Ofereço esse capítulo a Patrícia Rodrigues porque mesmo estando cansada e chegar tarde do trabalho sempre arruma um tempo para ler e comentar minhas fics. Obrigada, Patty! Beijos!


Capítulo 11 — Revelações I

Após a guerra no céu, Lúcifer foi jogado nos confins do inferno para que seu poder de persuasão não interferisse no livre arbítrio dos recém-criados humanos. Miguel, ajudado pela deusa Atena — um dos deuses menores enviados a Terra para cuidar dela — lutaram contra a anarquia estabelecida pelo ex-arcanjo e juntos o trancafiaram no inferno, restabelecendo a ordem por tempo determinado.

Porém, antes de ser aprisionado, Lúcifer conseguiu ludibriar o anjo cuja dádiva divina lhe concedia o poder da cura. Seu nome, Lilith.

No entanto, evitou que ela fosse aprisionada consigo fazendo uso de seu poder de arcanjo, libertando-a antes de ser selado na cela contornada pelo fogo do abismo infernal, fazendo um juramento e com isso levando a vibrar no universo a força de uma profecia.

"Eis que descerá sobre a terra um bebê cujo sangue será maldito pelas mãos do primeiro demônio. Mesmo que ele nasça de uma mulher receptáculo da luz."

Em contrapartida, seu irmão gêmeo, o arcanjo Miguel, no momento em que o outro proferiu as palavras cósmicas, também elevou sua voz ao universo sobrepondo a força da profecia à de seu irmão irmão.

"Haverá redenção para o bebê escolhido, pois como todas as almas criadas pelo Senhor da vida que também serão separadas, ele será metade de sua outra metade perdida e quando ambos se reencontrarem selaram o destino da humanidade. O bem ou o mal triunfarão a partir de suas escolhas."

Assim nasceram as almas gêmeas. Metade de outra metade, separados no momento de seus nascimentos, unidos quando suas almas enxergassem a luz. Então, entre todos os seres mortais ou etéreos, aquele que nascesse sob a proteção da estrela Àtila, disseminadora da proteção divina e Origon, libertadora dos abismos infernais, cumpririam as profecias, mas o resultado final como profetizado, dependeria de suas escolhas.

02 de maio de 1982

— E então? Como está minha esposa? Meu filho nasceu? Posso vê-los? Vamos doutor, responda! — Jonh winchester atropelava as perguntas, visivelmente ansioso.

— Senhor winchester, eu sinto muito, mas...

— Mas o quê? Fale doutor Aniston! Aconteceu alguma coisa?

Desesperou-se. Há mais de duas horas Mary Winchester entrara em trabalho de parto, mas o bebê insistia em não vir ao mundo preocupando o homem e o garotinho loiro que também se encontrava na sala de espera ao lado do amigo e colega de trabalho do pai; o senhor Bob Singer.

— Por favor, acalme-se. Pelo seu filho.

Olhou para trás encontrando o rosto contente do garotinho loirinho e inquieto, sentado no colo de seu amigo, brincando com um carrinho que ganhara de presente há quase quatro meses, quando completou quatro anos. Voltou a atenção para o médico sussurrando as palavras:

— O que aconteceu?

— A sua esposa passa bem e está dormindo sob efeito de um calmante. Ela fez muito esforço para que o bebê viesse ao mundo.

— Graças a Deus! — Suspirou um pouco mais aliviado. — E quanto ao nosso filho, doutor? Nasceu doente? É algo grave?

— Eu sinto muito senhor winchester! Infelizmente o seu filho nasceu sem vida.

— O QUÊ? COMO ASSIM SEM VIDA? — Gritou assustando Bob e despertando curiosidade no pequeno Dean.

— Senhor winchester! Pense no seu outro filho!

— Papai! Tudo bem com o meu irmãozinho?

O pequeno pulou do colo que o retinha, Bob não conseguiu segurá-lo. Correu em direção ao pai segurando em sua calça pouco depois das palavras repreensivas do doutor Aniston.

— Querido! Fique com o tio Bob, ok? O papai vai buscar seu irmãozinho para que você possa vê-lo.

— Deixe-me ir com o senhor! Por favor! — Insistia segurando as pernas do pai.

Bob abaixou-se. Conversava sorridente com Dean.

— Ei, campeão! Acho que seu irmãozinho vai ficar assustado em ver tanta gente no quarto. Você quer vê-lo chorar?

O garotinho olhou para aquele que chamava de tio e balançou a cabeça negando.

— Então venha comigo e deixe seu pai ver se ele está calminho. Depois todos nós o veremos e como prêmio, levarei você para tomar aquele Sundae de chocolate que tanto gosta. O que me diz?

A criança sorriu e voltou correndo para o mais velho que sabia exatamente o que estava acontecendo, pois ao ouvir os gritos do amigo deduziu que algo ruim acontecera ao caçula winchester.

— Acompanhe-me, senhor Winchester. Eu mostrarei o seu filho morto.

Após afastar-se do amigo e do filho, permitiu que as lágrimas jorrassem de seus olhos. Chorava copiosamente. Pensava em Mary e no quanto ela queria essa criança. Ele estava feliz ao lado dela e do seu pequeno loirinho mais Mary insistira que Dean precisava de alguém para cuidar, para dedicar seu tempo e não crescer mimado. E agora? Como seria quando ela acordasse e recebesse a notícia de que o caçula deles nasceu sem vida?

— Aqui está, senhor! Seu filho.

— Ao descobrir o pequeno corpo no necrotério do hospital, Jonh reconheceu a semelhança do bebê com o seu Dean. A pele branquinha com bochechas rosadas, os pequeninos lábios delineados e um pequeno amontoado de cabelos em uma cabecinha pequenina. Nossa! Como doía!

— Nem tudo está perdido, Jonh winchester. Sua esposa e filho ainda podem sorrir com a alegria de receberem um lindo bebezinho.

Sua cabeça, antes baixa para observar o filho morto, voltou-se para o médico que de repente falou com uma voz diferente, de tom maligno, assustador.

Sobressaltou-se ao ver o branco reluzente de seus olhos e a risada desdenhosa quando o olhou.

— Um demônio!

Como era caçador, retirou rapidamente um vidro com água benta e jogou no ser. No entanto, nada aconteceu.

— Não me faça rir, Jonh! Acha mesmo que isso vai me deter? Sério? Não me confunda com os demônios de terceira que você matou que por sinal trabalhavam para mim. — O ser não recuou. Não se intimidara com o caçador a sua frente.

— Quem é você e o que quer demônio maldito?

— Acalme-se, senhor caçador! Cuidado com a pressão! Quero apenas lhe dá uma pequena lembrancinha.

— MEU FILHO ESTÁ MORTO, DESGRAÇADO! E VOCÊ DESDENHA DISSO?

Pouco se importava com o grau de evolução maléfica do demônio a sua frente. O filho que a família Winchester tanto esperava estava morto e isso com certeza abalaria profundamente sua mulher e seu filho.

— Claro que não, Jonh! Posso ser um demônio, mas isso não quer dizer que não posso conceder desejos.

Estalou os dedos e de repente a porta de madeira aos fundos da sala do necrotério abriu passando por ela uma enfermeira alta, de pele branca e cabelos escuros. Caminhando em direção a eles trazendo um bebê em seu colo e ao se aproximar, Jonh viu o vermelho puro dos seus olhos.

— Vocês por um acaso tomaram esse hospital? Possuíram todas as pessoas?

O demônio no corpo do doutor riu com gosto antes de responder a pergunta do homem.

— Apenas a recepcionista, a senhorita Isis aqui e o doutor Aniston. Viemos especialmente para diminuir seu sofrimento, sabia?

Aproximou-se mais da enfermeira e levantou o paninho fino que cobria o ser nos braços dela. Era outro bebezinho e ele estava vivo.

— Meu Deus! Como ele é lindo! — Jonh olhava radiante para o pequeno ser adormecido.

— Deus? Ha, Ha, Ha. Não me faça rir, Jonh winchester! O que o seu Deus fez por você e sua família? Tirou a vida do seu caçula antes mesmo que ele viesse ao mundo?

Jonh cessou o riso e olhou mais uma vez para o corpo descoberto do seu caçula. E, naquele momento de luto e dor, as palavras de um demônio nunca lhe pareceram tão verdadeiras.

— Suponho que você queira fazer um pacto comigo. Então me dará essa criança, eu a entrego a minha esposa e filho e todos viverão felizes até o dia de você vir buscar minha alma, ou seja, daqui a dez anos.

— Não quero a sua alma ou de qualquer um da sua família. Mas, você tem razão em uma coisa: daqui a dez anos eu retornarei a sua casa, mas quero apenas uma coisinha. Nada demais.

— Jonh o olhou desconfiado, afinal, demônios não são bons e muito menos fazem caridade. Encarava-o, enquanto pensava em uma maneira de fugir levando consigo aquele inocente nos braços da enfermeira-demônio.

— Não gaste seus pensamentos tentando me deter, Jonh. Qual o problema? Vai me dizer que não se encantou por essa criança?

Olhou novamente para o bebê adormecido. Nossa! Era mesmo um anjinho. Tinha a pele macia, levemente morena, a pequena cabecinha contornada por fios ralos e escuros. Os lábios rosados, definidos e pequeninos pontuando o rosto cujas faces se destacavam em um vermelho natural.

— Sabia que os olhos dele são azul-esverdeado?

O homem acordou de sua contemplação e olhou novamente para o demônio.

— Vamos Jonh! Sei que você o quer! Ele é tão lindo! Tão fofinho! E está indefeso, completamente sozinho no mundo. Caso o recuse terei que deixá-lo na porta de um orfanato.

— Não! Por favor!

— Então, pegue-o! Fique com ele e faça feliz a sua família. Qual é o problema, senhor caçador! Vai deixá-lo desamparado por não ter seu sangue?

Não tinha mais o que pensar. Afinal, também queria aquele bebê. Cuidaria secretamente para que seu filho sanguíneo fosse devidamente sepultado e visitá-lo-ia sempre que possível em sua nova morada. Mas, cuidaria daquele a quem julgava órfão, até que toda a família estivesse preparada para saber a verdade.

— E então, Jonh Winchester! Qual vai ser sua resposta?


Boa noite!

Espero que o feriado de vocês tenha sido bem descansado. Eu o adorei.
Bem, aqui está mais um capítulo de Almas acorrentadas. Espero que gostem de Revelações I. Ela explica o que aconteceu até chegar no segredo que Sam guarda. Então, o próximo será revelações II e depois voltarmos ao encontro entre Sam e Enya no hospital. Acreditem! É preciso que seja assim para que entendem melhor no decorrer dos fatos.
Hoje a noite vou responder aos seus rewies, ok? Espero que não deixem de comentar por isso. Seus rewies são muito importantes.
Beijos e uma ótima noite.


Respondendo aos rewies:

Patrícia Rodrigues - É verdade! Embora Dean não seja um bandido ele faz qualquer coisa pelo seu Sammy. afinal, ele o ama. quanto a enya, calma! Vai ter muitos momentos entre os irmãos. Beijos!

Casammy - Hello, friend! How are you?
yes! Dean does everything for this kid! He loves you and that love is unconditional. Your Sammy is a priority and always will be. I love these two together. Not given to understand, right? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Kisses, my pretty!