Oi!

Desculpem a demora! Aqui vai mais um capitulo!

Bjs


Neji conduzia a toda a velocidade em direcção à escola da prima e da namorada. Há meia hora a trás havia recebido um telefonema do tio, pedindo-lhe para que fosse buscar a Hinata à escola, já que tinha outros compromissos. Sinceramente, se havia coisa que ele mais gostava era que isto acontecesse. Podia não ter achado uma boa ideia ao inicio, já que, na altura do telefonema, estava na companhia de uns amigos, contudo havia sempre um lado bom no meio daquilo tudo: Ten Ten. Para além de fazer um favor ao tio em ir buscar a prima, passava igualmente a ter mais tempo na companhia da sua namorada. «Assim mato dois coelhos numa cajadada só!», pensou confiante.

Assim que conseguiu estacionar o carro à frente da escola, junto ao portão, a maioria dos estudantes já se haviam dispersado. Encontravam-se ali apenas alguns. Uns que continuavam na conversa e outros que possivelmente estariam à espera de alguém que os viesse buscar.

Neji saiu do veículo e, de uma forma bastante rápida, conseguiu avistar no meio deste ambiente a sua namorada. Mas onde estava a Hinata? Preocupado, foi ter com ela.

- Oi, amor! – exclamou assim que se aproximou dela, dando-lhe um beijo suave nos lábios – Onde está a Hinata? Não a estou a ver por aqui.

Ten Ten engoliu em seco e olhou para ele hesitante.

- A Hinata…não sei… - Neji olhava para ela de forma penetrante – A verdade é que não a vejo desde o último intervalo.

Neji percebia uma certa insegurança na voz dela, mas sabia que lhe dizia a verdade. Começando a ficar realmente preocupado, Neji passou as mãos pela cara.

- Por onde é que ela andará? Bolas!

[…]

Sakura ainda estava fora da escola a recompor-se da troca de palavras com o Naruto, quando ouviu duas pessoas a discutirem uma com a outra, preocupados com alguém.

Pelos vistos era a rapariga morena de dois coques da sua turma, a Ten Ten, e um rapaz moreno de olhos perolados. «Tenho a impressão que o conheço de algum lado…», pensou, observando-os. «Ah…já sei! É o moço que enfureceu o Naruto no outro dia! Pelos vistos está preocupado com alguma coisa.».

Olhou fixamente para a cara dele e os seus olhos despertaram o seu interesse. Havia qualquer coisa neles que lhe era familiar…

Assim que ouviu o nome "Hinata", Sakura percebeu tudo. O moço deveria ser um parente da miúda que estava com o Naruto e não sabia que esta havia ido na companhia dele.

Sendo assim, não acharia o porquê de não intervir naquela conversa. Se o moço ficasse a saber que a tal de Hinata tinha saído com o rapaz gótico com quem tivera um desentendimento há uns dias atrás… «Hum…que sorte a minha. Isto veio-me mesmo a calhar.», pensou, sorridente, enquanto se aproximava deles.

- A Hinata não está em lugar nenhum, Ten Ten! Onde é que ela se meteu? – perguntou Neji, nervoso.

- Ela pode ter ido a algum sítio urgentemente e deve já já estar aí. – Ten Ten tentou acalmá-lo – Vais ver que nada de ruim lhe aconteceu.

- Não sei, Ten Ten…

- Desculpem interromper a conversa… - Sakura olhou para um e para o outro – já interrompendo – virou-se para Neji – Pelo que percebi estás à procura de uma tal de Hinata, não? Uma rapariga mais ou menos desta altura – exemplificou-o – com cabelos azulados e olhos perolados como os teus?

Ten Ten e Neji olhavam para ela surpreendidos. «Que cara de pau!», pensou Ten Ten. «O que é que esta quererá agora? Coisa boa não deve ser…». Quando esta começou a falar da Hinata, ai percebeu logo que ali havia gato.

Neji, por seu lado, não estava a gostar que uma rapariga, que ainda por cima era gótica, tivesse interrompido a sua conversa. «O que é que esta agora quer?», questionou-se de forma impaciente. Olhava-a de alto a baixo, intrigado com o que ela pudesse querer com eles. Já a tinha visto antes. Da última vez que tinha vindo buscar a prima. Mas, pelos vistos, o loirinho não estava com ela. «Ainda bem. Já tenho problemas que chegue!».

Quando esta se referiu à prima, toda a sua atenção se centrou nela.

- Sim…é ela mesmo… - disse, desconfiado.

Sakura agiu de acordo com o plano que tinha traçado, apesar do olhar critico que a Ten Ten lhe lançava.

- Bem…é que eu ainda há pouco a vi na companhia do Naruto. Pelo que vi, eles foram-se embora juntos. Não sei para onde. Mas foram.

Neji já começava a não gostar da conversa. A Hinata indo-se embora com um rapaz, sem avisar ninguém?

- Quem é esse Naruto?

Sakura sorria interiormente. Conseguira finalmente a sua total atenção.

- Eu não sei se recordas…mas lembras-te daquele loiro gótico, que estava connosco? Aquele com quem tiveste um pequeno desentendimento?

- Ah! Com que então eras tu quem o havia travado. Bem me parecia que a tua cara não me era estranha.

- Sim… Mas lembras-te?

- Sim, sim. Lembro-me muito bem. Como não me iria lembrar? Não fui à primeira com a cara daquele tipo! – Neji arregalou os olhos, percebendo o que se estava a passar – Não me digas que… - não estava a querer acreditar naquilo – A Hinata? Como isso é possível?

Sakura encolheu os ombros, fazendo uma expressão inocente.

- Eu não sei… - olhou para um para o outro – Agora se me dão licença…tenho que ir. Ainda bem que pude contribuir.

Acenou-lhes e foi-se embora a sorrir maliciosamente, deixando Neji transtornado. «Prepara-te, Naruto! Agora é que vão ser elas!...».

Neji, depois de Sakura se ter ido embora, começou a exaltar-se. Só de pensar que a Hinata tinha saído com aquele mentecapto, deixava-o fora de si.

Ten Ten tentava tranquilizá-lo, afirmando que a Sakura não era boa peça. Qualquer coisa que viesse dela, não era nada bom. Mas, infelizmente, nada serviu, pois Neji saiu da escola disparado, furioso, em direcção ao seu carro. Preocupada, ela seguiu-o e foi com ele. Só esperava que aquilo não fosse verdade. No entanto, de acordo com o que havia assistido de manhã, possivelmente tais palavras teriam algo de verdadeiro. «Hinata…só espero que saibas o que andas a fazer!».

[…]

Hinata e Naruto tinham ido até à esplanada, passeando lado a lado.

Hinata desprendeu-se do seu abraço.

- O que foi aquilo, Naruto? Porquê que falaste com aquela rapariga daquela maneira? Ainda por cima, puseste-me ao barulho!

- Eu sei, eu sei, Hinata…mas a Sakura estava a tirar-me do sério. – disse, arrependido – Desculpa. É um assunto muito complicado.

- Ela e o Gaara tiveram alguma coisa a ver com o teu suicídio, não é verdade?

Naruto olhava para ela, perplexo. Estava para lhe perguntar como é que ela o sabia, até que o telemóvel desta começou a tocar.

Hinata tirou-o da mochila e ao ver quem era, ficou aflita.

- Oh, meu Deus! É o Neji! – olhou para o Naruto – E agora, o que é que eu faço? Ele deve ter ido buscar-me à escola e, neste momento, deve estar que nem um doido à minha procura!

- Calma, Hinata. – colocou-lhe as mãos sobre os ombros e a olhou com o sobrolho levantado – E já agora, quem é esse Neji?

- É o meu primo. Ele costuma ir-me buscar à escola quando o meu pai está ocupado. A última vez que ele veio, foi na semana passada.

- Semana passada? Não me digas que aquele tipo era o teu primo! – Hinata olhava-o espantada – Por acaso o teu primo não é um rapaz moreno de olhos claros…como…os teus?...

Naruto, mesmo antes de ela o confirmar, já começava a entender que esse Neji e o cretino da semana passada eram a mesma pessoa.

As coisas que esse tipo lhe havia chamado ecoavam na sua cabeça. Agora mais do que nunca gostaria de ter Hinata a seu lado. Podia parecer um pouco mauzinho da parte dele, mas assim podia sentir-se vingado, apesar de ela não ter culpa nenhuma do sucedido, pois só se haviam conhecido no dia anterior.

Hinata, atrapalhada, estava prestes a atender a chamada até que Naruto a puxou pela mão, guiando-a até ao areal.

- Esquece esse tal de Neji, Hinata! O que é que preferes? Conhecer-me melhor e estar mais um pouco na minha companhia - «Já que parecia ser isso o que tanto querias…» - ou ouvir sermõezinhos de um priminho que tem a mania que é teu pai? – perguntou, enquanto olhava para trás, na sua direcção, lançando-lhe um dos seus melhores sorrisos.

Hinata ficou corada, sem reacção, desviando a cabeça para o lado, enquanto pensava. Era verdade que queria muito conhecê-lo desde que se conheceram. E, ainda por cima, custara-lhe muito convencê-lo a ser seu amigo… Mas o Neji quando se zanga… «Que se lixe! Ele tem razão! O Neji bem pode ligar-lhe as vezes que quiser que eu não penso atender-lhe! Por mim ele pode dar uma volta ao bilhar grande, se isso significar passar mais com o Naruto!», pensou, decidida e contente ao mesmo tempo.

Pela forma como ele lhe havia sorrido, todos os sermões valeriam a pena! Sorridente, Hinata não fez mais do que deixar-se guiar por ele.

[…]

Neji estava possesso. Era a terceira vez que lhe ligava e ela continuava sem atender.

- Porra! – desligou o telemóvel com força – Se aquela rosada tiver razão, nem quero pensar no que aquela cabeça de fósforo está a fazer neste momento com a minha prima!

- Ai, Neji… - Ten Ten abanava a cabeça – A Hinata não é assim tão inocente e ingénua como tu a pintas. Ela já é crescidinha e sabe-se defender. Não precisa que tu a protejas.

- Não é uma questão de protecção, mas sim de orgulho!

- Sim, sim… - suspirou – Liga mas é o carro e vamos para casa do teu tio. Seja o que for que ela esteja a fazer neste momento, de certeza que ela vai lá ter.

- Ok, Ok! – exclamou Neji, nervoso, ao mesmo tempo que colocava a chave na ignição – É bom que depois não intervenhas, Ten Ten, porque quando a apanhar, ela não me escapa! Podes apostar nisso!

Sem mais demoras, rodou a chave e pôs o pé no acelerador, arrancando a toda a velocidade até a casa do tio. Mal via a hora de ficar frente a frente com Hinata.

[…]

Gaara e Ino depois das aulas foram até a um bar que ficava na periferia da cidade. O seu interior mais parecia o de uma tasca, mas que transmitia um certo conforto. E, pelo que ela podia ver, este bar era bastante frequentado, um pouco por todo o tipo de pessoas, desde bêbados a patricinhos, mas em especial por góticos. Dai, ninguém estranhar a entrada deles.

Aproximaram-se do balcão e Gaara deu-lhe indicação para ela se sentar num dos bancos que se encontram anexados ao balcão.

- Que surpresa! – disse, enquanto se sentava – Que cavalheiro! Quem diria…

- Eh… - também se sentou – Às vezes consigo ser uma caixinha de surpresas.

Nesse instante aproximou-se deles o barman, que tinha o cabelo castanho preso num rabo-de-cavalo ao alto, a querer saber quais eram os seus pedidos. Gaara pediu um wisky bem a seu gosto, já que ele era um cliente habitual e o barman, que o conhecia; ao passo que a Ino um Bloody Mary.

Assim que Shikamaru se afastou, Ino, curiosa, virou-se logo para Gaara.

- Mas diz lá…o que é que queres saber? – Gaara ficou surpreendido – E não me venhas com a lengalenga de que "Não sei do que estás a falar" para cima de mim! Sei muito bem que esta saída tem segundas intenções da tua parte.

Ele nem sabia o que dizer. Ela era muito perspicaz e astuta! «Também não poderia esperar menos desta "nova" Ino.», pensou com um sorriso nos lábios, ao mesmo tempo que levantava as mãos em rendição.

- Apanhaste-me!

O barman deu-lhes nesse momento os pedidos, afastando-se da mesma forma que se aproximara.

Gaara e Ino pegaram nas suas bebidas e, cada um, dera um gole. Ele achou que a sua estava no ponto. «Este Shikamaru sabe mesmo do que eu gosto!», disse para si, deliciado.

- E então? O que é que pretendes? – perguntou Ino, retomando o último ponto da conversa – Se for sobre o ritual, esquece. Eu não contei a ninguém nada sobre o assunto.

Gaara mostrou-se agradecido.

- Obrigada. Mas não era bem isso que eu queria.

- Então era o quê?

- Bem… - passou o dedo pela borda do copo – pode-se dizer que me sinto intrigado.

Ino ergueu uma sobrancelha.

- Intrigado com o quê?

- Com esta tua mudança…não é que não estejas fenomenal agora… - tossiu – Essa roupa até que te fica bem…mas é que…tu sabes… - aproximou o rosto um pouco do dela – Uma patricinha, amante de boas causas, não muda assim tão radicalmente da noite para o dia. Ainda por cima numa gótica, que, devo confessar… - olhou-a de alto a cima – não é de se jogar fora…

Ino sorriu pelo canto da boca. Começava a compreender onde ele queria chegar.

- Queres saber o que originou essa mudança, não é isso?

Gaara mostrou-se boquiaberto.

- Estou surpreendido! De certa forma…é isso mesmo. – Ino olhou para ele intrigada – Quero que saibas que para mim és um enigma, e podes crer que não irei descansar até descobrir o que fizeste para provocá-la.

Ino deu uma longa gargalhada, para depois dar um outro gole na sua bebida.

- Por outras palavras, "Se não os consegues vencer, junta-te a eles"?

- Pode-se dizer que sim. – disse Gaara, dando outro gole.

- Um aviso. – virou o rosto para ele e olhou-o nos olhos – Estás a perder o teu tempo. De mim não irás obter nada.

- Eu sei. – Gaara olhava para ela divertido – Mas existem outras formas de o descobrir. E, para isso, era necessário que… - acabou de beber o seu wisky de um só trago, pousando sobre o balcão – fossemos amigos…

Ino, ao ouvir isto, quase que se engasgava com a bebida, olhando-o estupefacta. – Ah, ah! Deves estar a brincar comigo, não? – revirou os olhos – Só se for nos teus sonhos! – exclamou, dando outro gole – Mas aliados, talvez…

Gaara começava a adorar a maneira de como ela o olhava, como se estivesse a desafiá-lo. E, isso, o deixava louco!

- Ok! Eu aceito ser teu aliado. – ambos se olhavam-se intensamente – Resta-nos saber se também o queres.

Gaara estendia uma mão na sua direcção. Queria que selassem o acordo com um aperto de mão.

Ino apenas olhava para aquela mão com uma expressão neutra. Tentava analisar, mentalmente, o que se estava a passar. Ela só havia dito aquilo de "aliados" na brincadeira. Mas, pelo que entendia, ele estava a levar aquilo muito a sério. «Pensando bem, acho que não me fará mal nenhum ter um aliado neste momento. Talvez ele venha-me mais tarde a ser útil.».

- Eu também aceito! – exclamou, apertando-lhe a mão – Penso que seremos uma dupla incrível!

- Da qual se esperarão grandes coisas. – acrescentou Gaara, enquanto lhe puxava a mão delicadamente para si, depositando nela um beijo suave.

Ino tratou de retirar logo a mão. Não havia gostado minimamente de tal gesto.

- Podemos ser aliados, mas isso não te dá o direito de me beijares a mão ou tocares-me sem a minha permissão!

Gaara estava um pouco divertido com esta reacção da parte dela.

- Desculpa. Não foi minha intenção…vamos não fui-me capaz de conter. Prometo que não volta a acontecer.

Acabando de esvaziar o seu copo por completo, Ino apenas lhe lançava um olhar de aviso, como se quisesse dizer "Ainda bem que o sabes".

Gaara, para alcançar os seus objectivos, já a tinha sobre olho. Agora que se tornara seu aliado, as coisas tornar-se-iam mais fáceis. Compreendendo a mensagem que ela lhe transmitia com o olhar, ele a partir dali tinha que ter mais cuidado e não deixar-se seguir por impulsos repentinos. Agora, mais do que tudo, não podia deitar tudo a perder!

Despedindo-se de Shikamaru e dando indicação a Ino para se irem embora, Gaara pagou o que haviam consumido.

Quando saíram definitivamente do estabelecimento, a troca de olhares entre eles era mais do que evidente. Notava-se que começava a haver uma certa cumplicidade entre os dois, enquanto sorriam um para o outro.

Com uma dupla assim, o que se poderá esperar?


E agora? O que será que eles irão fazer daqui para a frente?

Comentem e não percam os próximos capitulos!