Olá! Aqui vai mais um capítulo. Como era muito longo, quando comecei a pensar nele, resolvi dividi-lo em dois. Esta é a primeira parte e a segunda vem a caminho!
Espero que gostem! ^^
Bjs
Capítulo IX
Sasuke estava a ter uma conversa animada com a Temari, tendo a seu lado o Sai. Estavam na escola, no intervalo grande, à espera do toque para a próxima aula. No entanto, ele sentia que o seu amigo estava um pouco distante e, por isso, decidiu meter conversa com ele, a ver o que se estava a passar. Afinal eles eram amigos.
- Temari. Vai indo para a sala de aula. Quero falar um pouco com o Sai, a sós.
Temari não pareceu se importar. Apenas fora apanhada um pouco de surpresa.
- Ok, Sasuke. – chegou-se perto dele e sussurrou – Bem me parecia que ele – apontou para Sai – não estava assim tão bem. – endireitou-se – Enfim…vou indo. Não cheguem atrasados à aula!
Assim que Temari se afastou, Sasuke dirigiu-se para o amigo.
- Sai. – ele não respondia – Sai. – ele parecia estar na lua – Sai! – exclamou mais alto, estalando os dedos à frente dos olhos dele.
- Ah… - Sai parecia ter despertado do transe – O que foi, Sasuke?
Sasuke olhou para ele incrédulo.
- O que foi? Estás aí feito parvo, a pensar na morte da bezerra, e agora é o que é que foi? Vá lá…diz o que te está a atormentar nessa tua cabecinha de alho chocho.
- Como o sabes?
- Eu sou teu amigo. Conheço-te.
- Ok. – suspirou - Então é o seguinte…
Sai começou a relatar tudo o que havia acontecido no dia anterior, quando estava em casa da Inai.
- Bem…pode-se dizer que temos alguns problemas…
- Achas? Eu gosto da Inai, mas…pelos vistos, parece que eu ainda não esqueci a Ino. E só de pensar que a Inai pode estar a sofrer com tudo isto… -passou, frustrado, a mão pela nuca – Sabe-se lá o que ela estará a pensar de mim neste momento…
«Quem o viu e quem o vê. Antes nem a podia ver, agora tá todo preocupado com ela…», pensou, Sasuke, suspirando, enquanto se aproximava dele, colocando a mão sobre o seu ombro.
- Então tens que sincero com ela. Diz-lhe a verdade. Conta-lhe o que realmente sentes, o que vai na tua alma e no teu coração.
- Achas? Mas tenho medo que ela não me queira depois disso. Que desista de mim…
- Se mesmo quando andavas com a irmã dela, a Inai te queria, não é agora por uma confusão de sentimentos que ela te vai abandonar. Se bem que…as mulheres conseguem ser bem imprevisíveis.
- Lá nisso tens razão… - «A Ino é exemplo disso. Num dia era uma menina espectacular e no outro já está a ter uma atitude fria, como se não tivesse coração…»- Acho que vou seguir o teu conselho, Sasuke. Mas só espero não perder a Inai por causa disto. Apesar de tudo, eu gosto dela e só quero o melhor para ela.
Sasuke colocou um braço sobre os ombros dele, puxando-o para perto de si e coçando de seguida com a mão a cabeça dele.
- Assim é que é! Vejo que agora já temos o Sai de volta!
[…]
Inai estava a conversar com umas amigas, mas assim que avistou o Sasuke e o Sai conversando decidiu ir ter com eles. O que tinha acontecido no dia anterior a tinha, de certa forma, magoado, mas tinha de saber a sua versão dos factos. Simplesmente achava que ambos deveriam esclarecer a situação. «E isso não pode passar de hoje!», pensou, Inai decidida, enquanto os alcançava.
- Olá, Sasuke! Sai…
- Olá, Inai! – cumprimentou Sasuke, largando o amigo.
- Olá… - Sai nem sabia o que dizer, muito menos olhar para a cara dela depois do que havia acontecido.
Inai dirigiu-se para Sai.
- Sai…será que podíamos falar, a sós, num lugar mais calmo?
Sai ganhando coragem, e pretendendo seguir o conselho do seu amigo, olhou para ela de frente.
- Sim, Inai. Tens razão. Precisamos mesmo de falar. – dirigiu-se para Sasuke – Sasuke! Vemo-nos na aula, ok?
- Ok!
Assim que os amigos se despediram, Inai foi guiando Sai até um lugar sossegado, para que os dois pudessem falar, sem serem interrompidos por pessoas inconvenientes.
[…]
Enquanto isso, Ino e Gaara estavam a conversar no pátio grande, exactamente no local preferido do rapaz.
«A conversa parece ser bem interessante…», pensou, Sakura, com repulsa, observando a cena escondida atrás de umas colunas do pátio. Aquela tipa já lhe estava a meter nojo! Antes, quando era uma patricinha, eles nem se conheciam, quanto mais trocar duas ou mais palavras. Agora que ela virou gótica e mal encarada, não passam um sem o outro. É só sorrisinhos para trás e para a frente…Droga! «Agora é que ela se vai haver comigo! Ou não me chamo Sakura Haruno!», pensou, decidida, enquanto caminhava na direcção deles.
Quando lá chegou, eles nem repararam na sua presença, continuaram a conversar na boa, como se ela fosse invisível. Então, Sakura, com uma vontade de estragar aquele clima, interrompeu a conversa, cumprimentando.
- Olá, Gaara! Olá, Ino. – cumprimentava-a, enquanto a fuzilava com o olhar.
«O que esta tipa quererá agora?», pensou Ino. Até parece que lhe tinha feito algum mal. «Não me digas que…». Olhou para Gaara e uma ideia começou a se fornar na sua cabeça. Um sorriso começou a formar-se nos seus lábios. «Então é isso… Pobrezinha…nem sabe o desgosto que lha espera.».
- Olá, Sakura. Vieste falar-me sobre "aquilo"em particular?
- Não! Queria apenas saber como tu estavas… É que eu e o grupo andamos preocupados contigo. Não tens sido muito presente nas nossas actividades…
- Para isso é que decidi pôr o Subaru no comando. – disse, Gaara, como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Eu sei, mas… - olhou para ele nos olhos – não é a mesma coisa sem ti.
- Eu sei. Mas, pelos zum zuns que tenho ouvido, ele até que está a fazer um óptimo trabalho. – olhou de esguelha para Ino – Mudando de assunto… Sakura, sabias que eu e a Ino somos agora parceiros?
«O quê? Isto não me pode estar a acontecer… Aquela mocreia, parceira do Gaara? Belisquem-me que se posso estar a sonhar!», pensou, prestes a ir para cima dela, isto se não fosse na situação em que estava. O que a deixava bastante frustrada.
Fingindo que estava tudo bem, Sakura deu um sorriso trémulo.
- Ai é? Não me digas …
Gaara aproximou-se da Ino, colocando uma mão sobre o ombro dela.
- Sim. E posso dizer que até estou a gostar.
Ino olhou para Sakura com deboche.
- O sentimento é recíproco.
Sakura, ao ouvir aquilo, fuzilou-a com o olhar.
- Agora que somos parceiros, Ino… - Ino olhou para ele – Espero que dês bem com todos os meus amigos, em especial com a Sakura, que, para mim, é uma amiga do coração. Sendo assim, vou deixar-vos sozinhas. – disse, enquanto se ia afastando delas – Com certeza têm muito o que conversar.
Sakura nem estava a acreditar naquilo, enquanto via Gaara a desaparecer do seu campo de visão. Ficara muito magoada com o que ele dissera. Afinal, não passava de uma "amiga do coração" para ele. Será que ele não via, que ela queria ser muito mais do que isso?
Mas agora isso não vinha ao caso. Tinha a Ino, a sua rival, mesmo à sua frente. Estavam sozinhas, o que favorecia a ocasião. Chegara finalmente o momento de tirar algumas satisfaçõezinhas!
Entediada com aquele silêncio, existindo apenas trocas de olhares, Ino decidiu também se retirar, mas Sakura não deixou, travando-a pelo ombro.
- Onde pensas que vais? Agora que as coisas iam ficar interessantes…
- O que é queres? É que para que saibas, o meu tempo é precioso, e não me apetece desperdiçá-lo com uma góticazinha de quinta categoria!
- Góticazonha de quinta categoria? – Sakura estava furiosa – E tu? Quem pensas que és? Para mim não passas de uma sem vergonha, que anda só com o Gaara para satisfazer o ego!
Ino desatou a rir-se.
- Ah, ah, ah! Não me faças rir…
- Olha que eu estou a falar a sério! – vociferou, Sakura.
Ino, de repente, passou a ter uma expressão séria.
- E eu agora também vou ser franca contigo. Se queres o Gaara, não é com esses ciúminhos tolos que o vais conquistar. Pelo contrário. Depois não me culpes pelo teu insucesso no amor.
- Não preciso da tua opinião! Mas já que tocaste nesse assunto, como é que sabes que eu gosto do Gaara?
- Hello? Uma pessoa com dois dedos de testa consegue ver isso!
Sakura, furiosa com as ironias dela, aproximou-se de Ino e agarrou-lhe o braço com força.
- Então se o sabes, olha aqui… Tu não sabes com quem te meteste! Se pensas que vais ficar com o Gaara, assim sem mais nem menos, estás muito enganada! Eu vou fazer de tudo para vos separar! Começando por descobrir o teu segredo… - disse, rindo-se com maldade.
Ino ergueu uma sobrancelha. O que aquela garota estava insinuando? Que eu e o Gaara tínhamos alguma coisa? Mas que coisa mais ridícula! Mas, o que mais a enojava, era que uma pessoa medíocre como ela, estava a tocar-lhe, embora ela não sentisse dor alguma.
Sem pensar duas vezes, Ino soltou o braço da mão dela.
- Que eu saiba o Gaara não é propriedade tua, muito menos de ninguém. Ele é livre para fazer as suas próprias decisões. Agora…eu não tenho culpa que ele tenha preferido fazer parceria comigo, não achas? – dando-lhe aquele sorriso irónico tão característico dela.
- Sua…
- Ah! E…antes que me esqueça. Não te preocupes comigo. Eu não estou interessada no Gaara, nem nunca estive. Por isso, amiga… - encentuou a palavra, com desprezo, enquanto dava meia-volta – ele é todo teu! – olhou de lado para Sakura, sorrindo, e foi-se embora.
Sakura, assim que se viu sozinha, começou a coçar a cabeça com força e a dar pontapés e murros no ar. Ela estava extremamente frustrada! Furiosa, para dizer a verdade! Aquela miúda tirava-lhe do sério! «Mas ela não espere pela demora…quando descobrir o seu segredo, ela vai desejar nunca me ter ofendido!».
[…]
- Fiquemos aqui, Sai.
- Ok.
Inai tinha levado Sai até ao campo de jogos, no qual eles costumavam praticar Educação Física. Não havia quase ninguém lá, para além de que eles haviam ido para o lugar mais escondidinho do campo.
- O que é que se passa, Inai? O que queres falar comigo?
- O que é que se passa? Ainda me perguntas o que é que se passa? Ontem, saíste de minha casa sem me dares uma única justificação, depois do que vimos lá fora! Disseste que ias à casa de banho, mas quando dei por mim, já tinhas dado de frosques!
Inai estava muito magoada com ele. Não foi o facto de ele, possivelmente, ainda gostar da Ino, o que mais a magoou, mas sim, a atitude que ele tivera para com ela.
- Lamento, Inai… - disse, Sai, baixinho, de cabeça baixa – Nunca foi minha intenção magoar-te…
- Mas conseguiste-o, Sai! – exclamou, já com os olhos húmidos.
- Bem… - olhou de novo para ela – Acho que é melhor ser sincero contigo…e comigo mesmo. – Inai olhava para ele, querendo que ele continuasse com a conversa, enquanto ele soltava um suspiro – A verdade é que, ontem, ao ver Ino nos braços de outro, pude perceber que, no fundo do meu ser, ainda gosto dela. – abanou a cabeça com veemência – Não sei porquê, mas ainda gosto. Mas quero que saibas que… - pegou numa mão da Inai – se há coisa de que não me arrependo, foi deste tempo que passei a teu lado. Fizeste com que um simples ódio se convertesse em algo mais. – as lágrimas da Inai começaram a escorrer-lhe pelo rosto – É por isso, Inai, que não quero que sofras. Desculpa a minha atitude de ontem. Foi inconcebível, mas foi para o bem da nossa relação. É que, apesar de ainda gostar da tua irmã, ainda te valorizo como mulher. É contigo com quem eu quero estar. Prometo esquecer a Ino, mas espero que, com isto, não te venha a perder, Inai…
Inai não tinha palavras. Aquela foi a revelação de amor mais bonita que ela tinha ouvido!
Limpando as lágrimas com as costas da mão, ela aproximou o rosto dele do seu, colocando-o entre as suas mãos.
- Tu nunca…me vais…perder, Sai… - olhou-o intensamente nos olhos – Eu sei que vais querer esquecê-la…e é por isso que vou estar aqui, a teu lado. Mesmo quando não te podia ter, eu estava a teu lado. Agora que te tenho, não vou baixar os braços. Sai…aconteça o que acontecer, podes sempre contar comigo! Estarei sempre do teu lado! – beijou-o, suavemente, nos lábios.
Sai nem queria acreditar no que estava a ouvir. Não ia perder a Inai. Ela estaria sempre do seu lado. Inai era mesmo uma rapariga espectacular! Agora é que tentaria tê-la a seu lado para todo o sempre.
Assim que ela o beijou, ele ficou sem reacção. «Inai…». Deixando-se levar pelo alívio que sentia em seu coração, Sai retribuiu o seu beijo e, quando se afastaram um do outro para recuperarem o fôlego, eles se abraçaram. Era tão bom poder senti-la assim… «Obrigado, Sasuke. Obrigado».
[…]
Dentro do pavilhão, onde ia ter aulas, Hinata falava trivialidades com umas amigas. A conversa parecia estar bem animada, pois não deu pela presença do Naruto, que, assim que a avistou ao fundo daquele corredor, estava escondido atrás de uma parede, que ficava perpendicular a esse mesmo corredor.
Naruto não via a hora de ela terminar a conversa com as amigas e ir para a aula. Queria tanto voltar a vê-la, que tratou logo de saber onde ela iria ter aulas, indo directamente, durante o intervalo grande, até onde ela estivesse. Agora, avistando-a de longe, tudo o que queria era surpreende-la, não lhe dar escapatória. Não sabia ainda o que se estava a passar com ele, mas era uma sensação muito boa. Sentia que era capaz de fazer tudo. Sentia-se mais livre.
Assim que viu Hinata a despedir-se das amigas e a vir naquela direcção, Naruto tratou de se pôr em posição. Quando ela passou por ele, agarrou-a por um braço, surpreendendo-a, e puxou-a para si. Encostando-a à parede, Naruto olhou-a com desejo e não foi capaz de se conter, dando-lhe um beijo apaixonado, bem apaixonado.
Hinata não sabia ao certo o que se estava a passar. Num momento estava descansada e tranquila e, no seguinte, estava a ser agarrada para depois ser beijada. Quando a tinham puxado ficara surpresa, ainda mais quando foi encostada à parede e descobriu que a dita pessoa que havia feito aquilo fora o Naruto. «Naruto…?». Ele olhava-a de uma forma que fazia todo o seu corpo estremecer. Só se perguntava o que ele lhe iria fazer, até que, de repente, ele a beijou. «O que vem a ser isto?», perguntou-se a si própria, arregalando os olhos. Mas, assim que o beijo tomou outra forma, quando ele pedia a introdução da língua na sua boca, ela não foi capaz de oferecer resistência. Fechou os olhos e abriu a boca, beijando-o da mesma forma, com a mesma fúria, que ele estava a beijando. «Oh…meu deus…».
Tentando recuperar o fôlego, eles afastaram-se. Naruto ainda permanecia com o rosto bem próximo do dela. Queria saber se ela tinha gostado daquela surpresa. Se tinha tido o mesmo feeling que ele. E, pela forma que ela entreabria os lábios e abria ao de leve aqueles lindos olhos, pôde constatar que sim.
- Naruto…isso foi…
- Bom?
- Nem tenho palavras… - custava-lhe respirar.
- Eu sei que isto…foi uma completa loucura, mas…não tive como resistir… - olhou-a fixamente nos olhos – Estavas…a dever-me…este beijo.
Hinata começou a relembrar a tarde maravilhosa de ontem com o Naruto. Pelos vistos acabara por lhe prometer que iam retomar aquilo que estavam a fazer, mais tarde, no exacto momento em que foram interrompidos pelo telefonema do pai dela.
- Sim…tens razão… - Hinata corou nesse instante – Sabes…esse foi…o meu primeiro beijo…
Naruto, por alguma razão inexplicável, sorriu perante tal confissão. Sentia-se contente por ter sido o primeiro rapaz a fazer isso àquele anjo de cabelos azulados. E, por isso mesmo, esperava que fosse o primeiro dela em tudo.
- Fico honrado. – voltara a respirar direito novamente – E isso leva-me a querer fazer-te uma proposta. Espero que a aceites.
Hinata estava intrigada e curiosa.
- Que…tipo…de…proposta? – a respiração ia aos poucos voltando ao normal.
- Eu sei que isto é uma loucura, que só nos conhecemos há apenas dois dias, mas… - encostou a testa na dela – Hinata, aceitas namorar comigo?
Hinata nem sabia o que dizer. Sentia-se como se estivesse a flutuar… estava completamente enternecida.
- Então…eu devo ser ainda mais maluca por aceitar. – respondeu, enquanto colocava os braços à volta do pescoço dele e ele olhava-a com a sobrancelha arqueada – Sim, Naruto! Quero muito namorar contigo!
Naruto, ao ouvir tais palavras, sentia-se o rapaz mais feliz do mundo. Era tanta a felicidade, que não foi capaz de a conter, já que agarrou Hinata pela cintura, elevando-a no ar, e começou andar à roda com ela. Ambos riam sem parar de tão felizes que estavam.
A campainha tocou nesse instante. Passados alguns segundos começou a haver um certo movimento naquele corredor, sendo que os alunos não podiam deixar despercebido aquela cena entre o casal. Até duas meninas ficaram paradas a olharem para aquela figurinha triste, enquanto a comentavam, cochichando uma com a outra.
Naruto, assim que pousou Hinata no chão, apercebeu-se que estavam a ser observados. Pelos vistos, a campainha já devia ter dado sinal. Olhou para Hinata e viu que esta estava super vermelha. Aquela situação, ser o centro das atenções, devia ser bastante constrangedora para ela.
Então, com o objectivo de a proteger, agora que eram namorados, Naruto chegou-se à frente, virou-se para as duas meninas que cochichavam entre si, já que passaram a ser as únicas que ainda permaneciam lá, e gritou-lhes com cara de poucos amigos:
- E aí, meninas! Não têm mais nada para fazer do que ficar aí olhando e falando da vida alheia?
As meninas, assustadas e um pouco insultadas com esta atitude do rapaz gótico, retiraram-se para a sua sala de aula.
Hinata ficou surpresa. Ele realmente era um querido! Viu que ela estava envergonhada e resolveu acabar com o problema, só para a proteger da humilhação.
Chegou-se ao pé dele, que se havia virado para ela, e deu-lhe um selinho, ainda um pouco corada.
- Obrigada, Naruto. – lembrou-se que possivelmente já deveria ter tocado para as aulas – Bem…acho que é melhor eu ir indo para a minha sala de aula. Não posso chegar atrasada, se não, ainda me marcam falta.
Naruto agarrou-lhe nas duas mãos e beijou cada uma delas.
- Vai…meu anjo. Não chegues tarde por minha culpa. Depois a gente se vê, ok? – ela acenou que sim, enquanto lhe dava um beijo suave, indo-se de seguida embora, em direcção à sua sala de aula. «Quem diria que namorar fosse tão bom?», pensou com um sorriso de orelha a orelha.
Continua...
Espero que tenham gostado, porque o próximo é bem mais emocionante! Vai ocorrer, por exemplo, o primeiro beijo entre os protagonistas! ^^
Não deixem de comentar, pf!
