Capítulo 24 — Juntos e felizes
Uma semana se passou após o fim do que seria o apocalipse sobre a Terra. Finalmente, os Winchesters podiam desfrutar temporariamente do momento de paz que tanto mereciam. Lúcifer voltara para a prisão, Enya reencontrara Sam, seu filho sequestrado há vinte e dois anos e Dean soube finalmente soubera do segredo que o caçula guardara com tanto medo. Mas no final, o loiro que ao saber a verdade, provou que esse mesmo amor que tanto o outro temeu perder foi o mesmo que o trouxe de volta à vida. Sim! Dean Winchester arriscara sua própria vida ao permitir que o arcanjo Miguel, em seu corpo, lutasse contra Lúcifer em troca de salvar a vida de Sam. O arcanjo da justiça se apropriara do momento para convencer o jovem a deixar adentrá-lo. Sabia que ele faria qualquer coisa pelo moreno.
No dia seguinte após Sam acordar do coma, os anjos fizeram uma última revelação a Enya quando ela chegou ao castelo Manderley acompanhada por seu filho, o marido dele e os novos amigos que fez. Para sua surpresa, o rapaz Thomas John Patrick Welling era o receptáculo de um anjo chamado Misael. Ele ocupara o corpo do rapaz depois de receber sua permissão ao firmarem um acordo. Tudo que Thomas queria era encontrar sua mãe sanguínea que não via há vinte e três anos, desde que ele tinha apenas três anos de idade.
Os anjos cumpriram o acordo com tomas e Misael saiu do corpo dele quando a verdade foi revelada à senhora Bhraonáin. Os anjos que ocupavam o corpo de seu mordomo James e do detetive Jesuel Stailys Fargor, morto há alguns anos em uma acidente de carro, também abandonaram seus receptáculos. O mordomo não se lembrava de nada. Era melhor assim para que Enya continuasse tendo os seus serviços e o senhor Fargor teve um enterro.
Dois dias depois foi a vez do doutor Andrew Eliot Maison ser libertado da prisão Gweedore, Irlanda do Sul. Antes da mulher aceitar Palas Athenas em seu corpo, fez duas pequenas exigências à deusa enquanto sua luz divina circundava seu corpo: a primeira que a vida do filho e do amado dele fossem preservadas e a segunda que o doutor Maison fosse retirado da prisão e que de alguma maneira todos os envolvidos ou que soubessem sobre o sequestro de Sam, esquecessem o acontecido resultando em uma lavagem cerebral em massa daqueles que presenciaram, ajudaram ou souberam da prisão do médico. Isso o ajudaria a ter sua vida de volta e poder voltar a trabalhar no ramo da medicina, estabelecendo-se em seu antigo emprego sem nenhuma sequela. A deusa concordou, pois sabia que a mulher que Lilith possui morreria no campo de batalha. Ela não poderia dá algum testemunho a favor do homem. Mesmo que pudesse, quem acreditaria?
No entanto, havia algo que nem Athena e nem mesmo Gabriel tinham permissão para fazer: Eliot, Sam, Dean e seus amigos sempre saberiam a verdade. O que passaram infelizmente não podia ser apagado por ser parte de seus carmas. E entre eles, quem mais lutaria para recomeçar a vida era o doutor Mason, pois fora acusado e preso injustamente.
Mansão Manderley, Irlanda do sul.
Sam estava sentado em uma grande e redoma banheira de hidromassagem. Há mais de vinte minutos era banhado em água mineral regada à sais de banhos e aromas perfumados e enquanto uma das serviçais do castelo lhe massageava as costas com uma bucha vegetal aproveitando a densa espuma acumulada na banheira, o jovem massageava o restante do seu corpo sentindo o vento frio do fim de tarde lhe arrepiar à pele em um gostoso contraste com a água morna da hidromassagem. Passava das cinco e trinta da tarde.
Vestido em um roupão escuro, de seda, Dean observava o amado extasiado. Estava sentado à borda da banheira e vez ou outra, beijava os lábios do moreno e lhe acariciava a face. A serviçal nem se quer ousava olhar. A primeira vez que o fez, ao ver o belo moreno com o corpo imerso em toda aquela espuma, levou um grito do loiro pedindo temerosa ao mesmo que a desculpasse e não contasse nada a senhora Bhraonáin.
— Pode se retirar Natasha! — Falou firme.
— Sim, senhor Winchester. Com licença! — Fez uma reverência e saiu sem olhar para ambos.
— Desde quando você é mandão e possessivo, meu amor?
O garoto sorria durante a pergunta. Dean estendeu-lhe a mão para ajudá-lo a sair da banheira, acomodando-o depois em baixo do chuveiro. E, enquanto a água escorria levando os resíduos de espuma do corpo amado, respondeu à pergunta dele com seu já conhecido tom apaixonado.
— Sammy! Não me entenda mal! Ela estava te secando com os olhos e isso me irritou profundamente.
Antes de responder à afirmação do mais velho, desligou o chuveiro e se aproximou dele, enlaçando-o pelo pescoço, falando com devoção:
— Marry e Deise não paravam de te olhar quando elas te viram no jardim. Nem por isso eu me irritei. Eu confio em você.
Não queria que Dean sentisse ciúmes. Não queria que ele pudesse sentir algo que o fizesse sofrer. Aquele ritual de limpeza foi ideia dele mesmo, pois queria a pele do moreno macia e perfumada para uma noite de amor mais do que especial.
— Eu te amo, Sammy! E você sabe que meu amor é só seu! Lembra-se da Lisa e quando eu achava que Ben era meu filho? Mesmo assim escolhi você e escolheria novamente! Lembra-se da Jô e da Cassy? Não me importo se qualquer uma das serviçais desse lugar me olharem. Não quero saber de outro homem. Sam... Sempre vou te amar! Mas tenho medo que você... Você...
O moreno não o deixou terminar. Interrompeu sua fala com um beijo. Quando ambos cessaram o contato...
— Eu também te amo Dean! Não seria capaz de estar com outro homem ou mesmo com uma mulher. Só você pode me dá o que quero, o que preciso. Só você pode me dá o amor que espero viver nessa vida e em outras também ao seu lado. Entenda... Eu te amo!
Sussurrou à última frase sendo agarrado pela cintura, sentido as mãos fortes do seu loiro o segurarem com precisão. Inebriava-se com os beijos e mordidinhas que sentia em seu pescoço gemendo em desejo quando uma das mãos que o apertava desceu às suas nádegas, apertando firme o músculo torneado.
— Sempre vou ser seu! Sempre...
De olhos fechados jogava a cabeça para trás buscando mais contato enquanto sua perna direita dobrou-se em torno da cintura dele.
— Dean... Não quero que sofra. Não quero que se preocupe. Sou apenas seu!
O membro de ambos totalmente despertos, roçava um no outro apesar de Dean ainda está vestido.
— Eu quero você! Quero agora! Sammy...
Ergueu levemente a cabeça sussurrando no ouvido do esposo, deliciando-se com os suspiros dele.
— Dean... Também quero você! Preciso de você! Faça amor comigo!
O loiro grunhiu em reposta apertando ainda mais a pegada àquele corpo tão seu. Beijou-lhe novamente, erguendo-o depois em seus braços fortes.
— Dean! Você me trata como se eu fosse uma garota sabia? — Comentou rindo.
— Errado, meu amor! Trato-lhe como o homem sensível e delicado que é. Nunca tratei outra pessoa assim, principalmente qualquer uma das garotas que eu saí.
O moreno sorriu satisfeito com a resposta. Sabia que era verdade. Dean antes era um homem conhecido como "galinha". Tinha apenas encontros e transas casuais. Precisava esquecer aquele que tanto lhe rejeitava, aquele que só lhe dizia não depois que se amaram pela primeira vez. Mas sempre acreditou que um dia encontraria uma maneira de trazer seu Sammy de volta para si. Um dia o teria novamente e quando o dia finalmente chegasse, enlaçaria-o com todo o amor que sempre foi apenas dele; seu caçula amado.
—Eu adoro essa cama! Que gostosa!
Sam comentou todo covinhas, quando foi colocado sobre a grande cama redonda e macia no centro do quarto deles. Era um quarto tão grande que podiam jurar que três dos cômodos de qualquer dos motéis que já se hospedaram não se comparava ao tamanho daquele. Sorria e rolava na cama pouco se importando se seu corpo ainda estava molhado. De repente...
— Dean...
Gemeu rouco ao sentir o esposo sobre suas costas, também despido. O membro dele escorreu entre o vão de suas nádegas.
— O que foi Sammy! Algum problema? Hum?
Sussurrou a pergunta no ouvido do garoto enquanto seu quadril erguia e descia, aumentando a pressão com o corpo desejado.
— Ah! Ah! Dean...
— Isso não é nada em comparação ao que vou fazer com você amor!
Pegou um frasco de lubrificante sobre um dos criados mudos, lambuzando rapidamente seus dedos. Tinha urgência.
— AH!
Sam gritou ao sentir um dedo penetrar-lhe rapidamente.
— Sinto muito amor! Desculpe-me!
Afoito, penetrou o dedo na entrada do mais jovem esquecendo-se de ser gentil.
— Pronto Sammy! Agora vai ficar melhor!
Seu dedo ia e vinha lentamente. E nesse mesmo ritmo, acrescentou o segundo e o terceiro dedo. Movimentava-o naquele interior quente e apertado enquanto seus lábios escorregavam pela nuca e ombros do moreno distribuindo beijos molhados, sussurrando-lhe palavras de amor em seu ouvido.
— Acha que já está pronto para mim, meu Sammy? Acha?
— Dee... Dean...
— Amor! Quero está bem fundo dentro de você! Você quer Sammy? Diz! Quer que eu esteja bem fundo dentro de você? Quer que eu o possua forte? Hum?
Ah! Esse era um jogo e Dean Winchester sabia brincar muito bem. Era um amante por natureza, porém amante de apenas uma só pessoa: Seu querido Sam winchester. Com ele, o sexo não era apenas sexo, mas uma união entre almas. Sentia-se enlaçar àquele sob si cada vez que o possuía.
— Eu te amo menino lindo!
Ergueu o corpo pegando dois dos seis travesseiros macios e brancos sobre a cama. Apoio-os em baixo do quadril de Sam deixando suas nádegas ainda mais empinadas. Pegou uma camisinha sobre o travesseiro e depois de vesti-la em seu membro...
— Relaxa!
Espalmou as nádegas do moreno afastando as bandas, descobrindo o lugar em que mais uma vez ia está. Um lugar só seu, um lugar quente e acolhedor, pois foi ele quem possuiu aquele corpo pela primeira vez. Somente ele que possuiria. Seria sempre assim.
— Ah! Dean! Ah!
— Eu te amo tanto! TANTO! AH!
— Calma Sam! Estou quase lá!
Ao penetrar completamente o corpo do jovem Winchester. Dean colou o abdômen sobre as costas largas de músculos trabalhados. Suas mãos enlaçaram as dele e suas pernas repousaram sobre a cama, encaixando-se entre as do moreno. Tinha-o completamente a mercê.
— DEAN!
— Grita Sammy! Grita!
Empurrava-se completamente adentrando o outro com força e pressão. Estocava-o firme e forte, rápido e profundo, preparara-o para isso. Queria se "fundir" a ele, queria mostrar-lhe que era o único que realmente o amava, o queria e daria aquilo que nenhum outro poderia dá. E se por ventura houvesse alguma dúvida nos pensamentos do amado sobre seus sentimentos por ele, nessa noite elas iam se esvair porque o amaria com devoção, amor e intensidade. Levá-lo-ia à exaustão.
— Hum! Hum! Dee...
Ainda gritava, mas os sons expelidos por seus lábios saiam em forma de sussurro. Mordia forte um dos travesseiros estancando os gritos que não conseguia conter. Aquele loiro sempre o enlouquecia quando o tinha nos braços.
— Amo... Amo você! Tanto! Sam... Sammy... Sammy...
Queria se declarar, rasgar todo sentimento em fim libertado. A prisão e as restrições que os afastaram por sete longos anos foram finalmente quebradas. Estavam juntos e casados, estavam um nos braços do outro, sempre estariam.
— Dean! A... Amor... Vou... Ah! Ah!
— Segura... — Respirou fundo para conseguir falar. — Segura... Só mais um pouco... Amor! Vamos gozar... Juntos!
— Dean! Dean!
— Quase lá! Sammy...
O ápice se aproximava. Respirações e vozes descompassadas, mãos se apertando ainda mais uma na outra e o quadril do mais velho subia e descia em um ritmo frenético.
— AH! AH!
Ambos gritavam enquanto seus líquidos seminais jorravam com força, manchando os lençóis, sujando seus corpos, misturando o gozo ao calor que banhava suas peles quentes e ainda sedentas.
— Você está bem? Sammy?
Perguntou preocupado ao sentir o caçula arriar completamente sobre a cama.
— Pelo amor de Deus criatura! Fala comigo! — Desesperou-se.
O moreno ergueu o rosto do travesseiro e inclinando-o em direção ao outro rosto que o olhava preocupado, sussurrou devagar:
— Eu te amo Dean Winchester! Não podia está melhor do que estou agora.
— Sammy...
Beijou-o enquanto lentamente se retirava do seu interior, sorrindo quando Sam fechou os olhos e suspirou em desaprovação.
— Vem, Sammy! Sei do que nós dois precisamos.
Levou-o ao chuveiro e juntos deixaram que a água morna levasse os resquícios do ato de amor mais uma vez consumado. Ao desliga-lo, Sam achou que podia descer para o jantar. Estava enganado. Foi tomado novamente nos braços e levado mais uma vez para cama. Dean o encarou falando com a voz sensual:
— Você precisa de uma massagem relaxante Sammy!
Pegou um pequeno frasco guardado dentro do bolso de seu roupão.
— Dean! Não acredito! Você vai me fazer uma massagem? — Perguntou sorridente.
— Qual o problema? Não posso massagear o corpo do meu esposo?
Ambos riram diante do comentário. Aquele era o mesmo Dean Winchester fechado e adepto a guardar os próprios sentimentos?
— Você está diferente! — Sam comentou pensativo.
— Você me fez diferente Sammy! Depois de tudo o que passou, depois de tudo o que aguentou calado, sem falar de minha incompreensão. Você escolheu voltar para mim, escolheu... — O jovem pôs dois dedos nos lábios do loiro impedindo-o de continuar.
— Sempre vou voltar para você Dean Winchester. Eu te amo!
Nada respondeu diante da declaração. Lentamente, deitou o caçula antes sentado na grande cama e abriu o frasco contendo um óleo cremoso e perfumado cuja fragrância lembrava flores do campo. Besuntou suas mãos com o líquido iniciando uma massagem lenta e gradual no mais alto desde o tornozelo. Sam suspirava e fechava os olhos. Era incrível como aquelas mãos calejadas mexiam com sua sanidade.
— Ah! Que gostoso!
— Está gostoso Sammy? Vai ficar ainda melhor!
Suas hábeis mãos iam subindo trabalhando em cada músculo torneado do garoto, sentindo cada cicatriz, cada pequena marquinha que mesmo existindo, devido à vida perigosa de caçadas, não roubava a beleza e maciez daquele corpo tão seu.
— Dean! Amor!
— Relaxa Sammy! A noite é uma criança!
O que mais poderia resultar daquele simples gesto? Quinze minutos depois o mais envolveu o caçula com o seu e entre beijos, carinhos e mãos deslizantes sobre a pele enaltecida pelo óleo mineral, Dean o possuiu novamente, mas dessa vez ambos olhavam-se nos olhos em uma troca mútua de beijos cheios de luxúria.
Castelo de Manderley, dezenove e quarenta e cinco da noite.
O jantar seria servido pontualmente às vinte horas. Essa era a primeira refeição de Enya ao lado do filho, o marido dele e um convidado muito especial. Alguém que precisava conhecer o jovem Sammuel . Alguém que ajudou a trazê-lo ao mundo, mesmo que um mês antes do nascimento sua casca tenha sido possuída por um demônio. Esse alguém era o senhor Andrew Eliot Maison.
Então, quando Sam e Dean desceram de mãos dadas às escadas que levava ao corredor dos quartos, assustaram-se ao encontrar o mais velho os aguardando na sala de estar. Não esperavam a visita do médico.
— Doutor Maison, esse é meu filho querido Sammuel Campebel Winchester. E este é seu irmão adotivo Dean Campbel Winchester, também seu esposo.
Enya apresentou-os orgulhosa.
— É um imenso prazer conhecê-los!
Cumprimentou-os sorridente. O homem não se assustou ou mostrou indiferença pelo que a mulher falou. Afinal, além de saber que não tinha direito algum de jugar, quem era ele para jugar duas pessoas que se amavam e se queriam? Segundo o que ouvira falar após sair da prisão, Dean, o mais velho, era capaz de fazer qualquer coisa pelo belo rapaz de olhos doces à sua frente. Se isso não fosse amor, o que mais seria?
— Sam... É um prazer conhecê-lo, criança! Por favor, perdoe-me!
Ambos os rapazes olharam curiosos para o mais velho sem entender o pedido de perdão.
— Sinceramente não sei pelo que devo perdoá-lo senhor!
— Garoto, por minha culpa você foi afastado de sua verdadeira família e este jovem, o Dean... — Sammuel ergueu uma mão indicando que o mais velho parasse.
— Temos muito que conversar senhor, mas não quero ouvir nenhum pedido de desculpas durante ou depois da conversa. Ambos fomos vítimas de um mal que abalou nossas famílias, ambos fomos marionetes de seres que não conhecem sentimentos como amor, fidelidade, carinho, entre outros. Acredite quando digo que não temos nada a perdoá-lo. Nenhum de nós!
Olhou para Dean e para a mãe recendo uma muda confirmação de ambos.
— Tudo bem! Agora podemos jantar que eu estou cheio de fome! — O loiro falou com seu típico jeito esfomeado arrancando risadas de ambos.
O jantar foi tranquilo. Conversavam, riam e comentavam sobre o futuro, sendo que Maison, tentando trabalhar como se nada tivesse acontecido durante todos esses anos era o mais empolgado. Isso confortava os Winchesters, pois sentiam a importância de salvar pessoas, caçar coisas, mas não mais como o negócio da família. Era algo que fazia parte de ambos.
Após o jantar a sobremesa foi servida. Vez ou outra Dean era chamado atenção por seu Sammy pelos maus modos à mesa. O garoto revirava os olhos e comentava brincando como podia amar alguém tão sem noção. O loiro simplesmente gargalhava quando ouvia os comentários.
Após o jantar, à luz da lareira, bebiam licor enquanto conversavam trivialidades. Depois, Bob chegou de surpresa. O velho caçador não avisou aos irmãos que pretendia passar uns dias ao lado deles no castelo. Enya não se opôs, pelo contrário, seria bom interagir com os amigos que seu filho fizera durante os anos de caça.
Duas horas depois.
Maison, Singer e Dean conversavam animadamente à luz da lareira. A senhora Bhraonáin pediu ao médico que pegasse o voo somente amanhã após o almoço. Não foi difícil convencê-lo, até porque ela contou com a ajuda de seu filho e os olhinhos pidões dele. Singer foi convencido no mesmo instante.
Cansados de jogarem conversa fora, mãe e filho sairão de braços dados em um passeio pelo belo e florido jardim do palácio. A lua cheia no céu iluminava aquela noite mágica.
— Não tem nada que eu possa fazer para que você mude de ideia?
Perguntou olhando para o rosto do rebento iluminado pelo brilho da lua.
— Mamãe... Nós já conversamos sobre isso! Eu não vou te abandonar, você sabe! — Seu tom de voz era carinhoso.
— Eu sei, mas não é a mesma coisa! Não é!
— Mãe, por favor...
— Por favor, digo eu Sam! Eu te amo e adoro o Dean! Por que não posso ter sempre meu filho e meu cunhado perto de mim? Você é o meu herdeiro, um dia tudo o que tenho será seu! Eu não entendo porque não pode ficar! Não é justo! Negaram-me a oportunidade de te ter nos braços, de te ninar, contar-lhe histórias e todas essas coisas que se faz com uma criança. Você é um presente do amor da minha vida, a pessoa que amo tanto quanto amo você e ao invés de ficar comigo, vai me abandonar!
A última frase foi sussurrada com tristeza e não conseguindo escondê-la, Enya desaguou em lágrimas sendo abraçada pelo filho querido. Ele a acalentou em seu peito e quando se acalmou, afastou um pouco e ergueu o queixo dela falando com devoção:
— Eu disse que Dean e eu íamos continuar nessa vida de caçadas, mas nunca disse que ia me afastar da senhora. — Ela o olhou sem entender.
— Não entendo meu filho!
— Mãe, Bob, Ruffus e Hellen decidiram fazer o que o Dean e eu fazíamos: viajar pelos Estados Unidos lutando e eliminando o maior número de coisas malignas possíveis e nós dois vamos continuar fazendo isso, só que aqui, na Irlanda do Sul. Ficamos sabendo que o número de caçadores é pequeno nesse país, então faremos da seguinte maneira: durante uma semana vamos ao trabalho e na outra semana somos seus. Você vai puder me mimar e me acalentar. E já vou avisando, sou bem folgado... — Não terminou de falar. A mulher agarrou-o pelo pescoço jogando-se nos seus braços.
— Isso é que é felicidade, senhora Bhraonáin! — Sorria rodopiando com a matriarca.
— Eu te amo, Sam! Você e seu pai são tudo para mim!
O moreno a soltou no chão segurando suas mãos. Olhou-a nos olhos:
— É Sammy, mamãe! Para Dean e para você eu sempre vou ser Sammy! Eu também te amo! — Abraçou-a mais uma vez.
— Ô Sammy! Cadê você?
A voz grossa e rouca do loiro chamou a atenção de mãe e filho que quebraram o contato.
— Falando em Dean... — O jovem comentou olhando para a sacada de onde vinha à voz.
— Vai querido! O homem que ama está te esperando.
O garoto beijou as mãos da matriarca e correu ao encontro do seu príncipe que apesar dos modos grosseiros e um pouco rústico, era seu príncipe, o amor de sua vida.
— Você será muito feliz, minha criança! Muito feliz!
Castelo Manderley, sala de leitura.
A voz de Dean Winchester vinha da sala de leitura, uma das grandes salas do castelo Manderley. Sam adentrara o cômodo procurando pelo esposo. Não o encontrou. Achou está ouvindo coisas, pensou em ir à sala de visitas saber se ele não estava lá, quando o ouviu novamente:
— Sammy!
— Dean! Você está ai?
Foi em direção à sacada. Não encontrou ninguém lá. Olhou para a mãe que continuava em seu passeio noturno. Ela lhe sorriu e antes que pudesse retribuir o sorriso, sentiu braços fortes o envolverem pela cintura e sussurrar-lhe no ouvido:
— Estou aqui, Sammy! Senti sua falta. Queria está com você.
Sam fechou os olhos suspirando ao sentir o corpo do amado colado ao seu. Virou a cabeça para o lado, em busca de se aninhar melhor aos beijos depositados em sua Buchecha.
— Onde você estava amor? Procurei-te em nosso quarto e não te encontrei.
— Eu estava com a mamãe, mas vim assim que o ouvi chamar por mim.
— Sammy... Eu te amo e sua mãe vai ter que se acostumar porque vou roubar você sempre dela.
O moreno virou, abraçando o esposo pelo pescoço.
— Seu bobo! Minha mãe é importante, mas você é parte de mim. Dean... O que mais vou ter que fazer para provar que sem você eu sou incompleto?
O loiro o enlaçou mais pela cintura e falou beijando-o em seguida:
— Nada! Apenas me beije!
Do jardim Enya observava Sam e Dean abraçados e aos beijos. Pensava em como seu rebento estava feliz. Sentia-se em paz por tê-lo finalmente recuperado, mas principalmente por vê-lo realizado ao lado do homem que amava. Ela um dia possuiu um amor assim e só esperava que um dia pudesse está novamente ao lado desse mesmo amor.
Ainda sob as vistas de Enya, Dean pegou Sam nos braços, levando-o para o andar superior. Amar-se-iam novamente à moda Winchester, seguiriam juntos enfrentando as dificuldades e os problemas do dia a dia. Tinham algo que poucos tinham: amor! Tinham um ao outro e em suas almas o amor verdadeiro que os aquecia e os unia cada vez mais. Estavam juntos e ficariam juntos. A partida era inevitável, mas quando chegasse a hora ela chegaria para os dois, juntos. O céu não mais permitiria que vivessem separados. Não mais!
FIM!
Boa noite pessoal!
Depois de um ano e nove meses completos ontem, finalmente Almas acorrentadas chegou ao fim. Eu me afeiçoei bastante a esses personagens depois que mudei o foco da fic seguindo uma critica construtiva da Patrícia Rodrigues. Às vezes eu tenho vontade de prolongar minhas fics, mas o tempo corrido e as ideias para outras barram isso, o que não me impede de vez ou outra, quem sabe, lançar one-shots sobre o dia-a-dia de personagens das minhas fics longas terminadas. Adorei incluir a Enya. Sou fan desta mulher tão simples e talentosa, que apesar de todo o carisma conquistado em vários países, opta pelo anonimato aparecendo somente de tempos em tempos. Fazê-la mãe do nosso doce Sammy, permitiu sonhos, pois qual leitor ou escritor que não sonha quando se interessa realmente por uma história e a trama que envolve seus personagens?
Sexta-feira é a vez de Sweet August se despedir e essa fic acho que me arrancará lágrimas por está se despedindo.
Aguardo seus preciosos rewies e espero por vocês sexta-feira com Sweet August. Perdoem-me, mas Erros do passado só semana que vem. Ainda estou travada quanto a ela.
Mil beijos carinhosos e obrigada a todos que prestigiaram Almas acorrentadas. Tenham uma excelente noite e um excelente início de semana.
Respondendo aos rewies!
Patrícia Rodrigues – Concordo! Também achei lindo escrever esse pequeno carinho entre eles pelo fato de um chamar o outro de esposo. Patty, quanto a sua sugestão, desculpe-me, mas não gosto de Mpreg ou incluir crianças nas fics. Centro-me no amor entre eles, amigos leais, familiares, fraternidade e carinho, mas Mpreg não rola. Espero que não fic chateada. Beijos querida!
Pérola – Obrigada por citar as partes que você mais gostou. Menina, a falta de inspiração tinha me pego em cheio, mas graças a Deus essa fase negra ficou para trás. Kkkkkkkk Espero continuar agradando com meus personagens emotivos e por vezes melosos. ( A la personagens mexicanos) Beijos querida!
PadacklesRocks – De forma alguma, amigo! O Sam lembrou os filhos caçulas dele desde que o viu e com o tempo ele se afeiçoou também ao loirão. Esses dois juntos são mesmo cativantes, não? Beijos!
Elisete –Sim! Eu quis criar um momento cheio de ternura quando o Sam despertasse e quando conversasse com a mãe. Afinal, os três sofreram tanto! No fim o amor prevaleceu e tanto Dean como Enya vão desfrutar bantante da companhia do moreno. Querida, também senti inveja da Pérola. Que sortuda, hein? Beijos linda!
RicardoSN – Que bom que gostou querido! Não sou Wicann sou espírita-Kardecista, mas já li sobre a Wicca e simpatizo bastante. Aliás, sou adepta a ler sobre religiões que creem na reencarnação. Beijos querido!
