Capítulo 10 – A vitória sobre a morte
General Hospital of Independence, uma e cinquenta e cinco da manhã.
— Boa noite, doutor Jonh! Tente dormir um pouco. — Falou a enfermeira do plantão.
— Boa noite, Elise! Qualquer coisa ligue para meu celular!
— Sim senhor! Pode deixar.
Ao se despedir da enfermeira responsável pelo plantão daquele dia, o doutor Eithan Jonh Hernant atravessou as grandes portas de vidro da entrada do General Hospital of Independence indo direto ao estacionamento ao lado ainda dentro dos limites cercados do lugar.
Parou ao lado de sua pick-up prata e ao girar a chave e abrir a porta sentiu o cano frio de uma arma em sua nuca. Deixou cair a pasta que segurava e ergueu as mãos lentamente.
— Por favor! Leve o carro e tenho dinheiro no meu bolso. Só não faça nada comigo. Eu tenho família. — Temia deixar desamparado os seus caso algo lhe acontecesse.
— Fique com o seu carro e eu não quero o seu dinheiro. — Dean falou firme. — Apenas, acompanhe-me à parte de trás do hospital. Subiremos pela escada de incêndio direto para a sala de cirurgia.
O homem estava intrigado. Aquele jovem não era um assaltante? O que queria dele? Operar um comparsa ferido? Assaltar o hospital?
— Meu jovem, o que você... — Dean o cortou abruptamente.
— Acho que o senhor quer voltar a ver sua família, não quer? — O homem gelou diante da ameaça naquele tom de voz.
— Tu... Tudo... Bem. Só não me machuque, por favor! — Os dois saíram do estacionamento adentrando a escuridão do lugar.
General Hospital of independence, dez minutos antes.
Ao saírem do motel avançaram a noite escura a procura do hospital mais próximo. Enquanto Dean dirigia, Sam encontrou em suas pesquisas a localização do General Hospital of Independence a dois quilômetros do motel que estavam e a Leste da cidade de Los Angeles.
No entanto, havia um problema: a polícia local dera o aviso em todas as rádios e sistemas de televisão de que a cantora irlandesa Enya Bhraonáin e o Pianista Francês Richard Clayderman tinham sido sequestrados. Suspeitavam que os criminosos pertencessem ao grupo terrorista As farc. O consulado colombiano fora contatado pelos consulados da Irlanda e França. Ambos exigiam o resgate de seus cidadãos.
Sam e Dean estavam preocupados com um incidente internacional. No entanto, isso não tinha muita importância no momento. A vida da cantora era prioridade.
Então, próximos à entrada do hospital, Dean ajudou Sam a entrar no local pelo refeitório depois que o arrombaram, mas foi impedido de adentrar o local junto com o irmão porque um segurança o viu depois que Sam cruzou o corredor do lugar escondendo-se na sala de cirurgia. Dean correu para o refeitório e cruzou rapidamente a porta, escondendo-se no estacionamento. O segurança voltou a trancar a porta e cinco minutos depois, uma viatura com quatro policiais armados, revistaram o estacionamento e depois montaram guarda em frente ao hospital impossibilitando o acesso do loiro ao lugar.
Sala de cirurgia, duas e quinze da manhã.
— Entre! — Dean empurrou o médico para o interior da sala.
— Meu Deus! Essa é... É... — O médico gaguejou assustado quando viu o estado em que Enya se encontrava.
— Essa é a cantora irlandesa Enya Bhraonáin. Quero que você cuide do ferimento dela. Acho que infeccionou. — Enquanto falava, Dean trancava a porta por dentro e puxava as cortinas azul-escuro cobrindo as grandes portas em vidro.
O homem olhava assustado para a mulher inerte sobre a mesa de cirurgia. Ela balbuciava coisas aleatórias e gemia baixo.
— Sã... São sequestradores! Vocês a machucaram! Como puderam?
— Fique calmo, doutor! Não é o que está pensando.
— Covardes! Se... Seus covardes! — Enquanto falava, recuava os passos cada vez mais. Estava em estado de choque.
— Escute aqui, seu doutorzinho de merda! — Dean jogou o homem contra a parede e apontou o revólver para a sua testa. — Não o trouxe aqui para ter chilique como uma perua velha. Trate de fazer o que sabe ou vai ficar pior do que ela.
— Dean! Não o assuste! Ele vai nos ajudar. Não vai, senhor?
O homem, mesmo assustado, virou o rosto lentamente em direção ao garoto. Observou sua fisionomia jovial e seu semblante doce. O que um garoto como ele fazia envolvido com um bandido? Pensava enquanto era empurrado por Dean em direção a Enya.
— E não se esqueça: estou com seu celular e chaves do carro. Cuide dela e eu irei libertá-lo no momento certo. Tente gritar e vai levar chumbo grosso. — Eu fui claro? — Falou um pouco mais alto.
O homem assentiu.
— Tudo bem! Mas, eu preciso de ajuda. Geralmente minhas enfermeiras...
— NÃO! Meu irmão entende de procedimentos cirúrgicos. Ele irá auxiliá-lo enquanto eu o vigio.
— Como queira. Meu jovem está vendo aquela estante próxima à porta?
— Sam confirmou. — Pegue duas batas plásticas, duas toucas e a caixa com luvas descartáveis enquanto eu separo e esterilizo os instrumentos cirúrgicos. Temos muito que fazer se quisermos salvá-la.
Dizendo isso, o doutor Eithan pegou uma seringa descartável e comprimiu contra um vidro com um líquido transparente sugando toda a quantidade de vacina antitetânica.
— O que é isso? — Dean perguntou após se afastar da entrada da sala. Aproximou-se do médico.
— Vacina Antitetânica. O instrumento que a feriu podia estar enferrujado, por isso a causa da infecção. — Comentou continuando o seu trabalho.
— Meu jovem! Como se chama? — Perguntou olhando para Sam que estava ao seu lado.
— Pode me chamar de Sam e aquele é o meu irmão Dean. — Apontou para o mais velho que se afastara novamente para vigiar.
— Eu me chamo Eithan, ok? Vamos trabalhar juntos, então precisamos quebrar a pressão que foi estabelecida quando seu irmão me abordou. Tudo bem? — O garoto concordou com um aceno de cabeça.
— Ótimo! Agora, vamos ter que substituir as roupas dela por algo mais confortável. Vou cobri-la com um lençol esterilizado enquanto você e eu abrimos pequenas fendas no vestido para retirá-lo. Ajude-me aqui!
E assim foi feito. Após retirarem o vestido, vestiram-na com uma bata na altura do joelho com amarras duplas deixando exposta a área do curativo que Sam fizera.
— Você fez isso? — apontou para os pontos na lateral da costela da cantora.
— Sim, doutor! Ela sangrava muito e tive medo de que o sangramento a levasse a morte! — Justificava-se com medo de que tivesse feito algo errado.
Muito bem, Sam! Graças ao seu procedimento ela tem grandes chances de se curar. Embora seja preciso remover o seu curativo devido à infecção. Limparemos novamente o ferimento e após desinfetá-lo, vamos pontear novamente.
— Tudo bem, doutor! Podemos começar? — O doutor confirmou pedindo que ele pegasse o kit médico em uma caixa térmica próxima a mesa de cirurgia.
— E assim fizeram. Doutor Eithan sempre instruindo Sam e buscando conversar informalmente com ele. Perguntava e ouvia atentamente suas perguntas e apesar de conversarem apenas sobre os cuidados relacionados a Enya, o médico tinha em mente conquistar a confiança daqueles dois jovens, pois pelo comportamento de ambos, concluiu que não se tratavam de bandidos. Estavam apenas no local e hora certa quando a cantora fora atacada. Mas, o que fizeram com quem a agrediu? Quem eram os agressores? Continuava a conversar com o garoto e vez ou outra buscava algum diálogo com Dean sendo que com este não havia a menor possibilidade de uma amizade ser estabelecida.
Quase duas horas após Enya ser cuidada, Hernant colheu o sangue da cantora e o examinava avaliando-o completamente em um laboratório dentro da própria sala de cirurgia enquanto Sam e Dean a acomodavam em uma cama de colchão fino, um pouco mais macio que a mesa de cirurgia. Puseram um travesseiro sobre a nuca dela e a cobriram. Esperariam que ela recobrasse os sentidos, o que não demoraria já que a temperatura de seucorpo voltara ao normal e ela dormia tranquilamente sobre o efeito do sedativo aplicado antes do procedimento médico.
O moreno a olhava gentilmente e er observado por Dean que estava ao seu lado. Como sempre.
— Graças a você, ela foi salva e agora está se recuperando. — Falou desviando o olhar para os olhos do mais velho.
— Eu promete para você que a salvaria, não foi? Então? Sam... O que é que eu não faço por você?
O jovem pela primeira vez em uma semana sorriu expondo as lindas covinhas na bochecha que o mais velho tanto amava.
— Ela deve ter pessoas que a esperam, que a amam, que só querem o seu bem, assim como eu tenho você. Eu te amo, Dean winchester! — Estava mais do que feliz porque toda vez que salvava uma vida sentia-se mais humano, principalmente, depois que salvou a vida daquela mulher.
O loiro nada respondeu. Abraçou o caçula pela cintura e o beijou. Lentamente. Gradativamente. Deixava transparecer toda a nuance de emoções que guardava para aquele garoto com olhos pidões e esperava que algum dia pudesse ser feliz tendo ele ao seu lado, em seus braços.
Um grunhido chamou a atenção dos irmãos que quebraram o contato. Enya estava acordando.
Boa noite!
Aqui está mais um capítulo de Almas acorrentadas. Espero que gostem e mandem rewies. Adoooooooooro!
Desculpem-me, mas não será possível postar hoje o segundo e último capítulo de "A vida renasceu". Mas,segunda-feira postarei, combinado? E aqueles que não leram é só procurar em meu perfil. Não esqueçam de comentar, ok?
Sweet August também será postada segunda-feira.
Beijos e um excelente fim de semana.
Respondendo aos rewies:
Patrícia Rodrigues - Tudo bem, Patty! O importante é que apareceu. Ei, o Dean é mesmo um amor! O que ele não faz pelo seu Sammy? Beijos, amiga.
Elisete - Sim! Realmente o capítulo foi pura emoção. Gostou? Acho que os meninos vão salvar a Enya, até porque o Dean não quer seu Sammy sofrendo. Beijos, linda!
Casammy - Hello, friend! Yes, Sammy always sweet and helpless. Dean really does everything for him.
I have not seen the seventh season, but intend to do soon. After all, I love the Winchesters.
Kisses, beautiful!
