Oi gente td bem? É sim estou adiantando os cap de sábado pois vou viajar para a casa da minha vovó *-* ONGH!

E lá não tem net e como vivo no Paraguai minha net não funciona no Brasil :(

Então vou postar hj um cap e se eu já estiver voltado no próximo sábado dia 4 eu postarei outro cap e se eu não tiver postado vou recompensar com dois caps dia 11. MAIS quero MUITOS reviwes para isso.

Bem recados dados vou deixalos/las ler *-*

Agente se vê

BJks


CAPÍTULO TRÊS

— Ele está aqui.

A mulher abriu a porta do estreito corredor. Tinha uma criança enganchada nos quadris, mexendo em seu cabelo e choramingando. Sua aparência não cau sou boa impressão a Edward.

Ele controlou as emoções. Vinha fazendo isso des de que recebera aquele telefonema. Só por meio do mais severo exercício de autocontrole tinha chegado a esse ponto.

Thee mou, fazei com que isso não seja verdade!

Não podia ser verdade o que a assistente social ti nha lhe dito ao telefone. Ela abrira um envelope no apartamento de Isabella Swan, quando estava jun tando as coisas da criança que tinha sido levada para uma casa de adoção, e lido um bilhete preso na certi dão de nascimento do menino — citando-o como pai do garoto.

Isabella estava mentindo.

Christos, não podia haver outra explicação!

Uma mulher daquelas — que o tinha usado, ido para a cama com ele para pegar seu dinheiro — não hesitaria uma semana em entrar com uma ação de paternidade se uma criança tivesse sido concebida na quele encontro.

Só podia estar mentindo para causar problemas...

Então, a criança que ia ver em breve não tinha a menor chance de ser dele.

Os olhos de Edward percorreram a sala. O carpete estava coberto de brinquedos. Crianças de uns dois anos de idade estavam sentadas em um sofá, vendo televisão.

A mulher falou em tom baixo, pouco audível devi do à TV aos berros.

— Ele não está se adaptando. Fiz o possível, mas ele não reage. Pobrezinho!

Passou por Edward e foi até uma larga poltrona, es condida em uma saleta perto da porta. Edward seguiu-a e a escutou falando gentilmente:

— Oi, menininho. Tudo bem? — Passou a mão na cabeça da criança encolhida, um ursinho velho aper tado contra ele.

A criança não reagiu à mulher: nem à pergunta nem ao toque. Continuou lá, enrolada como um feto, imóvel.

O perfil do rosto do menino era familiar. Já o vira em álbuns de família.

Era ele. Ele mesmo quando criança.

Não podia se mover. Os pulmões congelados, o corpo rígido.

Viajou cinco longos anos, quando sua semente misturou-se à da mulher que agora, segundo a assistente social, estava em um hospital. O que tornava muito mais fácil pegar o menino — se a mãe era irres ponsável.

Meu filho.

Repetiu as palavras inúmeras vezes.

Do nada, a emoção fluía. A necessidade mais ur gente era abraçar aquele corpo encurvado, envolvê-lo e protegê-lo.

Não havia sido desejado, mas tinha vindo de qual quer forma.

Bem devagar, começou a caminhar em direção ao menininho. A aproximação tornou a criança ainda mais tensa, amedrontada. Edward sentiu o coração apertar — de fúria e dor.

Forçou um sorriso. Não podia assustar a criança.

— Oi, Dylan — disse baixinho, falando com o fi lho pela primeira vez.

Isabella mexeu-se com preguiça, morrendo de sono. Os olhos se abriram, pesados, confusos.

Não estava mais na enfermaria. Estava em um quarto sozinha. As paredes eram cor-de-rosa. Uma enfermeira abria as venezianas da janela.

— Oi — disse alegre. — Como está se sentindo?

— Onde estou? — A voz de Isabella estava fraca.

— Você está na ala particular do hospital.

— Particular? Mas não posso pagar... — A enfermeira sorriu, reconfortando-a:

— Não se preocupe, tudo foi providenciado. Ago ra diga-me como está se sentindo. Você tem uma vi sita.

A emoção transbordou em Isabella, deixando de lado a pergunta de como tinha ido parar na ala parti cular.

— Dylen! — Soltou um rouco gemido e tentou sentar-se.

A enfermeira se apressou em acomodá-la nos tra vesseiros, recostando-a com habilidade.

— Dylan? — perguntou.

Isabella demonstrava tensão enquanto tentava voltar a respirar normalmente.

— Meu filhinho — disse, com sofrimento.

A enfermeira afastou-se e sacudiu a cabeça com pena.

— Acho que não. Mas se estiver pronta vou man dá-lo entrar. Ele estava impaciente esperando que acordasse.

Isabella cerrou os olhos, a desolação invadindo-a. Dylan era seu único pensamento. Tinha que encon trá-lo. Não se importava se mal podia sair da cama, se os pulmões ainda doessem apesar dos analgésicos e se o corpo parecesse ter sido atropelado por um cami nhão. Tinha que ir para casa! Caso contrário, como ia conseguir Dylan de volta?

Mas quem seria? Quem poderia estar tão impa ciente para vê-la?

A enfermeira tinha dito "ele", portanto não podia ser aquela detestável assistente social para cantar vi tória. Quem então?

Quando os olhos viram o homem que entrou, achou que ainda devia estar dormindo. Fez um gran de esforço para controlar o choque.

Edward Cullen surgiu através do túnel do tempo, de um passado do qual faziam parte os piores pesade los, as mais dolorosas memórias.

Edward fechou a porta e seus olhos pousaram na mulher deitada na cama.

Mas que diabos...?

Não era Edward. Não tinha nada a ver com ela!

Edward era dona de uma beleza tão sedutora que tinha sido capaz de fazê-lo de bobo como nenhuma outra mulher jamais conseguira! Fizera com que ele se sentisse — não, não podia admitir os sentimentos que despertara nele. Tinha sido a mulher que quase o levou ao desespero se não encontrasse forças para tirá-la da vida.

Essa mulher parecia uma caveira. Abatida, os olhos fundos, as maçãs do rosto encovadas, os ossos saltando e rugas em volta da boca. O cabelo estava murcho, bem mais curto, caindo oleoso.

Involuntariamente, veio-lhe à lembrança a mulher que conhecera — o corpo pulsando por baixo dele, as curvas macias e exuberantes, nua, maliciosa, saciada.

E antes disso, no vestido de noite prateado, o cabe lo como uma cascata de seda, os olhos cheios de pro messas.

No momento em que pôs os olhos nela naquele jantar, a sensação fora de um soco. Algo que nunca soubera existir. Desejou-a no mesmo instante. Mais do que qualquer outra mulher.

E para aquele desejo avassalador, quebrara todas as regras, para possuí-la naquela mesma noite quan do tinha se oferecido a ele de bandeja.

E pela manhã descobrira o por que. Outro soco no estômago.

Essa mulher não podia ser a mesma.

Thee mou, sabia que tinha sido levada para o hos pital depois de ter sido atropelada, mas só isso não poderia operar tão abominável transformação. De uma beleza tão delicada nessa... bruxa.

Apertou os lábios. Lembrou-se do que a assistente social tinha dito.

Drogas. Então isso transformou a Isabella tenta dora nessa bruxa que era só osso?

A palavra cruel foi como uma punhalada. A mu lher estava tão lastimável que seria desumano não sentir pena dela. Ainda assim, pena era a última coisa que merecia.

Qualquer criança merecia uma mãe melhor do que essa! Além de tudo que já sabia sobre ela — uma va gabunda que comercializa o corpo —, ainda era irresponsável, fraca, deixando um menino de quatro anos sozinho enquanto dormia depois de ter se entregado ao vício, que a tornava violenta, apontando uma faca para a assistente social.

E essa mulher era a mãe do filho dele! Um filho que tinha escondido! Thee mou, nenhum tormento era maior!

E apesar disso, teria que tratá-la com luvas de pelica. Teve vontade de jogar os advogados pela janela quando eles afirmaram que pais de filhos ilegítimos no Reino Unido não tinham direito automático à cus tódia. Isso exigiria uma negociação complicada e controversa. E enquanto corresse o processo, o filho continuaria sob os cuidados de alguém até que a mãe estivesse apta a cuidar dele. Se a assistente social conseguisse tirar a guarda da mãe, seria adotado.

As mandíbulas ficaram rijas. Isso não podia conti nuar. Seu filho ia sair da casa daquela mulher.

Não importa como, mas tiraria o filho de lá! Mes mo que isso significasse tratar com carinho alguém tão desprezível quanto Isabella.

Os olhos de Edward arrastaram-se até o rosto magro e pálido que o fitava horrorizado. Isabella podia ser mercenária, uma viciada, mas o filho a chamava.

Perfurando-lhe a mente como uma agulha, ouviu a voz sussurrando, quase inaudível hoje pela manhã:

Eu quero a minha mãe.

Meu Deus! Uma criança implorando pela mãe...

Foi invadido por lembranças que lhe causavam muito sofrimento. Ouviu o choro sentido de uma criança chamando pela mãe. Silenciou à força a voz que ainda podia ouvir, como se tivesse sido ontem e não há trinta anos.

Chega de lembranças. De nada lhe serviam agora.

Tudo que precisava era do talento de negociador. Isabella detinha o poder sobre o filho. E as emoções — tempestuosas, serpenteando dentro dele — só atrapalhariam. Assumiu o controle. Tempo de genti leza, não de emoção.

Deteve-se na expressão atemorizada da mulher. Pensou no plano que ela imaginara a longo prazo. Obviamente, Isabella manteve o filho afastado pla nejando apresentá-lo em um momento mais propício a vantagem.

O fato de não ter feito isso logo que descobriu es tar grávida deve ter sido porque talvez não soubesse quem era o pai. Uma mulher que cedia favores tão fa cilmente... Talvez não tivesse certeza da contribuição dele para convocá-lo para um teste de DNA. Melhor, deve ter calculado que a herança grega ficaria visível nos traços do garoto. Então, poderia reivindicar que ele era o pai do menino.

O destino tomou as rédeas e a revelação tinha sido prematura. Sob esse prisma, isso só podia ser positi vo. Ela perdeu a vantagem do tempo. Aliás, perdeu várias outras vantagens. A beleza, por exemplo.

Era odioso, mas estava feliz por isso. A beleza de Isabella o havia feito perder o autocontrole, que ja mais se permitira. Mas agora estava a salvo de suas manobras. O rosto de caveira que o olhava não exer cia nenhum fascínio.

Exceto — e o pensamento foi como uma punhalada — sobre um menininho desolado, que não tinha a quem se agarrar, a não ser ao ursinho velho...

Deu um suspiro profundo e abriu as negociações.

Estava brigando pelo filho, e tinha que ganhar.

Isabella encarou-o. Era uma visão, um pesadelo. Só podia ser! Edward tinha ido embora, para sem pre! Afundado no esquecimento do passado, preso em uma caixa cuja chave fora enterrada bem fundo para que nunca voltasse a abri-la! Por cinco longos anos, ela o mantivera enterrado. Tivera tanto com o que se preocupar que ele tinha sido apagado da men te.

A auto-preservação a ajudou a manter o passado es quecido. Porque lembrar-se de Edward a faria lem brar-se de tudo que ele tinha feito com ela — e que ela permitiu que fizesse.

Tudo que ele disse naquela manhã horrenda.

Isabella saiu da suíte do hotel tremendo de vergo nha, enojada.

Mas teve que voltar, encarar o pai, contar-lhe... que tinha fracassado. Fracassado em salvar a empresa, a única coisa que ele amava, mais do que a mulher e a filha que tinha descartado no passado.

Se eu tivesse conseguido salvar a empresa...

Aí talvez o pai a amasse! Com certeza, passaria a amá-la.

Mas tinha fracassado. Aquela noite vergonhosa destruiu não só o respeito por si própria, mas também a última esperança do pai. Assim, poderia poupá-lo do ataque cardíaco. Fora privado da única coisa que lhe dava sentido à vida e ficara cada vez mais doente, mais difícil de se conviver. Culpava-a por não ser o filho que gostaria de ter tido e poderia ser-lhe útil — não uma mulher imprestável, carregando uma crian ça bastarda no ventre...

A pobreza os atingiu até ficarem reduzidos a mo rar em um apartamento cedido pelo Estado, em um lugar nojento, e ela se tornou responsável pelo fi lho bebê e o pai inválido, vivendo do benefício do governo.

O cansaço tomara conta dela. Ali estava ela, deita da em uma cama de hospital, tomada pelo desespero.

Depois de tudo que enfrentou nos últimos anos, o pior ocorrera. Dylan tinha ido embora.

E lá estava Edward parado, mais uma vez dominan do sua visão, bloqueando o resto do mundo para ela! Mais alto do que se lembrava, e mais moreno. A ori gem mediterrânea era evidente — não apenas pelo tom de pele, mas também pela postura. E a arrogância, aquele domínio do macho mediterrâneo, exa cerbada mil vezes pela consciência da riqueza e do poder.

Poder. Era isso que Edward irradiava.

Como tinha ido parar lá? E o pior, o que ele que ria?

Só havia uma resposta: Dylan.

O medo foi tão forte que parecia trucidá-la. Não! Ele não podia saber sobre Dylan!

A sanidade tentou vencer o terror. Mesmo que Alexis tivesse descoberto sobre Dylan, com certeza não ia preocupar-se com ele!

A não ser para certificar-se de que ela nada diria. Para dizer-lhe que nem pensasse em ajuda financeira. Ela e Dylan queriam distância dele.

Então o que ele estava fazendo ali?

Por um longo momento Edward ficou parado olhan do. Tinha providenciado para que fosse atendida em um quarto particular — não por ela, mas por ele. Não só porque não queria conversar com ela em uma en fermaria, mas. Também porque em um quarto podia estar seguro de que ela não teria acesso ao telefone. Assim, não ligaria para os jornais com alguma histó ria escandalosa sobre o filho ilegítimo de um magna ta grego com uma viciada em drogas!

Pensou, friamente, no que ela estaria planejando. Sabia, por experiência própria, que era uma atriz fan tástica.

Mas ele a pegou de surpresa. Ela parecia horrori zada — e tinha motivos para tal.

— Por que você está aqui? — A voz era fina, trê mula. Edward percebia a tensão. As emoções exigiam a ele mais esforço do que julgava necessário.

— Você não sabe?

O rosto contraiu-se, com uma expressão que ele não deixou de perceber. Estava recobrando a guarda.

— Como poderia?

As evasivas o irritaram. Ela ousava fazer joguinhos enquanto o filho dele estava abandonado em uma casa para adoção?

Disse uma única palavra:

— Dylan.

O nome pairou no silêncio.

A raiva voltou à tona. Então ele estava certo: ela não queria que ele soubesse, queria continuar ga nhando tempo, mantendo o filho afastado até conse guir o melhor preço por ele.

Em vez da fúria, olhou-a, como uma aranha obser va a mosca presa na teia. Por baixo da expressão con trolada, podia sentir a raiva, acorrentada.

Isabella sentia-se mal, o ar comprimindo-lhe os pulmões. Não conseguia se mover, nem respirar.

Ai meu Deus, ele sabia sobre Dylan... O pânico crescia. Como tinha descoberto?

Ela deve ter murmurado algo, pois ele franziu a testa. Por um instante, percebeu um brilho nos olhos dele. Mas quando ele falou, retomara o controle. E essa falta de emoção encheu Isabella de medo.

— Como? A assistente social me telefonou — fez uma pequena parada. Os olhos dela ainda demonstra vam o choque. Ele prosseguiu, saboreando cada pala vra, os olhos jamais abandonando os dela. — Ela deixou muito clara sua opinião sobre ho mens que fazem filhos e se recusam a assumir as res ponsabilidades financeiras — a voz ficou fria. — Es tava surpresa com o fato de um homem com meus "grandes recursos", como mencionou, ter fugido das obrigações. — Quando terminou, as palavras soavam gélidas. — Ela disse que seria bastante ruim, para mi nha reputação, se a... negligência... de minhas res ponsabilidades chegasse ao conhecimento dos juízes ou da imprensa.

Oh céus, pensou Isabella, então por isso ele estava ali. A assistente social o havia ameaçado com os tablóides!

Enfiou as unhas nas palmas das mãos, até doer. Ela estava vacilante. Tudo que sentia era o horror cres cente por Edward saber da existência de Dylan.

— Quero que ele saia da adoção. Imediatamente — falou o empresário.

Os olhos duros a fixavam. Sim, pensou, lutando para entender o pesadelo que tinha entrado pela porta e apertado a garganta até deixá-la sem respiração.

Ele nunca se arriscaria. E por isso estava ali — para neutralizar o perigo que corria.

— Não vão liberá-lo até que eu receba alta.

A voz era fraca, sem emoção. Não revelava a ago nia por estar separada de Dylan, o medo de que nunca mais lhe devolvessem. Seu instinto lhe dizia que es condesse as emoções desse homem, cuja única preo cupação era proteger-se de um escândalo.

O queixo de Edward tremeu. Aquela mulher não ad mitia que seu vício mantinha o filho em uma casa de adoção. Sem falar a ausência total de emoção diante da possibilidade de perder o filho!

No momento, tudo que importava era retirar Dylan da adoção.

— Isso está resolvido. Falei com o médico, e ele concordou em lhe dar alta.

Por um segundo, julgou ter visto os olhos brilha rem de emoção. Depois, no mesmo instante, volta ram a ficar mortos.

— Eu... não compreendo.

— Providenciei tudo para que você não continue hospitalizada. Também informei às autoridades de que arrumarei uma babá para tomar conta da criança. Desse modo, concordaram em rescindir a retirada da guarda temporária.

Isabella sentiu a emoção transpassá-la. Isso signi ficava que ela poderia ter Dylan de volta? Encheu-se de esperança, embora preferisse morrer de fome a deixar Edward perto dela e de Dylan. Mas se ele fosse a única alternativa para ter o filho, aceitaria.

Não deixaria, porém, que ele percebesse o quanto isso significava para ela. Vil? Era evidente que ele já estava furioso por ter sido forçado a aceitar um filho bastardo que ameaçava sua reputação.

Olhou para o rosto duro do homem que um dia ti nha mexido tanto com ela, que tinha sido capaz de se duzi-la com a mesma facilidade com que se tira a bala de uma criança. Tinha sido a noite mais incrível de sua vida, mas de manhã...

A mente desviou de rumo.

Dylan — o filho amado. Ele era tudo que importa va no momento. E ela não devia demonstrar o quanto se desesperava para tê-lo de volta.

Forçou uma frieza e uma calma pouco naturais.

— E depois? O que vai acontecer?

As pupilas de Edward se estreitaram. A raiva atin giu-o com a força de uma punhalada. Christos, que ela fosse amaldiçoada por essa reação fria! A memó ria retorcia-se dentro dele, lutando para sair... Em purrou-a de volta. Agora só uma coisa era importante — o filho. Quando falou, a voz era tão indiferente quanto antes.

— Você será liberada amanhã. Irá de carro, junto com a babá e a enfermeira, buscar Dylan, a caminho do aeroporto...

— Como assim, aeroporto? — A pergunta era in cisiva, alarmada.

Edward olhou-a sem expressão.

— Vocês vão para a Grécia...

— Grécia?

Os olhos negros mantiveram-se frios.

— Vocês ficarão na minha ilha particular. É lu xuosa, tem empregados e serão muito bem tratados.

Isabella compreendeu tudo. A mente exausta se li gou nas únicas palavras que faziam sentido para ela. Ele disse "ilha particular".

Então era isso! Ele ia escondê-los, mantê-los a sal vo de olhos curiosos. Para ele, fazia sentido. Mas e para ela e Dylan?

Como podia permitir que os encarcerassem na Grécia?

Mas era a única forma de tirar Dylan da adoção. E isso era tudo que importava.

Não importava que o homem que mais odiava no mundo tomasse essa atitude por razões egoístas. Só importava que Edward usava dinheiro e influência para que a burocracia do Estado e o sistema médico funcionassem a favor dele.

Além disso uma casa à beira do mar. Uma praia...

Para Dylan, seriam férias depois do trauma de ter sido tirado dela.

Ele nunca tivera férias...

Fazia calor na Grécia e, com uma enfermeira e uma babá para ajudá-la, ficaria boa mais rápido, bem mais do que naquele gélido apartamento em que vivia. E uma vez curada, cuidaria de Dylan sem pre cisar contar com o dinheiro de Edward.

E então poderia mandá-lo para o inferno.