Capítulo 16 - Revelações ll
Enya perdera a fala. Olhava atônita para James ainda assimilando a informação, imaginando se seria mesmo possível que esses vinte e dois anos de espera tinham enfim terminado.
Sam, Dean e o mordomo, observavam preocupados o semblante da mulher. Ela estava ficando cada vez mais pálida e simplesmente não manifestava nenhuma emoção.
— Enya? Está tudo bem? — A voz de Sam soava preocupada.
— Enya! FALE ALGUMA COISA! — A impaciência de Dean se fez presente em sua pergunta rude.
A cantora pendeu para trás sendo segurada pelo mordomo. Os Winchesters não esperaram a ajuda dos seguranças que vinham em direção a ambos. Dean a tomou nos braços enquanto Sam abriu passagem para levar a mulher para dentro de casa. James os seguiu dando ordens a uma das criadas que providenciasse um chá e chamasse um médico. Ela foi levada para seu quarto.
— Rapazes! Obrigado por sua ajuda. Creio que não sejam mais necessários...
— Uma ova com sua conversa de necessidade. Meu irmão e eu só vamos sair daqui quando o médico a examinar. Antes disso quero só ver alguém tentar. — Bradou o mais velho, mostrando a arma automática que guardava em sua jaqueta.
— Não precisamos chegar a isso, meu jovem. Tudo bem! Podem ficar. Apenas falei isso porque a senhora no momento não está em condições de falar com ninguém.
Enya estava sem sentidos e ainda pálida, acomodada em sua cama king size.
— Senhor, prometemos não incomodar, mas nós cuidamos dela durante esses dois dias. É o mínimo que podemos fazer. Ter certeza de que ela vai ficar bem. — O caçula winchester tentava apaziguar a situação.
— Como queiram. Já que vão ficar, sugiro que a deixemos descansar até a chegada do médico. Eva vai cuidar dela.
Dizendo isso, saíram os três homens do quarto, enquanto a empregada entrava com uma xícara de chá de camomila em uma bandeja.
"Preciso afastá-los daqui. Nenhum dos três deve descobrir a verdade".
Eram os pensamentos de James, enquanto guiava os rapazes escadaria abaixo, rumo a sala de estar. Ele nem sequer imaginava que o caçula estava a um passo de descobrir sua verdadeira identidade.
Meia hora depois.
Enya foi medicada por um médico clínico-geral. Tomou um calmante leve, mas que não lhe dava sono. Era apenas um composto para lhe acalmar os nervos.
Sam, Dean e James conversavam enquanto esperavam pela recuperação da mulher e a chegada do detetive Fargor. No entanto, o que os rapazes não sabiam era que o detetive nunca chegaria com o suposto filho perdido da cantora, enquanto estivessem ao lado dela.
— Ela precisa descansar. — O doutor descia as escadas, fazendo-se ouvir em um tom calmo, mas incisivo.
— Como ela está?
Perguntaram Sam e Dean em uníssono.
— Está acordada, mas demonstra sinais visíveis de esgotamento nervoso. Apliquei-lhe um calmante para aliviar os nervos, mas que não lhe dê sono. Não é o mais recomendável, porém, ela insistiu muito. Disse que tinha assuntos a resolver e que dormir só os atrasaria. Achei melhor fazer sua vontade, mas vocês estão avisados. A senhora precisa descansar.
James agradeceu ao doutor, repassando em seguida o cheque pela consulta. Acompanhou-o até a saída deixando Sam e Dean à sós.
"Então, eu não sou filho dela? Será que o que John me disse quando eu tinha quinze anos, não era verdade? Afinal, demônios mentem! Mas, porque eu estou com essa sensação de que o assunto não está resolvido? E aquela visão que eu tive? Não! algo não se encaixa".
— Terra para Sammy! — O garoto olhou para o irmão.
— Cara, em que estava pensando? Eu falei com você três vezes e você só ficava ai, parado, com cara de tacho, olhando para lugar nenhum.
— Desculpe-me Dean! Só estou pensando se essa história realmente terminou.
— Ô meu irmão! Você não viu o mordomo dizer que o detetive encontrou o filho da ricaça? E que o está trazendo? Sammy... O que temos que fazer agora é caçar o demônio que a quer morta, ou seja, o mesmo que quer Lúcifer fora da jaula. E de quebra não precisaremos matar o filho dela. Em seguida, seguiremos nosso rumo.
— Eu sei! É só que...
— É só que você se preocupa demais, irmãozinho! É só mais um caso quase encerrado, mais um, em nossa lista de uma vida maluca. Vamos! Vai ficar tudo bem!
O jovem o olhou e sorriu sem graça. Sentia algo o incomodando, mas no momento não diria ao irmão. Esperaria o resultado do DNA para falar com Dean e quando isso acontecesse, não só falaria sobre suas suspeitas, contaria tudo. Tudo o que escondera do loiro durante esses sete anos.
— Bem, rapazes, vocês ouviram o doutor. A senhora Bhraonáinprecisa descansar. Precisa está disposta e renovada para quando o detetive trouxer o seu filho.
— James, eles vem ainda hoje? — Dean, achou algo diferente no mordomo. Seu tom de voz sugeria que eles não estivessem no palácio no momento do reencontro entre mãe e filho. Talvez fosse impressão. Pensava.
— Se não houver atraso no voo, o detetive Fargor acompanhado pelo jovem, chegarão amanhã, mais ou menos às oito horas. Isso deve ser tempo suficiente para a minha senhora descansar. Não acham?
— Sim! Claro, mas nós não podíamos... — O mordomo não deixou Sam concluir seu pensamento.
— Rapazes! Vocês já fizeram muito! Trouxeram-na para casa. Sem falar que cuidaram dela durante esses dois dias. Serão recompensados. E para começar, marcarei uma entrevista coletiva para que a senhora Bhraonáinpossa mostrar aos fãs que está bem e que vocês dois não a sequestraram. Pelo contrário: salvaram-na de um sequestro. O que acham? Sem falar que certamente receberão um cheque com uma generosa quantia.
— Dispensamos o dinheiro, mas agradecemos se puder nos livrar da acusação de sequestradores. Obrigado e passar bem!
Sam falou ríspido, caminhando em direção à porta, dispensando a ajuda do mordomo que fez sinal de que o acompanharia. Estava irritado pelo homem ter mencionado dinheiro. A vida de alguém valia muito mais do que bens materiais.
— Desculpe o meu irmão. Ele é meio temperamental.
Dean falou sem graça quando o caçula atravessou a grande porta do palácio e a bateu com força. Depois, atravessou sozinho o grande salão e ao também cruzar a saída, encontrou o garoto com os braços cruzados, cabeça baixa e o rosto emburrado.
— O que Deu em você, Sammy! — O moreno não respondeu.
— Cara, o que foi que eu fiz?
Sam o olhou mais calmo, suspirando longamente antes de falar:
— Perdoe-me! Você não fez nada! É que aquele cara oferecer dinheiro por termos salvo uma vida... Achei grotesco da parte dele. Sem falar que deselegante e uma atitude anti-cavalheiresca.
Dean sorriu orgulhoso. Adorava o jeito sério e intelectual daquele garoto falar. Sempre certinho. Sempre estudioso.
— Adoro quando você fala assim! Esse seu ar de sabe-tudo. Suas palavras medidas e bem trabalhadas.
— Dean!
Falou sem graça devido ao brilho que via no olhar do mais velho enquanto ele lhe falava aquelas coisas.
— O que foi Sammy! Adoro tudo em você. Eu amo você!
Sussurrou antes de se aproximar mais do caçula e lhe selar os lábios com um beijo delicado e apaixonado.
— Eu também te amo!
Respondeu o jovem quando cessaram o beijo.
Dean deu partida no Impala e saiu prometendo a Sam que pesquisariam sobre o demônio Lilith e a matariam para que a senhora Bhraonáin ficasse em paz com seu filho. Afinal, sem demônio maior, não haveria probabilidade nenhuma de Lúcifer ser liberto da cela. Mas, Dean Winchester não podia está mais enganado.
"O destino de vocês está selado, rapazes. No entanto, qual será o destino que darão ao mundo?"
James, de uma das janelas superior do palácio, observava os Winchesters desde que cruzaram a porta principal.
Motel Vinneto, Killiney, Irlanda do Sul.
Dean queria ter saído daquele país. Por Deus! O que seu Sammy tinha na cabeça? Deviam ter pego um voo de volta aos Estados Unidos ou mesmo está no aeroporto aguardando o mais próximo, mas seu irmão insistira em ficar mais um pouco, pois caso algo desse errado com Enya, eles estariam próximos para ajudá-la.
Não entendia o que se passava com o irmão. No entanto, respeitava, pois acreditava que ele teve algum pressentimento. Mesmo tendo lhe omitido isso.
Foi assim em Lawrence, Cansas, quando ele viu uma mulher sendo atacada por um porteigist. Talvez fosse novamente o caso. E quem sabe, a cantora não corria perigo. Mas, o que o Winchester mais velho não sabia, era que o irmão prenderia a ambos naquele país até que o exame de DNA estivesse pronto. Até que ficasse provado que ele não era filho de Enya. Então, o garoto contaria a Dean sobre o que John Winchester lhe falou há sete anos e mesmo sendo irmãos, ficaria ao lado de Dean e o amaria como ambos sonhavam, se assim ele permitisse.
Não seria assim tão fácil como o jovem planejava. Nada nunca foi fácil para os Winchesters.
Agora, despido de suas roupas e sob o calor revigorante da água quente do chuveiro de mais um motel barato, Sam fechava os olhos e imaginava passo a passo da conversa que teria com Dean. Sabia que ele ficaria chateado, mas depois de tudo esclarecido, as coisas tomariam um rumo diferente entre eles: assumiriam seus sentimentos. Primeiramente para eles mesmos, depois para seus amigos. Continuariam caçando, mas com um detalhe que faria toda a diferença: teriam um ao outro não só como irmãos, mas também como amantes.
Seus devaneios foram cortados quando sentiu dois pares de mãos o segurar firme pela cintura ao mesmo tempo em que um corpo forte, cujo membro desperto, colava-se em suas nádegas, deslizando pele com pele no embalo da água que jorrava em abundância.
— De-Dean! O que você está fazendo? — Gaguejou sentindo o irmão lhe apertar mais contra o corpo dele.
— Por enquanto Sammy, nada demais, mas quero fazer muito se assim você permitir. — Sussurrou.
— Deannn! Não faz assim! — Esperava que o mais velho tivesse mais um pouco de paciência.
— Não fazer? O que, Sammy? Isso?
Deslizou com precisão seu membro já totalmente desperto entre o vão das nádegas do irmão, deliciando-se com os gemidos que ouvia dos lábios dele.
— Sammy... Eu te amo!
Continuava com sua torturante e deliciosa tarefa de provoca-lo.
— Deaaaan, nós não...
— Shhh! Diga só que me quer! Eu não vou forçá-lo. Jamais o machucaria, Sammy! Eu te amo tanto, tanto...
Seus lábios carnudos escorregaram pelo pescoço do moreno, indo e vindo com beijos suaves e leves chupões.
— Fique comigo, Dean! Aconteça o que acontecer, fique comigo!
— Eu sempre vou está com você, meu amor!
Calmamente, Dean o virou de frente para si e ao agarrar-lhe pela cintura, segurou-lhe pelas nádegas e o ergueu. Sam entendeu o gesto e circulou suas longas pernas na cintura dele que habilmente desligou o chuveiro para então encostar o moreno contra a parede onde antes jorrava a água. Atacou-lhe o pescoço com leves sucções enquanto o prensava fazendo-o sentir o quão duro estava.
— Dean! Dean! Ah!
Gemia alto, sentindo arrepios lhe percorrer a pele. A sensação do corpo amado contra o seu era acolhedora, reconfortante.
— Você é só meu, Sammy! Apenas meu!
Sussurrava possessivo ao mesmo tempo em que suas mãos deslizavam pelas costas e nádegas do garoto sentindo a maciez da pele levemente morena.
— Apenas seu, meu Dean!
Sua cabeça pendia para trás dando espaço para o mais velho explorar seu pescoço. Sam era beijado, mordiscado e chupado com gosto. Sentia-se completamente indefeso, à mercê do irmão. Dean Winchester era um homem fogoso e as poucas vezes que foram para cama ele fizera "horrores" com seu corpo. Ah! Amava esse loiro!
— Tanto tempo sem te ter! Tanta vontade eu senti de ter você assim, como hoje!
Continuava com sua dança erótica ouvindo o moreno gemer cada vez mais alto, abrindo ainda mais espaço para que explorasse seu corpo. E ele exploraria. Dean não era homem de trabalhos inacabados, principalmente quando isso dizia respeito ao amor de sua vida, seu amante, seu tudo, seu Sammy!
Devagar, retirou-se da área do chuveiro levando o garoto consigo, ainda com as pernas dele em volta de sua cintura. Caminhou até a bancada em mármore daquele banheiro que diferente dos banheiros nos Estados Unidos, era espaçoso e largo.
"Perfeito"!
Pensou com um sorriso sedutor ao sentar seu amado sobre ela e deitá-lo, retirando as pernas dele de sua cintura e as apoiando em seus ombros. Olhou mais uma vez para ele. Queria a plena permissão de que podia amá-lo sem restrições como a primeira vez que fizeram amor.
— Minha alma e meu corpo são seus, Dean! Tome-o mais uma vez, possua-me como mais ninguém fez.
Gruniu possessivo ao ouvir isso. Amava, amava demais aquele deitado a sua frente e como sempre, vê-lo tão entregue e vulnerável, despertava ainda mais o macho-alfa existente dentro de si. Sempre foi dominador, mas a maneira que dominava o garoto amado, sempre foi buscando em primeiro lugar o bem estar dele, depois buscava o seu.
Abriu a pequena porta do armário acima deles, retirando de lá o lubrificante, guardado propositalmente. Tinha calculado seduzir o amado, estivesse onde estivessem. Só não imaginava que seria em outro país, distante da Terra natal de ambos.
— Vou compensá-lo por tê-lo assustado ontem. Eu jamais o machucaria Sammy!— Sussurrou-lhe ao pé do ouvido.
— Dean!
Foi a única resposta do caçula, já de olhos fechados e ofegante, aguardando o que viria.
Depois de lambuzar seus dedos, o loiro inseriu o primeiro indo e vindo devagar, vencendo a rigidez do pequeno orifício que almejava se encaixar.
— Ah! Dean! Ah!— Gemia e se contorcia devido ao desconforto.
— Calma!
— AH!
Gritou quando sentiu três dedos lhe invadir e mesmo aos poucos era uma sensação dolorida.
Dean se esforçava para ser gentil, mas não aguentando a pressão pulou a parte dos dois dedos e invadiu o caçula com três. Anos de desejo reprimido em ter o corpo do moreno, motivavam-lhe a agir afoito.
— Desculpa, Sammy! Já vai passar.
Inclinou-se sobre ele e o beijou ao mesmo tempo que seus dedos continuavam indo e vindo na entrada dele.
— Está pronto para mim?
Perguntou-lhe novamente ao ouvido quando cessaram os beijos.
— A partir de hoje e para sempre, se assim você quiser.
A resposta pegou o mais velho de surpresa. Isso queria dizer que acabou a resistência? E o medo que o garoto tanto sentia? Será que era porque eram irmãos e ele tinha medo de repressão? Não sabia ainda, mas fosse o que fosse no momento certo saberia. Não se preocuparia com isso porque tudo o que queria era possuir aquele corpo forte e moreno cujas pernas abertas em seu ombro, expunha a intimidade daquele que um dia virgem, permitiu que apenas ele o desvirginasse e o possuísse apesar dos anos depois de reclusão.
Pegou a camisinha sobre o balcão e a abriu apressadamente, vestindo-a com a mesma pressa em seu membro. Temia que seu Sammy se arrependesse. Era bom demais para ser verdade finalmente saber que o garoto deixara suas neuras de lado.
Iniciou lentamente a penetração ao mesmo tempo em que o segurou pelas coxas, inclinando seus joelhos para frente, expondo ainda mais sua entrada.
— AH! AH!
Sam gritava e se retorcia. Apesar da lentidão com que era penetrado, a dor era presente.
— Calma, meu amor! Vai ficar gostoso daqui a pouco!
Continuava a penetrá-lo, vez ou outra parando para acalmá-lo com beijos e declarações apaixonadas.
— DEAN! DEAN!
Jogava a cabeça para trás e tentava fincar as unhas no balcão em mármore.
— Eu te amo, Sam! Eu te amo!
— Eu... AH! AH! — Tentou falar, mas não conseguiu.
— Shhh! Calma!
— TAMBÉM TE AMO! AH!
Disse num só fôlego, soltando a respiração e parando de se contorcer quando finalmente o mais velho estava todo dentro de si. Dean sempre fora cuidadoso quando o amava, mas o fato de seu irmão ser "enorme" só aumentava o desconforto da penetração.
— Olha para mim, menino lindo! Olha para mim!
Pediu, encarando um Sam de olhos fechados, respiração ofegante e rosto voltado para o lado. Mesmo assim, com muito esforço, o caçula fez o que lhe foi pedido e ao encarar o mar verde dos olhos do mais velho, agradeceu aos céus por finalmente está livre do medo que o impedia de abraçar esse amor com unhas e dentes.
— Vamos ficar juntos para sempre!
Ao ouvir isso Dean winchester o segurou da mesma maneira que fizera na penetração e o estocou lentamente.
— AH!
Sam gritou, jogando a cabeça para trás e voltando a arranhar o balcão.
— Sammy!
Não se aguentou. Ia e vinha com gosto no caçula fazendo o garoto gemer e gritar com seu prazer insano e apaixonado.
— Dean!
Gemia e arfava, alternando com seus gritos desesperados cada vez que o irmão atingia sua próstata.
— Por favor! Dean! Ah!
Sentia a pressão do corpo do loiro. Era amado com luxúria e desejo.
— Vou descontar esses anos de reclusão, todo esse tempo em que reprimi a vontade de te ter, todo esse tempo em que eu procurava mulheres parajogarr nelas minha frustação por não te ter.
Não o estava violentando, tão pouco machucando, mas a maneira como fazia o caçula ficar imóvel, totalmente exposto a sua vontade, causava nele um prazer desesperado. Era como se estivesse imobilizado naquela bancada.
— DEAN! DEAN! DEAN!
— Pode gritar, Sammy!
Ainda bem que estavam em um motel. Os sons que saiam dos lábios do moreno misturados aos gemidos de Dean certamente fariam as pessoas ficarem em alerta se estivessem em outro lugar. Apesar de estarem se amando.
Quase meia hora depois, as forças se esvaiam do corpo do caçula winchester. De olhos fechados, respirando com dificuldade e apenas gemendo devido a dor que sentia em sua garganta, Sam buscava forças para continuar olhando o amado nos olhos, mas estava difícil. Dean havia retardado o gozo de ambos e parecia que não gozaria tão cedo. E ao contrário dele, o moreno estava esgotado.
— Vem, amor! Vamos gozar juntos!
Diminuiu o ritmo das estocadas e pôs-se a estimular com uma de suas mãos o membro dele.
— AH!
Gozaram juntos, ambos gemendo e mergulhando no alívio expelido pelo ápice.
Quando o caçula abriu os olhos, estava deitado na cama e vestido com roupas limpas e leves. Dean estava ao seu lado, apoiando a cabeça em seu braço esquerdo, observando-o dormir.
— Dean! — Olhou confuso para o irmão e para o quarto. — O quê aconteceu? Como vim parar na cama? — Lembrava-se de terrem feito amor, um selvagem amor no banheiro do motel e de repente acordou deitado com o irmão ao seu lado.
O loiro sorriu antes de responder-lhe com luxúria, ainda encarando o garoto.
— Depois do nosso maravilhoso sexo selvagem você adormeceu em meus braços. Então, eu o banhei e o vesti com algo mais confortável e depois de fazer o mesmo comigo, deitei nessa mesma cama, abraçado a você. A quase uma hora estou acordado, observando-o dormir.
— Quanto tempo eu dormi?
— Bem, são quatro da manhã, então...
— O QUÊ? EU DORMI POR MAIS DE DOZE HORAS?
Falou alto. Não estava irritado, mas assustado. Não imaginava que estava tão cansado.
— Calma Sammy. Nós estávamos precisando desse descanso. Afinal, depois do que passamos nesses últimos dias...
— Mas, Dean! Eu não podia dormir tanto assim! Eu estava esperando uma ligação e...
— LIGAÇÃO DE QUEM, SAMMY?
A voz autoritária e ciumenta de Dean se fez presente. O caçula sorriu com o gesto do irmão, beijando-lhe os lábios antes de falar:
— Ninguém em especial, seu bobo! Pare de neura! Você é o único ocupante do meu coração. Eu te amo!
Confiante, o Winchester mais velho sorriu diante do que ouviu. Deitou novamente sobre a cama macia, trazendo o moreno sobre o seu corpo e o abraçando. Iniciou um carinho lento e contínuo em seus cabelos escuros.
— Eu te amo, meu irmãozinho! E sempre vou te amar!
Sam suspirou e abraçou ainda mais o homem sob seu corpo, deixando sua cabeça repousar no peito dele.
— Eu também te amo, Dean e te amaria ainda mais se você arrumasse algo para comermos. Estou faminto!
Dean gargalhou diante do que ouviu, mas sabia que era verdade. Ambos não comiam desde o voo que pegaram ontem ainda cedo.
— Por sorte, antes de deitar com você, comprei dois hambúrgueres em uma lanchonete ao lado do motel. Dê-me apenas cinco minutos. Tem uma máquina de refrigerantes perto do estacionamento. Vou lá buscar um para você e outro para mim.
O jovem olhou para o irmão e sorriu todo covinhas antes dele levantar e pegar sua carteira para ir buscar as bebidas.
Então, quando a porta do quarto se fechou, Sam buscou seu celular esquecido na mochila. Olhou o visor.
"Cinco chamadas do doutor John? Mas, eu não me lembro de ter dado meu número! Lembro-me que peguei o dele".
Além das chamadas, havia também uma mensagem de voz na caixa postal. Ativou-a.
"Oá, jovem Winchester. Sou o doutor Eithan Jonh Hernant, do General Hospital of Independence. Consegui seu número com a ajuda de um raque amigo meu. Não se preocupe. É alguém de minha inteira confiança. Ligue-me quando ouvir essa mensagem! Preciso falar com você. É sobre sua mãe. Isso mesmo! Eithne Patricia Ní Bhraonáin é sua mãe biológica. Os exames apontaram 99,99% de compatibilidade entre seu sangue e o dela. Parabéns para você e seu irmão".
Assustado, Sam deixou o telefone cair sobre a cama. Sua cabeça era um turbilhão de pensamentos.
— Meu Deus! Então era tudo verdade o que o John disse! Como vou explicar ao Dean?
Continua...
Boa noite, pessoal!
Um excelente feriado de carnaval para todos. E para aqueles que como eu, não gostam da folia, mas aproveita o feriado escrevendo, lendo e descansando, muita inspiração!
Aqui está mais um capítulo de Almas acorrentadas. Sexta-feira postarei o capítulo 17 e nessa quarta mais um capítulo de Sweet August.
aguardo os seus rewies. E, só lembrando, hoje a noite responderei aos rewies de Máscaras do ciúmes capítulo 8 e Almas acorrentadas capítulo 15 dos leitores logados, ok?
Aguardo novamente seus rewies nesse novo capítulo.
Beijos e uma excelente noite a todos!
Repondendo os rewies:
Patrícia Rodrigues - Mandei uma MP para você Patty e além de agradecer a sua sinceridade, sua opinião me ajudou com o enredo na nova fic que vou lançar dia 01 de março para Vitória Winchester. Beijos, linda!
Elisete - Fico feliz por você ter conhecido a Enya por meu intermédio. Ela é uma cantora maravilhosa e com certeza canta com a alma. Quanto a fic, como será que o Dean irá reagir? E o Sam? Bem, uma coisa é certa, o amor dos irmãos é capaz de superar qualquer coisa. Beijos, querida!
Pérola - sim! O Sammy é nosso eterno bebê. Aquela carinha dele da primeira temporada é algo épico. Nunca deve ser esquecido. ele sempre vai ser meu "bebê" kkkkkk. SAbe, está se aproximando momentos decisivos e nessa história de amor, uma mãe buscando seu filho e dois irmãos que se amam acima de qualquer suspeita. No que isso vai acarretar? aguardo-te nos próximos capítulos.
Jade - Tudo bem, Jade! Embora eu fique realmente triste quando sou esquecida. (dramática! kkkkkkk) Brincadeiras à parte, também adorava na primeira e segunda temporadas, a doçura e meiguice do Sam e a pose de machão do Dean, sempre tão protetor e esbanjando amor pelo seu caçula. Bons tempos aqueles! Aguardo-te nos próximos capítulos. Beijos!
Sonnaruto - Gostou mesmo do capítulo 13? Pois é! as coisas estão sendo reveladas e cada dia se aproxima mais da verdade, mas os Winchesters se amam. Acreditamos nesse amor tão puro, não é mesmo? Obrigada por abrir uma brecha em seu tempo corrido. Ficarei aguardando seus comentários e obrigada pela lembrança. Beijos, querido!
