Capítulo 3 – Decisões

Ela caminhava de um lado para outro em sua grande sala de estar. Desde que o pai lhe deu uma indicação do paradeiro de seu filho, Enya contratara o melhor detetive da Europa: Jesuel Stailys Fargor que junto com sua equipe, faziam o possível para chegar a uma pista concreta que levasse ao bebê sequestrado, mas a falta de informações mais precisas atrasava o encontro entre mãe e filho. Era o que o homem sempre dizia.

De repente, ela ouviu batidas na porta. Anunciou que entrasse e ao ver o senhor Fargor ao lado de seu mordomo, sorriu, pois tinha esperanças que melhores notícias a confortassem, sem ser preciso que recorresse ao seu plano B.

- Sente-se senhor Fargor! James, traga chá e torradas para nós, por favor! – Pediu ao mordomo.

- Não será preciso Senhora Bhraranaim.

- Tem certeza?

O homem confirmou com a cabeça.

Deu ordens para que James se retirasse e após a porta se fechar, bombardeou o detetive com perguntas sobre o seu filho.

- Encontrou alguma indicação que me leve ao meu unigênito? Finalmente conseguiu alguma foto atual dele? Descobriu o nome da família que o criou?

Antes que ela continuasse, o homem calmamente a interrompeu:

- Acalme-se senhora! Infelizmente as notícias não são animadoras. Seguimos o rastro de dois jovens que atualmente moram em Cleveland e Centreville no Mississipi. Ambos adotados e com vinte e dois anos de idade. Infiltramos-nos entre os familiares e conseguimos suas amostras sanguíneas, mas os resultados foram negativos. Nenhum deles é o seu filho sequestrado.

Ela o olhou com os olhos marejados e em sua expressão, marcas visíveis de uma mãe desesperada.

- Não fique triste, senhora. Essa semana iremos ao texas. Descobrimos um jovem na cidade de Dallas que se encaixa no perfil de seu...

- CHEGA!

Impaciente e desconsolada, seu grito assustou o detetive e chamou a atenção do mordomo e da governanta. Ambos vieram à porta se certificarem de que estava tudo bem com a mulher. Sendo acalmados pela mesma.

- Desculpe-me senhor Fargor, mas eu não aguento mais isso. Então vou agir de acordo com o meu plano B. Não dispensarei os seus serviços porque toda ajuda é bem vinda, mas hoje mesmo tomarei medidas drásticas na procura do meu filho.

O homem a olhou preocupado, antes de perguntar:

- O que a senhora pretende fazer?

Tenho pessoas de confiança para administrar os meus negócios. Voltarei para a minha cidade Natal: Gweedore, no condado de Donegal. Vou ao presídio em que está o doutor Maison. Qualquer coisa que ele revelar sobre a noite do sequestro, será o começo para minha busca pessoal ao meu rebento.

SeD

Há uma semana os irmãos Winchester permaneciam na cidade de Chicago em Illinóis. Resolviam os casos que apareciam por ali ou distritos visinhos, porque decidiram montar naquela cidade, o plano de resgate a Enya, a mulher que o caçula vira em perigo. Bob também os apoiava junto com Ruffus. As caçadoras Hellen e Jô Harvelle também eram aguardadas pelos irmãos, um dia antes do evento em Los Angeles.

Atualmente analisavam as plantas do The Universal American Academy, conseguidas por Dean, pois fazia parte do plano vasculhar o local no dia do evento desde que um deles estivesse infiltrado entre os indicados na categoria de melhor música. Não seria um feito fácil, mas contavam com a ajuda do caçador mais velho para o sequestro momentâneo de uma das celebridades indicadas. Dean assumiria o seu lugar, junto com Bob, Sam, Hellen como seguranças e Jô no posto de motorista da limusine.

O celular do mais velho tocou. A ligação já era esperada pelos irmãos.

- Por favor, Bob! Diga-me que conseguiu. – Falou ansioso.

- Ei, garoto! Você ainda estava na barriga de sua mãe quando eu já resolvia grandes casos. – Sorriu ao falar.

- Olhe, consegui o convite do pianista francês Richard Clayderman e as informações sobre hotel, e a hora de sua chegada à cidade de Los Angeles.

- Você conseguiu se infiltrar entre a equipe de segurança desse tal Richard? – Olhou sorridente para Sam.

- Nesse momento estou chegando da casa de uma amiga da senhora Clayderman. Fui deixá-la em uma reunião de caridade entre as damas da alta sociedade francesa.

- Bob, devemos mais essa a você. Valeu mesmo, cara!

- O que eu não faço por meus filhos do coração?

- Agora preciso desligar garoto. Estou chegando à mansão do senhor Clayderman.

Ao desligar o celular, Dean olhou para o irmão ainda sorridente e antes que o caçula o abordasse com perguntas, ele se antecipou e falou:

- O bob viajou para a França Sammy e está em Paris trabalhando para um músico ricaço. Ele conseguiu o emprego de motorista em sua mansão.

Os olhos do jovem brilharam com a notícia e em seus lábios seu sorriso com covinhas se abriu espontaneamente para o mais velho. Sentia-se bem com a notícia e mesmo não compreendendo, seu coração se encheu de esperança novamente, inclusive de um dia estar nos braços de Dean e ser amado como sempre desejou. Não entendia o que acontecia, mas julgava ser apenas a alegria de poder salvar mais uma vida.

- Dean! Eu não tenho palavras para agradecer o que está fazendo. Você mobilizou mais três caçadores e tudo isso para me ajudar!

- Quatro. Não se esqueça que Ruffus se encontrará conosco na hora em que eu assumir o lugar do ricaço sem graça. – Falou com seu típico sorriso de lado.

Desde o sonho de Sam, Dean se comprometera a fazer de tudo para salvar a tal de Enya. Não entendia o porquê dessa angústia de seu irmão, mas quando ele sofria os motivos não eram desprezados, mas as soluções é que tinham importância.

Primeiro entrou em contato com bob, no dia posterior a premonição e ele por sua vez buscou ajuda com Ruffus, um amigo e caçador de longa data. Depois procurou pelas caçadoras Hellen e Jô, recebendo delas total apoio e comprometimento. Baixou as informações sobre a mulher e descobriu um pouco de sua vida, esquematizando por último um plano de resgate estreitamente elaborado, no qual mandara Bob a Paris, na esperança que se infiltrasse na vida de um dos participantes do evento. Tudo isso por Sam. Sem perguntar, sem questionar.

- Você é o meu herói Dean! Sempre foi! – Estava feliz e como sempre Dean era o motivo.

O mais velho diminuiu o sorriso, ficando sério de repente. Aproximou-se mais do irmão e falou olhando em seus olhos:

- Eu quero ser tudo o que você disser que eu sou principalmente o amor de sua vida.

- Sam ficou estático.

O mais velho não era de declarações, mas quando as fazia sabia como acertar em cheio o seu alvo e ele era sempre o seu irmão caçula.

- Dean, nós não...

- Shhh! Não fala nada... Eu já sei o que você vai dizer!

Estavam próximos. Dean tocou os lábios do irmão com os seus e Sam permitiu. Queria esse beijo. Amava tanto esse homem...

Percebendo que o jovem não se afastaria, aprofundou o beijo despejando nele todo o seu carinho, seu querer, seu amor...

- A senhora não pode fazer isso! É perigoso, principalmente por ser uma personalidade famosa, por...

- CHEGA SENHOR FARGOR!

Gritou novamente com o detetive que nesses últimos dez anos em que assumira o caso do seu filho, nunca a viu tão determinada, confiante e irritada.

- Olhe, estou muito nervosa. Essa é a segunda vez que grito com o senhor e eu não sou assim, mas me entenda. Eu não quero mais saber de desculpas e não vou mais aceitar entregar o meu tesouro nas mãos de terceiros.

- Mas a senhora quer falar com um criminoso! Um homem perigoso que em uma atitude fria, sequestrou um ser indefeso. Preocupo-me com o seu bem estar, acredite! – Falou com sinceridade.

- Acredito e agradeço detetive, mas quem sabe o que é melhor para mim sou eu. E nesse momento, sei que o melhor não é mais esperar pela ajuda daqueles a quem posso pagar, mas agir e correr atrás daquele que amo.

- Mas...

- Sem mais discussões aqui, detetive! Essa decisão já está tomada e se o senhor me permite, tenho que organizar os preparativos para a minha viagem. Manteremos contato.

Dizendo isso, ela levantou e estendeu a mão ao homem para cumprimentá-lo, sendo retribuído o mesmo gesto por ele. Em seguida, guiou-o a porta e pediu a James que o acompanhasse a saída do castelo.

Ao entrar em seu carro, deu partida e saiu dos domínios da senhora Bhraranai. Mais a frente, desceu do automóvel e embaixo de uma clareira, fechou os olhos sendo adornado por uma luz branca e cintilante.

- O plano não está saindo como projetado. Ela decidiu ir atrás de provas e isso pode levá-la ao garoto. Senhor, precisa fazer alguma coisa.

SeD

Sentado sobre o colo de Dean, com as pernas para cada lado, Sam o beijava com fervor à medida que suas mãos alisavam os músculos ds costas do primogênito. E este, consumido por seu amor reprimido e o latente desejo de possuí-lo, ergueu-se da cadeira cruzando as pernas do jovem em sua cintura, guiando-o a sua cama de solteiro.

Continua...

Notas finais do capítulo

1- Desculpem-me pela demora na postagem e pelos rewies que ainda não respondi, mas o trabalho tem consumido o meu tempo. O feriado de carnaval vem ai e eu vou me organizar, mas os rewies responderei entre hoje e amanhã, prometo! Espero que não deixem de enviar rewies para esse capítulo por isso.

2 Sexta-feira postarei o capítulo 4 de Almas acorrentadas, ok? Mas não vão se acostumando a rapidez. Beijos!