Oi gente mais um cap recém saído do forno para vcs..
Espero que gostem... Recadinho depois *-*
Boa leitura
CAPÍTULO SEIS
— Boa noite, meu querido — Isabella acariciou o cabelo do filho. Uma infinita onda de amor e prote ção invadiu-a. Nada voltaria a afastá-lo de novo. Nem mesmo Edward Cullen.
Ele diz que não vai nos separar, que enquanto Dylan precisar de você irá tê-la... E você confia nele? Você confia em um homem como ele? Que disse coi sas horríveis a você? A dor apunhalou-a tal qual uma faca.
Como pôde ter sido tão insensível? Como pôde tratá-la assim?
A resposta surgiu de forma clara, como sempre acontecia. Você foi só uma aventura. Sexo casual. Nada importante...
Ela se levantou. Bem, agora ela era a mãe do seu filho. Endireitou os ombros e entrou no quarto.
A enfermeira estava lá.
— Dylan está dormindo? Que bom. Você vai co mer na sala de jantar?
Isabella fitou-a. Ela normalmente jantava com a enfermeira e Renne na sala de estar, conversando amigavelmente sobre qualquer assunto que não dis sesse respeito ao motivo pelo qual se encontrava naquela ilha com uma criança que se parecia com o dono do lugar.
Após o jantar, elas assistiam à TV a cabo em in glês. Era relaxante, tranqüilo e familiar.
Mas talvez, pensou, enquanto se encaminhava à sala de estar, Edward não gostasse da idéia de ela sen tir-se à vontade com pessoas contratadas por ele para ajudá-la com o filho. Talvez ela devesse comer só.
Ele a aguardava em pé, tomando um uísque.
De repente, ela se virou para sair.
— O que você está fazendo? — perguntou rispidamente.
— Estou indo para meu quarto.
Um suspiro exasperado escapou dos lábios de Edward.
— Stravos vai servir o jantar.
— Eu não quero jantar. — Sua voz ficou entristecida.
— Temos que conversar.
Isabella se virou o mais rápido que pôde.
— Não, não temos. A única conversa que vamos ter, depois de tudo o que você me disse, será por in termédio do meu advogado. Dylan é meu filho. Eu te nho a custódia. E você, como já admitiu, não tem di reito algum sobre ele. Portanto, nem pense em usar dinheiro ou poder para tirá-lo de mim.
A voz elevou-se. Foi tomada pela adrenalina. Seu filho estava em jogo, e ela ia lutar por ele.
— Entenda bem: Dylan é minha vida. Vou prote gê-lo até o fim dos meus dias. Não deixarei que você o tire de mim. Não vou permitir que você seja a causa de uma única lágrima ou momento de tristeza. Se você fizer isso, o farei queimar no inferno, Edward! Com Deus como testemunha, você queimará no in ferno!
Isabella contorceu-se de fúria; respirava com difi culdade.
Edward apenas a olhava. Era como se uma pessoa completamente diferente surgisse para repreendê-lo. Uma mãe brigando por seu filho com unhas, dentes e garras. Lutando com toda a força.
O cinismo o tomou por dentro. Ela já sabia o que dissera de algumas mulheres nada maternais e resol veu fazer esse show para mostrar como é dedicada.
Os olhos avaliavam-na. Sua explosão lhe pareceu tão verdadeira, tão apaixonada. Como podia essa mu lher confundi-lo de uma maneira tão poderosa? Seria verdade?
Seria Isabella de fato uma mãe dedicada ou estivera escondendo Dylan, tentando tirar proveito da si tuação em um momento mais adequado? Mas por que esperar tanto tempo, vivendo com dificuldades finan ceiras?
Aliás, por que ela vivia em um apartamento do go verno, se o pai fora dono de uma empresa e ela usava um vestido de grife na noite em que ele havia sido alvo de seu ataque?
Nada fazia sentido.
Por isso, queria jantar com ela.
Ela abriu a porta, pronta para deixá-lo. Rapida mente, ele atravessou a sala fechando a porta. Segu rou seu braço para impedi-la. Ela o empurrou.
— Não me toque!
Acabou soltando Isabella. Parecia que ela ia cair, mas, na verdade, pouco se importava.
— Sente-se antes que caia. Tenho algumas per guntas e quero respostas.
Ela afundou na cadeira, exausta por ter gritado tanto.
Ele se sentou à sua frente bebendo uísque e olhou-a com raiva.
— O que foi agora? — pensou ela, com amargura. — Que acusação vai usar contra mim desta vez? Porém, ele a surpreendeu.
— Parece que fui mal informado a seu respeito. A ficha médica mostra que você não é dependente quí mica — disse, de forma severa.
Isabella fitou-o.
— Oh, quanta consideração! — ela falou, cheia de sarcasmo, mas aliviada.
— Acho que você não foi descuidada com seu fi lho no dia do acidente. Além disso, você estava com uma grave infecção pulmonar já havia algum tempo e que se agravou com a morte do seu pai, da qual tam bém não fui informado.
Ele dizia isso como se a falta de informação fosse um erro, pensou Isabella com raiva.
— Por que você vive em um apartamento com a ajuda do governo?
Os olhos faiscaram.
— Isso é uma pergunta séria? — retrucou, de for ma irônica.
— Apenas responda.
— Porque não tenho meios para me sustentar.
— E por que não? Está separada da família?
— Eu só tinha meu pai, e ele também não tinha como se sustentar.
— Ele era dono de uma companhia de construção de iates. Lembro-me claramente. Afinal, foi esse o motivo que a trouxe a mim. Tinha que haver dinhei ro, não? — Foi sua vez de deixar o sarcasmo transpa recer.
Ela ficou pálida.
— Seu cretino!
— O quê? — As sobrancelhas dele se uniram.
— Meu pai perdeu tudo o que tinha, inclusive a empresa! Ficou sem nada. Vivíamos da modesta ren da que lhe sobrou.
— Isso é verdade?
— Por que diabos me pergunta se é verdade? É claro que é verdade! Ele foi à falência quando a MML, sob sua ordem, desistiu das negociações para que a transferência da administração da empresa se realizasse. Ele perdeu tudo. Até a casa. Teve que pas sar a morar comigo. Não teve outra opção!
— Seu pai morou com você?
— Não, morou no Palácio de Buckingham! — Ele ignorou a resposta amarga.
— Eu não sabia.
Para o alívio dela, a porta que dava acesso à cozi nha se abriu e Stravos trouxe uma bandeja com uma travessa de sopa e uma cesta de pão. Quando termi nou de servi-los, Isabella já havia se recomposto.
Ela começou a comer. Deu-se conta de que estava com fome. A delicada sopa de frango com essência de limão estava deliciosa, assim como o peixe grelha do servido com arroz aromático.
Eles não conversaram e Isabella ficou agradecida. À sua frente, Alexis ficou com a cara amarrada.
A última vez que você teve uma refeição com Edward ele a levou para a cama depois...
Ela sentiu vontade de olhá-lo e um lento tremor percorreu-lhe o corpo.
Como podia resistir? Por cinco longos anos, en vergonhou-se por ter sido fraca naquela noite. Caíra em seus braços satisfeita, ardendo feito uma chama.
Agora, sentada ali, vendo-o de novo, compreendeu como ele pôde seduzi-la tão facilmente. Porém, ela nunca se perdoaria pelo modo como agira e tampou co por tudo que permitira que ele fizesse.
Bem, pensou com amarga satisfação, agora estou segura.
Sentiu náusea.
Edward comeu o peixe em silêncio. Estava preocu pado.
Então a empresa estava a ponto de afundar quando Isabella o usara. Ela não passou a impressão de que estavam tão ansiosos por investimentos. Devia estar desesperada para ter agido como fez. Nenhuma em presa desejando se salvar gostaria que o investidor em potencial ficasse a par de quão crítica era a situa ção.
Mas se a MML estivera interessada em fazer negó cio, como ela afirmara, era porque vira a possibilida de de retorno financeiro. Não fosse por sua política habitual de impedir investimentos em qualquer em presa recém adquirida, a MML teria concretizado o negócio.
— Depois que a transação não se realizou, por que seu pai não tentou um acordo de cavalheiros? Ou será que a situação era pior do que imaginavam?
— Porque ele teve outro infarto um dia depois que nós... — Ela deixou a frase no ar.
— Outro? — Ele abaixou os talheres.
— Ele havia sofrido um infarto três dias antes...
— Seu pai havia acabado de enfartar quando você compareceu àquele jantar?
Ela cerrou os dentes.
— Ele estava no CTI. Minha única saída era falar com você. Os bancos iam hipotecar a empresa na se mana seguinte a menos que a transação com a MML se realizasse. Sua secretária deixara escapar que você estaria naquele jantar. Tentei marcar um encontro, porém ela me informou que a agenda estava cheia. Comprei um convite para o jantar e alterei os lugares para ter certeza de que estaria à sua mesa. Era minha última chance.
Aos poucos, Edward foi digerindo o que ela acaba va de dizer.
O pai no CTI, enfartado, e os bancos a ponto de hi potecar a empresa.
Ela devia estar desesperada...
Foi por isso que agiu assim, oferecendo-lhe a úni ca coisa que lhe sobrara: o corpo.
Os olhos se tornaram duros. Por mais desesperada que estivesse, não deveria tê-lo feito de bobo, de um manipulado por favores sexuais!
— Não lhe ocorreu simplesmente pedir que eu considerasse realizar o negócio?
— Hã?
— Se não achasse que poderia usar o corpo para me convencer a realizar a transação...
Ela explodiu de raiva.
— Como ousa me acusar assim? Em nenhum mo mento planejei isso! Meu Deus, você é nojento!
Ele bateu com força na mesa.
— Eu estava lá! Fui testemunha de todos os tru ques que você usou!
— Eu não fiz nada! — protestou.
Ele riu de forma grosseira e debochada, reclinando-se na cadeira.
— Você usou todos os truques possíveis! — disse, de forma crítica. — Os olhares, a voz lânguida, o decote, o cabelo comprido e o vestido colado... A ma neira como me olhava durante o jantar, pedindo que eu avançasse... Pediu para falar comigo em particular e subiu até a minha suíte em um piscar de olhos! O que você achou que ia fazer lá? Apresentar sua pro posta de trabalho? Mencionar lucros atuais e futuros? Não, a única coisa que ia me mostrar era seu corpo! E ainda despertou meu desejo ao máximo ao derrubar champanhe nos seios para que eu pudesse vê-los. De pois, aproximou-se de mim como uma...
Ela pegou o copo de vinho e arremessou nele todo o conteúdo.
— Seu cretino mentiroso! Foi você. Você se jogou em cima de mim. Você...
Ela não terminou de falar. Ele estava de pé do ou tro lado da mesa. O vinho havia derramado na camisa e emplastado o peito. A expressão era selvagem, as sim como suas palavras.
— Não tente reinventar a verdade! — resmungou para ela. — Nós sabemos a verdade. Você me usou. Calculou tudo para atingir seus objetivos.
Ela empurrou a cadeira tentando se levantar, furio sa. Fúria de cinco longos anos.
O som da mão batendo no rosto dele soou como um tiro de pistola. A cabeça foi jogada para trás. Os olhos de Edward eram duas bolas de fogo satânicas, queimando.
— Você me dá nojo! Como ousa jogar a culpa em mim? A única razão de ir à sua suíte foi tentar fazê-lo ouvir meus projetos de trabalho. Não havia outro mo tivo!
— Como ouso? Se você está tão certa e eu tão er rado, como pôde ter caído em minha cama daquela forma?
— Porque fui burra e ingênua e... — Abaixou a ca beça. — Fui burra — repetiu, com a voz entediada, erguendo-se novamente. Que diabos estava fazendo tentando se justificar? Ela não lhe devia nada.
Olhou para ele com desprezo e ódio.
— Não importa se você acredita ou não em mim. Só me importo com Dylan. Ele é a coisa mais impor tante do mundo.
Ela tropeçou afastando-se da mesa, as pernas trê mulas. Sentia como se facas lhe fossem enterradas no peito.
Edward viu-a partir. Queria segui-la e sacudi-la até arrancar-lhe toda a verdade, até que ela admitisse o que fizera. Mas ela quase não conseguiu chegar à porta. Parecia uma marionete com os fios cortados.
Após ter partido, deixando a porta aberta, pôde es cutá-la tropeçando no corredor que levava aos quar tos. Sentou-se pesadamente. Estendeu a mão para al cançar a garrafa de vinho. O olhar era sombrio e cruel.
Espero que tenham gostado gente e gostaria de agradecer a cada pessoa que deixa sua marca nos caps vcs são o supra-sumo, e bem vindas novas leitoras...
Bjs ate sábado.
