Capítulo 9 – Salvando uma vida

O barulho dos gritos da jovem e do morador de rua depois que Lilith saiu de seus corpos, chamou a atenção de alguns dos policiais que faziam a segurança do Universal American Academy.

Sam, ainda estava de joelhos no chão, apoiando Enya em seus braços e pressionando o torniquete improvisado que fizera para impedir que o sangue jorrasse do ferimento dela. Jô, Hellen, Ruffus e bob recolhiam as armas atentos a uma nova aparição do demônio Lilith.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO? - Gritou do início do beco um dos seguranças acompanhado por três policiais.

– Aqui não é seguro ficar, senhores! Voltem... – Ao atravessar a escuridão do lugar pondo-se abaixo do feixe de luz do poste, o homem paralisou diante da cena. Sam, que erguera Enya do chão, segurava-a, inconsciente, em seus braços, enquanto os outros seguravam armas pesadas. Dean ficou atrás de Bob para não ser reconhecido.

– Senhor, nós podemos explicar! Fique calmo! – Falou nervoso o Winchester caçula.

– O que fizeram com a senhora Bhraonáin? Seus covardes!

De repente quatro disparos foram ouvidos e os homens caíram gemendo.

– Vocês ficaram loucos? – O jovem perguntou incrédulo quando viu que os amigos dispararam munição de sal grosso nos policiais e seu irmão não fez nada para impedir.

– Não temos tempo para isso, Sammy!

Dean falou exasperado enquanto junto com Ruffus e Bob dopava os policiais. Hellen fora buscar o Impala estacionado a dois quarteirões em uma rua por trás do Universal American Academy enquanto Jo pegava a limusine estacionada fora dos limites do prédio após a ligação de Hellen para a garota.

Hellen estacionou o Impala em um local não iluminado há quase três metros da entrada do beco enquanto a limusine fora estacionada na saída do local para acomodar os policiais desacordados. Planejavam deixá-los na casa abandonada junto com o verdadeiro Richard Clayderman e os outros seguranças. Assim, ao acordarem, não teriam pistas ou vestígios que os incriminassem. Não poderiam ser denunciados. No entanto, as coisas não aconteceram como esperado e ao colocar o último homem no automóvel, dois policiais com armas em punho que se aproximaram para saber o porquê da demora de seus amigos e viram a cena. Correram para seus postos: um gritava por ajuda e o outro usava um radiocomunicador para pedir reforços.

– PESSOAl, PROBLEMAS! SIGAM O PLANO DE EMERGÊNCIA. – Gritou Bob.

Os Winchesters entraram no Impala com Enya que foi acomodada no banco de trás. Os outros caçadores entraram na limusine. Os irmãos aproveitaram o fato do carro não ter sido visto. Dean engatou a ré para depois pegar a rua por trás avançando na escuridão da noite.

Bob, que assumira a direção da limusine, pegou a rua ao lado sendo seguido por três viaturas da polícia. Ele e os outros despistaram os policiais e seguiriam para a zona rural. Ao acomodarem os policiais na pequena casa fizeram uma ligação anônima para a polícia com um celular roubado indicando onde estariam o músico, seus seguranças e os quatro policiais. Deixaram a limusine no local livre de impressões digitais. Seguiram pela interestadual no carro velho de Bob em direção a Illinois. Encontrariam os winchesters no dia seguinte.

Sam e Dean que seguiram por um caminho contrário também queriam sair o mais rápido possível daquela cidade. O problema era a mulher que necessitava de atendimento urgente. Ela estava ferida e inconsciente. Temiam que o pior acontecesse a ela.

– Dean, por favor! Temos que fazer alguma coisa! Não podemos deixá-la assim. – Sam comentou preocupado. Mantinha-se sentado no banco do carona e segurava o braço esquerdo dela olhando constantemente a pulsação e verificando a temperatura do corpo.

– Calma Sammy! Uma coisa de cada vez.

Tentava passar calma ao caçula. No entanto, ele mesmo estava preocupado com a saúde daquela senhora e o fato de Lilith ainda está por ai.

– Aguente firme senhora! Vamos tirá-la daqui! – Sam falou enquanto a observava.

Estava preocupado. Sentia-se responsável pela mulher. Desde que suas visões começaram, julgava-se no dever de ajudar as pessoas que via em perigo. Porém, com ela era diferente. Não conseguia imaginá-la morta, não podia. E, pela primeira vez temia perder alguém quase o quanto temia perder Dean. Não sabia o porquê.

Finalmente, depois de quase dez quilômetros rodados, Dean parou no estacionamento de um motel de beira de estrada chamado Bulevar. Rapidamente, retirou a parte escura do traje de gala junto com a gravata borboleta, abriu os primeiros botões da camisa branca, dobrou as mangas e despenteou o cabelo.

– Agora sim! Estou puro charme! – Olhou para o caçula e piscou com seu típico sorriso de lado.

– Dean! Por favor! Não é hora para brincadeiras. – Sam o repreendeu. Não estava com ânimo para brincar.

– Vou nos registrar, Sammy! Fique aqui! Quando eu voltar daremos um jeito de levá-la sem que alguém nos veja.

Vendo a preocupação estampada no semblante do irmão, acariciou o rosto dele e o olhando nos olhos completou antes de sair do carro:

– Não se preocupe, meu amor! Ela vai ficar bem. Eu prometo! – Seu tom de voz era puro carinho. Não conseguia ficar muito tempo chateado com Sam.

O caçula inclinou-se e o beijou levemente. Em seguida, Dean retirou-se do carro sob o olhar apaixonado do irmão.

– Você não sabe o quanto te amo, Dean! – Falou ainda observando o mais velho.

Dean abriu o porta-malas do carro e enquanto pegava as armas necessárias, Sam pôs a parte superior de seu terno sobre Enya evitando assim que se alguém os visse reconhecesse a cantora.

Atravessaram a passos rápidos o pequeno pátio antes do acesso ao quarto de número 13.

Rapidamente, ao passarem pela porta e a trancarem, acenderam a luz e puseram Enya na cama. A janela permaneceu fechada para evitar olhares curiosos.

Dean foi ao banheiro molhar a toalha limpa que recebera na recepção enquanto Sam retirou seu casaco do corpo de Enya, abrindo cuidadosamente o torniquete para verificar o machucado. O sangue estancara, mas o longo corte dava sinais de infecção. Ela ardia em febre e balbuciava coisas incompreensíveis. Estava delirando.

– Calma, senhora! Preciso que seja forte!

Dean ajudava o caçula na tarefa de cuidar da moribunda. Passou a toalha encharcada com água limpando o ferimento. Depois, Sam o lavou com álcool. Separou uma agulha descartável e ultrafina, fios de náilon, esparadrapos e gases. Ambos acessórios guardados no kit de primeiros socorros.

– Dean, enquanto eu estiver ponteando o ferimento preciso que você molhe-o a cada dois pontos dados. Tudo bem? – O mais velho assentiu. – E esse lenço é para você embeber em água gelada e fazer compressas. Precisamos Baixar a febre dela. – O mais velho foi a pequena geladeira pegando duas garrafas pequenas de água mineral.

E assim foi feito. Com empenho, o mais novo traçava os pontos com a agulha e fechava lentamente o corte na lateral das costelas da cantora. Ela gemia baixo e suava frio ainda inconsciente.

– Seja forte, Senhora Bhraonáin! – Falou o mais velho que friccionava no rosto de Enya o lenço embebido em água gelada.

"Joe... Meu filho... Não! Não!" – Os irmãos olharam-se confusos.

"Amo vocês... Amo!

– Sammy! Você sabe algo sobre a família dela?

– Que eu saiba ela não é casada e não tem filho!

"Maldita! Maldita"

Sam continuava concentrado em seu trabalho, porém atento ao delírio da mulher. Embora falasse baixo era perceptível as palavras que saiam de sua boca.

– Pronto! Acabei! Dean! O analgésico que está...

"NÃO! – O grito de Enya assustou os irmãos.

– Dean, rápido! O analgésico em minha mochila.

– Acalme-se, senhora Bhraonái! O que a faz sofre tanto? – Sentara ao lado dela na cama friccionando o lenço molhado.

– Vamos Sammy! Eu a seguro enquanto você a faz beber o remédio!

Enya fora medicada. Os irmãos velavam seu descanso, atentos a qualquer sinal de melhora ou não. Passara-se mais de meia hora. A febre e os calafrios só pioravam.

– Meu Deus! Por que ela não melhora? – Sam caminhava de um lado para outro no quarto. Dean sentado na outra cama o observava preocupado.

– Acalme-se Sam. Isso leva tempo!

– Dean! Há meia hora fizemos o curativo e a medicamos! Fizemos o que sempre fazemos quando nos ferimos. POR QUE ELA NÃO MELHORA?

Gritou! Não com o irmão, mas por está desesperado com a situação, por sentir que se ela morresse falhara com uma vida, com aqueles que deviam esperá-la regressar ao lar, mas principalmente, falhara consigo mesmo.

– Vamos ter fé, amor! No momento é só o que podemos fazer.

Sussurrou as palavras de conforto depois que levantou da cama e aproximou-se sorrateiramente do irmão. Ele estava de cabeça baixa e quando viu a atitude do mais velho tentou se esquivar, porém, Dean foi mais rápido.

– Vai ficar tudo bem! Eu vou cuidar de você. Vou cuidar dela, por você. – sussurrava agora com o moreno abraçado pela cintura e com a cabeça encostada em seu ombro. O garoto estava cansado espiritualmente.

– Dean...

– Shhh! Eu te amo! – Apertou-o mais em seus braços.

– Eu também te amo! – Falou próximo ao ouvido do loiro.

"LILITH! NÃO!"

O grito de Enya fez os irmãos se afastarem abruptamente. O moreno foi até ela. Verificou a febre e a pressão arterial.

"Meu Deus" – sussurrou assustado ao verificar a pulsação fraca e a febre a mais de quarenta e dois graus. Seu coração encheu-se de desespero.

– DEAN! ELA VAI MORRER! EU FALHEI DEAN! EU FALHEI. – Olhava nos olhos do mais velho enquanto grossas lágrimas banhavam seu rosto.

Dean que ficara parado no meio do quarto observando a cena sentiu seu peito doer e o "leão" adormecido em si mais uma vez rugiu como sempre rugia quando seu Sammy estava em perigo ou sofria. Observou os belos olhos azuis daquele que amava e vira toda a gama de sofrimento estampada neles.

Seu amor sofrera muito quando soube sobre seus poderes e o fato de ter sangue de demônio correndo em suas veias. E agora, sofreria e se culparia pela morte de alguém que ele lutou para salvar. Sabia o quanto era importante para Sam salvar o máximo de pessoas possíveis como se assim deixasse cada vez mais o lado demoníaco e fosse apenas humano. Mas, esse era o pensamento de Sam, pois para ele, aquele garoto "gigante" e com olhos de filhotinho perdido era o amor que a vida lhe dera em meio a tantas desgraças presenciadas e sofridas. Era o bem mais precioso que lhe fora confiado e se existia um Deus que realmente amava seus filhos, ele o amava imensamente porque lhe deu Sam de presente.

Era Sam que estava sofrendo. Quando isso acontecia, Dean "atirava" na causa do seu sofrimento primeiro. Perguntava depois.

– Não, minha vida! Eu prometi que o ajudaria a salvá-la. É isso que vou fazer.

Andou apressado pelo quarto guardando as poucas coisas retiradas da mochila. O moreno apenas o olhava sem entender.

– O que você está fazendo?

O mais velho não respondeu. Pôs sua mochila nas costas e segurando a de Sam em suas mãos abriu a porta do quarto olhando para os dois lados. O pátio estava silencioso e deserto. Em seguida, falou decidido:

– Sammy, cubra a senhora Bhraonáin! E leve-a para o carro. Eu já sei como vamos ajudá-la.


Respondendo aos rewies:

Casammy - Truth! Their love is beautiful and infinite. Dean always forgives and Sam falls despite sometimes be stubborn. But Sam is very sentimental and sensitive and each day it opens more to the love of his brother.
Kisses, my friend!

Patrícia Rodrigues - Tudo bem, Patty! Infelizmente você não gosta das redes sociais na net e eu respeito. Quanto a Sam e Enya, muitas emoções os aguardam, com o Dean envolvido. kkkkkkk Beijos, amiga!

Elisete - Sim, a coitada da Enya sofreu muito e ainda descubrir que o homem amado morreu desse jeito! Que demônia maldita! E ela realmente foi salva pelos irmãos mais lindos do mundo. Aproxima-se o dia do reencontro entre mãe e filho. Que soem as trombetas! kkkkkkkkkkkkkkk Beijos, querida!


Boa noite!

Aqui está mais um capítulo e sinceramente, espero que gostem e comentem. seus rewies são minha motivação assim como meu carinho pelos Js.

Segunda-feira sairá mais um capítulo de Sweet august.

Um excelente fim de semana!

Beijos a todos!