incrível como ninguém educava aquele garoto que por pouco não chorou de tanto rir._Você não tem ninguém mais para provocar?_Perguntei desgostosa.
–Não seja mal humorada Mèimei!(Irmã)
–Eu não sou sua mèimei! Já lhe disse isso milhões de vezes._Revidei me sentando novamente com ele na minha frente franzindo o cenho.
–Mamãe diz a mesma coisa, mas você é filha do meu pai não é?_Ele sempre me perguntava isso.
–Sou, mas não sou filha da sua mãe! Vá encher outra pessoa Chang!_Peguei os livros sobre a mesa saindo da biblioteca.
–Espera, então como eu devo te chamar?_Veio atrás de mim...Pra variar.
–Me chame de suprema magnânima grandiosa Yelan!_Pensando bem minha superioridade estava alta até demais, mas ele levou como uma brincadeira.
–Hahha Então está bem Yelan..._Foi estranho ouvir meu nome soar na boca de um de meus parentes, eles sempre me chamavam de Li ou de ofensas, nunca pelo nome que minha mãe me dera.
Com o tempo ele continuou agitado, mas às vezes sentava perto de mim e fazias as mesma coisas que eu, como ler, sem dizer uma palavra, outras vezes levava um chá para a mesa onde eu me sentara e ficava simplesmente quieto assistindo o que eu fazia...De ódio, eu comecei a ficar ociosa com o filho de Yang.
Tudo estava acontecendo depressa demais e no final eu havia me rendido e me tornado amiga do meu meio irmão, ele não tinha rancor ou qualquer sentimento ruim no olhar, então me permitir apreciar a companhia de um Li, mesmo sendo o filho daquele monstro.
Entretanto o verão que eu acreditava que seria mais longo que os demais e me colocaria onde eu havia planejado ficar, brincou comigo de uma maneira que eu se quer notei quando ele se foi. Eu precisei voltar para o colégio fora do país e deixar os Li, só que estranhamente...Eu já não queria tanto ir embora.
Somos pegos pela ironia da vida e no anos seguintes eu estava sempre lá na região dos Li discutindo com a velha arrogante que sempre insistia que no meu ritmo não arrumaria marido ou que não tinha honra suficiente para um cargo como Líder secundaria quando meu suposto filho nascesse. Chang nunca interferia ou se argumentava á favor nessas discussões no começo por que não entendia, mas depois ele percebeu que uma palavra sua definia o lado em que ficaria, e como se estivesse em uma encruzilhada ele preferiu sentar no meio da estrada e ver o que acontece.
–Quando saio com alguém ela diz que sou meretriz, quando fico quieta diz que sou beata...Beata é ela que não vê meu pai a cinco anos!_Briguei debaixo da arvore para o rapaz de quinze recostado sobre o tronco fazendo uma careta.
–Vocês que se entendam!_Disse em um tom rancoroso.
–Nós? Ah claro, você não pode me ajudar intercedendo por mim não é?_Eu não queria uma afirmação ou resposta somente precisava discutir com alguma coisa, mas ao invés de vir com alguma desculpa como a de sempre ele revirou os olhos entediados.
–Interceder por você? Com que argumento? Você sai por ai, sabe se lá pra onde, com quem ou o que faz?_Ele se levantou agora zangado.
–Ahhh sua mãe já te colocou contra mim não é? Pelo jeito que fala parece até que eu vou pra fora pra vender meu corpo! Só pode ser dedução da sua mãe, por que o que ela não sabe é que meu pai me manda uma mesada bem gorda pra ficar longe dele, mas isso você não levou em conta não é?
–Yelan sem dramas está bem? Eu não estou falando de dinheiro e mamãe não me disse nada, mas essas suas saídas..._Disse ele coçando a nuca olhando para baixo. Eu não compreendi o que realmente aquilo queria dizer, ele engolia seco, suas mãos sempre inquietas, seu olhar evitando o meu e do nada estourava quando falava de assuntos sem importâncias...Eu ainda tinha dezenove e já me achava uma completa adulta com todos os saberes da vida tendo que aturar certas crises de adolescente do meu meio irmão.
Era difícil enxergar o que estava acontecendo, quando você passa a vida pensando em vingança não consegue ver o perdão mesmo que esteja debaixo dos teus olhos...Eu via ódio e não pude notar aquele sentimento puro nascendo...
–Espera um pouco!_Exclamou a menina espantada._Chang...O pai do Eriol?_Na sua mente aquilo era um tanto...Diferente. A mulher soltou um leve sorrido de lado como se estivesse acostumada com aquela surpresa.
–De um dia para o outro meu inferno havia se tornado o meu céu...
Ele andava de um lado para o outro sem parar com o cenho franzido enquanto eu estava sentada na varanda sem entender o motivo de tanta raiva, pelo bufos era comigo, mas o por que ainda não tinha sido revelado.
–Quer parar de ficar dando voltas, esta me deixando tonta!_Briguei mais para procurar um assunto do que para discutir.
–Não fale comigo como se EU tivesse feito algo errado!_Gritou de volta um tanto indignado.
–Qual é o seu problema? Eu não...
–Disse a minha mãe que tinha aceitado a proposta do Chao!
–Era só que me faltava! Primeiro isso não é da sua conta, segundo o que você tem contra? Por acaso agora deu pra seguir as idéias da sua mãe? E terceiro eu menti, ela esta me pressionando! No final do ano eu faço vinte e nem se quer tenho pretendentes plausíveis pra apresentar!_Expliquei de uma vez, eu não duvida de Chang mais aquilo estava sendo uma conversa estranha, seus olhares se aliviaram enquanto vinha até mim e sentar ao meu lado entre suspiros._Chang o que está havendo com você? Está diferente...
Eu nunca vou me esquecer de como aquela conversa terminou, em um tempo ele falou sobre os cursos e no outro disse que não queria que eu me casasse, não por que queria ser líder, porém por que pensar que lá estaria eu com outro homem era doloroso...Era inadmissível pra si...
Eu já não sabia onde estava pisando.
Suas últimas palavras dirigidas mim naquela semana havia sido para esquecer o que havia sido dito, mas as palavras são como pedras atiradas ao vento...Não existe volta. Eu esperei intensamente por aquele sentimento simplesmente passar como uma dor de cabeça, no entanto, aos poucos o que acontecia entre trocas de olhares rápidas e toques acidentais era suficiente para tudo voltar...Sentia meu corpo queimar ao ponto da vingança se tornar apenas uma vaga lembrança ruim.
Deitada por debaixo da cerejeira, senti o perfume da manhã tentar me acalmar enquanto os poros da minha pele almejavam algo que minha imaginação devaneava, como pode abraçar, conversar e trocar olhares com uma pessoa a vida inteira e do nada começar a sentir o fervor de um desejo que para mim não era nem permitido.
Só que as coisas simplesmente acontecem, e eu estava cansada demais para me questionar sobre contradizer.
Então...Quando suas primeiras palavras me alcançaram em forma de uma declaração sutil de amor e desistência durante esse mesmo tempo deixei as coisas acontecerem meramente."
Um pouco chocada com o que ouvira a menina não tirou os olhos da dama sorridente a sua frente. O que ela não compreendia era por que estava contando aquilo para ela...A não ser que...
–Ele não é o pai do Shaoran, é?_A mulher gargalhou da pergunta surpresa e negou logo com a cabeça.
–Claro que não! Eu também não iria tão longe naquele tempo...Até por que tudo devia ser mantido em extrema restrição.
"Quando as luzes da região se apagavam eu corria em passos leves para seu quarto com o coração na mão e retornava pouco antes das cinco. Era uma rotinha cansativa, mas sempre que meus pés tocavam o os tapetes laranjadas do seu aposento sentia tudo valer a pena junto com um sorriso largo em seu rosto travesso e um rubor que parecia nunca ter fim.
Por dois anos não tivemos que dar satisfação a ninguém, não nos importávamos com o que vinha a seguir, mesmo que meu futuro estivesse em jogo.
Um aviso da parte dos anciões acabou me alertando, Yang havia convencido eles de que se não casasse em torno de um ano, seu filho deveria tomar seu o lugar, mas pra isso ele também precisaria estar casado e ser maior de idade...O que ainda não era...Por esse motivo eu me tranqüilizada, mas um idéia tola acabou me convencendo de que eu deveria ir falar com meu pai.
–Você quer se casar com Chang? Você enlouqueceu Yelan?_Foi a única coisa que mencionou antes de me entregar um pedaço de papel com alguns exames dos quais eu não entendia em mãos.
–O que é isso?_Com a expressão incrédula ele rangeu os dentes furioso.
–Ah um tempo atrás pedi que fizessem um exame no corpo de sua mãe, as minhas suposições se confirmaram...Ela foi envenenada._Sim aquilo me roeu por dentro, alguém da casa dos Li havia envenenado a minha mãe e isso me pareceu bastante cruel...Mas...Era passado.
–E o que o senhor pretende com isso?
–Tem uns cinco anos que descobri...É que ando tendo umas idéias ainda um pouco desordenadas, mas já que você é a próxima da sucessão...
–Pai meu filho é o próximo na sucessão, e eu já me decidi eu não vou me casar por me casar!
–Pensei que quisesse se vingar da Yang?
–Eu quero, mas decidi não fazer..._Ele me fitou decepcionado e sem dizer uma só palavra voltou para seu cômodo de solidão.
Eu odiava Yang, mas se fizesse algo Chang jamais me perdoaria, pouco depois de um mês, com o plano frustrado de conseguir convencer meu pai de me dar mais tempo voltei para a região dos Li sem saber o que terror que me esperava. O sorriso explandecedor de Yang me recebeu para dar inicio ao meu novo martírio.
Uma moça um ano mais nova que seu filho permanecia ao seu lado em trajes elegantes junto a ele que desviou o olhar...Chang havia se casado. E de repente todo o ódio que havia se dissipado dentro de mim havia voltado, na verdade o amor havia se convertido.
–Como pode?_Foi a única coisa que saiu da minha garganta quando consegui falar com ele a sós.
–Não posso deixar você virar líder, minha mãe depende da liderança Yelan, e eu espero que..._Era quase inacreditável que eu estava realmente ouvindo aquilo.
–Liderança? Então foi por isso que se vendeu?_O fitei indignada ele não mudou sua expressão cética.
–Não espero que você compreenda tão rapidamente, mas você nunca quis isso mesmo não é?_Ele se aproximou de mim com um tom sério._Quando eu virar líder vou fazer de tudo para as coisas fluírem entre a gente..._Eu fiquei horrorizada com a possibilidade sem saber o que fazer...Eu tinha vontade de espanca-lo.
–Fluírem? O que quer dizer com isso?_Me afastei assustada com tudo, na verdade eu já não conseguia conter as lágrimas em meus olhos.
–Que isso aqui é só até eu virar líder, depois...
–Não existe depois Chang!_Interrompi aterrorizada._Você me traiu pra pegar a liderança! E agora que morra com essa mosca morta com a qual você se casou!_Gritei furiosa o deixando zangado.
–Não trai! Você queria tomar o meu lugar! Eu só fui mais esperto o que não quer dizer que o que aconteceu foi farsa, ao contrario de você que mentiu pra mim! Queria ganhar tempo comigo para que eu segurasse as barras enquanto você não encontrava um partido!_Não agüentei o que estava ouvindo desferi um tapa sobre seu rosto o deixando mais nervoso.
–Seu filho de uma meretriz! Você é um demônio igual sua mãe!
–E você é uma sangue sujo estrangeira igual a sua mãe, não tem honra pra ser líder Yelan e não importa o que você faça...Eu vou vira assumir a sucessão...Então depois disso...Quem sabe nós retomamos essa conversa..._Falou segurando o meu braço contra seu peito depois o soltou saindo dali.
Se antes eu me encontrava nas nuvens agora eu estava sem chão, eles haviam armado tudo contra mim. Ali estava eu na cozinha chorando desesperada, com tudo que eu tinha escrito pra minha vida sendo jogada ao vento. Fugir foi a única coisa que soube fazer, voltei para o Japão afim de me trancar em um quarto, foi quando a idéia de conceber Shaoran começou a surgir. No começo eram só idéias avulsas de como me vingaria ou o que daria mais raiva neles, então com as palavras duras de Chang em minha mente percebi que nada seria mais ofensivo e mais escandaloso do que um meio estrangeiro liderar a família Li, a família que mal aceitava outros chineses de classe baixa sendo comandada por alguém de fora, e um fogo se acendeu dentro de mim com a imaginação do meu pequeno garoto tomando o lugar de Chang. A raiva dentro de mim só fez essa idéia ganhar voz até chegar em um ponto que eu procuraria alguém que colaboraria com isso. Em meio a tantos devaneios sobre vingança e ódio eis que o destino me manda alguém...Alguém que já estava presente a alguns anos com olhos verdes marcantes e sorriso simpático que estava sempre vagando pela mansão. Eu não tinha muita afinidade com Fujitaka, mas aqueles olhos...Era deles que eu precisava.
–Tem olhos bonitos Wang! Herdou da parte de quem?_Ele sorriu sem jeito.
–Parte do meu pai senhora, ele era Russo,e dizem que é predominante...até hoje só conseguiu sair uma pessoa na minha família sem eles!_Respondeu para mim inocentemente.
Foi o cheque-mate do meu plano, era o que eu precisava ouvir, e foi através dele que consegui dar origem ao meu primeiro filho. Não necessitou mais do que uma noite embriagado para que isso acontecesse."
A jovem de vestido claro ao lado da mulher elegante que acabara de fazer uma pausa em sua historia parecia incrédula. Muitas coisas ai respondiam duvidas, mas ainda sim era inacreditável pensar que aquilo era realmente verdade.
–Ele é filho do Wang? Por que está com Liang então...?_Yelan fitou a menina em um suspiro.
–Você não entende...Tudo parecia que ia dar certo, meu pai queria se vingar e eu também, achei que teríamos a mesma idéia de humilhar os Li, para meu pai como vingança para minha mãe e eu tendo minha própria vingança._Explicou ela calmamente._Quando meu pai viu Shaoran seus olhos faiscaram como os meus e quando disse com firmeza que faria dele um Líder memorável...Eu confiei..._Sua voz foi ficando falha enquanto andava até uma janela que mostrava todos lá dentro do salão._...Era pra ser a geração que colocaria todos em seus lugares, era para o Shaoran...Não, era para o XiaoLang Li ser o marco na nossa historia, ele ia criar um terror e colocaria todos em seus lugares...Era pra ele ser grande..Meu pai disse queria isso também!_Dizia ela com o cenho confuso.
–Mas você abandonou ele...Era assim que queria fazer dele um grande homem?_Velozmente ela se virou zangada.
–Não...Não da maneira como pensa...Quando eu disse a Liang o que eu queria ele disse que me ajudaria, melhor do que isso, faria Shaoran se tornar líder, havia até ligado para a China e cancelado as celebrações de nomear Chang...A idéia do meu pai era ensinar a ele ser o que ninguém nunca foi naquela maldita família...Destemido...Corajoso..._Yelan fechou o cenho confusa novamente._...Ele disse que para isso ele não poderia ter vinculo materno ou paterno, disse que isso o enfraqueceria...E eu aceitei a proposta...Eu não vou ser hipócrita de dizer que me importava com Shaoran por que naquela época não era verdade, para mim ele era somente uma ferramenta pra minha vingança... Assim como meu pai..._A menina fitou enojada, como podia dizer aquilo assim.
–Então você está do lado do velho afinal, então pra que toda essa conversa fiada, veio me pedir pra terminar com ele também?_A mulher surpresa negou com a cabeça.
–Eu poderia ter concordado com isso no inicio, só que eu não imaginava o que vinha a seguir minha cara, eu nunca por nenhuma hipótese achei que meu pai jogaria Shaoran a própria sorte nas garras dos Li! Eu achei que ele fosse ajudar o meu garoto a conseguir respeito...Mas aquilo...Aquilo era assombroso...Eu sabia que era um caminho árduo, mas quando cheguei na mansão quando Shaoran tinha cinco anos eu tomei conta do quão tenebroso estava a situação..._Ela engoliou seco um pouco enfurecida._...Eu percebi que eu precisava fazer alguma coisa ali quando vi XiaoLang praticamente todo enfaixado pelas surras que levava na China...Eu queria que ele concertasse meus problemas...Não carregasse eles e tivesse que ficar com as conseqüências._Ela suspirou._Mas meu pai não estava nem ai, para ele aquilo só deixaria Shaoran com ódio suficiente para se tornar destrutivo...e depois do que o psiquiatra disse, Liang ficou fascinado._Sakura mirou a moça sem entender.
–Hein?_O tom da chinesa se tornou serio enquanto encarava a jovem.
–Não chegou a perceber...?_Murmurou enigmática.
–Perceber o que?
–O outro Li._Respondeu somente dando um nó na garota.
–Outro Li? Mas do que você está falando?_A chinesa suspirou calmamente pensando em como começar._Existem dois Shaoran?
–É meio complicado de explicar..._Ela ficou pensativa por um momento e se virou pra menina._...Já percebeu que as vezes á concentração dele muda de uma hora para outra, ou quando a personalidade dele muda de calmo para possessivo? Nunca notou quando do nada ele parece agir mais egoistamente do que o normal?_A jovem pensou com calma no que ouvia tentando se lembra dessas vezes.
–Algumas vezes, mas todo mundo tem uma fase meio ruim no dia e age de forma errada, Shaoran só não é isento disso..._Murmurou ela confusa.
–Tsk.._Sorriu zombeteira._...Talvez você não tenha visto ainda ou percebido, por que pelo que Wang me contou ele se mantém estranhamente equilibrado quando você esta por perto...
–Não estou entendendo nada!_Falou sem rodeios incomodada com aquilo.
–Certo...Vou tentar simplificar para você, já deve ter ouvido Shaoran se gabar da inteligência não é?_A menina soltou um sorriso largo.
–Eu ouço isso toda hora._Brincou ela.
–Pois ele tem razão, o Qi dele é realmente em certos momentos bem mais avançado que o nosso, quando um está desconectado do outro..._Sakura arqueou a sobrancelha olhando para os lados, era verdade, algumas vezes ele parecia agir de forma mais inteligente que o de costume...Quando estava competitivo demais ou está furioso com alguma coisa. Ao ver o semblante curioso da menina ela continuou._...O doutor chamou de válvula de escape, Shaoran sempre fora mais inteligente, mas quando uma parte do cérebro parece desligar, essa parte racional se intensifica...Eu e Wang gostamos de diferenciá-los com a parte racional sendo Li e a emotiva é Shaoran.
–Han? Perai volta, ele é inteligente mais Shaoran consegue desligar as partes que interfere nela?_A mulher chamou a menina até uma janela que mostrava o salão de longe.
–Não exatamente, quando ele tinha por volta de cinco a seis anos Shaoran ele sofreu uma pressão psicológica e física tão grande nessa fase que não sei se sabe mais chegou a tentar se suicidar...Liang achou que ele não ia conseguir mais nada nessa época na verdade achou que o plano tinha ido por água abaixo, por isso chamou um dos melhores psicólogos do Japão para diagnostica a mente dele depois do incidente...E foi quando nós descobrimos...
"Meu pai se aproximou de mim sabendo que eu estava furiosa com ele pelo que aconteceu, queria me vingar dos Li, mas não daquela maneira. Seu sorriso sem graça mostrou que iria pedir algo a mais.
–Talvez, se as coisas não derem certo...Você possa ter outro filho, eu consigo convencer Wang sem muito esforço._Disse ele calmamente olhando para o homem chorando ao lado da porta do quarto esperando noticias do garoto.
–Pra que? Pra você voltar a fazer isso? Pra acabar com a vida do meu segundo filho? Poupe-me papai, essa vingança não vale a vida dele sabia!_Falei em um tom baixo porem rangendo os dentes, como eu queria soca-lo nesse momento.
–Eu só estou dizendo...
–Senhor Li._Chamou o doutor de barba branca ao sair do quarto, nós três fomos até ele enquanto sua face triste._..Ele parece seco, sem emoção, é difícil dizer, mas seu neto com certeza não está bem, está nervoso e eu sugiro algumas seções para que eu possa diagnosticar como ele realmente está.
Meu pai não ligou para o que ele estava dizendo, para piorar a situação e provocar algum instinto nele o mandou de volta para a China com o pretexto de desacato com ele. Eu havia achado uma loucura por isso contra a vontade dele fui para a China onde estava Shaoran e pela primeira eu pude realmente ficar frente a frente com ele depois de tanto tempo. Eu não sabia o que dizer a ele, esperava que me odiasse por esse motivo tentei ser o mais pratica possível.
–Sabe por que eles odeiam você?_Perguntei em um sussurro enquanto ele escrevia alguma coisa em uma caderneta sério.
–Por sua causa e do Liang..._Replicou em um murmúrio ele se quer tentava olhar em meus olhos.
–Por que você é dono de tudo, você é o máximo que eles não conseguem nem podem ser XiaoLang..._Contei tentando brotar ao menos um sentimento em seu rosto, mas o olhar que ele me lançou foi por pouco assustador, estava interessado no que eu dissera, porém não do jeito que pensava.
–Se sou tão assim por que eles me tratam como bastardo?
–Por que é tudo que podem fazer, querem que você desista e deixe tudo para eles, querem que você faça o mesmo que eu e Liang, fuja e deixe a liderança para outra pessoa._Ele pareceu pensativo.
–Por que está me dizendo isso só agora?_Seus olhos frios queriam que eu desse um motivo para depois de tanto tempo vir dar uma explicação sobre tudo.
–Eu já estive no mesmo lugar, tenho tanta raiva deles quanto você, se mantenha XiaoLang e um dia você será tão grande que eles não poderão mais te alcançar!
Eu não imaginava que aquilo fosse fazer diferença, mas foi então que ele pegou todo mundo surpresa, já não era mais o garotinho chorão que implorava para não ir a algum lugar que não gostava, aqueles olhos brilhantes que obedecia tudo de cabeça baixa, como se tivesse apagado o desespero e o bom senso. Daquela ida XiaoLang honrou seu nome ao modo Li, ele apanhara, mas antes disso já tinha quebrado muitos ossos dos outros e já não aceitava desaforos, agora ele não tinha qualquer remorso e sua mente conseguia maquinar estratégia para fugir das armações da velha e dar o troco, estava tão nervoso dessa vez que chegou a matar um dos animais domésticos da Yang e escrever "VELHA MAL AMADA" em chinês com o sangue do bicho entre outras ofensas. Foi quando o medo começou a se formar camuflado pelo falso respeito.
Quando ele voltou para o Japão parecia até outra pessoa, Liang tornou a chamar o mesmo psicólogo para conversar com ele e depois de algumas seções eu estive presente quando ele o diagnosticou.
–Ele tem o que nós podemos chamar de 'dissociação'ou um quase TDI...Na verdade é difícil diagnosticar, existe uma interação entre eles.
–Doutor nos não entendemos nada do que disse..._Murmurou meu pai impaciente.
–Seu neto sofre de transtorno dissociativo de identidade, vocês podem entender como dupla personalidade._Explicou ele preocupado._Na verdade entendam como com um determinado estress psicológico a mente dele mais emotiva se desliga e então a outra parte toma conta.
–Ele tem dupla personalidade.
–Dupla personalidade que se interage, imaginem o seguinte, sempre que a mente dele achar que não consegue agüentar determinada pressão psicológica de forma emotiva ela se desliga e o outro que pelo que me parece age sozinho, o curioso é que o processo se reverte aleatoriamente, não conseguir identificar em quais situações um para e o outro vem...A qualquer momento ele pode agir como uma pessoa totalmente emocional sem controle ou um quase psicopata frio e sem remorso dependendo da situação._Ele dizia tudo muito sério._É essa parte que me preocupa, quando falei com ele agia de maneira muito fria e cética, falava coisas complexas, me disse até que não estava louco, só estava concertando os erros que o 'idiota' não conseguia concertar...Eles se interagem, não é como se um não se metesse com a mente do outro, é como irmão gêmeos um puramente racional e um puramente emotivo, por isso eu digo que é incerto qual dos dois permanece, eles se associam..._Eu ouvi aquilo muito confusa, o doutor também não parecia certo do que dizia. Mas quando me lembrei dele na China compreendi, e meu pai ficou fascinado. Um lado puramente racional? Sem qualquer remorso? Era disso que ele precisava foi quando o plano foi refeito...Liang queria apagar a parte emocional de Shaoran deixando somente o outro."
–Isso é impossível, Shaoran não tem, quer dizer...Ele não parece..._Ela tropeçou nas palavras confusa, era verdade que tinha notado o namorado ora sensível ora de quem não se preocupa. A mulher sorriu carinhosa para ela.
–Essa é a chave do por que Liang quer tanto você fora da vida dele, se tem uma coisa que as duas personalidades tem em comum é o gosto por você..._Sakura ficou um pouco envergonhada apesar de feliz._Em estado natural os dois agem normalmente como nós, mas quando as coisas se dificultam um se desliga, mas quando você está por perto isso não acontece, porque nenhum dos dois quer se desligar e ficar longe de você! Você o estabiliza!_Ela sorriu mais largo ainda._Agora entende por que ele fez tanta questão de separar vocês dois..._Sakura afirmou com a cabeça.
–Ele quer que Shaoran age com frieza diante dos Li e comigo por perto não vai dar certo por que além dos demais eu não vou permitir._Disse com firmeza.
–Ótimo ouvir isso Kinomoto, por que essa historia que te contei não é uma brincadeira, na verdade não é uma historia é um fato, tanto minha quando do meu pai, a sede dele por vingança não vai para e Shaoran é peça fundamental nos planos dele, está mesmo disposta a enfrentar o que for por ele?_Sakura sem pensar duas vezes se aproximou da mulher.
–Lógico eu não me importo com o que venha a seguir!_A mulher respirou fundo engolindo seco para o que vinha dizer.
–Então esteja prepara por que Liang quer que você tenha o mesmo fim que a minha mãe.._Disse ela séria.
–Como assim?
–Se você é a única coisa que consegue equilibrar Shaoran imagina se Liang faz ele pensar que os Li tiraram você dele, ainda mais do mesmo modo que eles tiraram minha mãe dele!_Explicou ela deixando a menina apreensiva, isso queria dizer que o plano de Liang era matá-la?
–Como?
–Ele tem os métodos dele, por isso você ainda permanece na casa e perto dele, por que o impacto de te perder vai ser tão grande que tenho certeza que Liang acredita que a parte mais emocional dele será completamente apagada!_Ela mirou bem a menina que fitava pela janela o namorado cumprimentando os outros._Está disposta a continuar com isso?_Ela girou seu olhos para a chinesa séria.
–Eu não tenho medo de Liang!
–Isso é bom, por que como não sabemos o que se passa naquela mente maquiavélica precisamos fazer o possível para quebrar os planos de Liang, é por isso que eu tenho uma certa idéia que poderia funcionar..._Murmurou voltando para o parapeito da varanda.
–Uma idéia e qual é?_Ela chegou bem perto de Sakura com um sorriso malicioso.
–Se você tiver um filho do Shaoran eles não vão fazer nada com você a curto prazo, por que dai você já se torna primeira linhagem!_Falou ela animada. O rosto da menina foi de vermelho para roxo de vergonha, ter um filho? Não era bem isso que ela estava esperando ouvir.
–Está louca? Eu prefiro contar a ele e deixar que ele tenha uma idéia melhor!
–De maneira alguma você pode contar a ele!
–Por que não?
–Já imaginou se você contar a ele que Liang tem um plano de te matar e ele se ver sem saída? Kinomoto ele vai matar o avô sem qualquer remorso, acredite em mim, quando Li se vê sem opções, ele cria novas, mesmo que isso queira dizer homicídio! Não podemos dar o luxo de arriscar, além do mais qual o problema de ter um filho? Não quer uma família?
–Claro que quero, daqui uns cinco anos, sei lá...Ele tem só quatorze anos sabia?_Ela arqueou uma sobrancelha curiosa com a reação da menina, toda vermelha e nervosa.
–Kinomoto...Você e ele já tiveram relações?_Agora sim a jovem faltou ficar sem ar.
–Claro que não!_O cenho da mulher foi de curiosa para desdém.
–Por favor, não me diga que ainda é virgem!_Ela afirmou com a cabeça onde a chinesa bateu a mão na testa.
–Eu não acredito...Sabia que isso é uma falta grave nas regras dos Li? Eles podem separar vocês com a desculpa de que ele não tem interesse sexual em você, e isso é muito sério, por que um marido da primeira família sem interesse na mulher desse nível faz a mulher ser considerada estéril! Trate de agir rápido com isso!
–Como? Eu não posso simplesmente me oferecer! Essas coisas acontecem com o tempo sabia?
–O seduza ora! Garanto-lhe com todas as palavras que ele não vai recuar...Nenhum homem recua._Respondeu maliciosa deixando a menina mais sem graça ainda.
–Não é assim que deve ser, minha mãe me disse que..._Antes de completar a voz de um homem soou ali.
–He is coming!_Logo ela se ajeitou preste a sair.
–Você já sabe o que fazer, não se engane com a calmaria Liang não vai desistir, enquanto aos princípios, esqueça se você for pra China e eles descobrirem que de quase um ano de casada você ainda continua virgem, tenha certeza de que eles vão usar isso contra você! Se não conseguir do seduzir ele, apenas peça! Só não conte a ele sobre essa conversa, para ele Liang é mal, mas ao nível á esse nível, se descobrir já sabe!_Nisso se apressou em sair dali antes da figura de um garoto aparecer com o semblante preocupado.
–Sakura!_Disse zangado._Eu estou te procurando tem um tempão, pedi pro Wang e ele também não achou, ficou doida em sumir assim?_Ela tentou disfarçar o cenho rubro e lembrando de tudo que ouvira abraçara o garoto calorosamente.
Seu cheiro, sua maceis e o toque que em boa das vezes a fazia arrepiar deu a certeza de sua escolha. Ela amava todas as partes de Shaoran.
–Queria ficar um pouco sozinha com você..._Sussurrou em seu ouvido.
–Eu sei, mas vamos embora agorinha, vem vamos voltar lá pra dentro._Disse segurando sua mão, ela depositou um beijo carinhoso em seu lábios.
–Eu amo você..._Falou quando os olhos dele encontraram o dela confuso.
–Tsk...Eu sei, vem..._Antes dele girar o rosto novamente ela segurou com a mão delicadamente o forçando mesmo que vermelho a fita-la.
–Todas as partes em você...Até quando está mal humorado!_Brincou encurtando aquele espaço.
–O que deu em você? Tava falando com quem hein?_Desconfiou ele sorrindo, devolvendo o abraço.
–Só estou sendo sincera! Você não gosta de mim?_Ele não respondeu ao invés disso a beijou da forma mais pura e apaixonada que podia dando sua resposta.
A noite terminou ali, ela não conseguiu dormir olhando no cenho calmo de Shaoran que dormindo, ela não tinha noção do que fazer e se queria fazer o que Yelan disera precisava de ajuda e urgente.
Notas finais do capítulo
Esse cap é mais pra vcs entenderem todo o drama que vai vir a seguir!
O proximo terá cenas ecchi e um hentai leve ja devem advinhar pq!
Até o proximo!
Bjus
