Capítulo 23 — A felicidade finalmente chegou
Os tenros raios de sol que entravam pela janela do quarto do hospital não lhe afugentaram o sono acolhedor. Seu corpo, vencido pelo cansaço e sua alma consumida pelo medo da perda lhe drenou as forças levando-o a um profundo estado de dormência. Em seu inconsciente sentia que se pudesse não mais acordaria enquanto Sam não voltasse ao mundo dos vivos.
E, estando imerso nesse merecido descanso, Dean Winchester era assistido carinhosamente pelo irmão recém-desperto. O loiro não imaginava que seu Sammy havia acordado.
Ouviu a voz carinhosa dele lhe falar. Pensou ter Sentido o braço que apoiava sua cabeça se afastar e dedos deslizarem gentilmente pelos fios lisos e curtos dos seus cabelos. Remexeu-se, mas estava cansado demais para se concentrar.
— Dean... Acorda amor!
Infelizmente era apenas o sonho. sua mente o iludia.
— Acorda dorminhoco! Vai dormir o dia todo?
Ouviu novamente, ao longe, a voz amada. Pensou está sonhando.
— Dean... Por favor, amor! Acorde!
Será mesmo que seu Sammy lhe chamava ou estava apenas sonhando? Remexeu-se um pouco sentindo a musculatura de suas costas protestarem por ter adormecido inclinado sobre os braços tendo a cama como ponto de apoio. Foi quando sentiu uma mão pousar sobre seus cabelos e gentilmente lhe acariciar, deslizando os dedos pelos fios em um cafuné suave e contínuo.
— Eu te amo, Dean e voltei para você!
Ouviu novamente aquela doce voz ao mesmo tempo em que sentiu o cafuné em seus cabelos se intensificar. Não! Não podia está imaginando coisas! Então, mesmo sonolento e ainda não acreditando no que ouvia, ergueu o tronco espreguiçando-se lentamente e quando abriu os olhos...
— Sammy...
Sussurrou o nome do irmão sem acreditar que ele estava mesmo acordado. Talvez estivesse apenas sonhando. Pensava assim enquanto olhava assustado para o garoto moreno, de olhos brilhantes cujas covinhas se destacavam em suas bochechas devido ao seu enorme sorriso de felicidade.
— Não é um sonho meu amor! Vamos! Toque-me!
Sam levou com carinho suas duas mãos ao rosto do irmão acariciando-o em um incentivo para que ele fizesse o mesmo. Desenhou seu rosto através do toque enquanto seus olhares permaneciam fixos um no outro. Foi quando sentiu as mãos dele envolvendo as suas e a voz embargada lhe falar com emoção:
— Meu amor, minha vida, minha metade... Pensei que... Que...
As palavras entalaram na garganta do mais velho. As quase seis horas passadas foram as piores de sua vida, pois temera ter perdido aquele que era a sua razão para seguir em frente.
— Eu estou aqui Dean e não vou a lugar nenhum sem você.
— Sammy... Eu... Eu
Desaguou em lágrimas. Não conseguiu suportar a pressão. Temera tanto perder o amor de sua vida. Aquele a quem tanto amava! Sam era seu mundo inteiro e depois da morte da mãe e do pai, sua vida resumiu-se ainda mais àquele garoto alto, desengonçado e de olhinhos pidões. Amava-o e se tivesse que passar por toda agonia que passou em sua jovem vida para está com ele novamente, passaria por tudo de novo.
— Dean! Acalme-se!
O moreno falou suavemente enquanto puxava o rosto do irmão contra seu peito fazendo-o inclinar um pouco sobre si. Sam lhe acariciava as costas e a nuca e Dean se deixava ser acariciado. Precisava desse conforto, desse carinho e das demonstrações de afeto que somente o amor de sua vida sabia e podia lhe oferecer.
— Pensei que tinha te perdido. Mi... Miguel me disse que... Que se eu o deixasse adentrar o meu corpo te salvaria. Pensei... Pensei que não quisesse voltar para mim. PERDOE-ME SAMMY!
Mesmo gaguejando falou em um só fôlego gritando desesperado o pedido de perdão. Seu pranto era dolorido, a culpa o consumia. Achava que as horas de terror que o amado passou quando tinha Lúcifer em seu corpo era culpa sua. Julgava-se miserável e fraco por ter se abalado com as palavras do demônio Lilith.
— Eu fui um fraco e miserável. Mas... Mas eu só precisava digerir o que ouvi... Nunca... Nunca te abandonaria. Seria o mesmo que deixar de... De respirar. Eu te amo Sammy!
Preocupado com o desespero do irmão, Sam apertou-o ainda mais contra si intensificando os carinhos e lhe sussurrando ao ouvido:
— Eu sei meu amor! Sei de tudo! Miguel permitiu que eu encontrasse as pessoas certas do outro lado e com isso muito me foi esclarecido.
Mesmo chorando o loiro ergueu o rosto olhando curioso para o caçula que se aproveitando do fato de ter conseguido a atenção dele, pegou a ponta do lençol que o cobria e pôs-se a secar suas lágrimas. Ambos mantinham o contato visual perdidos em seus sentimentos recíprocos.
— Dean Campbel Winchester, eu te amo tanto! Jamais deixaria de voltar para você. Principalmente agora que estamos casados.
Ergueu um pouco a mão que continha a aliança em seu dedo. Dean cada vez entendia menos as palavras do irmão e seu olhar demonstrava toda sua crescente curiosidade.
— Vou explicar tudo o que aconteceu enquanto estive fora desse mundo.
Então falou sobre Mary Winchester e o quão especial e amorosa ela foi ao falar com ele e quando mencionava o nome de Dean. Falou sobre o pai e o local de dor e pranto em que ele estava. Nessa hora, o jovem foi interrompido pelo irmão.
— Ele merece está nesse lugar escuro e sem amor. Merece isso e mais pelo que te fez sofrer. — Falou com mágoa, pois se decepcionara com seu "ídolo" desde que soube o quanto ele fez sua "vida" sofrer. Sim! Seu Sammy era sua vida.
— Amado! Não alimente essa mágoa! Eu também nunca mais o vi como pai desde que tivemos aquela briga há sete anos, mas mesmo assim lhe dei meu perdão apenas para que ele fosse para um lugar de paz.
— Você ainda quer vê-lo Sammy?
— Não Dean e por enquanto espero poder ter a escolha de não me reencontrar com ele em outras vidas. Vai demorar um pouco até que eu o perdoe completamente. Apenas não podia deixá-lo apodrecer no umbral. Por você, por mamãe. — O mais velho assentiu sorrindo e as lágrimas já não o incomodavam mais. Ambos acreditavam no ciclo reencarnatório.
— E então, meu esposo? Posso continuar ou você ainda vai me interromper?
Sorriu diante da expressão engraçada do outro ao ser chamado de esposo aproveitando a oportunidade para brincar ainda mais.
— Quem diria! Dean Winchester casado. — O moreno gargalhou ao fim da frase.
— Já vi que você voltou muito engraçadinho! Dá para parar de me zoar e contar mais sobre sua viagem ao mundo espiritual? — Falou assumindo sua tão conhecida pose de macho alfa.
— Adoro tirar você do sério.
Sam comentou ainda sorrindo voltando em seguida a falar sobre as pessoas que encontrou do outro lado. Falou sobre Joe, seu pai biológico e o fato dele e Enya serem almas gêmeas assim como ele e Dean. Não se esquecendo de comentar sobre o jeito doce e apaixonado quando ele se referia a sua mãe ou a ele, Sam. O loiro não deixou de comentar que era esse o pai que o garoto merecia.
Por último, falou sobre Adam o caçula sanguíneo dos Winchesters e sua triste morte ainda no ventre materno. Contou também o porquê do moreno ter sido arrancado dos braços de Enya pelo avô e o demônio Lilith e o fato dele ficar afastado da mãe biológica por tantos anos. Falou sobre o colar que ganhou de uma velha senhora e o bem que fez a ambos por presentear Dean com ele. Falou também sobre a premonição do mais velho quando o jovem estava em perigo, seu resgate, o casamento deles, entre outras coisas que Sam viu por ajuda de Adam e consentimento do arcanjo Miguel, porque essas eram lembranças que não lhe fugiram à memória. Era impossível, pois precisava desabafar tudo ao homem que amava. Precisavam seguir em frente com suas vidas e para isso precisavam virar a página dos anos de angústia que envolveram Enya e a família Winchester.
— Fico feliz por saber que meu irmão cuidou de você e mais ainda por saber que de hoje em diante viveremos juntos a vida que merecemos. Senti tanto a sua falta amor! — Dean falou sensual aproximando-se ainda mais do jovem.
— Dean...
— Shhh... Não fala nada Sammy!
Colocou um dedo nos lábios do garoto impedindo-o de falar substituindo-o depois por seus lábios. O beijo foi inevitável e Dean se inclinou completamente sobre o outro aprofundando o contato.
— Com licença!
O doutor Eithan deu três batidas na porta mesmo ela estando aberta. Como não foi ouvido, pigarreou falando em seguida.
— Doutor Hernant! — Os irmãos falaram em uníssono olhando constrangidos para o médico.
— Não se preocupem comigo garotos. Sam, vim para medir sua pressão arterial e batimentos cardíacos e tenho essa agradável surpresa! Você finalmente acordou! Pelo visto foi uma ótima ideia Dean ficar ao seu lado. Não acha? — Ambos os irmãos sorriram para o doutor.
— Claro que acho! Ainda mais porque o encontrei dormindo ao meu lado. Sabia que fui eu que o acordei e não o contrário?
O moreno gargalhou mais uma vez observando o rosto sisudo do loiro, enquanto o doutor Eithan o acompanhava nas risadas. Estava feliz. Finalmente viveria em paz com o amor de sua vida.
— Meu irmão estou começando a sentir falta do Sammy sério e certinho. O loiro comentou tentando manter uma postura firme, falhando terrivelmente, deixando-se envolver nas risadas dos outros dois.
Doutor Hernant se aproximou mais dos rapazes abrindo a pequena maleta preta que trazia. E, enquanto retirava o monitor cardíaco e o estetoscópio observava de relance Dean se remexer inquieto na cadeira em que estava sentado. Seu riso sincero de minutos atrás se transformou em uma expressão de desconforto.
— Algum problema Dean Winchester? — Perguntou simpático.
O rapaz apenas negou com um aceno de cabeça, porém seu semblante dizia outra coisa.
— Garoto, quer me falar ou perguntar algo? Fique à vontade. Se eu puder ajudar...
— Eu estou bem doutor! Apenas... Apenas arrependido.
Cortou a fala do médico na tentativa de soltar logo o que o incomodava. Sentia isso desde que entrou naquele hospital carregando Sam inconsciente nos braços, mas o medo de perder quem amava falou mais alto. No entanto, passado o medo da perda, era como se a adrenalina tivesse sumido do seu corpo dando lugar à quietude. E agora, feliz e aliviado por ter seu Sammy de volta, as lembranças do mal que fizera àquele bondoso homem o atingiam com mais força principalmente depois que ele entrou naquele quarto enquanto beijava seu Sammy.
— Está tudo bem, meu amor! Apenas fale!
Sam entendeu o que se passava com o irmão e ao segurar a mão direita dele com a sua esquerda, falou calmo e confiante. Queria que o amado também se sentisse assim para falar.
— Perdoe-me! Por favor!
Ao encarar o olhar curioso do homem, proferiu o pedido de perdão pausadamente. O mais velho nada disse. Interrompeu o que estava fazendo, puxou uma pequena cadeira que havia perto da janela do quarto sentando-se de frente para Dean.
— Qual a sua idade meu rapaz?
— Tenho vinte e seis anos. — Dean respondeu receoso.
— E você Sam?
— Bem, antes de saber toda a verdade eu lhe diria vinte e um, pois até então julgava ter nascido dia cinco de maio, mas depois que descobri que sou filho de Enya Bhraonáin, completei vinte e dois em quatorze de abril do mês passado, então...
Doutor Heithan sorriu para o rapaz devido à complexidade proposital em sua resposta. Era nítido o excelente humor do moreno. Dean também sorriu antes de voltar a encará-lo.
— O meu filho mais velho tem sua idade Dean e meus filhos caçulas são gêmeos e eles são um ano mais velhos que você Sam. Eles ainda moram comigo e no que depender de minha esposa e eu só saíram de nossa casa depois de casados e sabem por quê?
Os irmãos negaram balançando a cabeça.
— Porque minha esposa e eu os amamos. Eles são responsáveis. Trabalham e estudam durante a semana e nos fins de semana fazem questão da companhia dos pais. Ambos têm defeitos e certas complicações, mas as qualidades que possuem falam mais alto. Elas se destacam e os tornam os garotos especiais que são.
Os Winchesters ainda não entendiam o que o doutor estava querendo dizer com isso. E como se lesse a mente de ambos, o homem explicou pacientemente:
— Quando você me abordou nesse hospital e me ameaçou, rezei internamente para que um milagre acontecesse e eu pudesse ser salvo. O milagre aconteceu, mas não da maneira que eu esperava. Você e seu irmão não foram presos, muito menos a senhora Bhraonáin foi resgatada pela polícia. Sabe, durante as poucas horas que fiquei refém de vocês, observei o comportamento dos dois e o carinho pelo qual tratavam Enya, mesmo ela sendo uma estranha para vocês. Claro que de cara, afeiçoei-me com seu irmão caçula, mas passado o susto fui percebendo que você também era como ele: doce e gentil, embora de uma maneira particular, uma maneira apenas sua.
O loiro tinha os olhos marejados.
— A maneira pelo qual tratava o Sam, o brilho nos olhos e a voz suave, apesar da grosseria para comigo, mostraram-me quem você realmente era. E eu sei garotos, somente alguém que ama de verdade, trata o outro como vocês se tratam.
Ao ouvirem isso os Winchesters se olharam cúmplices entrelaçando suas mãos. Hernant apenas observou feliz a cena.
— E por último, enquanto estavam nesse quarto, tive a oportunidade de conversar com sua mãe Sam. Ela estava muito aflita e triste. Eu a confortei e ofereci um pouco do meu tempo para que desabafasse. Enya só confirmou o que eu já sabia, falando-me também sobre outras coisas, entre elas, que vocês não são irmãos de sangue.
— Por isso o senhor não nos recriminou quando nos encontrou aos beijos? — O caçula perguntou perplexo.
— Menino! Mesmo que vocês fossem irmãos quem sou eu para jugar duas pessoas que realmente se amam e se querem? Jamais os jugaria. Saibam que se eu descobrisse que a mulher que amo é minha irmã, isso não mudaria nada de mim para ela. Ela continuaria sendo meu mundo inteiro.
Dean puxou as mãos de Sam ainda entre as suas e as beijou soltando-as gentilmente sob o olhar permissivo do médico. Em seguida se levantou, tendo seu gesto imitado pelo mais velho. Ficaram frente a frente. Ambos ansiosos por selarem mais um laço de amizade.
— Isso que dizer que o senhor já me perdoou?
Hernant nada respondeu, apenas envolveu o rapaz em um abraço apertado. Dean, pego de surpresa pelo gesto, levou alguns segundos para se situar e quando o fez envolveu as costas do agora amigo e lhe devolveu o abraço permitindo que ele encostasse a cabeça em seu ombro. Sam observava a cena sorrindo. Lágrimas de alegria molhavam sua face.
— Obrigado! — O loiro sussurrou quando se soltaram do abraço.
— Eu que os agradeço. E peço que deste dia em diante me visitem e quando digo isso falo também em minha residência. Amigos não precisam de permissão para serem amigos. Verdadeiros amigos simplesmente são e as mazelas da vida não podem corromper tamanho laço.
Sam e Dean confirmaram o que foi falado dizendo um sonoro sim para aquelas palavras tão verdadeiras.
E assim os Winchesters ganharam mais um amigo e este amigo, depois de examinar o moreno retirou-se do quarto com a promessa de deixar a senhora Bhraonáin entrar. Afinal, ela tinha muito que falar com o filho. Mas...
— Sammy! Ela é sua mãe! Sinceramente cara, eu não estou entendendo! Você se dá tão bem com ela! Sem falar que você descobriu primeiro que ela era sua mãe. Por que então não quer vê-la? — O Winchester mais velho não entendia o nervosismo do caçula.
— Acho que pelo fato de ter decidido manter isso em segredo para ficar com você. Decidira cuidar dela ao longe antes de Lilith aparecer na casa de Bob e fazer a revelação.
Ao ouvir isso Dean adquiriu uma expressão de culpa lembrando-se do mal que fizera ao fugir daquele jeito do amado.
— Pode tirar essa expressão de culpa desse rosto que eu amo tanto. Você foi manipulado pelo mal tanto quanto Enya e eu fomos. Entenda isso!
— Eu sei Sammy! Tudo bem! — Inclinou-se dando um selinho no esposo. — Mas você vai falar com sua mãe.
— Mas Dean...
Antes que pudesse protestar, Enya apareceu na porta. Tinha um sorriso nos lábios e um olhar cheio de expectativa, pois sendo sincera consigo mesma seu inconsciente sempre soube que o doce moreno que protegeu sua vida e cuidou de sua segurança, era o filho um dia arrancado de seus braços e depois da revelação dos anjos, o exame de sangue que fez durante a inconsciência dele foi apenas para entrar com o processo legal de registro e confirmação de guarda porque provas já tinha o suficiente.
— Entre Enya! O Sam estava te esperando.
Olhou para o caçula lendo em seu olhar um "fique" respondendo-lhe com outro olhar que dizia "vai dá tudo certo". Beijou uma das mãos dele e se retirou do quarto. Deixaria mãe e filho conversarem o quanto precisasse. A mulher entrou e entou na mesma cadeira que Dean sentara. Olhava profundamente para seu unigênito deslumbrando-se com o olhar doce e suave apesar da insegurança refletida neles.
— Você é tão lindo!
A frase dita com tanto sentimento pegou o jovem de surpresa que sem conseguir mais encará-la, baixou o rosto sentindo uma mão macia lhe tocar o queixo e erguê-lo novamente.
— Você se parece muito com seu pai. Como não prestei atenção nisso desde que te conheci?
O moreno ainda não encontrava as palavras certas para falar. Em sua jovem vida, apenas Dean o tratara assim.
— Não tenha medo, minha criança! Eu só quero fazer parte de sua vida. Eu te amo tanto!
Do queixo a mão dela deslizou para a bochecha direita. Virando o dorso, acariciava-o devagar alternando os lados da face. Sam fechou os olhos para sentir mais o contato. Ah! Como era bom esse carinho materno!
— Mamãe...
Sussurrou quando sentiu as lágrimas lhe inundarem os olhos.
— Shhh... Tudo bem, meu menino! Mamãe está aqui.
Levantou da cadeira e sentou na cama dele, ao lado, trazendo-o contra seu peito. Sam retribuiu o abraço deixando as lágrimas escorrerem livremente.
— Perdoe-me! Mesmo sabendo que a senhora era minha mãe, eu fiz uma escolha e o Dean... Dean...
Chorava e tentava explicar sua decisão. Não se arrependera dela, mas não queria que sua mãe alimentasse mágoa por ele.
— Está tudo bem, querido! Eu sei de tudo e te entendo também. Dean é sua alma gêmea, o amor de sua vida. Provavelmente eu teria feito o mesmo que você!
O garoto afastou um pouco do abraço e a olhou curioso. Como assim ela sabia? Então, lendo uma muda pergunta no olhar do filho...
— Quando a deusa Athena estava em meu corpo, antes do confronto com Lúcifer, ela me mostrou tudo o que aconteceu desde a noite em que dei a luz ao dia em que você foi possuído pelo arcanjo do mal. Eu sei sobre sua escolha e não o recrimino. Como eu disse provavelmente eu teria feito o mesmo, pois nunca optei por perder Joe, minha alma gêmea. Graças a Palas Athenas, agora sei o profundo vínculo que me liga ao homem que sempre vou amar.
Sam viu que ao falar do homem que amava, Enya se perdia em lágrimas. Levou suas mãos ao rosto dela e as secou.
— Não chore mamãe! Somos uma família! Você, Dean e eu seremos muito felizes juntos. Eu prometo! E tem mais: durante minha inconsciência, eu vi o papai e ele pediu que eu te desse um recado.
— O quê? Querido, você viu meu Joe? Viu o seu pai? Que recado ele pediu que você me desse?
Sam voltou a abraçá-la antes de falar:
— Ele disse que a amava e que estava te esperando. Sempre vai te esperar.
— Ah meu Joe! Um dia vamos ficar juntos novamente!
Abraçou o unigênito mais forte dizendo as palavras com devoção. Seu pranto era o medidor da alegria que sentia. A vida lhe sorria novamente; soubera notícias sobre o homem que amava e reencontrara o filho perdido sabendo que este também fora agraciado com o amor verdadeiro. Finalmente a felicidade lhe batia a porta, mas não só ela, os amigos do seu filho também. Literalmente falando. Enya e Sam olharam assustados para Hellen, Jô, bob e Ruffus que ao lado de Dean presenciavam a choradeira entre mãe e filho.
— Ai, ai Sammy! Você sempre foi uma "drama queen".
O loiro falou entrando no quarto e se aproximando dos dois. A cantora entendeu os olhares de ambos e permitiu que ele ficasse ao lado de seu unigênito. Viu quando ele o puxou para si, beijando-o sem se importar com os presentes. Esse era o tipo de amor que seu rebento merecia. Pensava feliz observando a cena.
— Essa não! Temos mesmo que presenciar isso? Vocês dois, podem parar de fazer inveja a este homem maduro e solitário? Ela não mata, mas está me maltratando bastante! — Ruffus arrancou risadas de todos. O clima era descontraído.
— Como se sente, filho! Está mesmo bem? — Bob abraçou o moreno.
— Pronto para outra, Bob!
— É assim que se fala garoto! — Hellen ergueu os braços para o ar também feliz por encontrar são e salvo aqueles que assim como Bob, considerava seus filhos do coração.
— E agora Dean?
O caçula perguntou ao amado enquanto seus amigos conversavam com sua mãe.
— Agora, senhor Sammuel Campbel Winchester, vou te mostrar o que é ser feliz de verdade.
Continua...
Boa noite queridos!
Gente! eu estava olhando as datas das minhas últimas atualizações de fics: Almas acorrentadas e Erros do passado um pouco mais de um mês sem atualizar e Sweet August mais de três meses! Espero que me perdoem e que não tenham abandonado nenhuma das minhas fics, pois eu não desisti de terminá-las, mas a falta de inspiração me pegou de jeito e por mais que eu tentasse não saia nada que preste. Espero sinceramente que gostem desse capítulo. Sabe, como minha inspiração é doidinha, resolvi novamente terminar Almas acorrentadas somente no próximo capítulo e eu lhes prometo que esse próximo capítulo será segunda-feira, ok?
Quanto a Erros do passado, amanhã postarei o capítulo 4. Isso mesmo! Amanhã.
Sweet August terá seu penúltimo capítulo postado nesta sexta-feira. Podem aguardar.
Muito obrigada àqueles que não me abandonaram e continuarão a ler e comentar minhas fics. Simplesmente adoro o carinho de vocês.
Beijos e um excelente início de semana.
Respondendo aos rewies:
Elisete - Concordo! Precisava haver essa interação entre o que aconteceu e àqueles que participaram disso junto com Sam. Afinal, para passar por cima do passado é preciso virar a página. Quanto ao Dean, ele realmente ama o irmão e sua dor é compreensiva, concordas? querida, a Pérola não só viu o Jay como tirou foto com ele. (Ai que tudo!) Beijos querida!
Soniama Livejournal - Minha querida, ele gostou de reencontrar as pessoas que fizeram parte da vida dele, mas como poderia ser feliz deixando triste e solitário sua alma gêmea, a pessoa que ele mais ama? Eles vão ser felizes e depois reencontrarem juntos os seus. Eles merecem isso, né? Obrigada pelos seus elogios. que bom que gosta de minhas fics. Beijos fofa!
Jade - Achei melhor ser assim. Tinha muita gente boa que morreu e o amava. Ele merecia encontrá-los e então Miguel permitiu que os entes mortos falassem com o garoto, mas já imaginávamos o que ele ia escolher, né? Está ao lado do seu Dean. Beijos!
PadacklesRockes - amigo ela já era para ter acabado, mas como a inspiração resolveu travar... O enredo ficou melhor assim, não foi? Eu também achei. Beijos!
RicardoSN - Não se preocupe Ricardo! No último capítulo terá romance e cenas calientes entre Sam e Dean. Beijos querido!
Patrícia Rodrigues - A sua crítica construtiva foi bem vinda, mas porque você soube fazê-la, acredite! Concordo com você, pois adoro esses dois juntos, sejam Sam e Dean ou Jared e Jensen. Obrigada por ter comentado. Por que você não comentou o capítulo 43 de Sweet august? Não gostou? Beijos amiga!
