Resgate Incomum


Sobrevoando o céu como um foguete descontrolado, Kuririn sabia do escasso tempo em resolver a dramática situação, esta que colocava não só a Terra em um imenso perigo, mas também a vida de quem mais amava neste mundo.

Desde o dia em que seus caminhos se cruzaram, Kuririn a via como o amor de sua vida, estimando-a muito mais do que seu desejo de ser cada vez mais forte, embora soubesse que nunca alcançaria o nível de seus companheiros, porém diferente deles, sabia dar prioridade a outras direções e neste momento, a mulher que entrou em sua vida para ser sua esposa corria um sério risco de morrer e jamais iria permitir tal fatalidade.

"Aguenta firme, querida. Já estou com a cura pronta e não vou te decepcionar. Moveria céus e terra por você, se necessário por você. Eu te amei assim que vi como era diferente do que pensava e sei que sente igual. Preciso te achar e depressa ou do contrário..."

Foi aí que a atenção do lutador careca se voltou a uma gigantesca formação, tão grande que poderia se assemelhar a um pequeno continente ou uma ilha de proporções inimagináveis, se não fosse pela movimentação envolta do lugar, lembrando uma imensa gelatina, mas era bem mais hediondo e macabro do que parecia: se tratava de uma aglomeração de músculos e carne viva, crescendo em velocidade média, mas ainda perigosa, cobrindo aos poucos a ilhota onde tinha ido parar.

Vendo ser o que tinha vindo buscar, tratou de vasculhar cada ponto da imensa massa muscular, esperando achar algum vestígio que indicasse estar quem procurava e após uma procura minuciosa, encontrou por fim quem vinha salvar. Aterrissando no gigantesco corpo e tentando se manter equilibrado, devido as ondulações emanadas, foi até o ponto onde mantinha-se indefesa e incapaz de reagir...sua cabeça ,a única parte de seu corpo não-mudada.

"Dezoito? Estou aqui."

"Ku-Kuririn? Você...você veio." Ela falou, sentindo um forte alívio em rever o roso de seu querido marido, ainda que em circunstâncias tão aberrantes como a que estava vivenciando. "E-Eu...não estou mais aguentando. Meu corpo está atingindo a massa crítica. Minhas forças não estão dando conta...desta monstruosidade. Se vir que não há saída, e-eu prefiro que você..."

"Nem diga isso, querida. Vai ficar tudo bem. A Bulma concluiu o antídoto e estou aqui com ele. Claro, há um pequeno porém de como administrá-lo." Kuririn falou, parecendo tentar esconder algo. "Ela me falou assim..."


Corporação Cápsula, laboratório de Bulma.

Kuririn ia de um lado pro outro da sala, esperando pela resposta de Bulma. De tanto que andava, não iria demorar para fazer um buraco no piso. Ele nem estava dando bola pra tal coisa, só que sua amiga pudesse arranjar logo o que tinha vindo buscar.

"Caramba, Bulma. Sei que é uma gênia, mas bem que podia dar uma acelerada no trabalho. A cada minuto que perdemos, a Dezoito está mais perto de morrer. Não tenho ideia de quanto mais ela poderá suportar." Nessa hora, seu pensamento foi interrompido pela saída da moça de cabeço azul, portando na mão algo como um comprimido médico."

"Bulma, me alegra que tenha saído. Por favor, me diz que...arranjou uma cura."

"Por que mais eu teria vindo pra cá senão por isto aqui?" Ela mostrou o comprimido com um sorriso de vitória. "Aqui está a solução para o hediondo problema da Dezoito. Vai corrigir o erro genético que a fez perder o controle. Tem que ir depressa ou temo que o mundo estará perdido."

"Salvar o mundo é algo que fazemos o tempo todo, mas o caso aqui é mais agravante. Minha esposa está perto da morte e preciso salvá-la urgente."

"Antes que vá, tenho que explicar como usar o antídoto. Pode achar que estou louca, mas é desse jeito que precisar fazer. Escute..."


De volta a ilha de massa carnal, outrora o corpo da Androide 18.

"Então a Bulma conseguiu a cura? Dou graças por ela. E aí? Como ela falou que precisa me dar?"

"Não pense que estou fazendo piada ou que quero me aproveitar, mas para o antídoto funcionar, ele tem que ser introduzido em você na forma de...de...ah, nem sei como contar. É constrangedor."

"Seja lá como for, não deve ser mais horrível do que ser uma cabeça chacoalhando em meio a um oceano violento de músculos. Nem sei mais onde estão minhas pernas e braços. É um pesadelo. Por favor, Kuririn, se você me ama, me conta. Aposto que não é tão ruim."

"Tá, tá certo. Pra funcionar, você tem que receber o antídoto de mim por meio do meu...sémen." Kuririn ma segurava o rubor do rosto ao contar.

"Você falou...do seu sémen?"

"Sim, eu disse. Engoli a pílula e uma vez em meu organismo, a fórmula dela deve ser passada à você pelo sémen. Só assim ela vai funcionar. Pedi a Bulma que pudesse mudar o meio de administração, mas..."

"Kuririn, não se preocupe, amor." A ciborgue loira lhe sorriu com suavidade. "Se só pode ser desse jeito, valerá a pena se for feito por você. Eu te amo e quero que faça isso. Aqui, pode mandar." Dezoito abriu bem a boca, ansiosa pelo que viria. Já Kuririn, não vendo alternativa e uma vez que o corpo disforme de sua amada não dava outro meio de colocar o remédio, foi na cara e coragem e pos o pênis para fora, se ajoelhando e acomodando as pernas em volta da cabeça da esposa, permitindo lhe pôr o membro na boca. A moça não sentiu qualquer repulsa, somente a sensação da parte mais sexual de seu homem preencher sua boca, o chupando com vontade.

"Hmmm...hmmm. Que gostoso está sendo. Que cacete grande. Como enche minha boca. Está muito gostoso, tão quente de chupar. Eu amo te dar um boque, Kuririn."

"Duvido que achasse uma mulher com um talento inigualável pra chupar. Vai, 18, me dá muito prazer. Sei que estamos num grande perigo, mas...quero mais. Engole tudo."

A androide seguia firme como nunca tinha feito. Seu companheiro de lutas e casamento sabia como fazê-la feliz, seja treinando, em algum passeio ou lhe dar prazer na cama. Seu vigor era bem extenso para um humano, sem dúvida o primeiro capaz de suportar sua longa energia praticamente inesgotável, esta que agora lhe punha em perigo extremo e ameaçava o fim do mundo como se conhecia. Ao conhecê-lo, 18 soube o que era companheirismo, amor, a alegria do casamento e da gravidez, quando ela conseguiu dele uma linda menina, a tornando por completo humana, mulher e mãe. Não ia desistir agora, mesmo virando uma bruta massa muscular que se expandia e ficava mais descontrolada. Por sua família, ela não se renderia.

"Kuririn, sei que está se esforçando ao máximo, mas...hmmm, hmmm...temo que precise mais vigor pra poder soltar tudo."

"Se quer isso, queria, vou dar tudo de mim." Kuririn gesticulou e tratou de emanar uma energia concentrada das mãos, direcionando-a para seu ventre e tão logo o fez, a ciborgue sentiu um ligeiro aumento no pênis dele na boca, parecendo que preenchia mais para dentro de sua garganta.

"Fabuloso. Parece um pau de cavalo caindo dentro da minha goela. O-O que você...?"

"Empreguei a técnica que o mestre Kame usa quando expande o corpo pra dar o Kame-Hame-Ha, mas concentrando-a numa única parte do corpo. Treinei para poder te fazer uma surpresa. Ohhh, está cada vez melhor. O que achou?"

"Eu amei. Está tão grande e quanto mais imenso, mais delicioso. Minha língua não para de se mexer. Falta muito pra gozar?"

"Agora que aumentei o garotão, deve ir mais depressa. Olha, 18. Posso te confessar uma fantasia que sempre tive a seu respeito?" Ela afirmou sem parar de chupar. "É de nós numa praia e com você vestindo um biquíni sumário de listras. Daí, cavaria um buraco, a colocaria dentro dele, lhe enterraria até o pescoço e poria meu pau pra você chupar até ele se esgotar. Parece que estamos fazendo isso agora, apesar da atual situação."

"Uau, Kuririn. Jamais imaginei que tinha uma mente tão suja e pervertida, seu taradinho...e eu amei. Tão logo acabemos com este pesadelo...hmmm, e como vai? Temo que não possa me conter por muito mais tempo. Hmmm, hmmm."

"Está perto, mais perto. Ahhh, está pronto pra sair. Dezoito, prepare sua barriga, pois vou te encher com mais porra do que nunca engoliu na vida. Ohhh, está...pronta?"

"S-Sim, sim. Estou pronta. Me encha com toda essa porra cremosa. Quero beber até estourar."

O jovem lutador sentia o aumento da sensação de liberar o sémen crescer até o limite e passar dele. Era tudo ou nada naquele instante e rogava que desse certo, pelo bem da Terra e o mais importante, pela vida de sua mulher ciborgue. Cada sugada dela ia de encontro ao clímax do desejo e não teria como se segurar. Vendo chegar a hora, segurou firme a cabeça de sua linda esposa.

"Se prepara, 18. Está vindo...está vindo...está chegando. Eu vou...vou...GOZAAAAAAAR."

"OHHHH. Está entrando fundo. Minha boca está se entupindo. Quanta porra. MAIS PORRA. MAIS."

A mulher ciborgue ia sendo preenchida cada vez mais pelo creme de prazer emanado por seu marido e engolia cada gota sem desperdiçar. O casal ia desfrutando daquela sensação erótica e repleta de prazer sem interrupção. Kuririn não sabia o que pensar de como sua companheira era tão faminta por sexo e ia batendo seu pênis com mais força na boca dela, não querendo parar por nada. A androide tomava tudo que ia entrando, sentindo em certo momento uma mudança, contudo para algo melhor do que sua situação atual.

"Ku-Kuririn. Acho que está funcionando. Meu corpo...sinto como se diminuísse. Minha musculatura...está cessando de mexer. Está notando?"

"Estou sim. Está indo mais devagar e não é tudo. Parece...que seu corpo...ahhh, que delícia é sua boca, minha gostosona...está se contraindo."

E era verdade, uma vez que além das ondulações cessarem, a massa de músculos ia perdendo consistência, não somente de altura, mas dos lados também. Segundo por segundo passado, o corpo da Androide 18 foi encolhendo e retomando sua forma normal, sendo possível ate ver seus braços e pernas regressando aos formatos originais. Por fim, 18 voltou inteiramente ao seu tamanho normal, com ela e Kuririn presentes na ilhota aonde tudo se deu.

"Ufa. Que bom que deu certo. Estou feliz que tenha regressado ao seu lindo corpinho e...hã, 18? Já está normal, se não percebeu." Kuririn viu que sua mulher não cessava com o boquete.

"Sim, eu notei, mas...quer mesmo que eu pare? Não prefere que eu siga chupando até seu vigor acabar?" Ela perguntou com malícia, dando a impressão de estar agindo como uma atriz de filme de sexo. "Deixe que eu dou conta e enquanto isso...fique olhando meu corpo nu. Ama me ver pelada, não ama?" O lutador nem disse nada, só se deitou e permitiu que sua linda mulher seguisse com o serviço.

"Caramba. Acho que vou ficar esgotado pela semana toda...ahhh, mas valerá a pena. Seja como for, salvei minha mulher de um terrível tormento e de acabar como um balão estourado em escala universal."

"Kuririn?"

"Sim?"

"Obrigada por me salvar, eu te amo de todo coração."

"Também te amo, paixão."


"Mas e aí, Bulma? O que deu nos resultados?" Kuririn indagou, segurando carinhosamente a mão de sua esposa recém-examinada. Ele ficou sem jeito quando entrou no laboratório sem esperar ela se vestir, mas da parte da ciborgue, nem ligou, sabendo como seu marido tinha grande preocupação com sua vida e segurança.

"Pode descansar as bolas, Kuririn. Segundo os resultados dos exames, o antídoto firmou 100% sua fisionomia super-humana. Não correrá nunca mais o risco de seu corpo descontrolar-se e virar novamente uma extensa montanha muscular. O doutor Gero era um gênio no ramo da robótica, mas como geneticista, era uma completa negação."

"Agora tenho uma razão a mais pra odiar aquele lunático e caso ele estivesse aqui..." 18 apertou o punho com fúria, não escondendo em nada o ódio por aquele cientista que adulterou seu corpo e de seu irmão, os tornando parte máquinas e armas destrutivas, mas por outro lado, se não fosse por tal crueldade, dificilmente teria seu caminho cruzado com o de seu futuro e amoroso marido, este junto dela e que deu tudo de si pra salvá-la. Bastou uma troca de olhares para brandir seu coração pesado de raiva.

"Está certa disso, Bulma? Não voltarei a ser...um monstro?"

"Com cada célula do meu brilhante cérebro, amiga. Nada resultará ao retorno àquela horrenda forma, mas...talvez ainda possa se transformar em alguém maior e musculosa, porém não ultrapassando mais do que 2,5 ou três metros e ganhando uns músculos extras. Ah, talvez uma mudança de cor de pele tipo laranja, entretanto será algo momentâneo. Caso isso ocorra, embora eu duvide que role, venha me ver. Está certo?"

"Alto e claro. Bem, Dezoito. Estou feliz de que esteja de volta ao normal. Eu amo você."

"Também te amo, Kuririn, e te amo muito mais agora, pois se arriscou em me salvar. E por isso, vou te dar algo muito especial amanhã."

"Verdade? Bem, não precisa me dar nada, mas se insistir...o que seria?"

"Ha-ha, é surpresa e terá de ser paciente. Por hora..." A loira tomou o rosto de seu marido e o beijou na boca, mostrando todo seu amor por ele. Kuririn sentiu seu coração bater ligeiramente por estar junto de sua amada e forte companheira. Bulma sentia-se contente pelos dois serem um casal tão bonito e de ter podido mantê-los juntos.


Após o nascer do sol e viajando por quase meia hora em alta velocidade pelo ar, Dezoito e Kuririn chegaram até uma bela e larga praia com nenhuma frequência de pessoas, pois era a ilha onde Kurirn treinava com Goku na infância sob a tutela do mestre Kame. Kuririn estava bem curioso e ansioso sobre a surpresa que a Androide 18 tinha lhe preparado, tanto que mal pegou no sono naquela noite.

"Bem, cá estamos. Era aqui onde Goku e eu treinávamos quando crianças. Tenho tantas lembranças boas daqui e se quiser, te mostro os lugares mais legais da ilha."

"É bastante gentil de sua parte, meu querido, mas vai ter de esperar, pois lhe prometi algo especial e vou lhe dar." Disse a jovem loira, desabotoando sua blusa e calça, tirando cada peça de roupa bem sutilmente e acabando por se exibir num lindo biquíni de listras roxas e pretas. O lutador careca mal tinha fôlego por tal visão.

"Uau, Dezoito. Não importa se está pelada ou de biquíni, você é um estouro."

"Oh, Kuririn. Sempre dizendo coisas lindas. É o mais gentil dos maridos, mas não terminei. Me dá uma força aqui." Ela tirou duas pequenas pás da mochila e deu uma pra Kuririn, começando a cavar na areia. Depois de um pouco de trabalho e notando a profundeza do buraco, 18 se colocou nele. "Vamos, me enterre até chegar ao meu pescoço."

"Oh, querida. Está dizendo...?"

"Acertou em cheio, meu carequinha. Vou realizar sua fantasia. E então? Espera o quê? Quer fazer isso ou devo só ir embora?"

"Embora? De jeito algum. Tão logo te prenda aí, verá que o que fiz ontem terá sido só uma entrada se comparado ao prato principal."

"Já estou ficando com água na boca, e não será somente água que terei. Sendo assim, vá depressa." Ela mandou, porém parecendo mais um pedido e o qual, o pequeno lutador foi atendendo, esperando pelo que virá naquele dia, e do que poderá vir mesmo a noite.

FIM.