4 – A força do verdadeiro amor
Beijava-o com ardor enquanto suas mãos passeavam livres pelo corpo jovem e forte dele.
Dean guiara Sam a sua cama e o mantinha em seu domínio. Sabia como tocá-lo, como causar prazer àquele corpo tão desejado, mas a tempos o jovem era relutante em deixá-lo se aproximar e durante sua longa espera, depois da primeira vez, apenas rápidos selinhos ou beijos forçados conseguiu roubar do caçula. Isso até dar a ele o que tanto ansiava: a oportunidade de salvar mais uma vida.
Antes que o caçula se arrependesse, o mais velho adentrou com sua mão dentro da calça dele arrancando um gemido alto e estridente.
- Eu posso parar se você quiser. – Falou com a voz rouca, impondo mais pressão em sua mão.
- Dean!... Ah!
O jovem gemia cada vez mais alto e respirava com dificuldade. Mantinha os olhos fechados, incapaz de abri-los diante das sensações que sentia.
- Diz amor! O que você quer? Hum? – Deslizou seus lábios pelo pescoço dele, ainda mantendo a pressão em seu membro.
- DEAN, EU AMO VOCÊ. EU QUERO VOCÊ! – Gritou de uma vez. Mal conseguindo falar diante da tortura lhe imposta.
Ao ouvir a declaração, o loiro o beijou. Retirou a mão que o massageava, desabotoando lentamente a sua camisa. O jovem por sua vez, completamente entregue, envolveu suas mãos nos curtos cabelos loiros. Ora puxando, ora afagando.
- Você será meu de novo...
Cessou o beijo e sussurrou próximo ao ouvido do moreno, tirando a blusa que acabara de desabotoar. Sugando com avidez o mamilo esquerdo enquanto pressionava o outro com a mão o direita, revezando a ação.
Sam gemia descontrolado. Há anos ninguém o tocava assim. Segurava firme o cabelo do irmão, movimentando para cima o seu quadril, roçando-o contra o membro rijo dele.
Dean ouvia os sons luxuriosos com êxtase e se empenhava no que fazia, mas apenas o peito desnudo do irmão, não era suficiente e enquanto o corpo abaixo do seu se contorcia de prazer, deslizou suas mãos ao sinto dele desafivelando e desabotoando também as calças, sem deixar de mordiscar seus mamilos.
- Por favor! Dean!
- Não seja apressadinho, Sammy! Eu estou apenas começando.
Sam sentia seus mamilos rígidos e doloridos de tanto serem sugados. Sentiu também quando suas calças foram arrancadas com força, junto com sua box e de repente, a pressão exercida em seu peito, cedeu. Abriu os olhos devagar. Queria entender o que estava acontecendo.
Os olhos do Winchester mais velho brilhavam como duas esmeraldas. Ajoelhado sobre a cama, ele observava cada detalhe daquele corpo forte e macio. Traçava mentalmente as diferenças entre o garoto que possuira ainda adolescente e o rapaz robusto que possuiria sete anos depois. Enquanto pensava, seus olhos corriam pelas longas pernas do irmão subindo em direção ao quadril observando o membro ereto, a barriga definida, o peito musculoso cujos mamilos estavam inchados e por último, fitou o seu rosto e percebeu que apesar de crescido, ele ainda era o mesmo menino que protegeria com a própria vida. O menino que ele amava. Sua vida.
Observou nesse mesmo menino, o semblante relaxado e os olhos brilhantes e com toda a sua alma desejou se perder dentro desse brilho, pois sabia que ao lado de seu Sammy, não existiam monstros, bruxas ou demônios. Nenhum mal seria capaz de lhes arrancar a felicidade. Juntos, completavam-se formando uma unidade. Para sempre.
Sam sentia-se indefeso diante do olhar luxurioso do irmão. Aquele olhar transmitia calor, afeto, querer e amor. Ainda tinha medo. Sentia as duras palavras de Jonh latejarem em sua mente, mas não poderia fugir e sinceramente, naquele momento não fugiria. Precisava sentir Dean novamente, mais que cravado em seu corpo, ansiava senti-lo cravado em sua alma.
O mais velho deitou-se lentamente sobre o irmão. Ambos mantinham o contato visual.
Sentiu as mãos do caçula erguer lentamente a sua camisa de malha. Inclinou o corpo para ajudá-lo a retirar. Os olhares não se desgrudavam. Desceu as mãos pelo cós de sua calça e com a ajuda de Dean, ambos a retiraram. Não havia mais a pressa do início. A vontade era latente em seus corpos, mas o amor que sentiam gritava mais forte que o desejo ardente da consumação do ato.
Completamente desnudos, o loiro voltou a beijar o caçula com fervor e apesar de suas ereções se roçarem causando com o atrito ondas quentes de prazer, sentiam uma sensação de paz emanando em torno de suas mentes. Tempo e espaço perderam-se além dos limites daquele quarto quando os irmãos iniciaram o ritual de amor.
- Sem pressa Dean! Por favor! – Sam falou constrangido.
- E eu que pensei que você queria logo que eu desse conta do recado, Sammy. – Brincou deixando o caçula vermelho.
- Dean! – Virou o rosto para o lado visivelmente envergonhado.
- Ei! Estou apenas brincando, amor! Sério! Não entendi o que você quis dizer.
- Bem, é que desde a nossa primeira vez... – Parou de falar quando percebeu o olhar espantado de Dean.
- Sammy! Com nenhum outro cara? Jura? – O irmão confirmou com a cabeça.
- Por que o espanto? Você por caso esteve com outros? – Seu semblante envergonhado deu lugar a um rosto raivoso e cheio de ciúmes.
O loiro quebrou o contato visual com o irmão, abaixou-se mais encostando seus lábios em seu ouvido direito e sussurrou:
- Eu sempre fui somente seu, Sammy. Nunca me permiti estar com outros. Eu sempre quis só você.
Ao ouvir essas palavras, Sam fechou os olhos com força. Sentia os lábios macios que passeavam livres por seu pescoço e um dedo intruso que havia penetrado lentamente a sua entrada.
O jovem apertava os ombros do irmão e um segundo dedo unira-se ao primeiro na tarefa de alargá-lo. Quando sentiu o terceiro dedo unindo-se aos outros dois, gritou, inclinando a cabeça para trás e respirando com dificuldade.
- Calma! Eu não vou machucá-lo, mas é inevitável um pouco de dor no início. – Falou o loiro, próximo ao seu ouvido, depositando em seguida um beijo em sua bochecha.
Passado alguns minutos entre carinhos, carícias e afagos, Dean retirou seus dedos de dentro do irmão, pôs a camisinha em seu membro e então ergueu as pernas dele. Segurando-o pelas coxas e mantendo-as afastadas, penetrou-o lentamente, observando as expressões faciais do caçula que gemia alto e segurava forte na cabeceira da cama.
Quando penetrou todo o seu membro, inclinou-se sobre o moreno, envolveu as longas pernas em sua cintura, entrelaçou seus dedos aos dele mantendo seus braços ao lado de sua cabeça e iniciou estocadas lentas e continuas.
Sam gritava a cada movimento do corpo sob o seu. Seu irmão era forte e seu corpo másculo apesar de menor. O mais velho sabia como tocá-lo. Como enlouquecê-lo.
Os movimentos aceleraram e o calor entre as quatro paredes daquele minúsculo quarto de motel, só incentivava aquele insano amor, consumido pela união entre corpos. Dean observava com luxúria o rosto suado do moreno e ouvia como uma doce melodia, seus gritos e gemidos altos. Possuía-o com força, com desejo, mas acima disso, possuía-o com amor e esse sentimento explodia dentro de si, ele demonstrava-o em gestos a cada estocada incessante.
- Dean, eu não aguento mais! Eu vou...
Antes de completar a frase, o jovem jorrou de seu interior o líquido quente e viscoso. O outro, no entanto, ao sentir o irmão se derramando sob si, também não se aguentou e gozou, desabando sobre ele, mas não permaneceu deitado. Depois de retirar a camisinha, ajoelhou-se ao lado do corpo adormecido e o pegou lentamente nos braços, encostando a cabeça dele em seu ombro. Sam abriu os olhos e sorriu para o irmão envolvendo seus braços em torno do seu pescoço. Fora carregado para o banheiro.
Sentada na varanda de seu palácio, observando o vasto jardim ao redor da piscina, pensava em como seria feliz no dia em que o seu filho compartilhasse desse luxo e esplendor que era a sua vida financeira. Daria-o conforto, uma boa faculdade, mas principalmente, o amor maternal que guardara por tanto tempo e que seria dado ao verdadeiro dono: seu unigênito.
Imaginava como ele era, com quem se parecia ou se passara por privações e quando esse último pensamento lhe vinha, afastava-os porque doía pensar que tinha tudo que o dinheiro podesse comprar e que sabe o seu filho não tivesse o mínimo sequer.
Mas, quando tais pensamentos teimosos assombrava-a, ela lembrava do amor que a vida lhe dera, Joe, o pai de seu filho. Ele era um homem forte e capaz de vencer as piores adversidades. Certamente o filho proveniente desse amor imortal, seria especial e teria qualidades semelhantes ao seu amado e falecido namorado.
Tão aturdida em seus pensamentos, não percebeu quando uma estranha sombra negra, prostou-se atrás de si, desaparecendo quando na varanda, surgiu James, trazendo-lhe notícias de sua repentina viagem a sua terra natal, lugar em que as lembranças a machucava.
- Senhora, seu jatinho particular foi providenciado e a reserva no hotel foi feita.
- Obrigada, James. Pode se retirar.
E como um remédio para a sua tristeza, sorriu diante da notícia motivadora, pensando sonhadoramente:
- Hoje, às duas da manhã, voltarei a Gweedore.
S&D
Com as mãos espalmadas no azulejo, Sam sentia seu corpo pressionado cada vez mais a cada estocada forte que Dean impunha. Gemia, arfava e apertava os olhos e apesar da água gelada do chuveiro escorrer por seu corpo, sentia um forte calor adornando ainda mais aquele momento de nova entrega ao seu amado.
Quando o Winchester mais velho o carregou para o banheiro, intencionada apenas que tomassem banho juntos, mas diante dos beijos e carícias trocadas, o loiro já estava pronto para o sexo. Então, virou seu irmão contra o azulejo frio e sem mesmo recorrer a camisinha ou lubrificante, penetrou-o novamente. O possuindo tão ferozmente quanto há minutos atrás.
Mas, apesar da intensidade das estocadas, dos gritos e gemidos de ambos e do calor emanado dos seus corpos, existia amor no ato. Dean nem de longe machucava o seu caçula, não mesmo. O jovem só estava sentindo todo o prazer do mundo, reprimido por sete anos, motivado pelas palavras de alguém que em vida, nunca soube de verdade o que era amar verdadeiramente alguém.
Passado o momento do "banho", enxugaram-se e deitaram juntos na grande cama de solteiro. Sobre o peito de Dean Sam adormecia profundamente, embalado pelos carinhos em seus cabelos. Juntos, dormiram como a tempos não dormiam.
Não imaginavam os caminhos tortuosos que ainda seguiriam.
No dia seguinte, na Prisão Estadual de Gweedore, Irlanda do Sul.
Dlí agus Cirt dhéanamh, era uma prisão de segurança máxima. Localizada ao sul da Irlanda, os detentos da mais alta periculosidade eram julgados e mandados para lá. Seu regime oscilava em trinta, cinquenta anos ou perpétua.
Enya aguardava ansiosa na sala de espera pelo doutor Maison, sob o olhar atento dos quatro policiais fortemente armados que se encontravam em cada uma das laterais da sala comprida.
De repente, seu olhar o avistou. Doutor Maison tinha pulsos e tornozelos algemados. Dava curtos passos, escoltado por dois policiais altos e armados.
- Temos muito o que conversar doutor Maison!
Foram as palavras dela, diante do olhar assustado do homem quando se aproximou e a reconheceu depois de dez anos preso.
Continua...
Primeiramente, quero pedir desculpas aos leitores, principalmente aos meus leitores fiéis que sempre deixam um comentário em minhas histórias, incentivando-me assim cada vez mais. Não foi possível postar essa fic ontem, nem o capítulo 15 de Sweet August. Mas, prometo que sexta-feira, 18/03, postarei o capítulo 15. Desculpem-me, por favor, pois eu adoro e respeito muito o carinho de vocês.
Respondendo aos rewies:
Casammy: I am a fan of Enya and why she chose to join the plot. Do not take it personally loved. The boys will continue loving each other and together, we fight for what they feel. Hope you keep watching. Kisses.
Malukita: Olá, amiga querida! Calma que a Enya é uma lutadora e todos que lutam por seus sonhos merecem vencer. E sim, Dean é mesmo um maroto. Pegou o Sam quando ele inda tinha quatorze anos. Espero que continue acompanhando. Beijos.
Patrícia Rodrigues: Obrigada por estar acompanhando mais essa. E eu também adoro o Sam ou o Jared frágil e indefeso para serem cuidados pelo Dean ou o Jensen. Obrigada sempre pelo seu apoio. Beijos.
E já sabem: rewies fazem maravilhas a auto-estima de um escritor. Beijos carinhosos.
