Oi! ^^ Aqui vai mais um cap. que promete!

Atenção que é a partir daqui que o verdadeiro drama da Ino começa a se revelar... hehe

Boa leitura!


Capítulo XIV

Gaara estava sozinho no quarto dele. Sentado e de cabeça baixa.

Acabara de chegar a casa do cemitério. Apesar de ter assistido de longe, escondido, tinha ido ao funeral da rosada. Como é que aquilo fora acontecer? Ela era tão jovem, cheia de vida. O ruivo estava tremendamente abatido.

De repente, algo na sua mente o fez despertar. Lembrou-se do que a amiga lhe havia dito antes do acidente. De como havia descoberto o segredo da Ino. «Tenho de tirar essa dúvida e culpa da minha mente e do meu coração.», pensou, agoniado, «Senão, nunca mais serei capaz de olhar para a Sakura. Devo-lhe ao menos isso.».

Decidido, ergueu a cabeça, levantou-se e saiu do quarto, indo até ao local que a amiga o havia indicado de forma verbal. Até à casa da bruxa Kurenai.

[…]

- Neji! TenTen! – Hanabi havia ido ter com o primo e a namorada à porta. Acabavam de chegar do funeral – A mana estava preocupada. Vocês estavam a demorar muito para chegar.

- E então? Como é que correu? – perguntou, Hinata, levantando-se, assim que entraram na sala com a Hanabi.

Ten Ten afundou-se no sofá. Notava-se que estava cansada e um pouco abatida.

- Muito doloroso, Hinata. Foi muito doloroso… - soltou um suspiro pesado – Eu podia não ser muito ligada a ela, mas não consigo imaginar, nem de perto, a dor que aqueles pais estavam a sentir…

Hinata, vendo que a amiga não se estava a sentir bem, sentou-se ao pé dela e a abraçou, querendo transmitir-lhe assim o seu apoio.

Neji, que estava de pé na ombreira da entrada da sala, suspirou e deu de ombros.

- Eu sei que é difícil. Mas vêem isto pelo lado positivo. Ao menos ficamos a saber farsa da Hinata.

- Neji! – recriminou a Hyuuga – Este não é o melhor momento para começares com as tuas gracinhas! Não vês que a Ten Ten não se encontra nada bem? Não te chegou o meu pai ter-me colocado de castigo?

Neji sorriu.

- Sim. Ao menos tenho a certeza de que vais ficar o mais longe possível daquela cabeça de fósforo ambulante.

- Já chega! – exclamou bem alto, TenTen, soltando-se do abraço da amiga e levantando-se – Estou farta! – virou-se para o namorado – Será que, nem num momento como este, és capaz de parar de te meteres na vida da tua prima? – abanou a cabeça desiludida – É melhor eu ir descansar. Hinata, posso ir para o teu quarto?

- S-Sim.

- Obrigada. – agradeceu, dirigindo-se para as escadas.

- Ten Ten! Espera por mim! Acho que também é melhor eu subir. – aproximou-se da morena e deu-lhe a mão – Quero ver se o papá já está melhor.

Quando as duas desapareceram do campo de visão dos dois primos, um silêncio estarrecedor se instalou naquela sala. Nenhum deles falava.

Neji começou a entender que afinal não agira bem. Devia começar a moderar as suas atitudes, dando atenção primordial ao que os outros sentiam quando não fazia o correcto.

- Hum…acho que também vou subir. Até logo, Hinata.

- Até logo.

Depois de ele desaparecer do seu campo de visão, Hinata viu-se sozinha. Finalmente iria fazer o que há tanto tempo ansiava fazer.

Pegou no telemóvel, que estava sobre uma mesinha, e começou a discar uns números. Enquanto esperava que a pessoa do lado de lá atendesse, resolveu ir até ao escritório do pai para que ninguém ouvisse a conversa que se ia passar a seguir.

- Estou sim? Quem fala? – perguntou uma voz masculina do outro lado da linha.

- Alô? Naruto? Sou eu a Hinata. – falou o mais baixinho possível, mas de forma que ele percebesse o que ela estava a dizer. – Queria saber como está o Gaara. Não sei nada dele desde que…desde que fomos apanhados pelo meu primo no hospital.

- Nem me fales… – suspirou – Quanto ao Gaara, isto não tem sido nada fácil para ele. Eu juro-te que tenho feito os possíveis por estar a seu lado e apoiá-lo em tudo o quanto é possível, mas… Hoje fomos ao cemitério. Ao funeral da Sakura. Mas apenas o assistimos de longe. O Gaara não quis se aproximar muito, pois ainda se sente um pouco culpado pela morte dela.

- Coitado… - disse, Hinata, com pesar.

- Que tom de vozinha é esse, Hina? Não fiques triste. O Gaara é forte. Verás que com o tempo ele há-de se recuperar desta perda, tornando-se no velho Gaara que todos nós conhecemos!

- Sim. – deu um leve sorriso – Tens razão. - encostou-se na secretária, mordendo o lábio – E…quanto a nós… - deu um breve suspiro – estou com saudades!

- Eu também, Hina. Muitas! Mas deixa-me relembrar-te de que tudo isto está a acontecer, porque tu quiseste.

- Eu sei. – disse emburrada – Não precisas de mo dizer constantemente. – riu-se – Mas sabes, Naruto? Digo e repito. Não me arrependo de nada. E, por incrível que pareça, faria tudo de novo. Amo-te.

- Eu também, Hina! Eu também. – riu-se ao lembrar-se do encontro na casa dela – E tu bem o sabes.

- Sim! Eu sei.

- Então me ajuda a livrar-nos daquele segurança grandalhão! – Hinata começou a rir-se – Não tem graça, Hina! É verdade! Eu não aguento mais ficar nem mais um minuto contigo com aquele grandalhão sempre na nossa cola! Queria tanto ficar a sós contigo. Sem ninguém para atrapalhar. – mordeu o lábio inferior, expectante – Se é que me entendes…

- Tens razão, Naruto. – pôs um ar sonhador – E não precisas mais de te preocupar com isso, porque deu-me agora uma ideia que é capaz de resultar…

Os dois caíram na gargalhada. Era incrível o que uma pessoa apaixonada era capaz de fazer só para estar com a pessoa amada.

[…]

Gaara caminhava de forma decidida pela periferia da cidade. Segundo as indicações da rosada, deveria estar por perto.

- Desculpe. – interpelou a um senhor de idade, que por ali passava – Podia-me dizer onde mora uma tal de bruxa Kurenai?

- Shhhh! – exclamou o homem com um indicador em frente dos lábios – Fale baixo. É que, por ela ser muito poderosa, aqui ninguém é capaz de pronunciar o seu nome. Muito menos chegar perto da casa dela.

Gaara bufou.

- Ok. Mas sabe ao menos me indicar onde fica? É que preciso urgentemente falar com ela.

O homem, a medo, indicou-lhe a casa onde ela supostamente morava.

- Obrigada.

E foi-se embora, sem querer ouvir a resposta do senhor.

O objectivo dele mesmo era encontrar a bruxa e tirar tudo a limpo. «A tua morte não terá sido em vão, Sakura! Vou descobrir se tudo o que disseste é mesmo verdade. Se o for…então terei de arranjar uma maneira de a salvar. Por muito absurda que essa loucura tivesse sido, não iria suportar mais uma perda. Muito menos a de alguém que me é especial.».

Aproximou-se da entrada e bateu três vezes à porta.

Passado um bocado, quem a veio abrir foi uma senhora de cabelos e olhos pretos, que o olhava de cima a baixo.

- Sim. Em que posso te ajudar, rapaz?

- O meu nome é Gaara e gostaria muito de poder falar com a bruxa Kurenai. É possível?

Konan ficou surpresa com a atitude daquele rapaz.

- Hum… - o olhava com um ar divertido e irónico – Quem diria que um gótico fosse tão educado!

Gaara sorriu.

- Sim, eu sei. No entanto… - desfez o sorriso e pôs um ar mais sério – não se deixe levar pelas aparências. Olhe que elas podem nos induzir em erro.

Konan, com aquelas palavras, sentiu um calafrio na espinha. Aquele rapaz era mesmo alguém a quem deveria temer.

Por isso, como não queria arranjar chatices, resolveu ir ver se a bruxa o poderia atender, deixando Gaara, à entrada, à espera.

[…]

Kurenai encontrava-se no seu escritório. Sentada e a ler um documento com extrema atenção ao mesmo tempo que dava umas passas no cigarro, que tinha por entre os dedos da sua mão esquerda.

Entretanto, ouviu alguém bater à porta. «O que será que a Konan quererá agora? Tinha-lhe dito que não queria ser interrompida!».

- Pode entrar. - deu permissão com uma voz que dava a entender que detestava ser contrariada.

Konan abriu a porta e foi até junto da sua secretária, fazendo a sua habitual reverência.

- Desculpe-me, madame, sei que não devia interrompê-la, mas…

- E não mesmo.

- Mas é que surgiu um pequeno imprevisto.

- E qual é?

- Está lá fora um rapaz gótico, ruivo, que quer falar consigo. Disse que era urgente.

«Um rapaz ruivo e ainda por cima gótico? Não conheço ninguém com essa descrição. O que será que ele quererá? A não ser que…».

- Konan. Manda-o entrar. Acho que tenho mais ou menos uma ideia do assunto que o trouxe até aqui.

- Sim, madame.

A ajudante voltou a fazer a reverência e saiu, enquanto Kurenai sentia-se satisfeita consigo mesma. «Se a minha intuição não me engana, ele deve estar relacionado àquela pequena, à Ino. Por isso, creio que esta conversa será deveras interessante…».

[…]

Gaara já estava a ficar um bocadinho impaciente. A tal mulher estava a demorar muito. Esperar não era o seu forte.

- Vejo que ainda continuas aí. – constatou, Konan, no corredor, indo na direcção dele – Podes entrar. – disse, por fim, quando chegou à porta de entrada – A madame o irá receber.

«Até que enfim!», pensou o ruivo, enquanto entrava na casa assim que esta lhe dera permissão.

Konan em seguida pediu-lhe que a seguisse, depois de ter fechado a porta, e foi o que ele fez.

O ruivo, à medida que andava pelo corredor, ia dando uma passagem de olhos ao que se encontrava ao seu redor. Para uma pessoa que não estivesse habituada àquele tipo de cenário, ficaria um pouco temerosa. A decoração patente naquelas paredes era demasiado pesada. Então ele começou a formular a seguinte questão: a Ino, enquanto era patricinha, teria sido mesmo capaz de entrar numa casa como aquela? Ou das duas uma. Ou não tinha noção do que estava a fazer, ou…estava mesmo muito desesperada.

Chegaram à última porta que se avistava naquele corredor. Konan bateu à porta e, assim que ouviu a permissão, entrou juntamente com o ruivo.

- Madame. Aqui está o rapaz que deseja falar consigo.

- Obrigada, Konan. Pode ir.

- Sim, madame.

Gaara e Kurenai olhavam um para o outro fixamente, mesmo depois da saída de Konan.

- Pois bem… - chegou-se mais perto da secretária, colocando os cotovelos sobre esta, ao mesmo tempo que entrelaçava os dedos das mãos e o olhava pronta para matar alguém – O que é que queres de mim? – deu um sorriso torto – É que sabes…não é qualquer um que se atreve a vir até à minha humilde casa.

Gaara ergueu o sobrolho e a olhava de forma arrogante.

- Deixemos de ironias. – sem meias medidas, sentou-se na cadeira do lado oposto da bruxa – Chamo-me Gaara e vou directo ao assunto. Qual é a sua relação com a Ino? Ino Kamikaze.

«Bingo! Bem me parecia que ele estava relacionado a ela.», pensou satisfeita.

- E como é que o descobriste? – perguntou com a maior tranquilidade – Como é que descobriste que a Ino foi minha cliente?

- Então tudo o que a Sakura disse é verdade?

Kurenai não estava a entender aquela atitude do rapaz, nem sequer conhecia ninguém com o nome de Sakura, enquanto que ele se sentia na pior. Porque não havia acreditado na amiga. «Sakura…agora podes descansar em paz.».

- Bem… - encostou-se nas costas da sua cadeira – sendo assim, acho melhor eu contar-te uma história bem interessante. – encolheu os ombros – Sei que não a deveria contar por questões de sigilo entre mim e os meus clientes, mas enfim…a ti faço-te uma excepção. É sobre uma linda menina loira que não queria voltar a apaixonar-se de novo.

Gaara ouvia atentamente a bruxa. Estava chocado e ao mesmo tempo confuso. A Ino patricinha tivera a coragem de fazer tal coisa? E, na altura, a achava mimada e que só ajudava os outros a favor do seu estatuto. Que estúpido que fora! Agora podia ver com clareza que era o contrário. Muito corajosa. Mas, se ela não tivesse sido traída, ela não estaria a passar por aquilo. Se pudesse, matava o Sai com as próprias mãos. Mas não. Até o agradeceria, visto que assim tivera a oportunidade de a conhecer melhor. Ela até poderia estar sobre a influência daquela poção, mas alguma coisa da sua personalidade estaria exposta de certa forma. E, tudo isso, fez com que o impensável acontecesse. Apaixonar-se.

Portanto, tinha de fazer algo para a ajudar. Não podia deixar que mais ninguém, que lhe era chegado, morrer à sua frente, sem poder fazer nada para tal.

- E isso tem algum antídoto?

- A única coisa que te posso dizer é o mesmo que disse à Ino antes de lhe dar a poção. Que ela até poderia alcançar o seu objectivo, no entanto o efeito da poção poderia se desvanecer. Isto se ela começasse a pensar numa pessoa constantemente. E se isso acontecesse, ela para voltar a ser como antes tinha de combater o mal que se encontrava dentro dela, senão morria.

- Isso nunca! – gritou, Gaara, levantando-se de forma repentina da cadeira.

Kurenai passou a olhá-lo com outros olhos depois desta sua atitude.

- Ama-la, não é verdade?

- Sim! E se houver alguma coisa que eu possa fazer, pode ter a certeza de que a ajudarei seja como for! – exclamou confiante.

- Bem me parecia. Mas até que não é mau. – recostou-se na cadeira de forma descontraída e olhar distante – Algo me diz que, talvez, seja esse amor o antídoto para esta maldição.

- Porque é que diz isso? – perguntou confuso.

- Não sei. – suspirou – É apenas uma intuição. – lembrou-se do seu último encontro com a Ino e sorriu - E olha que as minhas intuições são 99% infalíveis. Para além de que… - começou a aparecer um nítido, mas pequeno, brilho no seu olhar - me afeiçoei demais àquela menina. Admirei e admiro a sua coragem. Por isso é que te contei tudo. – virou o rosto na sua direcção e o olhou nos olhos – Eu também não lhe desejo mal. Também quero que ela se safe desta.

Gaara deu-lhe um sorriso sincero.

- Obrigada.

E sem mais nada para dizer, o ruivo saiu do escritório e, por conseguinte, daquela casa, o mais rápido que pôde, deixando Kurenai e Konan surpreendidas.

Tinha de se apressar. Agora que sabia de tudo, tinha de acreditar que o seu amor a podia salvar. A esperança era a última a morrer!

[…]

O quarto estava completamente escuro. Apenas penetrava nele uma ténue luz por entre os pequenos buracos das persianas.

Ino gritava desesperada, enquanto derrubava tudo o que lhe aparecia à frente até ficar uma autêntica balbúrdia.

Encostou-se à parede a um canto, escorregando o corpo até ao chão. Estava com as mãos na cabeça e de olhos fechados e o seu estado de espírito não era dos melhores. Suava e tremia mais do que nunca. A batalha com o monstro, que estava no mais profundo do seu ser, estava a aproximar-se…

[…]

Do lado de fora, os pais, a irmã e o Sai, ao ouvirem os gritos, saíram disparados de onde estavam e foram a correr até ao quarto das gémeas. Mas a porta estava fechada.

Tsunade batia freneticamente na porta de madeira, quase a desesperar.

- Ela não responde, Minato! O que será que está a acontecer com a minha menina? Eu… - levou as mãos ao coração, apertando-o – Eu sinto que algo de errado se está a passar com ela…

- Tsuande… - preocupado, Minato deu-lhe um forte abraço. Também estava preocupado com a Ino, no entanto não queria que a sua mulher apanhasse outro susto como o da outra vez, quando a Ino supostamente havia desaparecido.

Inai e Sai também estavam preocupados.

- Isto deve ser por culpa minha. – confessou, olhando para os pais – Se eu não tivesse sido insistente, quanto ao que sentia por ti, isto não estaria a acontecer. – as lágrimas começaram a aflorar-lhe os olhos – Ninguém…estaria…a sofrer…

- Inai… - encostou-a contra o seu peito e a abraçou, enquanto fazia carícias na cabeça – Tu não tens culpa. As coisas tiveram que acontecer. É a vida. Não havia nada que pudéssemos fazer para alterar isso. Mas…tem fé. – Inai o olhou com os olhos vermelhos pelo choro – A Ino é forte. De certeza que ela vai superar esta fase. Seja qual for a situação pela qual ela esteja a passar. Por isso… - a abraçou ainda mais forte, colocando o queixo sobre a sua cabeça – há que ter fé. Não achas?

Inai concordou com a cabeça ligeiramente.

- S-Sim… - um sorriso brotou dos seus lábios – Há que ter fé…

Os quatro aproximaram-se da porta e, unidos na dor e na preocupação, juntaram-se num abraço conjunto, como se quisessem que a Ino recebesse a sua energia e força. Ela tinha de saber que, apesar das circunstâncias, não estava só.

[…]

Ino gemia compulsivamente com as mãos à cabeça e aconchegada a um canto. Ouvira as batidas na porta e a voz da mãe. Mas achou melhor não responder. Não queria colocar a sua família no meio daquele fogo cruzado. Os deixaria preocupados, era certo, mas ao menos ficaria mais tranquila, já que aquilo era um assunto que dizia respeito a ela e ao monstro que estava dentro dela.

Veio-lhe à memória o ruivo, que há bem pouco tempo lhe começara a habitar a sua mente, bem como todos os momentos pelos quais passaram juntos. Sem saber o porquê, isso fez com que um estranho calor lhe invadisse o corpo. Um calor bastante prazeroso.

No entanto, de repente, viu-se mergulhada na mais completa escuridão. Estava no interior da sua mente. E alguém, que muito bem conhecia, estava a seu lado e nada contente.

- Sua idiota! – gritava - Deixa-me continuar a apoderar-me do teu corpo! Tu não querias voltar a apaixonar, não é verdade? Então… - pôs um ar ameaçador – porque é que não fazes aquilo que eu te digo?

- Porque o amo! – contra-atacou com a mesma ferocidade.

Já não havia volta a dar. Tanto que não queria voltar a apaixonar-se, que tal voltou a lhe acontecer. Mas desta vez não se deixaria ir abaixo.

O diabo encolheu os ombros.

- Isso que vocês chamam de amor não passa de algo passageiro. Tanto vem como já se foi. Duvido que ele sinta o mesmo por ti.

Ino desviou o olhar abatida. Ele tinha razão. No entanto, preferia morrer a submeter-se à vontade daquele ser desprezível de novo, para conseguir o que tanto ansiava naquele instante, a sua liberdade. Queria voltar a ser ela própria. Como o queria.

E, como tal, disse-lho em alto e bom som.

- Pode ser que tenhas razão, mas eu nunca – o olhou bem fundo daqueles olhos vermelhos – nunca te deixarei manipular a minha mente e o meu corpo de novo!

O diabo, revoltado, agarrou-lhe nos braços, apertando-os com força, rodeado por aura negra e com uma expressão ameaçadora no rosto.

- Não brinques comigo, miúda! O teu corpo e a tua mente voltarão a ser meus, quer tu queiras ou não! – deu um sorriso de lado – Porque a única maneira de acabares comigo e seres livre é…matares-te. – olhou-a de forma especulativa – Será que és capaz de tal atrocidade?

Ino estava em choque. Como assim matar-se? Lembrou-se das palavras da bruxa Kurenai no seu primeiro encontro com ela. «Ai…agora é que entendo o que me quiseste dizer naquele dia…Mas não adianta fraquejar agora, Ino! Tens de ser forte! Porque a verdadeira batalha…», pensou optimista, enquanto se livrava da pressão do diabo e o olhava nos olhos decidida, «…está prestes a começar!».


Ui! O que será que irá acontecer a seguir? Só lendo o próximo cap! XD

Contagem decrescente para o final! ^^ Bjs