OI gente como foi a semana? Espero que ótima... Bem é nesse cap que começa o drama da historia *-* espero que gostem...

AAAH leiam minha outra Fic o nome e Sempre...

Bora ler


CAPÍTULO DOIS

Isabella estava desesperada e tomou aquela decisão. Não tinha escolha.

Escutou, então, uma sirene de ambulância que a fez reviver o mesmo som de cinco anos atrás, levando o pai para o hospital. Foi culpada pelo ataque cardía co dele. Havia lhe contado o que escutara na Maunder Marine Limited. A empresa fora comprada, e o seu programa de investimento teria que esperar até que os novos donos, da CullMasen International, o aprovassem. Isso poderia levar meses. Meses durante os quais a Charlies S Designer não saberia se a MML assumiria o controle.

E sem isso, a empresa do pai ia falir quando os cre dores executassem as hipotecas. Seria o fim dos ne gócios — e de seu pai, que vivia somente para os pro jetos de iates. Uma obsessão. E ela, a filha, não pode ria trazer-lhe conforto. A não ser que pudesse salvar a empresa.

Tinha que existir um jeito. Entrara em contato com a MML e convencera a organização de que a Davies Yacht Design era rentável. Enviou os registros mos trando a reputação técnica da empresa, mas a crônica falta de capitais e os juros crescentes tinham levado a firma ao limite. A total falta de interesse do pai pela parte financeira gerou a perda de confiança dos ban cos que exigiam uma solução. Se não fosse comprada pela MML, foram a hipoteca.

Tinha que conseguir que a MML prosseguisse com a compra!

Mas agora o poder de decisão estava nas mãos da CullMasen International. A política da empresa era in terromper todos os investimentos até que tudo fosse analisado. Tinha falado com todos os executivos, po rém a resposta era sempre a mesma.

Então resolveu, em uma desesperada tentativa, fa lar com o dono: Edward Masen Cullen.

Só pedia quinze minutos para apresentar os balan cetes, mostrar que aquilo era um investimento lucra tivo.

A secretária lhe tirou a esperança. O sr. Cullen está em Londres, a agenda está cheia, ele viaja para a Grécia em três dias... Talvez no próximo mês...

Tarde demais.

Havia uma pequena esperança. A secretária men cionou que, na última noite no Reino Unido, ele par ticiparia de um jantar de negócios em um dos hotéis mais chiques do West End.

Era sua última chance...

Mas Edward Cullen não! Tudo tinha sido em vão. Viera a Londres, gastara uma fortuna com o convite, vestido novo e cabeleireiro — dinheiro que não podia gastar. Havia até alterado os lugares na mesa para fi car perto dele. Porém, a cadeira a seu lado permanecia vazia. O coração pesava feito chumbo.

Se ele não chegasse, pegaria o próximo trem, vol taria para o hospital e esperaria pela remoção do pai do CTI.

Nisso uma figura alta, de paletó preto, sentou-se a seu lado.

— Peço desculpas pelo atraso — disse às pessoas da mesa em um inglês fluente, mas com sotaque. Cumprimentou diversos convidados pelo nome e virou-se à direita.

— Edward Cullen — disse, estendendo a mão. Isabella não conseguia responder. Simplesmente olhava.

Esse não podia ser Edward Masen Cullen. O presidente de uma empresa internacional deveria ser corpulento e de meia-idade, como a maioria dos homens ali pre sentes.

O homem que tinha chegado era... de arrasar.

Devia ter pouco mais de trinta anos, o corpo magro em um belo corte de smoking — tão escuro quanto a pele pouco bronzeada —, o cabelo negro acentuado pela ca misa branca... O contorno do rosto, as maçãs salien tes, o nariz reto, os olhos escuros e salpicados de dourado, as mandíbulas bem marcadas... E a boca... es culpida, sensual.

Levantou os olhos. Ele a encarava. Ficou sem ar.

— E você é...?

A pergunta foi feita em uma voz rouca, com um sotaque arrepiante da cabeça aos pés. Havia uma li geira especulação na voz.

— Isabella Swan — sussurrou sem fôlego, ainda inebriada diante da imagem.

Não conseguia desgrudar os olhos.

Entorpecida, apertou-lhe a mão. Era quente, com leves calos abaixo dos dedos.

Ele deve malhar, pensou.

O aperto de mão era firme, mas quando retirou a mão, sentiu que ele o fazia com uma leve relutância. Parecia que ela tinha sido posta num liquidificador.

Ele fixou o olhar no seu e depois o desviou.

O coração de Isabella explodiu. O sangue parecia pulsar com mais força — o que era estranho, pois sentia-se tão fraca quanto um filhotinho.

Agitada, forçou-se a comer. Felizmente ele con versava com um dos convidados. Isabella não fazia a menor idéia sobre o que falavam. Tudo que queria era observar Edward.

Ela nunca viu um homem assim tão maravilhoso.

Tinha visto muitos homens bonitos. Saído com al guns deles. Era abençoada por ter uma beleza loura que sempre atraíra os olhares masculinos.

Mas a mãe a trazia sob controle, com medo que ela se apaixonasse pelo primeiro que aparecesse, como acontecera a ela. Então, tivera poucos namoricos, mantendo os admiradores a distância. E desde a mor te da mãe, em um acidente automobilístico há 18 me ses, não tivera ânimo de procurar amores.

Havia também todo o trauma de procurar pelo pai distante e descobrir a desastrosa situação da empresa, o que mantivera os pensamentos longe de homens.

Então era totalmente absurdo que Cullen fosse tão bonito. Sua única missão era persuadi-lo a dar si nal verde para a MML. Mas esse não era assunto a ser abordado no meio de um jantar de negócios. Planejou usar a oportunidade para lhe pedir uma conversa em particular, explicando o caso.

Isabella tomou um gole do champanhe, servido há algum tempo.

— Com licença...

Edward servia-se do vinho branco que o garçom co locara no gelo. Examinou o rótulo e encheu a taça dela.

— Obrigada — murmurou.

— Com todo prazer.

Os olhos manchados de dourado e longos cílios a examinaram.

— Isabella Swan — sussurrou, a voz rouca como se buscasse uma referência. Os olhos ainda a fitavam e ela subitamente sentiu um calor invadir-lhe o corpo trajado de vestido prata, de alcinhas. Os cabe los louros e longos caiam-lhe pelas costas nuas, o co lar de prata e os brincos combinando.

— Você não me conhece — disse.

— Ainda não — respondeu, fazendo-a desman char-se.

Por um momento, o tempo pareceu parar enquanto esse magnético homem a olhava. Foi invadida por algo poderoso e devastador.

O resto do jantar era uma mancha. Devia ter con versado, comido, bebido, mas não se lembrava de nada. Só do homem sentado ao lado. Ele dirigiu-lhe a palavra algumas vezes, mas parecia que o gato tinha comido sua língua.

Quando finalmente o jantar terminou, Isabella sentiu um frio no estômago. Edward era o único ho mem que podia salvar a empresa do pai. E cabia a ela conseguir isso. Esta noite.

As pessoas começavam a deixar a mesa para ir em bora ou falar com outros convidados. Tinha que fazer algo! Mas como? Não podia simplesmente dizer a Edward: "Por favor, deixe que a MML compre a em presa de meu pai!"

— Posso oferecer-lhe um vinho do Porto? - Edward pegou uma garrafa de bebida.

O líquido quente percorreu-lhe a garganta como veludo.

Edward recostou-se na cadeira.

Ele tinha mãos lindas. Dedos longos.

Ela deu um sorriso hesitante. Os nervos estavam à flor da pele. A qualquer minuto, ele olharia para o re lógio e diria educadamente que precisava ir, ou al guém de outra mesa poderia puxar assunto e tirá-la do circuito... Tinha que falar com ele agora.

— Sr. Cullen...

A voz soou alta. Forçou-se a continuar.

— Sr. Cullen, gostaria de saber se... poderia con versar com o senhor.

Algo tinha mudado nele. Não sabia o quê. Mas houve um momento de tensão.

— Em... em particular — acrescentou, quase sem voz.

Por um momento, ele ficou indecifrável. Ai, céus!, pensou. Ele vai dizer não...

— Claro. Tenho certeza de que podemos encontrar algum lugar mais calmo.

A voz dele era mansa, mas era como a mansidão do mar, que esconde correntezas.

Ele era alto. Bem mais do que o l,69m dela. Com o coração batendo feito um tambor, deixou que a con duzisse para fora do salão.

Isabella parou, olhando para o homem de aparên cia poderosa. Lutou para conter o nervosismo. Ao mesmo tempo sentia alívio. Ele tinha concordado em ouvi-la.

— Sr. Cullen, muito obrigada por concordar em...

— Por aqui. — Ele a interrompeu e conduziu-a ao elevador. Provavelmente iriam para um dos bares do hotel.

Mas, quando a porta do elevador abriu, estavam na cobertura.

Por um segundo hesitou. Mas precisava falar com Cullen e, se ele quisesse conversar na suíte, não ia discordar.

Ao ver o luxo da sala de estar, os olhos arregala ram-se. Quanto custaria a diária? O pensamento deu-lhe coragem: é claro que, para um homem tão rico, comprar um negócio pequeno seria uma bagatela.

Antes que pudesse abrir a bolsa e pegar o relatório, ouviu um "pop".

Cullen enchia duas taças de champanhe, cami nhando em sua direção.

Não queria champanhe, mas achou grosseiro recu sar. Aceitou a taça.

— Por favor... o senhor não precisava...

Soava tola e imatura. Seria estranho discutir negó cios com uma taça de champanhe na mão e trajando um vestido de noite, mas não tinha escolha. Além disso, os números o convenceriam ou não. O que es tava vestindo ou bebendo era irrelevante.

Ele levantou a taça. —Stiniyasas! — Olhou-o, atônita. — É o equivalente a "Saúde". — Deu um sorriso amarelo.

— Eu... não falo grego. Nunca fui à Grécia.

— Nunca foi à Grécia?

— Não.

Sua mãe não gostava de viagens, nem do mar. Gostava da pequena cidade em Oxfordshire. Nunca deveria ter se casado com um homem cuja obsessão era desenhar iates. Não era de admirar que o casa mento acabasse logo que ela nasceu — embora a mãe sempre culpasse o pai por abandoná-las.

— Você deveria. É um dos países mais bonitos do mundo. — Ele caminhou para o sofá. — Não quer se sentar?

Hesitante, sentou-se na ponta do sofá.

Tudo nele era desconcertante. Perturbava-lhe a paz, causava-lhe estranhas sensações. Distraía a con centração — que precisava estar focada em discutir o controle pela MML.

Por que ele não era gordo e cinqüentão?

Meu Deus, ele era tão maravilhoso... Começou a sentir o coração palpitar. Deu um gole no champa nhe, tentando se fortalecer.

— Sr. Cullen — começou.

Mais uma vez estava arfante. Ficou com raiva. Precisava parecer fria e profissional.

— Edward...

A voz dele era macia. Não se sentia confortável chamando o chefe de um império europeu pelo pri meiro nome. E a voz baixa, com sotaque, causava-lhe arrepios...

— Você deveria ir à Grécia. Existem vários locais que os turistas não conhecem. Nesta época do ano, início da primavera, é especialmente adorável. O campo fica coberto de flores. Você ia achar lindo!

A voz dele era branda, mas os olhos não eram nada brandos.

Deu outro gole de champanhe, tentando controlar os nervos. As bolhas fizeram cócegas na boca. Preo cupou-se. Tinha sido cuidadosa, sabendo o quanto estava em jogo, mas mesmo um pouquinho de bebida podia afetá-la.

Por um momento sentiu o olhar paralisado. A boca ficou seca, apesar de acabar de beber. Pressionou os lábios para umedecê-los.

Apressada, tomou outro gole. Respirou fundo.

— Sr. Cullen...

Novamente aquela voz em tom baixo, com sota que, interrompeu-a.

— Edward — corrigiu.

— Edward — forçou-se a dizer o nome. Saiu como um suspiro.

— Isabella — respondeu.

Nunca ninguém tinha pronunciado seu nome da quela maneira.

— Isabella não é um nome inglês.

— É... é gaulês.

Não queria ficar sentada discutindo o nome. Não quando ele estava recostado, a garrafa de champanhe em uma das mãos enquanto a outra estava perigosa mente perto de seu ombro nu...

Ele parecia descontraído, mas algo lhe dizia que ele não estava nada relaxado.

Era como se estivesse preso em uma coleira.

Sentiu o próprio corpo tenso. Toda vez que o olha va sentia-se invadida por uma fraqueza devastadora.

Tentou pela terceira vez abordar o assunto que a ti nha levado ali.

— Sr... é... Edward — gaguejou.

— Isabella — ele repetiu como um eco. E de novo os lábios retorceram-se, como se achasse graça no que ela acabara de dizer.

Repousou os olhos nela. Noite escura, manchada de ouro.

— Hum... eu só queria...

A voz estava de novo ofegante, mas ela conseguiu fazê-la soar profissional.

— Sim? — Era uma educada interrogação e a ex pressão facial era afável, como se brincasse com ela.

Tomou outro gole. Definitivamente ajudaria, pen sou.

— Incline o copo. — Dócil, obedeceu.

Abruptamente, retirou o copo. O líquido molhou o colo dela antes que Edward levantasse a garrafa dizen do algo em grego, encharcando o tecido fino do ves tido.

— Ah, não! — gritou, olhando o tecido molhado. Tinha certeza de que champanhe manchava — e pior ainda, o pano estava colando nos seios sem sutiã, marcando-os. Além disso, o frio do líquido teve o efeito previsível de eriçar os mamilos.

Mortificada, tentou cobrir o busto com a mão, de sejando ser tragada pela terra. De repente, Edward, que assistia ao incidente muito calmo, tirou-lhe a taça vazia das mãos.

— Talvez fosse melhor mudar de roupa — suge riu.

Estava sendo sarcástico? Mas ela não estava em condições de se importar. Devia apenas estar sendo educado em uma situação extremamente embaraçosa.

— Deixe-me mostrar onde é o banheiro.

— Obrigada... sinto muito! — falou sem graça.

— De nada — disse, enquanto acendia a luz.

Ela entrou e trancou a porta.

Tinha que limpar o vestido. Ele custara uma fortu na, pois precisava fingir estar habituada aos jantares de negócios de Londres. Ia se odiar por arruiná-lo logo na primeira vez que o vestia.

Abriu o zíper. Despiu-se e olhou sua imagem re fletida no espelho.

O corpo semi-desnudo parecia... diferente.

Os seios, ainda enrijecidos pelo efeito do champa nhe gelado, estavam maiores, mais redondos. A cin tura, acentuada pelas ligas e pela calcinha reduzida, parecia mais fina. As pernas, nas meias de seda, mais finas. O cabelo, em cascata sobre as costas nuas, bem mais comprido. Os olhos com longos cílios escuros e a boca pintada pareciam remeter a luxúria.

Parecia... erótica.

A palavra ressoou na mente, chocando-a. Tentou afastá-la, mas de nada adiantou. Continuou a se olhar.

Ela se sentia... muito consciente do corpo sensual.

Deu um passo atrás. Não, isso não estava aconte cendo.

Apressadamente, voltou a atenção para o vestido molhado. Ao ver o secador de cabelo, respirou ali viada.

O tecido fino secou com rapidez e sem manchar. Abotoou o zíper e conferiu o visual.

O calor do secador tinha lhe colorido a face. O ca belo comprido tinha ficado mais solto. Voltou a sen tir languidez.

O que está acontecendo comigo?

Lentamente saiu do banheiro. E ficou estática.

Edward estava no quarto.

Havia tirado o paletó do smoking, a gravata estava desfeita, assim como o primeiro botão da camisa, e ti rava as abotoaduras de ouro.

Voltara a ser um leopardo. Vindo em sua direção.

Mas a coleira tinha sido retirada.

Ela ficou paralisada, o coração batendo acelerado. Podia perceber nos olhos dele a intenção.

Os lábios se separaram, buscando ar. Imediata mente, viu os olhos de Edward se estreitarem, a tensão percorrê-lo.

Sentia-se indefesa.

Ele parou na sua frente. Podia sentir a presença dele invadindo-a. Sentiu o cheiro de animal mistura do à loção pós-barba.

Mirava Isabella com aqueles olhos da cor da noite e ela só podia olhá-lo, indefesa.

E inebriar-se com os cabelos negros, as feições do rosto, o nariz reto e forte...

Ai, meu Deus, pensou. Ele é tão lindo...

Queria tocá-lo, sentir a aspereza da pele, acariciar o rosto, tocar-lhe os lábios com os seus. Enfiar os dedos naqueles cabelos negros de seda e puxá-lo para si.

Perdera o controle. Sentiu o corpo oscilar. Sentiu a mão elevar-se...

Ele pegou em um movimento rápido, puxando-a com força.

Ela fitou-o.

— Com licença — disse ele, manso.

As pupilas dilataram-se. Não podia evitar. Só ficar ali parada, os lábios abertos, presa pelo punho.

Lentamente, ele pôs o dedo na fina alça e aos pou cos a abaixou até que o seio ficasse exposto.

— Hum, assim — disse, a voz macia e baixa. Ela não se mexia. Nem um músculo.

Ficou em pé parada enquanto Edward expunha-lhe os seios e deleitava-se.

— Você é realmente maravilhosa.

Sob o olhar dele, sentiu os seios crescendo, os mamilos eriçados.

O tremor deu sinal de vida.

Ele agora sorria.

Estendeu a mão para acariciar-lhe os cabelos. Ela sentiu um suave arrepio ao toque.

Os seios intumescidos começaram a doer. Um len to pulsar ressoava-lhe no corpo, as pupilas se distendiam.

Ela queria...

A mão dele segurou-lhe a nuca. Algo brilhou nos olhos dele.

Ela foi para a cama dele sem uma palavra. Apenas gemidos baixos que ele calava com a boca. Mas quando a boca deixou a sua para sugar os seios, os ge midos voltaram. Ele percorreu os contornos da barri ga com os lábios, as mãos acariciaram as coxas e os dentes mordiscaram-lhe os lóbulos das orelhas, bem devagar, tão devagarzinho que ela mordeu o lábio, prendendo o gemido.

A realidade desapareceu. Tinha ido parar em outro universo — aqui só havia o prazer. Prazer como nun ca tinha experimentado.

Como podia um corpo humano sentir tantas emo ções?

E como ela queria mais. E mais...

Até que o corpo era uma chama viva a queimar com ferocidade.

O corpo dele pesou sobre o dela, forte, poderoso.

As mãos tateavam os músculos esculpidos das costas dele. Excitava-se ao sentir-lhe as coxas. Con tra sua barriga, sentiu a masculinidade dele.

Começou a ficar faminta e a contorcer-se enquanto a boca lambia-lhe o bico inchado e doído, fazendo com que cravasse as unhas nos ombros dele.

Ele levantou a cabeça de seu seio e sorriu. Os olhos negros examinaram-na.

Ela sentia a pressão crescente da masculinidade. A fome bárbara e insaciável voltou a atacá-la. Ela queria...

— Está bem. Eu sei — disse ele, carinhosamente. As feições dele ficaram tensas. Depois, devagar, penetrou-a.

O corpo de Isabella estava pesado, lânguido. Não queria acordar. Queria continuar sonhando, enlaçada naqueles braços fortes, apertada contra o corpo quen te e vigoroso do homem que a mantinha presa em seus braços enquanto dormia, após o êxtase.

Só depois, quando o fogo esfriou e passou a um aconchego, ele rolou para o lado, exausto, levando-a junto com ele, mantendo-a colada ao corpo. Havia murmurado algo — mas ela não sabia o quê. Palavras suaves que pareciam brisa em sua orelha. A mão dele, possessiva, estava em seu ventre, a boca morna contra o ombro.

Sentia-se fraca, mas o fogo que a consumira a dei xara segura e saciada.

Dormiu um sono profundo, os sonhos capturando essa felicidade perfeita.

Mas agora a luminosidade a despertava. Abriu os olhos.

Ele estava inclinado sobre ela, os olhos cheios de desejo. Abaixou-se e beijou-a suavemente.

— Bom dia. Deveria perguntar se dormiu bem, mas sei que dormiu muito pouco...

Percorreu-lhe o corpo recostado nos travesseiros, os cabelos desalinhados, os lábios inchados da longa noite de paixão.

— Você está ainda mais atraente do que ontem. — A rouquidão era mais perceptível, e os longos cílios voltaram a cobrir-lhe os olhos. — Eu só queria... — A voz sumiu.

Ele estava de tirar o fôlego. Tinha feito a barba, o cabelo estava molhado e vestia um terno.

Sentiu o frio envolver-lhe o coração, um buraco de desespero nascia no estômago.

Ele olhava o relógio. Voltou a falar, mas agora as palavras eram secas:

— Tenho uma reunião de negócios. Então, infeliz mente, preciso deixá-la.

Ela ouviu as palavras, mas por um momento não compreendeu. Em seguida, o significado atingiu-a como um soco. Céus! Ele estava indo embora.

Isabella foi considerada uma transa sem compro misso.

Um prato rápido, conveniente, à mão, para livrá-lo da fome. Ele jogou charme, fez sexo, dormiu — e agora tchau!

Sentiu-se mal. E do nada, outro choque a atingiu. MML.

O horror a eletrizou. Meu Deus! Esse não era um homem qualquer com quem tivesse dormido logo depois de conhecê-lo e que agora se afastava seguindo a brutal praxe da manhã seguinte. Esse era Edward Cullen — o único homem que poderia evitar que a em presa do pai se fosse...

E em vez de conseguir a aprovação da MML, tinha se atirado na cama dele como uma mulher fácil. Foi invadida pelo mal estar.

Ele falava no celular.

— Eu estarei aí em...

— Não! Por favor, espere, não vá ainda. — Ele parou de falar no meio da frase.

— Isabella, eu...

— Não! Espere, por favor, espere! Há algo que preciso...

Ficou de pé, enrolada no lençol. O coração pulsava com força, mas tinha que fazer isso. Por mais horrível que fosse...

— Antes de ir, há algo que preciso dizer! — respi rou agitada. — MML.

Arregalou os olhos para ele, ainda segurando os lençóis, o cabelo caindo pelos ombros nus. Edward ficou estático.

— Prossiga — falou, controlado. Ela engoliu em seco e continuou:

— Você suspendeu todos os investimentos corpo rativos. Um deles é a empresa do meu pai: Charlies S Design. Fui ao jantar ontem para encontrá-lo. Persuadi-lo...

— Como? — interrompeu-a. — Persuadir-me...? — Ela o fitou. O rosto perdera a expressão. Total mente.

— Isso — disse ofegante. — Convencê-lo a... A voz sumiu. Um calafrio percorreu-a.

— Persuadi-lo a... — a voz tinha se transformado em um sussurro. A garganta estava contraída de de sespero. —... prosseguir com a compra. Seria bom para vocês. Posso prová-lo...

A voz esvaía-se, deixando de informar que tinha uma planilha financeira na bolsa. O coração começou a bater forte quando olhou para o rosto sem expressão de Alexis.

— Você precisa saber de uma coisa. Você come teu um erro — embora a voz fosse suave, era de uma suavidade aterrorizante. — Um enorme erro... — fez uma pausa. — Não faço negócios na cama. Nunca. Portanto, embora você tenha sido realmente muito boa, você me usou para nada. Exceto, é claro — e agora a olhava de cima a baixo — para demonstrar sua... habilidade. Excelente, por sinal. — Fechou os olhos e depois abriu, lançando o mesmo olhar vítreo que cortava feito bisturi.— Você tem muito talento, Isabella, mas deveria ter se contentado com o pagamento. Ficaria muito fe liz em pagá-la. Na verdade... — Enfiou a mão no bol so e pegou uma carteira de couro. Abriu-a. Várias notas de cinqüenta libras voaram em cima da cama. — Fique com o troco — disse baixinho.

Deu meia-volta e saiu.

— Você tem cinco minutos para deixar esta suíte. O segurança do hotel vai acompanhá-la. A partir de agora, a MML não tem nenhum interesse na Charlies S Design.

Ele foi duro. Duro como pedra.

Saiu. Não olhou para trás.

Na cama, Isabella começou a tremer.


Então oq acharam? Ta curtinho mais é o que temos!

Deixem sua opinião ela é muito importante e nem doi muito...

bjs