Oi! ^^ Desculpem a demora, mas aqui vai mais um cap cheio de emoção! O climax! hehe

Boa leitura! Divirtam-se! ^^

Bjs


Capítulo XV

A campainha da casa da família Namikaze se fez soar, despertando a todos, que estavam envolvidos num forte abraço, despertassem para outra realidade.

Tsunade foi a primeira a reagir.

- Fiquem aqui que eu vou ver quem é. Seja quem for, tentarei despachá-lo e vir ter convosco.

Afastando-se deles, desceu as escadas e dirigiu-se até à porta de entrada. E, quando a abriu, Tsunade ficou de queixo caído. A pessoa que estava à sua frente era a que menos esperava que aparecesse, mas, também, era a única que, a seu ver, poderia ajudar.

- Boa tarde. Eu gostaria de falar com a Ino. É urgente. Ela está?

Tsunade começou a emocionar-se.

- Oh, meu querido…ainda bem que vieste. Até parece milagre! – impaciente, agarrou o ruivo pela mão e o puxou para dentro de casa, fechando a porta atrás de si. – Vem comigo lá para cima. Neste momento, acho que és a única pessoa que pode ajudar a minha filha…

- Como assim? – perguntou, Gaara, nervoso e preocupado, pois não podia estar a acontecer o que tanto temia. Será que havia chegado tarde de mais?

- Querido… Gaara, não? – perguntou, lembrando-se do nome dele. Pergunta à qual ele respondeu afirmativamente – Então…a única coisa que posso dizer por agora, Gaara, é que a Ino não se encontra nada bem e que eu temo pela sua vida. – a emoção começava-lhe a brotar na voz – Por isso, como mãe, peço-te. – levou a mão dele ao peito com as duas mãos – Ajuda-nos a salvá-la. Não sei o que se está a passar ao certo com ela, mas…de uma coisa tenho a certeza. De que tu, Gaara, tu, és a única pessoa que poderá acabar com toda esta loucura.

- Ok. – respondeu decidido, com a cabeça erguida. Amava a Ino e se ainda houvesse uma esperança de ainda a conseguir salvar, então faria o que fosse necessário para tal. – Se é para ajudar a Ino, conte comigo.

Tsunade, aliviada, sorriu e, não perdendo mais tempo, subiu com ele as escadas e o levou até ao quarto das filhas, cuja entrada continuava a ser vigiada pelo marido, pela outra filha e pelo namorado desta.

Quando viram que Tsunade não vinha sozinha, ficaram logo todos de olhos arregalados, surpresos, ao se aperceberem de quem se tratava.

Minato foi o primeiro a se manifestar.

- Tsunade. Posso saber o que este miúdo está aqui a fazer? – perguntou, acentuando a palavra miúdo.

Desde que o vira, quando este havia ido ali para ter com a Ino, que não o gramava. Talvez, porque não o achava adequado para ser o companheiro da sua menina. Podia ter sido, ultimamente, um pai ausente, mas desde o primeiro momento que soube que entre a sua menina e aquele ruivo existia algo mais do que amizade. E era isso o que o deixava irritado.

- Minato! – recriminou a mulher – Não comeces! Eu sei o que estou a fazer.

Gaara, quando se aproximara deles, pôs-se a olhar para cada um deles. Quando pousou o olhar sobre Sai, apenas se viu a perguntar o que é que ele estava ali a fazer. Afinal foi por causa dele que a Ino agora estava a sofrer. Se estivessem sozinhos, ele ia se ver quantas é que lhe doíam. Mas nada disso adiantaria. O importante era mesmo salvar a Ino e era nisso que se devia concentrar.

Quando ouviu a maneira como Minato se estava a referir a ele, apesar de não ter gostado muito, não teve outro remédio senão se conter. Afinal de contas, estava ali pela Ino e não por ele.

Entretanto, Tsunade aproximou-se da porta, batendo nela para se fazer anunciar.

- Filha! Tás aí? – por alguns instantes não se conseguia ouvir nenhum ruído do outro lado – Filha?

- Sim! O que é que queres? – gritou, Ino, desesperada. Notava-se pelo tom da sua voz que estava a sofrer.

Tsunade engoliu em seco e a sua voz saiu-lhe um pouco trémula.

- I-Ino… E-Era só p-para dizer que… - respirou fundo – que o Gaara está aqui. Ele quer falar contigo.

Ino, do outro lado da porta, quando ouviu o nome do ruivo deu um sorriso trémulo, pois algo dentro de si rejubilou. Mas a alegria durou por pouco tempo, já que o monstro dentro de si tentou reprimir esse sentimento, que se fez mostrar com uma grande dor de cabeça que a deixou a gemer de dor.

- Ele pode entrar? – perguntou a mãe.

- Sim! – passado um bocado – Não!

Tsunade soltou um suspiro pesado. Tudo aquilo a deixava de coração apertado. Numa atitude piedosa, virou-se para Gaara e com olhos suplicantes pediu para que este fizesse alguma coisa, que não desistisse dela, pois acreditava que ele fosse o único capaz de ajudar.

O ruivo entendendo a mensagem, pediu passagem à mãe das gémeas e aproximou-se da porta.

- Ino. Sou eu, o Gaara. Posso entrar? Queria muito ver-te e falar contigo.

Ino continuava a sofrer dentro do quarto. Apesar de não querer que o Gaara a visse naquele estado, não teve outro remédio se não, a muito custo, abrir-lhe a porta.

- Mas é só o Gaara que entra! – exclamou a alto e bom som, enquanto destrancava a porta, afastando-se de seguida desta mesma e indo devagarinho para o seu cantinho.

O ruivo não o demonstrou, mas de certa forma ficou contente por ela lhe ter aberto a porta. Significava que ela confiava nele.

Sendo assim, respirou fundo e entrou no quarto. Depois, mal podia acreditar no que via. O quarto estava totalmente virado de pernas para o ar. As camas estavam desfeitas, os cortinados rasgados, alguns móveis fora do sítio e todo o quanto era objecto espalhado pelo chão.

Quanto à Ino…estava a um canto perto da janela, de cócoras, com as costas voltadas para ele e tinha as mãos sobre a cabeça.

Apercebendo-se da sua proximidade, Ino ergueu-se devagar, virou-se um pouco e olhou-o de frente, enquanto se agarrava a si própria com os dois braços.

Foi então que o Gaara pôde ver o quanto ela estava transtornada. Já não parecia a mesma Ino que conhecia. Tinha o cabelo todo despenteado e a cara estava muito pálida, pela qual escorriam pequenas gotas de suor.

- Ino…

- Não te aproximes de mim!

- Ino. Eu já sei o que se está a passar contigo. Ainda há pouco tive com a bruxa Kurenai e ela me contou tudo. A história toda. Por isso… - sorriu de levezinho – não te preocupes. Eu agora estou aqui e quero ajudar-te. Eu vou te ajudar. – disse-o num tom mais decisivo.

Ino deu um sorriso largo.

- Ajudar-me? – questionou-o com ironia. O seu tom de voz havia mudado. – Oh…o Gaara virou bonzinho! – piscou os olhos e no momento a seguir ela já o olhava de forma amigável – Que bom, Gaara. Nem sabes o quanto eu fico feliz por estares aqui. Não sei se vou aguentar isto por muito mais tem…Argh! – voltou a gritar de dor, levando as mãos à cabeça de novo.

Gaara olhava para ela estarrecido. A Ino parecia duas pessoas diferentes. Não sabia exactamente o que se estava a passar no seu interior, mas sabia que ela estava a passar por um mau bocado. E bastante doloroso. Não devia ser fácil ter que combater o mal que existia dentro de nós.

Mas…no entanto…não sabia o que fazer. Que passo dar a seguir. Queria a ajudar, mas não sabia como. Contudo tinha de arranjar uma solução. E rapidamente!

Entretanto, no subconsciente da Ino, ela e o Diabo travavam uma conversa, na qual o monstro tentava seguir com a sua avante.

- Vês, Ino? Vês a forma como ele olha para ti? – perguntou, rondando a rapariga – Pelos vistos ele não quer saber de ti. Diz que quer ajudar-te, mas…no fundo…ele tásse nas tintas para ti! – as suas palavras iam-se tornando cada vez mais duras à medida que ele posicionava-se por detrás dela, agarrando-lhe os braços com força. Sorrindo, sussurrou-lhe ao ouvido – Esquece-o, Ino. Ele só te vê como uma amiga. Pena. É pena o que ele sente por ti!

Aquelas palavras a magoavam. E muito. E o pior de tudo, é que ele o sabia, sendo isso o que lhe dava prazer. No entanto…mesmo que não fosse correspondida, mesmo que o Gaara não nutrisse o mesmo sentimento que ela sentia por ele, não se podia deixar abater. Tinha de continuar a lutar. Mesmo que fosse só pena o que ele tinha por ela, ao menos era alguma coisa e, isso, servia-lhe já de consolo.

- Não quero saber! – gritou, soltando-se do monstro que a aprisionava – Faças o fizeres, digas o que disseres, nunca irás conseguir matar este amor que sinto por ele! Por isso…desiste enquanto é tempo, porque daqui não levas nada!

Furioso, este, sem medir a sua força, apoderou-se do corpo dela por completo, deixando a pobre da Ino um pouco inconsciente.

Voltando a ter posse do corpo dela, o Diabo, no meio da neblina que era a sua fúria, avistou à sua beira, dentro da gaveta da mesinha de cabeceira, que estava aberta, um punhal banhado a prata.

Sem pensar duas vezes, agarrou-o e, virando-se para o ruivo, apontou-o na sua direcção com um ar ameaçador. Os olhos carregados de ódio e um sorriso maldoso nos lábios.

Gaara engoliu em seco. Aquela não era a Ino. A Ino que conhecia. Só podia ser o Diabo…mas isso queria dizer que ele tinha vencido aquela batalha interior? Não! Recusava aceitar que a sua Ino tivesse desaparecido para sempre.

Embora estivesse com medo, vendo que ela se estava a aproximar cada vez mais, ele começou a falar para ela, apelando-lhe que não fizesse aquilo. De todos os modos sabia, mesmo pondo a sua própria vida em risco, que teria que, de certa forma, conseguir entrar dentro do coração ou da mente dela, pois tinha uma réstia de esperança de com isso conseguir despertar a verdadeira Ino.

Apesar dos esforços, nada parecia demovê-la, neste caso, a fúria do Diabo, que já estava bem próximo dele. Depois de dar um grito de raiva e avançar sobre ele com o punhal erguido bem lá no alto, pronto para ser diferido no gótico, eis que surge uma luz de esperança.

- Pára!

O corpo da Ino nesse instante parou automaticamente. Havia ficado paralisado por completo, deixando ambos surpresos.

- Por favor…pára…pára já… - a Ino, que havia despertado no seu subconsciente, chorava desalmadamente.

- Porque é que ainda resistes sua miúda estúpida? – perguntou o monstro zangado, já sem paciência para aquele conflito – Porquê? Raios!

- Porque… - estava cansada, sentia o seu corpo todo a querer desabar, mas tinha de fazer alguma coisa. Aquele monstro está com vontade de matar o único rapaz que realmente amou na vida – Porque eu amo-o. Amo o Gaara muito mais que a minha própria vida. – olhou para o Diabo com determinação – É, por ou isso, que estou disposta… - vai-se levantando até ficar em pé de cabeça erguida – a ir ao fim do mundo, se possível, só para não o ver morto!

O Diabo estranhou esta sua atitude. O que será que ela pretendia dizer com aquilo?

- O que é que estás a pensar fazer?

Enquanto isso, no plano físico, Gaara sentiu o coração a palpitar assim que ouviu a sua declaração de amor, já que os lábios da Ino moviam-se, saindo deles duas vozes diferentes, conforme a conversa entre a Namikaze e o Diabo.

Mas, de repente, a acção começou a desenrolar-se demasiado rápida, fazendo com que ele nem chegasse a ter tempo de digerir aquela estonteante notícia.

Ino havia voltado a mexer-se e estava de novo com o punhal erguido no alto, deixando Gaara com os olhos arregalados. Pensava que estava perdido, mas…o punhal não foi dirigido a ele, mas sim…à própria Ino…

A Namikaze havia se sacrificado em prol do amado. Esfaquiou-se a si própria para assim, finalmente ver-se livre daquele maldito monstro.

- O que foste fazer sua burra?

- Morre, maldito…Morre!

- Argh! Não!

Sem mais uma palavra, o Diabo saía do corpo da rapariga, esfumando-se no ar.

Finalmente, saindo-se vencedora daquele confronto, Ino largou o punhal, que chegou a fazer barulho no chão. Depois deixou-se cair no chão sem forças.

Gaara, assim que a viu cair, foi logo ter com ela. Posicionou-se, de joelhos, à beira dela, pegando-lhe pela nuca, fazendo com que esta o olhasse de frente. Apesar de se encontrar fraca e ensanguentada, estava orgulhoso dela. Ela era especial. Nenhuma outra patricinha faria o que ela corajosamente fizera.

Abrindo os olhos, tremendo de forma frenética as pestanas, a primeira coisa que viu foi uns olhos verdes que a olhavam preocupados, seguida de uma cabeleira ruiva. Sorriu e, levando uma mão trémula ao rosto dele, disse-lhe quase sem voz.

- Amo-te…

Dizendo isto, desmaiou. Fechou os olhos e deixou a mão, que estava a ser apreciada pelo ruivo, caír inanimada sobre o chão frio do quarto.

Gaara ficou sem reacção. Parecia que o mesmo filme se voltava a repetir diante dos seus olhos.

- Não…Não! – gritou desesperado, apertando-a contra o seu peito.

Minato e companhia, ouvindo o grito de Gaara, puseram-se alerta e, sem pensar duas vezes, decidiram entrar no quarto. E, ao entrarem, o choque foi brutal. Viram a Ino estendida, a esvaziar em sangue, nos braços do Sabaku, que tinha as mãos cobertas pelo sangue dela e estava com os olhos humedecidos pelas lágrimas que estavam prestes a brotar.

- Ino! Não! – gritou, Tsunade, começando a se desfalecer em lágrimas, que escorriam pela sua face, tanto era o sofrimento que acarretava dentro do seu peito.

A dor era tanta, que estivera a ponto de cair para o lado, senão fosse a Inai e o Sai a chegarem a ampararem.

- Mãe… - disse, Inai, preocupada.

Minato também fora apanhado de surpresa. Apesar de tudo, amava, e muito, a filha e vê-la naquele estado o deixava sem poder de acção. Mas, como não queria que ela morresse, queria muito que ela ainda estivesse viva, foi ter ao pé deles, ajoelhou-se e colocou dois dedos sobre a garganta da filha. «Tem pulsação! Fraca. Mas tem.», pensou, suspirando de alivio.

- Está viva. – anunciou – Acho melhor telefonarmos rápido para o 112 e pedir uma ambulância. E o mais rápido possível!

Estava prestes a se levantar para telefonar ao 112 até que sentiu uma mão sobre o seu antebraço direito, sujando a manga da sua camisa de sangue.

- Não. Acho melhor não. – Estava feliz por saber que a Ino estava viva, mas não queria cometer os mesmos erros que cometera de quando fora a vez da sua amiga com ela. Minato o olhava de forma interrogativa com o sobrolho levantado – Não acho que seria o correcto. Eles demorariam muito tempo a chegar aqui. E não podemos arriscar, porque até lá… - trincou o lábio inferior com força, enquanto olhava de uma forma triste para a rapariga que amava – Tem carro? - perguntou decidido, voltando de novo a erguer o olhar e a encarar o pai da Ino, que estava à sua frente.

O homem, percebendo aonde ele queria chegar, respondera que sim e num acto voluntario se prontificou a levá-los aos dois até ao hospital. Apesar de não gostar dele, notava-se que também estava preocupado com a Ino.

Enquanto Gaara pegava na Ino ao colo e a levava o mais rápido possível para o lugar onde estava o carro, a família desta se olhava entre si. Podia ser um pouco doloroso para a Tsunade, no entanto ficou decidido que iam todos para o hospital. A esposa não estaria sozinha. Tinha ao menos a outra filha e o namorado desta a seu lado para o que quer que precisasse.

Sem mais demoras, estando todos dentro do carro, Minato, Gaara e Ino à frente e o resto a trás, arrancaram dali o mais que podiam directos para o hospital. Todos desejavam que, ao menos, chegassem a tempo e fossem capazes, assim, de a salvarem…


Gostaram? Espero bem que sim, porque não se esqueçam que o próximo será o penúltimo capítulo. XD

Não se esqueçam dos reviews!

Bjs