Oi! ^^

Já faz algum tempo, mas agora é mesmo para ser rápida, já que logo logo chega ao fim! ^^

Espero que gostem! XD E Boa leitura!

Bjs


Capítulo XII

Já havia dado o toque há algum tempo e Hinata estava sentada num banco do pátio grande à espera do namorado. Contudo, mostrava estar um pouco inquieta.

Ela não entendia muito bem o que se tinha passado na sala de aula entre ela e a Ino. O que fora aquilo? Pareceu ter a ligeira impressão, ao olhar-lhe nos olhos, que a sua antiga amiga Ino lhe estava a pedir ajuda. Como é que isso era possível?

- Oi, Hinata! Em quê que estás a pensar?

- Hã? Ah! És tu, Naruto…

Naruto sentou-se ao pé dela e deu-lhe um beijo.

- O que se passa? Pareces um pouco inquieta.

- É que…hoje aconteceu-me uma coisa muito estranha.

- Que coisa? – perguntou, curioso.

Hinata respirou fundo e começou-lhe a contar tudo o que havia acontecido na primeira aula do dia, bem como de todas as sensações que ela tivera com isso.

- Foi estranho. Realmente estranho…

- É… - coçou a cabeça, nervoso – Mas deve ter sido imaginação tua.

- Não sei, Naruto. Ela pode estar agora mudada, mas algo me diz que, por alguma razão inexplicável, está a precisar de ajuda.

- Vais ver que não é nada. – tranquilizou-a, colocando uma mão sobre a dela.

- Talvez tenhas razão. – levantou-se – Vamos?

- Está a ver que não o perguntavas! – respondeu o loiro com um sorriso matreiro, enquanto se levantava e lhe dava a mão.

De mãos dadas, eles seguiram o seu caminho sem pensar muito no assunto. O que queriam eram aproveitar a companhia um do outro.

[…]

Sakura continuava a seguir a Ino. E achou estranho ela se dirigir para uma zona muito afastada do centro. O que havia naquele lugar que conseguisse despertar o interesse de uma patricinha? Porque, sinceramente, nunca pensaria que ela fosse capaz de ir para um lugar como aquele. As ruas eram bem sombrias. Quase não havia pessoas. Mas, se tudo corresse bem, logo logo o saberia.

De repente a morena pára diante de uma casa. Para que não desse pela sua presença, escondeu-se atrás de uma árvore próxima, o mais rápido possível.

Manter-se-ia à escuta.

[…]

Ino vai calmamente até à casa da bruxa Kurenai, sem suspeitar que estava a ser seguida.

Quando chegou à porta da casa dela, bateu três vezes. Passado um bocado, Konan veio abri-la.

- Tu outra vez? – perguntou, enfadada só de a ver. Desde a primeira vez que não gostava nada daquela miúda.

- Preciso de falar com a Kurenai. É urgente!

Konan bufou para depois dar-lhe passagem.

- Entra. – Ino olhou de um lado para o outro e depois entrou – Vou ver se a Madame te pode atender.

Depois de falar, fechou a porta atrás dela e deixou-a ali parada enquanto se dirigia para o escritório da sua patroa. Passados nem dois minutos, a ajudante regressou, levando-a até à sua senhora.

Quando chegaram ao escritório dela, a bruxa Kurenai agradeceu Konan e mandou-a embora para as deixar a sós.

- E então, minha cara Ino, a que devo tal honrosa visita?

Ino deu um sorriso de lado. Havia percebido o tom de ironia por detrás das palavras dela.

- Quero apenas saber o que me está a acontecer. – disse simplesmente, enquanto se sentava na cadeira, ficando frente a frente a ela e a olhando olhos nos olhos – E quero que mo diga agora!

Kurenai movimentou ligeiramente a cabeça para cima e para baixo.

- Ok. Mas deixe-me relembrar-te de que foste tu quem quis ir com isto adiante.

Ino cerrou os maxilares.

- Isso eu já o sei há muito tempo! Vai mas é direita ao assunto!

- Ok. – suspirou. Aquela miúda era mesmo muito impulsiva. – Eu sabia que mais cedo ou mais tarde virias até mim por causa disso. Enfim…quando vieste ter comigo, pela primeira vez, lembro de te ter explicado as consequências daquela poção que te dei. – lançou-lhe um olhar especulativo – Espero que estejas recordada disso.

- No entanto devo-te avisar de uma coisa. Esta poção tem um pequeno senão. Depois de a ingerires até podes não ter coração, nunca te apaixonares, mas se conheceres alguém e tiveres sempre a pensar nessa pessoa constantemente, então o efeito da poção desvanecerá. Mas atenção! No momento em que o seu efeito desvanecer, para te tornares na pessoa que és agora, terás que combater o mal que há dentro de ti. Só assim é que serás feliz entretanto. Se não, a tua outra opção é sem dúvida a….morte!

- Sim…agora me lembro… - Ino tinha um olhar vazio. Muito distante.

- Portanto… - encostou-se às costas da cadeira, pousando os cotovelos nos braços desta e unindo as mãos uma ma outra – Não me culpes pelo sucedido. Sabias das consequências e, mesmo assim, quiseste seguir adiante. – Gostava daquela miúda, mas…agora tinha de ser cada um por si. – Por isso…agora tudo está nas tuas mãos. Ou, digamos, no poder da tua mente. Boa sorte!

[…]

Depois da Ino ter entrado naquela casa deprimente e a porta ter sido fechada, Sakura saiu por detrás da árvore e aproximou-se, de forma muito discreta, da lateral do edifício.

Percorreu-a um pouco até que ouviu vozes. Olhou para cima e viu uma janela rectangular fora do seu alcance. Mas, como estava semi-aberta, pôde ouvir muito bem o que se estava ali a passar.

As vozes tinham cessado… Alguém devia ter-se ido embora. No entanto, passado um bocado, ouviu uma voz que lhe era familiar. «Ino…Vamos ver qual é o teu segredo…», pensou, triunfante. Estava muito perto de conseguir o seu objectivo.

Assim que a conversa deu por terminada, Sakura estava contente e, ao mesmo tempo, chocada. Nunca pensou que a patricinha seria capaz de ir ter com a bruxa Kurenai. Conheci-a, mas só de nome. Sabia que era uma bruxa capaz de tudo. Mas nunca lhe passou pela cabeça que a Ino fosse capaz de se relacionar com uma pessoa como ela.

No entanto, estava satisfeita. Havia finalmente alcançado o seu objectivo. Descobrir o segredo daquela patricinha nojenta!

Percebendo-se que podia ser descoberta, assim que ouviu a porta principal a abrir-se, tratou logo de se ir esconder na parte de trás da casa.

Depois de avistar Ino a afastar-se, Sakura saiu de onde estava e pegou no telemóvel. Mandava uma sms para o Gaara, enquanto não parava de se rir, satisfeita, do que estava a fazer. «Mal vejo a hora dele saber que a Ino não é bem quem ele pensava que era!».

[…]

- Inai. – a loira desviou o olhar da tv para a sua mãe – Tens a certeza de que não sabes para onde a tua irmã foi?

- Sim, mãe. – respondeu pela enésima vez. «Só gostava de saber desde quando é que ela me diz a onde vai ou deixa de ir!», pensou, irónica, rolando os olhos sem que a mãe percebesse.

Tsunade desligou o ferro de engomar. Havia terminado de passar a roupa a ferro.

- Estou preocupada. - suspirou, parada no mesmo sitio, junto à tábua de dar a ferro – Tenho medo que volte tudo a acontecer de novo. Tenho medo de que desta vez ela não volte nunca mais…

«Isso até que não é uma má ideia. Só pelo que ela me fez passar hoje de manhã.», pensou, rancorosa.

- Não se preocupe, mãe. Não tarda ela est…

A porta abriu-se de repente. Alguém estava a entrar em casa. Quando saíram da sala e foram até à entrada, puderam ver que se tratava da Ino.

- O que foi que eu disse, mãe? – perguntou, satisfeita consigo mesma.

Tsunade ignorou-a, indo ter com a sua outra filha, que tinha a intenção de subir as escadas e ir para o quarto.

- Ino! Passou-se alguma coisa para vires a estas horas?

Ino parou naquele instante, suspirando de forma frustrada. Sabia que a mãe não a ia deixar em paz até que dissesse alguma coisa. O certo é que não a queria preocupar. Ela não merecia sofrer. Aquilo que lhe estava a acontecer só a ela dizia respeito, já que era a única responsável por isso.

- Estou bem, mãe. – olhou para ela – Não te preocupes. Ando muito stressada ultimamente e precisava apenas de dar uma volta para espairecer um pouco.

- Pobrezinha… - gozou, Inai, pondo beicinho. – E então? Essa volta foi produtiva? Já estás mais calminha?

- Vai à merda, Inai! – gritou, Ino, saindo a correr dali, perante o olhar preocupado de Tsunade e o incrédulo da Inai. Subiu as escadas e foi para o quarto.

Aquela estúpida da Inai! Quem é que ela pensava que era? Nem sabia da missa a metade! Podia não o mostrar, pois exteriormente aparentava ser uma rapariga fria, sem sentimentos, mas, bem lá no fundo, na essência da verdadeira Ino, ela não via a hora de que aquele pesadelo acabasse…

[…]

Gaara estava diante do portão da escola à espera de alguém. Da Sakura. Quando ele ia ter a casa do Sumaru, pois queria saber como iam as coisas com a seita, eis que recebeu uma sms da rosada.

Vem ter comigo até ao portão da escola. Tenho uma coisa muito importante para te dizer. Vai-te interessar bastante…

Sakura

«O que será que ela quererá agora?». Foi tudo o que pensou na altura. Algo lhe dizia que poderia ser algo mesmo de importante e, por isso, resolveu alterar as suas prioridades. Dera meia-volta e, em vez de ir a onde pretendia ir, foi ter com a Sakura.

- Ela está a demorar… - resmungou, aborrecido.

De repente, a rosada apareceu, ao longe, ao virar da esquina. «Até que enfim!».

Quando se aproximou dele, sorriu-lhe. Estava muito feliz. Finalmente o Gaara veria o seu valor e quem sabe algo mais.

- Espero que seja realmente importante. Não gosto que me façam desperdiçar do meu tempo precioso

- Tenho uma novidade fresquinha! Vai realçar o teu interesse…

- Pára já com os enigmas, tá, Sakura? Vai mas é directa ao assunto!

- O segredo da Ino. – o ruivo abanou a cabeça confuso – Descobri qual é o segredo daquela patricínha.

Gaara ficou surpreso. Como é que ela poderia saber o segredo da Ino? Nem mesmo ele, que era o seu parceiro, sabia! A não ser que…Deu um sorriso de lado.

- Pensas que eu caio numa dessas, Sakura? Devias-me ter em mais consideração.

Sakura não estava a entender o que ele queria dizer com aquilo.

- O que queres dizer com isso, Gaara?

- Que isso não passa de um bluff!

- É isso o que pensas? – sentia-se indignada perante aquela atitude do amigo – Que eu estou a blefar? – o ruivo assinalou bem a sua opinião sobre o assunto com a cabeça – Pois fica a saber que estou a falar muito a sério! – ficou de frente para ele, olhando-o fixamente nos olhos – Já me devias conhecer, Gaara. Já devias saber que eu nunca minto. Muito menos para ti.

- Ok. Supomos que eu acredito. Agora vais me dizer qual é? E, já agora, como o descobriste?

- Sim, Gaara! - «O que eu não faço por ti.», pensou contente, enquanto lhe contava tudo. Desde que seguiu a Ino da escola até ao que ouviu na casa da bruxa Kurenai – E agora? Já acreditas em mim?

Gaara estava petrificado. Aquilo que ela lhe havia contado fazia sentido, e até o havia desconfiado no início, mas…não podia ser verdade. Não podia crer que a loirinha, que se dizia protectora dos animais, pudesse ter chegado tão longe.

Quando conseguiu voltar a raciocinar, o ruivo apenas sentenciou:

- Impossível! Isso é um absurdo!

- Lamento, Gaara. Mas é a mais pura das verdades. Ninguém mo contou. Ouvi-o com estes ouvidos que a terra há-de comer.

- Isso não pode ser verdade… - não queria crer que aquilo fosse verdade – Não pode…

Sakura aproximou-se dele e segurou-o firme para que ele fixasse o olhar no seu.

- Mas é a mais pura das verdades, Gaara! Acredita! Como vês a tua "querida" Ino não passa de uma aldrabona!

- Não acredito! – soltou-se dela com força – Recuso-me a acreditar em tal coisa! – Sakura ia dizer qualquer coisa, mas foi interrompida por ele – Eu amo-a!

Ambos arregalaram os olhos.

Ele por descobrir, finalmente, de que o sentimento que nutria pela Ino era amor, ao passo que ela por descobrir que o seu amor ama outra, que ainda por cima é a pessoa que ela mais odeia. Era a ela quem ele devia amar e não uma qualquer que nunca quis saber dele. Fora ela quem estivera em todos os momentos a seu lado e não a outra. Mas então porquê? Porquê a Ino e não ela?

- Gaara… - desviou o rosto para o lado, escondendo-o – Nem acredito que disseste isso…

Gaara não o queria acreditar, mas tinha de o aceitar, já que era a única verdade.

- Mas é a verdade, Sakura. – suspirou bem mais aliviado. Parecia que tinha tirado um grande peso de cima dele – Agora compreendo o que sinto. Ao princípio até podia ser interesse, por a Ino estar diferente, relativamente ao que era antes, mas depois…as coisas foram-se tornando cada vez mais complexas. Eu comecei a ver uma Ino que mais ninguém via e aprendi a conviver com isso. Amo-a, Sakura. E não mo envergonho de o dizer.

- Nem pareces o mesmo… - voltou o rosto para ele. Gaara pôde ver lágrimas a começarem a brotar dos seus olhos verdes – Onde está o Gaara que eu conheci? Hã? O Gaara que eu conhecia não se deixava influenciar por coisas tão banais como o amor… - ergueu as mãos ao ar, na mesma direcção dos cotovelos, e apertou-as com força – A culpa é dessa maldita, Ino! – abanou a cabeça com veemência – Se ela não tivesse aparecido, nada disto teria acontecido! Ela só veio para estragar a vida de todos! Principalmente a minha! Grrr! – estava desesperada. Aquilo foi como um desabafo – Eu odeio-a! Odeio-a!

E, sem dizer mais uma só palavra, lançou um olhar de desapontamento para o ruivo e deu meia volta, saindo dali o mais depressa possível.

Gaara continuava imóvel, enquanto ela corria sem parar. Furiosa e triste. Muito triste.

- Sakura… - fechou os olhos e apertou-os. Depois abriu-os. Havia sido egoísta. Nunca poderia pensar que a sua amiga pudesse se sentir assim – Sakura! – chamou-a.

Sakura ouvia ele a chamá-la. Mas…não queria atender ao seu chamamento. Era triste, no entanto, não queria voltar a olhar para a cara do Gaara e ver que o que ele sentia por ela era pena. Era demasiado doloroso.

A rosada atravessou a estrada e, como estava profundamente magoada, não viu que um carro vinha a toda a velocidade por aquela estrada. Sem que ninguém estivesse à espera, Sakura é brutalmente atropelada. O seu corpo colidiu de frente com o carro.

- Sakura! – gritou, desesperado, vendo o corpo da rosada a ser projectado para o outro lado da rua. O condutor sumiu sem deixar rasto e ele não conseguiu decorar a matrícula. Tudo o que queria saber era da sua amiga – Sakura! – chegou ao pé dela, ajoelhou-se junto do seu corpo imóvel e levantou-a pela zona do pescoço – Sakura… - encostou-a a ele, pela lateral, e a sua cabeça no seu ombro, fechando os olhos desesperado, pois não sabia o que fazer – Não morras, Sakura! Por favor…não morras…

Pela primeira vez em toda a sua vida, o temível gótico Gaara deixou derramar sobre o seu rosto uma lágrima. Uma copiosa e amarga lágrima.


Pobre Gaara, né? E agora o que será da Sakura? Será que ela morreu? Só lendo o próximo cap.! hehe

Não se esqueçam dos reviews! Bjs