Capítulo 17 — O som da verdade

Quando Sam ligou para o doutor, apesar da hora avançada, foi atendido após a terceira chamada. Acordara um homem que mesmo desperto àquela hora, o atendeu com certa calma, pois como profissional entendia o que se passava na cabeça do garoto.

No entanto, isso não foi o verdadeiro problema, mas explicar a Dean porque teriam que voltar à casa de Enya, visto que o loiro estava decidido a simplesmente caçar Lilith e encerrar mais uma caçada.

Agora, estavam na estrada, quase duas horas depois de tentar convencer o mais velho de que era melhor voltar para o castelo Manderley.

— Eu não te entendo, Sammy! Por que temos mesmo que voltar? — Mesmo fazendo o que o moreno pediu Dean não se conformava.

— Eu já te disse, irmão! Apenas para ter certeza de como ela está!

— E você espera que eu acredite nisso? — O caçula o olhou desconfiado.

— Você acorda feliz em meus braços, depois de ter finalmente perdido o medo de assumir o que sente por mim, aceita o fato de caçarmos Lilith e deixar a senhora Bhraonáin em paz com o filho, então depois joga tudo para o alto? Vamos mesmo esquecer o que existiu, o que existe entre nós?

Sam o olhou calmo antes de lhe pedir com a voz comedida.

— Por favor, Dean! Pare o carro! — O mais velho freou bruscamente.

— O que foi? Não gostou do que ouviu? Mas, é isso mesmo! Estou cansado de você me abandonar, de você fazer de conta que não nos amamos e "brincarmos" de irmãos, unidos apenas contra o mal...

Não terminou de falar. Sam o beijou segurando seu rosto com uma das mãos. Beijava-o depositando todo o amor que sentia reprimido pelo medo que deixou John winchester lhe impor. Amava-o e ficar com Dean era prioridade. Amava-o tanto que estava disposto a abrir mão de sua mãe biológica, deixando-a viver feliz ao lado de alguém que tomaria o seu lugar de filho na vida dela.

O garoto cessou devagar o beijo e ainda com uma mão no rosto do irmão, declarou-se enquanto o acariciava:

— Às vezes temos tanto medo de perder quem amamos que na tentativa de lutar contra isso, acabamos errando. Eu errei com você e agora estou aqui tentando me redimir. Eu te amo, Dean Winchester e mesmo quando eu me afastei eu já havia escolhido ficar com você. Para sempre!

— Sammy... Eu não te entendo! — Sussurrou completamente hipnotizado com as palavras e a entrega do moreno.

— Vai entender no momento certo. Você confiou em mim até agora. Confie mais um pouco! Eu lhe peço.

Dean segurou a mão que o acariciava e ao virá-la, beijou-lhe o dorso, entrelaçando depois seus dedos nos do garoto.

— Quando esse caso terminar, finalmente vamos poder ficar juntos e Sam... — Envolveu as duas mãos do caçula antes de continuar. — Eu quero casar com você!

O jovem olhou para o irmão com os olhos esbugalhados e se o loiro esperava risos ou piadinhas de mal gosto sobre seu desejo secreto, surpreendeu-se com a atitude do irmão.

— De... Dean! O quê? Como assim? Nós... Nós dois...

— Calma, amor! Não se preocupe que você não vai vestir nenhum vestido branco. Será algo compartilhado somente entre você e eu, mas quando toda essa confusão acabar e nosso "rastro" e dos nossos amigos estiverem livres do foco da polícia. Você aceita, Sammy? Aceita casar comigo?

Seus olhos eram pura expectativa. Dean Winchester não era a débito a uma casinha com cerca branca e jardim, um cachorro no quintal e o barulho de crianças pela casa, mas se teve algo que ele sempre sonhou desde que se descobriu apaixonado pelo caçula, era que o queria para sempre em seus braços, tendo como símbolo em seus dedos um anel em ouro puro, no qual simbolizaria um matrimônio que já existia, pois almas gêmeas não precisavam de representantes de Deus para uni-los. Elas já estão unidas desde a criação dos tempos, mesmo que não saibam disso.

Era o que Dean sentia sobre ele e Sam e seu instinto nunca lhe traiu.

— Eu aceito, Dean! Aceito casar com você.

O loiro o beijou mais uma vez e não escondia seu sorriso de felicidade.

— Vou te compensar por esse tempo de medos e incertezas, Sammy! Vou fazê-lo o homem mais feliz desse mundo. Eu te amo.

Beijou-lhe mais uma vez antes de voltar à atenção para o volante e seguir viagem. Lá fora, os primeiros raios do dia surgiam, iluminando a gélida e bela Irlanda do sul.

S&D

— Porque Fargor está demorando? James, tem certeza que ele encontrou o meu filho? Falava enquanto andava de um lado para o outro.

— Senhora, tenha paciência! O detetive logo chegará com o jovem. Só mais um pouco de paciência...

— PACIÊNCIA! DROGA, JAMES! NÃO ME PESSA PARA TER PACIÊNCIA!

Gritou chamando a atenção do mordomo que a conhecia e sabia de sua educação e bons modos.

— Perdoe-me! Eu não quis ser rude! Todos esses anos você foi mais que um mordomo. Protegeu-me e cuidou de mim mais do que meu verdadeiro pai e você nem é pago por esse "extra".

Falou envergonhada depois de gritar com o mais velho. Olhava para os próprios pés segurando as lágrimas dos olhos. Queria seu filho. Ansiava por isso.

— Não me deve desculpas e eu a entendo. Sinto muito por não poder ser mais rápido em lhe devolver seu unigênito.

— Você disse ontem que às oito horas o detetive estaria aqui. — Retrucou.

— Mas, senhora, também disse que se não houvesse atrasos nos voos. E a senhora sabe, mesmo com a influência do detetive Fargor, às vezes torna-se difícil conseguir passagens aéreas de um dia para o outro. Vai ter que ter mais paciência! Lembre-se do que o médico lhe recomendou.

Resignada, Enya sentou-se em uma poltrona próxima a janela da sala de estar. Olhava o horizonte através dos vidros, sentindo que uma nova perspectiva de vida nascia para si. Imaginava o momento em que finalmente teria o filho em seus braços. Ele era uma parte sua e do amor de sua vida.

"Malditos Winchester! O fato de não terem partido atrasou os nossos planos. Espero que o mestre tenha conseguido fazê-los desistir de voltar ao castelo".

Eram os pensamentos de James.

S&D

Castelo Manderley, dez e vinte e cinco da manhã

Sam e Dean finalmente chegaram ao castelo onde a cantora morava. O que era para ter sido uma viagem de quarenta e cinco minutos teve um atraso de mais de quatro horas: Ventania, pneu do carro furado, Sam passar mal devido à mesma visão sobre Lúcifer que ocultava do mais velho e por último, do nada, a gasolina do carro acabou.

Dean chegara a conclusão que o caçula estava certo e que deviam realmente se certificar se Anya estava bem, pois em sua experiência de caçador, imaginava que algo ou alguém não queria que eles retornassem para o lar da cantora.

Finalmente, depois de muitos contratempos, chegaram às dez e vinte e cinco da manhã. Esperavam ver o garoto e a cantora. Sam foi o primeiro a sair do carro e correr para a porta de entrada e, ao tocar a campainha, a surpresa de James foi tanta que ele não conseguiu esconder a decepção em seu semblante.

— O que vocês estão fazendo aqui, Winchesters?

— Bom dia para você também, James. Chame sua patroa! Queremos falar com ela.

O mordomo o olhou com desdém.

— Seu moleque, petulante! Quem você pensa que é para chegar de repente e me dá ordens? A senhora está descansando. Ela não tem tempo para vocês!

— É mesmo, velhote! Se ela não tem tempo por bem, vai ter por mal.

Dean avançou contra o mais velho, mas antes de empurrá-lo foi segurado pelo irmão.

— Por favor, irmão! Componha-se! — Sam falou assustado segurando o loiro pelos braços.

— Vocês não podem...

— Podemos! — Dean falou empurrando o mordomo e dando caminho para Sam entrar, entrando depois.

— Senhora Bhraonáin,este é seu filho sequestrado quando bebê.

Sam adentrou a sala de estar no momento em que o detetive apresentava um impostor, aquele que se passaria por filho de Enya até a profecia fosse cumprida para só depois, a verdade ser revelada.

O que Fargor não esperava era que a intervenção dos arcanjos havia falhado em relação aos winchesters.

— Sam!

Falou sorridente ao olhar para o lado esquerdo e ver o jovem Winchester, esquecendo-se de olhar para o outro jovem ao lado esquerdo de Sam.

— Senhora, por favor! Não vai cumprimentar seu filho?

Enya olhou para o outro rapaz e sorriu. No entanto, diminuiu a distancia entre ela e o Winchester caçula, tocando o seu rosto ao chegar perto.

— Eu encontrei meu filho. E tudo graças a você! — Sorria feliz ao vê-lo em sua frente, demonstrava isso lhe acariciando o rosto.

— Não apenas, a mim. Meu irmão fez tudo para salvá-la junto comigo e nossos amigos também ajudaram.

— Fico feliz que tenha voltado! Achei que não o veria mais.

— Eu só queria me certificar de que a senhora ficaria bem. De que seria feliz ao lado do seu filho.

— Eu vou ficar bem e sei que serei feliz. Não totalmente. Já que o pai dele...

Sam secou a lágrima que escorria do olho esquerdo dela ao pensar em Joe.

— Tenho certeza que ele a amava e não era essa tristeza que ele desejava ver em seu rosto. Sorria, Enya! Encontrou seu filho. Vai poder falar sobre o pai para ele, vai poder sentir um pouco de quem mais amou, na pessoa dele. Acredite!

— Obrigada, meu filho! Desejo que você e Dean sejam muito felizes!

— Nós seremos!

Juntou as mãos dela entre as suas e as beijou. A mulher o envolveu em um abraço, sentindo o jovem se abaixar para retribuir o gesto.

Da porta, na entrada da sala, Dean observava a tudo com um sorriso nos lábios. Seu Sammy estava em paz agora que se certificara que aquela senhora seria feliz.

— Venha, senhora Bhraoná filho a espera.

A voz de Fargor soou imperativa e ao soltar o moreno do abraço, beijou-lhe o topo da cabeça e se voltou para o outro moreno, quase tão alto quanto Sam.

— Este é Thomas John Patrick Welling. Seu filho. Fiz os exames necessários...

O moreno observava Enya de braços dados com o suposto filho, avançar em direção ao escritório da mansão ao lado do detetive Jesuel Stailys Fargor.

— Vamos, Sammy! Hora de ir! — Dean se aproximou do irmão e o tocou nos ombros. Ao virar-se para olhá-lo, o jovem sorriu todo covinhas e o abraçou.

— Rapazes! Vocês precisam ir. Não tem nada aqui para vocês.

— Tão educado! — O loiro retrucou ao soltar o irmão.

— Dean! Não começa! — Olhou para o mordomo. — Já estamos indo, senhor.

Segurou o mais velho pelo cotovelo esquerdo e saíram dali, cruzando sem olhar para trás, a porta daquele lugar que sem saber, também era seu lar.

— E agora, Sammy! — Perguntou curioso antes de entrar no carro.

— Agora, vamos pesquisar um meio para matar o demônio Lilith e depois, temos um casamento para realizar; o nosso.

Dean sorriu como a tempos não sorria. Estava feliz. Faltava pouco par ter o amor de sua vida em seus braços. Finalmente, o amargor das caçadas seria aplacado pelo doce da felicidade ao lado daquele que tanto amava.

S&D

A viagem de volta para os Estados Unidos não foi nada tranquila. Primeiramente porque Dean teve que encarar todo o nervosismo e o mal estar que voar sempre lhe proporcionava. Isso lhe rendeu alguns sacos plásticos cheio de vômitos, depositados em uma lixeira reservada do avião. Isso a cada meia hora. Definitivamente a viagem de volta estava pior do que a de ida.

Depois, vinha o medo de Sam ser reconhecido. Afinal, não sabiam se os homens sequestrados por eles tinham dado alguma descrição. O jovem Winchester sabia que tinha sido visto. Evitava o contato olho no olho com as pessoas. Sem falar na incômoda boina que usava e a esquisita roupa escocesa. Tentava se passar por um estrangeiro.

— Dean, sinto-me ridículo com essa roupa! — Falou baixo, visivelmente constrangido.

— Cara, você está reclamando de barriga cheia. Quer trocar? Você fica com meu mal estar e eu visto a sua roupa.

Sam o olhou de lado. Realmente, a situação de seu irmão era bem pior: rosto pálido, suando frio e a cada intervalo de quatro ou cinco minutos, jorros de vômitos em um indiscreto saco plástico. Chegou até mesmo a achar que o mais velho poria para fora as próprias tripas.

— Não me leve a mal, Dean! Eu te amo e muito, mas vou preferir ficar com minha roupa ridícula. Obrigado!

— Sabia escolha. — Respondeu o mais velho.

Como não houve atraso, por conta de Enya ter antecipado as passagens de volta quando ainda estavam em Los Angeles, nem turbulência, por causa do bom tempo, chegaram ao aeroporto internacional de Illinois, com um pouco mais de duas horas de viagem. Porém, antes de pegar a estrada, Dean se empoleirou em um dos chuveiros do banheiro do aeroporto, trancando-se nele e só saindo após um banho revigorante e tranquilo. O jovem winchester também aproveitou para vestir suas roupas normais, pois o Impala já havia sido liberado, podia esperar pelo irmão acomodado no seu lugar tão conhecido: o do carona.

Chicago, Illinois, quatorze e trinta.

— Quem é? — A voz de Bob soou séria do lado de dentro de sua casa.

— Bob, somos nós. Abre logo essa porta! — Dean respondeu impaciente.

— "Tô" cheio de fome. O que tem para comer? — Falou com sua típica educação, adentrando a casa daquele que chamava de pai e mexendo em sua geladeira. O homem o olhava incrédulo.

— Oi, Bob! Como você está? — Sam o cumprimentou e o abraçou.

— Quando é que o seu irmão vai parar de agir como um grosso? — Perguntou olhando para o loiro que devorava a metade de uma torta guardada em um prato e tomava um longo gole de cerveja.

— Eu ouvi isso, hein? Deixa de ser ranzinza, Bob!

— Ranzinza? Seu filho da mãe, maldito! Como vocês me aparecem depois de três dias sem notícias e nem sequer me explicam o que aconteceu? Você simplesmente entra e ataca minha geladeira antes de me dá explicações e eu ainda sou o ranzinza?

— Ai... Não somos demônios não, valeu? — Falou Dean com a boca cheia. Explicando-se como o mais velho queria.

— Eu sei idiota! O bolo e a cerveja foram bentos. Caso fosse um demônio estaria se retorcendo agora. — Deu um longo suspiro e sentou em uma das cadeiras da sala de jantar. Sam que o acompanhava, fez o mesmo.

— Sabe rapazes, ela está muito chateada por essa falta de notícias de vocês.

— Quem Bob?

Sam perguntou curioso, mas antes que Bob pudesse responder...

— Singer, você já tem notícia dos garotos... — Parou de falar quando os viu próximo ao caçador mais velho.

— SEUS MAL EDUCADOS! INSENSÍVEIS! — A mulher avançou em direção aos irmãos. Dean soltou sua cerveja e torta sobre a mesa e se abaixou, escondendo-se atrás do irmão, segurando-o pelos cotovelos às suas costas, enquanto Sam esticava as mãos em sinal de rendição e tentava explicar.

— Desculpe-nos, Hellen, por favor! Aconteceram muitas coisas nesses últimos três dias e nós estávamos protegendo a vida da senhora Bhraonáin e a de vocês também.

A mulher parou e olhou mais calma para o rosto doce do jovem Winchester. Realmente, Dean sabia o que estava fazendo quando decidiu usar o irmão como escudo, pois o semblante doce e os olhos pidões de Sam, realmente convenciam.

— Conte-nos filho. O que aconteceu? — Ruffus e Jo que chegaram ao local depois de ouvir a barulheira, também sentaram próximo aos irmãos para ouvir o que tinham a dizer.

— Pessoal, os demônios estão atrás da senhora Bhraoná a querem morta. Dean e eu achamos que é porque o filho dela é o receptáculo de Lúcifer.

— Como é? Sam, por que você está dizendo isso? — O senhor Single perguntou assustado.

— Ela nos contou sobre quando foi atacada no banheiro por Lilith, então...

Os irmãos contaram tudo. Alternaram entre momentos no hospital em que ela foi levada por eles e a mansão da cantora. Falaram sobre o que descobriram, suas suspeitas, até mesmo sobre o estanho colar que ela usava, semelhante ao de Dean.

— Pessoal, estamos falando sobre o tal garoto da profecia. O receptáculo de Lúcifer. — Hellen falou séria, após ouvir o relato dos irmãos.

— Mas, mãe. Isso não é um mito? — Jo perguntou apreensiva.

— Claro que não, que-ri-da!

Os seis caçadores voltaram seus olhares para a porta de entrada avistando Lilith no corpo de uma mulher morena, aparentando quarenta anos. Estava acompanhada por dois outros demônios.

— Deixe-nos advinhar: Lilith! — Dean perguntou, pondo-se à frente de Sam, desde que o demônio invadiu a casa de Bob.

— Poupe suas forças, Dean Winchester! Eu não vim aqui para brigar ou mesmo tentar matá-los. A única que matarei é aquela que chamam de Enya.

— VOCÊ NÃO VAI MATAR NINGUÉM, DEMÔNIA VADIA!

Sam gritou e tentou avançar contra Lilith, mas foi barrado por Dean que não saiu de sua frente.

— Que lindo! Defendendo a mamãezinha! — Falou com desdém.

— O QUÊ? Sammy! Do que ela está falando? — Perguntou exasperado olhando para o rosto pálido do garoto.

— Permita-me mostrá-lo a verdade, Dean Winchester.

Ao dizer isso, seus dois comparsas usaram de seus poderem mentais, prendendo Jo, Hellen, Bob e Ruffus à parede oposta a eles. Sam que não fora imobilizado devido a seus poderes parou quando Lilith fez voar o facão de Ruffus, mirando-o na jugular de Dean.

— Basta um pensamento meu, Sam Winchester e o seu precioso irmão perderá a cabeça. O que seria um desperdício.

O jovem já próximo aos demônios parou diante da ameaça à vida de quem mais amava.

— A verdade ilumina, Dean! Permita-me lhe dá à luz da verdade. Aquela que seu irmão tanto negou a você. Há quanto tempo mesmo? — Fez de conta que estava pensando. — Lembrei! Há sete anos.

Um feixe de luz branca surgiu no chão e cresceu transformando-se em uma tela de luz, ocupando a sala com imagens sons e realidades. Tudo do passado.

E ela mostrou tudo: a gravidez de Mary, a alegria da família winchester com a chegada do caçula, a possessão do doutor Maison e o parto de Enya, o sequestro do filho da cantora, a morte do caçula winchester, a troca de bebês entre Lilith, no corpo do doutor Aniston, e John, a morte de Mary por ter descoberto a verdade e tentar fazer as coisas voltarem ao normal, a conversa de Sam aos quinze anos com John winchester e finalmente, lembranças mais recentes, aquelas em que Sam descobriu sua verdadeira origem, aquela que junto com as outras, encaixavam as peças do quebra cabeça, levando todos naquela sala a descobrir quem era o bebê da profecia, quem era o verdadeiro receptáculo de Lúcifer.

O demônio só não conseguiu mostrar o plano dos anjos, pois ela mesma não sabia. Eles eram muito mais espertos e poderosos.

— Meu Deus! Não pode ser! — As lágrimas escorriam abundantes dos olhos de Dean.

— Vocês humanos e essa mania idiota de chamar por Deus. Acorda, garoto! Seu Deus não se importa com você, com qualquer um de vocês. Que Deus é esse que permite um ser inocente ser morto por um demônio para que o receptáculo de Lúcifer tome o seu lugar?

E dizendo isso, o ser das trevas soltou o facão no chão. Sabia que Sam estava perdido demais em sua dor para reagir. O medo de perder aquele que mais amava, consumia seu ser, enquanto Dean, chocado, não sabia o que pensar, o que fazer ou como agir.

Após uma gargalhada sonora, os três demônios simplesmente desapareceram e os caçadores presos pelo poder psíquico, caíram com um baque no chão.

— Dean! Vai ficar tudo bem! O Sam é seu irmão apesar de tudo. Você o ama como tal. Lembre-se disso.

— Dean permanecia parado, estático, enquanto as lágrimas continuavam banhando seu rosto.

— Eu te amo, Dean! — Sam arriscou dizer.

O loiro que estava de costas para ambos, virou olhando friamente para Bob e Sam.

— Vocês dois descobriram e não me contaram nada. — Sua voz não tinha emoção alguma.

— Dean, vamos com calma... — Bob tentou falar.

— VOCÊS DOIS DESCOBRIRAM E NÃO ME CONTARAM NADA!

O grito do rapaz assustou a todos naquela sala, mas Sam continuava a olhá-lo, apesar das lágrimas ganharem intensidade.

— EU TE AMO, DEAN, E SE NÃO TE CONTEI FOI POR MEDO DESSA REAÇÃO QUE ESTÁ TENDO AGORA!

O jovem devolveu o grit, na tentativa de fazer o cabeça dura do seu irmão, entendê-lo.

O winchester mais velho apenas o olhou. Encaravam-se. Ambos não seguravam o pranto de dor, angústia e sofrimento.

— Eu... Preciso de um tempo só! Por favor, Sammy! Deixe-me só!

E virou em direção a porta, saindo apressadamente em direção ao Impala.

— NÃO! DEAN!

O garoto tentou ir atrás do irmão, mas Hellen o abraçou pela cintura.

— Filho! É muita coisa para ele assimilar e a maneira como ele descobriu tudo, só vai piorar a situação se você for atrás dele. Deixe-o ir. Dê-lhe o tempo que precisar.

Sam se virou e a abraçou forte, inclinando-se para encostar a cabeça em seu ombro. Chorou copiosamente como no dia em que descobrira essa mesma verdade. Verdade essa no qual John winchester, sem dó, esfregara em sua cara.

Continua...


Boa noite!

Voltei com Almas acorrentadas, depois de uma semana de atraso. Espero que não tenham me abandonado, mas eu estava ocupada aplicando provas. É fogo essa época.

Para quem não sabe, postei uma fic nova. Ela se chama "Erros do passado". Para quem gosta de Padackles, ela é estilo Sweet August, ou seja, o foco voltado para o amor entre os Js. Espero contar com meus leitores de Almas acorrentadas e Sweet August. Leitores novos também são bem vindos e mesmo os não cadastrados. Basta clicar no balão no fim do capítulo e comentar.

.net/s/7889038/1/Erros_do_passado

Esse é o link da nova fic. Espero que gostem.

Domingo postarei o capítulo 18 de Almas acorrentadas, segunda-feira de Sweet august e quarta-feira o capítulo 2 da nova fic. Aguardo vocês.

Muitos beijos a todos e um excelente fim de semana.


Respondendo aos rewies:

Soniama — Gostou do lemon? O Dean não nega fogo mesmo, hein? Eita loirão gostoso! Kkkkkkk Mas, a realidade é dura. Sam tem uma mãe. Vamos ver como ela vai reagir quando souber que ele é seu filho.

Elisete — Muito excitante o amor que eles fizeram no banheiro, não foi? Nossa! Dean é uma potência e o Sam todo indefeso perante esse loiro!Será que o médico é demônio? Talvez sim e talvez não! Às vezes, pessoas só querem ajudar. Qual o CD de Enya que você comprou? "A day without rain? Escuto-o quase todo dia. Adoro a voz e o talento da Enya. Beijos, linda!

Patrícia Rodrigues — Os leitores são meu termômetro. Reavaliei a fic e vi que estava dando mais foco a Enya, quando o foco é Sam e Dean. Ela merece o filho, mas sabemos que Sammy é a vida de Dean. E quanto a transa, ficou bem no jeito Dean de ser, concordas? Ai aquele loirão! Também gosto muito de você, amiga! Quando quiser, podes mandar uma MP. Adoro me comunicar com meus amigos. Mil beijos!

Jade Eu disse que era sexta passada, não foi? Desculpe-me! Mas, pense positivo, estou postando em uma sexta-feira. Kkkkkkkk Está gostando mesmo? Espero que acompanhe e comente as próximas emoções. Acredito que vá gostar mais ainda. Beijos, querida!

Casammy — Yes, Casammy! The focus of the story are Sam and Dean. in spite of everything, these two love each other above everything and everyone and as you also agree with that. So, as I also believe that Jensen is Jared and vice versa. I hope to continue watching. Your opinion is very important. A thousand kisses!