Olá! ^^ Desculpem a demora! Mas não foi por mal...

Pois bem, mas eis então o novo capitulo! Esepro que gostem, pois tamos quase a chegar ao final...

Boa leitura!

Bjs


Capítulo XI

Estava escuro. Muito escuro. «Onde estou?», questionava-se, Ino, imersa nessa escuridão, sem saber para onde ir.

De repente…ouviu vozes… Estas ecoavam por todo o espaço, fazendo com que ela não soubesse ao certo de onde vinham. No entanto, sabia que se tratava de uma pessoa bem risonha, pois não parava de se rir.

- Quem é? Quem está aí?

Estava a começar a ficar aflita. Parecia que aquilo ia dar com ela em doida!

As vozes iam-se aproximando… Ela tinha a noção disso e, por isso, a medo lá se foi aventurando um pouco por aquela temível escuridão. Mas…bastou ela virar-se bruscamente para trás e dar um estrondoso grito, para cair no chão com os olhos arregalados.

À sua frente, mesmo a poucos centímetros do seu rosto, aparecera um monstro horrível. A sua cara era longa, de nariz e queixo compridos e pontiagudos e olhos rasgados e vermelhos como o sangue.

Estava a rir-se dela.

Ino estava deveras assustada. Como a última coisa que queria era sair dali, começou a correr o mais rápido que podia. A única coisa que queria era ver se se livrava daquele monstro horrível.

No entanto, o seu plano de fuga não estava a dar lá muito resultado, já que ele sempre a apanhava, surgindo à sua frente do nada. O que a deixava aterrorizada e um pouco desesperada.

- Não adianta fugir, Ino. – disse, por fim, o monstro.

Isto fez com que ela se retese e ficasse onde estava, virando-se devagar para trás para poder fitar a dita figura horripilante.

- E…como é…que sabes isso…?

O monstro riu-se.

- Como é que eu o sei? Deixa-me ver… - pôs um ar pensador – Ah! Já sei! Porque sou o Diabo e isto, minha querida, é o teu subconsciente.

Ao dizer estas últimas palavras, ele havia mudado o seu tom de voz. Passou de um tom de sarcasmo para um ameaçador, que conseguiu com que todo o corpo da rapariga estremecesse.

- O…que…queres dizer…com isso?

- Que eu sou tu e tu és eu. Somos um só.

- N-Não pode ser… - disse, enquanto abanava a cabeça com veemência. Não queria acreditar naquilo.

- Por isso…não adianta fugires de mim, que eu saberei sempre onde estás. Daí que acho melhor esqueceres o ruivinho. Isto se não quiseres morrer às minhas mãos!

Rindo-se de forma maléfica, o Diabo lançou-se, como uma sombra, sobre ela...

[…]

Ino acordou sobressaltada. Com a respiração entrecortada e a suar por todos os lados. «Foi apenas um pesadelo.», pensou, enquanto tentava se acalmar.

Sem que ela estivesse a contar, de repente, o despertador, que estava na mesinha de cabeceira ao lado da cama, começou a tocar, o que a fez se sobressaltar.

Furiosa, Ino pegou no despertador e atirou-o com toda a força que pôde contra a parede.

O barulho enaltecedor fez com que a Inai, que estava a dormir tranquilamente na cama ao lado, acordasse igualmente sobressaltada, ainda que um pouco sonolenta.

- O quê? Como? Quando? – bocejou – O…que é…que aconteceu? Que barulho foi…este?

- Foi o despertador. – respondeu ríspida – Horas de acordar, maninha…

Enquanto Ino levantava-se e começava a preparar as coisas para mais um dia de aulas, Inai bufou frustrada, tapando a cara com uma almofada. Aquilo não lhe podia estar a acontecer…

[…]

Inai atravessou os portões da escola sonolenta. Era a primeira vez que acordava com umas olheiras do tamanho do mundo! E porquê? Porque a sua querida irmã se lembrou de acordar com o pé ainda mais esquerdo do que já tinha.

Ao longe, ela podia vê-la a entrar no polivalente apressada. «Ai…como sinto saudades da antiga Ino…», pensou, saudosa, soltando um longo suspiro.

Sai, mal a avistou, foi logo ter com ela.

- Bom dia! - abraçou-a por trás e deu-lhe um beijo na cara. Depois reparou que ela não estava nada bem – O que se passa?

- Nem queiras saber…

Sem alternativa, ela acabou por lhe contar o que havia acontecido ao acordar.

- Ui! – levou uma mão à cabeça, bagunçando um pouco o cabelo – Portanto, isso quer dizer que hoje será melhor não me aproximar dela.

- Isso mesmo! Isto se não quiseres morrer. – sentenciou, enquanto fazia o sinal com o indicador no pescoço.

Sai olhou para a namorada com mais atenção.

- Tu também não me pareces nada bem. – disse, enquanto a envolvia pela cintura com os braços, puxando-a mais para si.

- É…eu sei… - disse meio sem graça – Deves tar-me a achar horrível com estas olheiras…

- Que olheiras?

- És cego, Sai? – o rapaz começou a rir-se, fazendo com que ela o fuzilasse com o olhar – Posso saber onde está a graça?

- A Graça eu não sei, mas…tu para mim, com olheiras ou sem elas, és a mulher mais linda.

- Oh… - Sai a tinha deixado sem palavras – Nem sei o que dizer…

O moreno aproximou o rosto do dela, com a boca quase a tocar na dela.

- Diz apenas que me amas.

- Amo-te…

Sai não hesitou. Bastou a loira proferir tais palavras para ele se apoderar dos seus lábios e deliciar-se com o seu sabor.

- Olá, pessoal! Tudo bem?

Maldito Sasuke! Quando estavam na melhor parte, tinha logo de vir o desmancha-prazeres, logo seguido da Temari. «Isto estava bom demais para ser verdade», pensou o casal em uníssono.

- O que é que se passa? – perguntou, Temari – Interrompemos alguma coisa?

- N-Não…que ideia…

- Acho que ele está a mentir, Temari. – Sasuke estava numa de ser brincalhão – Então não viste o beijão que eles ainda há pouco estavam a trocar?

Sai e Inai coraram na hora, enquanto Temari só se ria baixinho.

- Vai-te lixar, Sasuke! – reclamou o casal em uníssono.

- Olá, Inai. Olá, Sai.

Hinata e Ten Ten, que não fazia muito tempo que haviam chegado à escola, pois a Hyuuga já usava as roupas à gótica, nesse momento haviam passado por eles. Como esta mesma não era mal-educada, apesar de não ter muita ligação com eles os dois, resolveu os cumprimentar. Mal não lhe fazia.

Inai e Sai retribuem o cumprimento, mas só que bem baixinho, quase num sussurro. Eles tinham ficado um pouco perplexos por a Hinata os ter cumprimentado.

Sasuke, como não era cego, havia apreciado, e ainda estava a apreciar, a linda rapariga gótica de cabelos azulados e olhos perolados, que acabara agora de passar por eles e se dirigia para um dos pavilhões, acompanhada por uma amiga.

- Uau! – colocou uma mão sobre o peito – Que gata, hein?

Inai, Sai e Temari olhavam para ele incrédulos. Aquele comentário nem era próprio do moreno.

- Tás bem, Sasuke? – perguntou, Sai, aproximando-se dele preocupado, colocando-lhe uma mão na testa – Pelos vistos…febre não tens.

- Que febre qual carapuça! – resmungou, afastando a mão do amigo – Até parece!

- É normal esta reacção por parte dele, Sasuke. – interveio, Temari – Não é normal de ti dares esse tipo de elogios às raparigas. Se é que alguma vez elas te interessaram…

- Não gozes! Ok, Temari? – cruzou os braços junto ao peito, elevando o queixo orgulhoso – Se há coisa que eu não sou é gay!

- Não te exaltes, tá? Só fiz uma constatação. A verdade é que não ligas muito para o sexo oposto.

- Por acaso até ligo. Aprecio-as ao longe, embora não lhes dê demasiada atenção. Afinal… – descruzou os braços e encolheu os ombros – não sou um homem de me prender a alguém.

- Mas, pelos vistos, a Hinata interessou-te, né? – insinuou, Inai.

Sasuke deu um sorriso matreiro de lado.

- Inai…diz-me lá qual é o homem que não lança um segundo olhar a Hinata Hyuuga, agora que ela está assim vestida? – Inai ergueu uma sobrancelha – Pode não parecer, mas…ela ficou bem mais gostosa assim… - enquanto o dizia, ia fazendo com as mãos no ar as formas de uma mulher.

Temari deu-lhe um cascudo na cabeça, sem que ninguém desse por isso.

- Ai! – levou as mãos à cabeça – Porque é que me bateste, Tema? Por acaso disse alguma mentira?

- Não! – exclamou, indignada – Apenas és um grandessíssimo estúpido!

Sem dizer mais nenhuma palavra, a maria-rapaz saiu da beira deles e dirigiu-se para o pavilhão onde ia ter aulas.

- O que é que lhe deu? – perguntou, Sasuke, sem entender nada.

- Bem, Sasuke… - Sai trocou um olhar cúmplice com a namorada – digamos que são os efeitos do amor…

Sasuke continuava sem entender, enquanto os seus amigos se riam à socapa dele. Gostava da Temari, mas como amiga, uma boa amiga. Estaria o Sai a insinuar que ela gostava dele mais do que um amigo e que aquela reacção por parte dela não fora mais de que uma cena de ciúmes? «Nã….», pensou, enquanto caminhava pelo corredor em direcção à sala de aula. «Não pode ser. Devo ter entendido mal. Só pode ser isso.».

[…]

Ino estava na sala de aula, sentada na sua cadeira, com cara de poucos amigos.

Os colegas, que passavam por ela, compreenderam logo a mensagem. Tentaram logo de não se aproximarem muito da sua carteira, muito menos lhe dirigirem a palavra.

No entanto, um certo ruivo gótico de olhos verdes mostrava ser o oposto a um colega normal. Assim que entrou na sala de aula e reparou que ela se encontrava ali, resolveu sentar-se no seu lugar e dar inicio a um papo com ela.

- Olá. Aconteceu alguma coisa para estares com esse "bom humor" logo pela manhã? – ironizou.

- Não me chateies! – alertou-o, furiosa, entre dentes – Acredita, Gaara. Hoje não estou com disposição para te aturar. Nem a ti, nem a ninguém! – virou-se para ele, olhando-o nos olhos – Percebeste?

Gaara apenas sorria de lado em resposta, o que deixou-a frustrada. Parecia que ela tinha um longo caminho a percorrer se quisesse livrar-se dele, ao passo que ele, tudo o que queria era estar perto dela e quando ela se punha assim, zangada, achava-a ainda mais bonita do que já era. A sua má disposição dava-lhe um toque especial.

Nesse instante, Hinata entrou na sala. E, quando desviou a cabeça para o lado da Ino, começou a haver uma troca de olhares entre as duas.

A Hyuuga começou a sentir pequenos arrepios no corpo, sentindo-se um pouco incomodada com isso. Podia não parecer à primeira vista, mas…olhando bem fundo nos seus olhos, parecia que ela gritava por socorro, que lhe estava a pedir ajuda. «Será esta sensação fruto da minha imaginação?», se perguntou assim que desviou o olhar para ir para o seu lugar.

Gaara havia reparado nesta troca de olhares, apesar de ter sido uma questão de segundos. Achava estranho elas se olharem daquela maneira. Desde que a Ino se convertera numa gótica, que as duas não se falavam como antigamente. No entanto, com isso, ele pôde detectar que a Hinata havia sentido qualquer coisa, pela expressão que ela tinha feito.

Logo, quando estava prestes a perguntar o que se tinha acabado de passar, a professora Shizune acabara de fazer a sua entrada na sala de aula, interrompendo assim a sua linha de pensamento. Contudo, não havia problema. Sempre podia perguntar-lhe mais tarde. «Quem sabe quando as aulas terminarem.», pensou, passando em seguida a estar atento à aula.

[…]

Sakura permanecia a um canto do lado de fora do portão da escola. Estava à espera que a Ino saísse. Era hoje que iria descobrir o segredo dela. Ou não se chamava Sakura Haruno.

O toque da campainha se fez ouvir por todo o campus escolar. A rosada havia saído mais cedo das aulas e mal via a hora de que a Ino saísse para a poder seguir e dar inicio ao seu plano. Tinha um pressentimento que seria o seu dia de sorte.

Passado uns dois minutos, depois do toque, conseguiu detectar, ao longe, a morena gótica a vir embora, seguida pelo Gaara. Parecia que não se estavam a entender…

- Ino. O que foi aquela troca de olhares entre ti e a Hinata? – perguntou, Gaara – E não me digas que não foi nada, porque eu vi e senti algo. Não tentes negá-lo.

- Agora não, Gaara! Por favor…hoje não! – começava a perder a paciência – Não vês que tou com pressas?

- Vejo. Deixo isto passar por hoje, mas… - agarrou-a pelo braço, fazendo-a virar na sua direcção, o olhando directamente nos olhos. Ambos estavam parados – Não te esqueças de uma coisa, Ino. Não me podes ocultar nada. Somos parceiros. Fizemos um trato que nos liga um ao outro.

Ino, interiormente, sentiu-se enternecida por tais palavras e até teria desviado o olhar, mas, exteriormente, apenas permaneceu com o seu olhar fixo nele. Um olhar frio.

- Eu sei qual é o meu lugar. Agora…se me dás licença…

Libertou-se dele e dirigiu-se ao portão a toda a velocidade. «Preciso urgentemente falar com ela, senão não vou conseguir aguentar mais!», pensou, desesperada, apressando ainda mais o passo.

Assim que ela havia atravessado o portão da escola e já se encontrava a passar para o outro lado da estrada, Sakura deu um sorriso largo e, sem que ninguém desse por isso, nem mesmo a própria Ino, começou a segui-la. O seu momento havia finalmente chegado!


E aí? Valeu a espera? Não se esqueçam dos reviews!

Bjs